Racistas cassam mandato do Vereador Renato Freiras em Curitiba

Nesta sexta-feira (5), o vereador Renato Freitas (PT) teve a sua cassação confirmada pela Câmara de Curitiba. Foram 23 votos favoráveis, sete contrários e uma abstenção. A decisão tem efeito imediado.

Com isso, Freitas perderá seus direitos políticos pelos próximos 10 anos (dois anos restantes do mandato e outros oito anos estipulados pela lei). A defesa recorrerá a decisão pela justiça.

“[Essa cassação] se baseia somente em preconceito por sermos representantes das ruas de terra, das donas Marias desempregadas, dos filhos sem pai, porque representamos a população negra que só entra nos espaços de poder pelas portas de serviço, pelos elevadores reservados, para dormir no quarto da empregada, para ser visto como bode expiatório dos problemas do país”, afirmou o condenado durante a sessão.

O agora ex-vereador destacou em sua última fala, no púlpito da Câmara de Curitiba, a perseguição sofrida por defensores dos direitos humanos e de projetos políticos em defesa das populações marginalizadas.

“Alguns perderam o mandato, como é o caso de Dilma; alguns perderam a liberdade, é o caso de Lula, de Mandela; outros perderam a vida, Marielle presente. Eu sabia disso, mas assumo a consequência dos meus atos. Olho nos olhos de cada um dessa sala e respondo pelas minhas ações. O que eu não posso fazer é construir conchavos às escondidas para ficar no bolso do prefeito, como muitos gostam de ficar”, declarou.

Em sua última fala, Freitas disse que “a verdade está dos lados dos oprimidos, a verdade é sempre revolucionária e nela me apego com garras e dentes”. No momento, os presentes na sessão aplaudiram o ex-vereador e gritaram “Renato fica, racistas saem.”

Fonte: DCM

EUA declaram emergência de saúde pública por conta da varíola dos macacos

Há cerca de 550 mil doses de vacinas no território norte-americano, mas foram identificadas 1,6 milhão de pessoas consideradas vulneráveis

O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Xavier Becerra, informou, nesta quinta-feira (4), que o governo norte-americano declarou o surto de casos de varíola dos macacos como uma “emergência de saúde pública”. Há cerca de 550 mil doses de vacinas, mas foram identificadas 1,6 milhão de pessoas consideradas vulneráveis. As infecções por varíola dos macacos nos EUA subiram para 5,8 mil na última segunda-feira (1).

De acordo com o jornal New York Times, ao adotar a medida, as agências de governo receberão dinheiro de fundos de emergência e darão mais velocidade à vacinação e ao tratamento dos doentes.

No dia 23 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma emergência global por causa da varíola do macaco, pois havia confirmação de infecções pelo vírus em 70 países onde a doença não tinha sido identificada.

Após cobrança do MP, AL inicia estudo para implantar câmeras em fardamento de PMs

Assunto foi pauta de uma reunião realizada na última semana, na Secretaria de Segurança Pública, após uma advogada acusar PMs de agressão

A implantação de câmeras de monitoramento no fardamento dos policiais militares em Alagoas (bodycam) pode começar a sair do campo das ideias e ganhar forma. O assunto foi pauta de uma reunião realizada na última semana na Secretaria de Segurança Pública (SSP/AL), após uma advogada acusar PMs de agressão.

A discussão sobre essa temática é antiga e vem sendo cobrada pelo promotor de justiça de Alagoas, Magno Alexandre Ferreira Moura, da 40ª Promotoria de Justiça da Capital.

No encontro, foi definida a criação de uma comissão que irá realizar estudos técnicos, orçamentários e logísticos para viabilizar os equipamentos e apresentar à SSP/AL.

Segundo o representante do Ministério Público Estadual, que também ocupa o cargo de presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos, a comissão será composta ainda pela Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB/AL), Polícia Militar, Secretaria de Segurança Pública e Conselho de Segurança.

Alguns estados, a exemplo de São Paulo e Santa Catarina, já adotaram esse mecanismo que serve para resguardar cidadãos e agentes da segurança.

E essa experiência foi conhecida de perto pelo promotor de Justiça de Alagoas, Magno Alexandre. No estado da Região Sudeste, as câmeras corporais não podem ser desligadas pelos PMs e são controladas à distância, com transmissão em tempo real.

