Ataques de Israel assassinaram 6 crianças palestinas em Gaza

Ataques do regime sionista na Faixa de Gaza mataram 6 crianças palestinas nas últimas 30 horas. Outros 18 adultos foram mortos e 203 pessoas estão feridas. Os números são do Ministério da Saúde em Gaza.

Israel é classificado pela Anistia Internacional e outras organizações internacionais como um estado que pratica uma política de apartheid contra os palestinos e que seus ataques frequentes visam promover uma limpeza étnica na região.

O chefe dos Guardiões da Revolução Islâmica assegurou que os palestinos não estão sozinhos em sua luta. “Hoje, todas as capacidades jihadistas anti-sionistas estão em cena em uma formação unida trabalhando para libertar Jerusalém e defender os direitos do povo palestino”, disse o major-general Hossein Salami do IRGC em um comunicado publicado no site Sepah News.

“Estamos com você neste caminho até o fim, e deixe a Palestina e os palestinos saberem que eles não estão sozinhos”.

Eis os nomes das crianças mortas:

Alaa Qaddoum, 5 anos
Ahmad Alnairab, 11 anos
Momen Alnairab, 5 anos
Mohammed Hassouna, 14 anos
Khalil Abu Hamads, 17 anos
Hazem Salem, 12 anos.

O regime sionista alega que todos os locais que ataca em Gaza estão ligados ao grupo Jihad Islâmica da Palestina e que um foguete do próprio grupo teria falhado ao disparar, matando 4 crianças.

Fonte: Brasil 247

Corrupção bolsonarista envolve Arthur Lira, o prefeito de Rio Largo e laranjas

O esquema do orçamento secreto que desviou bilhões dos cofres públicos para garantir a sustentação do governo Bolsonaro, vai aos poucos sendo revelado. Em matéria publicada pelo Estadão, encontra-se as conexões entre Arthur Lira, o prefeito de Rio Largo e laranjas.

Laranja’ que recebeu R$ 13,8 mi em verbas em Alagoas mora na periferia de SP

No papel, Adson Lima da Silva, de 33 anos, é um empresário: figura como sócio de uma companhia de construção em Maceió, tocada em parceria com a mulher, e que recebeu R$ 13,8 milhões em verbas federais repassadas a prefeituras alagoanas. Adson é também filho de um empresário do ramo de autopeças, cujo giro chega à casa das dezenas de milhões por ano. Na vida real, porém, Adson vivia numa casa modesta na zona norte de São Paulo, no bairro do Jaraguá.

O Estadão esteve no endereço que consta em relatório da Polícia Federal vinculado ao CPF de Adson. O que era para ser a moradia do suposto empresário com contratos milionários em Alagoas é uma casa onde moram várias famílias. Segundo os vizinhos, Adson se mudou há alguns anos.

A PF suspeita que ele seja “laranja” em um esquema de desvio de verbas federais enviadas à cidade de Rio Largo (AL). Um inquérito reuniu indícios de que o prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves (Progressistas), teria usado duas empresas para desviar dinheiro público. Uma delas está registrada em nome de Adson.

Flagrante

Na investigação, agentes federais gravaram imagens de pessoas sacando dinheiro das contas das empresas envolvidas e seguindo de carro até um beco onde eram entregues envelopes a veículos usados pela prefeitura de Rio Largo. O prefeito é o principal alvo da investigação.

Em 2007, Gonçalves e o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), foram alvo da Operação Taturana, que resultou na condenação de Lira por improbidade administrativa – ele ainda recorre. Como deputado federal, Lira destinou, por meio de emendas do chamado orçamento secreto, recursos para Rio Largo. O presidente da Câmara não é citado no inquérito da PF sobre o prefeito.

Nos registros da Receita Federal, Adson aparece como um dos donos da construtora Litoral, de Maceió. Para a PF, porém, trata-se de uma empresa de fachada: a Litoral nunca teve nenhum empregado registrado e a sede informada é um quarto do hotel Aqua Inn, no bairro da Ponta Verde, na capital alagoana. A empresa recebeu R$ 13,8 milhões de várias prefeituras de Alagoas de 2019 até fevereiro de 2022.

