EUA param em protesto nacional contra o ICE, tropa de choque de Trump

Greve geral contra abusos do ICE paralisa os Estados Unidos

Os Estados Unidos viveram nesta sexta-feira (30) uma das maiores jornadas de protestos dos últimos anos. Uma greve geral, acompanhada de atos de rua em 46 estados, paralisou escolas, universidades, serviços e parte do comércio em protesto contra a atuação violenta do Serviço de Imigração e Alfândega, o ICE. O estopim foram dois homicídios ocorridos em Minneapolis, atribuídos a agentes federais durante operações recentes.

Organizadores estimam cerca de 250 manifestações simultâneas, sob o lema “Sem trabalho. Sem escola. Nada de compras. Parem de financiar o ICE”, com adesão expressiva em cidades como Nova York, Los Angeles, Chicago, Washington e Minneapolis.

Minnesota no centro da crise

Em Minneapolis, epicentro da mobilização, dezenas de milhares de pessoas enfrentaram temperaturas negativas para ocupar as ruas. A revolta aumentou após as mortes de Alex Pretti e Renee Good, ambos cidadãos norte-americanos, baleados em ações do ICE neste mês.

Bairros inteiros da cidade registraram marchas com forte presença de professores, funcionários de escolas e estudantes. “Eu moro aqui e não acho que nosso governo deva nos aterrorizar dessa forma”, afirmou a engenheira Sushma Santhana, de 24 anos, em entrevista à AFP.

Escolas fechadas e universidades mobilizadas

A paralisação teve impacto direto no sistema educacional. Da Califórnia a Nova York, professores e alunos abandonaram salas de aula para aderir aos protestos. Em Aurora, no Colorado, escolas públicas anteciparam o fechamento diante da previsão de ausência em massa. Em Tucson, no Arizona, ao menos 20 escolas cancelaram as aulas.

Em Chicago, estudantes da DePaul University espalharam cartazes com mensagens como “fascistas não são bem-vindos aqui”. No Brooklyn, em Nova York, jovens organizaram marchas específicas contra a política migratória federal.

Repressão federal e retórica de confronto

Diante da dimensão dos atos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou o envio de cerca de 3 mil policiais federais a Minneapolis, equipados com armamento tático. Segundo a agência AFP, o contingente é cinco vezes maior que o efetivo regular do Departamento de Polícia local.

Apesar de sinais recentes de “desescalada”, com declarações do enviado Tom Homan sobre possível redução das batidas, Trump endureceu o discurso. Em declarações públicas, classificou os manifestantes como “insurgentes” e “agitadores financiados”, acusando a presença de “rebeldes profissionais” nos protestos.

Poder ampliado do ICE preocupa juristas

No mesmo dia das manifestações, o New York Times revelou um memorando interno do ICE que ampliou significativamente os poderes da agência. Segundo o jornal, agentes de menor escalão passaram a ter autorização formal para deter imigrantes indocumentados, uma mudança que especialistas em direitos civis consideram um risco adicional de abusos.

Organizações de defesa dos direitos humanos alertam que a combinação de maior poder discricionário, retórica agressiva do governo federal e uso intensivo de forças de segurança cria um ambiente de intimidação, especialmente para comunidades migrantes e negras.

Mobilização deve continuar

Redes de movimentos sociais e sindicatos já articulam novas paralisações e atos para as próximas semanas. A pressão é para que o Congresso revise as atribuições do ICE e investigue os episódios de violência em Minneapolis.

A crise reacende o debate sobre imigração, segurança pública e limites do poder federal, em um país ainda marcado por profundas divisões políticas e sociais.

Fonte: RED

Israel assassina 19 palestinos em Gaza em mais uma violação do cessar-fogo

Ataques atingem civis, crianças e estruturas policiais enquanto detenções e ações violentas de israelenses prosseguem na Cisjordânia

Ao menos 19 palestinos foram assassinados em novos ataques israelenses realizados desde a madrugada deste sábado (31), na Faixa de Gaza, em mais uma violação do cessar-fogo em vigor desde outubro. Entre as vítimas estão crianças e civis deslocados, atingidos por bombardeios em diferentes regiões do território palestino, segundo fontes médicas locais.

