Simpósio da Uneal e Ifal discute os 200 anos da Independência do Brasil

Teve início ontem, 29 de agosto, no auditório do Ifal Arapiraca, o Simpósio 1822-2022: Bicentenário da Independência do Brasil – A Soberania Nacional em Questão. As Exposições foram feitas pelos professores Luiz Gomes, da Uneal Arapiraca e Fabiano Duarte, do Ifal Marechal Deodoro, e mediada pelo professor José Carlos Pessoa (Uneal). Nas exposições, os professores discorreram sobre os limites da Independência do Brasil, que ao longo desses 200 anos não incluiu a maioria da população brasileira, não realizou a reforma agrária, e que problemas estruturais como distribuição de renda e justiça social persistem.

Os palestrantes também destacaram que as tentativas de desenvolvimento Nacional acabaram sendo sufocada por pressão internacional, em especial do imperialismo estadunidense. Também foi destacado que o golpe de 2016, que derrubou a presidenta Dilma se inseriu uma nova modalidade de intervenção dos Estados Unidos na política interna dos países latino-americanos.

O evento prossegue hoje, com uma mesa sobre “A classe trabalhadora e a luta pela soberania no Brasil e na América Latina”, com exposições dos professores Everaldo Andrade e Antonio Carlos Mazzeo, ambos professores da USP. O evento de hoje pode ser assistindo pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=YlrqboTvapI

As atividades continuarão até sexta-feira. O evento é organizado pelo Curso de História da Uneal Arapiraca e o Curso Superior de Gestão Ambiental do Ifal de Marechal Deodoro e diversos grupos de estudos e pesquisa de ambas as instituições.

Para mais informações sobre o Simpósio: https://www.even3.com.br/bicentenariounealeifal2022/

Bolsonaro e família compraram 107 imóveis, destes 51 com dinheiro vivo

Levantamento patrimonial demonstrou que Bolsonaro e sua família gastaram mais de 26 milhões com imóveis em dinheiro vivo

Levantamento patrimonial realizado pelo UOL nesta terça-feira (30) mostrou que quase metade do patrimônio em imóveis do presidente Jair Bolsonaro (PL) e familiares foi edificado, nos últimos 30 anos, com dinheiro vivo. Foram compras de R$ 13,5 milhões registradas no cartório com a forma de pagamento “em moeda corrente nacional”. Com a correção do atual IPCA, esse valor equivale a R$ 25,6 milhões.

Desde os anos 1990, Bolsonaro, seus três filhos mais velhos, sua mãe, cinco irmãos e duas ex-mulheres adquiriram 107 imóveis no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília. Desse total, ao menos 51 foram negociados com dinheiro em espécie. Pelo levantamento, não é possível identificar o modo de pagamento de 26 imóveis, que somaram R$ 1,99 milhão em valores corrigidos.

Ainda desses 107 imóveis, 25 passaram por investigações no Ministério Público do Rio e do Distrito Federal. Entre essas propriedades estão a casa do presidente no condomínio Vivendas da Barra, no Rio, e a mansão comprada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Brasília.

Em outubro de 2021, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou a PL 3951/2019, que restringe o uso de dinheiro em espécie em vários tipos de transações. O projeto de lei foi criado graças a uma emenda do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR). Para Orivisto, é na compra de imóveis que ocorre as operações mais comuns envolvendo dinheiro ilícito, por isso sugeriu a emenda. “Tal tipo de operação é rotineiramente usada para esconder patrimônio de origem não justificada ou lavar dinheiro obtido ilegalmente. Por isso, a importância da emenda proibindo o uso de qualquer valor em espécie”.

Fonte: Jornalistas Livres

Bolsonaro se compromete a empresários ‘evitar’ novos concursos públicos se reeleito

O presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), disse hoje a empresários e lideranças do setor de comércio e serviços que vai “evitar” novos concursos públicos a partir do ano que vem, se for reeleito. O governante também mudou o discurso sobre o impacto da implementação do Pix em relação ao faturamento dos bancos.

Agora, na versão dele, as instituições financeiras “não perderam nada”.

“São mais de 1 bilhão de movimentações por mês, são mais de 100 milhões de pessoas que estão com o Pix. Eu considero uma coisa revolucionária. Os bancos não perderam quase nada com isso aí porque ganharam 6 milhões de contas, e os bancos têm mecanismo para fazer com que seu lucro não diminua. Ninguém quer interferir em banco.”