Adson também trabalhou em uma empresa de autopeças, chamada Reauto, que existe de fato e pertence ao pai dele, Ailton. Segundo a PF, a Reauto recebeu R$ 49 milhões, valores considerados “incompatíveis” com a estrutura da empresa. Adson, seu irmão Alisson e outras pessoas ligadas à Litoral e à Reauto fizeram 233 saques na boca do caixa, de quantias acima de R$ 10 mil, a maior parte deles tinha o valor de R$ 49 mil – uma forma de driblar o Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que notifica retiradas acima de R$ 50 mil.

Comunidade

O imóvel onde Adson viveu em São Paulo é uma casa simples na comunidade Jardim Ipanema, no Jaraguá, na zona norte de São Paulo. A fachada é pintada em amarelo vivo, e na parede há cinco relógios de medição de energia, sugerindo que ali vivem várias famílias. Moradores do local disseram conhecer os irmãos Adson e Allison. Segundo os vizinhos, Adson voltou para Alagoas há quatro ou cinco anos, e visita São Paulo eventualmente.

Resposta

Por intermédio de sua assessoria, Lira afirmou que destina verbas para prefeitos que o apoiam, como fazem os demais parlamentares. Gonçalves não se manifestou.

Fonte: Uol

Estado sionista de Israel assassina 15 palestinos

Israel impõe um sistema de apartheid e de ataques sistemáticos sobre o povo palestinos. Nesse ataque, realizado no dia 05, deixou ao menos 15 mortos e 40 feridos na Faixa de Gaza.

Fontes do governo palestino informam que a aviação israelense atingiu um prédio comercial de 10 andares em Bourj Falastin, no centro da cidade.

O governo de Israel está fazendo uma operação militar contra “diversos objetivos” do grupo palestino Jihad Islâmica na Faixa de Gaza nesta sexta-feira (5), informou um porta-voz do exército à imprensa local.

A mídia palestina e o Ministério da Saúde local afirmam que há sete mortos e 40 feridos nas ações. Entre as vítimas, estão dois membros do grupo: Tayasir Jabari, comandante do grupo no norte da Faixa, e Salame Abed, e uma criança de cinco anos. Já o exército israelense fala em 15 mortos, todos da Jihad.

Até o momento, os militares informaram que a operação se chama “Breaking Dawn” e que um “alerta especial” também foi emitido para o interior do país. O sistema de defesa aérea Iron Dome foi ativado para cobrir até 80 quilômetros dentro do território, incluindo as cidades de Tel Aviv e Modin.

Fontes do governo palestino informam que a aviação israelense atingiu um prédio comercial de 10 andares em Bourj Falastin, no centro da cidade. Além disso, também teriam atingido um objetivo em Khan Yunes, ao sul do território, e um posto da ala militar do grupo Jihad Islâmica em Beit Kahya, ao norte. 

O prédio em Bourj Falastin teria um escritório do grupo e, no momento da ação, diversos militantes estavam no local.  

O Ministério da Saúde de Gaza proclamou o estado de emergência para toda a Faixa.  

Após os ataques, a Jihad Islâmica afirmou que os israelenses “começaram uma guerra”. “O inimigo começou uma guerra contra o nosso povo e nós todos precisaremos nos defender. Não permitiremos que o inimigo continue com suas sistemáticas tentativas de atingir a resistência armada”, ressaltou. 

A ação militar ocorreu horas depois do ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, enviar uma mensagem aos líderes da Faixa de Gaza em que dizia que a “situação ao sul de Israel está tensa” e que o país “não quer buscar um conflito, mas não hesitará em defender nossos cidadãos se necessário”. 

Fonte: Brasil 247

 

Racistas cassam mandato do Vereador Renato Freiras em Curitiba

Nesta sexta-feira (5), o vereador Renato Freitas (PT) teve a sua cassação confirmada pela Câmara de Curitiba. Foram 23 votos favoráveis, sete contrários e uma abstenção. A decisão tem efeito imediado.

