CINEMA SOVIÉTICO E RUSSO EM CASA

Nesta sexta-feira, 08/09, continua a programação de 2023 do projeto “Cinema Soviético e Russo em Casa”, com as exibições gratuitas no canal do CPC-UMES Filmes no YouTube.

Neste final de semana será exibido a primeira parte do épico GUERRA E PAZ (1965-67), de Serguei Bondarchuk, em homenagem aos 195 anos de nascimento de Liev Tolstoi.

GUERRA E PAZ I – ANDREI BOLKONSKY
Em 1805, o príncipe Andrei Bolkonsky alista-se no Exército Russo. Gravemente ferido na Batalha de Austerlitz, onde os seus são esmagados, o príncipe é erroneamente dado como morto. Pierre Bezukhov, filho bastardo de um dos homens mais ricos do país, é apresentado à alta sociedade.

Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos

Considerada a mais fiel adaptação cinematográfica do clássico de Tolstoi, o filme retrata, em quatro partes, o confronto entre Napoleão Bonaparte e a Rússia, relacionando-o às vidas das famílias Bolkonsky, Rostov e Bezukhov. O que começa como um desastre para os russos termina, sete anos mais tarde, com uma reviravolta, à medida em que a união contra o inimigo comum dissolve o antagonismo entre aristocracia e campesinato.

Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (1968), do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro (1969), e do Grande Prêmio do 4º Festival Internacional de Cinema de Moscou (1965).

NAS PRÓXIMAS 3 SEMANAS SERÁ EXIBIDO AS 3 PARTES RESTANTES

A exibição estará disponível de sexta, 08/09, 19h, até domingo, 10/09, 19h.

Para acessar o canal clique em http://bit.ly/CPCUMESFilmes, e aproveite para se inscrever e ativar o sininho para receber as notificações de novidades.

Contra a fome: Grito dos Excluídos toma as ruas do país

Milhares de pessoas levaram bandeiras de luta para as mobilizações em cidades de norte a sul do Brasil nesta quinta (7)

Milhares de pessoas foram as ruas em municípios de todas as regiões do país nesta quinta-feira, 7 de setembro, para a 29ª edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas. Mais uma vez, a manifestação no Dia da Independência fez ecoar a voz de pessoas e organizações marginalizadas.

Com o mote comum “Você tem fome e sede de quê?”, os manifestantes pediram alimentação digna para todas e todos. Em cada localidade, os grupos agregaram outras pautas e também lutaram por causas que afligem suas populações.

Além disso, no primeiro Grito após o fim do governo de Jair Bolsonaro (PL), os participantes demonstraram apoio à prisão do ex-presidente, investigado por uma série de supostos crimes. Confira abaixo imagens e relatos sobre alguns dos atos realizados nesta quinta.

Fonte: Brasil de Fato

Ciclone deixa 31 mortos e 52 mil pessoas afetadas no RS

05/09/2023, Enchente do Rio Taquari na cidade de Lajeado (RS). Foto: marcelocaumors/Instagram

Com 31 mortes confirmadas, ciclone no RS é o maior desastre natural dos últimos 40 anos no estado

O número de mortes em razão das fortes chuvas provocadas por um ciclone extratropical subiu para 32, nesta quarta-feira (6), sendo um homem em Santa Catarina e 31 pessoas no Rio Grande do Sul. Os seis novos óbitos foram registrados no município gaúcho de Roca Sales.

De acordo com o balanço mais recente, divulgado no início da tarde desta quarta-feira, pelo governo do Rio Grande do Sul, 70 municípios gaúchos noticiaram problemas; 52.157 pessoas foram afetadas, sendo nove desaparecidas; 1.650 desabrigadas; 3.064 desalojadas; 1.777 resgatadas. Estão em operação sete helicópteros para resgate de pessoas.

O total da população dos municípios atingidos é de 2.758.307 pessoas.

Ministros

Em visita nesta quarta-feira (6) ao Rio Grande do Sul, os ministros da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), Paulo Pimenta, garantiram que não faltarão recursos para a assistência às vítimas das fortes chuvas que atingem a região Sul do país, devido à passagem de um ciclone extratropical.

