Pastor é preso após ‘fingir’ ser Deus e fazer sexo com devota

As investigações apontam que o pastor exigiu sexo de fiel de 20 anos “por salvação”

A Polícia Civil do Estado de Goiás cumpriu mandado de prisão preventiva contra o pastor evangélico Márcio Cabral Conceição acusado de abuso sexual mediante fraude contra uma fiel, em Goiânia (GO).

As investigações apontam que o líder religioso, de 41 anos, se utilizou de fraude religiosa para manter relação sexual com a mulher de 20 anos. O autor do crime a convenceu a acompanhá-lo a um hotel de luxo e praticar conjunção carnal, sob o pretexto da salvação de sua alma e de seu marido.

O pastor, que atuou por 7 anos em uma igreja de Goiânia, dizia ser Deus e utilizava da fé da jovem para aterrorizá-la. Em mensagens de WhatsApp divulgadas pela polícia, ele afirma ser “o senhor dos exércitos” e o “criador dos céus e da Terra”.

Na troca de mensagens, após a mulher recusar acompanhar o pastor novamente ao hotel, ele afirma que o marido seria morto a mando de Deus, e que a vítima e filha não seriam “salvas”.

Após relatar o abuso a familiares, a mulher descobriu que a cunhada também foi alvo das investidas do líder religioso. As duas procuraram a 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia, onde correram as investigações.

Fonte: Metrópoles

Franceses protestam contra reforma da Previdência de Macron

O fim de semana da França teve início com novos protestos contra a reforma da Previdência, no terceiro dia de mobilizações após o presidente Emmanuel Macron atropelar a votação na Assembleia Nacional para impor a mudança nas aposentadorias.

Proibidos de ocupar a praça da Concórdia, os manifestantes de Paris começaram a se reunir na praça da Itália por volta das 18h do horário local e iniciaram uma caminhada. De acordo com a emissora BFM, há 4.000 pessoas na manifestação, na qual houve confronto quando tentaram atear fogo em latas de lixo e fazer barricadas. Já no começo da tarde, dezenas de manifestantes entraram no shopping Châtelet-Les Halles e abriram faixas de protesto após seguranças do estabelecimento tentarem barrá-los com bombas de fumaça.

Houve manifestações em pelo menos 14 cidades. Segundo o jornal Le Monde, as autoridades contabilizaram 2.000 pessoas em Caen, 1.200 em Saint-Etienne, 6.000 em Nantes, 6.000 em Brest e 1.900 em Bordeaux —números que podem mais do que dobrar de acordo com a contabilização dos organizadores.

Também houve confronto em Bordeaux, onde manifestantes colocaram fogo em lixeiras. A polícia usou gás lacrimogêneo e prendeu nove pessoas.

Greves e mobilizações contra a controversa reforma do presidente aconteciam desde janeiro pacificamente, mas o cenário mudou nos últimos dias. A manobra de Macron, que recorreu ao artigo 49.3 da Constituição para aprovar o projeto de lei do governo sem a chancela parlamentar, deu novo impulso aos protestos.

O dispositivo constitucional, visto como pouco democrático, foi uma aposta radical do governo diante das incertezas sobre a votação na Casa de uma reforma considerada crucial para a agenda reformista de Macron.

Na noite de quinta, 310 pessoas foram presas —258 delas só em Paris, onde cerca de 10 mil manifestantes ocuparam a praça da Concórdia. Na sexta-feira (17), cerca de 4.000 pessoas se reuniram no mesmo local, onde houve um princípio de incêndio. Grupos lançaram sinalizadores e garrafas contra as forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo; 61 foram presos.

As últimas manifestações levaram a polícia francesa a proibir concentrações neste sábado na praça, que fica em frente ao Parlamento. As pessoas que tentarem se reunir nos locais serão dispersadas e poderão ser multadas, afirmou a polícia à agência de notícias AFP.

“O que eu vou responder aos jovens que me dizem que votar não serve para nada? Eu elegi um deputado que não pode votar. Estamos em plena negação da democracia”, disse à AFP Nathalie, uma mulher de 30 anos que protestava em Besançon.

