Pastor mantinha 100 pessoas em greve de fome dentro de igreja; Em caso semelhante há 90 mortes confirmadas e cerca de 300 desaparecidos
Autoridades do Quênia, país localizado no leste da África, anunciaram nesta quinta-feira (27) a prisão de um segundo pastor acusado de deixar fiéis passarem fome por conta de preceitos supostamente religiosos. O caso é semelhante ao noticiado nos últimos dias, em que um outro religioso prometia aos fiéis “conhecer Jesus” após a realização de um jejum radical. Mais de 90 pessoas morreram na ocasião.
No novo caso, a polícia descobriu que o pastor Ezekiel Odero estava mantendo mais de 100 pessoas em greve de fome dentro de um centro de oração da Igreja Nova Vida, liderada por ele na cidade de Mavueni, no sudoeste do país. As informações foram confirmadas à imprensa internacional por Kithure Kindiki, o ministro do Interior do Quênia.
Ademir Almeida da Silva foi detido em Brasília e será o primeiro a ser julgado por terrorismo
Começou ontem no dia 25, no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento de mais 200 pessoas envolvidas nos atos golpistas de janeiro deste ano em Brasília. O alagoano Ademir Almeida da Silva está na lista, e é o primeiro dos 11 alagoanos presos que pode se tornar réu.
Ademir Almeida da Silva foi detido em Brasília e será o primeiro alagoano a ser julgado por terrorismo. Outros 10 estão na lista.
Ademir foi citado em uma reportagem do portal O Povo onde teria informado que recebia uma ‘mesada’ de R$ 400 de Adiel Brandão de Almeida, supostamente pastor de uma igreja batista aqui de Maceió. Vinicius diz não ter conhecimento sobre isso. Ele foi solto em março, depois de ter ficado preso por cerca de dois meses. Ademir era um dos frequentadores do acampamento instalado em frente ao Quartel do Exército, em Maceió.
Na semana passada o STF decidiu tornar réus os 100 primeiros denunciados pela PGR pela participação nos atos golpistas. Com o acolhimento das denúncias por parte do Supremo, o processo segue para a fase de coleta de provas, depoimentos das testemunhas de defesa e acusação, e interrogatórios dos acusados. Não há previsão sobre a sentença final que condena ou absolve os investigados.
CONTINUIDADE DO JULGAMENTO
O relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, votou para tornar réus os investigados. O julgamento no plenário virtual termina em 2 de maio. Na segunda-feira (24), o STF concluiu o julgamento que transformou em réus outros 100 investigados por participarem dos atos golpistas. A denúncia também foi apresentada pela PGR.
Caso os ministros também acolham as denúncias do julgamento atual, os investigados viram réus, e o processo terá seguimento com a fase de coleta de provas, com depoimentos das testemunhas de defesa e acusação, além de interrogatórios dos réus. Não há prazo para o STF julgar se eles serão condenados ou absolvidos.
Proposta agora terá mérito votado diretamente no plenário, sem passar por comissões legislativas
Em uma sessão conturbada e sob protestos de parlamentares bolsonaristas, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (25), o regime de urgência para a tramitação da proposta que combate a disseminação de fake news. O placar terminou em 238 votos favoráveis contra 192 contrários. Com isso, o texto não precisa passar pelas comissões legislativas, podendo ter o mérito avaliado diretamente no plenário. A previsão é de que isso ocorra na próxima terça (2), segundo acordo feito entre as lideranças da Casa.
O texto, que tramita como Projeto de Lei (PL) 2630/20, cria a cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet e fixa medidas para o combate à disseminação de conteúdos falsos nas redes sociais, prevendo penalidades para plataformas que autorizem esse tipo de postagem.
Somente o PL, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o partido Novo pediram aos seus parlamentares para votarem de forma contrária à urgência. Todas as demais siglas orientaram as bases a votarem a favor do requerimento, mesmo que ainda haja divergências dentro de alguns desses partidos a respeito de pontos do projeto. Na hora da votação, as dissidências vieram à tona: as siglas MDB, PDT, PP, PSC, PSD, PSDB, Podemos, Republicanos, Patriota, Solidariedade, Avante e União tiveram votos contrários e a favor da urgência da proposta.
O relator do projeto, Orlando Silva (PCdoB-SP), disse que a votação desta terça inaugura outra fase da articulação política em torno do texto, que agora passará por novas negociações. Ele lembrou que o PL, de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), vem de três anos de debate no Congresso e agora será alvo de um “esforço concentrado”.