O ministro Waldez Góes lembrou que, neste ano, na ocorrência de dois outros ciclones, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por uma medida provisória, destinou R$ 280 milhões para que assistência às vítimas e reconstrução nos municípios afetados.

“Já tem uma medida adotada pelo presidente Lula anteriormente. Temos recursos ainda desta medida provisória e, se for necessário ser emitida uma nova medida, assim o fará. O que ele [Lula] autorizou, tanto eu quanto o Pimenta, foi nos reportarmos ao governo do estado, à população, às prefeituras, que não faltarão recursos”, disse Waldez.

Estragos provocados pelo ciclone extratropical que atingiu o Rio Grande do Sul – Foto: Defesa Civil/RS

O ministro da Integração ressaltou que, além de continuar com os resgates, é preciso haver sinergia e diálogo entre os governos federal, estadual e municipais, com apoio dos parlamentares e da sociedade, para aprimorar a rede que fará o planejamento e a utilização dos recursos públicos.

“Me preocupo mais com a forma de nossa organização, juntar toda a força para melhor utilizar essa força humana, material, equipamentos, orçamentário para atender as pessoas, resgatar, se solidarizar, dar assistência, garantir ajuda humanitária, depois restabelecer e, em seguida, reconstruir”, disse.

O ministro da Secom, Paulo Pimenta, em sua rede social, mostrou imagens do sobrevoo de helicóptero por áreas inundadas e destruídas nos municípios gaúchos de Muçum, Encantado, Arroio do Meio e Roca Sales. Ele disse ter encontrado “um cenário triste e desolador”.

Lula

Os ministros viajaram ao estado por determinação do presidente Lula, que publicou mensagem em uma rede social confirmando que não faltarão recursos para o resgate das vítimas. Lula afirmou que está em contato com o governador gaúcho, Eduardo Leite.

“Conversei há pouco com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e reforcei que o governo federal está à disposição dos gaúchos para enfrentar essa crise. Além do chefe da Defesa Civil, Wolnei Barreiros, os ministros Paulo Pimenta [Comunicação Social] e Waldez Goes [da Integração e Desenvolvimento Regional], estão no Rio Grande do Sul, e também estarão de prontidão o ministro da Defesa, José Múcio, e o vice-presidente Geraldo Alckmin”, disse o presidente.

Providências

Em entrevista coletiva das autoridades federais e do estado, na região do Vale do Taquari, o governador gaúcho, Eduardo Leite (PSDB), confirmou a conversa com o presidente da República e adiantou que o vice-presidente, Geraldo Alckmin, já está acionado para quando Lula viajar, na quinta-feira (7), à Índia, para o Brasil assumir, pela primeira vez, no dia 10, a presidência do bloco econômico G20.

Na entrevista, o governador agradeceu também aos voluntários que auxiliam os desabrigados, aos governos federal e dos estados vizinhos – Paraná e Santa Catarina – e à solidariedade dos demais governadores. Leite não se esqueceu dos militares das Forças Armadas, do Corpo de Bombeiros e demais profissionais de segurança e defesa civil pelos trabalhos de resgate às vítimas. “Quando todos precisam recuar, eles avançam”, disse.

À população atingida pelo ciclone, o governador Eduardo Leite garantiu que não estão sozinhos.

Aos prefeitos das cidades inundadas e destruídas, ele orientou que reúnam toda a documentação necessária para comprovar a situação de absoluta excepcionalidade. “Construam os pareceres, façam a documentação, reúnam todos os documentos, para que a gente possa fazer tudo que precisa ser feito para restabelecer a normalidade, sem ter receios, sem ter medos, agora, das questões burocráticas. Porque é sobre dar assistência no momento em que o sofrimento está acontecendo aqui”, apelou.

Os ministros Waldez Góes e Paulo Pimenta também confirmaram o contato com o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, para pedir providências para o restabelecimento da conectividade, como internet e telefonia.

Saque do FGTS 

A Caixa Econômica Federal vai liberar o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) por calamidade aos trabalhadores residentes nas localidades do Rio Grande do Sul atingidas pelo ciclone extratropical.  