As informações foram divulgadas pela rede Al Jazeera, com base em relatos de hospitais e autoridades de saúde em Gaza. Profissionais do hospital al-Shifa, na Cidade de Gaza, informaram que pelo menos sete pessoas morreram após um ataque aéreo israelense contra um quartel-general da polícia no bairro de Sheikh Radwan. Outros bombardeios deixaram mortos no centro do território e na área de al-Mawasi, no sul de Gaza. Play Video

De acordo com fontes médicas ouvidas pela Al Jazeera, um ataque israelense atingiu uma tenda que abrigava pessoas deslocadas na região de al-Mawasi, próxima à cidade de Khan Younis, matando ao menos sete palestinos, incluindo três crianças. Os corpos foram levados ao Complexo Médico Nasser. Na Cidade de Gaza, equipes de emergência relataram a morte de cinco pessoas, entre elas três crianças, após um bombardeio contra um prédio residencial no bairro de Remal.

O Hamas classificou a ofensiva como uma escalada perigosa e uma violação deliberada do acordo de cessar-fogo e acusou Israel de manipulação do acordo, quatro meses após sua entrada em vigor.

O Escritório de Comunicação do Governo de Gaza declarou que mais de 500 palestinos foram mortos por forças israelenses desde que o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos passou a valer, em 10 de outubro. Já o Ministério da Saúde local informou que, nas últimas 48 horas, 17 pessoas morreram e 49 ficaram feridas em decorrência dos ataques. Desde o início do cessar-fogo, o número de mortos chegou a 509, com 1.405 feridos, além da recuperação de 715 corpos no mesmo período.

O balanço acumulado desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023, aponta 71.769 mortos e 171.483 feridos em Gaza, segundo o ministério palestino.

Paralelamente à ofensiva em Gaza, forças israelenses intensificaram ações na Cisjordânia ocupada. O Escritório de Mídia dos Prisioneiros Palestinos (ASRA) informou que 13 palestinos, incluindo uma menina, foram presos durante operações em diferentes localidades. Duas detenções ocorreram na província de Jenin, após incursões no distrito de Jabal Abu Dhahir, enquanto outras 11 pessoas foram presas na cidade de Azzun, na província de Qalqilya.

Também foram registrados novos episódios de violência de colonos israelenses. Segundo a agência Wafa, uma família palestina foi forçada a deixar a vila de al-Auja, ao norte de Jericó, após repetidos ataques. A organização de direitos humanos Al-Baidar afirmou que o assédio contínuo de colonos já provocou o deslocamento de dezenas de famílias na região. Em Hebron, forças israelenses fecharam a área de Bab al-Zawiya para garantir a entrada de colonos em um local reivindicado como sítio arqueológico, obrigando comerciantes a fechar lojas e moradores a deixarem o local.

Os ataques mais recentes ocorrem às vésperas da reabertura da passagem de Rafah, ponto estratégico para a entrada e saída de pessoas e ajuda humanitária, enquanto aumentam as denúncias internacionais sobre o impacto da ofensiva israelense sobre a população civil palestina.

Fonte: Brasil 247

Mais de 150 crianças brasileiras foram presas pela imigração nos EUA em 2025

Dados oficiais indicam apreensões de bebês a adolescentes, com maioria encaminhada a centros do ICE e casos concentrados no Texas e em Massachusetts

Ao menos 157 crianças e adolescentes brasileiros foram apreendidos por autoridades migratórias dos Estados Unidos entre janeiro e outubro de 2025, segundo registros oficiais do governo norte-americano. Os dados mostram que a maioria desses menores foi levada a centros de detenção vinculados ao sistema de imigração, revelando um cenário de rigor crescente nas operações de controle migratório que atingem famílias brasileiras no país.

O levantamento foi realizado pela Folha de S.Paulo, que analisou documentos obtidos por meio da lei de acesso à informação dos Estados Unidos e compilados pelo Deportation Data Project, iniciativa da Universidade da Califórnia. A partir dessa análise, foi possível identificar que, dos 157 menores apreendidos, 142 acabaram encaminhados a centros de detenção administrados pelo ICE, o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA.

