Fehada com Bolsonaro: Caoa Chery para produção e demite funcionários

A Caoa Chery paralisou a produção de veículos em Jacareí, no interior de São Paulo, onde produzia os modelos Tiggo 3x e Arrizo 6 Pro. Em comunicado, a marca afirma que a decisão visa remodelar a linha de produção para a fabricação de veículos elétricos, atualizando sua gama de produtos. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, a empresa demitirá os funcionários envolvidos com as atividades de manufatura no local.

Com decisão, a montadora passa a produzir, ao menos momentaneamente, veículos apenas na fábrica de Anápolis (GO), onde são feitos os SUVs Tiggo 5x, Tiggo 7 Pro e Tiggo 8. Inaugurada em 2001, a unidade também é responsável pela fabricação de alguns modelos da Hyundai.

“A pausa nos processos industriais de Jacareí será compensada pela intensificação da produção da planta industrial em Anápolis que está sendo preparada para novos lançamentos já no segundo semestre de 2022. Com isso, a Caoa Chery mantém sua meta de comercializar 60 mil unidades no mercado nacional em 2022”, disse a empresa.

A fábrica de Jacareí foi a primeira da Chery fora da China. Em 2017, a Caoa assumiu 50% da unidade, quando a empresa brasileira passou a controlar todas as operações de produção e marketing, dando origem à Caoa Chery. De acordo com o site da montadora, a planta tinha capacidade para produzir até 150 mil carros por ano e era responsável por 40 mil empregos diretos e indiretos na região.

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Fonte: Uol

Mortes por acidente de trabalho no Brasil podem ser o dobro dos números oficiais

Nos últimos dez anos, pelo menos 50 mil pessoas podem ter morrido em acidentes de trabalho no Brasil. De acordo com dados oficiais, foram 23 mil mortes, mas pesquisadores afirmam que, entre 2012 e 2021, foi contabilizado apenas quem estava no mercado formal, ou seja, os números reais podem ser mais que o dobro. Por outro lado, registram-se déficit de auditores fiscais e queda de 70% do orçamento da área.

Dados do INSS compilados pelo Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, iniciativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), mostram que, na última década, 22.954 pessoas morreram em acidentes de trabalho no país. No período, foram registrados junto ao INSS 6,2 milhões de comunicações de acidentes de trabalho (CATs).

O Brasil registra uma média de 7,4 mortes por acidente de trabalho por 100 mil habitantes. Para comparar, na Argentina são 3,7 e no Chile, 3,1 por 100 mil habitantes. No mundo, Armênia, com 13,6, e Uzbequistão, 8,1 por 100 mil habitantes, estão entre os países com as maiores taxas de mortes. Na outra ponta estão, por exemplo, Finlândia, com 1,4 morte por 100 mil habitantes, e Alemanha, com 1.

No mesmo dia em que esses números foram divulgados pelo jornal Valor, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) denunciou que, nos últimos dez anos, houve uma redução de cerca 45% do quadro de auditores no Brasil e de quase 70% dos recursos orçamentários da área. O último concurso público ocorreu em 2013, para preenchimento de cem vagas. Em algumas localidades, não há sequer um auditor para investigar denúncias de acidentes de trabalho atualmente, nem mesmo os fatais.

“Nenhuma morte causada pelo trabalho deveria ser considerada normal”

“Desde o ano 2000, são mais de 2.500 mortes em acidentes de trabalho por ano. Mas, se incluirmos também a população não coberta pela Previdência, esse número deve ser pelo menos o dobro e teríamos ao redor de 5.000 mortes anuais na última década”. A afirmação é do pesquisador René Mendes, do Instituto Saúde e Sociedade, da Unifesp, e coordenador da Frente Ampla em Defesa da Saúde dos Trabalhadores, em entrevista ao Valor.

“Nenhuma morte causada pelo trabalho deveria ser considerada normal”, afirma Mendes. Ele aponta que o Brasil reduziu os registros nos últimos 50 anos, mas as taxas sem mantiveram elevadas nas duas últimas décadas.