A proposta aumenta a idade de aposentadoria de 62 para 64 anos até 2030 e adianta para 2027 a exigência de 43 anos de contribuição para acessar a aposentadoria integral —atualmente são necessários 42 anos.

A reformulação também mexe nos chamados regimes especiais —aqueles dedicados a atividades consideradas mais penosas, como as de garis, bombeiros, policiais e enfermeiros, que podem se aposentar antes das demais categorias, teriam a idade mínima elevada de 57 para 59 anos.

Segundo o governo, a reforma vai representar uma economia de € 18 bilhões (cerca de R$ 101 bilhões). Ela representa uma aproximação da França aos parâmetros adotados por outros países da União Europeia, que já elevaram suas idades mínimas de aposentadoria.

A proposta, apresentada em janeiro pela primeira-ministra, Elisabeth Borne, gerou uma articulação intersindical que não se via há pelo menos 12 anos. Uma nova onda de protestos é esperada para a próxima quinta-feira (23), na semana em que deputados da oposição apresentarão duas moções de censura. A aprovação de qualquer uma delas, cenário considerado improvável, anularia o decreto presidencial e forçaria a renúncia de Borne.

Segundo o secretário-geral da CGT, a refinaria da TotalEnergies na Normandia, norte da França, está paralisada desde a noite de sexta. Além disso, lixo se acumula em Paris por causa da greve de garis —os funcionários estão parados há 12 dias. Em assembleia desta sexta, os trabalhadores decidiram continuar a paralisação até pelo menos terça-feira (21). A estimativa é que haja 10 mil toneladas de lixo nas ruas.

Sindicatos de professores também convocaram novas greves para a semana que vem, às vésperas do vestibular unificado francês, enquanto grupos do setor industrial programaram uma greve nacional para a quinta. Já a paralisação dos controladores de tráfego aéreo vai afetar as viagens: na sexta, o governo pediu o cancelamento de 30% dos voos do aeroporto de Orly, na periferia de Paris, e 20% dos de Marselha-Provence, na próxima segunda-feira (20).

Fonte: Yahoo!

Com 1526 disciplinas diferentes, alunos e professores reclamam do novo Ensino Médio

As redes estaduais de ensino do país estão oferecendo ao menos 1.526 opções de disciplinas no novo Ensino Médio, segundo levantamento feito pela Folha de S.Paulo com as Secretarias de Educação estaduais. Criadas sob o argumento de que tornariam essa etapa mais próxima aos interesses dos estudantes, a nova estrutura do currículo escolar vem sofrendo protestos em todo o país.

Estudantes e professores afirmam que as disciplinas foram implementadas de forma desorganizada, sem estrutura nas escolas e preparo do corpo docente para dar aula sobre diversos temas. Eles ainda ressaltam que o itinerário não permite o aprofundamento nas áreas de conhecimento, e na prática, ocupam o tempo na escola com atividades sem benefícios para a formação escolar.

Em algumas escolas, por exemplo, são oferecidas aulas como “RPG-conquistadores do mundo”, “Torne-se um milionário” ou de esportes radicais.

O novo ensino médio foi organizado em duas partes: 60% da carga horária dos três anos dessa etapa são comuns a todos, com as disciplinas regulares. E os outros 40% são formados por optativas.

Desta forma, os alunos devem escolher em qual área querem aprofundar os estudos, entre cinco opções gerais: matemática e suas tecnologias; linguagens e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e sociais aplicadas; e ensino técnico profissionalizante.

Bolsonaro é investigado por desvio de R$ 26,4 bilhões do Fundo Pis/Pasep

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito para investigar a suspeita de um rombo ao patrimônio público no valor de R$ 26,4 bilhões registrado durante o último ano de governo de Jair Bolsonaro. 