Os registros indicam que as crianças apreendidas tinham idades bastante variadas, indo de bebês nascidos em 2024 a adolescentes nascidos em 2008, com 16 ou 17 anos. O número real pode ser ainda maior, já que o estudo não incluiu jovens nascidos em 2007, que poderiam ter até 18 anos no momento da abordagem, pois os documentos não trazem a data completa de nascimento.

Segundo os dados, 114 desses menores já deixaram os Estados Unidos. Não há informação oficial sobre se estavam acompanhados por adultos no momento da detenção, mas em pelo menos 40 casos é possível inferir que se tratava de detenções familiares. Isso ocorre porque algumas instalações do sistema migratório, como o South Texas Family Residential Center, em Dilley, e o Karnes County Residential Center, no Texas, não recebem, ao menos em tese, menores desacompanhados. No período analisado, o centro de Dilley recebeu 29 crianças brasileiras, enquanto o de Karnes County acolheu outras 11.

O caso de permanência mais longa registrado envolve um menino nascido em 2023, que ficou 44 dias detido no South Texas Family Residential Center entre julho e setembro de 2025. De acordo com as informações fornecidas pelo governo norte-americano, a criança foi deportada em 3 de setembro do ano passado.

O centro de detenção no sul do Texas ganhou repercussão internacional após a apreensão de Liam Conejo Ramos, um menino equatoriano de cinco anos, levado ao local junto com o pai depois de serem detidos em 20 de janeiro de 2026, em Minneapolis, no estado de Minnesota. Um deputado que visitou a criança afirmou que “o menino está deprimido”. Imagens de Liam usando um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila do Homem-Aranha no momento da apreensão tornaram-se símbolo dos protestos contra as operações anti-imigração do governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

Para dimensionar quantas crianças brasileiras tiveram destino semelhante, a Folha analisou duas bases de dados distintas do Deportation Data Project. A primeira reúne informações sobre pessoas detidas diretamente pelo ICE em operações administrativas dentro dos EUA, sem incluir apreensões feitas por agentes de fronteira do CBP, o Serviço de Alfândega e Proteção das Fronteiras. Nesse conjunto, foram identificados 84 menores brasileiros, dos quais 69 foram levados a centros de detenção e 15 fichados e liberados.

A segunda base de dados registra imigrantes que passaram a custódia do ICE mesmo tendo sido inicialmente detidos por outras forças de segurança, geralmente o CBP. Nessa planilha aparecem outros 73 menores brasileiros, a maioria relacionada a apreensões ocorridas na fronteira com o México.

O perfil etário das crianças varia conforme o órgão responsável pela detenção inicial. Nos casos em que o CBP realizou a abordagem, crianças de 1 a 5 anos representam 53% do total. Já nas apreensões feitas diretamente pelo ICE, há uma distribuição mais equilibrada: 32% tinham até 5 anos, 32% estavam na faixa de 11 a 15 anos, e 29% tinham entre 6 e 11 anos. Maiores de 15 anos são minoria nesse grupo.

Do total de menores apreendidos, 89 são meninos e 68 meninas. Entre os casos envolvendo ações diretas do ICE, 53 crianças foram encontradas em Boston, no estado de Massachusetts, onde há uma numerosa comunidade brasileira, além de registros em outros nove estados. Um desses episódios envolve um adolescente de 13 anos detido em Everett, subúrbio de Boston, em 9 de outubro de 2025. Ele foi transferido para um centro de detenção de menores infratores após o governo norte-americano acusá-lo de ligação com uma gangue. Os dados não informam a data de soltura, mas jornais da comunidade brasileira relataram que o jovem retornou ao Brasil no fim de outubro. A Folha não conseguiu contato com a família.

Nos casos em que a detenção inicial foi feita por outras agências, 57 dos 73 menores foram apreendidos no Texas. Em geral, o tempo de permanência das crianças e adolescentes nos centros de detenção variou de algumas horas a cerca de um mês, independentemente do órgão responsável pela abordagem.

A maioria das crianças que deixou o país aparece registrada como deportada. Apenas dois casos constam como saída voluntária. Dados do painel do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil apontam que 93 menores foram deportados entre 7 de fevereiro e 31 de dezembro de 2025. A diferença entre os números pode estar relacionada à dificuldade de acesso a informações completas sobre detenções realizadas pelo ICE e a situações em que menores foram enviados a outros países, como o Panamá.

