A SELEÇÃO DA MEDIOCRIDADE

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

Eliminada nas Oitavas de Finais, o pior resultado da história na sua vitoriosa trajetória nos mundiais de futebol. Claro que estou me referindo a Seleção Brasileira, se é que podemos assim chamar a nossa querida “canarinha”, que encerra sua participação na Copa do Mundo de 2026 com este desfecho melancólico e previsível ao que podemos chamar de “era Neymar”. Uma medíocre seleção escalada por empresários e pelos interesses sempre escusos desta entidade altamente questionável para conduzir o futebol brasileiro chamada CBF – Confederação Brasileira de futebol.

A manjada CBF transformou o nosso escrete nacional em uma vitrine de negociações espúrias, para dar lucros astronômicos as Bets e aos grandes bancos de apostas em geral, produzindo resultados catastróficos para milhões de famílias brasileiras, que saíram endividadas até a copa de 2030 no mínimo, pelo que perderam agora apostando em uma fraude, cujo símbolo maior foi a convocação do “menino Neymar”, referência adocicada demais dada pela Globo para um sujeito com óbvio desvios de caráter e, não por acaso, garoto propaganda das Bets, única justificativa para a convocação deste jogador aposentado na prática.

Este cidadão encerra sua participação na seleção brasileira, revelando o seu caráter com vocação natural para maloqueiro, com sua conhecida falta de grandeza e nobreza revelada por sua postura na derrota para a Noruega, uma seleção sem tradição na história das copas, que sobrevive da genialidade de um único jogador, que eliminou o patético time de Neymar e sua trupe enganadora. As atitudes do bolsonarista convicto o “garoto Neymar”, poderia ter evoluído para uma briga generalizada ao final da partida, motivada pelas suas provocações sempre infantis e prepotentes.

Nossos jovens continuarão sonhando com o desejado hexa, em serem os heróis dentro dos campos nas próximas copas do mundo. A realidade, entretanto, é bem díspare desta fantasia. A descaracterização do universo que envolve o futebol, não contempla mais aquele jovem bom de bola que era encontrado nos campos de várzeas das periferias das grandes metrópoles. Ser um exímio jogador ja não garante mais o sucesso dentro dos campos oficiais dos grandes clubes futebolísticos do nosso país.

Os “deuses” do futebol andam bastante seletivos de uns tempos para cá, sobretudo nos últimos 24 anos, que agora serão 28 anos, em que o Brasil tem sido uma vergonha atrás da outra, carregando para sempre esta marca, com a goleada de 7 X 1 que levou da Alemanha na copa de 2014 em nossa própria casa. Assim como no mercado de trabalho formal, a meritória do mercado da bola não costuma ser justa, não contemplando, necessariamente, os melhores atletas nas suas posições dentro dos campos.

A meritocracia, assim como a lógica do que chamam de “empreendedorismo”, ao meu ver, não passa de uma grande e perversa falácia no Brasil, vendida como a solução de todos os problemas e mazelas sociais nacionais. Este discurso convence as camadas médias e mais baixas na escala social, em que a pejotização e consequente precarização do trabalho, longe da realidade, tem o poder mágico de fazer com que o trabalhador acredite ser um microempresario no seu setor de atuação, seja como moto-boy ou proprietário de uma carrocinha de churros ou cachorro-quente em frente aos grandes estadios de futebol.

Em tempos de copa, o futebol se reveste em algo ainda maior do que uma paixão, mas em uma idolatria nacional. Por esta razão este esporte sempre foi utilizado a serviço de alguma superestrutura, de um regime ou de um governo. Foi assim na ditadura militar em 1970, quando o Brasil teve, possivelmente, a melhor seleção na história das copas mundiais. Nos porões dos quartéis a tortura contra opositores era uma prática que confrontava o meritório do que era realizado nos estádios mexicanos por Pelé, Jairzinho, Tostão, Gerson, Rivelino e Cia, encantando o mundo com um futebol quase sobrenatural.

O ditador de plantão Emílio Garrasatazu Medici soube tirar muito bem os proveitos deste feito, dando popularidade a um dos mais virulentos regimes de exceção da nossa história recente. A Seleção Brasileira não é mais a “Pátria de Chuteiras”, como diria Nelson Rodrigues, de um saudoso tempo em que o futebol era apenas um esporte e uma paixão nacional. Talvez se a nossa seleção calçar a modesta “Sandália da humildade”, poderemos ter um tênue recomeço para resgatar os seus já remotos tempos de glória.