Com isso, Freitas perderá seus direitos políticos pelos próximos 10 anos (dois anos restantes do mandato e outros oito anos estipulados pela lei). A defesa recorrerá a decisão pela justiça.

“[Essa cassação] se baseia somente em preconceito por sermos representantes das ruas de terra, das donas Marias desempregadas, dos filhos sem pai, porque representamos a população negra que só entra nos espaços de poder pelas portas de serviço, pelos elevadores reservados, para dormir no quarto da empregada, para ser visto como bode expiatório dos problemas do país”, afirmou o condenado durante a sessão.

O agora ex-vereador destacou em sua última fala, no púlpito da Câmara de Curitiba, a perseguição sofrida por defensores dos direitos humanos e de projetos políticos em defesa das populações marginalizadas.

“Alguns perderam o mandato, como é o caso de Dilma; alguns perderam a liberdade, é o caso de Lula, de Mandela; outros perderam a vida, Marielle presente. Eu sabia disso, mas assumo a consequência dos meus atos. Olho nos olhos de cada um dessa sala e respondo pelas minhas ações. O que eu não posso fazer é construir conchavos às escondidas para ficar no bolso do prefeito, como muitos gostam de ficar”, declarou.

Em sua última fala, Freitas disse que “a verdade está dos lados dos oprimidos, a verdade é sempre revolucionária e nela me apego com garras e dentes”. No momento, os presentes na sessão aplaudiram o ex-vereador e gritaram “Renato fica, racistas saem.”

Fonte: DCM

EUA declaram emergência de saúde pública por conta da varíola dos macacos

Há cerca de 550 mil doses de vacinas no território norte-americano, mas foram identificadas 1,6 milhão de pessoas consideradas vulneráveis

O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Xavier Becerra, informou, nesta quinta-feira (4), que o governo norte-americano declarou o surto de casos de varíola dos macacos como uma “emergência de saúde pública”. Há cerca de 550 mil doses de vacinas, mas foram identificadas 1,6 milhão de pessoas consideradas vulneráveis. As infecções por varíola dos macacos nos EUA subiram para 5,8 mil na última segunda-feira (1).

De acordo com o jornal New York Times, ao adotar a medida, as agências de governo receberão dinheiro de fundos de emergência e darão mais velocidade à vacinação e ao tratamento dos doentes.

No dia 23 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma emergência global por causa da varíola do macaco, pois havia confirmação de infecções pelo vírus em 70 países onde a doença não tinha sido identificada.

Após cobrança do MP, AL inicia estudo para implantar câmeras em fardamento de PMs

Assunto foi pauta de uma reunião realizada na última semana, na Secretaria de Segurança Pública, após uma advogada acusar PMs de agressão

A implantação de câmeras de monitoramento no fardamento dos policiais militares em Alagoas (bodycam) pode começar a sair do campo das ideias e ganhar forma. O assunto foi pauta de uma reunião realizada na última semana na Secretaria de Segurança Pública (SSP/AL), após uma advogada acusar PMs de agressão.

A discussão sobre essa temática é antiga e vem sendo cobrada pelo promotor de justiça de Alagoas, Magno Alexandre Ferreira Moura, da 40ª Promotoria de Justiça da Capital.

No encontro, foi definida a criação de uma comissão que irá realizar estudos técnicos, orçamentários e logísticos para viabilizar os equipamentos e apresentar à SSP/AL.

Segundo o representante do Ministério Público Estadual, que também ocupa o cargo de presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos, a comissão será composta ainda pela Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB/AL), Polícia Militar, Secretaria de Segurança Pública e Conselho de Segurança.

Alguns estados, a exemplo de São Paulo e Santa Catarina, já adotaram esse mecanismo que serve para resguardar cidadãos e agentes da segurança.

