Gilmar e Toffoli defendem ‘liberou geral’ dos transgênicos no Brasil

Em seus votos a favor das indústrias interessadas nas facilidades de aprovação de organismos geneticamente modificados, os ministros desconsideraram estudos e a própria Constituição

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Dias Toffoli desprezaram apelos e votaram a favor do “liberou geral” dos transgênicos no Brasil. Em julgamento que entre outras coisas questiona pontos da Lei de Biossegurança que dá sinal verde à Comissão Técnica Nacional de Biosseguranã (CTNBio), ambos reproduziram a propaganda das empresas interessadas. E usaram esses argumentos para votar contra a ação movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) há 18 anos.

Em seu voto, seguido por Toffoli, Gilmar considera que a CTNBio é qualificada para seguir, com exclusividade, aprovando os pedidos de liberação de Organismos Geneticamente Modificados, os OGMs, mais conhecidos como transgênicos. Ou seja, sementes, leveduras e tantos outros desenvolvidos nos laboratórios de empresas, em geral, transnacionais.

Isso porque, na avaliação de ambos, a comissão vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, criada para assessorar o governo federal em assuntos relativos ao tema, conta com “cientistas escolhidos, inclusive, com participação social na escolha”. Eles consideram também que “não há usurpação de competência de outros órgãos, como o Ibama e a Anvisa, como acontece. E que o colegiado foi criado para analisar e aprovar as questões de biossegurança do país.

E vão além: que se esse trabalho de aprovação feito pela CTNBio fosse deixado a critério dos órgãos ambientais estaduais, poderia haver morosidade em análises que, muitas vezes, precisam ser rápidas. Para isso deram como exemplo vacinas da covid-19.

Ministros relativizaram em favor das indústrias de transgênicos

Para resumir mais ainda seu voto, Gilmar afirma que a Constituição não prevê a obrigatoriedade de EIA/RIMA (estudo e relatório de impacto ambiental) para tudo. Apenas naqueles casos de significativa degradação ambiental. Que não há dados de que a Lei 11.105/2005 (sob questionamento na ação em julgamento) traga menos proteção ambiental. E que a CTNBio permite a participação social via audiências públicas.

Na avaliação da organização Terra de Direitos, o ministro Gilmar fez uma apreciação rasa das consequências dos OGMs ao meio ambiente e à saúde. “Relativizou que estes impactos podem ser causadores de degradação ambiental e, consequentemente, da necessidade da realização de EIA/RIMA pela CTNBio”, disse à RBA a assessora jurídica Jaqueline Andrade.

“O Protocolo de Cartagena, ratificado pelo Brasil em 2013, já alerta que a biotecnologia moderna se desenvolve rapidamente e que é crescente a preocupação da sociedade sobre seus potenciais efeitos adversos sobre a diversidade biológica, considerando também os riscos para a saúde humana”, disse.

A assessora da Terra de Direitos criticou ainda a comparação equivocada dos magistrados, que pouco estudaram o tema para votar. “É forçoso comparar a liberação comercial de OGMs para cultivo, em sua maioria commodities, com vacina para a covid-19 diante de uma pandemia”, ressaltou.

Até agora só Fachin votou pelo interesse da população e do país

O voto de Gilmar Mendes seguido por Toffoli põe os interesses desses fabricantes em vantagem no julgamento. Isso embora tenham divergido parcialmente do voto do relator, ministro Nunes Marques. Ao votar, o ministro indicado por Jair Bolsonaro (PL) argumentou que vacinas, por exemplo, que contêm OGMs, não provocam impacto ambiental. E que, portanto, dispensam estudos prévios. Mas não mencionou a a exigência constitucional de estudo prévio de impacto ambiental de atividade causadora de dano ao meio ambiente.

Até agora, o único a julgar conforme os interesses da população e do país é o ministro Edson Fachin. Ele foi sensível aos argumentos e apelos da sociedade civil e das organizações acolhidas no processo como amicus curiae, entre elas, a Terra de Direitos.

“A regulação internacional dos organismos geneticamente modificados ainda visualiza um ambiente de dúvidas sobre os impactos das OGMs na saúde humana. Há graves incertezas quanto às consequências relativas ao seu impacto nos ecossistemas, na biodiversidade, nos modos tradicionais e autóctones de vida, e em questões socioculturais”, destaca em trecho de seu voto.

Nesse julgamento, o ministro Gilmar Mendes foi coerente com um outro, recente, em que também beneficia o setor em detrimento do país. Na ação em que o Psol pede a inconstitucionalidade das isenções fiscais aos agrotóxicos, ele também considerou apenas os argumentos, rasos e insuficientes, das indústrias que faturam alto e ainda recebem incentivos para causar doenças e contaminar o meio ambiente.

Fonte: Rede Brasil Atual

Em Maceió, já choveu 46,8% do esperado para todo mês de julho

Já choveu em Maceió 46,8% do esperado para todo o mês de julho, ou seja, aproximadamente 127 mm, dos 270,9 mm estimados. Somente nas últimas 24h o volume de água chegou a 88 mm, de acordo com a Defesa Civil Municipal.

Previsão é de mais chuva

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu uma renovação do alerta laranja de chuvas intensas, classificado como “perigo”, válido até às 10h da manhã deste domingo (9) para parte dos municípios alagoanos. Além disso, um alerta amarelo, indicando “perigo potencial”, também foi emitido para as próximas 24 horas.

De acordo com o novo aviso meteorológico, a previsão é de que a chuva atinja uma intensidade de 30 a 60 milímetros por hora ou 50 a 100 milímetros por dia em Maceió e em cidades do Litoral, Zona da Mata, Agreste e Baixo São Francisco. 

Com essa previsão, existe um risco significativo de ocorrência de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios em 47 municípios afetados.

As instruções são: evitar enfrentar o mau tempo; observar alteração nas encostas; se possível, desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia; em caso de situação de inundação, ou similar, proteger seus pertences da água envoltos em sacos plásticos; e obter mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Font: Cada Minuti

Gilmar Mendes libera terceirização de atividade-fim 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu que a terceirização de todas as atividades de uma empresa é um recurso legal. Sua decisão, que fixa tese de repercussão geral, utiliza o contexto global de “flexibilização das normas trabalhistas” como argumento.

A decisão foi provocada por ação da empresa de cosméticos Avon que pediu a cassação de acórdão do TRT5. O tribunal condenara a Avon a abster-se de contratar mão de obra por meio de empresa terceirizada para a realização de serviços relacionados a suas atividades.

O ministro acolheu a reclamação e definiu que “É lícita a terceirização ou qualquer outra forma de divisão do trabalho entre pessoas jurídicas distintas, independentemente do objeto social das empresas envolvidas, mantida a responsabilidade subsidiária da empresa contratante”. Disse ainda, na decisão, que a posição do TRT5 é uma afronta à “liberdade de organização produtiva dos cidadãos”.

Gilmar Mendes admitiu que a Justiça do Trabalho tem colocado travas às tentativas de terceirização total, e criticou essas decisões: “a engenharia social que a Justiça do Trabalho tem pretendido realizar não passa de uma tentativa inócua de frustrar a evolução dos meios de produção, os quais têm sido acompanhados por evoluções legislativas nessa matéria”, escreveu. E concluiu: “O que se observa no contexto global é uma ênfase na flexibilização das normas trabalhistas. Com efeito, se a Constituição Federal não impõe um modelo específico de produção, não faz qualquer sentido manter as amarras de um modelo verticalizado, fordista, na contramão de um movimento global de descentralização”.

Terceirização e escravidão

Em maio, em debate promovido pelo Sintrajufe/RS, a desembargadora aposentada do TRT4 Magda Barros Biavaschi, questionada sobre o avanço das terceirizações e os ataques aos trabalhadores e trabalhadoras contidos na reforma trabalhista aprovada em 2017, lembrou a tramitação de diferentes projetos que desembocaram, finalmente, na reforma, que abriu as portas para as terceirizações em todas as atividades, “um elemento altamente precarizador das relações de trabalho”, como definiu, destacando que os recorrentes casos de trabalho análogo à escravidão estão vinculados, 90% das vezes, a empresas terceirizadas. Isso, denunciou, “evidencia laços muito tênues entre terceirização e escravidão”.

Fonte: Sintrajufe/RS

Pastor acusado de matar e ocultar corpo de mulher no Piauí é preso é SP

De acordo com a polícia, Antônio assassinou e queimou o corpo de Maria Francisca Pereira, de 43 anos, em 22 de abril de 2012, na cidade de Colônia do Piauí, no Sul do estado. Ele também é suspeito de outros dois homicídios, um em São Paulo e outro em Picos (PI).

O pastor Antônio de Sousa, de 68 anos, acusado de matar e ocultar o corpo de Maria Francisca Pereira, 43 anos, em abril de 2012, na cidade de Colônia do Piauí, foi preso nesta sexta-feira (7) em Embu-Guaçu, no estado de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil, Antônio de Sousa atuava como pastor, e estava foragido há 11 anos, sendo acusado de mais dois homicídios, um no estado de São Paulo e outro na cidade de Picos, no Piauí.

O cumprimento do mandado de prisão, que estava em aberto há mais de 10 anos, faz parte da “Operação Lembrados”.

“Após a prática do crime, o réu ateou fogo no corpo da vítima e se evadiu para o estado de São Paulo e, desde então, estava em destino incerto ignorado até a data de hoje, quando então foi cumprida sua prisão pela Polícia Civil de São Paulo. Essa operação mostra àqueles que cometem crimes no Piauí, não importa quando ou onde, as nossas Forças de Segurança irão dar cumprimento às ordens judiciais de prisão expedidas pelo Poder Judiciário Piauiense”, afirmou o diretor de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, delegado Anchieta Nery.

A prisão teve participação da Secretaria de Segurança Pública, por meio da Superintendência de Operações Integradas e da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, com apoio operacional da Delegacia Seccional de Embu das Artes (SP) e do Grupo de Resposta Tática de São Bernardo (SP).

O crime

A vítima morava com o acusado e sumiu no dia 22 de abril. O corpo de Maria Francisca Ferreira, de 43 anos, foi encontrado em elevado estado de decomposição somente no dia 26 de abril de 2012, em Colônia do Piauí. 

Maria Francisca tinha sete filhos e era natural de Colônia do Piauí. No local do crime havia uma faca e as vestes dela estavam totalmente carbonizadas. 

Segundo a Polícia Civil, Francisca foi morta de forma violenta, pois, o seu crânio estava sem a parte superior, que havia sido arrancado provavelmente a golpes de facão ou foice.

Fontes: PI News/Manchete Net

Exército e milícias israelenses atacam palestinos

Ministro fala em demolir casas e matar milhares de “terroristas”

O exército israelense desenvolveu, no início de julho, nova “operação antiterrorista” no campo de refugiados palestinos de Jenin, na Cisjordânia. De acordo com as agências de notícias, a operação, a maior do tipo em 20 anos, causou a morte de 12 palestinos.

Enquanto isso, os ataques das milícias armadas de colonos israelenses se multiplicam em toda a Cisjordânia, sob o impulso mal disfarçado do governo de Benjamin Netanyahu. A operação militar em Jenin faz parte da ofensiva permanente para erradicar qualquer forma de resistência, ou seja, qualquer oposição à expropriação das terras palestinas por parte dos colonos.

O exército, especializado em ações contra a população civil palestina, interveio com 1,5 mil soldados e 150 blindados, apoiados por aviões de combate e drones. Edifícios e instalações civis foram bombardeados, o que causou a fuga de milhares de habitantes.

Em Nablus, Ramallah, Al-Bireh e em vilas e campos de refugiados, foram organizadas manifestações de apoio aos palestinos. Veículos da polícia da Autoridade Palestina, enviados para impedir os atos, foram incendiados. Houve também manifestações, com a participação de militantes judeus, nas vilas palestinas do interior do Estado israelense, como em Sakhnin, na Galileia.

Como os pogroms
Em junho, o ministro israelense racista Itamar Ben-Gvir havia dito: “Temos necessidade de nos instalar na terra de Israel e, além de nos instalar, temos necessidade de uma vasta operação militar, de demolir suas casas e matar os terroristas. Não um, nem dois, mas dezenas, centenas e se necessário milhares”.

Para os dirigentes israelenses, qualquer palestino que resista é considerado terrorista. Os recentes ataques foram comparados aos sofridos no passado pela população judaica submetida ao império czarista russo, os chamados pogroms.

O terror contra a população civil palestina decorre de uma política sistemática existente desde a fundação do Estado de Israel. Muitos militantes palestinos colocam hoje como urgente a necessidade de unificação da resistência à ocupação e ao apartheid israelense.

Correspondente

Fonte: O Trabalho

Militares construíram sistema de lobby bilionário no Congresso Nacional, revela dossiê

Estudo identifica que o esquema de lobby das FFAA é 715% superior à própria assessoria parlamentar do Ministério da Defesa

Basicamente, todas as pessoas já escutaram a expressão “lobby”, sobretudo na atividade política. Lobby nada mais é do que a pressão de um grupo organizado sobre políticos e poderes públicos, sem a pretensão de controlar formalmente os poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário. No Brasil, a prática de lobby não é regulamentada, embora diferentes segmentos do poder econômico a pratiquem de maneira rotineira. Ministérios mantêm assessores de ligação entre os dois poderes, e o próprio Legislativo tem consultores temáticos que acompanham as Comissões, mas nenhuma instituição pública mantém um grupo de lobistas no Congresso Nacional aos moldes das Forças Armadas Brasileiras (FFAA).

Neste sentido, o informe produzido pelo Observatório da Defesa e Soberania do escritório Brasil do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social, intitulado O lobby dos militares no Legislativo, analisa a relação das FFAA e o Congresso Nacional. O documento faz um mapeamento preliminar dos mecanismos organizativos e institucionais e das lideranças políticas que representam a caserna na Câmara e no Senado.

O estudo identifica que cada uma das Forças – Exército, Aeronáutica e Marinha – tem seu próprio “Sistema de Assessoramento Parlamentar” para estabelecer relações políticas com parlamentares das três esferas federativas, visando a defesa de seus interesses ou, em outras palavras, praticando seu sistema de lobby.

Após fazer um levantamento da estrutura utilizada pelas três Forças para este fim, o estudo identifica que o sistema de lobby das FFAA é 715% superior à própria assessoria parlamentar do Ministério da Defesa, que em tese seria a instituição pública responsável em fazer a ponte entre as Forças Armadas e o restante do sistema político. Todo esse quadro auxilia na compreensão das dificuldades dos parlamentares para contrariar interesses das FFAA, por exemplo, e é um excelente indicador da ampla autonomia que a instituição militar possui.

O estudo também indica que a estrutura montada e as técnicas utilizadas pelas FFAA são muito eficientes, como comprova o quadro de captação de recursos do Exército no Congresso Nacional. Entre 2010 e 2021, a média anual em emendas parlamentares foi de R$ 143,3 milhões, tendo em 2015 a maior captação (R$ 394,5 milhões) e em 2011 a menor (R$ 64,5 milhões). Na série de 12 doze anos, somente o Exército captou mais de R$ 1,6 bilhões do Congresso Nacional.

O documento ilustra, portanto, a ideia concebida nas FFAA de se identificarem enquanto um grupo de pressão político-econômico que busca estreitar laços com parlamentares que convirjam com seus “interesses”, desfrutando de completa autonomia para o estabelecimento das suas relações diante do poder político a que devem subordinação: o Ministério da Defesa e a Presidência da República. Todo esse cenário aponta para a necessidade, de acordo com o boletim, de as forças democráticas e populares se dedicarem à compreensão da extensa estrutura de lobistas-militares e parlamentares-militares que atuam no Legislativo, responsável por consolidar alguns dos aspectos da Tutela Militar sobre a política brasileira.

Fonte: Diálogos do Sul

Câmara aprova Reforma Tributária do governo Lula em primeiro turno

A Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno na noite desta quinta-feira (6) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária, proposta que muda a forma de cobrança de impostos no país. O projeto foi aprovado por 382 contra 118.

A sessão começou com a leitura do novo texto, que foi apresentado pelo relator do projeto, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

A reforma tributária tem como pontos principais a unificação de tributos, alíquotas diferenciadas para alguns produtos, taxação de jatinhos e lanchas, “cashback” de impostos, criação de um Conselho Federativo e a criação de um Fundo de Desenvolvimento Regional.

Momentos antes da votação, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que a votação da proposta era “um momento histórico”. O político afirmou que a reforma tributária é do povo brasileiro.

“Vivemos um momento histórico para as nossas vidas parlamentares e para o país. O Brasil espera uma reforma justa, neutra e que dê segurança jurídica. Não podemos nos furtar a esta responsabilidade”, disse. “O dito açodamento não é nosso. A urgência em votar a Reforma Tributária é do Brasil, dos brasileiros que precisam de empregos. Empresários e setores que querem acabar com as amarrar e leis que impedem a expansão dos seus negócios”, afirmou o presidente da Câmara.

Lira também rebateu as críticas de que a votação estava sendo feita às pressas, sem um debate mais profundo.

“Como falar em velocidade e rapidez em uma reforma esperada há mais de 50 anos? Se não formos ágeis, perderemos o ‘timing’. Repito: todo o Brasil está ansioso por uma resposta imediata”, declarou.

Fonte: DCM

Governador de MT é denunciado por garimpo ilegal na Chapada dos Guimarães

O deputado estadual Valdir Barranco (PT-MT) encaminhou ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ibama uma denúncia contra o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), por suposta prática de garimpo ilegal dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, segundo informações da Veja.

A prática estaria sendo promovida pela Mineração Casa de Pedra, localizada na estrada velha da Chapada, em uma Área de Proteção Ambiental nas margens do Parque Nacional. O governador é sócio da empresa, que também tem entre os administradores o filho dele, Luiz Antonio Taveira Mendes.

A companhia tem autorização concedida pela Agência Nacional de Mineração (ANM) para explorar ouro perto da região.

Segundo o deputado, o empreendimento teria sido expandido para a área do Parque Nacional. Ele pede que as supostas irregularidades sejam investigadas. A denúncia contra o governador foi encaminhada ao Ibama no último dia 17.

As licenças concedidas à Casa de Pedra pela ANM estão no nome de Valdinei Mauro de Souza. Ele é conhecido como Ney Garimpeiro, bilionário do garimpo e alvo de investigação da Polícia Federal por compra de mercúrio ilegal em 2022.

A Maney Minerações LTDA, empresa de Mauro Mendes, também é uma das sócias da Casa de Pedra. A empresa foi adquirida em sociedade entre o governador do Mato Grosso e Ney Garimpeiro, e já foi alvo de investigação por suposta fraude na compra. Ambos foram absolvidos pela Justiça em 2022.

À Veja, a assessoria de imprensa de Mauro Mendes citou apenas a participação de Luiz Antonio Taveira Mendes no negócio. “O filho do governador é acionista minoritário da empresa e a área de mineração está totalmente fora dos limites do parque”, diz o texto.

Fonte: DCM

Negociação entre governador e servidores tem pequeno avanço

Ocorreu nesta quarta-feira, 05/07, uma reunião entre o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Civis e Militares e o governador Paulo Dantas (MDB) para discutir a reposição salarial de 2023.

Depois de muita discussão, o governador apresentou uma nova proposta para a reposição salarial de 5,79%. Na nova proposta, o Estado de Alagoas, paga 3% no mês de setembro e não mais em outubro e verifica a possibilidade em novembro, de pagar em dezembro os 2,79% restantes e não mais em janeiro de 2024.

O governador também se comprometeu em discutir as pautas pendentes de cada categoria, bem como iniciar em março, a negociação da reposição de 2024, com base no IPCA e com a possibilidade de ganho real.

Para os servidores, o pagamento da segunda parcela continua sendo um entrave e eles reivindicam a garantia do pagamento de todos os 5,79% ainda em 2023. As entidades dos servidores se reunirão nessa sexta, 07/07, para avaliar a nova proposta.

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