Demitidos do Hospital Veredas fazem protesto para cobrar pagamentos de rescisões

Trabalhadores demitidos cobram rescisão de contrato, décimo terceiro e FGTS por parte da instituição hospitalar

Um grupo de trabalhadores demitidos do Hospital Veredas, em Maceió, realizou um novo protesto, na manhã desta terça-feira (16), em frente à unidade hospitalar. A manifestação trouxe reflexos negativos da Av. Fernandes Lima, no Farol, e ruas adjacentes.

Alegando o não recebimento de diretos trabalhistas contidos nas rescisões contratuais, o grupo ateou fogo em pneus e, com faixas, deixou o trânsito no entorno da unidade hospitalar ainda mais caótico.

Líderes do grupo de ex-funcionários esperam um encontro com a direção do hospital, no sentido de obter respostas em relação ao pagamento das obrigações contidas nas rescisões. O protesto de hoje já é o segundo feito nos últimos trinta dias.

Os trabalhadores demitidos alegam que não receberam verbas indenizatórias como FGTS e décimo terceiro, alguns até reclamam o pagamento de horas extras trabalhadas e seguro-desemprego.

Em virtude do protesto dos trabalhadores demitidos do Hospital Veredas, agentes do Departamento Municipal de Transporte e Trânsito (DMTT) estiveram no local para organizar o fluxo de veículos na Av. Fernandes Lima, bastante comprometido em razão da manifestação.

Fonte: Gazeta Web

Funcionários do Sanatório estão há três meses sem receber salário

Trabalhadores da saúde receberam comunicado de Hospital de que situação é causada por falta de repasse da Secretaria Estadual de Saúde

Mais uma vez, funcionários do Hospital Sanatório de Maceió seguem trabalhando sem remuneração. Desta vez, são três meses seguidos sem pagamento aos trabalhadores, e ainda há pessoas que passaram até quatro anos de férias sem qualquer remuneração. Em meio a esse atraso, funcionários relatam ter recebido uma circular atribuindo o não pagamento a um atraso de cinco meses no repasse de recursos da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

De acordo com os trabalhadores, os questionamentos sobre previsão de pagamento são constantes, mas a direção do Hospital segue sem perspectiva definida para pagamento. E foi em tal contexto que, segundo eles, receberam um comunicado da Direção do Hospital:

“A Diretoria do Hospital Sanatório informa aos seus colaboradores que, mais uma vez, estamos com importante atraso no recebimento dos recursos financeiros devidos pela Secretaria Estadual de Saúde, o que traz, como principal consequência, o atraso no pagamento de nossa folha salarial.

Desde o último mês de dezembro que não recebemos o que nos é devido pelo Estado. São cinco meses em atraso, apesar de continuarmos prestando serviços à nossa população, mantendo, assim, nosso compromisso social. Por outro lado, estamos envidando todos os esforços, técnicos e políticos, para o recebimento desses recursos e após sua consecução a nossa prioridade será, como sempre foi, o pagamento da folha de pessoal e a preservação dos empregos de nossos funcionários.

Nossos colaboradores sabem, melhor do que ninguém, que atualmente a clientela de nosso hospital é composta quase que 100% por usuários do SUS, ou seja, qualquer atraso importante ─ como o atual ─ no repasse de recursos públicos para pagamento de nossa produção hospitalar implica em consequências severas e imediatas, tais como o pagamento de folhas salariais, pagamento a fornecedores, pagamento a empresas terceirizadas etc”.

Diante do comunicado, funcionários se reuniram e solicitaram uma reunião com o diretor financeiro para solicitar mais explicações.

“Foram muitas pessoas da Nefrologia, que é um setor considerado estratégico pelo Hospital, devido ao grande fluxo de pacientes na hemodiálise. Foi solicitada alguma data concreta na reunião, e ele informou que não seria possível dar esta resposta. Que poderia ser no dia 20, mas ainda assim não tinha certeza”, prosseguiu.

