Diretor-geral da PF confirma inquérito sobre influenciadores pró Banco Master

Apuração investiga possível contratação coordenada de perfis digitais para atacar o Banco Central após liquidação do banco

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou ao ICL Notícias a abertura de inquérito para investigar a atuação de influenciadores digitais que passaram a defender o Banco Master e a atacar o Banco Central após a liquidação da instituição financeira. A apuração busca esclarecer se houve contratação organizada para impulsionar conteúdos nas redes sociais com o objetivo de deslegitimar a decisão do regulador e pressionar autoridades públicas.

O caso começou a ser analisado de forma preliminar no início do mês após a identificação de um padrão atípico de publicações nas redes sociais. Segundo informações levantadas pela Polícia Federal, diversos perfis passaram a divulgar mensagens com argumentos semelhantes, linguagem alinhada e ataques direcionados ao Banco Central e a integrantes da cúpula do sistema financeiro, logo após a decretação da liquidação do banco, em novembro de 2025.

A análise inicial levou ao mapeamento de dezenas de perfis, com alcance relevante, que atuaram de forma simultânea. A partir desse levantamento, a PF decidiu formalizar a investigação por meio da instauração de inquérito, agora sob responsabilidade da área especializada da corporação. O procedimento tramita sob sigilo.

Entre os pontos que estão no centro da investigação estão a eventual existência de pagamentos a influenciadores, a intermediação por agências de comunicação ou marketing digital, a celebração de contratos com cláusulas de confidencialidade e a definição prévia de narrativas e alvos. A PF também pretende rastrear transferências financeiras, notas fiscais e trocas de mensagens que possam comprovar a articulação da campanha.

A investigação não se limita aos produtores de conteúdo. O inquérito busca identificar quem teria financiado ou encomendado a ação, bem como eventuais conexões entre os influenciadores e interesses ligados ao Banco Master ou a seus controladores.

Até o momento, não há informações sobre quais crimes que serão investigados. A Polícia Federal trabalha com a hipótese de uma ação organizada para interferir no debate público em torno de uma decisão regulatória sensível, o que pode ter implicações penais a depender do que for comprovado no curso da apuração.

Fonte: ICL

Resgate de 563 trabalhadores puxa Mato Grosso para o topo da lista de trabalho escravo de 2025

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta quarta-feira (28) os dados referentes às operações de combate ao trabalho escravo em 2025 no Brasil. No ano passado, o Mato Grosso foi o estado com maior número de trabalhadores resgatados, com um total de 607.

Desses, 563 foram encontrados em um mesmo empreendimento, a obra de uma usina de etanol da empresa 3tentos, sob responsabilidade da TAO Construtora, no município de Porto Alegre do Norte, no nordeste do estado. Esse foi o maior resgate do ano.

Em segundo lugar, está a Bahia, com 482 casos, seguida de Minas Gerais, São Paulo e Paraíba, com 393, 276 e 253 casos, respectivamente.

Com relação ao tipo de atividade onde os trabalhadores prestavam serviços, as obras de alvenaria se destacam, com 601 resgatados, incluindo o caso de Porto Alegre do Norte; administração pública em geral, com 304; construção de edifícios, com 186; cultivo de café, com 184 pessoas resgatadas, e extração e britamento de pedras e outros materiais para construção, com 126.

“Os dados também indicam que o fenômeno do trabalho escravo contemporâneo não se restringe a atividades econômicas específicas, podendo ser identificado na colheita de café, no desmatamento, na mineração ilegal, na indústria têxtil e no trabalho doméstico”, informa a nota do MTE, enviada pela assessoria de imprensa.

Em 2025, 68% dos trabalhadores identificados em condição análoga à de escravo no Brasil foram resgatados no meio urbano. Em anos anteriores, prevalece esse tipo de resgate no meio rural.

Com relação à fiscalização no âmbito doméstico, foram realizadas 122 ações fiscais específicas de combate ao trabalho escravo em todo o país, resultando no resgate de 34 trabalhadores e trabalhadoras.

Os estados com maior número de ações fiscais de combate ao trabalho escravo em 2025 foram São Paulo (215 ações), Minas Gerais (145), Rio de Janeiro (123), Rio Grande do Sul (112) e Goiás (102).

Caso de Porto Alegre do Norte

A operação que resultou no resgate dos 563 trabalhadores em Porto Alegre do Norte teve início após um incêndio no alojamento, no dia 20 de julho de 2025. Os trabalhadores, revoltados com as condições degradantes de trabalho, atearam fogo no local.