E essa experiência foi conhecida de perto pelo promotor de Justiça de Alagoas, Magno Alexandre. No estado da Região Sudeste, as câmeras corporais não podem ser desligadas pelos PMs e são controladas à distância, com transmissão em tempo real.

Por meio delas, os comandantes podem acompanhar as ocorrências em diferentes regiões do estado e o dia a dia de trabalho das equipes fica registrado, com as gravações sendo armazenadas em nuvem, e colocadas à disposição da Justiça, casos solicitadas.

As imagens também servem para aperfeiçoamento do trabalho do policial militar, para as devidas orientações por seus oficiais superiores que podem fazer observações para o aperfeiçoamento da técnica policial.

“Vivemos essa luta desde 2019, num processo de convencimento junto à Segurança Pública de Alagoas. Ano passado, na visita técnica realizada em São Paulo observamos essa implantação, conversamos com os agentes no estado e percebemos como é um mecanismo de sucesso. Precisamos analisar que isso é uma forma de proteção do policial, que demonstrará seguir os protocolos corretos nas abordagens, e do cidadão. Somente os maus policiais que podem ficar receosos com a implantação do monitoramento. Não é vigiar o objetivo, mas garantir princípios importantes da Constituição Federal como legalidade, moralidade e transparência”, opina o promotor.

O MP tem um procedimento administrativo aberto, através da 40ª Promotoria de Justiça da Capital, que acompanha a implementação das câmeras por parte das forças de segurança do Estado.

Segundo o promotor, Alagoas passaria a ser o 1º Estado do Nordeste a implementar as câmeras na indumentária dos policiais, o que ajudaria a própria instituição a aperfeiçoar seu trabalho de segurança Pública e a desafogar a corregedoria Geral da PMAL, com as dúvidas sendo tiradas com as imagens para verificar se teria justa causa para instauração de procedimentos contra o policial.

“Para se ter noção, atualmente existem mais de 500 procedimentos instaurados para investigar militares e outros 500 que devem ser abertos. Quantos desses poderiam ser considerados nulos se existisse o monitoramento e fosse constatado que o agente de segurança agiu de acordo com o que preconiza a lei? “, questiona Magno Alexandre.

O promotor alerta ainda a importância da transparência e publicidade no processo de diálogos para que se sensibilize sobre a importância e necessidade de uso das câmeras.

“São situações como a que aconteceu com a advogada que poderiam ser dirimidas com o uso das câmeras, porque as imagens oficiais divulgariam e demonstraria o que aconteceu e certamente uma imagem fala mais que as palavras consignadas no papel”, diz o promotor.

Apesar do alto custo, Magno Alexandre afirma que Alagoas pode iniciar com um projeto piloto, escolhendo batalhões que sejam polêmicos em atuações e que atuem nas periferias. Dessa forma, a implantação ocorreria de maneira gradativa.

“Esse é um pontapé inicial e acredito que com um estudo sobre custos e formas de implementação, vamos viabilizar esse novo mecanismo para auxiliar a segurança pública do estado”, finalizou. Quem também se posiciona favorável ao uso das BodyCams nas forças de segurança pública é a OAB Alagoas.

PRIORIDADES

Alagoas está entre os estados menos letais do País quando se trata de violência envolvendo policiais militares. Quem afirma é o Secretário de Segurança Pública, Flávio Saraiva.

“Se a letalidade for o argumento então não precisaríamos das bodycams. Elas são importantes sim, mas outras medidas podem ser adotadas no estado e com um custo ainda menor. Seriam viabilizadas pelo Estado de forma mais rápida”, disse Saraiva.

Fonte: Gazetaweb.com

Brasil tem a maior taxa de juros do mundo

Líder em ranking mundial de juros reais, Brasil tem mais do dobro da taxa do 2º colocado. Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Selic para 13,75%.

Líder do ranking mundial de juros reais desde maio, o Brasil vem ganhando distância do México, segundo colocado no levantamento compilado pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management.

