STJ confirma condenação de R$ 3 milhões contra Deltan Dallagnol

Por 6 votos a 5, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta quarta-feira (7), manter a condenação do ex-deputado federal Deltan Dallagnol, que deve ressarcir os valores gastos indevidamente com diárias e passagens áreas quando atuava na força-tarefa da Operação Lava Jato.

No ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) entendeu que o modelo montado para manter o funcionamento da força-tarefa foi antieconômico e gerou prejuízos de R$ 2,8 milhões aos cofres públicos.

Após a decisão, a Justiça Federal em Curitiba atendeu ao pedido de liminar dos advogados de Deltan e suspendeu a condenação. Posteriormente, o ministro Humberto Martins, do STJ, aceitou recurso da União e determinou a retomada do andamento do processo no TCU.

A decisão do STJ é mais um revés para Dallagnol. Mais cedo, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou pedido para suspender a decisão que cassou seu mandato.

No mês passado, por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que o ex-parlamentar tentou burlar a Lei da Ficha Limpa ao pedir exoneração do cargo de procurador da República durante a tramitação de processos disciplinares abertos para apurar sua conduta na condução dos processos da Lava Jato. A defesa de Deltan Dallagnol alegou que ele estava apto a concorrer às eleições.

Na última terça-feira (6), a Câmara dos Deputados cumpriu a decisão do TSE e declarou a perda do mandato.

Fonte: Agência Brasil

Entidades realizam ato em solidariedade ao MST em Arapiraca

Manifestação contou com o apoio da CUT, movimento sindical e estudantil

Ocorreu ontem a noite, 07/06, no campus da Uneal em Arapiraca, um ato de apoio ao MST. O movimento vem sendo atacado pela extrema-direita através de uma CPI na Câmara.

Representantes da CUT, Sinduneal, Sintuneal, Sinteal, Sindsar, Sinsdal, centros acadêmicos de História, Geografia e Direito, Juventude Revolução e Associação de Moradores do Bairro São José da cidade de São Sebastião e do PT, expressaram a solidariedade dos movimentos aos MST.

Depois, uma mesa formada pelo professor Luiz Gomes, do curso de História, professor Inaldo Valões, do curso de Direito e José Carlos França, da direção do MST, debateu com os presentes a importância da reforma agrária, a tentativa de criminalizar o MST através da CPI e a necessidade de uma reforma agrária popular para o Brasil.

O público participou fazendo perguntas aos palestrantes e propostas como a realização de uma Semana Agrária, foi destacada como necessária para aprofundar a discussão.

MP/AL pode barrar construção de “terminal da morte” no Porto de Maceió

Projeto para depósito de ácido sulfúrico que assusta moradores da orla de Maceió será debatido hoje

Para líderes ambientalistas, o terminal de ácido sulfúrico no Porto de Maceió é uma bomba relógio que pode explodir e provocar um acidente de proporcionais semelhantes ou até maior do que aconteceu recentemente no Líbano.

Já para os moradores da orla de Maceió, temem que além de um eventual acidente de grandes proporções, a imediata desvalorização de seus imóveis na área nobre da cidade.

O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) pode barrar a construção de um depósito de ácido sulfúrico no cais do Porto de Maceió, como pretende uma multinacional francesa fabricante de fertilizantes. Pelo menos é essa a expectativa dos ambientalistas, preocupados com a implantação do terminal para recebimento e estocagem desse produto químico altamente tóxico e letal.

Para a bióloga Neirevane Nunes, caso o MP/AL não embargue esse projeto, Maceió pode ser vítima de mais um crime ambiental em potencial. “Como seja não bastasse, a cidade ter que conviver com uma zona de exclusão, após o crime praticado pela Braskem, agora querem instalar um terminal químico numa zona portuária urbana, nas proximidades de um dos principais cartões postais da capital alagoana”.

A bióloga chama atenção para o local onde o ácido sulfúrico ficará armazenado, caso a implantação do projeto seja autorizada. Um cais urbano, com grande movimentação de carga e descarga de navios, na redondeza de bairros residenciais e a poucos quilômetros da piscina natural da Pajuçara. “Um vazamento desse produto poderia dizimar os corais na região da praia da Pajuçara”, alertou a bióloga.

Segundo ela, analisando o projeto da multinacional, apesar dos investimentos e nos empregos prometidos, não vala a pena, os riscos são muito grandes. O próprio Relatório de Impacto Ambiental (Rima) – que será apresentado pela empresa, na audiência pública marcada para esta quarta-feira (7/6), no auditório do Porto de Maceió – expõe os perigos, reconhecendo que os impactos negativos são muitos maiores.