“Ele veio do Senado, tramitou rapidamente lá e foi objeto de uma série de eventos, seminários internacionais, dezenas de audiências públicas, centenas de reuniões bilaterais, onde a sociedade brasileira, especialistas, as empresas vinculadas ao tema, o governo anterior, o governo atual, todos tiveram oportunidade de apresentar as suas sugestões. Que possamos agora aperfeiçoar [o PL] nos próximos dias e termos finalmente, na semana que vem, a conclusão de uma lei que colabore pra tornar a internet um lugar mais saudável”, disse.
Se o PL tiver o mérito aprovado pelos deputados, deverá ser encaminhado na sequência para o Senado, ao qual caberá a palavra final sobre o texto.
Empresa não havia cooperado com investigações sobre grupos neonazistas
A Justiça Federal do Espírito Santo determinou, na noite dessa terça-feira (25), a suspensão do funcionamento do Telegram no Brasil. A decisão, do juiz Wellington Lopes da Silva, da 1ª Vara Federal de Linhares, foi proferida após o aplicativo não fornecer informações solicitadas a respeito de grupos neonazistas atuantes no Telegram.
Além disso, a Justiça fixou uma multa diária de R$ 1 milhão por não envio dos dados pedidos ou 5% do faturamento da empresa no Brasil em 2022, o que for menor. Para o magistrado, “os fatos demonstrados pela autoridade policial revelam evidente propósito do Telegram de não cooperar com a investigação em curso”.
Investigação
Wellington Lopes da Silva havia pedido informações sobre os usuários de um canal antissemita e um chat com o mesmo teor, que propagavam conceitos e símbolos neonazistas. Os dados solicitados compreendiam os nomes dos usuários dos grupos, CPF, foto do perfil, e-mail, endereço, dados bancários cadastrados, entre outros. As informações repassadas à Justiça, no entanto, foram consideradas insuficientes.
“A despeito da resposta dentro do prazo, as informações fornecidas não atendem à ordem judicial. Salienta-se que a determinação era para que o Telegram encaminhasse os dados cadastrais de TODOS os integrantes do canal e do grupo de chat”, informou o magistrado. O aplicativo havia informado apenas alguns dados e referentes somente ao administrador de um dos grupos.
Até o fim da tarde desta quarta-feira (26), no entanto, o aplicativo de mensagens instantâneas funcionava normalmente.
Flávio Dino
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, comentou o assunto. Para ele, a atuação de grupos antissemitas é parte da estrutura de violência contra crianças e adolescentes no Brasil.
“A Polícia Federal pediu e o Poder Judiciário deferiu que uma rede social que não está cumprindo as decisões, no caso o Telegram, tenha uma multa de R$ 1 milhão por dia e suspensão temporária das atividades, exatamente porque há agrupamentos denominados Frentes Antissemitas ou Movimentos Antissemitas atuando nessas redes e nós sabemos que isso está na base da violência contra nossas crianças e nossos adolescentes”.
Nas redes, público também criticou o programa e a forma de votação para eliminar os participantes
O BBB chegou ao fim nesta terça com números negativos para a Globo. No total de episódios, do início ao fim, pela primeira vez o reality BBB ficou abaixo da média de 20 pontos, amargando a pior audiência da história do programa.
De acordo com o F5, o episódio final, que sagrou Amanda campeã desta 23ª edição, bateu em 21,7 pontos de pico na Grande São Paulo, região de maior relevância do país por concentrar a maior plateia de consumidores do Brasil, segundo dados mensurados em tempo real pela Kantar Ibope Media.
O ápice aconteceu às 22h30, quando o segundo lugar marcava 7,5 pontos, patamar registrado pelo conjunto de canais pagos, e a terceira colocação ficava com a Record, com 4,8, que exibia uma reprise da novela “Jesus”.
Inquéritos envolvendo Hissam Hussein, que nomeou a mãe e a tia da adolescente: tráfico de drogas, furto e desmanche de veículos, concussão, extorsão, corrupção ativa e passiva
O prefeito de Araucária, Hissam Hussein Dehaini, que casou com uma menina de 16 anos e indicou a mãe da jovem para um cargo de secretária no município, tem uma longa ficha corrida.
O cidadão, que além da sogra, nomeou a tia da adolescente entre outros parentes ao longo de seus dois mandatos, foi preso duas vezes durante a CPI do Narcotráfico, uma delas após Operação da Polícia Federal que investigava licitações fraudulentas.
