Lula consolida vantagem e lidera cenários de 1º e 2º turnos, diz pesquisa Meio/Ideia

Presidente registra 40,4% das intenções de voto no 1º turno; Em uma disputa contra Flávio Bolsonaro no 2º turno, Lula tem 45% contra 40% do senador

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança em todos os cenários de primeiro e segundo turno para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (8). Os dados indicam que o petista ampliou sua vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que permanece como principal adversário nas simulações.

No cenário principal de primeiro turno, Lula registra 40,4% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 32%. Em comparação com a rodada anterior do levantamento, divulgada em maio, o presidente avançou de 38,5% para 40,4%, ao passo que o senador passou de 31,5% para 32%, ampliando a distância entre os dois principais nomes da disputa.

Os demais pré-candidatos aparecem com percentuais inferiores a 5%. Ronaldo Caiado (PSD) soma 4%, Romeu Zema (Novo) tem 2,5%, Aécio Neves (PSDB) registra 2%, Renan Santos (Missão) aparece com 2% e Augusto Cury (Avante), 1,5%. Joaquim Barbosa (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza) marcam 0,5% cada, enquanto Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP) registram 0,4%. Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) aparecem com 0,1%.

A pesquisa também simulou uma disputa de primeiro turno com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como candidata do PL. Nesse cenário, Lula mantém os mesmos 40,4%, enquanto Michelle alcança 29,4%. Os demais concorrentes apresentam os seguintes resultados: Ronaldo Caiado (7%), Romeu Zema (4,4%), Renan Santos (3,5%), Aécio Neves (3,2%), Augusto Cury (2,5%), Joaquim Barbosa (0,6%), Cabo Daciolo (0,4%) e Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Edmilson Costa e Samara Martins, todos com 0,1%.

Lula lidera todos os cenários de segundo turno

O levantamento também testou seis cenários de segundo turno, e Lula aparece na dianteira em todos eles.

Na simulação contra Flávio Bolsonaro, o presidente obtém 45% das intenções de voto, contra 40% do senador. Na pesquisa anterior, Lula registrava 46,5%, enquanto Flávio tinha 41,4%.

Nos demais confrontos, os resultados são os seguintes:

  • Lula 45% x Joaquim Barbosa 23%
  • Lula 45% x Renan Santos 33%
  • Lula 45% x Romeu Zema 37%
  • Lula 45% x Ronaldo Caiado 37,6%
  • Lula 45% x Michelle Bolsonaro 36%

Em todas as simulações, Lula mantém vantagem sobre os adversários testados, consolidando a liderança tanto no primeiro quanto no segundo turno, de acordo com o levantamento.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa foi encomendada pelo canal Meio e entrevistou 1.500 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 3 e 6 de julho. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05628/2026.

Imagem gerada por IA

Fonte: Brasil 247

Doméstica resgatada em condomínio de luxo trabalhou sem salário por 55 anos

Os créditos trabalhistas devidos à funcionária ultrapassam R$1,5 milhão, segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho. Os empregadores firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), no qual assumiram obrigações destinadas à proteção social da trabalhadora.

Uma mulher de 62 anos foi resgatada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT) em condições análogas à escravidão de um imóvel localizado dentro de um condomínio de luxo, na cidade de Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza. O resgate ocorreu no condomínio Terras Alphaville – Residencial 2, no bairro Cidade Alpha, em junho deste ano, mas foi divulgado na semana passada. A vítima servia à mesma família desde os sete anos de idade sem salário mensal.

A rotina da mulher começava diariamente por volta das 4h30, quando preparava o café da família e organizava a saída das crianças para a escola. Ao longo do dia, seguia realizando limpeza, preparo dos alimentos, organização da residência e acompanhamento dos menores. “Foi dada pela mãe”, relatou a empregadora à Auditoria-Fiscal do Trabalho.

A identidade dos empregadores da doméstica não foi divulgada. Eles firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no qual assumiram obrigações destinadas à proteção social da trabalhadora, como a regularização dos recolhimentos previdenciários relativos ao período reconhecido, pagamento de R$ 50 mil a título de verbas rescisórias e aquisição de um imóvel residencial em favor da trabalhadora (leia mais sobre o TAC abaixo).