Estado de Israel assassina caminhoneiro palestino que trazia ajuda humanitária para Gaza

O motorista de caminhão que carregava mantimentos para a população de Gaza, Ahmad Nasser Esleem, de 30 anos, foi morto a tiros por um soldado israelense na quarta-feira, 8. Três testemunhas e a Associação de Empresas de Transporte de Gaza descreveram a morte de Ahmad como uma execução sumária.

Pai de dois filhos, o mais novo com dois meses de idade, Ahmad transportava alimentos para a World Central Kitchen (Cozinha Central Mundial, WCK) a caminho de Gaza, em um comboio coordenado, com todas a permissões em dia e identificação oficial necessária aprovada pelas forças israelenses, quando foi baleado na cabeça, nas proximidades do Corredor Filadélfia, em Rafah, na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito.

O comboio de quatro caminhões teve que interromper a viagem porque um dos caminhões apresentou problemas de funcionamento. Foram abordados por soldados israelenses que os obrigaram a passar pela humilhação de serem forçados a se despir, agredidos e forçados a ficarem de pé sob o sol.

As três testemunhas presenciaram a execução de Ahmad: quando este levantou os braços para mostrar rendição, um soldado israelense disparou diretamente contra sua cabeça.

“O soldado que atirou em Ahmad conversou com os três motoristas sobreviventes depois e os ameaçou, dizendo que teriam o mesmo destino que Ahmad. Isso indica claramente que o ataque foi premeditado”, comunicou a Associação de Empresas de Transporte de Gaza.

“Ahmad Nasser Saleem estava fazendo o que muitos de nossos parceiros fazem todos os dias em Gaza, trabalhando para levar comida a pessoas famintas. A WCK espera um relato completo do ocorrido”, comunicou a direção da WCK, dizendo-se devastados com a morte de Ahmad.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários relatou em de abril de 2026 que foram mortas 593 pessoas que trabalhavam com grupos humanitários em Gaza, oito delas desde que o cessar-fogo entrou em vigor em outubro do ano passado.

Dos que trabalharam com a WCK, Ahmad é o 11º trabalhador morto pelas forças de ocupação de Israel. Em abril de 2024, Israel fez um massacre matando sete trabalhadores voluntários da WCK, quando drones israelenses atingiram um comboio da WCK em três ataques separados. Os veículos da WCK estavam claramente identificados e estavam coordenando seus movimentos com as forças israelenses que mesmo assim executaram os ataques.

José Andrés, o chefe da WCK, disse na época que Israel alvejou seus trabalhadores “sistematicamente, carro por carro”.

Em novembro de 2024, Israel bombardeou outro carro da WCK, matando três trabalhadores e outras duas pessoas.

Em abril de 2026, os israelenses atacaram um comboio da OMS, que, transportava pacientes palestinos para receberem tratamento médico no Egito, matando um motorista. O comboio estava visivelmente identificado e com autorização dos israelenses.

Em maio de 2026, dois motoristas palestinos foram detidos pelos israelenses por dias; quando foram liberados, foram alvejados perto de uma rotatória em Rafah.

No mês passado, os israelenses mataram dois motoristas da UNICEF enquanto abasteciam caminhões em um ponto de distribuição.

Fonte: Hora do Povo

Partido Novo usou fundo partidário para pagar R$ 382 mil a empresa de Deltan Dallagnol

A empresa que tem Deltan Dallagnol, sua mulher e filhos como sócios recebeu R$ 382 mil do Partido Novo via fundo partidário em 2025, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo.

Os repasses foram feitos à Comply Aperfeiçoamento Profissional, empresa aberta em julho de 2021, quando Deltan ainda integrava o Ministério Público Federal. Os pagamentos aparecem como serviços de propaganda e publicidade.

O Novo e a assessoria do ex-procurador afirmam que os valores decorrem do trabalho de Deltan como “embaixador” da legenda. Depois da cassação do mandato, ele passou a receber salário do partido. No ano passado, no lugar do pagamento como pessoa física, a empresa assinou contrato com a sigla.