Com a nova alta da Selic nesta quarta-feira (3), para 13,75%, os juros reais, ou seja, descontada a inflação (leia mais abaixo), atingiram 8,52% ao ano – mais do dobro da taxa mexicana, de 4,20%.

A taxa de juros real é calculada com abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses, sendo considerada uma medida melhor para comparação com outros países.

VEJA O RANKING ABAIXO:

Ranking mundial de juros reais — Foto: Economia g1

Juros nominais

Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira se manteve na terceira posição, mas quase alcançando a taxa da Turquia, de 14% – país onde a inflação anual chegou a quase 80% em julho.

Veja abaixo:

  1. Argentina: 60,00%
  2. Turquia: 14,00%
  3. Brasil: 13,75%
  4. Hungria: 10,75%
  5. Chile: 9,75%
  6. Colômbia: 9,00%
  7. Rússia: 8,00%
  8. México: 7,75%
  9. República Checa: 7,00%
  10. Polônia: 6,50%
  11. África do Sul: 5,50%
  12. Índia: 5,40%
  13. China: 4,35%
  14. Indonésia: 3,50%
  15. Filipinas: 3,25%
  16. Hong Kong: 2,75%
  17. Nova Zelândia: 2,50%
  18. Canadá: 2,50%
  19. Taiwan: 1,50%
  20. Malásia: 2,25%
  21. Coreia do Sul: 2,25%
  22. Austrália: 1,85%
  23. Cingapura: 1,56%
  24. Tailândia: 1,37%
  25. Reino Unido: 1,25%
  26. Israel: 1,25%
  27. Estados Unidos: 1,00%
  28. Suécia: 0,75%
  29. Alemanha: 0,50%
  30. Áustria: 0,50%
  31. Bélgica: 0,50%
  32. Espanha: 0,50%
  33. França: 0,50%
  34. Grécia: 0,50%
  35. Holanda: 0,50%
  36. Itália: 0,50%
  37. Portugal: 0,50%
  38. Japão: -0,10%
  39. Dinamarca: -0,10%
  40. Suíça: -0,75%
  41. Fonte: G1

Sociólogo Emir Sader defende uma Assembleia Constituinte: “o Brasil precisa de um Estado democrático” 

Publicamos abaixo o artigo do sociólogo Emir Sader publicado no site Brasil 247:

O Brasil precisa de um Estado Democrático

Sociólogo defende uma nova Assembleia Constituinte: “o Brasil precisa de um Estado democrático que possa contribuir para que tenhamos uma sociedade democrática”.

Se conhecia a fragilidade do processo de transição democrática, na saída da ditadura. Houve um processo de desmilitarização do Estado, o restabelecimento dos processos eleitorais, a separação dos poderes da República.

Mas houve continuidade do processo eleitoral ao longo de mais de 30 anos, no qual quatro presidentes da República foram eleitos, três deles reeleitos, pelo voto popular. Esse processo só foi rompido com o impeachment contra Dilma, na verdade um golpe, pela falta de fundamentos da derrubada dela da Presidência.

Foi somente com o impeachment da Dilma que ficou clara a fragilidade institucional, que permitiu essa nova ruptura da democracia, mais de 50 anos depois do golpe de 1964. Uma operação antidemocrática montada pelos meios de comunicação, pelo Judiciário e pelo grande empresariado, revelou como a democracia existente era frágil e permitiu um novo golpe, legitimado pelas instituições vigentes.

Foi uma operação antidemocrática,  assimilada pelas instâncias consideradas democráticas, como os meios de comunicação e o Judiciário. A interpretação predominante considera que o golpe de 2016 não foi um golpe, considera que houve continuidade democrática.

Em continuidade com essa visão, o Lula foi processado, preso, condenado e impedido de ser candidato à Presidência da República em 2018. O reconhecimento da sua inocência revelou como o sistema considerado democrático permitiu uma monstruosidade como aquela que sofreu o Lula e a própria democracia.

O conjunto  desses acontecimentos é um streaptease da falsa democracia, da ausência de um Estado democrático no Brasil contemporâneo. Tudo o que o povo brasileiro sofreu nesses anos desde o golpe de 2016 é responsabilidade dos agentes que promoveram a ruptura democrática de 2016 e legitimaram as eleições fraudadas de 2018.

Nem os meios de comunicação, nem o Judiciário, reconhecem a ruptura democrática que levou o país à situação trágica que o vive atualmente. Nenhuma visão das instâncias oficiais e das predominantes explica por que o Brasil vive a situação catastrófica atual. Não assumem as responsabilidades de terem escolhido o Bolsonaro como o seu candidato e, de forma fraudulenta, o terem elegido presidente do Brasil.

Somente um diagnóstico que denuncie o impeachment de 2016 e as violências cometidas contra o Lula como golpes de ruptura da democracia permite compreender o que o Brasil vive atualmente. Somente o reconhecimento das fragilidades do Estado brasileiro e do seu caráter antidemocrático torna possível compreender o Brasil contemporâneo.

Não haverá restabelecimento da democracia no Brasil sem o reconhecimento das rupturas da democracia ocorridas desde 2016. Sem o reconhecimento que a Dilma foi tirada do governo de forma antidemocrática. Que a prisão e a condenação do Lula foram monstruosidades jurídicas.

O Brasil precisa construir um Estado democrático, com um Judiciário democratizado, com meios de comunicação que zelem pela democracia e não participem de operações de ruptura da democracia. Um Estado democrático supõe uma sociedade democrática, sem as profundas desigualdades sociais e regionais existentes. Supõe o direito de organização e de expressão da grande maioria da sociedade, hoje sem participação direta e efetiva no sistema político, salvo no exercício do voto de representantes que não são controlados pelos que os elegeram.

O Brasil precisa de um Estado democrático, que possa contribuir decisivamente para que tenhamos também uma sociedade democrática. É provável que isso só seja possível através de uma Assembleia Constituinte. O que faz esse objetivo ser mais difícil, mas não menos necessário.

Corrupção: aliados de Bolsonaro com cargos secretos sacaram R$ 226 milhões em dinheiro no RJ

Governador Cláudio Castro (PL), aliado de Bolsonaro, transformou a Ceperj num imenso cabide de emprego e foco de corrução.

Funcionários contratados por meio de cargos secretos pela Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio) sacaram R$ 226,4 milhões em dinheiro no Banco Bradesco somente nos sete primeiros meses deste ano. A informação é proveniente de uma investigação realizada pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio) após reportagens publicadas pelo UOL.

Os dados constam em uma ação que tramita desde domingo (31) na 15ª Vara de Fazenda Pública do Rio. Nela, os promotores pedem a suspensão de novas contratações pelo órgão a não ser que haja transparência. O volume sacado em espécie nas agências onde os funcionários recebem seus pagamentos representa 91% de tudo o que a fundação pagou a eles em 2022 (R$ 248,9 milhões).

O levantamento do MP-RJ baseou-se em uma planilha fornecida pelo banco em que aparecem 27.665 pessoas pagas pela Ceperj ao longo deste ano. O número supera a estimativa feita inicialmente pelo UOL, de cerca de 18.000, que se baseou em documentos públicos disponíveis até o mês passado.

Na ação, os promotores Eduardo Santos de Carvalho, Gláucia Santana e Silvio Ferreira de Carvalho Neto afirmam que os saques em espécie são “um procedimento que afronta as mais comezinhas regras de prevenção à lavagem de dinheiro”.

O governo estadual ainda não foi notificado da ação, e a Justiça ainda não decidiu se concede a liminar que poderá suspender novas contratações e impedir que novos pagamentos sejam feitos na “boca do caixa”.

Ontem (1º), a fundação também suspendeu por um mês o projeto Casa do Trabalhador, que possui 9.000 cargos secretos para que seja feita uma auditoria. A medida foi tomada após reportagem do UOL.

Meio milhão em um só dia

Nas investigações realizadas pelo MP-RJ, o volume de saques em dinheiro em uma agência na cidade de Campos dos Goytacazes chamou a atenção dos promotores.

Em oito datas, entre janeiro e junho, foram sacados pelo menos R$ 300 mil em espécie em cada uma delas. O maior volume, no dia 14 de junho, chegou a R$ 536 mil.

“A realização de saques de dinheiro em grande volume, tal como acima retratado, constitui nítida afronta às normas de prevenção à lavagem de dinheiro”, reforçaram os promotores.

O MP-RJ também aponta que a prática traz indícios de que parte dos valores poderia estar sendo repassada pelos funcionários a terceiras pessoas, em um esquema de rachadinha:

“É manifesto, portanto, o risco de que a pessoa responsável por arregimentar a mão de obra contratada coordene as operações de saque em espécie para a mesma data, de modo a facilitar que parcela da remuneração dos contratados lhe seja repassada sem deixar rastros no sistema financeiro”.

Os promotores dizem ainda que “o levantamento de quase R$ 226,5 milhões em espécie implica em um volume incomensurável de dinheiro oriundos dos cofres públicos circulando ‘por fora’ do sistema financeiro, cuja efetiva destinação será impossível de verificar”.

Um funcionário, três salários

Outra constatação dos promotores foi a presença de funcionários públicos entre os cargos secretos da Ceperj, conforme já havia sido mostrado em reportagem do UOL.

O MP-RJ constatou, porém, que não só há servidores recebendo salários extras dessa forma, como eles também vêm ganhando dois pagamentos da fundação, além do que recebem na folha de pagamento regular do estado.

Foram identificados um caso de uma servidora do DER (Departamento de Estradas e Rodagem) e outro da Secretaria Estadual de Governo, que “sugerem que estejam ganhando através de dois projetos diferentes da Ceperj”.

Com algumas exceções, como profissionais de saúde e professores, tanto o estatuto do servidor fluminense quanto a Constituição Federal proíbem o acúmulo de cargos ou funções.

O que o UOL já revelou

Na petição inicial da ação do MP-RJ, de 79 páginas, o UOL foi citado 15 vezes. Confira o que já foi publicado sobre os cargos secretos do governo Cláudio Castro (PL).

O escândalo foi revelado no fim de junho. Em reportagem exclusiva, o UOL mostrou que o governo do Rio mantém ao menos 18 mil vagas de trabalho na Ceperj sem nenhuma transparência.

Um dos projetos com cargos secretos recebeu transferência relâmpago de R$ 58 milhões com verbas da educação.

Levantamento feito com dados da Secretaria Estadual de Fazenda mostrou que Cláudio Castro aumentou em 25 vezes o orçamento da fundação desde que assumiu o cargo. Somente neste ano, o incremento chegou a R$ 300 milhões até junho.

Uma planilha elaborada pela Secretaria de Trabalho implica diretamente Castro no escândalo. O documento recebeu o nome de “governador” e tratava do orçamento para 9.000 cargos secretos. Procurada, a Secretaria de Trabalho afirmou que iria apurar se houve “um erro na confecção da planilha”.

Após a revelação do UOL, o governo chegou a colocar o documento sob sigilo, mas voltou atrás.

Reportagem exclusiva também mostrou que polos do programa Casa do Trabalhador, o maior dentre os que têm folhas de pagamento secretas, estão sendo controlados por pré-candidatos do Podemos, partido presidido pelo secretário de Trabalho e Renda, Patrique Welber. A pasta afirmou que “as unidades do projeto são equipamentos públicos e não têm finalidade político-partidária”.

O UOL revelou ainda que um código genérico foi usado pela Fundação Ceperj para esconder R$ 284 milhões em pagamentos a contratados nesses cargos secretos. O governo alega que não há ilegalidade e que isso foi feito para dar “agilidade no processo interno”.

A última reportagem mostrou que funcionários públicos estão recebendo salários extras por meio dos cargos secretos de projetos da Ceperj. O tema está entre os que estão sendo abordados na auditoria feita pelo governo estadual.

Fonte: Uol

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