A declaração de hoje contrasta com os ataques que ele fez à Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) quando a entidade assinou documento em favor do Estado democrático de Direito, em 28 de julho. Disse o presidente à época:

“Você pode ver, esse negócio de carta aos brasileiros, à democracia, os banqueiros estão patrocinando. É o Pix que eu dei paulada neles, os bancos digitais que nós facilitamos”, declarou ele a apoiadores aglomerados no cercadinho do Palácio da Alvorada, em 28 de julho.

“Estamos acabando com o monopólio dos bancos. Eles estão perdendo poder. Carta pela democracia. Qual ameaça que eu estou oferecendo para a democracia?”, afirmou.

Vai ter concurso público?

Bolsonaro disse a empresários e líderes do setor de comércio e serviços que pretende “evitar” a abertura de novos concursos públicos em 2023, caso seja reeleito, para “proteger o servidor” já na ativa.

“Vamos evitar concursos públicos até para proteger atuais servidores. Muitos jovens ficam chateados, mas a máquina está no seu limite”, justificou Bolsonaro, ao responder uma pergunta sobre uma eventual reforma administrativa.

O postulante à reeleição também colocou a responsabilidade da aprovação de uma reforma a respeito do tema sob o poder Legislativo, mas disse que ano que vem pretende discutir reajustes salariais para determinadas categorias, como para a Polícia Rodoviária Federal.

Fonte: Uol

Ipec: Lula vence no primeiro turno com 44%

Lula tem 44% e todos os outros candidatos 43%, segundo a pesquisa Ipec, Lula vence no primeiro turno. Levantamento foi realizado entre 26 e 28 de agosto e tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou menos.

Pesquisa Ipec divulgada nesta segunda-feira (29), encomendada pela Globo, mostra o ex-presidente Lula (PT) com 44% das intenções de voto e o presidente Jair Bolsonaro (PL) com 32% na eleição para a Presidência da República em 2022.

Os dois têm exatamente o mesmo índice de 15 de agosto, data do último levantamento do Ipec para presidenteo que indica cenário estável na disputa.

Ciro Gomes (PDT) vem em seguida, com 7% das intenções. Simone Tebet (MDB) tem 3%, e Felipe d’Avila (Novo), 1%. Tebet, assim, está empatada tecnicamente com Ciro e d’Avila no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Os nomes de Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Pablo Marçal (PROS), Roberto Jefferson (PTB), Sofia Manzano (PCB) e Soraya Thronicke (União Brasil) e Vera (PSTU) foram citados, mas não atingiram 1% das intenções de voto cada um.

Intenção de voto estimulada

  • Lula (PT): 44% (44% na pesquisa anterior, em 15 de agosto)
  • Jair Bolsonaro (PL): 32% (32% na pesquisa anterior)
  • Ciro Gomes (PDT): 7% (6% na pesquisa anterior)
  • Simone Tebet (MDB): 3% (2% na pesquisa anterior)
  • Felipe d’Avila (Novo): 1% (0% na pesquisa anterior)
  • Vera (PSTU): 0% (1% na pesquisa anterior)
  • Constituinte Eymael (DC): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Léo Péricles (UP): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Pablo Marçal (PROS): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Roberto Jefferson (PTB): 0% (não participou do levantamento anterior*)
  • Sofia Manzano (PCB): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Soraya Thronicke (União Brasil): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Branco/nulo: 7% (8% na pesquisa anterior)
  • Não sabe/não respondeu: 6% (7% na pesquisa anterior)

* O nome do candidato Roberto Jefferson (PTB) constou pela primeira vez na pesquisa.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre os dias 26 e 28 de agosto em 128 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01979/2022.

A pesquisa mostra que Lula vai melhor entre quem tem renda de até um salário mínimo, entre quem recebe algum tipo de benefício do governo federal e no interior do Brasil. As intenções de voto no petista são mais expressivas entre:

  • Eleitores que avaliam como ruim ou péssima a gestão do presidente Jair Bolsonaro (73%, mesmo índice da última pesquisa, de 15 de agosto);
  • Aqueles que têm renda familiar mensal de até 1 salário mínimo (54%); eram 60% no levantamento anterior;
  • Os que vivem na região Nordeste (57%, mesmo índice da pesquisa anterior);
  • Aqueles que têm ensino fundamental (52, ante 53% da pesquisa anterior);
  • Eleitores em domicílios que alguém recebe benefício do governo federal (52%, mesmo índice da pesquisa anterior);
  • Os católicos (51%, mesmo índice da pesquisa anterior).