Por meio delas, os comandantes podem acompanhar as ocorrências em diferentes regiões do estado e o dia a dia de trabalho das equipes fica registrado, com as gravações sendo armazenadas em nuvem, e colocadas à disposição da Justiça, casos solicitadas.

As imagens também servem para aperfeiçoamento do trabalho do policial militar, para as devidas orientações por seus oficiais superiores que podem fazer observações para o aperfeiçoamento da técnica policial.

“Vivemos essa luta desde 2019, num processo de convencimento junto à Segurança Pública de Alagoas. Ano passado, na visita técnica realizada em São Paulo observamos essa implantação, conversamos com os agentes no estado e percebemos como é um mecanismo de sucesso. Precisamos analisar que isso é uma forma de proteção do policial, que demonstrará seguir os protocolos corretos nas abordagens, e do cidadão. Somente os maus policiais que podem ficar receosos com a implantação do monitoramento. Não é vigiar o objetivo, mas garantir princípios importantes da Constituição Federal como legalidade, moralidade e transparência”, opina o promotor.

O MP tem um procedimento administrativo aberto, através da 40ª Promotoria de Justiça da Capital, que acompanha a implementação das câmeras por parte das forças de segurança do Estado.

Segundo o promotor, Alagoas passaria a ser o 1º Estado do Nordeste a implementar as câmeras na indumentária dos policiais, o que ajudaria a própria instituição a aperfeiçoar seu trabalho de segurança Pública e a desafogar a corregedoria Geral da PMAL, com as dúvidas sendo tiradas com as imagens para verificar se teria justa causa para instauração de procedimentos contra o policial.

“Para se ter noção, atualmente existem mais de 500 procedimentos instaurados para investigar militares e outros 500 que devem ser abertos. Quantos desses poderiam ser considerados nulos se existisse o monitoramento e fosse constatado que o agente de segurança agiu de acordo com o que preconiza a lei? “, questiona Magno Alexandre.

O promotor alerta ainda a importância da transparência e publicidade no processo de diálogos para que se sensibilize sobre a importância e necessidade de uso das câmeras.

“São situações como a que aconteceu com a advogada que poderiam ser dirimidas com o uso das câmeras, porque as imagens oficiais divulgariam e demonstraria o que aconteceu e certamente uma imagem fala mais que as palavras consignadas no papel”, diz o promotor.

Apesar do alto custo, Magno Alexandre afirma que Alagoas pode iniciar com um projeto piloto, escolhendo batalhões que sejam polêmicos em atuações e que atuem nas periferias. Dessa forma, a implantação ocorreria de maneira gradativa.

“Esse é um pontapé inicial e acredito que com um estudo sobre custos e formas de implementação, vamos viabilizar esse novo mecanismo para auxiliar a segurança pública do estado”, finalizou. Quem também se posiciona favorável ao uso das BodyCams nas forças de segurança pública é a OAB Alagoas.

PRIORIDADES

Alagoas está entre os estados menos letais do País quando se trata de violência envolvendo policiais militares. Quem afirma é o Secretário de Segurança Pública, Flávio Saraiva.

“Se a letalidade for o argumento então não precisaríamos das bodycams. Elas são importantes sim, mas outras medidas podem ser adotadas no estado e com um custo ainda menor. Seriam viabilizadas pelo Estado de forma mais rápida”, disse Saraiva.

Fonte: Gazetaweb.com

Brasil tem a maior taxa de juros do mundo

Líder em ranking mundial de juros reais, Brasil tem mais do dobro da taxa do 2º colocado. Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Selic para 13,75%.

Líder do ranking mundial de juros reais desde maio, o Brasil vem ganhando distância do México, segundo colocado no levantamento compilado pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management.

Com a nova alta da Selic nesta quarta-feira (3), para 13,75%os juros reais, ou seja, descontada a inflação (leia mais abaixo), atingiram 8,52% ao ano – mais do dobro da taxa mexicana, de 4,20%.

A taxa de juros real é calculada com abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses, sendo considerada uma medida melhor para comparação com outros países.

