Bancado pelos super ricos, Nikolas vota contra programa “Gás do Povo”

Ele já votou a favor da PEC da Bandidagem e é contra duas folgas semanais para os trabalhadores. No entanto, o que mais impressiona é o cinismo de sua “justificativa”

Que Nikolas Ferreira (PL-MG) age abertamente contra os interesses da população, isso ninguém duvida, até porque ele não nega a quem quer que seja que votou a favor da famigerada PEC da Bandidagem e ainda se diz contra o fim da escala laboral 6×1, o que impede que os trabalhadores tenham duas folgas semanais por lei no país, trabalhando no máximo cinco dias consecutivos. Agora, mais uma vez, o deputado bolsonarista que passa o dia na internet “engajando” e provocando adversários com insultos e absurdos resolveu mostrar que realmente seu mandato não é para ajudar o povo.

Já no primeiro dia de votações do ano legislativo de 2026, aberto na segunda-feira (2), a Câmara pautou a Medida Provisória  1313/25, que versa sobre o programa “Gás do Povo”, uma iniciativa do governo Lula que expandiu ainda mais o acesso ao gás de cozinha gratuito a quem mais precisa no país, alcançando 50 milhões de brasileiros. A MP passou na Casa e agora está no Senado, onde também deve ser aprovada. Só que, na Câmara, Nikolas votou contra.

Sim, o rapazote provocativo reacionário manifestou-se contrariamente ao acesso gratuito do gás para os cidadãos em situação de pobreza.

Como não podia deixar de ser, no melhor estilo adolescente insuportável que tenta justificar o injustificável, o parlamentar desocupado foi às redes “explicar”, com muito cinismo, por qual razão agiu contra a população. O que se viu, no entanto, foi um malabarismo cretino sem qualquer nexo.

“Óbvio que votei contra o projeto “Gás do Povo”, do Lula, porque sou a favor do “Gás dos Brasileiros”, um programa que já existe e que o Lula quer complicar. Antes, o auxílio caía direto na conta da mãe de família. Ela decidia onde comprar. Agora, o Lula quer te obrigar a buscar o seu gás em revendas credenciadas pelo governo, sem prazo claro de quanto tempo você terá esse benefício, sem autonomia, sem liberdade. Que no final, deixará seu gás mais caro e com a finalidade de manter as pessoas presas pra ter o voto dela nas eleições. E o povo sabe disso. E não custa perguntar: Se a pobreza caiu como o Lula diz, por que 50 milhões de brasileiros ainda dependem de gás “gratuito” pra cozinhar?”, disse o impertinente deputado, sempre com seu tom asqueroso e incendiário, em busca de repercussão.

“Gás do Povo” dá gratuidade total e expande benefício

O Programa Gás do Povo representa a principal nova política pública federal voltada ao acesso ao gás de cozinha (GLP) no Brasil, instituída em 2025 e regulamentada por Medida Provisória aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados. Ele substitui integralmente o antigo Auxílio Gás dos Brasileiros (criado em 2021), ampliando significativamente o alcance e alterando o formato do benefício.

Em vez de repassar valores em dinheiro (como ocorria no modelo anterior, que atendia cerca de 5 milhões de famílias com o equivalente a 50% do preço do botijão a cada dois meses), o Gás do Povo garante a gratuidade total na recarga do botijão de 13 kg diretamente em revendas credenciadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O benefício é entregue por meio de um vale ou sistema de validação (via cartão do Bolsa Família, cartão da Caixa ou CPF com código), assegurando que o recurso seja usado exclusivamente para a aquisição do gás de cozinha.

A iniciativa tem como meta atender mais de 15 milhões de famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda per capita de até meio salário mínimo — priorizando beneficiários do Bolsa Família —, o que beneficia cerca de 50 milhões de pessoas em todo o país. A implementação ocorre de forma gradual: iniciou em capitais selecionadas em novembro de 2025, expandiu-se para todas as capitais em janeiro de 2026 e deve alcançar todos os municípios até março de 2026, com previsão de cerca de 65 milhões de recargas gratuitas por ano.