Segundo a funcionária, naquela oportunidade, o diretor reforçou que a falta de pagamento se dava em razão da ausência de repasses pela Secretaria Estadual de Saúde. “O incrível é que eles só não repassam para o Hospital do Açúcar e para o Sanatório. Por que será? A gente fica sem entender. E, quando pagam, nunca é o mês atrasado. Pagam por faixa. Então, muita gente mesmo acaba sem receber porque faz muitas horas extras”, explica.

Já ultrapassando os três meses trabalhando gratuitamente, funcionárias e funcionários do Hospital Sanatório retratam um sentimento de extrema dificuldade de continuar atuando.

“Não vamos receber, e estamos de mãos atadas. Todos ficaram muito desesperados e chorando muito nessa reunião. Estava presente, inclusive, a chefia do RH e a coordenação do hospital, que também se comoveram, mas ninguém trouxe nenhum tipo de resposta que precisávamos”, conta.

Não é a primeira vez que o Hospital Sanatório submete funcionários a trabalhar com salários atrasados. A Mídia Caeté noticiou, em fevereiro de 2022, outra situação de atrasos, com férias vencidas, e declaração de que pagamento dependeria – até mesmo – de emendas parlamentares. Leia a notícia completa aqui. 

“Como eles passaram um tempo pagando direito, vínhamos confiando. E daí acabou que chegou nesse ponto e estamos perdidos. E sabemos que, enquanto estamos trabalhando, eles vão continuar sem ligar. Algumas pessoas aqui, mães com bebes, não têm dinheiro para fralda, Muita gente com muito estresse por já estar faltando comida em casa. Dívidas no cartão acumulando juros. A gente precisa pelo menos ter o que comer. E é muito difícil passar por tudo isso, tendo que ter todo o cuidado para não fazer nada de errado porque sabemos da responsabilidade necessária neste trabalho. É um estresse que é muito alto”

A Mídia Caeté procurou a diretoria do Hospital e foi informada de que as informações “seriam esclarecidas” nesta segunda-feira. Já a Secretaria Estadual de Saúde, que também foi procurada, não emitiu nenhuma resposta à reportagem.

Leia, na íntegra, a “NOTA AOS COLABORADORES DO HOSPITAL SANATÓRIO

A Diretoria do Hospital Sanatório informa aos seus colaboradores que, mais uma vez, estamos com importante atraso no recebimento dos recursos financeiros devidos pela Secretaria Estadual de Saúde, o que traz, como principal consequência, o atraso no pagamento de nossa folha salarial.

Desde o último mês de dezembro que não recebemos o que nos é devido pelo Estado. São cinco meses em atraso, apesar de continuarmos prestando serviços à nossa população, mantendo, assim, nosso compromisso social. Por outro lado, estamos envidando todos os esforços, técnicos e políticos, para o recebimento desses recursos e após sua consecução a nossa prioridade será, como sempre foi, o pagamento da folha de pessoal e a preservação dos empregos de nossos funcionários.

Nossos colaboradores sabem, melhor do que ninguém, que atualmente a clientela de nosso hospital é composta quase que 100% por usuários do SUS, ou seja, qualquer atraso importante ─ como o atual ─ no repasse de recursos públicos para pagamento de nossa produção hospitalar implica em consequências severas e imediatas, tais como o pagamento de folhas salariais, pagamento a fornecedores, pagamento a empresas terceirizadas etc.

Por tudo isso, agradecemos ao nosso corpo social pela confiança em nossos atos e pelo compromisso com a saúde de nossa população. Contamos com a compreensão de todos neste momento e renovamos nossa firme convicção de que, juntos, venceremos mais uma batalha que não é a primeira nem será a última em defesa do nosso querido Hospital Sanatório.