É necessário que o trabalhador tenha saldo na conta do fundo e não tenha realizado outro saque pelo mesmo motivo há menos de 1 ano. O valor máximo para retirada será de R$ 6.220. 

Antes do saque, porém, a legislação exige que o município em estado de calamidade pública ou situação de emergência tenha a condição reconhecida oficialmente pelo governo federal, em portaria. Cumprida a condição, a prefeitura deverá declarar ao banco público as áreas que foram afetadas pelo desastre. 

Somente após a liberação, a população poderá realizar o saque do FGTS de forma digital por celular ou pelo aplicativo FGTS, sem a necessidade de comparecer a uma agência bancária.  

Ao fazer solicitação, o beneficiário poderá indicar uma conta do próprio banco ou de qualquer outra instituição financeira para receber os valores, sem nenhum custo. 

Atualmente, entre os mais de 50 municípios relacionados pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul como atingidos pelos efeitos do ciclone, seis cidades já estavam habilitadas por desastres naturais anteriores. Portanto, já podem solicitar a liberação do saque calamidade aos moradores dessas localidades.

Toffoli anula provas e diz que prisão de Lula foi erro histórico

O ministro do STF Dias Toffoli decidiu hoje anular todas as provas obtidas a partir de delações da Odebrecht e considerou a prisão do presidente Lula (PT) “um dos maiores erros judiciários da história do país”.

O que aconteceu

Toffoli reconheceu pedido da defesa de Lula e declarou que as provas obtidas a partir do acordo de leniência da Odebrecht são imprestáveis, por terem sido obtidas por meios “heterodoxos e ilegais”.

Para ele, a prisão de Lula pode ser chamada de “um dos maiores erros judiciários da história do país”.

“Tratou-se de uma armação fruto de um projeto de poder de determinados agentes públicos em seu objetivo de conquista do Estado por meios aparentemente legais, mas com métodos e ações contra legem [contra a lei].”

Ministro disse que agentes se valeram de “verdadeira tortura psicológica, um pau de arara do século 21, para obter “provas” contra inocentes”, como já tinha dito em julgamento anterior.

Ele escreveu ainda que prisão de Lula foi “ovo da serpente dos ataques à democracia e às instituições que já se prenunciavam em ações e vozes desses agentes contra as instituições e ao próprio STF”. “Ovo esse chocado por autoridades que fizeram desvio de função, agindo em conluio para atingir instituições, autoridades, empresas e alvos específicos”, continuou.

“Esses agentes desrespeitaram o devido processo legal, descumpriram decisões judiciais superiores, subverteram provas, agiram com parcialidade e fora de sua esfera de competência.”

Toffoli disse que as decisões decorrentes desse acordo de leniência “destruíram tecnologias nacionais, empresas, empregos e patrimônios públicos e privados”. “Atingiram vidas, ceifadas por tumores adquiridos, acidentes vascular cerebral (sic) e ataques cardíacos, um deles em plena audiência, entre outras consequências físicas e mentais”, disse ele, sem especificar a quem se refere. A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva morreu em 2017 vítima de um AVC.

Ministro argumentou que a parcialidade da Lava Jato teve “intuito de levar um líder político às grades” e diz que provas foram forjadas. O ministro ainda afirma que o DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional) informou que as provas obtidas em cooperação com os EUA e a Suiíça não seguiram o processo legal correto.

Ele determinou ainda que a PF apresente todo o conteúdo obtido pelo acordo de leniência e pela Operação Spoofing, sem qualquer corte ou filtro, em até dez dias, sob pena de crime de desobediência.

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR), citado na decisão de Toffoli, exaltou a Lava Jato nas redes sociais, mas disse respeitar a decisão de tribunais.

Uma das advogadas de Lula neste processo é Valeska Teixeira Zanin Martins, esposa do atual ministro do STF Cristiano Zanin.

Lula ficou preso por 580 dias

Então ex-presidente foi preso em 7 de abril de 2018, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por decisão do ex-juiz Sergio Moro.

Ele foi solto em 8 de novembro de 2019, depois que o STF derrubou a prisão em segunda instância —ou seja, a pessoa só pode cumprir pena depois que todos os recursos forem esgotados. Toffoli, à época, foi um dos votos contrários à prisão em segunda instância.