Ao adotar a entrega direta do botijão, o programa busca combater a pobreza energética, garantindo que o benefício cumpra efetivamente seu propósito: aliviar o peso do custo do gás no orçamento familiar, promover a dignidade e a cidadania energética, e proteger a saúde pública. A mudança reduz a dependência de combustíveis alternativos perigosos, como a lenha, que expõe especialmente mulheres e crianças a riscos graves de poluição intradomiciliar (causadora de doenças respiratórias), acidentes domésticos e desgaste físico na coleta de material.

Fonte: Revista Fórum

Regra que muda trabalho aos domingos e feriados no comércio entra em vigor em março

Após ter sido adiada por quatro vezes, a medida está prevista para começar a valer a partir do dia 1º de março

O governo federal mantém para 1º de março de 2026 a entrada em vigor da regra que limita trabalho aos domingos e feriados no comércio.

A medida condiciona o funcionamento de serviços e comércio nessas datas a acordos coletivos com os sindicatos. Atualmente, vale o acordo entre patrões e empregados.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o prazo para a nova norma começar a valer é março deste ano. A portaria 3.665/2023, que determinou a mudança nos feriados, foi publicada em novembro de 2023 e adiada por quatro vezes.

último adiamento foi em 17 de junho de 2025, após tentativa de negociação sobre o tema não avançar no legislativo e não haver consenso entre centrais sindicais, empregadores e governo sobre as mudanças.

A nova legislação provocou reação negativa entre as empresas, porque prevê a necessidade de negociar com sindicatos e lidar com custos adicionais.

Mudança

O texto revogou a autorização permanente para trabalho aos feriados que havia sido concedida, por portaria de 2021, para as seguintes atividades:

• mercados, supermercados e hipermercados;

• varejistas de peixe;

• varejistas de carnes frescas e caça;

• varejistas de frutas e verduras;

• varejistas de aves e ovos;

• varejistas de produtos farmacêuticos (farmácias, inclusive manipulação de

receituário);

• comércio de artigos regionais nas estâncias hidrominerais;

• comércio em portos, aeroportos, estradas, estações rodoviárias e ferroviárias;

• comércio em hotéis;

• comércio em geral;

• atacadistas e distribuidores de produtos industrializados;

• revendedores de tratores, caminhões, automóveis e veículos similares;

• comércio varejista em geral.

Regras proporcionais

Segundo Mauro Francis, presidente da Ablos (Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings), a entidade não é contrária à negociação coletiva nem à valorização do trabalho.

Portaria

Segundo o ministério, a portaria tem como objetivo restabelecer a legalidade quanto ao trabalho em feriados, conforme determina lei, que foi alterada.

“De acordo com essa legislação, o funcionamento do comércio em feriados depende de autorização prevista em convenção coletiva entre empregadores e trabalhadores, além da observância da legislação municipal”, afirma a pasta em nota.

O ministério defende que a medida corrige uma distorção introduzida durante o governo anterior, quando portaria passou a autorizar o trabalho em feriados, contrariando a legislação vigente.

“Ao reafirmar a exigência de convenção coletiva, o governo reconhece e valoriza a negociação coletiva como pilar das relações de trabalho e instrumento legítimo para o equilíbrio entre os interesses de empregadores e trabalhadores”, acrescenta o texto.

Fonte: Notícias R7

Maioria é contra isenção de impostos para igrejas e critica ostentação de pastores

Maioria é contra isenção de impostos para igrejas e critica ostentação de pastores

Os brasileiros são majoritariamente contrários à isenção de impostos conferida a igrejas, templos e pastores. Mais do que isso: também entendem que a ostentação derivada do acúmulo de recursos por líderes religiosos é “absurda”.

Mesmo com variações entre os recortes da pesquisa, a opinião contra a isenção se sustenta de forma ampla. Entre todos os grupos analisados, 60% defendem que todas as instituições religiosas devem pagar impostos (e, dentro deste grupo, 35% dizem que “não só devem pagar impostos, como deveriam ser mais fiscalizadas”).