Maceió, 10 de maio de 2023

Diretoria do Hospital Geral Sanatório”

Fonte: Mídia Caeté

Presidente Lula é aprovado por 57,4% dos brasileiros, segundo pesquisa CNT

O desempenho do presidente Lula (PT) em seu terceiro mandato é aprovado por 57,4% dos brasileiros, segundo a nova pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada nesta terça (16). O levantamento aponta que 34,8% dos eleitores desaprovam a atuação do petista e 7,8% não souberam responder.

Essa é a melhor aprovação de governo desde 2013, quando a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff foi avaliada positivamente por 63% da população.

Desempenho do presidente no governo federal é aprovado por 57,4%. Foto: Reprodução

A pesquisa mostra ainda que o governo é visto como ótimo ou bom por 43,1%, regular por 28,3% e ruim ou péssimo por 24,6%. Nesse segmento da avaliação, Lula perde somente para si mesmo em outras gestões (2003: 45% e 2007: 50%) e para Dilma, que teve 49% em 2011.

Governo Lula é visto como ótimo ou bom por 43,1%. Foto: Reprodução

Em comparação com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, 46,5% consideram a gestão petista melhor, 26,7% pior, 22% acreditam que são iguais e 4,8% não sabem avaliar.

46,5% consideram gestão de Lula melhor que a de Bolsonaro

A pesquisa foi encomendada pela CNT e realizada pela MDA. Foram ouvidas 2.002 pessoas em todo o país entre os dias 11 e 14 de maio. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: DCM

Petrobrás muda política e anuncia redução no preço do diesel, gasolina e gás de cozinha

Mudança era uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

A Petrobras anunciou na manhã desta terça-feira (16) o fim da política de paridade de preços do petróleo, e dos combustíveis derivados, como gasolina e diesel, com o dólar e o mercado internacional.

Pela regra atual –  adotada em 2016, no governo de Michel Temer, o preço desses produtos no mercado interno acompanha as oscilações internacionais, ou seja, não há intervenção do governo para garantir preços menores.

O modelo, seguido à risca pela equipe econômica de Bolsonaro, jogou o preço dos combustíveis nas alturas, provocando, durante o período, variações contínuas nos preços dos combustíveis. 

Com o anúncio, a Petrobras reduzirá em R$ 0,44 por litro o seu preço médio de venda de diesel A para as distribuidoras, que passará de R$ 3,46 para R$ 3,02 por litro.

Para a gasolina A, a Petrobras reduzirá em R$ 0,40 por litro o seu preço médio de venda para as distribuidoras, que passará de R$ 3,18 para R$ 2,78 por litro.

Segundo a Petrobrás, o preço do botijão de gás para o consumidor final será de R$ 99,87, ou seja, uma redução de 21,3%.

Redação com Brasil 247 e Revista Fórum

Prefeito JHC vai pagar R$ 8 milhões por desfile no RJ e revolta servidores e a população de Maceió

A escola de Samba Beija-Flor vai receber R$ 8 milhões da prefeitura de Maceió para o desfile de 2024 no carnaval carioca

A famosa Escola de Samba Beija-flor de Nilópolis do Rio de Janeiro, vai desfilar no próximo carnaval de 2024 tendo Maceió como tema do enredo, vai receber R$ 8 milhões da prefeitura da capital alagoana para financiar a homenagem no desfile das escolas de samba do próximo ano.

O contrato milionário foi firmado com a Secretaria Municipal de Turismo de Maceió e será paga com o dinheiro dos contribuintes.

A medida tomada pelo prefeito JHC provocou revolta nos servidores públicos estaduais, que denunciam a precariedade de muitos prédios públicos, inclusive escola sem banheiros e cozinha, enquanto o prefeito faz a festa com o dinheiro público.

Para a população de Maceió, a verba milionária deveria ser usada para outras finalidades como disse uma contribuinte que não quis se identificar: “o prefeito deveria usar esse dinheiro todo para melhorar os postos de saúde, aqui mesmo no Tabuleiro, a gente sofre com o descaso dele.”

Com a palavra, o Ministério Público!

Fonte: Redação com Vital News

Motoristas de aplicativo realizam greve por falta de reajuste nesta segunda-feira (15)

Motoristas de aplicativos vão entrar em greve nesta segunda-feira (15) em todo o Brasil. Conforme as informações, a categoria reivindica melhores condições de trabalho e repasses mais altos nas tarifas das corridas.

A paralisação, estimada para durar 24 horas, é de iniciativa da Federação dos Motoristas Por Aplicativos do Brasil (Fembrapp) e da Associação de Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp). As entidades calculam que 70% dos profissionais da categoria em todo o país devem aderir à greve.

Em Alagoas, a mobilização terá como ponto de encontro o Papódromo, a partir das 8h, onde tendas serão montadas. As entidades têm expectativa de adesão de 70% da classe de todo o país. Hoje, existem mais de 2 milhões de motoristas de aplicativo em atividade no Brasil.

Segundo a Amasp (Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo), o ato terá a participação de influencers digitais e será nacional.

“As reivindicações são inúmeras, desde reajustes e repasses melhores nas tarifas, quanto a segurança, banimentos injustos, melhoria da plataforma no quesito ferramentas, mais dignidade, melhores condições de trabalho dentre outros pontos”, disse a associação em nota assinada pelo presidente Eduardo Lima de Souza.

Segundo os representantes da categoria, o valor repassado pelas plataformas aos motoristas segue congelado 2016, porém houve aumento de preços para os passageiros.

Uma corrida que em 2016 custava R$ 10 para o passageiro, o motorista embolsava R$ 7,50. Hoje, a mesma corrida sai por cerca de R$ 14 para o passageiro, e o motorista fica com quase R$ 7. Há casos em que o desconto para o motorista chega a 60%.

Alguns grupos reivindicam também direito a seguro de vida e de saúde, medidas para tornar a atividade mais segura e um valor adicional para cada parada solicitada durante uma corrida.

Fonte: Cada Minuto e TNH1

MAMÃE QUERIDA!

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Parabéns para as mamães, hoje é o dia delas. Tem mãe nova, mãe idosa, mãe alta, baixa, tem mãe branca, tem mãe preta, tem mãe da “Ponte Pra Cá” (Racionais) e mães de Alphaville e todas essas mães viram que a semana foi recheada de filhos bonzinhos e outros nem tanto.

O que diria a mãe do Deputado Estadual pelo Paraná, Renato Freitas, se presenciasse seu filho sendo “sorteado” dentro de um avião pra ganhar um baculejo da Polícia Federal? Renato que nunca ganhou nem um frango assado no bingo da igreja, foi contemplado com esse “premio” . Sortudo ele, não?
Detalhe: Ele é um Deputado negro.

O que diria a mãe do Ministro Flavio Dino se assistisse seu filho dando aula no Senado, sobre segurança pública? Dino mais uma vez com sua leveza peculiar, esmagou seus colegas de Senado com muito conhecimento e novamente com bom humor. Sua mãe pode ficar feliz, pois o Brasil tem um super herói de verdade no Ministério da Justiça. Saiu um superman afogado na criptonita da imparcialidade e entrou um Vingador, uma espécie de Hulk comunista ou apenas Doutor “Dino” Bruce Banner.

O que diria a mãe da Michelle Bolsonaro, se visse uma amiga e assessora do Senado, emprestar um cartão de crédito para a filha fazer algumas comprinhas?
Nada demais em uma família comum, mas nessa, tudo é envolto numa inteira maracutaia rachada, começando pela própria mãe que na década de 80 foi acusada de falsidade ideológica, mas o foco aqui é a ex primeira dama cristã.
Conversas mostram que a fatura do cartão da amiga era paga com dinheiro vivo e que o ajudante de ordens do Bolsonaro, Mauro Cid, que tá preso, já havia alertado que essa prática se assemelhava muito ao que Flavio Bolsonaro fazia e que o MP investigava. Quem adivinhar o que o Flavinho fazia, ganha um doce.
Queiroz é coisa do passado e Micheque virou Micash.