Dois anos depois, em 2021, a Segunda Turma do STF anulou todas as condenações de Lula. Os ministros entenderam, por oito votos a três, que a 13ª Vara de Curitiba não era a esfera competente para julgar o caso, e que Sergio Moro foi parcial em sua avaliação.

Com isso, Lula tornou-se ficha limpa e pôde se candidatar às eleições de 2022, que venceu com mais de 60 milhões de votos.

Toffoli e decisões envolvendo Lula

Dias Toffoli foi advogado-geral da União no segundo mandato de Lula, antes de ser indicado pelo petista ao STF. Ele atuou também como advogado do PT, sendo assessor jurídico na Câmara dos Deputados.

Presidente do STF de 2018 a 2020, Toffoli demorou a autorizar que Lula, então preso em Curitiba, comparecesse ao velório do irmãoo que não permitiu que o atual presidente participasse da cerimônia.

Ainda como presidente do STF, Toffoli chegou a receber Bolsonaro em sua residência, o que gerou ira de apoiadores do ex-presidente.

Em 2019, foi de Toffoli o voto decisivo que proibiu a prisão de condenados em 2ª instância. A decisão da maioria do Supremo permitiu que Lula deixasse a prisão após 580 dias preso.

Toffoli assumiu o caso da chamada Vaza Jato neste ano, após a aposentadoria do ministro Ricardo Lewandowski.

Fonte: UOL

Reajuste 0% provoca indignação e trabalhadores da CASAL marcam paralisação para o dia 12

Após mais de cinco meses da aprovação da pauta da categoria, os/as trabalhadores/as da CASAL decidiram, em assembleia realizada no dia 04 de setembro, realizar uma paralisação de 24 horas, no dia 12 de setembro, diante da injustiça que está sendo cometida com esses trabalhadores/as.

Durante a assembleia a categoria mostrou toda sua indignação diante da falta de avanço nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT, onde a diretoria da CASAL oferece reajuste zero e, ainda, propõe retirada de conquistas, alterando de forma prejudicial o plano de saúde atual.

Todos se perguntam pelos cerca de 2 bilhões de reais arrecadados com a entrega da água dos alagoanos para a iniciativa privada. “Nós alertamos para os prejuízos. O governo disse que a CASAL iria ganhar com isso. Hoje nós vemos que a empresa alega não ter recursos, a população paga tarifa altíssima, enquanto outros milhões são avalizados como empréstimo pelo governo para a BRK, por exemplo”. Denuncia Dafne Orion, presidenta do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas.

A injustiça com a categoria persiste quando, mesmo diante de todos esses obstáculos, o governo do Estado oferece reajuste para as demais categorias na ordem de 5,79%, mas para quem trabalha da CASAL, o reajuste é zero.

Os/as trabalhadores/as alertam que a empresa é quem está radicalizando o processo de negociação, pois o Sindicato vem apostando no diálogo e, buscando um caminho negociado para fechar um ACT que garanta justiça para a categoria.

“Estamos há cinco meses tentando conversar e, através da negociação, encontrar uma proposta boa para ambos os lados, no entanto, a CASAL se nega a avançar, radicalizando o processo e empurrando a categoria para uma paralisação agora e, mais tarde, quem sabe, deflagrando uma greve, o que não seria bom para nenhum dos lados”, afirma Dafne.

“O Sindicato está acreditando no bom senso do governador Paulo Dantas, que certamente irá repensar essa postura radical contra os trabalhadores da CASAL e oferecer um acordo que garanta reajuste, sem qualquer perda, fazendo justiça para a categoria”, conclui Dafne.

Fonte: Ascom Sindicato dos Urbanitários de Alagoas

Carla Zambelli é suspeita de lavagem de dinheiro

Relatorio encaminhado pelo Coaf à CPMI dos Atos Golpista aponta movimentações suspeitas em conta do PayPal em nome da parlamentar

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)apontou “suspeita de lavagem de dinheiro” em transações associadas à deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP), de acordo com um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) enviado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas. 

Segundo a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, as análises do Coaf se concentram nas atividades da conta pessoal do PayPal da parlamentar, através da qual ela recebeu doações do movimento “Nas Ruas”, do qual é fundadora.