Durante as inspeções, realizadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego e Polícia Federal entre julho e agosto de 2025, foram identificadas condições degradantes de moradia e trabalho, incluindo falta de água potável, alimentação estragada, jornadas exaustivas, trabalhadores com lesões e doenças de pele causadas pelo manuseio de produtos.

Os trabalhadores dormiam em quartos superlotados e sem ventilação, dividindo um ventilador entre quatro pessoas. Os colchões eram finos, sem lençóis, travesseiros ou fronhas. Muitos chegaram a dormir no chão, debaixo de mesas.

A situação se agravou nas semanas anteriores ao incêndio, quando a interrupção no fornecimento de energia impediu o bombeamento de água para os banheiros e bebedouros.

Na tentativa de contornar o problema, segundo o MPT, a empresa passou a fornecer água turva, retirada do rio Tapirapé, transportada por caminhões-pipa. Trabalhadores relataram ainda que eram obrigados a tomar banho com canecas e enfrentavam longas filas para usar banheiros sujos.

À época, em nota enviada ao Brasil de Fato, a 3tentos que disse ter adotado “uma série de ações para apurar os fatos e avaliar medidas cabíveis”.

Já a TAO Construtora informou que havia firmado, com o Ministério Público do Trabalho, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com caráter emergencial e reparatório, sem confissão de culpa, como forma de garantir suporte imediato aos trabalhadores.

Dia Nacional do Combate ao Trabalho Escravo

Há 22 anos, no dia 28 de janeiro de 2004, os auditores fiscais do trabalho Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Aílton Pereira de Oliveira foram assassinados após uma emboscada na zona rural de Unaí, no noroeste de Minas Gerais.

O caso ficou marcado como a Chacina de Unaí. Os trabalhadores foram executados a mando do fazendeiro Norberto Mânica, conhecido como “Rei do Feijão”, dono da empresa Agropecuária Ivae e irmão do prefeito da cidade, Antério Mânica.

“Esta data não é apenas um marco no calendário. É uma cicatriz na história do Estado brasileiro”, ressalta o Manifesto à sociedade brasileira e à comunidade internacional, publicado neste 28 de janeiro pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho.

A data ficou marcada como o Dia Nacional do Combate ao Trabalho Escravo.

Fonte: Brasil de Fato

93% dos banqueiros querem manter juros a 15%

Real Moeda brasileira

De 120 instituições financeiras e demais rentistas, 112 são contra redução da Selic

Na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, pesquisa do Valor Econômico com 120 instituições financeiras mostra que 112 delas esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha, na próxima quarta-feira (28), a taxa básica de juro (Selic) em 15% ao ano, o maior nível em 20 anos. 

A sondagem aponta que do total, 102 (ou 85% do total das instituições pesquisadas) projetam que o BC só dê início ao ciclo de corte da Selic na reunião do colegiado que ocorre em 18 de março.  

Há seis meses que a Selic está no patamar de15%, afetando o crescimento econômico do Brasil, com a economia desacelerando com queda nos investimentos produtivos, na geração de empregos e no consumo de bens e serviços.

Os banqueiros se empenham em retardar o máximo possível o corte dos juros e na opinião deles, caso ocorra, deva ser a conta-gotas. Isso não é à toa, a Selic em 15% com a respectiva queda da inflação garante juros reais (descontada a inflação) superiores a 10%, uma das mais altas do mundo.

O BC divulgou nesta segunda-feira (26), através do Boletim Focus, que a expectativa de inflação voltou a cair, passando de 4,2% para 4%. A autarquia consulta mais de 150 instituições financeiras, nenhuma consulta é feita ao setor produtivo.  

Após as oitos reuniões do Copom, que serão realizadas neste ano, os bancos projetam que os juros continuem nas alturas e que a Selic encerre 2026 em 12,25%. 

ECONOMIA DESACELERA

Enquanto no terceiro trimestre de 2025 a economia brasileira praticamente não andou, ao apresentar uma alta do PIB (Produto Interno Bruto) de 0,1% frente ao segundo trimestre no mesmo ano (0,3%), os 4 maiores bancos do Brasil – Itaú Unibanco (R$ 11,6 bilhões), Bradesco (R$ 6 bilhões), BTG (R$ 4,3 bilhões), Santander (R$ 4 bilhões) – apresentaram lucros polpudos, que juntos somam mais de R$ 25,9 bilhões no período. 