Mãe é mãe e o que diria minha mãe, goiana, empregada domestica aposentada, se visse o filho dela escrevendo o que ela, no auge dos seus 87 anos, nunca lerá . Pois é, minha mãe, nasceu e vive da ponte pra cá até hoje, mas conseguiu me ensinar, mesmo sem saber ler e escrever, que o outro lado da ponte pode ser meu também.

Essa reflexão é dedicada a todas as mães e em especial a minha. Dona Jesuína, aquele abraço!

Maceió, 14 de Maio de 2023

Gastos pessoais de Michelle eram pagos com dinheiro de fornecedor de estatal, diz PF

Uma empresa com contratos públicos na gestão de Jair Bolsonaro é a origem de uma série de transferências feitas a um militar da Ajudância de Ordens da Presidência da República, que fez saques em dinheiro vivo e, com ele, pagou despesas de um cartão de crédito usado por Michelle Bolsonaro em pelo menos três ocasiões, segundo a Polícia Federal. O militar, o segundo-sargento Luis Marcos dos Reis, também fez ao menos 12 depósitos em dinheiro em conta de uma tia da então primeira-dama.

Os pagamentos ocorreram pelo menos até julho de 2022, de acordo com dados obtidos pela Polícia Federal ao quebrar sigilos bancários de auxiliares do tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Quando autorizou a quebra de sigilo de subordinados de Cid, ainda no ano passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes afirmou que o caso tinha indícios de “desvio de dinheiro público” por meio dos militares do Planalto e de assessoras da então primeira-dama.

A defesa de Jair Bolsonaro e Michelle negou enfaticamente que recursos da Codevasf tenham bancado as despesas da ex-primeira-dama e negou irregularidades nas transações. “A dona Michelle não conhece esse ajudante de ordens [sargento Dos Reis] e desconhece que ele tenha feito pagamentos para ela”, disse Fábio Wajngarten, advogado que chefiou a Secretaria de Comunicação na gestão Bolsonaro.

Segundo a PF, a Cedro do Líbano Comércio de Madeiras e Materiais para Construção, empresa com sede em Goiânia e contratos com o governo federal, é a origem de depósitos de pelo menos R$ 25.360 na conta bancária do sargento Dos Reis, que trabalhava sob as ordens de Mauro Cid, então ajudante de ordens de Bolsonaro, no Palácio do Planalto.

O principal contrato da Cedro do Líbano é com a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba), estatal que já foi alvo de operações da PF mirando corrupção em contratos no Nordeste no ano passado.

Segundo a Polícia Federal, o dinheiro era depositado por Vanderlei Cardoso de Barros, pai de uma sócia da Cedro do Líbano, nas contas do sargento Dos Reis. Em ao menos uma ocasião, o dinheiro foi transferido de conta bancária da própria Cedro. Depois que o dinheiro caía na conta, o sargento sacava as notas em um caixa eletrônico. Segundo a PF, Dos Reis era responsável por fazer pagamentos a pessoas ligadas à então primeira-dama e para outros militares da Ajudância de Ordens da Presidência da República.

Vanderlei Cardoso de Barros, o autor das transferências para o sargento Dos Reis, foi encontrado pelo UOL na manhã deste sábado. Ele disse que é amigo do militar e que o dinheiro foi um “empréstimo”, mas que não sabia como o militar usaria o dinheiro (leia mais abaixo). Vanderlei disse que é marido de uma sócia da empresa, não pai.

