Traficantes evangélicos usam religião na briga por territórios no Rio

O Complexo de Israel é emblemático de um fenômeno que alguns pesquisadores têm chamado de ‘narcopentecostalismo’ – não apenas o surgimento de traficantes que se declaram evangélicos, mas a forma como isso influencia a atuação das facções na disputa por territórios no Rio de Janeiro.

Os traficantes que dominam as favelas de Parada de Lucas, Vigário Geral e outras três comunidades na Zona Norte do Rio de Janeiro elegeram referências bíblicas como seus principais símbolos.

A facção se autodenomina “Tropa de Arão” — uma figura cristã, irmão de Moisés. A estrela de David foi espalhada em muros e bandeiras nas entradas das favelas, e está até em um neon no alto de uma caixa d’água na comunidade Cidade Alta.

O território foi batizado, segundo a polícia, de “Complexo de Israel” pelo chefe da Tropa — uma referência à “terra prometida” para o “povo de Deus” na Bíblia.

O grupo criminoso comandava inicialmente o tráfico em Parada de Lucas e estendeu seu domínio para as comunidades vizinhas. Hoje, a Tropa controla o tráfico nas favelas de Cidade Alta, Pica-pau, Cinco Bocas e Vigário Geral, de acordo com a polícia e centros de pesquisa em segurança pública.

O Complexo de Israel é emblemático de um fenômeno que alguns pesquisadores têm chamado de “narcopentecostalismo” — não apenas o surgimento de traficantes que se declaram evangélicos, mas a forma como isso influencia a atuação das facções na disputa por territórios no Rio de Janeiro.

“O termo neopentecostalismo tem sido empregado por diversos pesquisadores que analisam o fenômeno de narcotraficantes que assumem, de forma explícita e aberta, religiões neopentecostais, inclusive em suas atividades criminosas”, explica a cientista política Kristina Hinz, pesquisadora do Laboratório de Análise da Violência da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e doutoranda na Free University, de Berlim.

Ou seja, além da conversão pessoal, a religião também tem um papel estratégico para manutenção do poder e na disputa por territórios, segundo os pesquisadores.

A comunidade evangélica tradicional rejeita fortemente a ideia de que um traficante possa ser evangélico.

“Um pastor sério não vai aceitar que uma coisa que é ilegal na lei humana e imoral seja associada a Cristo”, diz o pastor Carlos Alberto, que atua há 17 anos como pastor na favela da Cidade de Deus e antes era, ele próprio, traficante. “O pastor tem que mostrar para a pessoa que ela pode se arrepender, mas para ser aceito como evangélico ela tem que largar tudo que é contrário aos princípios bíblicos, morais e éticos.”

No entanto, os traficantes considerados parte do neopentecostalismo não só se declaram membros na religião, mas de fato têm uma vida religiosa, apontam pesquisadores.

O líder do tráfico no Complexo de Israel é alvo, por exemplo, de 20 mandados de prisão por homicídio, tortura, tráfico, roubos e ocultação de cadáver. Ao mesmo tempo, ele se declara evangélico, espalhou referências religiosas pela região e tem amigos pastores, aponta a polícia.

“São traficantes que ao mesmo tempo participam da ‘vida do crime’ e da vida religiosa evangélica, indo a cultos, pagando o dízimo e até mesmo pagando por apresentações de artistas gospel na comunidade”, afirma Kristina Hinz.

Essa influência de religiões sobre as dinâmicas de poder do tráfico sempre existiu, dizem pesquisadores, e não é algo particular ao protestantismo. Mas a conversão de traficantes ao pentecostalismo é um fenômeno que tem características próprias, em um país que caminha para ter maioria evangélica na próxima década.

Mais evangélicos

Nos últimos 30 anos, a sociedade brasileira tem se tornado mais evangélica como um todo — segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de evangélicos subiu 61% entre 2000 e 2010.

Dados de 2020 de pesquisa feita pelo instituto Datafolha apontam que 31% da população era evangélica nesta data, com católicos compondo 50%.

Se o crescimento continuar no ritmo atual, em 2030 os evangélicos chegarão a 40% da população, segundo uma projeção do pesquisador José Eustáquio Diniz Alves, doutor em Demografia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Para a população das favelas, as igrejas pentecostais passaram a ter uma importância significativa. As redes evangélicas oferecem segurança e apoio material, espiritual e psicológico para os moradores, aponta a pesquisadora Christina Vital Cunha em Oração de Traficante: uma etnografia.

Foi neste contexto que se deu a aproximação dos traficantes desta religião, diz o sociólogo Doriam Borges, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

“Essa conversão ocorreu tanto pelo fato de parte dos traficantes terem nascido em lares evangélicos ou por terem familiares religiosos, bem como por estarem internados no socioeducativo ou em prisões e terem sido alvo dos projetos missionários evangélicos nessas instituições”, explica.

Manutenção do poder

Nesta união do tráfico com a religião, doutrinas neopentecostais se misturam às estruturas de poder das facções.

Em muitos locais, como no Complexo de Israel, por exemplo, ela é “decisiva para a governança e a manutenção do poder de grupos criminosos”, diz Kristina Hinz.

“A apropriação pelo tráfico da gramática de guerra reconhecida nas favelas e empregada por algumas igrejas neopentecostais proporciona uma narrativa de legitimidade religiosa para a expansão violenta do território”, afirma a pesquisadora.

A pesquisadora afirma que, na competição pelo mercado de venda de drogas, a adaptação de uma linguagem e de símbolos familiares para a população permite que os traficantes apresentem “confrontos armados com grupos concorrentes de tráfico de drogas como ‘guerra espiritual’ ou mesmo como uma ‘guerra santa’ contra demônios e inimigos religiosos”.

O chefe do tráfico no Complexo de Israel é também um dos líderes do Terceiro Comando Puro (TCP), segundo a polícia.

O TCP é hoje o terceiro maior grupo armado do Rio, atrás das milícias e do Comando Vermelho (CV), de acordo com o estudo Mapa dos Grupos Armados do Instituto Fogo Cruzado e do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

O complexo faz parte do território do TCP, que é um rival histórico do CV. Na disputa por territórios, o TCP fez alianças com milícias, apontam as pesquisas de Hinz e Borges.

Os especialistas afirmam ainda que as estrelas de David no Complexo de Israel ou a pichação “Jesus é o dono do lugar” em um terreiro de umbanda destruído por traficantes são mais do que símbolos religiosos.

São uma “forma de delimitar espaços de poder e de domínio do tráfico nos territórios”, como aponta Hinz.

“Quando esses traficantes evangélicos ordenam o fechamento de terreiros, além do racismo e intolerância religiosa, estão demonstrando seu poder, força e domínio no território. Ou seja, esse grupo de traficantes utiliza a gramática evangélica como instrumento de dominação da população residente nas favelas.”

No entanto, Vital Cunha pontua que nem sempre o fato de um traficante ser evangélico resulta na retirada de santos católicos ou na perseguição de religiões de matriz africana.

Ela descreve em sua pesquisa casos em que os próprios moradores fazem esse tipo de constrangimento e intolerância.

Rejeição dos evangélicos

Se a linguagem religiosa é familiar para a população, a rejeição da ideia de que traficantes possam ser de fato cristãos é muito forte na comunidade evangélica mais tradicional, como explica a pastora e pesquisadora Viviane Costa, autora de Traficantes Evangélicos.

Alguém que vive do crime, nessa visão, não cumpriria os “requisitos de uma verdadeira conversão”, diz ela.

Para muitos cristãos, “ser evangélico” não significa só aderir às crenças da religião, mas ter atos e um estilo de vida de acordo com certos preceitos, explica o sociólogo Diogo Silva Corrêa, autor do livro Anjos de Fuzil, resultado de sua pesquisa sobre as relações entre o crime e a religião na Cidade de Deus, favela na Zona Oeste do Rio.

Ou seja, para alguém ser evangélico, não basta acreditar, é preciso viver de uma certa forma — a ideia de um criminoso evangélico seria, portanto, inaceitável.

“Se a pessoa não procurar mudar, não tem como se intitular cristão — e isso vale para todos, para o adúltero, para o brigão, para quem tem vício, não só para o traficante”, diz à BBC o pastor Carlos Alberto, de uma igreja neopentecostal na Cidade de Deus.

“Durante muito tempo, os evangélicos foram respeitados justamente porque não existia aquela coisa de ser ‘não praticante’, como os católicos, o crente era até considerado chato, cafona”, diz ele.

Os pastores coniventes com o tráfico são uma minoria, defende ele, mas é algo problemático porque é uma minoria que “tem forte influência sobre o rebanho”.

“O pastor sabe que é errado, mas alguns aceitam por causa dos benefícios. O traficante paga por uma cruzada (evento religioso aberto), faz uma reforma na igreja…”, diz ele. “É uma visão errada de que Deus vai transformar uma maldição em benção, um dinheiro maldito em algo positivo.”

“Mas é algo que faz a igreja perder credibilidade”, diz ele. “Se você percebe que o traficante quer proteção, quer usar a religião como um amuleto, mas não quer largar o crime, não pode se associar.”

“Como você vai ficar conivente quando a lei do tráfico é muito rígida, é olho por olho, não existe compaixão?”, diz.

Carlos Alberto afirma que o processo de aceitar pessoas que só querem os benefícios de se dizer religioso mas não mudam de vida é algo que acontece também no meio artístico, no futebol, no meio empresarial e na política.

“Pastores que aceitam aparecer com certos políticos, que são coniventes com certas práticas, não me representam.”

No entanto, Viviane Costa explica que, conforme mais e mais brasileiros se tornam protestantes, a conversão nos moldes “mais tradicionais” é menos comum — e pessoas se consideram evangélicas mesmo que não se comportem de acordo.

Ela lembra do fenômeno das celebridades evangélicas citado por Carlos Alberto. “Mesmo alguns políticos e celebridades que se declaram cristãos reformados não seriam considerados verdadeiramente evangélicos levando em conta a expectativa mais tradicional”, diz.

“Fui bastante criticada por falar em ‘traficantes evangélicos’, mas não fui eu que os nomeei como evangélicos — é assim que o fenômeno é conhecido e como eles próprios se identificam”, diz Costa. “O livro é o resultado de uma pesquisa, e como pesquisadora eu estou descrevendo um fenômeno, não fazendo uma análise teológica se a pessoa realmente é convertida.”

O TCP é conhecido pelos desaparecimentos de pessoas que se opõem à facção, de acordo com a polícia.

Desde antes da criação do Complexo de Israel, moradores relatam à imprensa desaparecimentos de familiares e amigos em favelas dominadas pela facção.

Muitas não procuram a polícia nem relatam oficialmente os desaparecimentos por medo, segundo observadores de centros de pesquisa sobre violência.

Em alguns lugares, no entanto, alguns traficantes evangélicos têm um grande respeito por pastores de igrejas nas favelas que dizem não aos grupos armados, diz Costa.

“São considerados verdadeiros homens santos, porque realmente aderiram ao caminho correto”, afirma.

Vital Cunha, uma das primeiras pesquisadoras a estudar o tema, descreve em seu trabalho como notou a aproximação de traficantes e pastores em busca de proteção espiritual.

Na favela de Acari e de Santa Marta, descreve ela em seu trabalho, o rádio de comunicação dos traficantes apitava todos os dias às 5h30 com uma oração do chefe do tráfico.

Ele falava ao mesmo tempo com Deus, pedindo proteção, e dava orientação, pedindo para os subordinados matarem menos e dizendo para os líderes comunitários cuidarem das pessoas.

‘Narcoreligião’

A pesquisadora Viviane Costa, no entanto, é contra falar em “narcopentecostalismo”. Ela diz que isso passaria a ideia de que a religião só passou a ser um fator importante na dinâmica de poder do tráfico com o surgimento dos traficantes evangélicos.

Na realidade, diz ela, “a religião está presente na dinâmica do tráfico desde a sua gênese”. Ela defende que o mais correto seria falar em “narcorreligião”.

Nas décadas de 1980 e 1990, as facções do narcotráfico eram amplamente associadas a religiões afro-brasileiras, como o candomblé e a umbanda, diz Doriam Borges.