“Os números da Previdência são uma fração do universo da população economicamente ativa. Há também os informais e outras categorias que não são contempladas por essas estatísticas da Previdência, como autônomos, servidores públicos, militares. Por isso digo que a estimativa é que o número de mortes é, no mínimo, o dobro”, diz Mendes.

O INSS afirmou ao Valor que não dispõe de porta-voz para falar sobre o assunto e sugeriu contato com o MPT. A procuradora regional do MPT de São Paulo Marcia Kamei Lopez Aliaga disse acreditar que as cifras reais podem chegar ao dobro porque os informais não entram no cômputo do INSS e porque a subnotificação de ocorrências é grande. E mesmo os números oficiais já são alarmantes, avalia a procuradora.

Além dos acidentes fatais, o estudo do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho mostra que, entre 2012 e 2021, o INSS concedeu 2,5 milhões de benefícios, como auxílio-doença e auxílio-acidente. No período, o gasto previdenciário com acidentes passou de R$ 120 bilhões. Em 2021, o número de benefícios para acidentados cresceu 212% em relação a 2020, passando de 72.367 para 153.333. Em 2019, antes da pandemia, foram 195.841.

Com a pandemia, devido à redução da atividade econômica, os números diminuíram, mas, com a retomada das atividades, voltam a subir. “Os gastos são preocupantes. Tivemos número reduzido pela queda da atividade econômica no período, mas quando retornamos voltamos ao patamar anterior, com setores em situação pior do que antes”, diz a procuradora Marcia Kamei Lopez Aliaga.

Sindicatos de Metalúrgicos de Osasco e Região denunciam falta de fiscais

Em São Paulo, maior polo industrial do país, a falta de fiscalização é uma grande preocupação de trabalhadores e trabalhadoras. De acordo com a Convenção 81 da OIT, da qual o Brasil é um dos signatários, o ideal é um fiscal por 10 mil habitantes; no estado de São Paulo, a média é de 1 fiscal para 72 mil habitantes. Há um déficit de 85% de auditores fiscais (bem acima do já alto índice nacional, de 45%). Conforme a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo (SRTE), o estado conta com 177 auditores responsáveis pela fiscalização do trabalho, em condições de receber ordem de serviço. Mas o ideal seria 1.141, conforme a legislação.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região fez um levantamento, em 2017. De 2010 a 2016, ocorreram 94 acidentes na categoria, com média de 3 mortes por ano; 54% das vítimas tinham entre 16 e 35 anos.

A Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Osasco e região, que atende a 16 municípios, deveria ter 54 auditores fiscais, mas há somente 4. Três deles são capacitados para fiscalização quanto à legislação e 1, para fiscalização na área de saúde e segurança, mas, por estar com atividades restritas, não pode fazer trabalho de campo. Ou seja, não fiscal para ir aos locais em caso de acidente. Foi o que aconteceu em 22 de fevereiro. Houve um acidente fatal em uma fábrica de Taboão da Serra, mas apenas um mês depois um fiscal foi local, deslocado de Bauru, distante 350 quilômetros.

O coordenador da subsede do sindicato em Taboão da Serra, Marcelo Mendes, disse ao Sintrajufe/RS, por telefone, que a situação piorou ainda mais com a reforma trabalhista de 2017, que permite acordos entre empresários e trabalhadores sem a presença do sindicato. “O processo de sucateamento do Ministério do Trabalho vem de muitos anos, mas piorou”, diz Mendes.

