LUCAS 12; 02

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 13 de Agosto de 2023

Curionópolis está localizado na Região Norte, mas nao é demais dizer que um filho pródigo desse município está no Planalto Central com barrancos nunca vistos em seus 63 anos de idade.

Na montanha bilionária do Cerrado vimos na CPI do Golpe o ex Ministro da Justiça Anderson Torres jogando toda culpa pelas invasões da Praça dos 3 Poderes em todos, menos nele. Com uma bela tornozoleira na canela esquerda, Anderson depondo na CPI, não pôde ver o seu ex comandado Silvinei Vasquez pegar uma carona num uber com as cores de um gambá.

Tudo de boas na nova Curionópolis; CPI do Golpe, pedido pela direitinha golpista com nocautes semanais neles próprios, CPI do MST com jantadas orgânicas da Deputada Samia Bomfim no Salles e Lula fazendo o que mais sabe, governar.
Fiz o L pra isso!
Eis que o caso das jóias volta para a pauta e a Curionópolis de JK se vê no maior escândalo político/policial de toda sua história. Vamos garimpar os fatos?

Quanta saudade do tempo em que as Forças Armadas eram apenas alquimistas de meio fio e corneteiros profissionais, isso ficou no passado,
hoje quem dita o ritmo não é a broxa com o balde de cal, nem a corneta e sim o telefone do Mauro Cid, aquele que não soube responder o próprio nome na CPI, que comporta mais de 1 Terabyte de falcatruas do comando maluco verde oliva.
Os milicos são patéticos, mas não são bobos quando o assunto é dinheiro, ouro ou jóias.

Garimpando as jazidas de informações, a PF descobriu que Bolsonaro, junto com os militares furtava as jóias presenteadas ao Governo Brasileiro e as vendia no estrangeiro.
Nesse barranco teve de tudo, Rolex vendido e recomprado, teve foto com o reflexo do trambiqueiro, pedras preciosas escondidas no cofre grande, jóias esquecidas embaixo da cama na Inglaterra, tudo isso na nova Curionópolis com garimpeiros do serviço público, fardados e engravatados

A Polícia Federal já sabe que a quadrilha bamburrou nesses últimos 4 anos e que Bolsonaro é o novo Chico Ozório do garimpo que ficou milionário, hoje tá pobre e o caminho do ex presidente será o mesmo, porém com uma boa temporada na Papuda.

“O Governo que não roubava e não deixava roubar” é jóia!

Lula lança novo PAC com investimento previsto de R$ 1,7 tri

Presidente diz que seu governo começa agora. Programa tem em nove eixos prioritários, com recursos do Orçamento da União, de empresas estatais e do setor privado

O governo lançou nesta sexta-feira (11) o novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com previsão de investimentos na ordem de R$ 1,68 trilhão.

A expectativa é que R$ 1,3 trilhão seja despendido até o fim de 2026, e outros R$ 300 bilhões, a partir de 2027. A origem do dinheiro será esta:

R$ 371 bilhões do Orçamento da União
R$ 343 bilhões de empresas estatais
R$ 362 bilhões de financiamentos
R$ 612 bilhões do setor privado
O novo PAC pretende retomar obras paradas, acelerar outras em andamento e criar novos empreendimentos a partir de nove eixos prioritários, como contou o site G1.

Projetos da Petrobras e do Minha Casa Minha Vida então entre as prioridades. Há ainda previsão da construção de novo trecho da ferrovia Transnordestina, além de projetos de inclusão digital e expansão do 5G, conforme mostrou o jornal Folha de S.Paulo,

Na cerimônia de lançamento do programa nesta quinta-feira (11), no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse o seguinte:

“Hoje começa o meu governo. Até agora, o que nós fizemos foi reparar aquilo que tinha desandado (…). Assumimos o compromisso moral neste novo PAC de retomar a construção de milhares de obras, não deixar mais que a falta de gestão ou a austeridade fiscal quase obsessiva interrompam pela metade os anseios mais justos da nossa população”

Luiz Inácio Lula da Silva

na cerimônia de lançamento do novo PAC nesta sexta-feira (11)

O programa foi criado em 2007, no início do segundo mandato de Lula. Dilma Rousseff, à época ministra da Casa Civil, foi apelidada como mãe do PAC pelo petista. Nesta quinta (11), ele relembrou o fato, como relatou o site Poder360.

O programa, uma das marcas dos governo petistas, também foi levado à diante por Dilma, mas nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro foi desidratado.