Isso foi, inclusive, retratado no cinema: a passagem no filme Cidade de Deus em que o traficante muda de nome após ter o corpo fechado em um ritual religioso é uma das mais conhecidas.

“Dadinho é o c*, meu nome é Zé Pequeno!”, diz o personagem, antes de atirar em outra pessoa.

Os traficantes construíam murais e altares em seus territórios, destaca Costa.

“Em alguns casos, quando um traficante derrubava um chefe do tráfico ou quando ia conquistar um outro território, a divindade do traficante que tinha sido derrotada também abria lugar para a divindade do que assumia. Ou seja, o elemento religioso já fazia parte da dinâmica de poder.”

Reportagens do jornal O Globo na década de 1990 descrevem casos de imagens de entidades e de santos decapitadas durante disputadas armadas — algo que acontecia pela mão dos traficantes rivais e também da polícia.

O preconceito contra as religiões afro-brasileiras já era presente desde então, explica Borges.

“As religiões afro-brasileiras, desde suas origens, têm sido estigmatizadas. E os traficantes vinculados a essas religiões eram os personagens perfeitos usados pela sociedade e pelo Estado, em especial as polícias, para a vinculação desse grupo com o Diabo, com o mal.”

Segundo o pesquisador, esses símbolos religiosos eram frequentemente destruídos durante as operações policiais.

Em Oração de Traficante, Vital Cunha descreve como as pinturas de santos e entidades do candomblé passaram lentamente a ser substituídas por trechos bíblicos na favela de Acari, no Rio de Janeiro, onde ela passou mais de uma década fazendo pesquisa.

Ou seja, a dinâmica religiosa, que já existia, passou a ser modificada para incorporar a cultura neopentecostal que surgia.

Hoje, a criação do Complexo de Israel é exemplo dos contornos que essa relação entre tráfico e religião assumiu, diz Kristina Hinz.

Exemplo, aliás, que é copiado por outros traficantes: segundo a Polícia Civil, o chefe do tráfico de uma favela em Madureira, na Zona Norte do Rio, pretende tomar os territórios de rivais para criar uma grande área sob seu domínio que chamaria “Complexo de Jerusalém”.

Fonte: BBC Brasil

Lula chama privatização da Eletrobras de “bandidagem”

‘Vamos provar a corrupção’, diz Lula sobre doação da Eletrobrás a acionistas privados

Em evento no Ceará nesta sexta-feira (12), o presidente Lula (PT) voltou a falar da Eletrobrás e criticar a doação da companhia a acionistas privados. Ele repetiu suas críticas ao reduzido poder de voto da União no Conselho da empresa e à dificuldade de recomprar as ações vendidas.

“A gente não pode aceitar sem denunciar”, afirmou o presidente. Em sua declaração mais dura contra a privatização da empresa, o presidente falou em “corrupção” e afirmou que vai provar e identificar os responsáveis pelo processo que classificou como “bandidagem”. “Ou seja, o próprio governo fez uma lei prejudicando o governo e nós vamos apurar, nós vamos abrir processo, e nós vamos tentar provar a corrupção que houve nesse país para que o povo brasileiro saiba quem é que praticou corrupção. (…) Na privatização, foi feita uma bandidagem, que deve ser um crime de lesa pátria”.

Lula ainda lembrou: “a primeira coisa que os diretores ‘honestos’ do setor privado fizeram foi aumentar o salário de R$ 60 mil para R$ 360 mil. É esse o país que eles construíram, o país do ódio, da mentira, da venda das nossas empresas públicas, o país do desmonte do Estado brasileiro”.

Saiba mais

O presidente Lula nesta quinta-feira (11) afirmou que “a Eletrobras foi privatizada, me parece, por R$ 36 milhões. Para quê o governante queria o dinheiro? Para levar para o Tesouro para pagar juro da dívida interna dele. Ou seja, vendeu uma estatal para pagar juros. Hoje nós não temos estatal e ainda estamos devendo muito”.