VEJA O RANKING ABAIXO:

Ranking mundial de juros reais — Foto: Economia g1

Juros nominais

Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira se manteve na terceira posição, mas quase alcançando a taxa da Turquia, de 14% – país onde a inflação anual chegou a quase 80% em julho.

Veja abaixo:

  1. Argentina: 60,00%
  2. Turquia: 14,00%
  3. Brasil: 13,75%
  4. Hungria: 10,75%
  5. Chile: 9,75%
  6. Colômbia: 9,00%
  7. Rússia: 8,00%
  8. México: 7,75%
  9. República Checa: 7,00%
  10. Polônia: 6,50%
  11. África do Sul: 5,50%
  12. Índia: 5,40%
  13. China: 4,35%
  14. Indonésia: 3,50%
  15. Filipinas: 3,25%
  16. Hong Kong: 2,75%
  17. Nova Zelândia: 2,50%
  18. Canadá: 2,50%
  19. Taiwan: 1,50%
  20. Malásia: 2,25%
  21. Coreia do Sul: 2,25%
  22. Austrália: 1,85%
  23. Cingapura: 1,56%
  24. Tailândia: 1,37%
  25. Reino Unido: 1,25%
  26. Israel: 1,25%
  27. Estados Unidos: 1,00%
  28. Suécia: 0,75%
  29. Alemanha: 0,50%
  30. Áustria: 0,50%
  31. Bélgica: 0,50%
  32. Espanha: 0,50%
  33. França: 0,50%
  34. Grécia: 0,50%
  35. Holanda: 0,50%
  36. Itália: 0,50%
  37. Portugal: 0,50%
  38. Japão: -0,10%
  39. Dinamarca: -0,10%
  40. Suíça: -0,75%
  41. Fonte: G1

Sociólogo Emir Sader defende uma Assembleia Constituinte: “o Brasil precisa de um Estado democrático” 

Publicamos abaixo o artigo do sociólogo Emir Sader publicado no site Brasil 247:

O Brasil precisa de um Estado Democrático

Sociólogo defende uma nova Assembleia Constituinte: “o Brasil precisa de um Estado democrático que possa contribuir para que tenhamos uma sociedade democrática”.

Se conhecia a fragilidade do processo de transição democrática, na saída da ditadura. Houve um processo de desmilitarização do Estado, o restabelecimento dos processos eleitorais, a separação dos poderes da República.

Mas houve continuidade do processo eleitoral ao longo de mais de 30 anos, no qual quatro presidentes da República foram eleitos, três deles reeleitos, pelo voto popular. Esse processo só foi rompido com o impeachment contra Dilma, na verdade um golpe, pela falta de fundamentos da derrubada dela da Presidência.

Foi somente com o impeachment da Dilma que ficou clara a fragilidade institucional, que permitiu essa nova ruptura da democracia, mais de 50 anos depois do golpe de 1964. Uma operação antidemocrática montada pelos meios de comunicação, pelo Judiciário e pelo grande empresariado, revelou como a democracia existente era frágil e permitiu um novo golpe, legitimado pelas instituições vigentes.

Foi uma operação antidemocrática,  assimilada pelas instâncias consideradas democráticas, como os meios de comunicação e o Judiciário. A interpretação predominante considera que o golpe de 2016 não foi um golpe, considera que houve continuidade democrática.

Em continuidade com essa visão, o Lula foi processado, preso, condenado e impedido de ser candidato à Presidência da República em 2018. O reconhecimento da sua inocência revelou como o sistema considerado democrático permitiu uma monstruosidade como aquela que sofreu o Lula e a própria democracia.

O conjunto  desses acontecimentos é um streaptease da falsa democracia, da ausência de um Estado democrático no Brasil contemporâneo. Tudo o que o povo brasileiro sofreu nesses anos desde o golpe de 2016 é responsabilidade dos agentes que promoveram a ruptura democrática de 2016 e legitimaram as eleições fraudadas de 2018.

Nem os meios de comunicação, nem o Judiciário, reconhecem a ruptura democrática que levou o país à situação trágica que o vive atualmente. Nenhuma visão das instâncias oficiais e das predominantes explica por que o Brasil vive a situação catastrófica atual. Não assumem as responsabilidades de terem escolhido o Bolsonaro como o seu candidato e, de forma fraudulenta, o terem elegido presidente do Brasil.