Esse é um dos resultados da pesquisa nacional de opinião pública encomendada pelo ICL e realizada pela Ágora Consultores, que ouviu quase 10 mil pessoas das diferentes classes sociais. O levantamento foi realizado entre 17 e 23 de novembro de 2025 para conhecer o pensamento do brasileiro. As conclusões do trabalho estão sendo publicadas em primeira mão pela Revista Liberta.

O número daqueles que têm abertura a taxar instituições religiosas sobe para 71% dos pesquisados quando se incluem aqueles que são favoráveis a algum tipo de cobrança, desde que seja observada uma isenção em casos específicos — para pequenas igrejas e templos.

Quando o brasileiro se depara com a questão sobre a sensação despertada por um líder religioso “viajando de helicóptero, avião ou iate”, a proporção dos que consideram a situação “absurda” é quase idêntica à de quem deseja cobrança de impostos em qualquer cenário: 62%. Outros 28% têm opinião neutra, argumentando que, se o dinheiro vem de outras atividades, os líderes religiosos até “têm direito” a luxos desse tipo. Apenas 8% dos consultados acham a situação “normal”.

Sem surpresas, os brasileiros que dizem não acreditar em Deus são aqueles com menor abertura à isenção de impostos para igrejas: 83% desejam cobrança para todos os tipos de templos, independentemente do tamanho, sendo que 72% deles apoiam uma maior fiscalização das finanças das instituições religiosas.

Por outro lado, o maior bastião de resistência aos impostos vem dos brasileiros que se identificam como evangélicos: apenas 33% defendem a cobrança de impostos para todos os templos, enquanto 46% dizem que a isenção “é essencial para a liberdade religiosa”. Os evangélicos são, de longe, o grupo com maior número de defensores da isenção como um instrumento para garantir a liberdade, quase o dobro do visto entre os praticantes da outra grande religião organizada no país, como os católicos, para quem esse número fica em 24%.

Entre os seguidores do catolicismo, a abertura à cobrança de impostos para qualquer tipo de igreja é ligeiramente menor do que a média geral da população (57%, três pontos percentuais abaixo), mas ainda assim muito acima da vista no caso dos evangélicos.

A disposição a taxar igrejas também é marcada por um contraste ideológico. Enquanto 87% dos consultados que se dizem de esquerda defendem a cobrança de impostos em qualquer cenário (e só 8% veem a isenção como válida), essa proporção despenca para 34% entre brasileiros que se definem como de direita, grupo que tem 42% de apoio à isenção.

Apesar das divergências sobre os impostos, há uma constante que perpassa as mais diversas correntes religiosas e identificações ideológicas: são minoritários os brasileiros que encaram como “normais” as cenas de ostentação por parte de líderes religiosos. Só 8% dos evangélicos, 9% dos ateus, 11% dos espíritas e dos católicos, e apenas 2% dos seguidores de outras religiões ouvidos pela pesquisa concordam com a normalização de situações do tipo.

Essa proporção segue muito baixa independentemente do recorte, ainda que com variações: para os brasileiros que se identificam com a esquerda, apenas 5% consideram a ostentação “normal”; entre os de direita, o número até sobe de forma perceptível, mas ainda é uma clara minoria, não superando a marca de 13%.

A principal discordância ocorre entre aqueles que opinam pelo caminho do meio, entre o “absurdo” e o “normal”: são aqueles que responderam à questão dizendo que “depende” da origem dos recursos, mostrando disposição a aceitar a vida opulenta de líderes religiosos, desde que ela seja bancada por atividades não relacionadas à igreja.

Outra vez, quem está mais disposto a fazer esse tipo de concessão é a parcela da população que pratica alguma religião identificada no grupo dos evangélicos: no recorte por religião, são os únicos em que o entendimento de que um líder religioso viajando de helicóptero, avião ou iate é “absurdo” fica abaixo dos 50%. São 46% com esse ponto de vida (45% dizem que depende). Entre os católicos, o número sobe para 58%, chegando a 72% entre espíritas, 75% para os praticantes de outras religiões e 78% dos que não acreditam em Deus.

O estudo consiste em uma pesquisa de opinião pública cujo universo abrange pessoas com 16 anos ou mais na República Federativa do Brasil, realizada por meio do Painel on-line da Ágora Consultores. Foi adotado um desenho amostral estratificado por Unidade da Federação (UF/Estado), com cotas populacionais conforme dados censitários e aplicação de cotas cruzadas por sexo, faixa etária e zona/área, assegurando consistência e equilíbrio na composição amostral. A amostra totalizou 9.497 entrevistas efetivas, com nível de confiança de 95% e margem de erro amostral de ±1,0 p.p. para distribuições simétricas.

Como etapa adicional de robustez, a base foi ponderada e calibrada por sexo, idade, escolaridade e áreas, e submetida a procedimentos de controle de qualidade e consistência, incluindo validações de respostas, identificação de duplicidades, checagens de coerência interna e análise de tempo de resposta.

Fonte: ICL

Caetano e Bethânia levam o Grammy de Melhor Álbum de Música Global

Produção é fruto de uma turnê que consagrou a carreira dos irmãos

Os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia venceram o neste domingo (01) Grammy Awards 2026 na categoria Melhor Álbum de Música Global com o disco Caetano e Bethânia Ao Vivo.

O prêmio foi recebido em nome deles pela apresentadora Dee Dee Bridgewater, durante evento em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Eles concorriam com “Sounds of Kumbha”, de Siddhant Bhatia; “No Sign of Weakness”, de Burna Boy; “Eclairer le monde – Light the World”, de Youssou N’Dour, “Mind Explosion – 50th Anniversary Tour Live”, de Shakti e “Chapter III: We Return To Light”, de Anoushka Shankar Featuring Alam Khan & Sarathy Korwar.

A produção premiada é um registro da turnê dos dois artistas. A conquista coroou o momento artístico marcado por reencontros afetivos com o público e pela reafirmação da força da canção brasileira no cenário internacional.

O álbum, gravado ao longo da turnê que atravessou diversas cidades brasileiras com casas lotadas, reúne sucessos das trajetórias individuais dos dois artistas, como Reconvexo e Vaca Profana, além de uma versão inédita de Fé, composição de Iza com nova leitura nas vozes dos irmãos.

Ao comemorar a vitória nas redes sociais, Caetano escreveu:

“Que alegria em vencermos o @grammys de ‘Melhor Álbum Internacional’ juntos! Em especial, gostaríamos de agradecer aos músicos que ao nosso lado, fizeram esse disco acontecer.
O nosso muito obrigado a todos que ouviram o disco, foram aos shows e compartilharam desta história conosco!”

Para Maria Bethânia, o primeiro Grammy representa a consagração internacional após décadas de carreira.

Para Caetano, essa foi a sexta indicação ao Grammy e a terceira premiação. O artista baiano já venceu duas vezes: com Livro (1998) e João Voz e Violão (2000), álbum de João Gilberto que produziu.

Fonte: Agência Brasil

Depois da Venezuela, Cuba?

As imagens dramáticas dos blackouts de energia em Cuba e da população cubana sendo obrigada a cozinhar usando madeira como combustível expõem a perversidade do bloqueio imposto pelos EUA, agora ampliado pelo presidente Donald Trump e seu secretário Marco Rubio. Hospitais e escolas sem energia, num criminoso certo a ilha que, em 1959 com a revolução vitoriosa, expropriou as máfias oligárquicas associadas aos interesses estadunidenses na ilha. Nesse momento urgente, o Brasil pode fazer a diferença. O presidente Lula, precisa ser fiel ao compromisso histórico do PT de defender a soberania cubana. Lula pode e deve enviar Petróleo para Cuba para evitar uma tragédia humanitária causada pelo bloqueio estadunidense. O Trabalho publica o artigo do companheiro Angel Tubau, originalmente publicado no site do jornal operário espanhol Información Obrera. — Alexandre Linares

Trump ordenou que, a partir de hoje, os secretários de Comércio, Howard Lutnick, e de Estado, Marco Rubio (filho de cubanos exilados), fiscalizem se algum país entrega, por qualquer via, petróleo a Cuba.