O g1 apurou que, mesmo após a operação, a doméstica continua dentro da residência dos empregadores, mas está sendo feito um acompanhamento psicossocial para adaptação da mulher ao “mundo externo”.

Após denúncia anônima e investigação, os auditores concluíram que a trabalhadora permaneceu durante mais de 50 anos submetida a uma relação marcada pela ausência de remuneração, pela dependência econômica, pela privação de oportunidades educacionais e pela permanência contínua no mesmo núcleo familiar desde a infância, “elementos que caracterizam grave violação à dignidade humana”.

Segundo a investigação, a trabalhadora chegou à residência da família em 1971, quando tinha 7 anos de idade, e atravessou três gerações da mesma família, sempre sem interrupção das atividades laborais.

Fonte: G1

PF prende Márcio Canella, aliado de Flávio Bolsonaro, em operação contra lavagem de dinheiro

Investigação apura lavagem de R$ 7,6 bilhões por organização ligada a postos de combustíveis

O ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, foi preso nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal após agentes encontrarem um fuzil calibre 5,56 em seu veículo durante o cumprimento de mandados da sexta fase da Operação Unha e Carne. As informações são do jornal O Globo.

Segundo a Polícia Federal, Canella é investigado por suposta ligação com uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro. A corporação afirma que o grupo movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Prisão ocorreu após apreensão de fuzil

Durante o cumprimento das ordens judiciais, policiais localizaram um fuzil calibre 5,56 no interior do veículo utilizado por Canella. Em razão da apreensão, ele foi autuado em flagrante por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. De acordo com a investigação, o ex-prefeito é apontado como um dos supostos braços políticos da organização criminosa investigada pela força-tarefa.

Operação investiga lavagem bilionária

A sexta fase da Operação Unha e Carne mobilizou agentes para o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão na capital fluminense e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores atribuídos aos investigados e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo.

Segundo a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, sem prejuízo de outras acusações que possam surgir ao longo das apurações.

A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635.

Ex-secretário e policial civil também são alvos

Entre os investigados está o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Outro alvo é o inspetor da Polícia Civil Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. Conforme a Polícia Federal, ele seria o proprietário oculto, por intermédio de pessoas interpostas, de uma ampla rede de postos de combustíveis. A investigação aponta que mais de 80 empresas, ativas e inativas, estariam registradas em nome de familiares do policial.

Também figura entre os investigados o ex-policial militar Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura. Condenado anteriormente por homicídio e por associação criminosa, ele foi apontado pelo Ministério Público como líder de uma milícia que atuava na Baixada Fluminense. Após decisão judicial, deixou o sistema prisional em 2023 para cumprir o restante da pena em regime de livramento condicional.

Veículos de luxo foram apreendidos

Durante a operação, agentes apreenderam mais de dez veículos de alto padrão em imóveis localizados nos bairros de Camboinhas e Piratininga, em Niterói. Entre os bens recolhidos estão uma Mercedes-Benz avaliada em aproximadamente R$ 1,5 milhão, além de uma Land Rover Defender, uma BMW, um BYD, uma Ford Ranger, um Jeep, três Toyota Corolla e uma picape. Todos os veículos foram encaminhados para a sede da Polícia Federal.

Corregedoria da Polícia Civil abriu investigação

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil informou que instaurou procedimento disciplinar para apurar os fatos envolvendo o inspetor investigado.

Em nota, o órgão afirmou que acompanha o caso e reiterou que “não compactua com eventuais desvios de conduta”. A instituição acrescentou que mantém mecanismos internos de controle para apuração de irregularidades e que colabora com os órgãos responsáveis pelas investigações.

Operação teve fases anteriores voltadas ao jogo do bicho

Na semana passada, a Polícia Federal havia deflagrado a quinta fase da Operação Unha e Carne para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado à nova cúpula do jogo do bicho e possíveis repasses a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro.

Na ocasião, foram cumpridos mandados contra investigados como o contraventor Adilsinho, o pastor Márcio Poncio e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral. Segundo a PF, documentos apreendidos em fases anteriores indicariam possíveis registros de pagamentos a agentes políticos, hipótese que segue sob investigação.