“A empresa usa 60 páginas desse relatório para dizer, em resumo, que o empreendimento é bom, mas é arriscado. Apresenta 79% de impactos negativos e propõe medidas mitigadoras que não compensam os riscos”, observou Neirevane. Para ela, que coordena o Movimento Unificado das Vítimas da Braskem, “só a mobilização dos moradores pode tentar barrar mais um crime ambiental”.

Por isso, segundo ela, é importante a participação das entidades ambientais e dos movimentos sociais na audiência que irá debater o projeto. “O Ministério Público Estadual precisa sentir essa pressão da sociedade, para se colocar ao lado do povo, do meio ambiente e do turismo, apurando o caso e pedindo à Justiça o arquivamento desse projeto ou o emprego das obras, caso sejam iniciadas”, concluiu a bióloga.

A geóloga cubana Regla Massahud, professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), também não ver com bons olhos a implantação de uma unidade de recebimento e estocagem de ácido sulfúrico no Porto de Maceió, também por conta da localização. Ela desenvolve um fertilizante bem natural, a base de pó de rocha, que vem sendo utilizado com sucesso na cultura da macaxeira, na zona rural de Alagoas.

Esse trabalho da pesquisadora cubana, naturalizada brasileira, foi destaque do Globo Rural do último domingo. A reportagem mostrou como o adubo natural é fabricado, com a rocha sendo triturada até virar pó, até o produto ser aplicado na lavoura. A aplicação é feita após a análise do solo, para saber quais as carências nutricionais do terreno a ser cultivado e que tipo de cultura a ser plantada.

Promotoria do Meio Ambiente participa da audiência pública nesta quarta

O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) vai participar da audiência pública para debater a implantação do deposito de ácido sulfúrico no cais do Porto de Maceió. A audiência foi proposta pela empresa francesa dona do empreendimento, é aberta ao público e está marcada para começar no início da manhã, no auditório da Administração do Porto de Maceió, no bairro de Jaraguá.

“A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente participará da audiência pública sobre esse assunto e vai instaurar novo procedimento a respeito do tema”, afirmou a assessoria de comunicação do MP/AL. No entanto, o promotor Alberto Fonseca, titular da promotoria de Meio Ambiente, não quis falar a respeito ou pode comentar o projeto. Segundo a assessoria, “ele não fala até finalizar o procedimento”.

Na audiência, a Timac Agro Indústria e Comércio de Fertilizantes, que é uma multinacional francesa especializada na fabricação e comercialização de fertilizantes, vai apresentar o relatório de impacto ambiental sobre a instalação do depósito. A empresa possui três fábricas de fertilizantes sólidos nas cidades de Candeias (BA), Rio Grande (RS) e em Santa Luzia do Norte, em Alagoas.

Os diretores do empreendimento escolheram a zona portuária da capital alagoana por uma questão logística, dada a proximidade das fábricas que vão receber a matéria-prima. No projeto assume também que o empreendimento visa reduzir custos na importação de ácido sulfúrico para a produção de fertilizantes em Alagoas. Outro ponto positivo para a instalação do deposito é qualidade das estradas para o deslocamento do produto.

O projeto para estocagem de ácido sulfúrico no Porto de Maceió foi apresentado pela primeira vez no início de 2020, quando o então presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou o Decreto nº 10.330/2020, autorizando a “movimentação e armazenagem de granéis líquidos, principalmente ácido sulfúrico no terminal MAC10 no Porto de Maceió”. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União.

Em dezembro de 2020 a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) realizou o leilão da área MAC10 do Porto de Maceió, que foi comprada pela Timac num lance único de R$ 50 mil, a título de outorga efetiva. De acordo com o projeto, o terminal deverá ter uma área de 7.932 m².

Caso o projeto do depósito seja implantado, o contrato da Timac com a Administração do Porto terá um prazo inicial previsto de 25 anos, com possibilidade de prorrogação, por mais 25 anos, a critério do poder concedente, até o limite de 70 anos.

OAB Alagoas é contra projeto da empresa francesa Timac Agro

A Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) também vai participar da audiência pública, no Porto de Maceió. “O presidente da Comissão de Meio Ambiente e Urbanística informou que a advogada Camila Dias vai participar. Somente após a audiência, a comissão deverá se pronunciar”, afirmou a assessoria de comunicação da Ordem.

Em abril de 2021, o então presidente dessa comissão, Ricardo Wanderley, solicitou esclarecimentos sobre o empreendimento, devido aos riscos eminentes à saúde da população e à biodiversidade local, por meio de possíveis vazamentos do ácido sulfúrico, no mar ou no subsolo, como também vazamentos de gazes.

Foi com base na solicitação de esclarecimentos sobre o projeto, que a OAB fez à Administração do Porto e ao Ministério Público, que a Promotoria de Meio Ambiente tomou conhecimento dos planos dessa multinacional francesa de armazenar ácido sulfúrico na zona portuária da capital alagoana.

A prefeitura de Maceió também tomou conhecimento do projeto desde a autorização concedida pelo ex-presidente Bolsonaro, em dezembro de 2020, mas até o final da tarde de ontem não tinha se manifestado sobre o tema. A reportagem da Tribuna Independente tentou ouvir a Prefeitura de Maceió, por meio da assessoria de comunicação do prefeito JHC (PL), mas não teve retorno.

EMPRESA FRANCESA

O principal documento a ser sabatinado na audiência é o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), que apresenta as principais informações e conclusões obtidas no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da Unidade de Recebimento e Estocagem de Ácido Sulfúrico, a ser implantada no município de Maceió. A apresentação será feita por técnicos da empresa Encima Engenharia, Segurança Industrial e Meio Ambiente, contratada para realizar os estudos e o relatório acerca do projeto.

De acordo com a legislação, o EIA/Rima é um dos documentos exigidos no processo de licenciamento ambiental para empreendimentos de alto risco. “O relatório tem como objetivo oferecer elementos técnicos para que o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) possa avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento na área requerida”, explicam os técnicos da empresa contratada pela dona do empreendimento.

“Assim, ele foi elaborado por uma equipe técnica multidisciplinar a partir de procedimentos recomendados para esta natureza, obedecendo as legislações legais vigentes e com base nas diretrizes propostas pelo IMA, contidas no Termo de Referência para Elaboração de Estudo de Impactos Ambientais (EIA), Relatório de Impactos Ambientais (Rima) e Estudo de Análise de Risco para a Licença Prévia da Unidade de Recebimento e Armazenamento de Ácido Sulfúrico da Timac Agro”, acrescentam.

Os técnicos dizem ainda que o empreendimento é seguro, apesar dos riscos de acidentes. A estocagem na zona portuária da capital visa reduzir custos na importação de ácido sulfúrico para a produção de fertilizantes em Alagoas. Com isso, segundo os técnicos, o preço do adubo poderá será menor do que em outros Estados.

A Timac Agro Indústria e Comércio de Fertilizantes já tem endereço no Porto de Maceió, localizado na Avenida Industrial Cícero Toledo, onde opera uma Armazém de Graneis Líquidos, no cais de Jaraguá. A multinacional francesa possui três fábricas de fertilizantes, no Brasil: nas cidades de Candeias (BA), Rio Grande (RS) e em Santa Luzia do Norte (AL).

Redação com Tribuna Hoje

STF recua e rejeita denúncia contra Arthur Lira por corrupção passiva

A 1ª Turma do STF analisava recurso contra decisão que tornava Lira réu. Ministros seguiram entendimento da PGR e mudaram posicionamento

A Primeira Turma do Supremo Tribunal (STF) rejeitou, de forma unânime, denúncia contra o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), por corrupção passiva.

Os ministros do STF aceitaram contestação dos advogados do alagoano contra denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em caso que Lira era acusado de ter aceitado propina de R$ 106 mil para dar apoio político a dirigente da Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU).

Após a PGR mudar seu posicionamento e dizer ser contra abertura de ação penal contra Lira, os ministros seguiram o entendimento e rejeitaram a denúncia. O argumento da PGR foi de “ausência de justa causa” para o recebimento da ação penal.

A Procuradoria havia denunciado Lira, mas mudou de opinião com a alegação de que as acusações foram embasadas somente em delação premiada.

Questão de ordem

A sessão foi presidida pelo ministro Luís Roberto Barroso. Logo no início do julgamento, André Mendonça fez uma questão de ordem para que pudesse votar na ação.

Embora regra do STF determine que votos de ministros aposentados não sejam alterados após pedido de destaque ou vista, André Mendonça abriu questão de ordem para votar no lugar de Marco Aurélio. Os outros integrantes da Turma, em “excepcionalíssima exceção”, autorizaram a medida.

Marco Aurélio tinha votado pelo recebimento da denúncia. Mendonça, no entanto, mudou o entendimento e optou pelo arquivamento do caso. Os dois principais argumentos foram a rejeição de inquérito que embasou a acusação e a mudança de posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR), autora da ação.

A denúncia do Ministério Público Federal foi baseada em colaboração premiada do doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores da Operação Lava Jato.