Outros 43 menores brasileiros ainda permaneciam nos Estados Unidos no momento da extração dos dados, em outubro de 2025. Quase metade desses casos estava classificada como processo ativo, o que indica a existência de procedimentos em andamento que podem resultar em deportação. Em três situações, não há registro da data de saída do centro de detenção, pois as apreensões ocorreram no mesmo mês em que os dados foram enviados ao Deportation Data Project, o que sugere que o status pode já ter sido alterado posteriormente.

Fonte: Brasil 247

Crise do Master e a “perda dos bastiões” institucionais

A cada semana, o escândalo do Banco Master escancara mais a podridão das instituições de poder no Brasil. Como já discutimos aqui (e aqui) antes, a bilionária fraude financeira de Daniel Vorcaro (dono do Master) e seus associados levará a um prejuízo ao povo brasileiro. Mas sua rede de apoiadores dentre as instituições republicanas é enorme. Ela se apoia sobretudo entre parlamentares e governadores da direita e do Centrão. Mas tem também seus tentáculos sobre ministros do Supremo.

A conduta de deputados e senadores do Centrão, como Ciro Nogueira (ex-ministro de Bolsonaro), procurando defender os negócios do banco tem sido vergonhosa. Tanto quanto a ação de governadores, como os de SP ou do RJ, que usaram de seus poderes para financiar as falcatruas do banqueiro. Isso para não falar do governador do DF, que forçou o banco público BRB tomar prejuízo e quase falir ao comprar os ativos podres do Master.

Agora, desde fins do ano passado, tem ficado claro também que ministros do STF seguem um caminho parecido. Toffoli decidiu, sem qualquer justificativa cabível, levar o caso para o “foro privilegiado” do Supremo, assumindo a relatoria do caso. Nesse meio tempo foram sendo reveladas as relações de vários de seus familiares com os negócios de Vorcaro. Motivo mais do que suficiente para que ele se considerasse de imediato impedido de seguir no caso por conflito de interesses – algo que teimosa e autoritariamente recusou-se. O mesmo deveria ser feito pelo ministro Moraes, cujo escritório de esposa e filhos defende Vorcaro.

Por outro lado, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e seu padrinho político Arthur Lyra, fizeram ingerências junto ao ministro Jhonatas de Jesus do Tribunal de Contas da União (TCU) – que é ele mesmo do Centrão, muito envolvido com as emendas do Orçamento Secreto – para que a liquidação do Master pelo Banco Central (Bacen) fosse desfeita. Influenciadores de internet – sobretudo youtubers de direita – foram pagos para que no final do ano passado lançassem uma campanha contra o Bacen.

Nesta semana, o Bacen respondeu a solicitação do TCU por meio de um relatório com o histórico de sua atuação frente ao Banco Master (Estadão, 28/01/2026). Documentos internos do Bacen da época ainda de seu ex-presidente, Campos Neto (nomeado por Bolsonaro), mostram que ele tinha total consciência das enormes e criminosas irregularidades do Master.

Se seguisse as normas, ele teria a obrigação, já na ocasião, de intervir no Master. Ao invés disso, os documentos indicam que Neto atuou em conluio com Vorcaro e seus sócios: editou uma norma, em outubro de 2023, alterando a contabilização de precatórios como ativos de risco carregados pelos bancos com uma brecha que ajudou o Master a não ser obrigado a fazer alterações em seu balanço. Um mês antes de deixar o cargo (final de 2024), Campos Netto fez vistas grossas para o fato do Master ter parado de recolher os depósitos compulsórios junto à autoridade monetária – dada suas dificuldades na rolagem de dívidas.

As notícias das falcatruas do Master e de sua gigantesca rede de sustentação política nas instituições de Estado parecem não cessar. O desgaste de tais instituições junto à opinião pública – que nunca deu a elas muito crédito – é cada vez maior. Setores das classes dominantes começam a se angustiar com isso. Um exemplo é o grande empresário Walter Schalka (Suzano Papel, Vibra etc). Em entrevista ao Valor Econômico (26/01/2026), ele diz o atual escândalo nos fez “perder um bastião que tínhamos, que é o Judiciário”.