Pressionado pela impressionante mobilização em Minnesota, Donald Trump busca novamente uma ação “destacada” na política externa.

Na quinta-feira, 29 de janeiro, Trump assinou uma ordem executiva (equivalente a um decreto) na qual afirma: “Considero que a situação relativa a Cuba constitui uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos, e declaro uma emergência nacional em relação a essa ameaça”.

Esse decreto anuncia que seu governo imporá tarifas adicionais a todos os produtos de “qualquer país que, direta ou indiretamente, venda ou forneça petróleo a Cuba”.

Trump determinou que, a partir de hoje, os secretários de Comércio, Howard Lutnick, e de Estado, Marco Rubio (filho de cubanos exilados), supervisionem se algum país entrega, por qualquer meio, petróleo a Cuba.

Lembremos que, após a agressão militar contra a Venezuela e o sequestro do presidente Maduro e de sua esposa, Trump impôs à presidente “interina”, Delcy Rodríguez, o embargo a todo envio de petróleo a Cuba. A Venezuela era, até então, o principal fornecedor de petróleo da ilha.

Este decreto, portanto, tem um objetivo claro: pressionar o México para que interrompa os envios de combustível (sendo o segundo maior fornecedor até agora).

Trump concluiu dizendo, segundo a agência AP, que não será mais enviado petróleo a Cuba e que o governo cubano cairá. Até o momento, a Secretaria de Energia do México e a diretoria da PEMEX (Petróleos Mexicanos) mantiveram silêncio sobre o assunto; embora a presidente do México, Claudia Sheinbaum, tenha declarado que o México é soberano e decide por si só com quem comercia, a agência Reuters informa que o México já havia suspenso os envios de petróleo.

À beira da asfixia?

Cuba depende do petróleo para o transporte e para o funcionamento de suas usinas termelétricas. Segundo dados oficiais do governo cubano publicados no jornal Granma (órgão oficial do Partido Comunista), o país atualmente consegue atender, por outros meios, a menos da metade da demanda elétrica.

Nestes mesmos dias, o jornal britânico Financial Times afirmava que Cuba dispõe de combustível suficiente para apenas 15 a 20 dias. Antes da intervenção dos EUA, a Venezuela fornecia cerca de 46.500 barris diários à ilha. O México entregava, em média, 17.200 barris por dia, cujos envios foram interrompidos em meados de janeiro. Outros fornecedores de petróleo incluem a Rússia, que enviou seu último navio em outubro, e a Argélia, que não enviou nenhum cargueiro desde fevereiro do ano passado, segundo a mesma fonte. Agora, de acordo com o New York Times, Cuba recebe apenas três mil barris diários. O país necessita de 100 mil barris diários, dos quais aproximadamente metade é destinada à geração elétrica e o restante ao transporte e à atividade industrial. Qualquer pessoa pode imaginar a catástrofe humanitária que o imperialismo estadunidense está organizando.

“Parece que não conseguirá sobreviver. Cuba não poderá sobreviver”, declarou Trump à imprensa na noite de quinta-feira.

63 anos de bloqueio

A vitória da revolução em Cuba em 1959, cujo desenvolvimento posterior implicou a expropriação dos grandes proprietários (muitos deles estadunidenses) e a destruição da ditadura de Batista e de suas instituições, provocou, muito cedo, a intervenção armada estadunidense. Em abril de 1961, a CIA organizou a invasão da Baía dos Porcos, que fracassou graças à mobilização do povo cubano. Desde então, sucessivas administrações estadunidenses impuseram e reforçaram um embargo comercial contra a ilha que, dada a predominância da economia dos EUA e por meio de pressões sobre países terceiros, transformou-se num verdadeiro bloqueio. Esse bloqueio foi condenado pela imensa maioria dos membros da ONU, cuja Assembleia Geral o rejeitou em trinta ocasiões (em 2024, apenas com os votos contrários dos EUA e de Israel).

A difícil situação econômica de Cuba é, em grande parte, resultado desse bloqueio, que impede a ilha de manter comércio normal com todos os países.

