Iprev Maceió tem rombo de R$ 299,4 milhões após aplicações no Banco Master, diz Globo

O fundo financeiro do Instituto previdenciário da capital alagoana teve rombo milionário após aplicações no Banco Master, segundo denúncia veiculada pela Globo News

Iprev Maceió (Maceió Previdência) está entre os oito fundos previdenciários estaduais e municipais que operam no vermelho após investimentos em letras financeiras do Banco Master, instituição que entrou em liquidação extrajudicial por determinação do Banco Central em novembro de 2025. A informação consta em levantamento exclusivo da GloboNews, baseado nos balanços mais recentes enviados ao Ministério da Previdência Social.

De acordo com os dados oficiais, o Maceió Previdência registra déficit financeiro de R$ 299.438.030,55, um dos maiores entre os institutos municipais analisados. O estudo considerou os Demonstrativos de Resultados da Avaliação Atuarial (DRAA) de 2025, documentos que apontam a situação financeira atual dos regimes próprios de previdência.

Ao todo, 18 fundos previdenciários públicos — estaduais e municipais — aplicaram R$ 1,86 bilhão no Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. Desse universo, quase metade apresenta déficit, evidenciando o impacto direto de decisões de investimento consideradas de alto risco para recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões.

Para o advogado e professor de Direito Previdenciário Rômulo Saraiva, autor do livro “Fraude nos Fundos de Pensão”, o caso revela falhas graves de governança.

“Mesmo que o regime esteja em superávit financeiro, não se justifica investir recursos de aposentados em papéis de alto risco, emitidos por um banco cuja reputação e lastro já eram questionados pelo mercado. Em muitos casos, a análise técnica foi substituída por ingerência política”, afirma.

Além do Iprev Maceió, figuram na lista de fundos deficitários institutos como o Rioprevidência, com um rombo superior a R$ 16,7 bilhões entre servidores civis, e o Amazonprev, que acumula déficit de R$ 751,1 milhões. Há ainda casos de municípios de menor porte, como Santa Rita do Oeste (SP), cujo déficit chega a R$ 988,4 mil.

Outro fator de alerta é que os valores aplicados no Banco Master não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Com a liquidação, esses recursos passam a integrar a massa de credores, sem garantia de recuperação integral.

Em nota, o Maceió Previdência afirmou que, à época das aplicações, o Banco Master “estava plenamente habilitado no Banco Central e no Ministério da Previdência” e possuía grau de investimento concedido por agência de classificação de risco, além de ter os aportes aprovados pelo Conselho de Administração do instituto.

A reportagem da GloboNews informou que solicitou posicionamento de todos os fundos previdenciários deficitários e que novas atualizações serão publicadas à medida que as respostas forem enviadas. O caso reacende o debate sobre gestão, transparência e responsabilidade na aplicação de recursos que sustentam a aposentadoria de milhares de servidores públicos em todo o país.

Fonte: Redação com 082 Notícias

Lula vence todos os candidatos da direita no 1º turno, diz pesquisa Real Time Big Data

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários de primeiro turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo pesquisa nacional divulgada nesta segunda-feira (9) pelo instituto Real Time Big Data.

O levantamento aponta uma vantagem consistente do petista, enquanto a direita e o centro seguem fragmentados na disputa pelo Palácio do Planalto.

No primeiro cenário, Lula aparece com 39% das intenções de voto, à frente de Flávio Bolsonaro, que soma 30%. Em terceiro lugar surge o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 10%.

Na sequência, tecnicamente empatados, aparecem Romeu Zema (3%), Aldo Rebelo (2%) e Renan Santos (1%). Brancos e nulos somam 7%, enquanto 8% não souberam ou preferiram não responder.

Pesquisa Real Time Big Data para presidente da República, publicada em fevereiro de 2026
Pesquisa Real Time Big Data para presidente da República. Foto: Reprodução

Em um cenário com o PSD lançando o governador gaúcho Eduardo Leite, ele aparece com 5%, em empate técnico pelo terceiro lugar com Zema, Rebelo e Santos. Nesse recorte, Lula oscila para 40% e Flávio Bolsonaro chega a 32%.

Pesquisa Real Time Big Data para presidente da República, publicada em fevereiro de 2026
Pesquisa Real Time Big Data para presidente da República. Foto: Reprodução

Com o governador de Goiás Ronaldo Caiado como candidato, o cenário se mantém semelhante: Caiado registra 6% e empata tecnicamente com Zema e Rebelo, enquanto Lula permanece com 40% e Flávio Bolsonaro alcança 32%.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em municípios de todas as regiões do país entre os dias 6 e 7 de fevereiro de 2026. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-06428/2026.