“O discurso é que tem muito servidor, que a máquina está inchada, mas é o contrário, precisa ter concurso para repor esse quadro”, diz Mendes. Ele afirma que “a situação é dramática” e que só se consegue a presença de um auditor fiscal nas fábricas quando há acidente fatal “e só um mês depois”. O sindicalista ressalta que os trabalhadores vivem em risco, porque não há fiscalização dos locais, das máquinas: “a fiscalização das relações de trabalho é mais que fundamental”.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região fez uma campanha denunciando o desmonte do sistema de fiscalização. Em março, apresentou um documento à Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, a fim de que o movimento sindical se articule para cobrar do governo federal, do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério da Economia, do Congresso Nacional, “a criação de concursos públicos para contratar auditores em número suficiente para atender as necessidades das Superintendências de todo o país, e contratar funcionários públicos para atividades administrativas”. A entidade também destaca ser necessário “aumentar os recursos e tomar medidas para adequar a estrutura desses órgãos às necessidades da fiscalização e a defesa das demais condições de trabalho e legislação trabalhista”.

Diversos sindicatos se uniram e, com o Comitê Intersindical de Saúde e Segurança no Trabalho, denunciaram a situação junto à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Fonte: Sintrajufe/RS

Garimpeiros são suspeitos por desaparecimento de yanomamis 

Nas redes sociais, ativistas, artistas e sociedade civil cobram por respostas. Yanomamis que ainda estão na região, permanecem com muito medo de falar sobre o caso, após ameaças de garimpeiro

Mais de 20 moradores da comunidade Yanomami onde a menina indígena de 12 anos foi estuprada e morta por garimpeiros permanecem desaparecidos. Nas redes sociais, ativistas, artistas e sociedade civil cobram por respostas “Cadê os Yanomamis”?

O comediante e youtuber Whindersson Nunes escreveu:  “Todo dia meus casa indígena reclamando do extermínio do seu povo nas redes sociais, uma comunidade toda sumiu (25 pessoas), tiveram a aldeia queimada depois de denunciarem o estupro de uma criança de 12 anos. Consigo aguentar minhas dores, mas doi mto acompanhar a dor do amigo [sic]”, lamentou.

Já a ativista e comunicadora indígena Alice Pataxó elencou as violências provocadas pela exploração nas terras indígenas.

“Indígena pataxó hãhãhãe agredida, pataxó morto dentro de casa na aldeia (sem explicação aparente) criança yanomami desaparecida, outra com morte confirmada, e sobre isso o silêncio, falar do racismo antindígena não gera financiamento do agronegócio”.

Medo

Os yanomamis que ainda estão na região permanecem com muito medo de falar sobre o suposto estupro e morte da menina de 12 anos porque foram ameaçados e cooptados pelos garimpeiros, revelou à Folha o líder indígena Júnior Hekurari Yanomami.

“Os yanomamis estavam com muito medo de falar. Eles diziam: ‘Não sei, não sei’, ‘eu sou gerente dos garimpeiros’, ‘tem pistola, tem pistola’. Aí perguntei onde estava a comunidade e disseram que estava no mato. Eles não falavam absolutamente nada. Foram bem orientados, eu percebi isso”, afirma Júnior.

Um vídeo gravado por garimpeiros dias antes mostra um homem falando com parte desses indígenas: “Estão dizendo que mataram uma índia, estupraram e jogaram, viemos aqui para relatar que isso é uma mentira. Isso é uma verdade ou uma mentira? Aconteceu?”, pergunta ele às quatro pessoas, que apenas balançam a cabeça e dizem “não”.

Estupro e morte

Foi Júnior Hekurari Yanomami quem expôs, na última terça-feira (26), que a adolescente yanomami da Terra Indígena da comunidade de Aracaçá, região de Waikás, em Roraima, faleceu após ser violentada sexualmente por garimpeiros. Ele também havia denunciado o sequestro, também por parte de garimpeiros, de uma mulher indígena e seu filho de três anos, que foi atirado em um rio e segue desaparecido.

“No sobrevoo vimos que a comunidade estava queimada. Segundo relatos, viviam lá, cerca de 24 yanomamis, mas não havia ninguém. Em todos meus 35 anos, nunca vi isso. Um Yanomami não abandona sua casa, a menos que seja uma situação muito grave. Quem queimou? Por que queimou? Para onde eles foram?”, questionou Júnior Hekurari em entrevista ao Mídia Ninja.

Segundo o líder indígena, alguns yanomamis que ainda estão na região teriam sido cooptados por garimpeiros e, por isso, estariam divulgando informações falsas para atrapalhar as investigações. Ele informa, ainda, que alguns dos indígenas receberam ouro dos garimpeiros para manter o silêncio.

Investigações

Em nota conjunta divulgada na última quinta-feira (28), a Polícia Federal, Funai e Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), informaram que vão prosseguir com as investigações mesmo após afirmarem que   “após extensas diligências e levantamentos de informações com indígenas da comunidade não foi encontrado indício óbito por afogamento” e nem do estupro e morte da adolescente.

O Ministério Público Federal (MPF) informou, por sua vez, também através de nota oficial, que  “as diligências demonstraram a necessidade de aprofundamento da investigação, para melhor esclarecimento dos fatos”.

Fonte: CUT

Lula (PT) tem 51,1% e Bolsonaro (PL) 27,5% em Alagoas

A sondagem foi realizada pelo Paraná Pesquisas e ouviu 1.510 eleitores em entrevistas pessoais realizadas em 33 municípios entre os dias 27 de abril e 02 de maio de 2022. A amostra atinge um nível de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,6% para os resultados gerais. Confira os números das pesquisas estimuladas, quando são apresentadas as alternativas de candidatos aos entrevistados.

PRESIDENTE DA REPÚBLICA

No levantamento do Paraná Pesquisas, as intenções de voto para o Palácio do Planalto trazem o ex-presidente Lula (PT) liderando com 51,1% dos votos, seguindo pelo atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL) com 27,5% e Ciro Gomes, do PDT, aparece em terceiro lugar, com 4,6%.

Esta pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR-01283/2022. Conheça o desempenho dos 10 pré-candidatos:

Redação com TNH1

Professores pressionam prefeito Luciano Barbosa por reposição salarial

Os professores da prefeitura de Arapiraca realizaram hoje de manhã, 03/05, uma Assembleia da Educação na Praça da Prefeitura para reivindicar 33.24% de reposição salarial e outros pontos para a categoria.

Os profissionais da educação quem estão em mobilização há meses, reclamam da falta de diálogo do prefeito Luciano Barbosa para discutir a caótica situação da educação no município.

Na pauta de reivindicações da categoria, além da reposição das perdas salariais dos últimos anos, também consta: o pagamento dos precatorios, atualização do Plano de Carreira, Concurso público, discussão sobre o Fundo Previdenciário, entre outros pontos.

Segundo o professor Arnaldo Rocha, “o poder aquisitivo da categoria desabou, pois tudo subiu, está tudo caro e o nosso salário tem perda de até 48%.”

Como o prefeito não recebeu a categoria, uma nova mobilização está sendo planejada para a próxima quinta-feira.

Endividamento e inadimplência recorde em abril

Pesquisa mostra que a alta da inflação e dos juros fez com que três em cada dez famílias atrasassem suas contas em abril e não sabem se vão conseguir quitar. Do total, sete em cada dez famílias estão endividadas

As famílias brasileiras voltaram a ter índice de endividamento e inadimplência recorde em abril, conforme levantamento divulgado nesta segunda-feira (2) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). As taxas superaram o recorde, que já havia sido batido em março.

Segundo a CNC, o percentual de famílias que relataram ter cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa para pagar alcançou 77,7% em abril, o maior nível de endividamento desde janeiro de 2010, quando começou a ser feita a série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

Há um ano, a proporção de endividados era de 67,5%, ou seja, 10,2 pontos abaixo do percentual atual. Mas diante da inflação alta, persistente e disseminada (IPCA em 11,3% ao ano), as famílias buscam crédito para recompor a renda e pagar suas contas. É quando se endividam.

O percentual de famílias em inadimplência, conforme a CNC, bateu novo recorde, chegando a 28,6% do total de famílias. Isso representa aumento de 0,8 ponto em relação ao percentual de março e 4,3 pontos maior que o verificado em abril de 2021, um retrocesso na evolução, nos últimos três meses.