Fonte: Brasil 247

Trump bombardeia o Irã em meio ao funeral de Ali Khamenei

Os Estados Unidos lançaram uma nova série de ataques contra o Irã nesta terça-feira (7), em resposta a incidentes envolvendo três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A ofensiva foi anunciada pelo Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos, o Centcom.

Segundo o comando militar estadunidense, os ataques tiveram como objetivo impor “custos elevados” ao Irã por atingir navios comerciais tripulados por civis. Washington classificou a ação atribuída a Teerã como “agressão injustificada” e “violação clara do cessar-fogo” firmado após a escalada militar entre os dois países.

A ofensiva mirou sistemas de defesa aérea, lançadores de drones e estruturas de mísseis. A imprensa estatal iraniana relatou explosões em Sirik, cidade portuária no sul do Irã, próxima ao Estreito de Ormuz. Até a última atualização, não havia confirmação oficial sobre vítimas.

Mais cedo, agências de segurança marítima registraram ataques contra embarcações na região. Um dos navios atingidos foi o Al Rekayyat, petroleiro de bandeira do Catar, que sofreu danos e chegou a correr risco de explosão após incêndio na sala de máquinas. Um superpetroleiro saudita, o Wedyan, também foi danificado nas proximidades da costa de Omã.

O Catar responsabilizou o Irã pelo ataque ao Al Rekayyat e convocou um representante diplomático iraniano para protestar. A Arábia Saudita também atribuiu a Teerã a responsabilidade pelos danos ao Wedyan. O Irã, porém, não havia reivindicado os ataques e afirmou que embarcações que trafegam por rotas não coordenadas com suas autoridades ficam expostas a riscos.

Irã
Navios cargueiros no Estreito de Ormuz. Foto: Divulgação/Reuters

A crise elevou o alerta para a navegação no Estreito de Ormuz. O centro marítimo liderado pela Marinha dos Estados Unidos aumentou o nível de ameaça para “severo”, citando ações hostis deliberadas e recomendando vigilância extrema às embarcações que passam pela região. O fluxo de navios caiu para níveis muito abaixo do registrado antes da guerra iniciada no fim de fevereiro.

Além dos bombardeios, Washington voltou a endurecer as sanções contra o setor de petróleo iraniano. O governo dos Estados Unidos revogou uma licença que permitia temporariamente a venda de petróleo bruto do Irã, medida que havia sido adotada em junho como parte dos esforços para aliviar a tensão e reabrir a navegação no estreito.

A reação no mercado foi imediata. O preço do petróleo subiu com força depois dos ataques e da revogação da licença, em meio ao temor de novas interrupções no escoamento de petróleo e gás pela região. Antes da guerra, o Estreito de Ormuz era rota de cerca de um quinto da oferta diária mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

A nova escalada coloca em risco o cessar-fogo e as negociações entre Washington e Teerã. O governo iraniano afirmou que os ataques violam os entendimentos recentes e prometeu adotar medidas para proteger seus interesses e sua segurança nacional. Autoridades estadunidenses, por sua vez, dizem que ainda tentam manter canais diplomáticos abertos, apesar da ofensiva militar.

Fonte: DCM

Trump mandou pessoalmente a Fifa liberar jogador dos EUA, diz New York Times

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em contato com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, na última quarta-feira (1º) para solicitar uma revisão da suspensão do atacante Folarin Balogun, principal artilheiro da seleção norte-americana na Copa do Mundo de 2026.

A informação foi revelada pelo New York Times, que cita três pessoas com conhecimento da conversa.

Neste domingo (5), a Fifa anunciou que anulou a suspensão do jogador, tornando-o apto para atuar na partida contra a Bélgica, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

A decisão é escandalosa. É a primeira vez desde 1962 que a Fifa revoga uma suspensão automática decorrente de um cartão vermelho aplicado durante uma Copa do Mundo, permitindo que o atleta atue na partida seguinte.

A entidade máxima do futebol não comentou oficialmente os motivos que levaram à mudança de entendimento.

Relação entre Trump e Infantino

A revelação reforça a proximidade entre Donald Trump e Gianni Infantino, que vêm estreitando relações nos últimos anos. Em 2025, a Fifa criou e entregou ao presidente americano o chamado Prêmio da Paz da Fifa, iniciativa que ocorreu durante a campanha pública de Trump para conquistar o Prêmio Nobel da Paz.