A Polícia Federal afirma não ter encontrado justificativa para os pagamentos da Cedro do Líbano ao sargento Dos Reis, que trabalhava com Mauro Cid. Os dois estão presos preventivamente desde 3 de maio, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). São investigados em inquérito que apura se houve falsificação do certificado de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Leia mais: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2023/05/13/militar-recebia-de-empresa-sacava-e-pagava-contas-de-michelle-diz-pf.htm

Fonte: Uol

135 anos da Lei Áurea: Brasil resgatou 1.201 trabalhadores em condições análogas às de escravo em 2023

Trabalhadores em casos de escravidão contemporânea são submetidos a condições degradantes e supostas dívidas com empregadores.

Alojamentos sujos e sem proteção do frio ou da chuva, alimentação escassa, camas de papelão e até equipamentos de choque foram encontrados em ações recentes de fiscalização de locais de trabalho no Brasil. São casos de trabalhadores em situação análoga à escravidão, ainda frequentes depois de 135 anos da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.

Recordes

Só em 2023, foram resgatadas 1.201 pessoas em situação semelhante à de escravo, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O número representa uma alta de 140% em relação ao mesmo período do ano passado e um recorde nos últimos 15 anos. Em 2008, foram 1.696 no mesmo período. A maioria dos casos ocorre em áreas rurais, mas grandes cidades também têm casos recorrentes.

“Às vezes a gente não enxerga o que está acontecendo do nosso lado. Tem setores como o ambiente doméstico, a costura ou a construção com pessoas em situação de vulnerabilidade em situações de exploração porque não têm outra alternativa para sobreviver”, observa a historiadora e professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Clarissa Sanfelice Rahmeier.

Desde que foram criados grupos de fiscalização na área, em 1995, foram registrados mais de 60 mil casos em todo o país.

De janeiro a abril deste ano, os estados com mais casos foram Goiás, com 372 pessoas encontradas em condições de escravidão, seguido do Rio Grande do Sul (296), Minas Gerais (156), São Paulo (156) e Alagoas (49).

A escravidão contemporânea

As “condições análogas à escravidão” não incluem necessariamente a privação do direito de ir e vir, mas a falta de condições para sair de uma situação degradante. Muitas vezes, o cenário é definido como uma “servidão por dívida”.

Foi o caso de um idoso de 74 anos resgatado em uma obra em Foz do Iguaçu, no Paraná, na última semana. Ele trabalhava há dois anos sem receber salários para pagar supostas dívidas por produtos que era obrigado a comprar em um mercado do empregador, segundo o MPT.

Outros exemplos são os trabalhadores aliciados em regiões distantes com a promessa de empregos e, depois, precisam pagar pelas próprias passagens. É o que acontecia em vinícolas no Rio Grande do Sul com funcionários terceirizados.

Resgate de trabalhadores

O maior resgate do ano aconteceu em março, em uma usina de cana-de-açúcar em Goiás na qual se identificou também o tráfico de pessoas.

Uma empresa de intermediação de mão-de-obra aliciou trabalhadores no Nordeste e os levou para barracos em cidades do interior goiano. Os abrigos não tinham cozinha, ventilação ou chuveiros e alguns funcionários pagavam pelos próprios colchões ou dormiam em redes e no chão.

Mesmo quando os funcionários são terceirizados, as empresas também são responsabilizadas pela não vigilância da cadeia produtiva, explicou o chefe da Divisão de Fiscalização para a Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae-MTP), Maurício Krepsky.

Somadas as 61 ações deste ano, os contratantes tiveram de pagar quase R$ 5 milhões em verbas rescisórias aos trabalhadores resgatados, além de responder a processos judiciais.

Saiba o que é trabalho escravo

Como denunciar?

Suspeitas de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciadas anonimamente pelo Sistema Ipê, disponível no link https://ipe.sit.trabalho.gov.br/.

O Ministério do Trabalho e Emprego disponibiliza dados sobre as ações de combate ao trabalho escravo no Brasil desde 1995 no Radar do Trabalho Escravo da SIThttps://sit.trabalho.gov.br/radar.

Fonte: G1

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS