Bolsonaristas decepcionados: Trump retira Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky

Interferência escandalosa nos assuntos internos do país fracassou. Medida foi aplaudida e instigada pelos Bolsonaros, traidores da pátria

O governo Trump anunciou, em comunicado nesta sexta-feira (12), que retirou o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, da lista de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky.

Os nomes da esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, e do Instituto Lex, ligado à família Moraes, também foram retirados da lista de sanções.

A decisão é do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro norte-americano.

As sanções da Lei Magnitsky foram impostas a Alexandre de Moraes pelo governo de Donald Trump no fim de julho. Em setembro, a lista passou a incluir também o nome de Viviane.

O recuo de Trump em relação a Moraes e família só evidencia o absurdo da medida tomada, aplaudida e estimulada pela família Bolsonaro, especialmente por Eduardo Bolsonaro, refugiado nos Estados Unidos.

Trata-se de uma interferência escandalosa nos assuntos internos de uma nação soberana. Uma chantagem absurda contra o Judiciário brasileiro.

Ao aplicar a sanção a Moraes, o governo norte-americano alegou que Alexandre de Moraes violava a liberdade de expressão e autorizava “prisões arbitrárias”, citando o julgamento da tentativa de golpe de Estado e decisões contra as big techs estadunidenses.

Na verdade, era uma tentativa de pressionar o Judiciário para livrar Bolsonaro da condenação. O que fracassou. Bolsonaro e seus cúmplices foram devidamente julgados e condenados. Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.

O ataque da lei Lei Magnitsky e do tarifaço contra o Brasil fizeram os brasileiros se levantarem, com manifestações em defesa da soberania nacional e contra traição de Bolsonaro e sua família.

Trump também já recuou parcialmente do tarifaço, outra medida fracassada contra o Brasil, porque só fez o Brasil ampliar seu leque de exportações e de comércio, principalmente com a China.

Entre outros pontos, a Lei Magnitsky bloqueia bens e empresas dos alvos da sanção nos EUA. Entre as sanções previstas estão o bloqueio de contas bancárias, de bens e interesses em bens dentro da jurisdição em solo norte-americano, além da proibição de entrada no país.

Eduardo Bolsonaro registrou seu fracasso na rede social dizendo que recebeu “com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo americano”. 

Fonte: Hora do Povo

Alvo da operação da PF, ex-assessora de Lira é a mulher bomba do orçamento secreto

Ex-assessora de Jucá e do ex-ministro Rogério Marinho, Mariângela Fialek, a Tuca, foi levada por Lira para operar esquema na Câmara. Conhecida como “HD do Orçamento Secreto”, ela pode implodir bolsonaristas e Centrão.

Alvo da Operação Transparência, desencadeada nesta sexta-feira (12) pela Polícia Federal (PF), a ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL), lotada atualmente na Presidência do PP na Câmara, Mariângela Fialek, a Tuca, ficou conhecida nos bastidores do Congresso como HD do Orçamento Secreto.

O apelido se deu porque Mariângela guarda em planilhas nomes e valores de todos os deputados comprados com emendas parlamentares pelo governo Jair Bolsonaro (PL), dados que são escondidos do público no esquema do Orçamento Secreto.

Contratada por Lira em fevereiro de 2021, um mês depois que ele assumiu a Presidência da Câmara, Mariângela Fialek tem um longo currículo de prestação de serviços ao Centrão e ao bolsonarismo.

Antes de ser transferida para a Presidência da Câmara, para atuar com Lira, Tuca era chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério do Desenvolvimento Regional do governo Jair Bolsonaro (PL), comandada pelo ex-tucano Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da bancada do ex-presidente no Senado.

Mariângela também atuou como assessora do então senador Romero Jucá, que ficou conhecido pelo áudio vazado em que diz que “a solução mais fácil era botar o Michel”, em um “grande acordo, com o Supremo, com tudo” durante o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff.

Assim que Michel Temer (MDB) foi “botado” na Presidência, Tuca assumiu a secretaria de governo. Ela também foi assessora no escritório de representação do governador paulista João Doria, do PSDB, em Brasília.

Orçamento Secreto

Com vasta experiência legislativa e fino trato, como dizem os parlamentares, Mariângela, que é advogada de formação, foi escalada por Lira para organizar as planilhas e coordenar a distribuição das emendas via orçamento secreto, que omitiam os dados dos beneficiários das emendas.