Fonte: Nexo Jornal

Polícia Federal revela que família Bolsonaro comandou esquema de contrabando de joias

Escândalo desmonta toda a imagem que Jair Bolsonaro tentou construir de “combate à corrupção”. PF batizou a operação deflagrada hoje de ‘Lucas 12:2’, em alusão ao versículo da Bíblia que diz: “Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido”

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (11) a operação Lucas 12:2, cujo objetivo é investigar associação criminosa envolvida na prática de crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, dois em Brasília, um em São Paulo e outro em Niterói (RJ).

Segundo a PF, os investigados são suspeitos de utilizar a estrutura do Estado brasileiro para desviar bens de alto valor patrimonial, entregues por autoridades estrangeiras em missões oficiais a representantes do Estado brasileiro, por meio da venda desses itens no exterior.

Ainda segundo a polícia, “os valores obtidos dessas vendas foram convertidos em dinheiro em espécie e ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados”, “sem utilizar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, localização e propriedade dos valores”. E que as práticas investigadas configuram, em tese, os crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

A operação ocorre no âmbito do inquérito que apura a atuação das chamadas milícias digitais, conduzido no Supremo Tribunal Federal pelo ministro Alexandre de Moraes. E tem esse nome em alusão ao versículo 12:2 da Bíblia, segundo o qual “não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido”.

“Há muitos estudos que mostram que compra e venda de joias é um caminho clássico de corrupção e lavagem de dinheiro. Muitos veem como um crime ‘seguro’, que ficará escondido para sempre. Por isso, é essencial sempre investigar o assunto, quando há indícios de ilegalidades”, escreveu o ministro da Justiça, Flávio Dino, em seu perfil em uma rede social.

A operação de hoje teve especificamente 4 alvos:

1. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel do Exército Mauro Barbosa Cid;
2. O pai dele, o general do Exército Mauro César Lorena Cid;
3. O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e tenente do Exército Osmar Crivelatti;
4. O advogado Frederick Wassef, que já defendeu Bolsonaro e familiares em diversos processos na Justiça.

O general do Exército Mauro César Lorena Cid foi colega do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), nos anos 1970. No governo, ocupou cargo em Miami, em representação da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

De acordo com investigações, a negociação de joias e demais bens oficiais nos Estados Unidos era responsabilidade do militar, que recebia os valores em sua conta bancária. A quebra do sigilo desta conta, aliás, já foi solicitada pela PF mediante acordo de cooperação internacional com os Estados Unidos.

“Sumido com a dona Michelle”

Mensagens de celular obtidas pela Polícia Federal mostram assessores de Bolsonaro conversando sobre a venda ilegal dos presentes. Em algumas dessas mensagens, os assessores dão a entender que Jair Bolsonaro chegou a conversar sobre o valor de mercado das peças – e que um dos itens já tinha “sumido com a Dona Michelle”, em referência à então primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Em uma conversa, o assessor especial de Jair Bolsonaro Marcelo Câmara envia áudio ao ex-ajudante de ordens Mauro Barbosa Cid, dizendo que já tinha conversado com Bolsonaro sobre o tema.

No áudio enviado em 1º de março deste ano, segundo a PF, Câmara explica a Mauro Cid o motivo de “o ex-presidente Jair Bolsonaro não ter pego as esculturas quando se encontrou com o general Lourena Cid em Miami”.

“Não. Ele [Bolsonaro] não pegou porque não valia nada. Então tem (…) tem aqueles dois maiores: não valem nada. É, é… não é nem banhado, é latão. Então meu pai vai, vai levar pro Brasil na mudança (…)”, diz o assessor de Bolsonaro.

Áudios obtidos pela PF também mostram Marcelo Câmara e Mauro Barbosa Cid debatendo a legalidade da venda dos itens. Objetos de alto valor, como esses que vinham sendo negociados, devem ser obrigatoriamente entregues ao acervo da Presidência da República – ou seja, são bens públicos, e não pessoais.

Fonte: Pragmatismo Político

Secretaria da Educação instala aplicativo em celular de professores e alunos de São Paulo sem autorização

Governador bolsonarista Tarcísio de Freitas, segue política de perseguição aos professores já aplicada no Paraná

A Secretaria de Educação (Seduc) do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), comandada pelo empresário Renato Feder, instalou nesta semana o aplicativo “Minha Escola” em celulares de professores e alunos da rede estadual de São Paulo sem autorização. Ainda não há estimativas de quantos foram afetados, mas a rede conta com, ao menos, 250 mil professores e 4 milhões de alunos. 

O aplicativo é usado para alunos verificarem notas e faltas. O problema, para além da falta de aviso e autorização dos usuários, é a captação de dados pessoais que os aplicativos podem obter ao serem instalados. O que contraria as regras da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, a LGPD.

Nas redes sociais, há relatos dos alunos e professores da rede estadual de São Paulo sobre a instalação não autorizada nos celulares particulares. “Fui olhar e estava instalado”, disse um professor. Na sequência, eles também comentaram que, quando desinstalaram o aplicativo, perderam acesso ao e-mail institucional.

Leia mais em: https://www.cartacapital.com.br/educacao/secretaria-da-educacao-instala-aplicativo-em-celular-de-professores-e-alunos-de-sao-paulo-sem-autorizacao/

Deputados Ricardo Salles e Delegado Fábio Costa impedem que a imprensa acompanhe diligência da CPI do MST em Alagoas

Diligência da CPI do MST comandada pelos deputados Ricardo Salles e Delegado Fábio Costa impediu hoje, 11/08, que a sociedade acompanhasse a visita de uma comissão de deputados em um acampamento dos trabalhadores Sem Terra fora da rota aprovada em sessão.

Os movimentos sociais denunciam que o objetivo de barrar a imprensa e dos movimentos é o de manipulação para tentar prorrogar a CPI que tenta criminalizar luta pela reforma agrária no Brasil.

Os deputados visitaram o Acampamento São José, em Atalaia, Zona da Mata de Alagoas, e impediram que fossem acompanhados pela imprensa e dos moradores da comunidade. A ação truculenta comandada por Ricardo Salles e Delegado Fábio Costa foi registrada pelos manifestantes.

Para a presidenta do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, Dafne Orion, “O deputado Fábio deveria se preocupar em trabalhar para resolver o problema de quem vive no campo, viabilizando água encanada e trazer qualidade de vida para o povo e não impedir os movimentos e a imprensa de acompanharem essa diligência”, destacou a sindicalista.

Professores e estudantes protestam em Arapiraca

Ocorreu na manhã de hoje, 11/08, uma manifestação de professores e estudantes que paralisou diversas ruas em Arapiraca.

O protesto começou na porta da escola Quintela Cavalcante e seguiu pelas ruas do centro até Praça Marques.

Os professores cobram do governador Paula Dantas (MDB) o pagamento do piso da educação e valorização salarial. Já os estudantes cobravam a revogação do novo ensino médio.

Para Carlos Jorge, presidente do Sinteal Arapiraca, “o governador Paulo Dantas se negue a valorizar a educação e a luta não vai parar enquanto a categoria conquistar o piso e a valorização salarial”.

Já para Jana, representante do grêmio estudantil “o novo ensino médio é uma enrolação e precisa ser revogado”.

Também participou do ato uma delegação de professores e estudantes da Universidade Estadual de Alagoas, que segundo o diretor do Centro Acadêmico de História, Klévio Thawan, “os alunos e professores da Uneal também estão nessa luta em defesa da educação e cobrando do governador a realização de concurso público e a construção de restaurante universitário”.

Arthur Lira volta a pressionar pela reforma administrativa e desmantelamento dos serviços públicos

Lira volta à carga e diz que governo terá “forçadamente” que entrar na discussão da reforma administrativa neste ano; muita gente se “aperreia”, segundo ele

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), voltou à carga em suas declarações que visam pressionar o governo Lula (PT) pela aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 32/2020. Dessa vez, Lira disse que o governo terá “forçadamente” que fazer essa discussão até o final do ano.

As novas declarações foram dadas durante palestra no painel de abertura de um evento de um grupo de investimentos. Lira segue, assim, de braços dados com o mercado, tentando impor a agenda derrotada nas eleições presidenciais do ano passado. O presidente eleito, Lula, repetiu em diversos momentos sua posição contrária à PEC 32.

Lira voltou a pedir dos grandes empresários para que pressionem pela reforma, da qual é o grande entusiasta: “A única maneira de controlar os seus gastos é com reforma administrativa. Muita gente se aperreia quando eu falo. Olha, a reforma administrativa está pronta. Se tiver o apoio de todos, do empresariado, porque gera emprego, gera renda. O governo forçadamente vai ter de entrar nessa discussão até o final do ano”, afirmou o presidente da Câmara. No mesmo movimento, Lira tem gerado incertezas sobre o orçamento de 2024, tentando piorar ainda mais a proposta de arcabouço fiscal aprovada na Câmara e modificada no Senado. Mais que isso, já criou obstáculos à propostas que aumentem a arrecadação como a taxação das grandes fortunas.