A defesa de Cuba frente à agressão imperialista

O jornal mexicano La Jornada conclui seu editorial de 30 de janeiro da seguinte maneira: “Na conjuntura atual, mesmo aqueles governos que nutrem aversão pelo regime político adotado pelos cubanos deveriam estar conscientes de que defender Cuba é, na verdade, defender toda a humanidade contra a arbitrariedade e o imperialismo descarado que o trumpismo sintetiza em seu lema ‘paz pela força’”.

Certamente, todo governo que defenda a democracia (isto é, o direito de cada povo decidir livremente sobre seu futuro sem imposições externas) deveria boicotar a ordem executiva de Trump. Isso inclui o governo de Pedro Sánchez e Yolanda Díaz. Assim como Hitler em 1938, o governo de Trump interpreta cada demonstração de fraqueza como um convite para novas ações. Contudo, não temos garantias de que algum governo venha a defender Cuba diante do império. Tal como ninguém defendeu verdadeiramente a Venezuela.

O que temos plena certeza é que, para todas as organizações do movimento operário e para todas aquelas que se proclamam defensoras dos direitos dos povos, é um dever agir agora em defesa do povo cubano.

Andreu Tubau

Fonte: O Trabalho

Prefeitura de Maceió estende vacinação para conter surto de Meningite C

Imunização se estende até o próximo dia 6 de fevereiro

Após o sucesso do dia de bloqueio contra a meningite C, que mobilizou milhares de pessoas em busca da imunização, a Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, decidiu ampliar a oferta da vacina por mais uma semana.

A vacinação seguirá de 02 a 06 de fevereiro, em 14 unidades de saúde, distribuídas em distritos sanitários prioritários, garantindo mais acesso, comodidade e proteção à população.

A imunização é destinada para a população de 3 meses a 80 anos que ainda não foi vacinada contra a meningite C. Se o esquema vacinal ja está completo, não é necessário. Gestantes e lactantes podem se vacinar, desde que com indicação médica.

O bloqueio vacinal continua sendo destinado para a população dos bairros onde houveram os casos (Benedito Bentes e Serraria), até o raio de 1km pelo casos de meningite C, conforme listagem de endereços já disponibilizada pela Prefeitura de Maceió. Confira aqui listagem.

Confira os locais de vacinação que funcionam de 2 a 6 de fevereiro para esta vacinação de bloqueio:

III Distrito Sanitário

• USF Ouro Preto

• US Maria Tereza Holanda – Ouro Preto

V Distrito Sanitário

• USF José Tenório

• USF São Jorge

• USF Novo Mundo

• UDA UMJ – Barro Duro

VI Distrito Sanitário

• USF Hamilton Falcão – Benedito Bentes

• USF Aliomar Lins – Benedito Bentes

• USF Caic Benedito Bentes

• USF Frei Damião – Benedito Bentes

• USF Dídimo Otto – Conjunto Carminha

• US Telessaúde Caetés

• USF Carla Nogueira – Benedito Bentes

• USF Robson Cavalcante – Benedito Bentes

Além dessas unidades, o CAT Aprígio Vilela também segue ofertando a vacinação.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina é segura, gratuita e fundamental para prevenir formas graves da meningite. A orientação é que as pessoas compareçam com documento de identificação e, se possível, cartão de vacinação. Vacinar é um ato de cuidado, proteção e responsabilidade coletiva.

SMS

Secretaria Municipal de Saúde

Rua Dias Cabral, 569 – Centro
CEP 57020-250 // Telefone: 82 3312-5400
Horário de atendimento: segunda a sexta, de 8h às 14h.

Fonte: Ascom SMS

Gasto com juro ultrapassa a marca escandalosa de R$ 1 trilhão em 2025

Banqueiros e rentistas fizeram a festa e continuam a pressionar o governo por cortes nos investimentos produtivos e em programas sociais

A taxa básica de juros (Selic) de 15% do Banco Central (BC) garantiu aos banqueiros e rentistas a soma de R$ 1.007,6 trilhão (um trilhão, sete bilhões e seiscentos milhões de reais), ao todo, no ano de 2025, Esta foi a despesa só com o pagamento dos juros da dívida pública. Os dados são do relatório de “Estatísticas Fiscais” do BC, divulgados nesta sexta-feira (30).    

Nos 12 meses de 2024, esse gasto do setor público (União, Estados/municípios e estatais) foi de R$ 950,4 bilhões (novecentos e cinquenta bilhões e quatrocentos milhões de reais). Apenas em dezembro de 2025, a despesa com a especulação somou R$ 121,8 bilhões, volume que supera o mesmo mês de 2024 (R$ 96,1 bilhões).

Reprodução BCB

São recursos públicos transferidos da saúde, educação, previdência e assistência social e segurança pública para enriquecer meia dúzia de bancos e demais rentistas.

Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter a Selic em 15% até a próxima reunião, que ocorrerá em março deste ano, Há seis meses a taxa básica de juros está neste patamar, a maior em 20 anos. Descontada a inflação, o juro real está próximo dos 11% ao ano, o segunda maior do planeta.  

A decisão do BC de postergar o corte da Selic para março segue conforme o desejo dos banqueiros, que, ao demandarem mais gastos cobram a manutenção do arrocho fiscal – ou seja, restrições de investimentos e piora dos serviços públicos – sob o argumento falacioso de falta de credibilidade fiscal – quando, na verdade, são os juros altos que alimentam o crescimento da dívida pública.  

Em 2025, a dívida bruta do Brasil atingiu R$ 10 trilhões, o que equivale a 78,7% do PIB, um crescimento de 2,4 ponto percentual do PIB em relação a 2024. “Essa evolução refletiu, principalmente, os impactos da incorporação de juros nominais (+8,9 p.p.)”, afirma o BC no seu relatório de “Estatísticas Fiscais”. 

Apesar do Brasil ter uma dívida interna razoavelmente baixa quando comparada com outras economias do mundo, o crescimento das despesas primárias, investimentos e até a valorização do salário mínimo foram amarrados ao teto de gastos de 2,5% ao ano (em termos reais), definido pela lei do arcabouço fiscal. Este teto limita também o crescimento das despesas a 70% do aumento da arrecadação. Ou seja, em caso de não aumento das receitas, exige-se cortes orçamentários.   

Essa lógica não atinge a despesa com juros, que permanece livre de qualquer controle e cresceu mais de 6% ou, em números absolutos, R$ 57,2 bilhões entre 2024 e 2025.  

A economia brasileira, que cresceu 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024, desacelerou no ano passado, afetada pelos juros altos. O próprio governo prevê uma redução de crescimento do PIB para 2,2% em 2025, segundo o Ministério da Fazenda.

As previsões do “mercado” para o Produto Interno Bruto (PIB) giram em torno de 2,1% em 2025 e 1,6% em 2026.

Fonte: Hora do Povo

África do sul declara diplomata israelense persona non grata

Pretória ordena saída do encarregado de negócios de Israel após acusar violações diplomáticas e ofensas ao presidente Cyril Ramaphosa

O governo da África do Sul declarou persona non grata o encarregado de negócios de Israel em Pretória e determinou que ele deixe o país no prazo de 72 horas. A decisão foi comunicada pelo Ministério das Relações Exteriores sul-africano e representa um novo capítulo no agravamento das tensões diplomáticas entre os dois países.

Segundo a chancelaria, Ariel Seidemann, diplomata de mais alto escalão do regime de Tel Aviv na capital sul-africana, foi notificado formalmente na sexta-feira sobre a ordem de retirada. A medida, de acordo com o governo, está relacionada a uma série de comportamentos considerados incompatíveis com as normas e práticas diplomáticas internacionais. 

A informação foi divulgada originalmente pela emissora HispanTV, que acompanha de perto os desdobramentos da política externa sul-africana.Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores destacou que as ações atribuídas ao diplomata configuram violação direta da soberania nacional. 

O texto aponta que “essas violações incluem o uso repetido de plataformas oficiais de mídia social israelenses para insultar o presidente Cyril Ramaphosa, bem como a omissão deliberada de informar o Ministério das Relações Exteriores [sul-africano] sobre supostas visitas de altos funcionários sionistas”.A decisão ocorre em um contexto de forte repercussão da guerra em Gaza na sociedade sul-africana. 