Pesquisa Real Time Big Data para presidente da República, publicada em fevereiro de 2026
Pesquisa Real Time Big Data para presidente da República. Foto: Reprodução

Fonte: DCM

México envia navios de ajuda humanitária a Cuba em meio à pressão dos EUA

Cuba enfrenta profunda crise desde suspensão de abastecimento de petróleo da Venezuela após intervenção americana

O governo do México informou neste domingo (8) o envio de mais de 814 toneladas de suprimentos destinados à população de Cuba, a bordo de dois navios da Marinha que zarparam do porto de Veracruz.

O envio de ajuda por parte do governo da presidente de esquerda Claudia Sheinbaum ocorre enquanto o México segue negociando uma eventual entrega de petróleo à ilha sem ser sancionado pelos Estados Unidos, que ameaçou com encargos qualquer país que forneça hidrocarbonetos a Havana.

“A ajuda humanitária está sendo enviada para a República de Cuba por meio dos navios de apoio logístico Papaloapan e Isla Holbox”, indicou a Chancelaria em comunicado, no qual detalhou que espera que cheguem a seu destino em quatro dias.

Os suprimentos, que foram embarcados desde cedo no porto de Veracruz (leste), incluem leite líquido e em pó, produtos de carne, biscoitos, feijão, arroz e artigos de higiene pessoal, entre outros, a maior parte deles no navio Papalopan (536 toneladas) e o restante no Isla Holbox.

“Gostaríamos de informar que ainda há mais de 1.500 toneladas de leite em pó e feijão aguardando embarque”, acrescentou a Chancelaria em comunicado.

Cuba enfrenta uma profunda crise que se agravou com a suspensão de abastecimento de petróleo da Venezuela, após a queda do mandatário desse país, Nicolás Maduro, em uma intervenção militar americana em 3 de janeiro.

As vendas de petróleo e derivados do México para Cuba somaram 496 milhões de dólares em 2025 (R$ 2,6 bilhões, na cotação atual), menos de 1% da produção da petrolífera estatal mexicana Pemex, informou a própria empresa na semana passada.

Estes envios de hidrocarbonetos respondem a razões humanitárias, argumentou a Pemex.

Fonte: Revista Fórum

Abuso: Aneel autoriza que a Equatorial cobre mais caro por energia distribuida a noite

Aneel aprovou a execução de um projeto-piloto que autoriza a distribuidora Equatorial a implementar uma tarifa de energia elétrica diferenciada. O teste consiste em elevar o custo da energia consumida durante a noite.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deu um passo significativo para penalizar os consumidores e aumentar o lucro das empresas distribuidora de energia elétrica no Brasil, aprovando um projeto-piloto. Segundo, a Aneel, a iniciativa visa combater os riscos de sobreoferta gerados pelo crescente volume de fontes renováveis, como a energia solar e eólica, na rede nacional.

Em um teste com a distribuidora Equatorial, a agência permitirá a cobrança de tarifas mais elevadas durante a noite. O objetivo principal é incentivar os consumidores a deslocar parte de seu consumo para os períodos diurnos, quando a produção de eletricidade proveniente do sol e do vento é abundante e subutilizada. Ou seja, aumentar os lucros da Equatorial, empresa privada, que se apropriou a preço de banana do sistema estatal Eletrobrás.

O projeto-piloto da Equatorial: detalhes e objetivos
Nesse cenário estratégico, a Aneel aprovou a execução de um projeto-piloto inovador que autoriza a distribuidora Equatorial a implementar uma tarifa de energia elétrica diferenciada. O teste consiste em elevar o custo da energia consumida durante a noite, em contrapartida, de forma implícita, a incentivar o consumo diurno, quando a geração de energia solar e eólica é mais robusta e abundante. O principal objetivo é induzir uma mudança no padrão de consumo dos usuários, estimulando-os a realizar atividades que demandam eletricidade – como usar máquinas de lavar roupa, carregar veículos elétricos, ligar bombas d’água ou programar outros eletrodomésticos de alto consumo – nos períodos em que a oferta de energia renovável é mais abundante e, consequentemente, o custo marginal de geração é menor para o sistema.

Ainda que os detalhes específicos da implementação para os consumidores da Equatorial devam ser comunicados diretamente pela própria distribuidora aos seus clientes afetados, o conceito por trás da medida é a aplicação de um modelo de tarifação horo-sazonal. A expectativa é que, ao tornar a energia noturna significativamente mais cara, os clientes sejam motivados a programar seus aparelhos ou adaptar seus hábitos para aproveitar as tarifas potencialmente mais baixas (ou, pelo menos, evitar as mais altas) durante o dia. O projeto será monitorado pela Aneel, em parceria com a Equatorial.

E para debochar ainda mais da população a Aneel orienta que os consumidores se adaptem a essa nova tarifa, que segundo a Aneel, para se adaptar, os consumidores podem reajustar seus hábitos de consumo, deslocando atividades que demandam muita energia – como usar eletrodomésticos de alto consumo, carregar carros elétricos ou aquecer água – para os períodos diurnos, quando as tarifas podem ser mais vantajosas. O uso de temporizadores e a programação de aparelhos são estratégias eficazes para aproveitar a mudança.

Fonte: Redação com Uol

Foto: Divulgação Equatorial

Socialista António Seguro derrota extrema-direita e é o novo presidente de Portugal

Neste domingo (08), António José Seguro, do Partido Socialista, foi eleito no segundo turno presidente de Portugal. Seguro bateu André Ventura, do Chega, partido da extrema-direita portuguesa. Ventura nunca escondeu o intuito de ser visto como o “Bolsonaro português”.

Seguro, assim como Ventura, surpreenderam no primeiro turno. O extremista de direita teve 23,5% na primeira volta – 4% acima das previsões das pesquisas. Já Seguro teve 8% mais ante as previsões das sondagens eleitorais.

Ele quase não foi candidato – o PS cogitou apoiar um nome de outro partido para evitar a vitória de Luís Mendes (PSD), candidato do premiê Luís Montenegro. As candidaturas de Cotrim Figueiredo (IL), numa legenda semelhante ao Partido Novo e do militar Henrique Gouveia Melo (Independente) embaralharam a disputa e recolocaram o PS no jogo.

Mendes acabou em quinto lugar, com apenas 11% num melancólico vislumbre para o PSD sobre a próxima eleição legislativa – os sociais-democratas, de centro-direita, devem perder o cargo de primeiro-ministro. Bons desempenhos de Cotrim e Melo também atrapalharam Ventura.

Juventude socialista

O socialista chegou lá com apoios inusitados. A primeira batalha vencida foi dentro do próprio partido, explica Guilherme Karl, cientista político da UERJ. “Os cabeças brancas do partido não o viam como competitivo num pleito com cinco candidaturas fortes. Mas o apoio da juventude socialista o reabilitou no partido”, diz. Seguro mesmo começou na política como presidente da JS.

Isso aconteceu porque Seguro acabou proscrito dentro do PS. Apesar da trajetória como deputado federal (1991-1995), secretário-adjunto no governo António Guterres, eurodeputado entre 1999 e 2001, ele foi considerado responsável pela apertada vitória obtida pelos socialistas em 2014 nas eleições para o parlamento europeu.

Uma “vitória por poucochinho”, como disseram os jornais portugueses à época. Esse cenário levou o PS a plenárias internas, fazendo António Costa, então presidente da Câmara de Lisboa e futuro primeiro-ministro (2015-2024), como novo líder do partido.

Como os socialistas haviam perdido o governo para o PSD em 2024, o PS reabilitou Seguro. O partido precisava das bases e da juventude – ninguém melhor que um ex-presidente da JS para acender a militância e retomar o governo.

Durante as eleições para o parlamento europeu em 2024, havia a preocupação com um possível crescimento do Chega, do extremista André Ventura. O Chega realmente cresceu 8,3%, batendo 9,8% do total. Mas o PS foi o mais bem-sucedido dos partidos portugueses na disputa para as cadeiras em Estrasburgo.

Cordão sanitário

Essa subida do PS, novamente sob a batuta de Seguro, levou a legenda a pensar se não seria possível vencer as eleições presidenciais. A aposta do PS em Seguro mostrou-se correta. No primeiro turno, o resultado foi 8% acima do esperado.

Além disso, diferentemente do Brasil, dos EUA e de vários países europeus onde há o mesmo fenômeno do crescimento da direita fascista, a classe política portuguesa mostrou-se atenta e não cedeu ao populismo. As sondagens mostraram Seguro com 63% a 66% dos votos.