Neste levantamento, Lula passa a se destacar também:

  • No interior do Brasil (45%), quando comparado com o índice do ex-presidente nas capitais brasileiras (38%);
  • Em cidades com até 50 mil habitantes (51%);
  • Entre pretos e pardos (47%);

Já Bolsonaro vai melhor entre homens, evangélicos e entre aqueles que ganham mais de 5 salários mínimos:

  • Eleitores que avaliam positivamente a sua gestão atual (81%, mesmo índice da última pesquisa, de 15 de agosto);
  • Os evangélicos (48, ante 47% da pesquisa anterior);
  • Aqueles cuja renda familiar mensal é superior a 5 salários mínimos (47%, contra 46% da pesquisa anterior)
  • Homens (36%, contra 37% da pesquisa anterior; entre as mulheres é citado por 29%; na pesquisa anterior, eram 27%).

Neste levantamento, Bolsonaro passa a se destacar também:

  • Entre os que têm ensino médio (37%) e superior (34%), na comparação com os menos instruídos (25%);
  • Entre os que vivem nas capitais (36%); nas cidades das periferias, ele tem 25%.

Segundo o Ipec, os outros candidatos “apresentam intenções de voto distribuídas de maneira homogênea nos segmentos analisados”.

Fonte: G1

Derrotado no debate da Band, Bolsonaro foge da sabatina na Jovem Pan

Campanha avalia que ataques às mulheres e à imprensa podem tirar votos de Bolsonaro

A coordenação de campanha de Jair Bolsonaro (PL) avaliou e decidiu que o atual ocupante do Palácio do Planalto não deverá participar de sabatinas e entrevistas após o fiasco do primeiro debate entre os presidenciáveis, realizado no domingo (28) na Band. Com a decisão, Bolsonaro não deve participar da sabatina da Jovem Pan, prevista para acontecer nesta segunda-feira (29), informa o jornal O Globo.

Bolsonaro foi duramente criticado por seu ataque à imprensa, quando respondeu grosseiramente à jornalista Vera Magalhães, além dos ataques machistas e misóginos direcionados às candidatas Simone Tabet (MDB) e Soraya Thronicke (União).

“A ala política acha que, além de impedir a busca de votos das mulheres, a agressividade de Bolsonaro pode tirar votos nos estratos mais pobres e também entre os evangélicos, público em que a condução do governo federal da pandemia tinha sido muito mal avaliada, mas que ele vem reconquistando”, diz um trecho da reportagem.

Fonte: Brasil 247

Alagoas: Lula tem 51,29% e Bolsonaro 35,96%, segundo pesquisa Fundepes

Todo o conteúdo do Tribuna do Sertão está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. É proibida a cópia/reprodução deste material em qualquer meio de comunicação sem a devida autorização. Se deseja compartilhar, utilize os meios fornecidos no Tribuna do Sertão.

A segunda pesquisa realizada pela FUNDEPES (Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa) divulgada em parceria com esta Tribuna do Sertão apontou também os novos números para presidente da República. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo AL-09303/2022.

A pesquisa foi realizada nos municípios de Maceió, Arapiraca, Penedo, São Miguel dos Campos, Porto Calvo, São Luiz do Quitunde, Delmiro Gouveia, Santana do Ipanema, Palmeira dos Índios e União dos Palmares.

Todo o conteúdo do Tribuna do Sertão está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. É proibida a cópia/reprodução deste material em qualquer meio de comunicação sem a devida autorização. Se deseja compartilhar, utilize os meios fornecidos no Tribuna do Sertão.

Entre os nomes disputantes para presidente da República em pesquisa espontânea Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com ampla margem: 51,29% da intenção de voto dos consultados. Em segundo lugar aparece Jair Bolsonaro com 35,96%. Em terceiro lugar Ciro Gomes com 1,97% e não sabem ou não responderam 10,77%.

De forma estimulada os eleitores consultados decidiram da seguinte forma: Luiz Inácio Lula da Silva, 53,81%%; Jair Bolsonaro 34,60%; Ciro Gomes 2,90%, brancos e nulo 1,83% e não sabem ou não responderam 6,86%.