Alberto Handfas

Fonte: Petista

Duas caras de JHC para não ficar preso a ninguém

Cadu Amaral – Jornalista

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), presidente estadual do PL, segue fazendo o jogo de duas caras. Aperta a mão para um lado e depois a do outro para dizer que o gesto anterior não foi bem assim.

Trata-se de medição constante de temperatura para medir até onde dá para ir no cumprimento do tal “Acordo de Brasília”, que desmontaria a arrumação preestabelecida do tabuleiro político alagoano. O resumo do acordo é: JHC não seria candidato a nada, trocaria o PL por um partido da base de Lula, apoiaria Renan Filho ao Governo do Estado, Renan Calheiros e Arthur Lira ao Senado. Em troca, sua tia, Marluce Caldas iria para o STJ.

JHC já recebeu sua parte e Marluce Caldas já é ministra do STJ.

O problema é que além da mexida no tabuleiro político local, essa configuração afeta o eleitorado mais emocionalizado, que não entende – nem quer entender – as nuances do jogo político, o vendo como se fosse dois times de futebol numa partida e torcendo por um deles.

O eleitorado bolsonarista já passou a chamar JHC de traidor pelo afago em Lula no dia 23 de janeiro, sem nem perceber que o prefeito, apesar da fala elogiosa, ressaltou caráter institucional entre entes federados.

Aliás, esse eleitorado sequer é capaz de perceber que JHC jamais fez nenhum gesto em direção a Jair Bolsonaro, sendo ele, o prefeito de Maceió, somente o presidente do PL local.

O mesmo comportamento vale para o eleitorado lulista que o vê somente com mais um bolsonarista.

O reducionismo leva ao erro de análise e, consequentemente, ao erro de ação, de tática e de estratégia.

E nesse cenário, JHC vem seguindo no “doiscarismo” e fará o máximo para permanecer assim, se equilibrando até onde e quando der.

Senta com José Dirceu, que esteve em Maceió no começo de janeiro para ato em lembrança aos ataques de 8 de Janeiro. A conversa com Dirceu ocorreu dias depois de divulgado uma reunião entre JHC, Lira e Alfredo Gaspar.

A notícia sobre o encontro com José Dirceu é divulgada com a informação que o petista cobrou de JHC o cumprimento do acordo. Dias depois, JHC reúne em sua casa os vereadores da capital alagoana de sua base – cerca de 15 de 27. Encontro, inclusive, que os vereadores apagaram os registros de suas redes sociais.

Vem a entrega dos apartamentos do Minha Casa Minha Vida e JHC elogia Lula. Dias depois, reúne vereadores e mais algumas lideranças, desta vez, com um banner do PL ao fundo.

Em todos os momentos, segundo os relatos, em on ou em off, JHC disse o que o público da vez queria ouvir: “vou cumprir o acordo”, “serei candidato a governador”.

Durante esse ínterim, JHC testou o nome de Marina Candia ao Senado, com as pesquisas mostrando que ela pontua bem. Seu nome chegou a ser discutido como suplente, ou de Arthur Lira ou de Alfredo Gaspar.

Evidente que esse movimento amararia JHC politicamente.

Mas lançar Marina ao Senado significaria desfazer o “Acordo de Brasília” em duas pontas: de Arthur Lira e de Renan Calheiros.

Ao não lançar a esposa ao Senado, JHC pode seguir dizendo que está buscando cumprir o acordo. E até está, na verdade.

Nesta sexta-feira (30), JHC anunciou que Marina Candia será candidata a deputada federal.

Pronto, disputa ao Senado resolvida em relação à candidatura. Se ele vai apoiar, de verdade, alguém, só saberemos quando começar a campanha eleitoral.

Sobre a parte de apoiar Lula. JHC, minha aposta, fará – no máximo – o mesmo que fez com Bolsonaro em 2022: Mingué.

Já para o Governo do Estado, JHC não vai cumprir nada. Não tem como ele não ser candidato agora em 2026 para ficar pelo menos dois anos sem mandato a partir de 2029. E já dava para saber disso quando do fechamento do tal acordo. As partes só não quiseram enxergar isso, ou contavam com descumprimento na disputa ao Senado por serem duas vagas em disputa neste ano.

Lançar Marina Candia à Câmara dos Deputados é um “seguro mandato”, caso seja derrotado em outubro para não ficar “sem nada”.