O cartão de crédito segue como o tipo de dívida mais procurado pelos consumidores, apesar de a modalidade oferecer os juros mais altos.

O indicador de inadimplência está ainda 4,4 pontos maior que o apurado antes da pandemia, em fevereiro de 2020. A parcela das famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que permanecerão inadimplentes também acirrou na passagem mensal, com aumento de 0,1 ponto percentual (de 10,8% para 10,9% do total de famílias). O percentual é 0,5 ponto maior do que o apontado em abril de 2021 e o maior desde dezembro de 2020.

Fonte: Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) – CNC

O endividamento segue aumentando nos dois grupos de renda pesquisados, com destaque à faixa com renda de mais de dez salários mínimos. Entre aqueles com até dez, o percentual de endividamento chegou a 78,6%. Para as famílias com renda acima de dez salários mínimos, a proporção de endividados está mais acelerada do que no grupo de menor renda, renovou-se no maior patamar histórico, 74,5%, com alta de 0,8 ponto em abril e surpreendentes 11,4 pontos percentuais no ano, maior crescimento observado nessa base de comparação.

Levantamento divulgado em fevereiro pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), mostrou que 69,7% da população brasileira estava endividada. E que desse total, 43,2% disseram que não conseguirão quitar seus débitos pelas mesmas razões apontadas pela pesquisa da CNC: derretimento do poder de compra dos salários, o desemprego e a informalidade, a inflação e a má gestão da economia pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).

“É uma situação que acarreta variados desafios econômicos e sociais, uma vez que muitas dessas pessoas poderão enfrentar dificuldades para se inserir ou permanecer no mercado consumidor”, disse na ocasião o órgão da ONU em nota, além de cobrar ações urgentes do governo para tentar tirar as famílias brasileiras da grave situação.

Fonte: Rede Brasil Atual

Trump sugeriu disparar contra manifestantes

Ex-secretário de Defesa dos EUA é criticado por omitir, por dois anos, sugestão de Trump para disparar contra manifestantes. Novo livro de Mark Esper revelou que o ex-presidente sugeriu que a polícia atirasse contra pessoas que participaram de protestos contra o racismo nos arredores da Casa Branca, em 2020

Em livro a ser lançado nos EUA na semana que vem, o ex-secretário de Defesa de Donald Trump, Mark Esper, revela que seu antigo chefe sugeriu que as forças de segurança atirassem em manifestantes que ocupavam os arredores da Casa Branca em junho de 2020, em atos contra o racismo, ligados ao assassinato de George Floyd, semanas antes, pela polícia de Minneapolis.

Na obra, Esper, que deixou o posto pouco depois da derrota de Trump para Biden nas eleições daquele ano, e que está na “lista de desafetos” do ex-presidente, mencionou que a sugestão foi feita em várias ocasiões, mas que “felizmente” não chegou a ser executada.

Os poucos trechos divulgados provocaram reações de surpresa, incredulidade, de raiva contra Trump…além de críticas ao próprio Esper, que manteve a informação em sigilo por quase dois anos.

“Por que esses caras simplesmente se sentaram sobre essas informações?”, questionou, no Twitter, o professor de Direito da Universidade do Estado da Geórgia, Anthony Michael Kreis.

Em artigo na Esquire, o colunista Charles Pierce criticou o ex-secretário de Defesa por omitir informações que poderiam ser importantes para os eleitores que, naquele mesmo ano, decidiriam se Trump permaneceria na Casa Branca por mais quatro anos.

“Essa é a informação que o povo americano poderia precisar, cinco meses depois, enquanto escolhia se reelegeria o ‘cara do banho de sangue’ ou não. Não sei o quão benéfico é dizer isso agora, exceto que isso beneficia as contas bancárias de Esper”, escreveu Pierce.

‘Apenas atirem neles’

As revelações não são exatamente novas: elas surgiram pela primeira vez em um livro publicado, em junho do ano passado, pelo jornalista Michael Bender, do Wall Street Journal. Bender relatava encontros tensos entre o presidente e altos integrantes do governo, incluindo Esper e o então chefe do Estado-Maior Conjunto, Mark Milley, quando Trump exigia uma resposta dura aos protestos contra o racismo em 2020.

Ao lado de ordens como “quebrem as cabeças deles” e apresentações de vídeos de repressão policial, Trump teria dito, segundo Bender, a frase “apenas atirem neles”, confirmada por Esper em seu livro.

Para Juliette Kayyem, ex-integrante do governo Barack Obama e especialista em segurança nacional, embora a informação seja a mesma, há uma grande diferença entre quem a divulgou: se um jornalista do Wall Street Journal, que soube dos fatos indiretamente, ou por um integrante do governo que não apenas presenciou, mas participou do diálogo.

“Repórteres não fazem juramento para defender a Constituição de todos inimigos, internos e externos. A decisão para revelar informações importantes para seus livros é apenas deles e de seus valores. É assim. Esper prestou o juramento, e deveria ser amplamente condenado”, escreveu Kayyem no Twitter.

Além de levantar questões sobre seu decoro na Casa Branca, o governo de Donald Trump também foi movimentado no setor editorial: uma série de ex-integrantes do Gabinete lançaram suas próprias memórias de quatro anos turbulentos (ou menos, dada a alta rotatividade), trazendo revelações, versões próprias ou tentando limpar a própria imagem. Em troca, recebem destaque em jornais, entrevistas na TV e alguns zeros a mais em suas contas bancárias.

No mês passado, William Barr, ex-secretário de Justiça de Trump, lançou uma autobiografia na qual faz críticas às acusações do então presidente à eleição na qual foi derrotado por Biden, ao mesmo tempo em que evitar acusar seu antigo chefe de agir de forma errada, reservando até mesmo algumas passagens elogiosas.

John Bolton, ex-conselheiro de segurança nacional, trouxe em seu livro, em 2020, detalhes até então inéditos sobre a pressão de Trump sobre o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, quando exigia que Kiev lançasse uma investigação sobre os negócios da família Biden no país, e só depois liberaria um pacote de ajuda militar de US$ 400 milhões.

O episódio serviu de base para o primeiro processo de impeachment contra Trump, mas Bolton se defendeu das acusações de omissão afirmando que “seus relatos não mudariam os rumos do caso”, que acabou com a absolvição do presidente no Senado.

Fonte: O Globo

Atos de 1º de Maio lotam as ruas contra Bolsonaro

Manifestações exigiram emprego, fim da disparada da inflação e revogação da reforma trabalhista e previdenciaria

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Milhares de trabalhadores e trabalhadoras foram às ruas do país neste domingo (1º) protestar contra o desemprego, a fome, a miséria, a inflação e o arrocho salarial. Os discursos foram unânimes em todas as cidades: é preciso dar um basta no governo de Jair Bolsonaro (PL), responsável por todas as tragédias do povo e se unir para impedir sua reeleição, cada vez mais dificil segundo as pesquisas de intenção de votos que colocam o ex-presidente Lula na lliderança pela presidência da República nas eleições de outubro deste ano.

Teve reivindicação por emprego decente, protesto contra corrupção no Ministério da Educação (MEC) e pelo pagamento do reajuste do piso do magistério de 33,24% em estados como Minas Gerais, onde o governador Romeu Zema (Novo) não quer pagar nem negociar com os professores e professoras. Teve ainda reivindicação pela aprovação do PL da Enfermagem que está tramitando no Congresso Nacional há dois anos e muitas outras pautas e críticas a miséria em que o povo foi jogado desde o golpe de 2016 que destituiu a presiddenta Dilma Rousseff (PT).

Confira como foram os atos:

Em Salvador, o Farol da Barra ficou pequeno para a multidão que compareceu para o ato político-cultural de 1º de Maio, que teve shows shoe de nomes como Margareth Menezes e Jau, e muitos discursos contra Bolsonaro e a favor da eleição de Lula para mudar os rumos do Brasil, acabar com a fome e a miséria e gerar emprego decente.

Em Recife, o ato político-cultural do 1º de Maio da CUT, demais centrais, entidades estudantis e partidos políticos reuniu, no Parque Treze de Maio, em frente à Faculdade de Direito, trabalhadores e trabalhadoras e, apesar da chuva, houve frevo, arte, cultura e poesia popular, além de politica sindical

“Neste domingo, 1º de Maio, estamos reunidos num grande ato para mostrar ao País  que a classe trabalhadora quer o Brasil com outro rumo, um Brasil com emprego, com desenvolvimento, com salário, direitos, respeito à democracia e à soberania”, pontuou o presidente da CUT-PE, Paulo Rocha.

Entre críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PL) e apoia a pré-candidatura do ex-presidente Lula (PT), sindicalistas, parlamentares e a população circularam pela praça, a maioria com camisetas  vermelhas com bandeiras de partidos políticos ou cartazes irônicos – como era em 2016 e como é hoje – sobre os efeitos do golpes que destituiu a presidenta Dilma Rousseff na vida da população.

No Rio de Janeiro, o Aterro do Flamengo, na Zona Sul da capital fluminense, milhares de trabalhadores, trabalhadoras se uniram a políticos para um ato em defesa da pauta da classe trabalhadora e também sobre a importância de eleger Lula em outubro para recuperar direitos e uma vida digna.

As faixas e cartazes também pediam a saída do atual presidente e do ministro da Economia, Paulo Guedes, que em três ano e cinco meses de governo não apresentou uma proposta sequer de desenvolvimento do país com geração de emrpego e renda. Tudo que ele apresernta, como a carterira verde e amarela, é para tirar direitos.

Teve protesto também contra a ditatura que Bolsonaro e seus seguidores costumam elogiar e contra o trabalho escravo. 

Entre os políticos, participam do ato no Rio políticos como a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), o vereador Lindbergh Farias (PT), e deputado federal Marcelo Freixo (PSB), candidato ao governo do Rio.

Em Fortaleza, milhares de trabalhadores e trabalhadoras foram as ruas da capital cearense com faixas e cartazes exigindo emprego decente, direitos sociais e trabalhistas, democracia e vida e protestando contra o governro Bolsonaro, um dos que mais ataca os direitos sociais e trabalhistas em toda a história do Brasil. 

No final da caminhada, que saiu da Areninha do Bairro Pirambu, o presidente da CUT-CE, Will Pereira, falou sobre as pautas que a classe trabalhadora levou às ruas neste 1º de Maio e uma das priopridades é o PL da Enfermagem.

“Nós estamos colocando primeiro em pauta a aprovação do piso dos enfermeiros, que deve ser votado na Câmara dos Deputados no próximo dia 4”, disse o dirigente, acresentando outras pautas importantes como a revogação das leis aprovadas no governo de Jair Bolsonaro (PL), como a reforma da Previdência, e no governo do ilegítimo Michel Temer (MDB), como a reforma Trabalhista, que não geraram empregos e, sim, informalidade e miséria.

“Pergunto onde estão os empregos que tanto o Paulo Guedes prometeu?”, questionou o dirigente, que em seguida, respondeu: “Nós não estamos vendo isso. Queremos a revogação da reforma trabalhista e queremos emprego mais do que urgente”.

Em Belo Horizonte, o ato contra os governos Bolsonaro e Zema e pela pauta dos trabalhadores também reuniu milhares de pessoas na Praça Afonso Arinos, na Região Centro-Sul da capital mineira. Do local, os manifestantes seguiram caminhando até a Praça da Assembleia.

Além da pauta geral por direitos e emprego decente, teve protesto contra o  “Bolsolão do Busão”, em referência aos desvios de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para compra superfaturada de ônibus escolares para o Programa Caminho da Escola.

Faixas e cartazes também exigiam o pagamento do piso nacional do magistério, de 33,24%, que o governo de Romeu Zema (Novo) se recusa a pagar. Teve ainda uma feira do Movimento Sem Terra (MST) e e atos culturais.