O MPF recebeu uma série de denúncias sobre retiradas de recursos do Fundo Pis/Pasep pelo governo Bolsonaro para “emprego em outras finalidades”. Segundo a coluna Radar, da Veja, o inquérito foi aberto no dia 7 deste mês, mas não são conhecidas as autoridades da gestão Bolsonaro que estejam na mira da investigação.

“As questões versadas nos autos ainda demandam diligências para a formação do convencimento ministerial acerca das medidas a serem eventualmente adotadas, não cabendo, por outro lado, o arquivamento do procedimento”, diz o MPF no inquérito, segundo a coluna.

Fundo contábil instituído em 1975 mediante a unificação do fundo do Programa de Integração Social (PIS) com o fundo do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), ambos criados em 1970. No PIS, são cadastrados os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), enquanto que os trabalhadores empregados nas repartições públicas da União, estados, municípios, suas autarquias e empresas públicas são cadastrados pelo Pasep. Desde 1988, o Fundo PIS-Pasep não conta com a arrecadação para contas individuais. 

A Constituição alterou a destinação dos recursos provenientes das contribuições para o PIS e o Pasep, que passaram a ser alocados no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), para o custeio do programa de seguro-desemprego, do abono salarial e para financiamento de programas por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Apesar de a Lei Complementar 26/75 estabelecer a unificação do PIS e do Pasep, os dois programas têm patrimônios e agentes operadores distintos: Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, respectivamente. (*Com Agência Senado)

Fonte: Brasil 247

MPF vai investigar Jair Bolsonaro por desviar bens públicos em benefício próprio

O ex-presidente e sua esposa serão investigados pelo MPF por peculato no escândalo das joias

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento para investigar Jair Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pelo crime de peculato no caso das joias recebidas da Arábia Saudita, informa a jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

O ex-ministro Bento Albuquerque e o ex-secretário da Receita Julio Gomes, que tratou das joias com Bolsonaro por ligação telefônica, também são citados na notícia-crime recebida pelo órgão.

A autora da representação, deputada Luciene Cavalcante (PSOL-SP) afirma que as supostas condutas de Bolsonaro, Michelle, Bento Albuquerque e Gomes para liberar os artigos de luxo são marcadas por “imoralidade, desarrazoabilidade e prejuízo aos cofres públicos” e devem ser investigadas.

O caso foi designado ao procurador da República Caio Vaez Dias, do Distrito Federal. Ele integra o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF no DF. 

Pesa sobre o ex-ocupante do Palácio do Planalto também a suspeita de que as joias foram ofertadas pela monarquia saudita a título de propina. 

Fonte: Brasil 247

Pastor de Igreja Batista de Maceió é citado em depoimento sobre ato terrorista de 08/01

Ademir Almeida da Silva, morador de Maceió, disse à Polícia Federal (PF) que recebeu R$ 400 mensais e citou o nome do pastor Adiel Brandão de Almeida, como sendo o financiador de seus custos mensais em Brasília

Nesta semana, evangélicos bolsonaristas que viajaram a Brasília para participar do ato antidemocrático do dia 8 de janeiro relataram, em depoimentos prestados à Polícia Federal (PF), que igrejas de diversos estados do país bancaram os ônibus e organizaram as caravanas para irem ao evento.

E foi em um desses depoimentos que um pastor de uma Igreja Batista de Maceió foi citado por um homem preso nos ato terrorista como sendo o seu financiador. 

Ademir Almeida da Silva, disse à PF que recebeu R$ 400 mensais e citou o nome do pastor Adiel Brandão de Almeida, como sendo o financiador.

O pastor, em entrevista, negou que financiava os atos mas disse que “cooperou” com a viagem de Ademir, pois ele estaria com pouco dinheiro. Porém, disse que essas despesas não tiveram relação com a Igreja. “Isso é financiar a ida de alguém? Não é”, afirmou o pastor.

O pastor ainda tentou justificar dizendo: “e mesmo que alguém fosse financiar, não é da conta de ninguém não”, concluiu.

É da conta sim pastor, pois financiar ato golpista é crime. E se comprovada a participação como financiador, o pastor Adiel Brandão de Almeida pode ser indiciado no processo que apura a participação e o financiamento do ato terrorista de 08/01.