Somente um diagnóstico que denuncie o impeachment de 2016 e as violências cometidas contra o Lula como golpes de ruptura da democracia permite compreender o que o Brasil vive atualmente. Somente o reconhecimento das fragilidades do Estado brasileiro e do seu caráter antidemocrático torna possível compreender o Brasil contemporâneo.

Não haverá restabelecimento da democracia no Brasil sem o reconhecimento das rupturas da democracia ocorridas desde 2016. Sem o reconhecimento que a Dilma foi tirada do governo de forma antidemocrática. Que a prisão e a condenação do Lula foram monstruosidades jurídicas.

O Brasil precisa construir um Estado democrático, com um Judiciário democratizado, com meios de comunicação que zelem pela democracia e não participem de operações de ruptura da democracia. Um Estado democrático supõe uma sociedade democrática, sem as profundas desigualdades sociais e regionais existentes. Supõe o direito de organização e de expressão da grande maioria da sociedade, hoje sem participação direta e efetiva no sistema político, salvo no exercício do voto de representantes que não são controlados pelos que os elegeram.

O Brasil precisa de um Estado democrático, que possa contribuir decisivamente para que tenhamos também uma sociedade democrática. É provável que isso só seja possível através de uma Assembleia Constituinte. O que faz esse objetivo ser mais difícil, mas não menos necessário.

Corrupção: aliados de Bolsonaro com cargos secretos sacaram R$ 226 milhões em dinheiro no RJ

Governador Cláudio Castro (PL), aliado de Bolsonaro, transformou a Ceperj num imenso cabide de emprego e foco de corrução.

Funcionários contratados por meio de cargos secretos pela Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio) sacaram R$ 226,4 milhões em dinheiro no Banco Bradesco somente nos sete primeiros meses deste ano. A informação é proveniente de uma investigação realizada pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio) após reportagens publicadas pelo UOL.

Os dados constam em uma ação que tramita desde domingo (31) na 15ª Vara de Fazenda Pública do Rio. Nela, os promotores pedem a suspensão de novas contratações pelo órgão a não ser que haja transparência. O volume sacado em espécie nas agências onde os funcionários recebem seus pagamentos representa 91% de tudo o que a fundação pagou a eles em 2022 (R$ 248,9 milhões).

O levantamento do MP-RJ baseou-se em uma planilha fornecida pelo banco em que aparecem 27.665 pessoas pagas pela Ceperj ao longo deste ano. O número supera a estimativa feita inicialmente pelo UOL, de cerca de 18.000, que se baseou em documentos públicos disponíveis até o mês passado.

Na ação, os promotores Eduardo Santos de Carvalho, Gláucia Santana e Silvio Ferreira de Carvalho Neto afirmam que os saques em espécie são “um procedimento que afronta as mais comezinhas regras de prevenção à lavagem de dinheiro”.

O governo estadual ainda não foi notificado da ação, e a Justiça ainda não decidiu se concede a liminar que poderá suspender novas contratações e impedir que novos pagamentos sejam feitos na “boca do caixa”.

Ontem (1º), a fundação também suspendeu por um mês o projeto Casa do Trabalhador, que possui 9.000 cargos secretos para que seja feita uma auditoria. A medida foi tomada após reportagem do UOL.

Meio milhão em um só dia

Nas investigações realizadas pelo MP-RJ, o volume de saques em dinheiro em uma agência na cidade de Campos dos Goytacazes chamou a atenção dos promotores.

Em oito datas, entre janeiro e junho, foram sacados pelo menos R$ 300 mil em espécie em cada uma delas. O maior volume, no dia 14 de junho, chegou a R$ 536 mil.

“A realização de saques de dinheiro em grande volume, tal como acima retratado, constitui nítida afronta às normas de prevenção à lavagem de dinheiro”, reforçaram os promotores.

O MP-RJ também aponta que a prática traz indícios de que parte dos valores poderia estar sendo repassada pelos funcionários a terceiras pessoas, em um esquema de rachadinha:

“É manifesto, portanto, o risco de que a pessoa responsável por arregimentar a mão de obra contratada coordene as operações de saque em espécie para a mesma data, de modo a facilitar que parcela da remuneração dos contratados lhe seja repassada sem deixar rastros no sistema financeiro”.