Segundo o documento, a remuneração mensal prevista era de R$ 42,5 mil. O partido afirma que Deltan foi contratado para desenvolver campanhas de comunicação e marketing, divulgar a legenda, engajar bases e atrair novos filiados.

O caso atinge em cheio a imagem construída pelo Novo, partido que durante anos tentou se vender como adversário do uso de dinheiro público na política. A legenda chegou a fazer propaganda da devolução de recursos do fundo eleitoral, mas passou a admitir o uso de verba pública em suas estratégias partidárias e eleitorais.

A situação também reacende o histórico de Deltan. O ex-coordenador da Lava Jato teve o mandato de deputado federal cassado pelo TSE em 2023, por infração à Lei da Ficha Limpa, após ministros entenderem que ele deixou o Ministério Público para tentar escapar de processos administrativos que poderiam torná-lo inelegível.

Deltan também foi condenado pelo STJ a indenizar Lula pelo episódio do PowerPoint da Lava Jato, em que apresentou o petista como centro de um suposto esquema criminoso. A condenação original foi de R$ 75 mil por danos morais e, com correção, o valor pago anos depois passou de R$ 140 mil.

Agora, Deltan tenta se reposicionar eleitoralmente pelo Novo como pré-candidato ao Senado. A legenda, por sua vez, defende que ele ajudou o partido a crescer e afirma que a contratação ocorreu dentro das regras.

Fonte: DCM

PF diz que Valdemar, presidente do partido de Bolsonaro, desviou R$ 119 mi em emendas

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, depois de a PF (Polícia Federal) apontar que ele estaria atuando para direcionar emendas parlamentares mesmo sem mandato no Congresso Nacional.

A PF afirma que as emendas “foram forjadamente encaminhadas e desviadas” e que o próprio Valdemar pode ter sido o beneficiário final. Cerca de R$ 104 milhões já haviam sido efetivamente pagos, diz a corporação. A reportagem tenta contato com o presidente do PL.

Valdemar nega irregularidades

Valdemar afirmou, por meio de seus advogados, que recebeu a decisão de Dino com surpresa e que a PGR foi contrária as medidas cautelares. “Com o devido respeito, a decisão parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária”, disseram os advogados Marcelo Ávila de Bessa e Thiago Fleury.

Na nota, os advogados afirmam ainda que Valdemar não teve qualquer vantagem pessoal e que “é preocupante” que o bloqueio de recursos recaia sobre o patrimônio pessoal dele.

“É natural e legítimo, no sistema democrático, que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada. Nada há de criminoso nisso. A atuação político-partidária somente poderia ter relevância penal se acompanhada de indícios concretos de fraude, desvio funcional, ocultação deliberada ou apropriação indevida da execução da despesa pública. Esses elementos não estão minimamente demonstrados”, responderam na nota.

Na decisão, Dino determina a suspensão da execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas e manda o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresentar em dez dias todos os documentos de tramitação interna dos valores sob suspeita.

A ordem judicial tem origem na operação Transparência, deflagrada em dezembro do ano passado e que teve como alvo Mariângela Fialek, a Tuca, assessora ligada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL).

PF detalha esquema

Ao analisar o conteúdo do celular da servidora, a PF identificou que Valdemar se utilizava dos “serviços” dela “para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato” (desvio de dinheiro público).

“Basicamente, Valdemar Costa Neto contava com autonomia para direcionar recursos de emendas (de comissão, proeminentemente) conforme sua cota pessoal e particular, atribuída a partir de sua condição de presidente da sigla”, diz o relatório da PF encaminhado a Dino.

De acordo com a PF, havia planilhas que sistematizavam as indicações de Valdemar, com observações sobre os recursos que seriam encaminhados aos Ministérios. Para dar ares de legalidade à fraude, eram incluídos os nomes dos falsos parlamentares solicitantes.

Ao todo, são 21 emendas parlamentares sob suspeita, com datas de empenho que variam entre junho de 2024 e março de 2026, e destinadas principalmente às áreas de saúde e turismo. O valor mais alto (R$ 24,9 milhões) foi destinado a Porto Seguro (BA).

“Fala-se de um volume considerável de emendas parlamentares indicadas por uma pessoa não detentora de mandato”, observa a corporação. Além de Tuca, outros dois servidores da Câmara são suspeitos de integrar o esquema: Nara Brum e Garigham Pinto, da liderança do PL.