O PayPal, conhecido por suas funções de processamento de pagamentos nacionais e internacionais, funciona como uma carteira digital. O Coaf, em seu relatório, afirma que as doações recebidas por Zambelli em sua conta do PayPal foram posteriormente transferidas para sua conta pessoal no banco Itaú.

“Sra. Carla Zambelli Salgado, atualmente deputada federal de São Paulo, utilizando sua conta PayPal pessoal para receber doações em favor da Associação ‘Movimento nas Ruas’. Sra. Carla é fundadora da associação. Visto que a conta PayPal deve ser utilizada para movimentação de recursos próprios, concluiu-se que as doações recebidas na conta PayPal da Sra. Carla caracterizam movimentação de recursos de terceiro, podendo indicar suspeita de lavagem de dinheiro”, diz um techo do documento do Coaf, de acordo com a reportagem. 

O período analisado pelo Coaf compreendeu transações ocorridas entre 3 de fevereiro de 2017 e 1º de julho de 2019, abrangendo a primeira campanha eleitoral de Zambelli para deputada federal, em 2018. Segundo o relatório, durante esse período, as transações nacionais em sua conta do PayPal totalizaram R$ 197,8 mil, enquanto as transações internacionais somaram R$ 683.

Em resposta às alegações, Carla Zambelli afirmou que recebeu doações como pessoa física e destacou que qualquer pessoa pode receber doações em dinheiro. Além disso, ela ressaltou que não utilizou sua conta PayPal por um longo período e que não está mais à frente do movimento “Nas Ruas” desde 2017, quando passou o comando para o empresário Tomé Abduch. Zambelli também questionou o vazamento das informações. 

Fonte: Brasil 247

Após 100 mortes, professores da Coreia do Sul protestam nas ruas contra assédio de pais e alunos

Os professores da Coreia do Sul fizeram uma greve em massa, protestando contra o assédio de pais intrusivos e alunos, um problema que levou alguns educadores a cometer suicídio, em especial nas últimas semanas. Embora o país já tenha reconhecido e documentado os desafios do bullying e da violência entre os alunos, agora os professores estão pedindo maior proteção para si mesmos.

Estima-se que 15.000 pessoas participaram de um protesto na capital, Seul, e diversas manifestações ocorreram em todo o país. Muitos professores tiraram uma folga para se juntar aos protestos, levando a fechamentos temporários de algumas escolas.

indignação foi agravada não apenas pelo tratamento injusto dos professores, mas também pela trágica morte de uma professora de 23 anos em julho, que se suicidou após expressar preocupação com reclamações de pais abusivos. Esse incidente trágico acendeu uma série de manifestações e vigílias em memória da professora e em busca de direitos aprimorados para todos os docentes.

Mais de 100 professores já cometeram suicídio por causa de assédio de pais e alunos

O problema é tão grave que, até junho, cerca de 100 professores haviam cometido suicídio na Coreia do Sul desde 2018. O Ministério da Educação do país está tomando medidas, prometendo fortalecer a autoridade educacional e diferenciar claramente as atividades educacionais legítimas dos crimes de abuso infantil.

O presidente Yoon Suk Yeol também deu destaque à questão, pedindo aos funcionários que considerem profundamente os protestos e busquem proteger os direitos dos professores. Esta questão é particularmente preocupante, considerando que a Coreia do Sul possui a taxa de suicídio mais alta entre os países desenvolvidos.

Fonte: Purebreak

Começa amanhã a 22ª Feira da Reforma Agrária do MST em Maceió

Ocupando mais uma vez a capital alagoana, o MST realiza entre os dias 6 a 9 de setembro a 22ª edição da Feira da Reforma Agrária. Com a representação de camponeses e camponesas de todo o estado, na Praça da Faculdade, em Maceió, Alagoas.

Integrando pela primeira vez o calendário oficial do estado de Alagoas, a Feira organizada pelo Movimento Sem Terra levará para o centro da cidade a representação das diversas dimensões do projeto de Reforma Agrária Popular, defendida e construída pelo MST: produção de alimentos saudáveis, cultura popular, debates, práticas populares de saúde, culinária da roça e um conjunto de atividades já tradicionais nas edições da Feira da Reforma Agrária.