Ele foi investigado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico, entre o início dos anos 1990 e início dos 2000. Na ocasião, Hussein foi indiciado por envolvimento com tráfico de drogas, furto e desmanche de veículos, concussão, extorsão, corrupção ativa e passiva.
Ele era apontado como empresário do ramo de hotéis e agência de carros. Em uma das chácaras de sua propriedade, Hussein teria uma pista de pouso para helicópteros e um laboratório para o refinamento de cocaína, o que foi negado por ele com a justificativa de que operava uma empresa de transporte aéreo.
Em março de 2000, foi preso por 60 dias pela Polícia Federal, a pedido da CPI nacional. Voltou a ser detido sete meses depois, em outubro de 2000, na fase paranaense da Comissão, denunciado por tráfico de drogas, proteção a traficantes e pagamentos a policiais. Permaneceu detido na Prisão Provisória do Ahú, em Curitiba, mas foi solto 104 dias depois, já em janeiro de 2001.
R$ 5 milhões em dez anos
Em depoimento à época, de acordo com o inquérito final da investigação, o homem declarou que acumulou patrimônio equivalente a R$ 5 milhões em pouco mais de dez anos, com atividades de hotelaria, revenda de combustíveis e transporte. O brasileiro de origem libanesa também prestou serviço para o governo estadual e algumas empresas públicas, entre elas a Petrobras.
O prefeito foi preso também na Operação Metástase, em outubro de 2007, acusado de participar de um esquema de fraude de licitações públicas no estado de Roraima. A empresa Icaraí Taxi Aéreo supostamente vendia contratos de maneira fraudulenta e também recebia valores acima do devido. Além da fraude de licitação, o indiciamento incluiu lavagem de dinheiro, descaminho, corrupção ativa, formação de quadrilha, sonegação fiscal, crime contra a ordem econômica e quebra de sigilo telefônico.
A investigação apurou que a principal fraude foi a licitação de helicópteros para a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Entre os presos por essa operação, realizado em parceria entre as Justiças de Roraima e Paraná, estava um de seus filhos, Rihad Hussein Dehaini.
O Sinteal, junto com a CNTE e diversos sindicatos da Educação espalhados por todo Brasil, promoveu nesta quarta-feira (26) um grande ato durante a Greve Nacional, que faz parte da Semana Nacional da Educação. Na pauta, a aplicação do piso nacional para todas/os as/os trabalhadoras/es da Educação, valorização na carreira e a revogação do Novo Ensino Médio. Em Alagoas, os atos aconteceram em Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios e Delmiro Gouveia.
Em Maceió, o ato se concentrou na porta do Palácio do Governo do Estado, onde as trabalhadoras e os trabalhadores, portando cartazes e faixas, fizeram questão de demonstrar a insatisfação com a situação atual de desvalorização da carreira. Com falas contundentes, a categoria cobrou a aplicação do piso nacional da educação para todas/os as/os trabalhadoras/es, melhoria na carreira e a revogação do Novo Ensino Médio.
“Não basta que a educação seja destaque apenas nos palanques políticos ou nos perfis de Instagram. Nós precisamos que essa valorização, de fato, aconteça. Nós precisamos que os profissionais da Educação possam ser ouvidos nas mais diversas pautas. Chega de precarização, chega de mercantilização da Educação” disse Izael Ribeiro, presidente do Sinteal.
Após algumas falas, os manifestantes seguiram pelas ruas do Centro, em direção à SEMGE, onde as trabalhadoras e os trabalhadores da educação fecharam por alguns minutos a rua em frente à secretaria e cobraram pautas prioritárias das trabalhadoras e trabalhadores da Educação municipal, além de questões remanescentes que foram acordadas durante a greve de 2022.
“A prefeitura, em conjunto com a maioria da Câmara de Vereadores, impôs um reajuste sem a concordância da categoria, que tem questões específicas. Queremos um reajuste compatível com o piso nacional da Educação, valorização na carreira. Também seguimos na luta para que nenhum funcionário receba um salário base abaixo do mínimo que hoje, de forma absurda, a gestão complementa para poder atingir tal valor. Isso sem contar a data base de janeiro que vem sendo desrespeitada seguidamente, com a prefeitura pagando o reajuste quando quer”, explicou Consuelo Correia, vice-presidenta do Sinteal.
Arapiraca
Em Arapiraca, o ato contou com a grande participação das trabalhadoras e dos trabalhadores da Educação, tanto das redes municipais, quanto da rede Estadual. Eles caminharam pelas principais ruas da cidade e pararam na Praça Marques da Silva, no Centro, alertando a população para a situação atual da Educação Pública.
Palmeira dos Índios
A mobilização em Palmeira dos Índios ocorreu na região central da cidade, contando com trabalhadores de diversas cidades da região, seja da rede Estadual, seja das redes municipais. A manifestação também cobrou a revogação do Novo Ensino Médio, a valorização da carreira e a aplicação do piso nacional da Educação.
Delmiro Gouveia
Já em Delmiro Gouveia, o ato contou com a presença de trabalhadoras e trabalhadores da Educação da região, que marcharam Diversas cidades do alto Sertão, como Pariconha, Piranhas, Olho D’Água do Casado e Inhapi, estiveram representadas na luta pela revogação do NEM, aplicação do piso Nacional de 14,95% para todas/os as/os trabalhadoras/es da Educação e uma carreira digna.
Viagem foi marcada por reaproximação diplomática entre países
No último dia da visita a Portugal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será recebido nesta terça-feira (25) na Assembleia da República, Parlamento português, quando receberá homenagem. Esta é a primeira viagem de Lula à Europa no terceiro mandato presidencial.
A viagem foi marcada pela reaproximação diplomática entre os países e assinatura de acordos em diversas áreas, como internacionalização de startups, validação de diplomas de ensinos fundamental e médio e combate ao racismo contra brasileiros que vivem no país europeu.
Na 13ª Cimeira Brasil-Portugal, encontro que não ocorria há seis anos, Lula anunciou a instalação de um escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em Lisboa, para a estreitar a cooperação bilateral e novos negócios.
Portugal é o 17º país que mais importa produtos brasileiros. Apenas no ano passado, as exportações para o mercado português somaram US$ 4,17 bilhões. O petróleo lidera a pauta exportadora, respondendo por 59% do total. Outros produtos são soja e milho. Já o Brasil importa azeite, vinho e componentes para aeronaves. Em 2022, o comércio bilateral movimentou US$ 5,26 bilhões, alta de 50,8% em comparação ao ano anterior.
Nessa segunda-feira (24), Lula e o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, entregaram o Prêmio Camões, o principal da literatura em língua portuguesa, ao músico, dramaturgo e escritor brasileiro Chico Buarque. Em 2019, Chico foi o vencedor da 31ª edição do Prêmio Luiz Vaz de Camões de Literatura, mas o ato de entrega não foi assinado pelo então presidente Jair Bolsonaro.
Estudo da Agência Europeia Ambiental afirma que a exposição aos poluentes pode trazer riscos de parto prematuro
A poluição do ar é a causa de mais de 1.200 mortes prematuras por ano em menores de 18 anos na Europa. Além disso, leva à perda de mais de 110 mil anos de vida ajustados por incapacidade. Os dados são da AEA (Agência Europeia Ambiental) e foram publicados nesta 2ª feira (24.abr.2023). Eis a íntegra do relatório (641 KB, em inglês).
Segundo a AEA, as mortes acontecem “juntamente com uma carga significativa de doenças não fatais”. O estudo também diz que antes do nascimento, a poluição do ar no ambiente aumenta o risco de bebês serem “menores” durante a gravidez. A exposição aos poluentes pode trazer riscos de parto prematuro ou baixo peso do bebê ao nascer.
A instituição disse que apesar da redução de emissão de poluentes nos últimos anos, o nível nos países europeus “permanece teimosamente acima das diretrizes baseadas em saúde da OMS [Organização Mundial de Saúde]“.
Faro (Portugal), Umeå (Suécia) e Uppsala (Suécia) foram classificadas como as cidades europeias mais limpas e tiveram os níveis médios mais baixos de partículas finas.
Sob o Plano de Ação de Poluição Zero do Acordo Verde Europeu, a Comissão Europeia estabeleceu a meta de reduzir o número de mortes prematuras causadas por partículas finas (PM 2.5, um poluente atmosférico chave), em pelo menos 55% em comparação com os níveis de 2005 até 2030.
O relatório ainda afirma que, depois do nascimento, aumenta o risco de infecções respiratórias em crianças, incluindo infecções respiratórias agudas inferiores, pneumonia, infecções respiratórias superiores e otite média.
O estudo se deu em 32 países da Europa, incluindo os 27 integrantes da União Europeia.
Em 24 de novembro de 2023, a AEA disse que foram registradas ao menos 238 mil mortes prematuras na UE em 2020.