O presidente da Câmara, ao defender a PEC 32, novamente repetiu a mentira de que os servidores e as servidoras atuais não sofrerão com os efeitos da proposta: ele disse que o projeto “não mexe em nenhum direito adquirido de quem já é funcionário, de quem já trabalha, se esforça. Há um corte temporal, e nós vamos tratar para os novos entrantes”.

A verdade: ataque à estabilidade, precarização, risco aos salários e facilitação do assédio

Não é verdade que a reforma não afeta os servidores e as servidoras atuais. A PEC 32/2020 é uma ameaça aos serviços públicos e é preciso “afastar versões”, como as de Arthur Lira. A reforma administrativa que tramita atualmente na Câmara afeta servidores e servidoras das três esferas, dos três poderes, atuais e novos, da ativa e aposentados e aposentadas. Mesmo que, em um primeiro momento, somente os novos não teriam direito à estabilidade, os atuais servidores e servidoras seriam submetidos a avaliações de desempenho que poderiam, por exemplo, ser negativadas por participação em greves ou por perseguições políticas. Importante lembrar que a atual legislação já prevê a demissão de servidores e servidoras estáveis, mas a PEC 32/2020 inclui ferramentas que favorecem a pressão, o assédio e a ameaça nos locais de trabalho.

Os atuais aposentados e pensionistas que têm direito a paridade e integralidade também seriam atingidos, pois estariam vinculados a carreiras em extinção. Outro ponto a destacar é a remuneração ligada à premiação por produtividade, proposta na reforma, a qual, tira a possibilidade dos aposentados de receberem esses valores, aumentando a diferença salarial em relação ao pessoal da ativa. Os atuais servidores e servidoras ainda serão atingidos em vários outros aspectos, uma vez que a reforma facilita a quebra da estabilidade no emprego; reduz o salário de ingresso e coloca e, dessa forma, legitima o congelamento salarial em longo prazo, sob alegação de disparidade salarial.

Mobilização contra a PEC 32 volta à ordem do dia; tramitação em comissões colocou um novo problema

O Sintrajufe/RS esteve em Brasília, no dia 13 de junho, para o lançamento da Frente Parlamentar Mista do Serviço Público. Um dos palestrantes foi o servidor aposentado e assessor parlamentar Vladimir Nepomuceno, que falou sobre os desafios que os servidores e as servidoras têm pela frente. Ele lembrou que o ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, “batia no peito” para falar da “economia” de R$ 68 bilhões em 2021, “fazendo uma reforma administrativa silenciosa”, cortando em custeio e pessoal, em coisas que não dependiam de mudanças na Constituição, ou seja, enquanto a reforma administrativa não era aprovada.

Nepomuceno explicou que o arquivamento da PEC 32/2020 não depende unicamente da vontade do atual governo. “O chefe do Executivo, não importa o nome dele – era Temer, virou Bolsonaro, agora é Lula –, mas a pessoa jurídica é a mesma, é o autor da PEC. Então, ele é o único que pode pedir para retirar a PEC”. No entanto, “a partir do momento em que a PEC já passou por comissões, o texto que está lá não é o original, é um substitutivo, e ela está pronta para o plenário, só o plenário autoriza”. Isso significa que a Câmara precisar receber o pedido e remetê-lo ao plenário. “Se a gente tiver número de votos suficiente no plenário da Câmara para que seja aprovado o pedido de devolução, a PEC volta para o Executivo. E se a gente perder? Arthur Lira está autorizado a colocar em votação no dia seguinte a PEC 32”.

Nesse contexto, a mobilização dos servidores e da população que depende dos serviços públicos é que pode abrir a via para que a PEC 32 seja enterrada de vez, assim como o entulho que os anos de governo Temer e Bolsonaro deixaram para trás.

Fonte: Sintrajufe-RS

Movimentos cobram punição aos assassinos do líder da juventude socialista na Azânia (África do Sul)

Foi assassinado na Azânia (África do Sul) o camarada Lehlohonolo Makhele, dirigente da Organização Revolucionária de Juventude Socialista Azaniana (Sayro, na sigla em inglês). Essa organização é formada por jovens do Partido Socialista da Azânia (Sopa).

Pelas informações disponíveis, Makhele perdeu a vida depois de um sequestro e um assassinato executados por pessoas que parecem ser opositores políticos. A triste notícia chegou no dia 12 de julho.

A Azânia vive uma situação de ressurgimento desse tipo de assassinatos políticos, que lembram os ocorridos nos anos 1980, quando o Estado do apartheid e seus colaboradores visavam a eliminar os quadros do Movimento da Consciência Negra.