“Ocupar por mais um ano a Praça da Faculdade com a fartura e a organização dos trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra é sempre um desafio, mas também muito gratificante para todas e todos que fazem o MST”, refletiu Débora Nunes, da coordenação nacional do Movimento.

De acordo com Nunes, a expectativa é de que a Feira em 2023 mobilize ainda mais trabalhadores/as rurais de todo o estado: “a Feira já está enraizada no calendário organizativo e produtivo dos acampados e assentados da Reforma Agrária e este ano, mesmo com todas as dificuldades e limites para a produção no campo, nossa expectativa é de que o volume de alimentos in natura e processados seja ainda maior do que em anos anteriores”.

Com o diferencial também tradicional das Feiras na praça da Faculdade, o MST segue com a estratégia de comercialização dos produtos com valor abaixo do mercado convencional. “Cada vez que chegamos em Maceió com a Feira da Reforma Agrária, nosso principal objetivo é apresentar para o conjunto da sociedade o papel e a importância da agricultura camponesa para Alagoas e para o Brasil: levar comida saudável, sem veneno, para a mesa do povo trabalhador”, comentou Débora.

Festival do MST: por terra, arte e pão!

Novidade na programação da Feira deste ano, o Movimento realizará como parte da programação cultural da atividade o “Festival do MST: por terra, arte e pão!”, iniciativa da organização na perspectiva de ampliar o diálogo com a sociedade a partir da ação cultural com artistas, grupos e coletivos culturais.

“As apresentações e atividades culturais são parte da ação do MST durante a Feira da Reforma Agrária e esse ano não será diferente”, destacou Alana Barros, da Brigada Urbana do MST. “Nosso objetivo é com a realização do Festival reunirmos artistas apoiadores da luta pela terra e pela Reforma Agrária para um bonito encontro da arte, em suas variadas linguagens, com a defesa política da necessidade e importância da luta pela terra em Alagoas”, afirma.

De acordo com a organização do Festival, que teve sua primeira edição em Belo Horizonte (MG), estão previstas apresentações de artistas alagoanos, bem como atrações de fora do estado. A programação cultural será aberta ao público durante todos os dias de Feira, distribuídos em dois palcos na Praça da Faculdade.

#TôComMST 

“Vivemos em um difícil cenário de tentativa de criminalização do MST e da luta pela terra, queremos com a Feira poder reunir os diversos apoiadores da nossa luta e reafirmar a importância da organização camponesa”, sinalizou Margarida da Silva, da direção nacional do MST. 

Para a dirigente, a Feira cumprirá o papel de encontro na defesa do desenvolvimento de Alagoas a partir da valorização e incentivo ao trabalho dos camponeses e camponesas. “A Feira cumpre o papel de prestar contas para a sociedade: demonstrando na prática o resultado das nossas lutas, marchas, ocupações e reivindicações. É fundamental que a sociedade veja, compreenda e defenda com a gente essa luta que se materializa no campo, mas também se conquista na cidade”.

Fonte: MST

Estudantes apoiam greve da educação em Arapiraca

Os estudantes participaram do ato promovido pelo Sinteal e cobraram de Paulo Dantas o atendimento das reivindicações dos trabalhadores da educação

Durante o ato ocorrido hoje, 04/09, pelas ruas de Arapiraca, os estudantes voltaram a se manifestar a favor da greve da educação. Entre dezenas de estudantes que participaram do ato, destaque para os representantes dos Grêmio Revolução Epial e Grêmio da Escola Manoel André, que deixaram o recado do alunado na manifestação.

Segundo Gilberto Félix, presidente do Grêmio Revolução Epial, “estamos juntos para exigir que o governador Paulo Dantas pague o piso da educação. Os estudantes precisam voltar para sala de aula, não podemos ficar de braços cruzado enquanto vemos a desvalorização escancarada desse governo coronelista”.

Para Maria Clara, coordenadora estadual da Juventude Revolução, “esse ato unificado é uma demonstração de força em defesa da educação pública e de qualidade, pela revogação do novo ensino médio e por mais recursos para educação.”

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