Os promotores dizem ainda que “o levantamento de quase R$ 226,5 milhões em espécie implica em um volume incomensurável de dinheiro oriundos dos cofres públicos circulando ‘por fora’ do sistema financeiro, cuja efetiva destinação será impossível de verificar”.

Um funcionário, três salários

Outra constatação dos promotores foi a presença de funcionários públicos entre os cargos secretos da Ceperj, conforme já havia sido mostrado em reportagem do UOL.

O MP-RJ constatou, porém, que não só há servidores recebendo salários extras dessa forma, como eles também vêm ganhando dois pagamentos da fundação, além do que recebem na folha de pagamento regular do estado.

Foram identificados um caso de uma servidora do DER (Departamento de Estradas e Rodagem) e outro da Secretaria Estadual de Governo, que “sugerem que estejam ganhando através de dois projetos diferentes da Ceperj”.

Com algumas exceções, como profissionais de saúde e professores, tanto o estatuto do servidor fluminense quanto a Constituição Federal proíbem o acúmulo de cargos ou funções.

O que o UOL já revelou

Na petição inicial da ação do MP-RJ, de 79 páginas, o UOL foi citado 15 vezes. Confira o que já foi publicado sobre os cargos secretos do governo Cláudio Castro (PL).

O escândalo foi revelado no fim de junho. Em reportagem exclusiva, o UOL mostrou que o governo do Rio mantém ao menos 18 mil vagas de trabalho na Ceperj sem nenhuma transparência.

Um dos projetos com cargos secretos recebeu transferência relâmpago de R$ 58 milhões com verbas da educação.

Levantamento feito com dados da Secretaria Estadual de Fazenda mostrou que Cláudio Castro aumentou em 25 vezes o orçamento da fundação desde que assumiu o cargo. Somente neste ano, o incremento chegou a R$ 300 milhões até junho.

Uma planilha elaborada pela Secretaria de Trabalho implica diretamente Castro no escândalo. O documento recebeu o nome de “governador” e tratava do orçamento para 9.000 cargos secretos. Procurada, a Secretaria de Trabalho afirmou que iria apurar se houve “um erro na confecção da planilha”.

Após a revelação do UOL, o governo chegou a colocar o documento sob sigilo, mas voltou atrás.

Reportagem exclusiva também mostrou que polos do programa Casa do Trabalhador, o maior dentre os que têm folhas de pagamento secretas, estão sendo controlados por pré-candidatos do Podemos, partido presidido pelo secretário de Trabalho e Renda, Patrique Welber. A pasta afirmou que “as unidades do projeto são equipamentos públicos e não têm finalidade político-partidária”.

O UOL revelou ainda que um código genérico foi usado pela Fundação Ceperj para esconder R$ 284 milhões em pagamentos a contratados nesses cargos secretos. O governo alega que não há ilegalidade e que isso foi feito para dar “agilidade no processo interno”.

A última reportagem mostrou que funcionários públicos estão recebendo salários extras por meio dos cargos secretos de projetos da Ceperj. O tema está entre os que estão sendo abordados na auditoria feita pelo governo estadual.

Fonte: Uol

Pesquisa PoderData: Bolsonaro cai e Lula aumenta vantagem

Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manteve estável nas intenções de voto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) teve oscilação negativa, o que amplia a vantagem do petista. É o que mostra a nova pesquisa eleitoral 2022 PoderData, divulgada nesta quinta-feira (4).

Lula aparece com 43%, mesmo índice da pesquisa anteriores, enquanto Bolsonaro apareceu com 35%, dois pontos a menos. A variação está dentro da margem de erro.

A pesquisa foi realizada entre os dias 31 de julho e 2 de agosto por meio de ligações para telefones fixos e celular. Foram ouvidas 3.500 pessoas e a margem de erro é de dois pontos percentuais. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-08398/2022.

O levantamento ainda tem os nomes de Luciano Bivar (União Brasil), que deixou a corrida à presidência, e de André Janones e Pablo Marçal, que também devem ficar de fora.

Veja os resultados da pesquisa PoderData:

  • Lula (PT): 43%
  • Jair Bolsonaro (PL): 35%
  • Ciro Gomes (PDT): 7%
  • Simone Tebet (MDB): 4%
  • André Janones (Avante): 2%
  • Felipe D’Ávila (Novo): 1%
  • Eymael (DC): 1%
  • Branco/nulo: 4%
  • Não sabem: 2%

Luciano Bivar (União Brasil), Sofia Manzano (PCD), Pablo Marçal (Pros), Péricles (UP) e Vera Lúcia (PSTU) não pontuaram.

Com os números da pesquisa, o ex-presidente Lula não venceria logo no primeiro turno. Enquanto o petista teria 45% dos votos válidos (sem brancos e nulos), a soma dos outros candidatos chega a 53%.

Fonte: Yahoo! Notícias

Câmara aprova MP de Bolsonaro que acaba com direitos trabalhistas

Câmara aprova retirar direitos trabalhistas em casos de estado de emergência. Medida Provisória do governo federal retoma algumas regras do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, adotado durante a pandemia, como redução de salários e o não depósito do FGTS, entre outras.

 instituído para combater consequências de estado de calamidade pública. 

Com o programa, contratos de trabalho poderão ser suspensos temporariamente, com a concessão do Benefício Emergencial (Bem), a ser pago mensalmente como compensação aos trabalhadores atingidos. Além da suspensão temporária dos contratos, será possível a redução proporcional da jornada de trabalho e do salário.

O Benefício Emergencial devido a cada trabalhador será calculado com base no valor que ele teria direito de seguro-desemprego. O beneficiário poderá receber o Bem na instituição financeira em que possuir conta-poupança ou conta de depósito à vista, exceto conta-salário.

Em 2021, o valor do BEm era calculado pelo Ministério da Economia, de acordo com o salário dos últimos três meses e correspondeu ao percentual do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito caso fosse demitido, até o valor máximo do benefício, conforme o tipo de acordo e o percentual de redução negociado com o empregador. Hoje o teto do seguro-desemprego está em R$ 2.106,08.

Na redução de 25% da jornada e salários, o trabalhador recebe 75% do salário + 25% da parcela do BEm

Na redução de 50% da jornada e salários, o trabalhador recebe 50% do salário + 50% da parcela do BEm

Na redução de 70% da jornada e salários, o trabalhador recebe 30% do salário + 70% do BEm.

Como deve funcionar com a nova MP

O empregador pode acordar a suspensão do contrato de trabalho de forma setorial, departamental, parcial ou na totalidade dos postos de trabalho. O período máximo previsto para a redução da jornada e a suspensão dos contratos de trabalho é de 90 dias, prorrogável enquanto durar o estado de calamidade pública em âmbito nacional ou local.

FGTS

Em relação aos recolhimentos do FGTS, a medida provisória dá poderes ao Ministério do Trabalho para suspender a exigibilidade por até quatro meses nos estabelecimentos situados em municípios com estado de calamidade pública reconhecido pelo governo federal.

A medida alcança todas as empresas, independentemente do setor em que atuam, do regime tributário ou de adesão. Os depósitos ao fundo serão retomados após o fim da medida alternativa, em seis parcelas, sem incidência de juros, multas ou outros encargos.

Abrangência

As medidas da MP se estendem a trabalhadores rurais, domésticos e temporários urbanos, além de aprendizes e estagiários. Ato do Ministério do Trabalho e Previdência estabelecerá o prazo de adoção das medidas alternativas, que poderá ser de até 90 dias, prorrogável enquanto durar o estado de calamidade pública decretado.]

Concessão de férias

A concessão de férias coletivas poderá ser decidida pelo empregador e informada aos empregados com antecedência mínima de 48 horas. Ela poderá incidir sobre toda a empresa ou setores dela. A MP permite a concessão por prazo superior a 30 dias.

Oposição critica MP

O deputado Bohn Gass (PT-RS) criticou a medida provisória por flexibilizar e prejudicar as relações de trabalho. “Em casos de calamidade, as contratações nos municípios vão ser mais precárias ainda. Vamos dar um cheque em branco para terceirizações e contratos emergenciais, sem concursos e estabilidade”, alertou.