O atual regime de aliança tripartite dirigido pelo Congresso Nacional Africano (CNA) está a ponto de desabar. O capitalismo está a ponto de desabar, e os quadros socialistas são atacados na Azânia, enquanto a população se volta para o Movimento da Consciência Negra como uma alternativa ao Estado capitalista neoliberal falido dirigido pelo CNA.

O camarada Makhele junta-se aos mártires da revolução azaniana. Camarada Makhele, presente!

Fonte: O Trabalho

Itália surpreende bancos com taxa excepcional de 40% sobre lucros em 2023

Taxas de juros oficiais consideravelmente mais altas têm gerado lucros recordes para os bancos

A Itália aprovou um imposto excepcional de 40% sobre os lucros que os bancos obtêm com taxas de juros mais altas, após repreender as instituições financeiras por não recompensarem os depósitos, em uma medida surpreendente que fez as ações bancárias despencarem por toda a Europa.

Taxas de juros oficiais consideravelmente mais altas têm gerado lucros recordes para os bancos, à medida que as instituições financeiras aumentam o custo dos empréstimos enquanto evitam pagar mais nos depósitos.

Países como Espanha e Hungria já impuseram impostos sobre lucros extraordinários ao setor, e outros podem seguir o exemplo.

O governo da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, havia considerado a ideia de um imposto sobre lucros extraordinários dos bancos no início do ano, mas pareceu ter esfriado em relação ao plano.

Um executivo bancário sênior disse à Reuters que os bancos estavam preparados para “a guilhotina, mas a lâmina não caiu”.

No entanto, resultados robustos no primeiro semestre dos bancos trouxeram a questão de volta ao foco de maneira contundente, levando o governo a agir na véspera do recesso político de verão.

Uma fonte disse que o plano pegou até mesmo alguns ministros de surpresa na reunião do gabinete na noite de segunda-feira.

O índice de ações bancárias da Itália caiu 7,4% até as 09h15 GMT de terça-feira, com o principal banco Intesa Sanpaolo (ISP.MI) em queda de 8% e seu rival de peso, UniCredit (CRDI.MI), em queda de 6,5%. Os bancos italianos arrastaram o índice europeu (.SX7E) para baixo 2,4%, com um rebaixamento da Moody’s de alguns bancos dos EUA também pressionando as ações bancárias.

“É só olhar para os lucros do primeiro semestre dos bancos… para perceber que não estamos falando de alguns milhões, mas… de bilhões”, disse o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini em uma coletiva de imprensa em Roma na noite de segunda-feira.

“Se (for verdade que) o fardo decorrente do custo do dinheiro… dobrou para famílias e empresas, o que os titulares de contas correntes recebem certamente não dobrou”, disse Salvini.

O governo pretende usar as receitas para ajudar aqueles que enfrentam dificuldades com o custo de vida, como titulares de hipotecas.

VENTO FORTE PARA O TESOURO – Analistas do Citigroup calcularam que o imposto poderia reduzir quase um quinto do lucro líquido dos bancos italianos em 2023. O Bank of America estimou que o governo arrecadaria entre 2 e 3 bilhões de euros.

Fontes disseram que o Tesouro esperava arrecadar menos de 3 bilhões de euros (US$ 3,3 bilhões) com a medida.

Isso seria semelhante à quantia de 2,8 bilhões de euros arrecadada pelo imposto extraordinário sobre empresas de energia deste ano.

A Itália aplicará o imposto apenas em 2023, com os bancos pagando as quantias até 30 de junho de 2024. A medida se aplica à margem de juros líquida (NIM), uma medida de receita que os bancos obtêm com a diferença entre as taxas de empréstimos e depósitos.

A Itália taxará 40% do NIM obtido em 2022 ou 2023 – dependendo de qual montante for maior – e acima dos limites estabelecidos para aumentos anuais.

A Intesa, no final do mês passado, afirmou que esperava embolsar mais de 13,5 bilhões de euros somente neste ano a partir da sua margem de juros líquida.

Todos os principais bancos italianos relataram resultados muito mais fortes do que o esperado para os primeiros seis meses e atualizaram suas perspectivas de lucro graças ao impulso das taxas mais altas.

Ao contrário de seus pares em alguns outros países europeus, os bancos italianos nunca cobraram por depósitos quando as taxas oficiais ficaram abaixo de zero.

Desde o aumento das taxas, eles reduziram os custos das contas correntes, mas se recusaram a recompensar o dinheiro mantido lá, alegando que esse dinheiro é mantido para uso diário, não como um investimento.

Fonte: Brasil 247

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