O governo tem 43% das ações da Eletrobrás, mas no Conselho só tem direito a um voto. Os nossos 40 só valem um. Quem tem 3% tem o mesmo direito do governo. Então nós entramos na Justiça para que o governo tenha a quantidade de voto de acordo com a quantidade de ações que ele tem. A segunda sacanagem que fizeram é o seguinte: se o governo quiser comprar de volta a Eletrobrás e tiver um cara lá qualquer que ofereceu R$ 30 bilhões, sabe o que colocaram na lei? Que o governo brasileiro, para comprar, tem que pagar três vezes a oferta que foi feita pelo setor privado. Ou seja, é a sacanagem para tentar evitar que o governo volte a ser responsável por cuidar da energia que o povo tanto precisa”, acrescentou.

Ele prometeu “brigar muito” para recuperar o controle sobre a Eletrobrás.

Fonte: Brasil 247

Ex-campeão mundial de Jiu Jitsu, Kiko Santoro é preso no DF por desvios de R$ 137 milhões

Investigação apura um esquema que simulava eventos esportivos fictícios para desviar R$ 137,4 milhões de recursos públicos

Um grupo composto por um ex-campeão de jiu-jitsu, um laranja e uma associação sem sede física está sendo investigado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por possíveis fraudes em repasses da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) do Distrito Federal para eventos esportivos. 

A Operação Armlock, iniciada em 2021, realizou 30 mandados de busca e apreensão em diferentes locais, incluindo a Secretaria de Esportes e Comandos em Águas Claras e Goiânia. A investigação apura um esquema que simulava eventos esportivos fictícios para desviar aproximadamente R$ 137,4 milhões de recursos públicos.

Francisco Santoro, conhecido como Kiko, é o principal alvo da operação. Além de ser faixa preta em jiu-jítsu e ex-campeão em diversas competições, ele é funcionário comissionado da Secretaria de Economia do DF e presidente da Federação Brasiliense de Jiu-Jítsu (FBJJD). Santoro também faz parte do Conselho de Administração do Fundo de Apoio ao Esporte (Confae), informa o Metrópoles. 

A Associação Centro-Oeste de Jiu-Jítsu (Cojj), com sede em Goiânia, é apontada como uma fachada para desviar recursos públicos em benefício dos investigados e realizar eventos privados promovidos pela FBJJD e seu presidente.

De acordo com as investigações, Santoro teria utilizado sua posição no Conselho de Administração do Confae para estabelecer parcerias entre a secretaria e o Cojj, aproveitando seu acesso facilitado aos bastidores da SEL-DF. Foi constatado que a associação não possuía estrutura física declarada e não comprovou a execução dos projetos acordados para os campeonatos de artes marciais no Distrito Federal. 

Fonte: Brasil 247

PF retira invasores da terra Indígena Karipuna

De acordo com a Polícia Federal, “madeiras extraídas do interior da Terra Indígena são ilegalmente vendidas por madeireiras e serrarias, mediante um esquema fraudulento”

Agentes da Polícia Federal (PF), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e da Fundação Nacional do Índio (Funai) iniciaram nesta quinta-feira (11) uma operação com o objetivo de retirar invasores da Terra Indígena Karipuna, em Rondônia, região norte do Brasil. Foram mobilizados 80 policiais federais, além dos 11 profissionais das demais instituições parceiras. 

De acordo com a PF, “madeiras extraídas do interior da Terra Indígena são ilegalmente vendidas por madeireiras e serrarias, mediante um esquema fraudulento”.

A corporação afirmou ter como objetivo a “identificação de pessoas envolvidas nas atividades de loteamento e comercialização ilegal de terras (grilagem) e em extração ilegal de madeira do interior da Terra Indígena, bem como a inutilização de maquinários e de toda a estrutura feita em cada localidade de invasão”.

A PF disse que serão destruídas pontes e outros meios de acesso à Terra Indígena, “instalados sem a devida autorização” do governo. 

Durante as ações, os policiais federais atuarão nos 12 maiores e principais pontos de alertas de desmatamento existentes no interior da Terra Indígena, bem como em 20 madeireiras e serrarias que ficam no entorno da Terra Indígena Karipuna.

“Os objetos ilegais (maquinários, ferramentas, instrumentos e estruturas) encontrados serão inutilizados e os responsáveis serão imediatamente conduzidos à sede da Polícia Federal para a adoção dos procedimentos cabíveis”, continuou a instituição.

Fonte: Brasil 247

Tribunal de Contas suspende contrato sem licitação de R$ 52 milhões de JHC

Foi publicada no Diário Oficial eletrônico do Tribunal de Contas Estado de Alagoas (TCE-AL), na noite desta quarta (10), a suspensão imediata do contrato de R$ 52 milhões com a Trakto Brasil, realizado sem licitação. A decisão foi tomada pelo presidente do TCE, conselheiro Fernando Toledo.

A Trakto seria responsável pela criação de um Software único para a educação e seus usúarios, além de disponibilizar os aparelhos tecnológicos a serem utilizados. Com a realização do contrato por inexigilibiladade de licitação entres as partes envolvidas, acabou levantando dúvidas sobre o acordo. No Documento oficial do TCE, a decisão de suspender o contrato se baseia na “possibilidade de ocorrer dano ao erário irreparável ou de difícil reparação, levando-se em consideração o valor do contrato em testilha, que gravita na soma aproximada de R$ 55.000.000,00 (cinquenta a cinco milhões) de reais.”

Ante as considerações acima, ponderando que os aparentes vícios na contratação, concebidos em juízo superficial, tem potencial de causar graves prejuízos ao Município de Maceió, e diante da impossibilidade momentânea de distribuição por sorteio, decido exarar, de ofício, a presente medida cautelar para determinar:

1) Que o Município de Maceió, por si ou por intermédio de sua Secretaria de Educação suspenda imediatamente a execução do contrato firmado com a TRACKTO BRASIL SOFTWARE LTDA, no estado que se encontra, inclusive pagamentos pendentes se houver;
2) Que o Município de Maceió, por si ou por intermédio de sua Secretaria de Educação encaminhe ao TCE/AL o processo integral da contratação, bem como os de liquidação de despesa e pagamentos realizados, se houver; e Ato contínuo, determino à imediata intimação do Prefeito de Maceió e do Secretário Municipal de Educação para dar cumprimento à presente decisão, sob pena da aplicação das sanções pertinentes.

Fonte: Folha de Alagoas

Arapiraquense Jamerson Alves vira réu por ato terrorista em Brasília

As investigações e indiciamentos de suspeitos de envolvimento nos atos golpistas do dia 08 de janeiro continuam e um dos réus confirmados é o arapiraquense Jamerson Cassimiro da Silva Alves. Ele foi julgado no dia 02 de maio e virou réu no processo sobre as invasões nos prédios do Congresso Nacional e Palácio do Planalto.

Nas redes sociais, Jamerson divulgou vídeos, já apagados, mostrando que estava em Brasília nos dias dos atos golpistas. “Arapiraca, Alagoas. Vem pra cá, viu. Monte sua caravana e vem pra cá. Deus Pátria, família e Liberdade”, publicou o arapiraquense, dias antes de invadir o Congresso e ser preso.

Outra arapiraquense envolvida nos atos é a ex-candidata a vereadora pelo PSL em Arapiraca, Gabryelle Costa Estanislau Pereira. Ela também foi presa por participação direta nos atos antidemocráticos em Brasília e começou a ser julgada no dia 09. O Julgamento de Gaby Estanislau terminará no dia 15.

Além deles, há outros nove alagoanos que estão passando por julgamentos por crime de associação criminosa armada, abolição ao Estado Democrático de Direito e golpe de estado.

Fonte: Já É Notícia

Começa hoje a 4ª Feira Nacional da Reforma Agrária do MST

A 4ª edição da Feira Nacional da Reforma Agrária, realizada pelo MST, está de volta em 2023. Reunindo camponesas e camponeses, vindos dos quatro cantos do Brasil, a Feira acontece em São Paulo, entre os dias 11 e 14 de maio, no Parque da Água Branca, na capital paulista.

Com a estimativa de reunir 500 toneladas de alimentos dos acampamentos e assentamentos da Reforma Agrária de todas as regiões, a Feira comercializará uma variedade de produtos in natura e agro industrializados, frutos da luta e da organização camponesa, livre de veneno e a partir de novas relações com os bens naturais.