A líder do Psol, deputada Sâmia Bomfim (SP), afirmou que as medidas adotadas durante a pandemia se limitavam ao contexto específico da necessidade de seguir regras de isolamento social. “Eram medidas para salvar os trabalhadores e as empresas do ramo produtivo que empregavam muitas pessoas que corriam o risco de ser demitidas”, comentou. “Isso não se justifica como um gatilho para outras situações de crise.”

O deputado Bira do Pindaré (PSB-MA) disse que a matéria não deveria ser discutida em uma medida provisória. “O governo quer atropelar direitos de trabalhadores na véspera da eleição”, lamentou.

Governistas e liberais apoiam a MP

Já o deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP) afirmou que a medida provisória moderniza as relações trabalhistas e pode gerar emprego e renda.

O deputado Kim Kataguiri (União-SP) ressaltou que as medidas adotadas na pandemia garantiram a manutenção de mais de 20 milhões de empregos formais.

O deputado Paulo Marinho Jr (PL-MA) lembrou que o índice de desemprego está em queda, com 9,3 milhões de desocupados no último trimestre segundo o IBGE, o menor número desde 2016. “As medidas em vigor têm surtido efeito, e a economia está melhorando”, avalia. O deputado, no entanto, não esclareceu que o aumento de vagas de trabalho é  sem carteira assinada, e a maioria dos trabalhadores exerce atividades informais.

Leia mais: Renda cai e número de trabalhadores informais é recorde, mostra pesquisa IBGE

Por volta das 18 horas desta quarta, os senadores aprovaram também o texto principal da MP 1.109/22, que autoriza regras trabalhistas diferenciadas em período de calamidade pública. Os parlamentares votam ainda esta noite os pedidos de destaque a emendas e trechos do texto.

Fonte: CUT

Pesquisa Quaest: Lula lidera com 44% e todos os outros juntos 42%

Pesquisa da Quaest Consultoria realizada com entrevistas face a face, contratada pela Genial Investimentos e divulgada hoje, aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança para a Presidência, com 44% das intenções de voto no cenário estimulado, quando os eleitores escolhem a partir de uma lista de pré-candidatos. O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 32%.

Em comparação com a última pesquisa presidencial e nacional deste instituto, Lula e Bolsonaro oscilaram dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No mês passado, o petista tinha 45% e o presidenciável do PL aparecia com 31%.

Assim como em julho, a pesquisa não aponta uma garantia de vitória de Lula em primeiro turno, devido à soma dos outros candidatos ser 42%, comparado aos 44% do ex-presidente e considerando a margem de erro. Apesar disso, o petista segue vencendo todas as simulações de segundo turno.

No cenário principal, após Lula e Bolsonaro, vem numericamente Ciro Gomes (PDT), com 5%. Ele empata tecnicamente com André Janones (Avante), com 2%; Simone Tebet (MDB), com 2%; e Pablo Marçal (Pros), com 1%. Os demais candidatos não pontuaram.

O levantamento ouviu 2.000 pessoas face a face, entre os dias 28 e 31 de julho. O índice de confiança, segundo o instituto, é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-02546/2022 e custou R$ 139.005,86.

Cenário estimulado

Lula (PT): 44%

Jair Bolsonaro (PL): 32%

Ciro Gomes (PDT): 5%

André Janones (Avante): 2%

Simone Tebet (MDB): 2%

Pablo Marçal (Pros): 1%

Vera Lúcia (PSTU): 0%

Eymael (DC): 0%

Felipe D’Avila (Novo): 0%

Sofia Manzano (PCB): 0%

Luciano Bivar (União Brasil): 0%

Leonardo Péricles (UP): 0%

Brancos/Nulos/Não vai votar: 6%

Indecisos: 6%

Cenário espontâneo

Na sondagem espontânea, quando os eleitores podem apontar o nome de sua preferência sem uma lista prévia, tanto Lula, com 33%, quanto Bolsonaro, com 26%, oscilaram na margem de erro. No mês passado, o petista tinha 31% e o presidente, 24%.

Lula (PT): 33%

Jair Bolsonaro (PL): 26%

Ciro Gomes (PDT): 1%

Brancos/Nulos/Não vai votar: 3%

Indecisos: 36%

Fonte: Uol

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