Mendonça foi seguido pelos outros quatro ministros da Turma, que também votaram pela rejeição da denúncia. Com isso, o caso será arquivado.

O advogado de Lira, Pierpaolo Cruz Bottini comentou a decisão: “O arquivamento da quarta denúncia contra o deputado Arthur Lira revela a fragilidade das delações de Alberto Youssef e os riscos de fundamentar acusações apenas nas declarações de colaboradores, sem outras provas que corroborem as narrativas”, disse.

No Twitter, Lira disse ter recebido a decisão com “serenidade” e completou ao afirmar que tem “a consciência tranquila”.

Fonte: Metrópoles

PMs são presos com estrutura milionária simulando uma invasão de ‘sem terra’

Doze pessoas foram presas ao tentar invadir uma fazenda, localizada a 70 km de Ribeirão Cascalheira, Região do Araguaia (700 km de Cuiabá), neste final de semana. O que levantou suspeitas na polícia foi a “megaestrutura” que os 9 homens e 3 mulheres – entre eles 2 policiais militares -, tinham, além da insistência em tentar invadir, pela quarta vez seguida, áreas produtivas e numa mesma região.

Com os presos a polícia apreendeu armas, munições, uma carreta, um carro de passeio e dois contêineres refrigerados que seria utilizados como alojamento e farto material de construção que seria empregados na construção das moradias dos “sem terra”.

A invasão foi frustrada por forças policiais militares e civis dos municípios de Água Boa, Canarana, Ribeirão Cascalheira e Nova Xavantina mobilizados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

CPI – A suspeita é que esta invasão na região do Araguaia seja alguma forma de tentar incriminar o Movimento os Trabalhadores Sem Terras (MST) alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), aberta na quarta-feira (17.05) na Câmara Federal, em Brasília.

O relator da CPI é o deputado Ricardo Salles (PL-SP), que foi ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, o presidente  é o deputado tenente-coronel Zucco (Republicanos-RS), o primeiro vice-presidente é deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e o segundo vice-presidente, o delegado Fábio Costa (PP-AL).

Segundo o secretário de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso, César Roveri, que acompanhou a ação dos policiais, o governador Mauro Mendes determinou “tolerância zero contra as invasões de terras”.

“Não iremos permitir nenhum tipo de crime em nosso Estado”, afirmou Roveri, reconhecendo que, pelo menos nesse caso, os invasores não pareciam ser “sem terras”, mas criminosos comuns fazendo uma ação coordenada e com um financiamento milionário. “Os criminosos estavam com carreta e contêineres, o que mostra que não eram simples invasores, mas sim, pessoas com recursos”.

Os suspeitos, veículos e equipamentos apreendidos foram levados para a delegacia de Ribeirão Cascalheira.

Fonte: DCM

Moradores da Ponta Verde estão preocupados com armazém de ácido sulfúrico no Porto de Maceió

Moradores da área nobre teme desvalorização dos imóveis diante da ameaça de acidente ambiental com produto químico

Depois do grave acidente ambiental provocado pela Braskem que provocou afundamento de uma grande parte de Maceió, agora os moradores vivem o drama da instalação de um grande depósito de ácido sulfúrico no Porto de Maceió.

Segundo a bióloga Neirevane Nunes, “o armazenamento de ácido sulfúrico é somente recomendável em áreas distantes dos centros urbanos, como é o caso do Porto de Suape, que possui um grande pólo petroquímico e o de Aratu, distante 18 km do centro de Salvador. Já o Porto de Maceió está localizado na capital alagoana, na orla, numa região densamente habitada, por isso a instalação de projetos como este é totalmente imprópria. Outra questão que deve ser analisada é que além de estocar o ácido sulfúrico, ele deve ser transportado para usinas de açúcar e álcool e a Braskem. E este transporte será feito pelas ruas de Maceió.”

Por sua vez, os moradores da Ponta Verde e de outras áreas nobre da orla de Maceió, estão preocupados com a possível desvalorização dos seus imóveis que a instalação desse depósito pode acarretar. Segundo um morador, “a questão ambiental e de desvalorização já começa a incomodar as pessoas que moram aqui”.

Além da tragédia da Braskem em Maceió, é bom lembrar da tragédia que ocorreu recentemente no Líbano.

Em 4 de agosto de 2020, pelo menos 215 pessoas morreram e outras 6 mil ficaram feridas após uma explosão causada por 2.750 toneladas de nitrato de amônio que estavam armazenadas no porto de Beirute, no Líbano. A tragédia matou pelo menos 215 pessoas e deixou mais 6 mil feridos.