O primeiro apoio veio de Gouveia Melo, o militar independente. Segundo Melo, apesar das diferenças com o PS, jamais votaria em André Ventura. Cotrim Figueiredo sinalizou um apoio indireto.

Já o premiê Luís Montenegro teve uma postura vergonhosa. Declarou neutralidade entre Seguro e Ventura. Mas os correligionários tiveram mais decência. Vereadores, deputados distritais, deputados federais e outros políticos do PSD declararam apoio em Seguro.

Samer Beloni, geógrafo e especialista em geopolítica dá sua visão: “Portugal conseguiu fazer um cordão sanitário em relação à Europa. Os 30% de Ventura são uma mostra que Portugal está lidando melhor com o fascismo do que o resto da Europa”.

Fonte: DCM

ONU: Israel não tem autoridade legal para impor suas leis aos palestinos que vivem sob ocupação

A Relatora Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967, Francesca Albanese, afirmou na quarta-feira que Israel não tem autoridade legal para impor suas leis aos palestinos que vivem sob ocupação.

Em uma publicação na plataforma X, Albanese questionou a conduta de Israel em relação aos palestinos, perguntando: “Como então pode torturá-los até a morte por enforcamento?!”

Ela pediu aos Estados-membros da ONU que tomem medidas decisivas para acabar com a “cultura de impunidade” liderada por Israel, alertando que a inação contínua coloca em risco o sistema jurídico internacional.

Desde outubro de 2023, as forças de ocupação israelenses cometeram crimes de genocídio, cerco e fome na Faixa de Gaza, resultando na morte de 71.824 civis palestinos — a maioria mulheres e crianças — e em ferimentos em outros 171.608, segundo dados disponíveis. O número de vítimas permanece provisório, com milhares de pessoas que se acredita estarem presas sob escombros ou em áreas inacessíveis a ambulâncias e equipes de resgate.

Fonte: Monitor do Oriente

Governo Lula rejeita proposta dos EUA em terras raras

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva não irá aceitar a proposta dos EUA no setor de terras raras para a criação de uma reserva de mercado aos americanos. A avaliação é de que o projeto submetido nesta semana limita a autonomia do país na administração e destino dos minérios e perpetua uma assimetria no setor considerado como estratégico.

Nesta semana, o governo Trump apresentou a cerca de 50 países a ideia do lançamento de uma aliança para conter o peso da China no setor de terras raras e criar um mercado preferencial entre fornecedores e o mercado americano.

O ICL Notícias revelou com exclusividade o rascunho da proposta apresentada por Washington e que foi enviada ao Brasil.

Em resumo, a Casa Branca queria um compromisso dos governos para que as reservas no Brasil e em outros locais sejam preservadas para o consumo dos EUA.

Um segundo aspecto é a garantia de que esses países, inclusive o Brasil, não privilegiem o comércio com a China.

A Argentina aceitou, assim como outros 13 países. Mas, para o governo brasileiro, tal proposta “não faz sentido”. O que Brasília quer saber é o que os EUA têm a oferecer e insiste que “não está desesperado”.

O governo considera que é o Brasil que tem os minerais cobiçados pelos EUA e que quer evitar uma relação assimétrica na qual o país se limitaria a ser um vendedor de matéria prima.

Para o Palácio do Planalto, a aposta é que o setor de minérios será tão estratégico que os investidores vão buscar um equilíbrio para também atender às demandas do país onde estão as reservas.

Entre os pontos centrais do pacto está a criação de um sistema de controle de preços, a garantia de que barreiras não serão estabelecidas e que um acesso seja estabelecido às reservas do país que aceite o entendimento com a Casa Branca.

Segundo o pacto:

Os participantes comprometem-se a intensificar os esforços de cooperação para acelerar o abastecimento seguro de minerais críticos necessários para apoiar a fabricação de tecnologias de defesa e avançadas e suas respectivas bases industriais. Isso inclui o aproveitamento de instrumentos políticos existentes, como a infraestrutura de demanda e estocagem industrial dos Estados Unidos e as reservas estratégicas do [País X].

Há ainda o compromisso de que haja um licenciamento acelerado das zonas de exploração:

Os participantes estão tomando medidas para acelerar, simplificar ou desregulamentar os prazos e processos de licenciamento, incluindo a obtenção de licenças para mineração, separação e processamento de minerais críticos e terras raras dentro de seus respectivos sistemas regulatórios nacionais, em conformidade com a legislação aplicável.

Um dos trechos ainda revela o compromisso dos governos “parceiros” em mapear suas reservas e fornecer os dados aos EUA.

“Participantes pretendem cooperar para auxiliar no mapeamento de recursos minerais no [País X], nos Estados Unidos e em outros locais mutuamente determinados para apoiar cadeias de suprimentos diversificadas de minerais críticos”, afirma o acordo.

Opção bilateral

O governo brasileiro admite que, durante o encontro entre Lula e Trump em março na Casa Branca, o tema será colocado sobre a mesa pelos EUA. O Brasil já indicou que está disposto a dialogar. Mas desde que não seja nessas bases. O governo ainda não quer que esse tema seja usado como barganha para a retirada de tarifas contra produtos brasileiros que o Itamaraty consideram que são injustificadas.

Além disso, o Brasil quer garantias de que haja um fluxo de investimentos no país para evitar que a economia nacional seja apenas fornecedora de matéria-prima para a produção de alta tecnologia dos EUA.

Sem a possibilidade de aceitar o pacote apresentado nesta semana, o Itamaraty quer apostar num acordo bilateral.

Nesse aspecto, a ideia é a de criar uma situação na qual os americanos poderiam investir, processar e comprar os frutos do processamento. E não apenas levar os minérios e, depois, revender ao Brasil tecnologia.

O Brasil ainda quer manter seu direito de colocar barreiras para impedir a exportação de minérios.

No acordo comercial entre o Mercosul e a UE, por exemplo, o bloco sul-americano se reservou o direito de impor taxas para evitar o fluxo para fora do país, caso considere necessário e estratégico para a política industrial.

Acordo com Índia

Enquanto negocia com os EUA, o governo brasileiro costura um acordo no setor de terras raras com a Índia. O pacto pode ser assinado durante a visita do presidente Lula ao país asiático, na próxima semana.

Fonte: ICL

Justiça Federal reverte despejo em terra alvo de disputa pela família Caiado em Goiás

A 1ª Vara de Anápolis, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), determinou na última terça-feira (3) a suspensão de ordens de despejo e a proteção imediata da comunidade quilombola Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto (GO).

O juiz do TRF1 determinou que as famílias que haviam sido removidas anteriormente devem retornar às suas terras em até 10 dias. Em especial, duas moradoras que passaram a viver em situação de extrema vulnerabilidade após o despejo. A determinação prevê que elas retornem às suas casas em até cinco dias.

Além disso, o magistrado solicitou auxílio financeiro para moradia às famílias mais necessitadas até que a demarcação das terras seja finalizada e aconselhou que as famílias reintegradas não construam novas benfeitorias no momento, para evitar prejuízos financeiros caso a delimitação final da terra seja diferente da ocupação atual.

O sentimento da comunidade, mesmo com a decisão favorável, é de medo. Apesar disso, os moradores comemoraram o pedido de reintegração de posse.

“O medo da população aqui foi gigante do que poderia acontecer porque a família Caiado acompanhava o tempo toda a inspeção e tentava argumentar algumas coisas e eles entravam na frente e falavam outra coisa. Mas fomos surpreendidos com essa decisão muito favorável aqui para a comunidade, mandando reintegrar as famílias”, declarou um residente.

Pedido anterior

A decisão segue um pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), proferido pelo ministro Alexandre de Moraes, que retira os herdeiros Luiz Soares de Araújo, Raul Alves de Andrade Coelho e Maria Paulina Boss da região e dá de volta a totalidade das terras aos antigos moradores da Antinha de Baixo.

Além da reintegração, o magistrado determinou uma inspeção no território. Acompanhando a diligência e a luta da comunidade desde o começo, o deputado estadual Mauro Rubem (PT-GO) comemorou a determinação do STF.

“Não existe sobrenome poderoso acima da Constituição. Território quilombola é direito, é lei, é justiça histórica. Essa vitória é fruto da luta, da resistência e da coragem das comunidades, dos movimentos sociais e das lideranças populares que nunca aceitaram a opressão”, disse.

O caso chegou à instância federal após a intervenção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que solicitou à Advocacia-Geral da União (AGU) para atuar no processo como assistente. O pedido veio depois que os moradores declararam a área como quilombola.

A superintendente do Incra do Distrito Federal e Entorno, Claudia Farinha, afirmou que o órgão continuará atuando na supervisão da área. “Tais circunstâncias serão devidamente esclarecidas pelo Incra, quando do atendimento às determinações judiciais, ocasião em que informará a situação atual dos procedimentos administrativos de identificação e delimitação do território, bem como indicará, de forma precisa, os pontos atualmente submetidos a flagrante esbulho por terceiros.”

Relembre o caso

A comunidade quilombola Antinha de Baixo ocupa uma área de 1.503 hectares disputada por familiares do atual governador do estado, Ronaldo Caiado (PSD). A disputa territorial deriva de um processo iniciado no ano de 1945, quando Francisco Apolinário Viana, um dos donos da antiga fazenda, ingressou com uma ação de divisão de posse para formalizar para si uma matrícula referente ao terreno que já ocupava dentro da área e que, até então, estava sob um único registro para todo o território em questão.

O processo correu durante décadas sem chegar a um arremate, até que, em 1985, parentes de Caiado ingressaram no processo alegando serem descendentes do dono original da área, um capítulo não disponível para visualização pública na página do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e, portanto, sem um registro digital de acesso público – a ação judicial que trata do caso só passou a ser digitalizada pela instituição a partir do ano de 2019.

Em 7 de abril deste ano, a 1ª Vara Cível da Comarca de Santo Antônio do Descoberto (GO) expediu uma imissão de posse – na prática, uma ordem de desocupação – em favor de familiares de Caiado que disputam a área.

Desde o dia 5 de agosto, a área é competência da Justiça Federal, devido à determinação do STF que suspendeu as derrubadas até a comprovação da região quilombola.

O Brasil de Fato entrou em contato com escritório que represente a família Caiado no caso. Se houver retorno, o texto será atualizado.

Fonte: Brasil de Fato

O LULA NÃO “DESCANÇA”

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 08 de Fevereiro/ 2026

Essa “çemana” teve de tudo e muito mais do mesmo, casos que devemos estudar com muita calma pra podermos destrinchar os misterios que rondam na “cabessa” de milhares militontos e de muitos parlamentares espertalhões.
O caso mais “intereçante” “acontesseu” numa escola “sívico” militar em “Cassapava” no estado de Ção Paulo. “Um Polissial” Militar que havia “çido” contratado como monitor da escola, depois de ter “paçado” por um “prossesso celetivo”, que pelo jeito deve ter “cido” muito “difissil”. Veja a aula: Os PMs estavam em “çala” de aula para “encinar” os alunos movimentos militares, na verdade apenas três; “descançar”, çentido” e “continênssia”, porém das três palavras escritas no quadro, duas foram tiveram sua grafia erradas. O “polissial” monitor “assertou” 33% do seu plano de aula, parabéns “çoldado”
Hoje posso afirmar “çem çombra” de dúvidas que os “profeçores” comunistas e “maconheiros” “ção” o que o Brazil tem de melhor para os “noços” brasileirinhos.
Corrigindo: Brasil.
Selva!

Outro caso absurdo aconteceu no cerrado Central na votação do Programa Gás do Povo do Governo Federal. O programa estabelece novas regras para facilitar a aquisição de botijoes de gás para pessoas de baixa renda. É sabido que no Brasil uma parcela significativa de familias ainda são obrigadas a cozinhar com lenha, álcool, querosene ou outros materias altamente inflamáveis que afetam a saude e são altamente perigosos. Não temos no país dados concretos de quantas pessoas ja foram vítimas da omissão do Estado por não prover algo tão fundamental, ainda bem que foi aprovado, mas 29 deputados votaram contra o projeto, usando até versículos bíblicos para justificar seu voto, o deputado em questão atende pelo nome de Girão do PL/RN, ou seja, rodopiou, girou e no final apelou para o fanatismo religioso.Outro, foi o deputado Nikolas Ferreira que achou “obvio” votar contra. Esse deputado é o mesmo que disse que queria ser blindado pela PEC da Bandidagem e o mesmo que discursa contra o fim da escala 6×1. Até a eleição em outubro ele arruma alguma passagem cristã ou inventa um salmo ou provérbio para dizer que dentro do botijão do Lula mora um demônio gasoso que vai sair e infestar a casa convertendo todos ao comunismo se inalarem o gás do dito- cujo!
“Ouremos”

Pra finalizar; o Tulio, ex jogador de futebol, que jogou pelo Botafogo do nosso companheiro Givaldo, postou um video junto da mulher e da filha afirmando que preza pelos valores da familia e que sua filha optou pela graduação em uma unidade particular ao invés da pública. Tulio so esqueceu de mencionar seus valores familiares ao posar nu para a revista G Magazine em 2003.
Os “maconheiros” da UFRJ e da UERJ estão muito agradecidos por essa decisão.
Que belo gol contra!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 270

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