O país abriga a maior comunidade judaica da África subsaariana, ao mesmo tempo em que é reconhecido internacionalmente como um dos principais apoiadores da causa palestina. Esse posicionamento tem se refletido tanto em ações diplomáticas quanto em manifestações populares em diversas regiões do país.Em novembro, o ministro das Relações Exteriores da África do Sul, Ronald Lamola, já havia denunciado um “plano flagrante para expulsar palestinos de Gaza, da Cisjordânia e das áreas circundantes”. 

A declaração foi feita após a chegada de cerca de 150 palestinos ao aeroporto de Joanesburgo sem o carimbo de saída israelense em seus passaportes, episódio que levantou suspeitas sobre deslocamentos forçados.

A ordem de expulsão do diplomata israelense também se insere no apoio contínuo de Pretória à causa palestina e na rejeição às políticas da ocupação sionista. Esse posicionamento tem sido acompanhado por protestos crescentes em solidariedade à Palestina em países africanos e árabes.As relações entre o governo sul-africano e o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deterioraram-se de forma significativa desde o final de 2023, quando a África do Sul apresentou uma queixa contra Israel ao Tribunal Internacional de Justiça, acusando o país de cometer genocídio na Faixa de Gaza. Desde então, Pretória tem reiterado que iniciativas como acordos de trégua não alteram o andamento do processo em curso na corte internacional.

Fonte: Brasil 247

AO ESTILO QUENTIN TARANTINO

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 01 de Fevereiro/ 2026

Parte 01

O Brasil tem sofrido com fortes chuvas e consequentemente muitas enchentes. Essas chuvas avançaram para a capital do pais, mais precisamente no cerrado central, palco de encontro de shows, micaretas, eventos pirotécnicos, tentativas de Golpe, Reveilons e muito mais.
No último domingo o gramado de Brasilia recebia uma quantidade razoável de ruminantes bipedes que celebrariam no vasto pasto o fim de uma caminhada que havia sido iniciada no município de Paracatu(MG) pelo Deputado Nikolas.

Parte 2

Caminhadas são utilizadas muitas vezes como forma de protesto que objetivam algumas pautas, dentre elas estão mudanças de regimes, crimes raciais, injustiças sociais, pautas políticas internas e externas e até o uso de produtos naturais(canabis).
Uma caminhada muito conhecida foi aquela em 1963 liderada pelo pastor Martin Lutter King que tinha como objetivo principal acabar com a segregação racial nos EUA. O pastor King arrastou mais de 200 mil pessoas e seu nome ate hoje é lembrado por sua luta pacífica em favor da igualdade entre as pessoas! Mas aqui no Brasil o buraco é mais embaixo!

Parte 3

Chegando no Brasil tupiniquin a caminhada do Deputado mineiro tinha como objetivo principal anistiar os presos condenados pela tentativa do Golpe do 08 de Janeiro, dentre eles o lider supremo, o Seu Jair.
Teve de tudo no percurso, desde de ritos de lava pés até uma mãe que levou seu filho com uma doença rara pra ser “benzida” na BR. O bebê em questão precisa de um medicamento que custa cerca de 6 milhões de reais e a União recursou da decisão que concedia o remédio. Vamos torcer para que os malucos que doaram 17 milhões para o hóspede da Papudinha façam essa vaquinha tambem! Acho dificil, pois a causa ai é nobre!

Parte final

O final da caminhada foi eletrizante e Brasilia servia mais uma vez como palco.
Os responsáveis pelo desfecho das batidas dos cascos no asfalto não se atentaram para a fúria que descia do céu. Chuvas torrenciais profetizavam que o pior estaria por vir e veio! Um raio caiu do céu em meio ao rebanho de fiéis e mais de 70 pessoas serviram de para raio no evento sinistro. Por sorte nenhum participante foi abatido e a tal caminhada da anistia quase se transformou na caminhada eterna para o frigorífico do além!

Fim!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 269

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