Ao não se manifestar abertamente sobre o que está pensando, JHC vai esticando a corda do “doiscarismo”, que manterá – posso apostar – para a disputa presidencial até o fim para manter a porta aberta com o próximo presidente da República e, a depender da situação, até mesmo para indicar cargos federais ou até ocupar um, caso o resultado eleitoral de outubro em Alagoas não seja o que espera.

JHC sabe que o grupo que tem agora é por ele, mas pela caneta que tem na mão e que se ficar sem mandato – ou caneta – será trocado pelos amigos fiéis de agora pelo próximo “ponta-de-lança” da política da vez.

Segundo PoderData, entrevistados consideram governo Lula melhor do que o de Bolsonaro

Foram entrevistadas 2.500 pessoas entre os dias 24 e 26 de janeiro; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é considerado “melhor” do que a gestão de Jair Bolsonaro (PL) para 40% dos brasileiros, segundo pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (28). Outros 39% consideram “pior” — o que representa um empate técnico entre as taxas.

Para 20% dos eleitores, as administrações são iguais, enquanto 1% não soube responder.

Em abril de 2023, durante o primeiro ano do atual mandato de Lula, 46% acreditavam que a gestão do petista era melhor que a de Bolsonaro, ou seja, houve um declínio de 6 pontos percentuais.

Já os que julgam a atual administração federal como pior do que a anterior eram 36%. Desde 2023, este índice cresceu 3 pontos percentuais.

A pesquisa PoderData entrevistou 2.500 pessoas, por telefone, entre os dias 24 e 26 de janeiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Apesar de ser ano eleitoral, o levantamento não tem registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por não se tratar de uma pesquisa de intenção de voto.

Fonte: CNN Brasil

Surto de meningite preocupa população de Maceió

Segundo a Secretaria de Saúde de Maceió, ocorreu três casos de meningite nos últimos 90 dias. Segundo a pasta, todos os pacientes evoluíram clinicamente bem e não correm risco. Mas, apesar da informação da Secretaria de Saúde, a população de Maceió está preocupada e com medo do avanço da doença.

O primeiro caso envolve um paciente de 55 anos, o segundo um paciente de 27 anos e o terceiro um paciente de 20 anos. As autoridades reforçam que os casos estão sob acompanhamento e que as medidas de prevenção continuam sendo adotadas para evitar a circulação da doença.

Pelos critérios do Ministério da Saúde, a situação é considerada um surto, o que acendeu o alerta das autoridades sanitárias e levou à adoção de medidas imediatas para conter a circulação da bactéria e evitar novos registros da doença.

Entre as ações definidas está a vacinação de bloqueio, que será realizada no próximo sábado (31), com mobilização de equipes de saúde em pontos estratégicos próximos aos locais onde os casos foram confirmados. Além dessas áreas, a vacinação também vai alcançar regiões num raio de até um quilômetro, incluindo bairros como Ouro Preto, Canaã e Barro Duro, devido à circulação frequente de moradores entre essas localidades.

“A participação da população é essencial para o sucesso da ação. O bloqueio vacinal é uma medida segura, eficaz e fundamental para proteger a coletividade, reduzir o risco de novos casos”, informou a SMS nesta quarta-feira (28).

A vacina contra a meningite tipo C é indicada para pessoas de três meses a 80 anos, conforme os protocolos do Ministério da Saúde. Gestantes e lactantes, no entanto, não devem receber a dose neste momento. A Secretaria esclarece que a imunização não será feita em toda a extensão dos bairros, mas apenas nas áreas delimitadas pela Vigilância Epidemiológica.

A orientação é que pessoas com sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos ou manchas pelo corpo procurem imediatamente uma unidade de saúde. Para receber a vacina, é necessário apresentar documento com CPF e cartão de vacinação.

Redação com TNH1

ORELHA: UM MÁRTIR DA CAUSA ANIMAL

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

Há alguns anos resgatei um cachorro em uma grota de Maceió, que a comunidade batizou com o nome de Graffiti. Grota para quem não conhece a denominação, é o que é conhecido em todo o Brasil como favela. Segundo informações dadas pelos moradores desta grota, que não declinarei o nome por questões de segurança, ele era um cachorro de estimação de um presidiário em liberdade condicional, que residia com ele neste local. Ainda segundo a população local, este egresso do sistema penal, com liberdade provisória, gostava e cuidava muito bem do cão.