Redação com Jornal de Alagoas

Eletricitários fazem ato no Ministério de Minas e Energia pela reestatização da Eletrobras

O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), organização que agrega trabalhadores do setor elétrico de todo o país, realizou uma manifestação nesta quarta-feira (15), em frente do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, exigindo a reestatização da Eletrobras e denunciando a continuidade de práticas bolsonaristas dentro do MME.

A manifestação contou com a participação de parlamentares, movimentos populares e entidades sindicais, além dos trabalhadores do setor.

Foi cobrado posicionamento do ministro Alexandre Silveira para que reconduza a Eletrobras ao patrimônio público e garanta o controle acionário da empresa pelo Estado brasileiro. Também foi criticada a tentativa do ministro de indicar nomes ligados à privatização da empresa para cargos de confiança no MME.

Mauro Martinelli, porta-voz do coletivo, defende que Silveira deveria alinhar seu discurso com o presidente Lula (PT). O petista classificou recentemente a privatização da Eletrobras como “crime de lesa-pátria” e uma “quase bandidagem”. Martinelli também recordou que no dia 2 de janeiro Lula enviou um ofício ao Congresso Nacional no qual reafirmou seu compromisso em reconduzir a Eletrobras como um patrimônio do povo brasileiro.

Fonte: Revista Fórum

Estudantes se manifestam pela revogação da Reforma do Ensino Médio

No dia 15/03, em diversas cidades, estudantes secundaristas participaram de manifestações no Dia Nacional de Luta Pela Revogação do Ensino Médio, convocado pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e apoiado por diversas entidades estudantis e sindicais.

Em Brasília, cerca de 500 estudantes de 10 escolas da capital e de cidades-satélites se manifestaram na Esplanada. Militantes da Juventude Revolução do PT, por exemplo, organizaram um piquete em uma escola do Gama, o que fez com que dezenas de estudantes se mobilizasse para o ato.

Em São Paulo, cerca de 2 mil estudantes compareceram no ato na Av. Paulista. O grito que ecoava mais forte na manifestação era “1, 2, 3, 4, 5, mil, revoga o Novo Ensino Médio ou paramos o Brasil.” Também, foram entoadas palavras-de-ordem se dirigindo ao Ministro da Educação, Camilo Santana: “Aê ministro, presta atenção… Os estudantes querem a revogação.”

De várias escolas, os estudantes trouxeram cartazes expressando o seu descontentamento com a destruição do currículo proporcionada pela reforma do Ensino Médio. Professores também se fizeram presentes para expressar seu apoio ao movimento dos secundaristas.

Fonte: O Trabalho

Estudantes e professores protestam contra a implantação do “novo ensino médio” em Arapiraca

Centenas de estudantes e professores tomaram as ruas do centro de Arapiraca, hoje a tarde, 15/03, para protestar contra a implantação no novo ensino médio. A manifestação foi organizada por um comitê de luta que é composto por sindicatos como o Sinteal e o Sinduneal, grêmios estudantes e Centros Acadêmicos da Ufal e Uneal.

A concentração começou a partir das 15 horas, na antiga praça da Prefeitura e depois percorreu as ruas do centro, encerrando na praça Manoel André.

Com faixas e cartazes, centenas de estudantes secundaristas e universitários da Uneal e Ufal, se juntaram aos professores do ensino médio e das universidades para exigir a revogação do Novo Ensino Médio. A lei de 2017 imposta pelo governo do golpista Michel Temer estabeleceu um novo currículo que começa agora a ser implementado obrigatoriamente.

Para Jana, da Juventude Revolução “o novo ensino médio prejudica a formação dos estudantes, são menos aulas de História e Sociologia e os itinerários formativos ofertados no lugar é uma enrolação. Queremos educação de qualidade e que nos prepare de verdade para a vida e o Enem”.

As manifestações pela revogação do novo ensino médio também ocorreram em Maceió e centenas de outras cidades em todo o país.

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