Em Natal, os trabalhadores saíram em passeata da Praça das Flores e foram até a Praia do meio, com faixas e cartazes contra o governo Bolsonaro e debatendo com a população sobre a pauta da classe trabalhadora, que inclui direitos, salário decente, empregos e políticas sociais que melhorem a vida do povo mais pobre do país.

Mas teve também teve shows, livros, pula-pula, com pinturas de rosto, picolé, pipoca e algodão doce para as crianças, barraca da saúde aferindo pressão,  saturação do oxigênio no sangue e testes para HIV. Além disso, profissionais da beleza passam o dia todo atendendo aos interessados em cortes de cabelo.

Em Belém, o Fórum das Centrais Sindicais no Pará, que reune  CUT, CTB, Nova Central, UGT e Intersindical, entre outras, realizou um ato-show, na Praça da República, com os lemas em defesa de “emprego, direitos, democracia e vida”,  No palco montado, teve shows de Félix Robatto, Paulinho Mururé e Arraial do Pavulagem, e também discursos de lideranças sociais e políticas, como o senador Paulo Rocha (PT), que defendeu os direitos trabalhistas e a eleições de Lula.  

Em João Pessoa, CUT e centrais realizaram ato solidário e cultural, com distribuição e sorteio de cestas básicas para a comunidade Bola da Rede, em frente ao Condomínio Jesus Misericordioso, onde também foram realizadadas apresentações culturais.

“Estamos aqui hoje na comunidade Bola na Rede, com uma ação solidária, fruto de parcerias com as centrais sindicais para chamar atenção dos poderes públicos para esta parcela da população que ficou esquecida pelo governo, que vem sofrendo com ataques, perdas e descaso. Precisamos mudar e este é o ano para isto, mudar o governo e dar esperança ao país”, disse Tião Santos, presidente da CUT-PB. 

Em Aracaju, o 1º de Maio, organizado pela CUT e demais centrais sindicais, além de movimentos sociais e políticos, teve caminhada da Praça Ulisses Guimarães, no Bairro Santos Dumont, até mo Bairro Bugio. Os manifestantes protestam contra o governo de Jair Bolsonaro e a favor dos direitos, emprego e da democracia.

Em Florianópolis, cerca de mil trabalhadores e trabalhadoras se reuniram no ato de 1° de maio em defesa dos direitos, da democracia, da vida e pelo fim do governo Bolsonaro. Por meio da cultura, com apresentações do grupo Africatarina, do músico Toni Dias e com uma batalha de rap, o ato mandou o recado que não aguenta mais esse governo.

Nós estamos aqui porque queremos o fim desse governo que só traz miséria, desemprego e fome para o povo. Este ano temos a oportunidade de eleger um governo que represente a classe trabalhadora e que vai voltar a trazer esperança para esse país”, disse a presidenta da CUT-SC, Anna Júlia Rodrigues.

Em Foz do Iguaçu, no Paraná, 1º de Maio de internacional reuniu trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, Argentina e Paraguai. 

Fonte: CUT

1º de Maio: milhares protestam contra Bolsonaro em Maceió

A manifestação do Dia Internacional do Trabalhador ocupou a orla de Maceió com milhares de pessoas oriundas de diversas cidades e movimentos sociais. O objetivo do movimento foi protestar contra a política econômica do governo Bolsonaro.

As entidades sindicais e os movimentos sociais saíram em passeata da Pajuçara até a praia de Sete Coqueiros, exibindo faixas e cartazes que denunciavam a carestia dos alimentos, o alto número de desemprego no país e os ataques aos direitos sociais e trabalhistas.

A manifestação também cobrou a revogação da reforma trabalhista e previdenciária, além de medidas urgentes contra a carestia e os aumentos nos preços dos alimentos e combustíveis.

Além das manifestações política, o ato do 1º de Maio contou também com as apresentações musicais das cantoras Mel Nascimento e Naná Martins.

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