Redação com 082 Notícias

Servidores apresentam estudo técnico que contesta governo Paulo Dantas

Estudo apresentado em reunião na Seplag derruba argumento do governo para negar a reposição salarial em 2023

Em reunião realizada hoje, 05/06, os servidores públicos apresentaram um estudo técnico que derrubou o argumento do governo Paulo Dantas para negar a reposição salarial de 5,79% ainda em 2023.

O estudo foi encomendado pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Civis e Militares e apresentado pelo Analista de Planejamento e Orçamento Diego Farias de Oliveira, que mostra que o Estado de Alagoas tem condições de garantir o pagamento da reposição de 5,79% e ganho real.

O estudo surpreendeu os representantes do governo que fazem parte do comitê de Negociação Sindical, que vinham afirmando a inviabilidade de qualquer reposição ainda em 2023.

Uma nova reunião foi agendada, dessa vez, na Secretaria da Fazenda, onde as partes tentaram um novo entendimento.

Inscrições para o Enem começam nesta segunda-feira

Estudantes de todo Brasil, fazem o segundo dia de prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio

Taxa de inscrição custa R$ 85 e deve ser paga até dia 21

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam nesta segunda-feira (5). Interessados em participar do certame, a ser aplicado nos dias 5 e 12 de novembro, têm até 16 de junho para fazer o cadastro na Página do Participante. A taxa de inscrição é R$ 85 e deve ser paga até 21 de junho.  

O edital com o cronograma e também com as regras para o Enem 2023 foi publicado no início do mês. Além de apresentar as datas e os horários do exame, o texto detalha os documentos necessários e as obrigações do participante, incluindo situações em que o candidato pode ser eliminado. 

Provas

A publicação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) traz, ainda, critérios para correção das provas e procedimentos para pessoas que precisam de cuidados especiais durante o concurso.  

Os gabaritos das provas objetivas serão publicados no dia 24 de novembro no portal do Inep. Já os resultados individuais serão divulgados no dia 16 de janeiro de 2024 no mesmo site. 

Fonte: Agência Brasil

Igrejas evangélicas suspeitas de financiar atos golpistas entram na mira da CPMI

Requerimentos de convocação de presos que denunciaram líderes religiosos foram feitos pelos deputados Erika Hilton e Pastor Henrique Vieira

Deputados do PSOL apresentaram requerimentos na CPMI do 8 de janeiro para convocar evangélicos que relataram à Polícia Federal terem viajado a Brasília para o ato antidemocrático por meio de ônibus organizados por igrejas. Os pedidos para convocação se baseiam em reportagem publicada pelo UOL em março sobre os indícios de participação de igrejas evangélicas na organização das caravanas para o 8 de janeiro. Os requerimentos foram apresentados pelos deputados Erika Hilton (PSOL-SP) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), que é da Igreja Batista do Caminho. Os parlamentares querem que a CPMI aprofunde uma linha de investigação a respeito desse tema.

Como revelou o UOL, a informação sobre o financiamento por igrejas evangélicas foi citada aos investigadores por pelo menos cinco pessoas, que foram presas pela PF no acampamento montado no quartel-general do Exército. Os parlamentares pediram a convocação de todos eles.

Moradora de Sinop (MT), Sirlei Siqueira, por exemplo, afirmou à PF que viajou em uma “excursão da Igreja Presbiteriana Renovada”, mas não deu detalhes sobre o financiador. Também morador de Sinop, Jamil Vanderlino afirmou ter viajado em um “ônibus financiado por igreja evangélica”.

Um dos autores dos requerimentos de convocação, o deputado Pastor Henrique Vieira afirmou que essa linha de investigação pode beneficiar o segmento religioso.

Plano de trabalho

A relatora da CPMI, Eliziane Gama (PSD-MA), iria apresentar seu plano de trabalho em sessão marcada para a última quinta-feira, mas a reunião foi adiada para a terça-feira. Na sessão, devem ser apreciados os primeiros requerimentos de convocação para dar início aos trabalhos da comissão.

Já foram apresentados mais de 700 requerimentos à CPMI pelos parlamentares da base aliada do governo federal e da oposição. Os governistas buscam focar a investigação nos bolsonaristas, com pedidos de convocação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados. Os oposicionistas querem usar a comissão para apontar falhas e responsabilidades da gestão petista no dia 8 de janeiro.

A comissão é presidida pelo deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), que é alinhado ao presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Cabe a ele definir quais requerimentos serão votados e a ordem das convocações para os depoimentos. Em entrevistas, Maia já afirmou que ainda não vê elementos para convocar Bolsonaro a prestar depoimento.

Fonte: Uol

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