Em uma determinada noite, uma força policial, não souberam dizer o motivo, invadiu o barraco e executou o tutor do Graffiti. Provavelmente o cachorro, sempre leal ao dono, deve ter tentado defender o seu tutor, e teria sido agredido a “botinadas” por quem deveria defender à sociedade e não infringir sofrimento a um ser indefeso. Para bom entendedor, meias palavras bastam para entender o que deve ter ocorrido. A forma como encontrei o Graffiti foi de um desespero que não desejo a ninguém. O seu olhar revelava mais do que a dor lancinte, aquele olhar de dor e desespero revelaram para mim, naquele momento angustiante, a falta de esperança na humanidade.

Não posso afirmar a veracidade desta informação, porque não fui testemunha desta operação policial, mas não acredito que vários moradores da grota inventariam um história sórdida como essa. Foi um dos resgates mais difíceis que fiz na vida, dado o estado e o sofrimento deste animalzinho. Resgatamos o Graffiti e cuidei dele inicialmente, levando-o para clínicas veterinárias e conseguindo um lar temporário para ele, visto que eu morava em um apartamento e já tinha alguns gatos.

Como era um tratamento longo, difícil e dispendioso, Seu Antonio, que coordena um dos maiores projetos da causa animal em Algoas, o abrigo São Cão, tendo uma melhor infraestrutura e na sua imensa generosidade, assumiu o tratamento do Graffiti e o recuperou após alguns anos de terapia. Eu mesmo cheguei a duvidar se ele sobreviveria. Disse ao Graffiti, quando esteve a beira da morte, que ele lutasse pela sua vida e que um dia ainda viria buscá-lo e o adotaria. Prometi isso a ele. Fiz um documentário sobre Seu Antônio e a São Cão, intitulado “O Santo e o Cão”, disponível no YouTube.

Depois de um certo tempo, mais até do que eu gostaria, me mudei para uma casa e cumpri a minha promessa, adotei-o e hoje ele tem uma vida de príncipe, cercado de cuidados e, principalmente, de muito carinho e amor. Ficou com algumas sequelas da violência que sofreu, mas proporcionamos a ele uma boa qualidade de vida, com acompanhamento direto da sua saúde. Hoje o Graffiti, um Border Collie, convive fraternalmente com os nossos gatinhos e com outros cachorros que criamos, estes legítimos vira-latas, todos resgatados das ruas.

Assim como o meu Graffiti, o cachorrinho Orelha e mais dois outros cães foram vítimas de maus tratos por quatro meliantes e filhinhos de papai de Florianópolis, com requintes de crueldade máxima que se pode praticar contra um animal, revelando toda maldade humana a que estamos expostos. Estes psicopatas hoje matam animais, futuramente estarão assassinando moradores de rua e cometendo feminicídios.

O filósofo existencialista Jean Paul Sartre afirmava que “o inferno são os outros”. Para mim o demônio não tem chifres, rabo e tridente, eles andam disfarçados de seres humanos e o demoníaco habita a alma (a essência) de cada um desses seres das trevas. Os “Imundos de Florianópolis”achavam que, por serem de famílias com condições financeiras, estariam imunes a qualquer crime que cometessem, imagine se praticado contra um pobre animal de rua. Achavam que não daria em nada, contavam com a certeza da impunidade total. Acontece que o Orelha, um cachorrinho comunitário, era amado e cuidado por muitas pessoas que gostavam dele, exatamente por ser um cãozinho dócil, simpático, brincalhão e feliz com sua vidinha, mesmo estando na rua.

A revolta contra os marginais que o mataram covardemente, entretanto, foi imediata, eles não contavam com a reação da sociedade local e que este ato absurdo e inaceitável se transformaria em uma comoção de proporção nacional e até internacional, formando-se uma grande rede de indignação, com a participação de personalidades famosas pedindo justiça pelo Orelha e seus amiguinhos. Esses elementos de alta periculosidade social terão que pagar pelo crime que cometeram.