Na sala da Presidência da Câmara, onde ainda atuava e que foi alvo de busca e apreensão pela PF, a assessora guardava as listas dos parlamentares cooptados pelo esquema, usadas para cobrar as faturas em votação importantes para o grupo político.

A chantagem por meio dos documentos, segundo apurou a Fórum, se estende até os dias atuais com os deputados reeleitos, que temem que a bomba do esquema de corrupção seja detonada nas investigações da Polícia Federal.

Em entrevista ao site The Intercept em 2024, o ex-deputado bolsonarista Waldir Soares de Oliveira, o delegado Waldir – atualmente filiado ao União-GO – revelou a participação de Tuca no esquema de Lira que, segundo ele, chegou a negociar votos para a reeleição na Presidência da Câmara, em 2023, por ao menos R$ 10 milhões em emendas.

“Ela só faz a indicação [das emendas pedidas pelos deputados] para os ministérios, ela não faz o acompanhamento [da execução orçamentária]. Quem faz acompanhamento é a minha assessoria. Se eu tenho R$ 5  milhões, por exemplo, meu assessor técnico faz a indicação dos municípios [a que vou encaminhar os recursos] e manda a listagem para Tuca. E ela manda isso para os ministérios”, disse à época, resumindo a investigação da PF.

A linha da investigação da PF teria detectado ainda dois operadores dentro do Palácio do Planalto, no governo Bolsonaro, responsáveis por efetuar os pagamentos e os acordos prometidos pelo Centrão.

Na secretaria de governo, que era coordenada pela ex-ministra Flávia Arruda (PL-DF), o responsável era Carlos Henrique Sobral, que já passou por gabinetes de figuras como Eduardo Cunha (Republicanos), artífice do golpe contra Dilma, e Geddel Vieira Lima (MDB), preso com malas de dinheiro.

Ex-esposa de José Roberto Arruda, ex-governador do DF também preso por corrupção, Flávia retomou o sobrenome Peres ao casar com Augusto Ferreira Lima, sócio de Daniel Vorcaro, que foi preso nas investigações sobre o Banco Master.

Já na Casa Civil, à época comandada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) – que era considerado pelos parlamentares como “presidente de fato” no governo Bolsonaro -, a operação ficava à cargo do então secretário-executivo Jônathas Assunção Salvador Nery de Castro.

No fim de novembro, o ex-assessor de Ciro Nogueira – que também atuou como chefe de gabinete de Walter Braga Netto – foi alvo da operação da Receita Federal contra o grupo Refit, onde atua como executivo.

A refinaria Refit, alvo da Operação Poço de Lobato da RF, pertence ao empresário Ricardo Magro, considerado o maior de ICMS do estado de São Paulo. O grupo tem dívidas que superam a marca de R$ 26 bilhões, e a investigação demonstra um modelo estruturado de fraude nacional e internacional.

A ação mobilizou cerca de 600 agentes em cinco estados e no Distrito Federal, cumprindo 126 mandados de busca e apreensão. Além da Receita, atuam no caso o Ministério Público de São Paulo, a PGFN, a Sefaz-SP, a PGE-SP e as forças policiais.

A megaoperação, batizada em referência ao primeiro poço de petróleo perfurado no Brasil, é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, que ligou a atuação da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) à Faria Lima.

Fonte: Revista Fórum

Fiéis denunciam Líder do Santo Daime por violação sexual em igreja do Rio

O líder religioso Paulo Roberto Silva e Souza, de 76 anos, fundador da igreja Santo Daime Céu do Mar, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, foi alvo de pedido de prisão preventiva após ser investigado por denúncias de abuso espiritual e sexual envolvendo fiéis da doutrina.

Conhecido como Padrinho Paulo Roberto, ele é acusado pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) de violação sexual mediante fraude e violência psicológica contra Jéssica Nascimento de Sousa, adepta do Santo Daime desde 2015. A denúncia, segundo o Globo, foi apresentada no último dia 4 e reúne relatos que apontam um possível padrão de conduta ao longo de anos.

Segundo o MPRJ, entre abril de 2022 e julho de 2023, o religioso teria se valido de sua posição de liderança e da relação de confiança com Jéssica para praticar atos sexuais, apresentados como parte de um suposto tratamento espiritual. Os promotores indicam a existência de outras possíveis vítimas.

Uma testemunha afirmou que Paulo Roberto “exercia uma espécie de fascínio sobre as seguidoras, valendo-se de sua posição de liderança religiosa para se relacionar com elas”.

Jéssica relatou que, em 2020, foi convidada para ser assistente pessoal do líder e passou a receber atendimentos espirituais sob pedido de confidencialidade. Conforme os autos, ele a fazia acreditar que os atos integravam um “processo de cura espiritual”.

A primeira abordagem ocorreu em abril de 2022, quando ele sugeriu uma reunião sigilosa para uma “terapia bioenergética”. “Faço há muito tempo uma terapia que é chamada bioenergética… Vou tocar em alguns pontos para liberar traumas… Você pode chorar, pode gritar, mas aqui você está segura”, disse ele, segundo a vítima.

Ela afirma que tentou adiar, mas foi pressionada. “Ele tocou na lateral do meu peito. Eu disse: ‘Não. Para. Já estou bem’. Ele respondeu: ‘é importante agora a parte de você falar o que está sentindo’”, contou.

As sessões, diz Jéssica, evoluíram para atos libidinosos e conjunção carnal, em algumas ocasiões sob efeito de “substâncias entorpecentes”. “A gente está fazendo um negócio que as pessoas acham que é errado, mas a gente está aqui se curando”, teria dito o líder.

Outras mulheres relataram experiências semelhantes ao longo dos últimos 12 meses. Além de Jéssica, Isabela Maria Augusto de Lima, Fernanda Lin e a cidadã estadunidense Maria del Castilho aceitaram falar. Segundo elas, os contatos ocorreram no Brasil e no exterior, onde Paulo Roberto mantém influência.

Em carta obtida pelo Globo, Maria descreveu episódio ocorrido em 2007, quando foi chamada ao escritório do líder após um trabalho religioso. “Ele, então, me puxou para mais perto até que nossos corpos ficassem colados… isso me deixou muito desconfortável”, escreveu. Em outro trecho, relata: “Ele disse que estava apenas tentando me enviar amor… Queria que eu aprendesse a me amar”.

De volta aos Estados Unidos, Maria denunciou o caso a instâncias do Ceflurgem-AN. Um relatório concluiu haver “a aparência de má conduta sexual” e indicou “comportamento abusivo”, destacando o desequilíbrio de poder e a vulnerabilidade das seguidoras.

Em carta posterior, Paulo Roberto pediu desculpas: “Quero expressar meu sincero arrependimento… peço seu perdão… Sinto muito profundamente qualquer mal-entendido”.

A defesa sustenta que os relatos seriam inverídicos ou estariam prescritos. O processo corre em sigilo na 11ª Vara Criminal da Capital e aguarda decisão da juíza Renata Travassos Medina de Macedo. O MPRJ afirma que novas vítimas podem ser identificadas.

Fonte: DCM

DESQUALIFICADOS

Violentos

Desbocados

Aberrantes

Sem educação

Sem cultura

A única sutura

É a da agressão

Obscenos

Debochados

Raivosos

Sem empatia

Sem humanidade

Tudo é no grito

Tudo é na maldade

Uma bíblia na mão

O vazio na mente

Tudo é na bala

O ódio é semente

Homofóbicos

Negacionistas

Intolerantes

Cidadãos de bens

Patriotas de araque

A família ideal

É truque e traque

Racistas

Fascistas

Demagogos

Não passarão

Nem passarinho

Telhado de vidro

Coração de espinho

Misóginos

Moralistas

Sem moral

Para o povo

Pouco pirão

Para o mercado

O anel e a mão

Caluniadores

Difamadores

Cicerones de belzebu

Fabricantes do caos

E realidades paralelas

Amantes da ditadura

Cuja “dissonância cognitiva”

Deve ser desmontada

Com “categoria acadêmica”

(Ô glória!)

Serviçais do capitalismo

Cumplices do trabalho

Escravo

Intermitente

Precarizado

Inimigos da oratória

Destituídos de retórica

Suínos chafurdados

Na lata de lixo da história

Ratos de esgoto

Roedores ruinosos

Dos orçamentos

Demolidores da coisa pública

Monstros da desrazão

Um toré

Uma novena

Um descarrego

Contra essa gente que envenena

A Constituição

O código penal

O código de ética

Para enquadrar essa gente do mal

Um sarau

Um recital

Um jogral

Para escorraçar essa gente cara de pau

Barra Nova, 3.5.2025

Jeová Santana – Poeta e professor da Uneal

Dosimetria: líderes do PCC e CV serão beneficiados pelo projeto para salvar Bolsonaro

Na esteira do projeto da chamada dosimetria, a Câmara dos Deputados aprovou mudanças que desmontam um dos poucos pontos considerados consensuais da Lei Antifacção, votada pelo Senado horas antes. As alterações reduzem de forma significativa o tempo mínimo de permanência em regime fechado para chefes do crime organizado, milicianos, autores de crimes hediondos e feminicidas, contrariando o endurecimento aprovado anteriormente pelos próprios parlamentares.

O movimento teve como objetivo declarado aliviar a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de oficiais-generais condenados pela tentativa de golpe após as eleições de 2022, mas acabou produzindo efeitos muito mais amplos.

Se o texto da dosimetria for aprovado como está pelos senadores, após a sanção da Lei Antifacção, o impacto atingirá nomes como Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e André de Oliveira Macedo, o André do Rap.

Isso porque o projeto reduz de um terço para quase a metade o tempo de cumprimento da pena em regime fechado antes da progressão ao semiaberto, revertendo dispositivos aprovados na própria Lei de Execuções Penais poucos dias antes.

A contradição aparece logo no início do texto aprovado pela Câmara, inclusive com votos de deputados como Guilherme Derrite (PP-SP), que havia celebrado publicamente o rigor do projeto antifacção. O relator da dosimetria, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), alterou novamente o artigo 112 da Lei de Execuções Penais, restabelecendo como regra geral a progressão com apenas um sexto da pena, para depois listar exceções nos incisos.

No primeiro inciso, a dosimetria fixa em 25% o tempo mínimo em regime fechado para crimes cometidos com grave ameaça ou violência contra a vida ou o patrimônio. Com isso, ficam de fora crimes contra a administração pública, a fé pública, a saúde pública e crimes sexuais, o que representa um afrouxamento adicional em relação ao texto anterior.

Na prática, como mostrou Marcelo Godoy do Estadão, para favorecer Bolsonaro e os generais, o Congresso abriu brecha também para beneficiar abusadores sexuais.

Outros criminosos ajudados

A incoerência se aprofunda nos crimes hediondos. Enquanto a Lei Antifacção previa 70% da pena em regime fechado para réus primários e 75% nos casos com resultado morte, a dosimetria reduz esses percentuais para 40% ou 50%, conforme o caso.

Para líderes de facções, milicianos e autores de feminicídio, o novo texto fixa entre 50% e 55% de cumprimento da pena, contra os 75% previstos na lei aprovada pelo Senado.

Os incisos VI, VII e VIII da dosimetria deixam explícito o recuo: “VI – Se o apenado for condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa estruturada para a prática de crime hediondo ou equiparado, deverá ser cumprido ao menos 50% (cinquenta por cento da pena); VII – Se o apenado for condenado pela prática do crime de constituição de milícia privada, deverá ser cumprido ao menos 50% (cinquenta por cento) da pena; VIII – Se o apenado for condenado pela prática de feminicídio e se for primário, vedado o livramento condicional, deverá ser cumprido ao menos 55% (cinquenta e cinco por cento) da pena”.

Já a Lei Antifacção havia estabelecido 75% de cumprimento da pena para esses mesmos crimes, além de percentuais ainda maiores para reincidentes. Ao restabelecer parâmetros antigos da LEP, a dosimetria reduz para 60% o tempo de prisão para reincidentes em crimes hediondos e para 70% quando há resultado morte.

O risco vai além do discurso político. O professor de Direito e procurador-regional da República Vladimir Aras alertou que o projeto pode gerar milhares de revisões de pena em todo o país.

“A lei não beneficiará apenas as pessoas comuns condenadas pelo 8 de janeiro. A norma não se limitará aos delitos ‘deste Capítulo’… Pelo princípio da analogia ‘in bonam partem’, centenas de milhares de criminosos condenados em concurso de crimes serão beneficiados com as recontagens de suas penas, para menos!”, escreveu.

Fonte: DCM

Moraes anula decisão da Câmara que manteve mandato de Zambelli

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quinta-feira, em Brasília, a anulação da votação da Câmara dos Deputados que rejeitou a cassação e manteve o mandato da deputada Carla Zambelli (foto) (PL-SP).

Na decisão, ele determinou que o presidente da Câmara, Hugo Motta, emposse imediatamente o suplente da deputada.

O ministro disse que cabe ao Poder Judiciário determinar a perda do mandato de parlamentar condenado por decisão transitada em julgado, cabendo à Câmara somente “declarar a perda do mandato”.

Perda de mandato

“Diante do exposto, nos termos decididos pela Primeira Turma desta Suprema Corte no julgamento de mérito da Ação Penal 2.428/DF, declaro nula a rejeição da representação nº 2/2025 da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e decreto a perda imediata do mandato parlamentar de Carla Zambelli Salgado de Oliveira”, decidiu Moraes.

Assim, a cadeira de Zambelli deverá ser ocupada pelo suplente, Adilson Barroso (PL-SP). Por determinação do ministro, ele deverá tomar posse no prazo de 48 horas.

Na decisão, o ministro disse que cabe ao Poder Judiciário determinar a perda do mandato de parlamentar condenado por decisão transitada em julgada, cabendo à Câmara somente “declarar a perda do mandato”.

O ministro também determinou que sua liminar seja analisada em julgamento virtual da Primeira Turma, nesta sexta-feira (12), às 11h.

Fuga

Em julho deste ano, Zambelli foi presa em Roma, na Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Por ter dupla cidadania, a deputada deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandado falso de prisão contra Alexandre de Moraes.

Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da parlamentar para o Brasil.

O pedido de extradição foi oficializado no dia 11 de junho pelo STF.  Em seguida, a solicitação foi enviada pelo Itamaraty ao governo italiano. 

A decisão final sobre o processo de extradição será tomada durante uma audiência que será realizada pela Justiça italiana na próxima quinta-feira (18). 

Fonte: Agência Brasil

Juiz alagoano acusado de conduta violenta é premiado com aposentadoria

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, na 17ª Sessão Ordinária de 2025, pela aposentadoria compulsória do juiz Luciano Américo Galvão Filho, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). O processo apurou denúncias de ameaças, agressões físicas e uso indevido de aparato policial em um conflito possessório que envolveu o magistrado. A decisão unânime do Plenário seguiu o entendimento da relatora do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) 0002599-96.2024.2.00.0000, conselheira Renata Gil. 

O PAD teve origem em reclamação apresentada à Corregedoria Geral da Justiça do Estado de Alagoas por advogado que relatou ter sido ameaçado pelo magistrado durante desentendimentos sobre a colocação de uma cerca na passagem de um imóvel. Também constaram na investigação relatos de agressões contra funcionários que trabalhavam no local, além de intimidação de particulares com apoio policial em horário de expediente. Luciano negou as acusações e afirmou ter agido em legítima defesa, dentro das prerrogativas legais.  

No voto, Renata Gil destacou que os fatos foram comprovados no curso da instrução, ressaltando a gravidade da conduta e a incompatibilidade com a dignidade do cargo. A conselheira apontou que o conjunto de provas evidenciaram a violação dos deveres funcionais.  

O conselheiro Ulisses Rabaneda, que havia pedido mais tempo para analisar o caso, apresentou, nesta terça-feira (9), voto em que acompanha integralmente a conclusão da relatora. Nos apontamentos, considerou que o conjunto de elementos demonstrou abuso de autoridade, uso indevido de força policial e comportamento incompatível com padrões mínimos éticos exigidos de um magistrado. Para ele, a sanção aplicada “preserva a credibilidade da Justiça e atende ao princípio da proporcionalidade”.  

O CNJ encaminhará o acórdão da decisão à Advocacia Geral da União (AGU) e ao Ministério Público competente para eventual ingresso de ação penal ou por improbidade administrativa, podendo resultar em perda do cargo e do recebimento da aposentadoria pelo magistrado punido.

Fonte: Folha de Alagoas

Efeito da privatização: 1,5 milhão de imóveis continuam sem energia em SP após ciclone

Após o vendaval provocado por um ciclone extratropical, a Grande São Paulo amanheceu com mais de 1,5 milhão de imóveis sem luz nesta quinta-feira (11), segundo a Enel. Só na capital, mais de 1 milhão de clientes permaneciam no escuro no início da manhã, após um apagão que já havia deixado mais de 2 milhões de pessoas sem energia na quarta.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 218 semáforos apagados por falta de energia, além de 14 desligados por falhas e 3 em amarelo piscante. Às 6h, a lentidão chegou a 52 km na cidade. A falta de luz também comprometeu o abastecimento de água em diversos pontos da região metropolitana.

De acordo com o mapa da Enel, 1.504.657 clientes estavam sem energia no início da manhã; desse total, 1.014.941 eram da capital.

A TV Globo flagrou carros da Enel parados no pátio da empresa no início da manhã, enquanto diversos bairros continuam sem energia.

Ventos que ultrapassaram 98 km/h derrubaram árvores

Na quarta (10), rajadas de vento chegaram a 98,1 km/h na Lapa, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). A Defesa Civil confirmou que as rajadas são efeito do ciclone extratropical formado no Sul do Brasil.

A prefeitura contabilizou 231 quedas de árvores, com 182 atendimentos concluídos e 40 ainda à espera de apoio da Enel.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou ontem à GloboNews que acionará a Aneel e a Justiça para que medidas sejam tomadas sobre o contrato com a Enel, repetindo ações adotadas desde os apagões de 2023.

Chamados dos bombeiros e impacto nos voos

Entre 0h e 5h45 desta quinta, o Corpo de Bombeiros registrou 17 chamados por quedas de árvores e 10 por desabamentos ou desmoronamentos. Não houve registros de enchentes ou alagamentos.

No Aeroporto de Congonhas, 181 voos foram afetados na quarta — 88 chegadas e 93 partidas. Nesta quinta, até 6h55, quatro decolagens e nove chegadas já tinham sido canceladas. Em Guarulhos, duas partidas e 15 pousos foram cancelados no mesmo período, além de 31 voos alternados na véspera.

Fonte: DCM

Trump rouba navio petroleiro da Venezuela no Caribe

“Vamos ficar com ele”, diz Trump ao anunciar apreensão de petroleiro na costa da Venezuela. Imperialismo prepara guerra para roubar o petróleo do povo venezuelano

O Governo da Venezuela denunciou nesta quarta-feira (10) o “roubo descarado” de um navio petroleiro por parte dos Estados Unidos no mar do Caribe, em meio à escalada de ameaças militares conduzidas pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump. As informações foram divulgadas pela teleSUR, com base em comunicado oficial emitido pela Chancelaria da Venezuela.

No documento, o governo venezuelano afirma que o episódio constitui “um ato de pirataria internacional”, anunciado publicamente pelo próprio presidente dos Estados Unidos, que “confessou o assalto de um buque petrolero em el mar Caribe”.Play Video

Chancelaria diz que agressão revela disputa por petróleo venezuelano

A Chancelaria destacou que a ação não representa um fato isolado. O órgão lembrou que Donald Trump já havia declarado, ainda em sua campanha presidencial de 2024, que seu objetivo “sempre foi ficar com o petróleo venezuelano sem pagar nenhuma contraprestação”, deixando explícito que a política de agressão contra o país “responde a um plano deliberado de despojo de nossas riquezas energéticas”.

O comunicado acrescenta que o novo ato criminoso se soma ao “roubo da Citgo”, ativo estratégico do Estado venezuelano que, segundo o governo, foi tomado por meio de mecanismos judiciais fraudulentos e contrários ao direito internacional.

Manifestações internacionais e mobilização popular na Venezuela

A Chancelaria também destacou que “a humanidade está despertando e lutando contra os abusos imperiais do Norte”, citando protestos “numerosos e concorridos” em diferentes estados dos EUA e em cidades europeias. O governo ressaltou ainda que o povo venezuelano deu uma “contundente demonstração” de apoio nas ruas, defendendo a paz e a soberania nacional.

Em um dos trechos mais incisivos, o comunicado rejeita justificativas usualmente utilizadas para pressionar o país: “Não é a migração. Não é o narcotráfico. Não é a democracia. Não são os direitos humanos. Sempre se tratou de nossas riquezas naturais, de nosso petróleo, de nossa energia, dos recursos que pertencem exclusivamente ao povo venezuelano.”

Governo afirma que operação busca encobrir fracasso político em Oslo

Para a Venezuela, o ataque no Caribe tem também uma finalidade política internacional. A Chancelaria afirma que o ato de pirataria busca “distrair a atenção e tapar o fracasso rotundo do show político montado hoje em Oslo”, onde teriam sido expostas “manipulações e a falta de resultados” de grupos que tentam, há anos, promover uma operação de mudança de regime no país, em aliança com governos ocidentais.

Caracas pede firmeza interna e condenação global

O comunicado conclama o povo venezuelano a manter-se firme “em defesa da pátria” e solicita à comunidade internacional que rejeite “esta agressão vandálica, ilegal e sem precedentes que se pretende normalizar como ferramenta de pressão e saqueio”.

A Venezuela também reafirma que levará o caso às instâncias internacionais competentes e que defenderá “com determinação absoluta sua soberania, seus recursos naturais e sua dignidade nacional”.

Encerrando a nota, a Chancelaria declara: “A Venezuela não permitirá que nenhum poder estrangeiro pretenda arrebatar ao povo venezuelano o que lhe pertence por direito histórico e constitucional.”

Fonte: Brasil 247

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