Lula mantém liderança e Bolsonaro não cresce em nova pesquisa BTG/FSB

Presidente não conseguiu crescer nem entre os beneficiários do Auxílio Brasil, ficando atrás de Lula no segmento

Pesquisa BTG/FSB aponta estabilidade na corrida presidencial. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua em primeiro, com 43% das intenções de votos, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 36%.

Ciro Gomes (PDT) foi de 6% para 9% (patamar que ele tinha no final de julho) e Simone Tebet (MDB), de 3% para 4%.

Esta é a primeira pesquisa feita após as sabatinas do Jornal Nacional e o início do horário eleitoral gratuito.

Votos válidos

De acordo com a pesquisa BTG/FSB, Lula tem 46% dos votos válidos. Bolsonaro ficou estagnado e não conseguiu crescer nem mesmo entre os beneficiários do Auxílio Brasil, segmento em que, apesar do aumento do valor de R$ 400,00 para R$ 600,00, Lula voltou a ampliar sua liderança.

Lula também melhorou no Nordeste (63% a 22% de Bolsonaro), enquanto nesta rodada Bolsonaro apareceu numericamente à frente no Sudeste (39% a 35%, considerada a margem de erro, um empate técnico).

O Instituto FSB ouviu, por telefone, 2.000 pessoas entre os dias 26 e 28 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-08934/2022.

A pesquisa BTG/FSB traz um estranho índice de 0% de brancos e nulos.

Fonte: Revista Fórum

84% dos policiais consideram democracia melhor forma de governo

Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública foi feita com 5 mil agentes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica/Perícia, Polícia Penal, Polícia Rodoviária Federal e Guarda Municipal

Pesquisa divulgada neste sábado (27) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) aponta que a maioria dos policiais e agentes de segurança do país são a favor da democracia e contra qualquer ruptura institucional ou golpe de estado.

De acordo com o levantamento, 84,5% dos policiais responderam que concordam com a afirmação de que a democracia é preferível a qualquer outro tipo de regime de governo. Outros 8,7% afirmaram que concordam em parte. Já 3,4% responderam que discordam da afirmação; e 2,3% disseram que discordam em parte.

Corpo de Bombeiros, Polícia Científica/Perícia, Polícia Penal, Polícia Rodoviária Federal e Guarda Municipal

O percentual de agentes de segurança que se declararam favoráveis à democracia é maior do que o verificado no total da população em outra pesquisa, realizada pelo Datafolha em agosto. De acordo com aquele levantamento, a democracia é a melhor forma de governo para 75% das pessoas.

Embora tenham sido feitas em períodos e por institutos diferentes, o Fórum afirma que é possível afirmar que há uma maior adesão ao regime democrático entre os agentes de segurança.

““Chama a atenção positivamente o fato de perceber que os policiais brasileiros estão imbuídos de cumprir seu mandato constitucional e respeitar a democracia. Essa pesquisa joga por terra a ideia de que os policiais vão aceitar cegamente qualquer mandado do Bolsonaro para acabar com o regime democrático de direito”, afirma o professor da FGV e membro do FBSP Rafael Alcadipani.

Para Alcadipani, o percentual de defesa da democracia maior do que o total da população pode ser explicado pela proximidade dos agentes com os processos legais.

“[pode ser explicado pelo] fato de estar próximo da lei, ser guardião dessa lei, apesar de todos os problemas que a gente acaba vendo, e de não quererem um problema maior.”

Eleições livres e radicalização

A maioria dos entrevistados também afirmou que o povo escolher seus líderes em eleições livres e transparentes é essencial para a democracia. Do total, 95,6% afirmaram concordam com essa afirmação. Outros 3,1% disseram concordar em parte. Apenas 0,4% apontaram que discordam, e 0,6% que discordam em parte.

corporações com potencial de radicalização.

meio de um golpe de estado”, 55,6% disseram discordar; e 7,8% discordar em parte. Já 14,7% disseram concordar, e 19,1% afirmaram concordar em parte.

“Embora a ampla maioria dos profissionais da segurança pública seja formalmente entusiasta dos princípios e das instituições democráticas, uma parcela que pode variar entre 15% e 40% pode ser considerada radicalizada ou potencialmente radicalizável […]. Essa informação reforça a importância da observância contínua das condutas individuais dos profissionais de segurança pública por parte dos órgãos de controle, internos e externos, às polícias”, diz relatório do FBSP.

Os policiais também foram questionados sobre a legitimidade das eleições e de seus resultados. A posse dos eleitos, independentemente de quem forem, foi defendida por ampla maioria.