Felizmente nunca presenciei um ato de maus tratos contra os animais, pois tenho certeza de qual seria a minha reação, e, muito provavelmente, como se diz por aí, “perderia o meu réu primário”. A família desses pilantras sociopatas estão tentando “abafar” o caso, achando que iriam conseguir intimidar as pessoas que estão se manifestando pelas redes sociais e cobrando às autoridades e ao judiciário, providências contra os escrotos que trucidaram o Orelha e aqueles que os pariram e os colocaram no mundo para poluí-lo ética e moralmente. Estes seres malignos e imundos, pais e filhos, devem pagar exemplarmente pelas suas maldades e falta de respeito e empatia pelo próximo. Faço votos que aconteça com estes escroques, o mesmo que fizeram ao Orelha e seus dois amiguinhos, que conseguiram, por sorte, escapar das garras ferozes dessas aberrações humanas.

Não vamos permitir que fiquem impunes. Denunciem, passem esta postagem a frente. Vamos colocar estes projetos de fascistas na cadeia, ou no local que a legislação definir, uma vez que estas pragas, infelizmente, têm menos de 18 anos e privilégios da legislação penal. Tenho a impressão de que este crime terá desdobramentos, e certamente, será resolvido posteriormente. Torço muito por isso, pois ocorrem dezenas, centenas, talvez milhares de casos semelhantes a esse mensalmente em nosso país. O Graffiti foi um deles.

A melhor maneira de de reverenciar o martírio do Orelha, é adotando um animal de rua, pois mesmo animais “comunitários”, estão sujeitos às vulnerabilidades das ruas, tais como maus tratos, atropelamentos, brigas, doenças, envenenamentos e tanto outros riscos que correm cotidianamente. Temos hoje no Brasil 30 milhões de animais abandonados, somos 213 milhões de brasileiros, se menos de 15% da nossa população adotá-los, será um grande avanço para a causa animal em nosso país. Transforme sua indignação em adoção.

Lindo Orelha, sua vidinha não será em vão, você terá e fará justiça por todos os animais vítimas de crimes hediondos como o que você sofreu. Você estará para sempre na memória, na alma e no coração do povo brasileiro. Você é mais do que um mártir, você entra na galeria dos grandes heróis nacionais do Brasil. Justiça pelo orelha. Trate Bem Um Animal de Rua! Adote um deles!

Ato pela liberdade de Maduro é realizado em Maceió

Manifestações denunciam a intervenção militar dos EUA e o sequestro do mandatário venezuelano e de sua esposa

Com o objetivo de denunciar o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama e deputada Cilia Flores, assim como as agressões dos Estados Unidos (EUA) de Donald Trump contra o país latino-americano, organizações populares, movimentos políticos e coletivos realizam nesta quarta-feira (28) uma jornada de manifestações em diversas capitais brasileiras. 

As mobilizações fazem parte de uma articulação internacional de solidariedade ao povo venezuelano e de repúdio à escalada militar, econômica e diplomática conduzida pelo governo de Donald Trump.

Os atos exigem a libertação de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, sequestrados em um ataque militar estadunidense no dia 3 de janeiro.

Desde a ofensiva militar no início do mês, manifestações parecidas vêm sendo realizadas em diversos estados do Brasil e em outros países da América Latina e da Europa. As mobilizações denunciam não apenas a captura do presidente venezuelano, mas também o precedente aberto para novas intervenções na região, sob o discurso do combate ao narcotráfico e da “segurança nacional”.

Para os organizadores, a manifestação é um chamado à sociedade brasileira. “Defender a soberania da Venezuela é defender a soberania dos povos latino-americanos”, afirmam. A manifestação reforça a mensagem de repúdio ao imperialismo e de solidariedade internacional.

O protesto integra uma agenda ampla de mobilização internacional contra o avanço das aspirações imperialistas do governo de Donald Trump, deve continuar enquanto persistirem as sanções, a intervenção militar e a prisão das lideranças venezuelanas.

Em Maceió, os manifestantes portando bandeiras e cartazes, se concentraram no Calçadão do Comércio. Segundo o professor Emmanuel Miranda, diretor do Sinteal, “a invasão dos EUA à Venezuela visa se apropriar das reservas de petróleo e ameaça a soberania de todos os países da América Latina e do mundo”.

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