No ranking dos lucros dos grandes bancos privados em 2025 (até o terceiro trimestre), o Itaú lidera com R$ 34,5 bilhões, seguido por Bradesco (R$ 18,2 bilhões), BTG (R$ 12,1 bilhões) e Santander (R$ 11,5 bilhões). Juntos, eles somam R$ 76,3 bilhões de lucro, no acumulado de nove meses até setembro de 2025. 

No lado oposto dos bancos estão as empresas produtivas, que em meio à desaceleração econômica estão desistindo de investir ou tendo que pegar crédito caro para sustentar suas operações, como destaca o Superintendente de Economia da CNI, Márcio Guerra.

“As elevadas taxas de juros que a gente tem vivenciado têm empurrado as empresas a repensar seus investimentos e, ao mesmo tempo, a gente tem um crescimento ainda muito baixo”, críticou Guerra, em entrevista BandNews. 

A CNI revelou na semana passada que 80% dos empresários da indústria culpam os juros elevados pela dificuldade de obter crédito de curto ou médio prazo no Brasil. “Precisa-se de crédito para poder investir, o investimento é desencorajado e o custo do capital é muito elevado no país”, ressaltou Márcio Guerra. 

“O que a gente vê é uma situação em que a demanda não tem crescido. Precisa investir, a gente precisa de competitividade e o acordo  Mercosul com a União Europeia vai exigir isso das empresas e, ao mesmo tempo, as empresas não estão tendo condições de investir na inovação e na ampliação da sua capacidade. Elas estão mostrando que o dia a dia da busca do crédito tem sido para manter boa parte, sobretudo nas pequenas e nas médias (isso é mais grave) para manter o capital de giro ali sustentando as suas operações”, comentou.   

“O custo do capital está elevado para quem consome, para quem busca comprar”, lembrou o economista. “A população também sofre com essa taxa de juros e isso tem uma conexão direta com quem produz. Porque se não tem consumo, a produção também não vai crescer e, logicamente, não tendo a produção crescendo, as perspectivas de ampliação do parque industrial ficam muito desmotivadas”.

Fonte: Hora do Povo

Segundo a ONU, Israel já expulsou 37 mil palestinos da Cisjordânia

Ao menos 37 mil palestinos foram deslocados à força na Cisjordânia ocupada, em 2025, em recorde histórico em meio a níveis sem precedentes de violência colonial israelense, alertou nesta segunda-feira (26) a Organização das Nações Unidas (ONU).

As informações são da agência de notícias Anadolu.

De acordo com o porta-voz, Stephane Dujarric, ao citar um relatório do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), os territórios palestinos “viram recordes de deslocamento e violência colonial” ao longo do último ano, sobretudo “por operações conduzidas contra aos campos de refugiados”.

“Apenas na área norte, registramos mais de 1.800 ataques israelenses contra palestinos”, incluindo baixas e danos, prosseguiu Dujarric. “Trata-se do maior índice já registrado pela ONU, no nono ano consecutivo de aumento”.

Estima-se 500 mil colonos israelenses radicados em assentamentos e postos avançados ilegais na Cisjordânia, além de 250 mil em Jerusalém ocupada. A região vive em escalada, com pogroms e demolições em massa contra a população nativa.

Em paralelo ao genocídio em Gaza, desde outubro de 2023, tropas e colonos israelenses deixaram ao menos 1.109 mortos e 11 mil feridos na Cisjordânia e Jerusalém, além de 21 mil detidos arbitrariamente.

Em julho passado, em decisão histórica, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), sediado em Haia, reconheceu a ilegalidade da ocupação em Jerusalém e Cisjordânia, ao requerer evacuação imediata de soldados e colonos; sem ações, contudo, até então.

Fonte: Monitor do Oriente

33 trabalhadores são resgatados de situação análoga à escravidão em Sorocaba

Funcionários vindos da Bahia estavam em condições insalubres e sem registro em carteira. Obra foi paralisada e trabalhadores serão realocados.

Mais de 30 trabalhadores foram resgatados de uma situação análoga à escravidão na manhã desta segunda-feira (26), na Avenida Comendador Pereira Inácio, em Sorocaba (SP). A obra foi paralisada.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de Sorocaba, 33 funcionários, vindos da Bahia, foram encontrados trabalhando em condições insalubres.

Segundo o órgão, os trabalhadores eram submetidos a alimentação e alojamento precários, não possuíam registro em carteira e não recebiam pagamento adequado. Uma cama foi encontrada na parte externa do imóvel. Segundo apurado pela TV TEM, um funcionário dormia nela durante as noites.

Ao g1, a Polícia Civil informou que policiais do 3º DP, com apoio da Divisão Especializada de Investigação Criminal (Deic), foram ao local para garantir a segurança dos auditores fiscais do trabalho, e que por se tratar de infrações federais, o caso foi encaminhado para a Polícia Federal, que cuidará da investigação.

Após a ação, o MTE determinou a paralisação imediata da obra e a realocação dos trabalhadores para outro local.

O MTE ainda informou à TV TEM que a empresa responsável pela contratação dos funcionários deve receber uma multa de aproximadamente R$ 500 mil.

Fonte: G1

Moradores denunciam despejo irregular de esgoto pela BRK em Barra de São Miguel

Especialistas alertam que o lançamento de esgoto em galerias de águas pluviais configura crime ambiental

O município de Barra de São Miguel, no litoral sul de Alagoas, um dos principais destinos turísticos do estado e conhecido por concentrar casas de veraneio de políticos e empresários durante a temporada de verão, voltou a ser alvo de denúncias ambientais envolvendo o sistema de esgotamento sanitário.

Moradores da cidade denunciaram, por meio de vídeos que circularam nas redes sociais ao longo do último fim de semana, o despejo irregular de esgoto em galerias de águas pluviais. As imagens mostram o esgoto sendo lançado diretamente nessas galerias, com escoamento para o rio Niquim e, consequentemente, para as praias do município, provocando poluição ambiental e riscos à saúde pública.

A população cobra providências da prefeitura e da BRK Ambiental, empresa responsável pelo tratamento de esgoto no município. Segundo os relatos, o lançamento irregular de dejetos teve início no final de semana, contaminando o rio e comprometendo a balneabilidade das praias.

As denúncias em Barra de São Miguel reforçam críticas já feitas à atuação da BRK em outras cidades alagoanas. Em Maceió, também há registros e relatos de episódios semelhantes, nos quais a empresa teria sido notificada por está despejando esgoto em áreas litorâneas, situação que motivou questionamentos de moradores, ambientalistas e órgãos de fiscalização.

Especialistas alertam que o lançamento de esgoto em galerias de águas pluviais configura crime ambiental, uma vez que essas estruturas não são destinadas a receber resíduos sanitários. A prática pode causar danos ao meio ambiente, afetar a fauna e a flora locais e comprometer atividades econômicas ligadas ao turismo e à pesca.

Até o momento, não houve manifestação pública da BRK sobre as denúncias específicas registradas em Barra de São Miguel. Moradores cobram providências dos órgãos ambientais, do Ministério Público e da prefeitura para a apuração dos fatos, fiscalização rigorosa e adoção de medidas que garantam o correto funcionamento do sistema de esgotamento sanitário no município.

Fonte: 082 Alagoas

Gás gratuito para famílias de baixa renda chega a todas as capitais

Nova fase do Programa Gás do Povo tem início nesta segunda-feira. Meta é atingir 15 milhões de famílias até março

A partir desta segunda-feira (26) o programa Gás do Povo estará incorporando 17 novas capitais, totalizando, com a iniciativa, a entrega gratuita de gás de cozinha para as famílias de baixa renda em todas as capitais do país.

O programa federal consiste na recarga gratuita do botijão de gás de cozinha (GLP) de 13 quilos (kg), através de Vale, que pode ser utilizado em mais de 10 mil revendedoras credenciadas em todo o país. O total de famílias que a serem incluídas nesta segunda fase será de 950 mil.

O Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) prevê concluir a implementação do programa em março deste ano, quando 15 milhões de famílias, cerca de 50 milhões de pessoas, em todos os 5.571 municípios, estarão sendo atendidas.

O Gás do Povo foi lançado em setembro de 2025 pelo presidente Lula voltado à ampliação do acesso gratuito ao gás de cozinha, com uma nova modalidade do auxílio, direcionada para famílias inscritas no Cadastro Único, com renda igual ou inferior a meio salário mínimo, com prioridade para aquelas que recebem Bolsa Família (renda per capita de até R$ 218).

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, destaca que “o benefício alivia o orçamento familiar dos mais pobres, que podem destinar o dinheiro que gastariam no botijão para comprar alimentos ou suprir outra necessidade básica”.

O que muda nesta etapa

•    Inclusão de 950 mil novas famílias no programa

•    Expansão para 17 capitais que ainda não participavam

•    Cobertura passa a alcançar todas as capitais do país

•    Vale pode ser usado em mais de 10 mil revendas credenciadas

Capitais incluídas a partir de 26/01

•    Aracaju (SE)

•    Boa Vista (RR)

•    Brasília (DF)

•    Campo Grande (MS)

•    Cuiabá (MT)

•    Curitiba (PR)

•    Florianópolis (SC)

•    João Pessoa (PB)

•    Macapá (AP)

•    Maceió (AL)

•    Manaus (AM)

•    Palmas (TO)

•    Porto Velho (RO)

•    Rio Branco (AC)

•    Rio de Janeiro (RJ)

•    São Luís (MA)

•    Vitória (ES)

Quem tem direito ao Gás do Povo

Para receber o benefício, a família precisa:

•    Ser beneficiária do Bolsa Família;

•    Ter ao menos duas pessoas no núcleo familiar;

•    Ter renda per capita de até meio salário-mínimo;

•    Estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses;

•    Ter o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do Responsável Familiar regular, sem pendências.

Como usar o vale do gás

O benefício pode ser acessado de diferentes formas:

•    Aplicativo Meu Social – Gás do Povo;

•    Cartão do Bolsa Família (com chip);

•    Cartão de débito da Caixa;

•    Informar o CPF do Responsável Familiar na maquininha da revenda e receber código por SMS.

Onde consultar o benefício

•    Aplicativo Meu Social – Gás do Povo, disponível para os celulares dos sistemas Android e iOS;

•    Página oficial do Gás do Povo no site do MDS;/

•    Portal Cidadão Caixa;

•    Caixa Cidadão: 0800-726-0207.

Com dados da Agência Brasil

·        Antigo Vale Gás (Auxílio Gás): O beneficiário recebia um valor em dinheiro na conta (pecuniário), geralmente 50% ou 100% da média nacional do botijão, e utilizava para comprar o gás onde quisesse. Em muitos casos, era uma troca direta ou compra de um novo botijão.

·        Novo Gás do Povo: O foco é a recarga gratuita do botijão de 13 kg diretamente nas revendedoras credenciadas, sem receber dinheiro em conta. Ao apresentar o vale (geralmente via aplicativo), o beneficiário troca o botijão vazio por um cheio. 

Fonte: Hora do Povo

Cúmplice do genocídio, Europa amplia repressão a ativistas pró-Palestina

Em Londres, quase 90 manifestantes foram presos. Na França, uma ativista foi condenada a 15 meses de prisão

Cerca de 90 pessoas foram presas em Londres após invadirem uma prisão durante uma manifestação em apoio a um ativista preso do movimento pró-Palestina Palestine Action, atualmente banido, informou a Polícia Metropolitana no domingo (25).

“ATUALIZAÇÃO: 86 pessoas foram presas sob suspeita de invasão agravada após o incidente ocorrido na noite passada na prisão HMP Wormwood Scrubs”, afirmou a polícia em comunicado.

Segundo a nota, os agentes chegaram ao local depois que manifestantes conseguiram acessar o perímetro da prisão. O texto acrescenta que os protestantes bloquearam pontos de entrada e saída utilizados por funcionários, ameaçaram policiais e que alguns chegaram a entrar na área de acesso restrito aos funcionários dentro da unidade.

A manifestação foi realizada em apoio a um ativista do Palestine Action que havia iniciado uma greve de fome na prisão, informou a polícia. A emissora Sky News relatou que o ativista é Umer Khalid, um dos participantes detidos em um protesto de grande repercussão na maior base da Força Aérea Real do Reino Unido (RAF), no verão de 2025.

O movimento Palestine Action foi banido após ativistas invadirem a base aérea RAF Brize Norton, em Oxfordshire, danificando duas aeronaves de reabastecimento Airbus Voyager com pés de cabra e pintando de vermelho as turbinas. O grupo afirmou que o protesto foi uma resposta aos voos diários da RAF entre Brize Norton e a base de Akrotiri, no Chipre, envolvida em operações militares em Gaza.

Atualmente, apoiar o movimento no Reino Unido é considerado crime, com pena que pode chegar a até 14 anos de prisão. Integrantes da organização Defend Our Juries continuam promovendo manifestações com o objetivo de realizar grandes mobilizações em apoio ao Palestine Action, tentando ultrapassar a capacidade da polícia e do sistema judicial de aplicar de forma eficaz a proibição.

França

Um tribunal criminal de Nice condenou a ativista pró-Palestina e mãe Amira Zaiter a 15 meses de prisão por publicações em redes sociais denunciando a guerra genocida de Israel em Gaza, como parte de um esforço mais amplo para reprimir discursos contra o genocídio e silenciar vozes de apoio à Palestina.

A decisão, proferida na sexta-feira pelo tribunal criminal de Nice, figura entre as punições mais severas impostas na França nos últimos anos por expressão política online.

Defensores de direitos humanos alertam que a sentença reflete uma mudança perigosa no sentido de criminalizar a dissidência quando ela questiona as políticas de Israel.

Zaiter compareceu ao tribunal em 23 de janeiro após passar quase dois meses em prisão preventiva, período durante o qual as autoridades a separaram de sua filha pequena e restringiram severamente seu contato com o mundo exterior.

O Ministério Público apresentou acusações relacionadas a postagens publicadas nas redes sociais X e Instagram entre 26 de junho e 13 de outubro de 2025.

O caso se concentrou na republicação de material antissionista, na descrição das ações de Israel em Gaza como genocidas e em manifestações de solidariedade ao movimento de resistência palestino Hamas em meio à agressão contínua de Israel.

A promotoria pediu uma pena de dois anos de prisão, manutenção da detenção, inclusão no banco de dados francês de autores de crimes relacionados ao terrorismo (FIJAIT), proibição de ocupar cargos públicos por dez anos e sanções financeiras.

Observadores do julgamento relataram que os juízes consideraram Zaiter culpada de 12 infrações. O tribunal impôs uma pena de 15 meses de prisão com encarceramento imediato, determinou sua inclusão no cadastro FIJAIT e a proibiu de exercer cargos públicos por uma década.

Além disso, a Justiça ordenou que Zaiter pagasse 6.200 euros em indenizações a várias organizações sionistas, incluindo a LICRA e o CRIF Sud-Est.

O veredicto marca a segunda condenação de Zaiter relacionada ao seu apoio público à Palestina e ao Hamas.

Em novembro de 2024, ela havia recebido uma sentença de três anos de prisão, com dois anos suspensos. Essa decisão foi posteriormente reduzida pela Corte de Apelação de Aix-en-Provence para 18 meses, sendo 12 meses com pena suspensa e regime de liberdade condicional.

Zaiter, na faixa dos 30 anos e sem antecedentes criminais antes desses casos, é cofundadora da associação Nice à Gaza.

O processo atual também fez referência a uma postagem sobre Illan Choukroune, um reservista francês que serve no Exército israelense, a quem Zaiter descreveu como genocida. Ela manteve suas declarações e afirmou estar chocada com o fato de esse tipo de discurso político ter sido tratado como discurso de ódio.

O advogado de defesa, Kada Sadouni, condenou a decisão como profundamente injusta e alertou que o caso levanta sérias preocupações sobre a liberdade de expressão, o debate público e o silenciamento sistemático de opiniões consideradas politicamente inconvenientes.

Segundo ele, o tribunal pareceu determinado a fazer de Zaiter um exemplo, e confirmou que a possibilidade de recurso segue em análise. (Com agências).

Fonte: Brasil 247

“Marcha dos patetas” de Nikolas Ferreira acaba com chuva forte e raios em Brasília

Descarga elétrica deixou dezenas de pessoas feridas durante ato convocado por bolsonaristas

Um raio atingiu, no início da tarde deste domingo (25), manifestantes que estavam reunidos na Praça do Cruzeiro, em Brasília. Eles participavam de um ato convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no encerramento de sua caminhada até o Distrito Federal para pedir anistia aos golpistas de 8 de janeiro.

O incidente ocorreu pouco antes das 13h deste domingo, quando uma forte chuva caía no local. O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal foi acionado às 12h50.

De acordo com os bombeiros, 72 pessoas foram atendidas no local do incidente e 42 estavam estáveis, conscientes e orientadas. Outras 30 pessoas tiveram que ser levadas pelos militares para o Hospital de Base do Distrito Federal e para o Hospital Regional da Asa Norte.

Ainda segundo o balanço do Corpo de Bombeiros, 8 pessoas foram consideradas “instáveis”.

Foram acionadas para o resgate dos feridos 25 viaturas do Corpo de Bombeiros.

Vídeos postados nas redes sociais mostram o momento da descarga elétrica.

Fonte: ICL

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