Embora a Casa Branca não tenha confirmado a ligação entre os dois dirigentes, também não negou a informação. O governo preferiu destacar uma publicação feita por Trump na rede Truth Social após o anúncio da Fifa.

“Obrigado à Fifa por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça”, escreveu o presidente.

Na mensagem, Trump comemorou a liberação de Balogun, mas não mencionou que havia pedido pessoalmente a revisão da punição nem reivindicou participação direta na decisão.

A decisão provocou forte reação da federação belga de futebol, adversária dos Estados Unidos nas oitavas de final.

Em nota oficial, a entidade afirmou estar “indignada” com a decisão da Fifa de liberar Balogun para o confronto e informou que avalia todas as medidas possíveis para contestar a mudança.

A controvérsia aumentou a tensão às vésperas do duelo, que agora será disputado com o principal atacante americano em campo.

Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, após abrir o placar da partida.

Na disputa por uma bola durante o segundo tempo, o atacante acabou pisando no tornozelo de um adversário. Após revisão do VAR, o árbitro substituiu a advertência inicial e aplicou cartão vermelho direto, gerando suspensão automática para o jogo seguinte.

Fonte: DCM

Pastor bolsonarista é preso em operação contra grupo que torturava crianças e animais 

Pastor evangélico do PL é preso em investigação sobre crimes contra crianças e animais

A Polícia Federal prendeu, nesta semana, o pastor evangélico e vereador suplente do PL em Bagé (RS), Tiago Ximendes, durante a Operação Contra Barbariem, que investiga um grupo suspeito de cometer crimes contra crianças e animais.

Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão preventiva nos municípios de Bagé, Candiota e Canoas, no Rio Grande do Sul.

Segundo a Polícia Federal, foi no celular do pastor que os investigadores encontraram materiais que levaram à identificação dos demais suspeitos envolvidos na investigação.

De acordo com a PF, há indícios de episódios recorrentes de violência física e psicológica contra vítimas em situação de vulnerabilidade. Parte dos fatos teria sido registrada em vídeos e compartilhada por meios digitais.

As investigações também apuram a possível comercialização desse material e a participação de cada investigado na produção e no compartilhamento dos registros.

Os suspeitos poderão responder, conforme o grau de envolvimento de cada um, por crimes previstos em lei.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal.

Fonte: DQ Notícias

Sem Terra acampam na frente do Palácio do Governo contra despejo de famílias em Alagoas

Cerca de 1 mil trabalhadores(as) rurais de vários movimentos ocupam na manhã desta segunda (6), a porta de entrada do Palácio do Governo de Alagoas contra despejo de famílias acampadas nas terras do Grupo João Lyra

Em mais uma jornada de mobilização, movimentos de luta pela terra de Alagoas iniciam nesta segunda-feira (6), um acampamento no Centro de Maceió, em defesa das terras do Grupo João Lyra para o assentamento das famílias Sem Terra de Alagoas. O objetivo é pressionar o Governo do estado para avançar na negociação e evitar o despejo de mais de 5 mil famílias acampadas hoje nas terras onde antes funcionavam as Usinas Laginha e Guaxuma.

A pressão ocorre, com os camponeses montando acampamento na frente do Palácio do Governo. Eles exigem uma reunião com o governador Paulo Dantas (MDB), com o presidente nacional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), César Aldrighi e com a ministra do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli.

“Estamos há anos em luta na defesa dessas terras para fins de Reforma Agrária. Hoje diversas famílias que vivem nessas áreas, constituíram famílias, produzem alimentos e construíram sua dignidade e até agora o estado não avançou nas negociações anunciadas”, explicou Margarida da Silva, da coordenação nacional do MST.

De acordo com Margarida, o ato exige urgência no avanço da negociação pelo governo de Alagoas, após a sentença de encerramento da falência da massa falida do Grupo João Lyra, proferida pela Justiça de Alagoas.

“As famílias estão acampadas nessas terras desde 2014, e de lá para cá várias etapas de negociações foram realizadas tanto com o Governo do Estado, quando junto ao Governo Federal e nada avançou concretamente. Agora retornam as ameaças de despejo das famílias que vivem nas terras e nós não iremos admitir que a terra que hoje é palco de produção de comida de verdade, volte a ser espaço da cana-de-açúcar”, comentou Margarida.

Ao todo cerca de 1 mil trabalhadores e trabalhadoras participam do ato. Além do MST, integram a ação a Frente Nacional de Luta (FNL), o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), o Movimento Via do Trabalho (MVT) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Segundo as organizações que realizam o ato, o acampamento no palácio não tem previsão de finalização. Com cozinhas, barracos, ferramentas de trabalho e bandeiras, os camponeses seguem dispostos a permanecer em Maceió até uma sinalização positiva dos órgãos responsáveis pelo acompanhamento do caso.

Entenda o processo

Desde o anúncio da abertura de falência do Grupo João Lyra, os movimentos populares do campo reivindicam o assentamento de milhares de famílias camponesas nos hectares de terras do grupo em Alagoas. De 2011 a 2014, os movimentos do campo ocuparam áreas das três usinas falidas no estado: Guaxuma, na região de Coruripe, Teotônio Vilela, São Sebastião, Campo Alegre e Junqueiro; Uruba, no município de Atalaia; e Laginha, em União dos Palmares e Branquinha.

Somente em 2016 foi iniciado o processo de negociações entre os movimentos populares, o Governo do Estado, representantes da massa falida do Grupo João Lyra e do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas. Na tratativa, propôs-se um acordo que levou em conta a necessidade de pelo menos uma das usinas voltar a moer cana-de-açúcar, visando gerar recursos para honrar o pagamento aos credores.

A proposta de acordo foi que as famílias Sem Terra desocupassem a Usina Uruba, em Atalaia, com maior possibilidade de retomar o trabalho de imediato e, como contrapartida, seriam destinados cerca de 1.500 hectares de terra da Usina Guaxuma para as organizações que a ocupavam. A mesmo tempo, que toda a Usina Laginha seria destinada para fins de Reforma Agrária Popular, porém, o acordo até então não foi cumprido.

Grupo João Lyra

Liderado pelo empresário e ex-deputado federal (PSD), João Lyra, falecido em 2021, o Grupo JL teve falência decretada pela primeira vez há sete anos, com uma dívida bilionária aos governos estadual, federal, além de ex-funcionários.

Somente aos bancos públicos e à Fazenda Nacional, o grupo deve aproximadamente R$ 697 milhões.

A justiça alagoana decretou o encerramento da falência do Grupo e declarou extintas suas obrigações, além de autorizar a reativação das empresas que integravam o antigo grupo empresarial do usineiro. O processo arrastava-se desde 2013 e envolvia uma dívida estimada em mais de R$ 3 bilhões, gerada por aproximadamente 19 mil credores.

A quitação das obrigações baseou-se em um plano alternativo de liquidação que envolveu acordos para compensar créditos do grupo com a União e o arrendamento de terras para outros conglomerados do setor.

Fonte: MST

Sanção dos EUA ajudou criminoso a fugir e prejudicou operação da PF, denuncia diretor-geral

“Prejuízo à investigação”, apontou Andrei Rodrigues, que teve que antecipar a ação da Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3/7), a Operação Exchange para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. A ação teve como alvos investigados sancionados pelos Estados Unidos por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, informou que a operação foi antecipada por conta da sanção dos EUA, que, segundo ele, gerou “prejuízo à investigação”.

Ao todo, mais de 50 policiais federais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. As ordens foram expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

Segundo a PF, o grupo utilizava um sistema estruturado para movimentar recursos por meio de transferências ilícitas de criptoativos, transporte de dinheiro — inclusive em espécie —, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e jurídicas.

A Justiça também determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 10,4 bilhões.

Entre os presos da operação está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, de 34 anos. De acordo com o governo dos EUA, ela é parente de Victor Henrique de Oliveira Shimada e atuaria como sua “secretária” e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro.

Já Shimada, proprietário de empresas sancionadas pelos EUA, não foi localizado nos endereços atribuídos a ele e, por isso, é considerado foragido da Justiça.

O governo de Donald Trump, que se apresenta ao mundo como timoneiro no combate ao crime organizado, na prática, com as sanções promovidas, comprometeu a investigação e a tentativa de localizar Shimada, o principal alvo da ação.

Por isso, Rodrigues denunciou que a ação norte-americana gerou prejuízos à investigação, o que levou a uma mudança no cronograma da operação.

“Alterou a nossa ação. Houve uma antecipação. Mas, de fato, se não houvesse essa designação, talvez o desfecho fosse outro e nós teríamos localizado essa pessoa [Shimada], mas infelizmente não localizamos. Então, houve prejuízo à investigação”, declarou.

De acordo com o diretor-geral, a representação policial e a decisão judicial que fundamentaram a Operação Exchange são anteriores ao decreto do governo dos EUA que classificou duas facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

“Já estavam em curso. Tem uma investigação nos Estados Unidos que também já estava em andamento, assim como essa nossa da PF. Em razão da publicação, tivemos que adiantar e deflagrar a operação hoje”, afirmou.

Segundo o diretor de investigação e combate ao crime organizado, Dennis Cali, a PF ainda realizava diligências operacionais para confirmar informações e localizar o alvo quando a sanção foi divulgada.

Shimada não foi localizado durante a ação desta sexta-feira e é considerado foragido da Justiça. Outras seis pessoas foram presas na operação, entre elas Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, também sancionada pelos Estados Unidos.

Segundo Andrei, Victor Henrique de Oliveira Shimada já havia sido preso preventivamente pela PF em uma operação iniciada em 2024 e foi condenado em 2025 em decorrência dessa investigação.

O diretor ressaltou que o caso não tem relação com a posterior classificação de facções criminosas como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

“Este cidadão citado já foi preso pela PF preventivamente em uma operação iniciada em 2024, e foi condenado em 2025 fruto dessa operação. Esse caso concreto não guarda relação com qualquer atribuição que fizeram ao sujeito de facção. Inclusive, a representação que fizemos na Justiça Federal foi protocolada antes sequer de ser atribuída essa classificação às facções. Então não tem relação nenhuma com a sanção, o que há é o processo.”

Ainda conforme o diretor-geral, Shimada atuava como operador financeiro e movimentava recursos nos Estados Unidos.

Fonte: Hora do Povo

Temperaturas sem precedentes deixam mais de 4,7 mil mortos na Europa

Passado o pico de temperatura, dados preliminares apontam que mais de 4,7 mil mortes adicionais para o período foram registradas na França.

Os efeitos devastadores da onda de calor sem precedentes que castigou a Europa Ocidental na segunda quinzena de junho ainda estão se revelando. Passado o pico de temperatura, dados preliminares apontam que mais de 4,7 mil mortes adicionais para o período foram registradas na França. Holanda, Bélgica e Espanha, com a expectativa que o número aumente ainda mais, conforme outros países ainda atualizam seus balanços.

França: mais de 2 mil mortes

A França registrou, na semana de 22 a 28 de junho, período em que foram vividos os picos da recente onda de calor, pelo menos 2.025 mortes a mais do que na semana anterior, segundo informou na véspera a ministra da Saúde francesa, Stéphanie Rist.

Cerca de 85% dessas mortes foram de pessoas com 65 anos ou mais, e o aumento ocorreu particularmente nos domicílios.

Em entrevista ao canal de televisão francês TF1, Rist detalhou que este balanço inclui apenas as mortes notificadas por meio de certificados de óbito eletrônicos, que habitualmente representam cerca de 60% do total.  Os números, portanto, são provisórios e mudarão quando forem incluídas também as mortes registradas com certificados em papel.

De qualquer forma, no momento, os dados compilados pela agência Santé Publique France revelam que o aumento de mortes na semana de calor intenso – embora nem todas possam ser atribuídas diretamente à onda de calor – foi de quase 30% em relação à semana anterior.

A ministra do Esporte da França, Marina Ferrari, também indicou que, desde 19 de junho e com o início da onda de calor que afetou grande parte do país, “mais de 90 pessoas” morreram afogadas, uma cifra “inquietante” que diminuiu com o fim das temperaturas extremas.

O Ministério da Saúde francês indicou num comunicado que este aumento foi particularmente elevado em Île-de-France, região de Paris, onde foram registadas 619 mortes adicionais (62%) durante o mesmo período. A imprensa local apontou que várias funerárias da capital ficaram sobrecarregadas com o número de mortes.

Bélgica: aumento de 39% na média de mortes

A vizinha Bélgica registrou um aumento de 39% na mortalidade, totalizando 1.222 mortes adicionais, entre 18 e 29 de junho. As autoridades belgas afirmaram que esse número representa o maior número diário de mortes no país desde a primeira onda do coronavírus.

“De acordo com dados preliminares, a Bélgica registou um excesso de mortalidade de 39% [mais 1.222 mortes] entre quinta-feira, 18 de junho, e segunda-feira, 29 de junho”, explicaram as autoridades de saúde belgas num comunicado.

“Tal excesso de mortalidade durante uma onda de calor é inédito no nosso país. A onda de calor foi excepcional, com sete dias em que as temperaturas ultrapassaram os 30 graus Celsius. As noites, em particular, foram anormalmente quentes”, afirmaram autoridades de saúde belgas num comunicado.

Quase metade destas mortes (530) aconteceu entre pessoas com 85 anos ou mais.

O pico de mortalidade foi atingido no sábado, 27 de junho, com “um total de 572 mortes registradas”, especificou o comunicado do Ministério da Saúde belga. 

Embora a Bélgica não tenha oficialmente batido os seus recordes de temperatura para junho, as temperaturas atingiram os 35°C em Bruxelas durante vários dias consecutivos e os 38º ou 40°C em algumas zonas.

Holanda: quase 500 mortes adicionais

A onda de calor que afetou a Holanda entre 18 e 29 de junho provocou um excesso de mortalidade de cerca de 480 mortes a mais do que o esperado para o período, segundo uma primeira estimativa publicada nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente (RIVM).

De acordo com os dados fornecidos pelo órgão, durante essa semana eram esperadas cerca de 3.050 mortes, mas a cifra real estimada chega a aproximadamente 3.530. 

Este excesso de mortalidade afetou principalmente idosos com mais de 80 anos e foi mais acentuado nas regiões do leste e do sul do país, onde foram registradas as temperaturas mais elevadas.

O RIVM alertou que estes dados ainda são provisórios, já que uma parte dos óbitos é registrada várias semanas após ocorrer, de modo que apenas depois disso será possível oferecer uma avaliação completa do impacto da onda de calor.

Espanha: mais de mil mortes atribuídas ao calor

Pelo menos 1.028 mortes relacionadas com o calor foram registadas na  Espanha em junho, segundo dados publicados nesta semana pelo Instituto de Saúde Carlos III. Em comparação, o número corresponde a mais do dobro das 407 mortes atribuídas às temperaturas elevadas em junho do ano passado.

Alemanha: ainda sem dados, mas já com mortes antes da onda

A Alemanha, que também foi castigada pela onda de calor do início do verão e registrou seguidos recorde de altas temperaturas acima de 40°C, ainda não compilou dados sobre mortes no período.

Mas, mesmo antes do pico da onda a partir do início do verão, o Instituto Robert Koch (RKI) já aponta que ocorreram mais de 800 mortes relacionadas ao calor na Alemanha este ano. Segundo os dados do instituto, cerca de 500 pessoas com 85 anos ou mais haviam falecido por causas ligadas ao calor até 21 de junho. Na faixa etária de 75 a 84 anos, o número foi de aproximadamente 190; entre as pessoas de 65 a 74 anos, estimou-se em 80; e entre aquelas com menos de 65 anos, o total foi de cerca de 40.

Tipicamente, semanas de verão com temperaturas médias acima de 20 graus Celsius apresentam taxas de mortalidade significativamente mais altas em comparação com semanas de verão mais amenas. Na semana de 15 a 21 de junho, a temperatura média diurna e noturna foi de 21,1 graus Celsius — segundo o RKI, um valor acima do patamar a partir do qual se espera um aumento perceptível na mortalidade associada ao calor.

A estimativa atual do RKI abrange o período de 6 de abril a 21 de junho. A onda de calor extremo na Alemanha só começou, em muitos locais, nos dias seguintes a essa data. Dados preliminares sobre mortes relacionadas ao calor durante esse período serão apresentados na próxima semana.

Fonte: Correio do Brasil

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