Segundo Alcadipani, a fiscalização é fundamental para evitar casos pontuais de desrespeito às regras democráticas.

“Basta uma pessoa radicalizada armada cometer uma loucura para criar um efeito muito danosos para a democracia brasileira, como um atentado ou algo parecido com o que aconteceu no Capitólio [nos EUA]. É preciso que as forças de segurança estejam atentas a quem são esses indivíduos radicalizados e ao potencial de dano que eles podem causar”, afirma.

Fonte: G1

Magistrado que redigiu anteprojeto da reforma trabalhista aparece em grupo de empresários golpistas

Juiz do Trabalho aparece em grupo de empresários golpistas denunciados em portal; magistrado redigiu anteprojeto da reforma trabalhista

Na última quarta-feira, 17, o portal Metrópoles divulgou reportagem na qual denuncia que, em um grupo de Whatsapp, conhecidos empresários vinculados a Jair Bolsonaro (PL) vêm defendendo um golpe de Estado caso o atual presidente perca as eleições marcadas para outubro. Faz parte do grupo um juiz do Trabalho de Curitiba, um dos formuladores da reforma trabalhista aprovada em 2017, durante o governo de Michel Temer (MDB).

O grupo reúne grandes empresários de diversas partes do país, como Luciano Hang, dono da Havan; Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu; José Isaac Peres, dono da gigante de shoppings Multiplan; José Koury, dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro; Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia; e Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, dono da marca de surfwear Mormaii. Veja AQUI a primeira da série de reportagens que o Metrópoles está publicando.

Reforma trabalhista e ataque a servidores: quem é Marlos Melek?

Juiz do TRT9 (de Curitiba), Marlos Melek escreveu livros sobre a legislação trabalhista e ganhou destaque no no contexto da tramitação da reforma que, em 2017, atacou dezenas de direitos dos trabalhadores brasileiros, no governo Temer. Foi um dos oito integrantes da comissão que redigiu o ante projeto da reforma e, em 2017, defendeu a proposta no Senado, dizendo que ela podia “atrair investimentos e gerar empregos, por dar segurança jurídica aos empregadores” – o que não aconteceu. Melek chamou de “discursos ideológicos” as críticas à reforma, mesma expressão utilizada em sua publicação no grupo de Whatsapp. Em agosto de 2017, entrevistado em matéria da BBC Brasil, Melek disse que “o servidor público é um dos maiores problemas que o Brasil tem hoje” e que seria preciso “acabar com os privilégios” dos servidores.

Coalizão protocola notícia-crime no STF contra empresários que defendem golpe

A Coalizão em Defesa do Sistema Eleitoral protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), uma notícia-crime contra os empresários Luciano Hang (Havan), Afrânio Barreira Filho (Coco Bambu), Ivan Wrobel (W3 Engenharia) e Marco Aurélio Raymundo (Mormaii). O pedido é para que eles sejam incluídos no Inquérito 4.874/DF, relatado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Alexandre de Moraes, que apura suposta presença de indícios e provas acerca da existência de organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político, com a possível finalidade de atentar contra a democracia e o Estado de Direito.

Na notícia-crime protocolada nesta quinta-feira, 18, a Coalizão solicita, ainda, que sejam requeridos os celulares dos noticiados e dos demais membros do grupo de Whatsapp denominado “Empresários & Política”; a quebra de sigilo telefônico para verificar a autenticidade das mensagens trocadas e se elas coincidem com a participação nos ataques sistematizados, com o uso das redes sociais como instrumento de agressão, de propagação de discurso de ódio e de ruptura ao Estado de Direito e da Democracia; e a investigação sobre a atuação dos denunciados na preparação e financiamento dos atos do próximo dia 7 de setembro.

As entidades enfatizam a gravidade dos fatos porque se trata de um grupo com expressivo e considerável poder econômico e político, com notória proximidade com agentes públicos, especialmente o presidente da República, e com indícios de participação efetiva na preparação de atos do dia 7 de setembro, como revela a mensagem destacada na reportagem publicada no site Metrópoles, que divulgou as conversas, do médico gaúcho Marco Aurélio Raymundo, dono da rede de lojas Mormaii: “O 7 de setembro está sendo programado para unir o povo e o Exército e ao mesmo tempo deixar claro de que lado o Exército está. Estratégia top e o palco será o Rio. A cidade ícone brasileira no exterior. Vai deixar muito claro”.

Fonte: Sintrajufe RS

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