Cinco anos após a última edição, a Feira Nacional da Reforma Agrária traz em cada produto cada marcha, cada ocupação de terra que o Movimento realizou, com o objetivo de construir um modelo de vida digno no campo, com produção de alimentos saudáveis e mais renda para o trabalhador.

A Feira conta ainda com uma ampla programação cultural, com a presença de diversos grupos, artistas e coletivos durante todos os dias de Feira, além da já tradicional Culinária da Terra, espaço dedicado para a comercialização de pratos típicos das regiões do país.

Com seminários, oficinas, debates, lançamentos de livros e conferência, a Feira apresenta uma ampla programação de formação para os visitantes. Toda a programação será gratuita.
Vem com o MST apoiar a Reforma Agrária Popular e a organização camponesa no país!

Fonte: MST

MPF obriga Telegram a se explicar em até 10 dias após mensagem contra PL das Fake News

Ofício do MPF solicita os nomes e endereços eletrônicos dos responsáveis dentro do Telegram pela elaboração da mensagem e autorização do seu impulsionamento

O MPF em São Paulo emitiu um ofício para o Telegram, nesta terça-feira (9), pedindo esclarecimentos sobre a mensagem em massa enviada pela própria empresa, criticando o PL das Fake News e alegando que a proposta acabará com a liberdade de expressão. A resposta deve ser enviada em até dez dias.

O ofício do MPF solicita os nomes e endereços eletrônicos dos responsáveis dentro do Telegram pela elaboração da mensagem e autorização do seu impulsionamento. Além disso, a empresa é cobrada a explicar por que a mensagem foi impulsionada para todos os usuários da plataforma, não apenas para aqueles inscritos no canal de notícias do Telegram.

A Procuradoria também deseja saber se o Telegram permite alguma forma de contraditório em relação ao posicionamento da empresa ou se o comunicado foi unilateral, sem chance de questionamento. O MPF também questiona se o Telegram oferece o mesmo canal para que outros atores enviem mensagens ou se as mensagens encaminhadas são apenas conteúdo de interesse da empresa.

Fonte: Brasil 247

Trump é considerado culpado por abuso sexual

epa08507247 US President Donald J. Trump and Polish President Andrzej Duda (not pictured) hold a joint press conference in the Rose Garden of the White House in Washington, DC, USA, 24 June 2020. Duda, a conservative nationalist facing a tight re-election race back home, is the first foreign leader to visit the White House in more than three months. EPA/JIM LO SCALZO

Um júri em Nova York considerou o ex-presidente americano Donald Trump (2017-2021) culpado em um processo civil por abuso sexual e difamação. Ele terá que pagar US$ 5 milhões de indenização à jornalista e escritora E. Jean Carroll.

A mulher havia alegado que Trump a estuprou em uma loja de departamentos em 1996 e que o empresário a difamou ao negar a acusação e sugerir que era uma mentira para aumentar as vendas de um livro lançado por Carroll.

O caso já havia prescrito na esfera criminal e por isso Trump não será preso, mas a escritora e jornalista apresentou ação cível com base numa lei estadual de Nova York que permitiu processos do tipo relativos a casos de agressão sexual já prescritos.
“Estou aqui porque Donald Trump me estuprou e, quando escrevi sobre isso, ele disse que não aconteceu”, disse Carroll durante o julgamento. “Ele mentiu e destruiu minha reputação, e estou aqui para tentar recuperar minha vida.”

Na sua rede social, Truth Social, Trump negou os fatos e se disse vítima de perseguição. “Não tenho absolutamente nenhuma ideia de quem é essa mulher. Este veredicto é uma desgraça – a continuação da maior caça às bruxas de todos os tempos!”, escreveu, numa referência a outro processo no qual se tornou réu em abril.

No mês passado, o ex-presidente foi notificado de 34 acusações de falsificação de registros comerciais da Organização Trump, supostamente com o objetivo de ocultar um pagamento de US$ 130 mil, realizado durante a campanha presidencial de 2016, para que a atriz pornô Stormy Daniels silenciasse sobre um relacionamento sexual entre ambos dez anos antes.

Fonte: Gazeta do Povo


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