Nas comunicações interceptadas pela PF, Nara cita emendas “do Valdemar” e destaca que ele “não aceitaria mudanças nos destinos” dos valores. A reportagem ainda não a localizou. A servidora, diz, ainda, que ele estaria amparado em promessas da Mesa Diretora da Câmara.

Segundo a PF, isso indica “articulação em nível superior das estruturas formais da Casa”. A assessoria de Lira informou que não vai comentar, já que a decisão de Dino não o cita.

Já Garigham atuaria como “interlocutor mais direto” de Valdemar e “verdadeiro emissário” do presidente do PL, participando ativamente da negociação dos recursos e dando orientações para a formalização das indicações. Procurado pela reportagem, ele disse que atua de forma técnica e não tem o que comentar.

Em 28 de agosto de 2025, Garigham enviou uma mensagem para Tuca em que fala: “Marquei com o Valdemar amanhã 10:30. Acho que ele vai jogar no turismo os 24”. No dia seguinte, ele cobra: “Fechou o valor do pres. Valdemar?”.

Já uma mensagem enviada por Nara a Tuca diz que “o Valdemar pediu pra trocar algumas das indicações que ele fez ontem em turismo, porque os municípios não iriam conseguir executar”.

“Os três servidores da Câmara têm plena consciência da clandestinidade dessa atuação, que extrapola a função burocrática e adentra em um espaço de cogestão irregular, no qual eles não apenas cumprem instruções, mas orientam, cobram, organizam e adaptam destinações conforme diretrizes informais atribuídas a Valdemar”, diz a PF.

“A condição de ex-parlamentar do investigado e recorrentemente ligado a suspeitas de desvios, somada ao posto de presidente nacional de partido com elevada capilaridade na Câmara, confere a Valdemar Costa Neto a capacidade concreta de influenciar a atuação de servidores e lideranças”, segue a PF.

Ao determinar o bloqueio de bens de Valdemar no valor estimado das emendas desviadas, Dino lembrou que o STF já fixou a necessidade de que todas as emendas parlamentares estejam sujeitas e mecanismos de transparência e rastreabilidade.

“A espantosa ascendência que alguns servidores da Câmara dos Deputados parecem atribuir ao investigado contrasta com a ausência de título jurídico que lhe permita dispor do orçamento público, sejam quais forem os valores, sejam quais forem os seus destinatários”, diz o ministro.

“Os espaços constitucionalmente permitidos às emendas parlamentares não degradam o erário à condição de patrimônio privado, passível de aquisição, transação ou quotização entre as agremiações partidárias e seus dirigentes.”

De acordo com Dino, a suspensão da execução das despesas ligadas às emendas é uma medida essencial para proteger o patrimônio público e a moralidade administrativa, para que “atos espúrios não continuem a produzir efeitos”.

Fonte: ICL

Bancada do PT reafirma apoio a Paulão e vai acionar o STF

Parlamentares petistas manifestam inconformismo com decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados

A Bancada do PT na Câmara dos Deputados manifesta seu inconformismo com a decisão da Mesa Diretora da Casa, que acolheu parecer do Corregedor Parlamentar, deputado Diego Coronel, pela perda do mandato do deputado federal Paulão (PT-AL).

Manifesta ainda sua integral solidariedade com esse guerreiro do povo alagoano e brasileiro, nosso colega Paulão, vítima de decisão judicial engendrada em favor das elites políticas e econômicas de seu Estado no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas.

Um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal será interposto contra a decisão da Mesa da Câmara, na expectativa de que o voto favorável ao pleito da manutenção do mandato do deputado Paulão, dado pelo ministro Dias Toffoli no plenário do Tribunal Superior Eleitoral, seja confirmado pela maioria do Colegiado na volta do recesso do Judiciário, em agosto.

Temos confiança de que esse mandato, imprescindível aos movimentos sociais brasileiros e ao povo de Alagoas, será restaurado prontamente.

Brasília 9 de julho de 2026

Deputado Pedro Uczai (SC), líder da Bancada do PT na Câmara dos Deputados

Afonso Florence (PT-BA)

Airton Faleiro (PT-PA)

Alencar Santana (PT-SP)

Alexandre Lindenmeyer (PT-RS)

Alfredinho (PT-SP)

Ana Paula Lima (PT-SC)

Ana Pimentel (PT-MG)

Arlindo Chinaglia (PT-SP)

Benedita da Silva (PT-RJ)

Bohn Gass (PT-RS)

Camila Jara (PT-MS)

Carlos Veras (PT-PE)

Carlos Zarattini (PT-SP)

Carolina Dartora (PT-PR)

Dandara Tonantzin (PT-MG)

Delegada Adriana Accorsi (PT-GO)

Denise Pessôa (PT-RS)

Dilvanda Faro (PT-PA)

Dimas Gadelha (PT-RJ)

Dr. Francisco (PT-PI)

Elton Welter (PT-PR)

Érika Kokay (PT-DF)

Fernando Mineiro (PT-RN)

Flávio Nogueira (PT-PI)

Florentino Neto (PT-PI)

Gleisi Hoffmann (PT-PR)

Helder Salomão (PT-ES)

Ivoneide Caetano (PT-GO)

Jackeline Rocha (PT-ES)

Jilmar Tatto (PT-SP)

João Daniel (PT-SE)

Jorge Solla (PT-BA)

José Aírton (PT-CE)

Joseildo Ramos (PT-BA)

Juliana Cardoso (PT-SP)

Kiko Celeguim (PT-SP)

Leonardo Monteiro (PT-MG)

Lindbergh Farias (PT-RJ)

Luiz Couto (PT-PB)

Marcon (PT-RS)

Maria do Rosário (PT-RS)

Merlong Solano (PT-PI)

Miguel Ângelo (PT-MG)

Natália Bonavides (PT-RN)

Nilto Tatto PT-SP)

Padre João (PT-MG)

Patrus Ananias (PT-MG)

Paulo Guedes (PT-MG)

Paulo Lemos (PT-AP)

Paulo Pimenta (PT-RS)

Paulo Teixeira (PT-SP)

Reginaldo Lopes (PT-MG)

Reimont (PT-RJ)

Rogério Correia (PT-MG)

Rubens Otoni (PT-GO)

Rubens Pereira Júnior (PT-MA)

Rui Falcão (PT-SP)

Tadeu Veneri (PT-PR)

Valmir Assunção (PT-BA)

Vander Loubet (PT-MS)

Waldenor Pereira (PT-BA)

Zé Neto (PT-BA)

Zeca Dirceu (PT-PR)

*Com informações do PT na Câmara.

Cortes de Trump deixam 1 milhão de mulheres sem acesso a serviços básicos

Informe relata o “colapso” das organizações de mulheres diante da decisão dos EUA de suspender repasses; violência sexual relacionada a conflitos dobrou em 2025

A decisão do governo de Donald Trump de suspender a ajuda a organismos internacionais e ONGs deixou pelo menos um milhão de mulheres e meninas desamparadas e sem acesso a serviços básicos de saúde, educação e higiene pelo mundo.

Os dados estão sendo publicados nesta sexta-feira pela ONU. Num informe, a entidade alerta que, com conflitos armados em níveis não vistos há 80 anos, organizações que prestam serviços vitais a mulheres e meninas estão ficando sem recursos.

Desde que assumiu o governo, Trump decidiu suspender qualquer repasse para organismos ou ONGs com agendas supostamente “progressistas” ao lidar com os direitos da mulheres e meninas. Assim, entidades que lidavam com igualdade de gênero, planejamento familiar, educação sexual e distribuição de preservativos foram punidas com cortes severos de dinheiro.

A esperança do governo Trump, assim, é de sufocar uma agenda de direitos de mulheres e substituir a pauta de direitos humanos por valores ultraconservadores.

O problema, porém, é que o resultado tem sido desastroso para milhões de pessoas “Ultrapassando um limite crítico, o novo relatório sobre o impacto dos cortes na ajuda, divulgado hoje pela ONU Mulheres, destaca que pelo menos um milhão de mulheres e meninas perderam o acesso a assistência essencial desde janeiro de 2025”, alerta.

O relatório baseia-se em respostas de 855 organizações lideradas por mulheres e dedicadas a defender os direitos das mulheres em 52 países que enfrentam crises ou conflitos.

“As organizações de mulheres que enfrentam o risco de fechamento estão na linha de frente das crises humanitárias mais graves do mundo. Elas atuam em países como Afeganistão, República Democrática do Congo e Haiti, chegando a áreas onde atores internacionais não vão e permanecendo no local muito depois de o mundo ter voltado sua atenção para outros lugares”, disse Sofia Calltorp, Chefe de Ação Humanitária da ONU Mulheres.

“Cada dólar retirado das organizações de mulheres é um dólar tirado de sobreviventes de violência sexual relacionada a conflitos, mães deslocadas, meninas forçadas a abandonar a escola e comunidades que lutam para sobreviver”, completou.

De acordo com a ONU, o colapso das organizações de mulheres ocorre paralelamente a um aumento das necessidades a níveis históricos. Cerca de 120 milhões de mulheres e meninas em todo o mundo necessitam de assistência humanitária e proteção, e 84% das organizações de mulheres pesquisadas relatam que a demanda por seus serviços aumentou desde janeiro de 2025.

Quase nove em cada dez não conseguem mais atender aos níveis atuais de solicitações. Duas em cada cinco organizações pesquisadas preveem fechar — temporária ou permanentemente — no próximo ano.

Para manter em funcionamento serviços que salvam vidas, os diretores e as equipes das organizações pesquisadas estão arcando com os custos por meio de seu próprio trabalho e recursos pessoais.

Hoje, 65% das equipes de organizações lideradas por mulheres trabalham sem remuneração para manter os serviços ativos. Com as organizações em modo de sobrevivência, 48% — quase metade — relatam um aumento na exaustão profissional (*burnout*) das equipes, e 88% afirmam que a saúde mental das mulheres e meninas atendidas está se deteriorando.

As consequências dos cortes de financiamento já são evidentes. Metade das organizações de mulheres implementou listas de espera ou teve de recusar pedidos de ajuda de mulheres e meninas necessitadas.

92% das organizações relatam níveis crescentes de pobreza entre as mulheres que atendem, enquanto 82% observam um número crescente de meninas abandonando a escola.

A violência sexual relacionada a conflitos dobrou em 2025, em meio ao colapso dos sistemas destinados a proteger as sobreviventes. Em relação à violência de gênero, 86% das organizações relatam um aumento nas comunidades de suas áreas de atuação. Além disso, 62% indicam que espaços seguros deixaram de existir ou foram drasticamente reduzidos.

“Por trás desses números, escondem-se consequências devastadoras: uma mulher que foge da violência em busca de refúgio encontra as portas de um centro fechadas; uma mulher grávida precisa caminhar por horas para chegar a uma clínica; ou uma mãe tem negado o acesso a alimentos para seus filhos”, alerta o informe.

As mulheres e meninas com maior probabilidade de serem deixadas para trás são aquelas com menos alternativas — as que vivem em comunidades remotas, de difícil acesso ou afetadas por conflitos. Quase dois terços (63%) das organizações já reduziram seus serviços nessas áreas.

O relatório alerta que as consequências vão muito além da resposta humanitária. O desmantelamento das organizações de mulheres não ocorre no vácuo, mas sim no contexto de um retrocesso global nos direitos de mulheres e meninas. Uma em cada cinco organizações já suspendeu seu trabalho de promoção da liderança feminina e…

Mais da metade está testemunhando um declínio na participação das mulheres nos sistemas locais de tomada de decisão e liderança comunitária.

“Sem ação imediata, as próprias organizações que mantiveram mulheres e meninas vivas durante as crises mais graves do mundo correm o risco de se tornarem vítimas da guerra”, concluiu Calltorp.

Fonte: ICL

Alunos da Uncisal com risco de perder vaga protestam no Centro

Eles lutam para permanecerem nos cursos e Defensoria Pública entra com Ação de Inconstitucionalidade no TJAL para garantir permanência de 158 estudantes

O grupo de estudantes da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) que está correndo o risco de perder a vaga no vestibular realizado pela instituição de ensino superior realizou um ato público pacífico, na manhã de ontem, na Praça Deodoro, no Centro de Maceió. São pelo menos 158 estudantes que, inclusive, já concluíram o primeiro semestre em seus respectivos cursos.

Acompanhado de familiares, eles defendem sua permanência na faculdade estadual. Os universitários temem perder as vagas após uma ação judicial que questiona a constitucionalidade da Lei Estadual nº 9.365/2024 que concedeu bonificação de 10% na nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para candidatos alagoanos ou para os que cursaram todo o ensino médio em escolas do estado.

A permanência dos alunos passou a ser ameaçada após dois advogados ingressarem na Justiça contestando a validade da bonificação prevista na legislação.

Caso a Justiça decida pela suspensão da bonificação, os alunos que ingressaram por esse critério poderão perder as vagas e serem desligados da Uncisal. A previsão é de que o caso seja analisado na manhã de quinta-feira (9) pela Justiça, conforme informou o coordenador jurídico da Uncisal, Williams Pacífico.

Caso a lei seja considerada inconstitucional sem a chamada modulação dos efeitos, os estudantes correm o risco de perder as matrículas, mesmo tendo ingressado no curso seguindo as regras previstas no edital vigente à época.

Defensoria Pública – A Defensoria Pública de Alagoas (DPAL) ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) para garantir a permanência dos 158 estudantes matriculados na Uncisal.

Na ação, a instituição solicita, em caráter cautelar, a suspensão dos processos judiciais que discutem a Lei Estadual nº 9.365/2024, responsável por instituir um bônus de 10% na nota do Enem para candidatos com vínculo comprovado com o Estado de Alagoas.

Embora sustente que a lei é inconstitucional, a Defensoria Pública defende que uma eventual decisão da Justiça não deve atingir estudantes que ingressaram na universidade de boa-fé, quando a norma ainda estava em vigor. Por isso, pede ao Tribunal que os efeitos de uma possível declaração de inconstitucionalidade sejam aplicados apenas aos próximos processos seletivos, preservando as matrículas já efetivadas e garantindo segurança jurídica aos alunos, preservando a situação dos estudantes que já ingressaram na universidade.

A ação foi proposta pelo defensor público-geral Fabrício Leão Souto e subscrita pelo coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva, Othoniel Pinheiro. O pedido está fundamentado nos princípios da segurança jurídica, da proteção da confiança legítima e da boa-fé dos candidatos, além da chamada modulação dos efeitos, mecanismo jurídico já adotado pelo Supremo Tribunal Federal em situações semelhantes.

Na avaliação do coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva da Defensoria Pública, Othoniel Pinheiro, os alunos participaram do vestibular dentro dos critérios regidos pelo edital e não podem ser penalizados por uma eventual mudança de entendimento da Justiça.

De acordo com Othoniel Pinheiro, o Supremo Tribunal Federal tem decisões anteriores onde adotou entendimento semelhante em casos envolvendo leis estaduais de conteúdo equivalente, preservando direitos de candidatos que ingressaram enquanto a legislação estava em vigor.

O defensor público-geral, Fabrício Leão Souto, afirmou que a Defensoria não está discutindo apenas a constitucionalidade da lei, mas também a necessidade de preservar direitos já consolidados.

“Esses estudantes participaram de um processo seletivo baseado em uma legislação vigente e não podem ser penalizados por uma eventual mudança de entendimento da Justiça. A atuação da Defensoria busca justamente conciliar a observância da Constituição com a proteção da segurança jurídica e da boa-fé dos cidadãos”, frisou.

Caso o TJ acolha a modulação dos efeitos, a eventual declaração de inconstitucionalidade da lei passará a valer apenas para os próximos vestibulares, preservando as matrículas já efetivadas. Se o pedido for rejeitado, o futuro dos estudantes poderá depender dos desdobramentos da decisão judicial.

A bonificação regional foi aplicada no processo seletivo de 2025 da Uncisal e concedia um acréscimo de 10% na nota do Enem para candidatos nascidos em Alagoas ou que concluíram integralmente o ensino médio em escolas localizadas no estado. A política foi criada com o objetivo de ampliar o acesso da população alagoana ao ensino superior público estadual.

A constitucionalidade da medida, entretanto, passou a ser questionada em março deste ano por meio de uma ação popular, sob o argumento de que o bônus regional violaria os princípios constitucionais da isonomia e da igualdade.

A Uncisal oferece cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Terapia Ocupacional, Tecnologia em Alimentos, Tecnologia em Gestão Hospitalar, Tecnologia em Radiologia, Tecnologia em Segurança do Trabalho e Tecnologia em Sistemas para Internet.

Fonte: Tribuna Hoje

Calor extremo provoca 5.655 mortes na Alemanha

A Alemanha registrou 5.655 mortes acima do esperado na penúltima semana de junho, quando uma onda de calor extremo quebrou recordes de temperatura no país, segundo o Escritório Federal de Estatísticas.

Entre 22 e 28 de junho, o país contabilizou 23.665 óbitos, ante média de 18.179 no mesmo período dos quatro anos anteriores. Os dados ainda são preliminares; o portal alemão n-tv apontou que há 26 anos a Alemanha não registrava tantas mortes em uma única semana de verão.

Naquele intervalo, o país superou marcas históricas de calor por três dias seguidos. A temperatura mais alta chegou a 41,7°C em 28 de junho, em Coschen, no estado de Brandemburgo, no leste alemão.

A madrugada de 26 para 27 de junho também entrou para a série histórica como a noite mais quente já registrada no país, com 29,4°C em Kubschütz, na Saxônia. O calor provocou asfalto derretido no entorno de trilhos de bonde em Leipzig e danos em autoestradas alemãs.

Uma semana antes da onda de calor mais intensa, entre 15 e 21 de junho, as autoridades alemãs registraram 18.427 mortes, número considerado próximo da média dos quatro anos anteriores para o mesmo período.

França, Bélgica, Holanda e Espanha também registraram mortes adicionais no fim de junho, de acordo com dados preliminares. A expectativa é que os balanços subam à medida que outros países europeus atualizem seus levantamentos.

Especialistas evitam classificar automaticamente todos os óbitos excedentes como mortes por calor, sobretudo em casos de idosos e pessoas com doenças preexistentes. “Que as altas temperaturas têm influência é incontestável, mas em que medida muitas vezes não está claro”, disse Alexander Lechleuthner, diretor-médico do serviço de emergência de Colônia, à revista alemã Der Spiegel.

Uwe Janssens, diretor da Associação Interdisciplinar Alemã de Cuidados Intensivos e Medicina de Emergência, afirmou à Der Spiegel que “com certeza temos mais mortes associadas ao calor do que ao trânsito”. Sebastian Klüsener, diretor de pesquisa do Instituto Federal de Pesquisa sobre População, disse ao portal t-online que, se as mortes nas próximas semanas ficarem nos níveis esperados em vez de cair, o calor provavelmente não apenas antecipou óbitos de pessoas com baixa expectativa de vida, mas também precipitou mortes entre pessoas consideradas mais saudáveis.

Fonte: DCM

Governo Lula avança contra bets ilegais e mira fintechs usadas para lavar dinheiro

Ação faz parte da regulamentação do mercado de apostas após anos de expansão sem controle

O governo Lula intensificou a fiscalização sobre o mercado de apostas esportivas para impedir que plataformas ilegais continuem movimentando dinheiro no Brasil. A nova frente de atuação mira fintechs usadas por casas de apostas sem autorização para receber valores de jogadores e realizar pagamentos.

A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, e a Receita Federal notificaram 37 instituições financeiras que teriam realizado operações para 160 bets irregulares.

A medida faz parte da estratégia de regulamentação do setor e busca, segundo o governo, reduzir riscos de exploração financeira dos usuários, impedir evasão fiscal e garantir que empresas de apostas cumpram regras de funcionamento.

As fintechs receberam determinação para interromper relações financeiras com plataformas não autorizadas. Caso mantenham as operações, poderão ser responsabilizadas pelas irregularidades e sofrer sanções.

O governo ainda não divulgou os nomes das empresas notificadas nem os valores envolvidos, sob justificativa de preservar informações das investigações.

Os bloqueios de recursos ainda não começaram. As instituições terão prazo até o fim de agosto para se adequar. Depois disso, as notificações poderão incluir congelamento de valores e abertura de processos para avaliar eventuais descumprimentos.

Mercado cresceu antes da regulamentação

A ofensiva ocorre após anos de expansão das bets no país sem uma estrutura de controle consolidada. O governo estima que entre 41% e 51% das plataformas em funcionamento sejam ilegais, alcançando aproximadamente 25,2 milhões de usuários brasileiros.

Essas empresas não seguem obrigações impostas às casas autorizadas, como pagamento de taxas, recolhimento de impostos, manutenção de reserva financeira e adoção de medidas de proteção ao consumidor.

As bets regulamentadas precisam ter autorização da Fazenda, sede no Brasil, domínio “.bet” e cumprir regras de publicidade e prevenção ao jogo problemático.

Fonte: Revista Fórum

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS