Tiroteios durante feriado deixa mais de 100 feridos e 18 mortos nos EUA

O governo do presidente Joe Biden instou o Congresso a melhorar a legislação nacional de segurança de armas

Dezoito pessoas foram mortas e mais de 100 ficaram feridas em tiroteios em massa nos Estados Unidos durante o fim de semana prolongado do Dia da Independência, informou o portal Gun Violence Archive nesta quarta-feira (5). “Tiroteios em massa no fim de semana prolongado de 4 de julho: 17 tiroteios em massa… 18 mortos – 102 feridos”, disse. Os incidentes ocorreram em 13 estados dos EUA e no Distrito de Columbia.

Em Baltimore, a maior cidade perto da capital dos Estados Unidos, duas pessoas morreram e cerca de 30 ficaram feridas em um tiroteio no domingo. Após o incidente, o governo do presidente Joe Biden instou o Congresso a melhorar a legislação nacional de segurança de armas.

“Nossa nação mais uma vez suportou uma onda de atentados trágicos e sem sentido”, disse o presidente em comunicado divulgado na terça-feira. Biden pediu aos parlamentares republicanos “que venham à mesa sobre reformas significativas e de bom senso”.No entanto, citando proteções constitucionais para a posse de armas, os republicanos no Congresso geralmente impediram as tentativas de reformar significativamente as leis de segurança de armas e se opuseram à pressão de Biden para restabelecer a proibição de armas de assalto.

Em junho de 2022, a Suprema Corte declarou inconstitucional uma lei do estado de Nova York, determinando que as medidas de controle de armas devem ser consideradas na tradição histórica da regulamentação de armas de fogo nos EUA. Desde então, a decisão gerou contestações a outras leis sobre armas em todo o país. A Segunda Emenda declara que o direito dos cidadãos americanos de manter e portar armas não deve ser infringido. A medida em que o governo federal e os estados são capazes de regular o acesso a armas de fogo tem sido objeto de várias decisões da Suprema Corte.

Os Estados Unidos enfrentam um grande número de atentados a tiros e incidentes de violência armada. Houve mais de 340 ataques em massa até agora em 2023 no país, segundo o Gun Violence Archive, que define um atentado a tiros como um incidente em que pelo menos quatro pessoas são baleadas, excluindo o atirador. ]

De acordo com uma pesquisa CNN-SSRS de maio, a maioria dos americanos apoiaria leis mais rígidas de controle de armas. Sessenta e quatro por cento disseram que eram a favor de leis mais rígidas, enquanto 36 por cento disseram que eram contra (Com inforrmações da Sputnik).

Fonte: Brasil 247

Mensagem errada da Braskem provoca correria entre moradores do Pontal da Barra

O suposto erro em uma mensagem encaminhada pela mineradora Braskem provocou pânico e correria entre moradores do bairro Pontal da Barra, em Maceió, na manhã desta quarta-feira (05). A mensagem, uma gravação, falava em evacuação pedindo para que as pessoas deixassem suas casas e procurassem ambientes seguros. No entanto, a empresa destacou que o áudio foi passado erroneamente durante testes de sirenes de alarmes.

O Pontal da Barra abriga uma fábrica da Braskem e, semanalmente, são realizados testes com uso de sirenes contando com a participação da população, que há décadas vive em alerta para o risco de acidentes químicos.

Em um dos vídeos compartilhados nas redes sociais, uma mulher afirmou que uma parente acamada foi retirada às pressas de casa por medo. “Ela é de cama, tiraram ela, também meu primo doente. Isso não se faz, minha gente. Assustando todo mundo”, disse a moradora do Pontal.

Procurada, a Braskem informou que o teste das sirenes de alarme é realizado todas as quartas-feiras para as comunidades do entorno da Unidade do Pontal da Barra, e que no no teste realizado na manhã de hoje “houve uma desconfiguração no teor da mensagem enviada”.

“Informamos ainda que já entramos em contato com as comunidades, por meio do Conselho Consultivo Comunitário (CCC) para informa-los do equívoco. A Braskem reforça que mantem constante comunicação com as comunidades e autoridades através de reuniões regulares do Programa APELL (Alerta e Preparação das Comunidades para Emergências Locais)””, trouxe a nota da empresa.

O Corpo de Bombeiros (CB) chegou a ser acionado pelos moradores do bairro. A ocorrência foi registrada como suposto vazamento de produto perigoso e duas viaturas com seis militares foram encaminhados ao local.

Assista os vídeos em: https://www.tnh1.com.br/noticia/nid/erro-em-mensagem-de-mineradora-causa-correria-entre-moradores-do-pontal-da-barra-veja-videos/

Fonte: TNH1

Oposição desafia gestão cloroquina na eleição do Cremal

o Conselho Federal de Medicina deu palanque a Bolsonaro e apoiou o chamado tratamento precoce, inclusive com muitos médicos receitando cloroquina para Covid-19.

Em Alagoas, a postura do Conselho Regional de Medicina não foi muito diferente.

Diante desse situação, um grupo de médicos resolveu organizar uma chapa de oposição para disputar a eleição do Cremal (2023-2028).

A chapa de oposição se chama Renova Cremal e seu perfil no instagram diz: “Nós somos ciência, somos ética, somos renovação e representatividade. E é isso que nós queremos para os próximos 5 anos.”

A chapa também defende um CRM participativo, inclusivo, que defenda a ciência e a saúde pública. Dignidade e respeito à classe médica com reflexos positivos na saúde do povo alagoano também é marca da chapa oposicionista que tem ganho bastante adesão da categoria.

A eleição do Cremal será nos dias 14 e 15 de Agosto. E a chapa Renova Cremal já é um marco, já que o Conselho não tinha chapa de oposição há 30 anos.

Lula sanciona lei para igualdade salarial entre homens e mulheres

Empregador pode pagar o equivalente a 10 vezes o valor do salário que pessoa discriminada deveria receber

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sancionou nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei (PL) nº 1.085/2023, que torna obrigatória a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. O PL, que agora se torna lei, foi apresentado pelo próprio presidente Lula em 8 de março, durante a celebração do Dia Internacional da Mulher.

A lei define novos mecanismos de transparência e fiscalização sobre o tema, além de penalidades para as empresas que discriminarem seus trabalhadores por questões de sexo, raça, etnia, origem ou idade.

O empregador está sujeito em caso de discriminação salarial a pagar multa equivalente a 10 vezes o valor do salário que pessoa discriminada deveria receber.

Na cerimônia de sanção da lei o presidente disse que no mandato dele as leis serão cumpridas. “O nosso governo vai fazer cumprir a lei, porque nós temos fiscalização, nós temos Ministério do Trabalho, Ministério da Mulher, e tudo isso tem que funcionar em benefício do cumprimento da Lei”.

Lula também garantiu que “o empresário que não cumprir a lei, vai ter que enfrentar a legislação brasileira”.

O presidente pediu ainda que a população cobre do governo a aplicação da lei de igualdade salarial

“A conquista das mulheres, dos homens, dos negros, das pessoas com deficiência, não se dará por obra do governo. Se dará na medida que vocês vão tendo consciência política, e vão cobrando e exigindo da sociedade que ela cobre do governo”, afirmou.

O que muda

O texto sancionado altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para definir que a igualdade salarial será obrigatória. Para isso, estabelece mecanismos de transparência e de remuneração a serem seguidos pelas empresas, determina o aumento da fiscalização e prevê a aplicação de sanções administrativas.

Ato do Poder Executivo definirá protocolo de fiscalização contra a discriminação salarial e remuneratória entre homens e mulheres. Este ponto que os senadores mudaram para “critério remuneratório”.

Em caso de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade, além das diferenças salariais o empregador deverá pagar multa administrativa equivalente a dez vezes o valor do novo salário devido ao empregado discriminado – será o dobro na reincidência.

A quitação da multa e das diferenças salariais não impedirá a possibilidade de indenização por danos morais à empregada, consideradas as especificidades do caso concreto.

Atualmente, em razão da reforma trabalhista do governo de Michel Temer (MDB-SP), a CLT prevê multa fixada pelo juiz em “comprovada” discriminação por motivo de sexo ou etnia, em favor do empregado prejudicado, de 50% do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social (R$ 3.753,74 atualmente).

Regras

Embora a lei inove ao criar a obrigatoriedade de equiparação salarial a ser verificada por meio documental, as demais regras que definem as situações em que a desigualdade poderá ser reclamada pelo trabalhador continuam as mesmas definidas pela reforma trabalhista do governo Temer.

A única mudança feita pela proposta original prevê a não aplicação dessas regras apenas quando o empregador adotar, por meio de negociação coletiva, plano de cargos e salários. Hoje isso é possível também quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira por meio de norma interna.

Em relação aos trabalhadores sem acesso a plano de cargos e salários, a CLT define que uma igual remuneração deverá ser paga no exercício de “idêntica função” por “todo trabalho de igual valor” no mesmo estabelecimento empresarial, sem distinção de sexo, etnia, nacionalidade ou idade.

Por “trabalho de igual valor”, a lei define aquele feito com “igual produtividade e com a mesma perfeição técnica” por pessoas cuja diferença de tempo de serviço para o mesmo empregador não seja superior a quatro anos. A diferença de tempo na função não poderá ser superior a dois anos.

Atualmente a CLT prevê que a equiparação salarial só será possível entre empregados contemporâneos no cargo ou na função, ou seja, não vale entre aqueles com diferença maior de tempo no cargo.

A lei proíbe ainda, para a reivindicação de igualdade salarial, a indicação de decisões proferidas em relação a empregados com diferença de tempo muito superior a dois anos, mesmo no âmbito de ação judicial própria do empregado mais recentemente contratado.

Fiscalização nas empresas

Para facilitar a fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego, o substitutivo aprovado determina às pessoas jurídicas de direito privado com cem ou mais empregados a publicação semestral de relatórios de transparência salarial e remuneratória.

Os relatórios deverão conter informações que permitam aos fiscais comparar os valores recebidos por mulheres e homens, observada a legislação de proteção de dados pessoais. Caso o relatório não seja apresentado, caberá multa de até 3% da folha de salários, limitada a cem salários mínimos (hoje, R$ 132 mil).

Com essa documentação, cujo formato será definido por regulamento, deverá ser possível verificar a proporção da ocupação de cargos de direção, gerência e chefia preenchidos por mulheres e homens. Poderão ser analisadas outras possíveis desigualdades, decorrentes de raça, etnia, nacionalidade e idade.

Quando for identificada desigualdade na análise do relatório, independentemente do descumprimento da CLT, a empresa deverá apresentar e implementar plano para reduzir diferenças, com metas e prazos.

Na elaboração desse plano será garantida a participação de representantes das entidades sindicais e de representantes das trabalhadoras e dos trabalhadores nos locais de trabalho.

Divulgação

Na internet, o Poder Executivo deverá tornar públicos, além das informações dos relatórios, indicadores atualizados periodicamente sobre mercado de trabalho e renda desagregados por sexo.

Devem estar disponíveis indicadores de violência contra a mulher, de vagas em creches públicas, de acesso à formação técnica e superior e de serviços de saúde, bem como demais dados públicos que impactem o acesso ao emprego e à renda pelas mulheres e possam orientar a elaboração de políticas públicas.

Medidas a serem tomadas pelas empresas

O texto aponta também outras medidas para se atingir a igualdade salarial:

– Disponibilização de canais específicos para denúncias;

– Promoção e implementação de programas de diversidade e inclusão no ambiente de trabalho por meio da capacitação de gestores, lideranças e empregados(as) sobre a temática da equidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, com aferição de resultados; e

– Fomento à capacitação e formação de mulheres para ingresso, permanência e ascensão no mercado de trabalho em igualdade de condições com os homens. Essas informações são da Agência Câmara de Notícias.

Outras leis sancionadas nesta segunda-feira (3)

Lula também sancionou outras duas leis. Uma incluí o assédio moral, assédio sexual e discriminação na lista de infrações ético-disciplinares da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que poderá suspender o exercício profissional de advogados.

O segundo dá prioridade a gestantes e puérperas na renovação do programa Bolsa Atleta e garante o recebimento regular das parcelas mensais do programa até a retomada da atividade esportiva.

Fonte: CUT

Onda de protestos por jovem morto pela polícia sacode a França

A eclosão de novos protestos na França é a principal responsável pelos pesadelos do presidente Emmanuel Macron.

À lista de outras crises da ordem civil que Macron teve de superar — terrorismo, coletes amarelos e protestos da esquerda sobre pensões e aposentadorias — agora pode ser adicionada a persistente, e cada vez mais premente, crise que se desenvolve no banlieue — a periferia francesa.

Esporadicamente, nos últimos 18 anos, tem havido registros de tumultos nas periferias, regiões com grande concentração de franceses descendentes de imigrantes.

Normalmente, essas manifestações eram desencadeados pela morte ou ferimento de um jovem residente do sexo masculino — em consequência de ação policial — e elas tendiam a não durar mais do que uma ou duas noites.

Desde 2005, não houve um trauma prolongado como o que agora ameaça se desenrolar.

Naquela época, como agora, por todo o país as áreasmais problemáticas eclodiram em violência uma a uma, à medida que um subúrbio ia copiando o que havia acontecido em outra área vizinha.

E, tanto naquela época como agora, os alvos principais (além dos carros estacionados) eram prefeituras, delegacias de polícia e escolas — qualquer edifício que ostentasse uma bandeira francesa.

Os gritos de guerra dos manifestantes eram sobre negligência social, discriminação racial e brutalidade policial. Slogans que pouco mudaram até hoje.

No entanto, em muitos aspectos, houve mudança.

Por exemplo, bilhões de euros foram gastos no projeto Grand Paris Express, que vem inaugurando novas conexões de metrô e bonde nos subúrbios e combatendo o isolamento social que foi considerado uma das principais queixas das periferias.

Se olharmos também para os novos edifícios públicos que vem sendo construídos nos subúrbios de Paris, como Nanterre ou Massy, negligência não é uma palavra que vem à mente.

Veja o número crescente de novos policiais de origem africana ou magrebina — muito mais do que se via em 2005. Ou os esforços para garantir maior acesso de estudantes das comunidades pobres a escolas e universidades de elite.

Outro sinal evidente de mudança pode ser percebido na linguagem pública. Manifestações preconceituosas em referência às minorias eram comuns, e de certa forma aceitáveis, no passado, mas atualmente são condenadas e podem inclusive levar à prisão.

A questão é que a França está mudando, como estão mudando vários outros países.

Mas, apesar disso, todos na França também sabem que ainda continua presente — negligenciada porém apodrecendo — essa cicatriz antiga que é o problema da população periférica.

É uma cicatriz nascida do colonialismo, da arrogância, de guerras antigas e ódios alimentados — aos quais se podem acrescentar drogas, crime e religião. E que não está prestes a desaparecer.

O presidente Emmanuel Macron rezava fervorosamente para que o fenômeno das periferias não fosse adicionado à sua lista de fardos, mas seu desejo não foi atendido.

Esta noite, os subúrbios serão inundados por policiais, na esperança de que a mobilização em massa provoque o choque que pode pôr um fim aos tumultos.

Mas o presidente Macron bem conhece a história recente.

Ele sabe que os motins de 2005 duraram três semanas e só terminaram após a declaração de um estado de emergência, que impôs toque de recolher e prisão domiciliar.

Ainda não chegamos lá, mas é possível que volte a ocorrer.

Fonte: BBC News Brasil

QUEM NÃO SE COMUNICA, SE TRUMBICA

Flávio Show 2023 – Funcionário dos Correios

Maceió, 02 Julho de 2023

Depois de 34 anos mamando nas tetas do parlamento brasileiro, sendo 2 deles como Vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o Brasil enfim, está livre, por pelo menos 8 anos, de ver o nome de Jair nas cédulas digitais de qualquer eleição no país.

O julgamento que definiu a inegebilidade do Excrementissimo começou no dia 22 desse mês e terminou numa sexta feira dia 30.
Coincidência ou não, o 22 foi o número do candidato na última eleição e o dia 30 de Junho me transportou na máquina do tempo para 1988, ano que faleceu o Abelardo, um nordestino guerreiro de Pernambuco, a exatos 34 anos.

O Brasil em 1988 plantou um abacaxi miliciano que foi eleito pelo voto impresso e digital no decorrer de 3 décadas. o Brasil Varonil recebia nos Anais da Casa uma mandioca difícil de cozinhar e engolir.
No mesmo ano em que saía de cena o Abelardo, que entregava abacaxis para o povo de forma divertida e com certeza mais adocicados.

Jair passou 34 anos fazendo do parlamento brasileiro um palco para os mais absurdos discursos e apresentações com frases de efeito e jargões populares que foram tomando corpo e ganhando forma na sociedade, angariando apoio dos Josés e das Terezinhas que pasdaram a se comunicar só pelo zap zap.

Jair deixou muitos dos nossos nus, diferentemente do nu artístico da Cadilac, pois ele mostrou de verdade, toda nudez daqueles que faziam parte, junto conosco, da plateia do Aberlado, verdadeiros cidadãos de bem que morreram intelectualmente em 1988. O bacalhau do Jair pescou parte significativa dessa platéia e sua corneta passou a ser usada como um apito de cachorro. O Brasil virou palco para a barbárie, o ódio, o racismo e o preconceito generalizado.

Essa semana o TSE entrou em cena e começou a descascar o abacaxi miliciano que germinou acidez na boca de diversos “patriotas” ,por 5 votos a 2 o Tribunal decidiu tornar Jair inelegível. É o começo do fim de um “artista” que se valeu dos palcos parlamentares para fazer seu show de horrores, no entanto pra nossa tristeza ele continua vivo na politica alimentando o povo, virtualmente, de abacaxi azedo e comendo bacalhau do bom e do melhor na vida real.

Se Abelardo, o Chacrinha, estivesse vivo, com certeza diria: O Jair não veio explicar, veio confundir.

Militares de alta patente recebiam dinheiro para beneficiar garimpo ilegal na Amazônia

Militares recebiam mesada de empresa de exportação de ouro para beneficiar garimpo ilegal no AM. Segundo a PF, entre os militares, um tenente-coronel é suspeito de vazar informações para os garimpeiros.

Militares de alta patente recebiam dinheiro de empresa de exportação de ouro para beneficiar garimpo ilegal em Japurá, no Amazonas. A investigação faz parte de uma operação da Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (27), em Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Ponta Grossa (PR).

De acordo com a Polícia Federal, um dos investigados é um tenente-coronel do exército que não teve o nome divulgado.

O militar era lotado em Manaus e recebia uma mesada dos garimpeiros que atuam em Japurá, no interior do Amazonas, para repassar informações sobre as operações policiais na área. O dinheiro era depositado na conta da empresa de sua esposa.

Devido um inquérito policial e para inibir a ação, o tenente-coronel foi transferido da capital amazonense para Ponta-Grossa, no interior do Paraná. No entanto, o militar continuava a repassar informações sobre as operações para os líderes do garimpo ilegal da região.

Além dele, outros militares são investigado por participação no crime.

As equipes cumprem três mandados de prisão – Dois em Manaus e um em Porto Velho – e oito de busca e apreensão. De acordo com a PF, os investigados podem responder pelos crimes de usurpação de patrimônio da união, extração irregular de minério e dano ambiental.

Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram em outubro de 2020, a partir da prisão em flagrante de dois homens, em Ji-Paraná, em Rondônia. Segundo a PF, os suspeitos tentavam transportar 60g de ouro, avaliado em 18,6 mil, sem comprovar a origem lícita.

Ao apreenderem os celulares dos suspeitos, a polícia encontrou indícios de uma extensa rede de exploração ilegal de garimpo na região de Japurá, no Amazonas.

Dias depois, após ter sido solto em uma audiência de custódia, um dos suspeitos foi morto em frente a sua loja de revenda de carros, em Curitiba, no Paraná.

Ao investigar a relação entre os crimes, a Polícia Federal identificou que a exploração ilegal de garimpo é liderada por um homem, que utiliza sua esposa e uma empresa para facilitar transações ilegais de ouro com o principal comprador do ouro. O trio usava, ainda, várias empresas de metais, para realizar a atividade de esquentamento do ouro.

Para manter o negócio e escapar de operações de combate ilegal, os garimpeiros pagavam mesadas à militares de alta patente, para receberem informações.

Fonte: G1

Igreja Universal usa 20 mil pastores para doutrinar polícias no Brasil

Um dos policiais que já foi obrigado a participar dos eventos fez um desabafo: “Isso é constrangedor, sou de religião de matriz africana. Utilizaram a máquina da igreja para a pregação da doutrina de uma linha religiosa. O Estado não é laico?”

Na manhã de terça-feira (27), cerca de 400 integrantes da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Paulo se reuniram no templo da Igreja Universal, no bairro da Freguesia do Ó. No encontro, falaram os comandantes da guarda, a secretária municipal de Segurança Urbana, Elza Paulino de Souza, e o pastor Roni Negreiros, responsável pelo programa Universal nas Forças Policiais (UFP).

Procurada pela coluna, a secretaria municipal explicou que o evento foi uma reunião de trabalho e não citou motivação religiosa. Os primeiros oradores realmente trataram de temas administrativos. O pastor Negreiros, no entanto, falou da Bíblia, sugeriu oração aos presentes e detalhou a estratégia da Universal para abordar as forças policiais brasileiras.

Em áudio a que a coluna teve acesso com exclusividade, o religioso explicou aos guardas que a UFP é um programa de “assistência espiritual, social e valorativo” para trabalhar com todo o sistema de segurança do país. “Forças Armadas, órgãos de Justiça, órgãos de segurança pública”, explicou ele.

“Eu tenho hoje 20 mil pessoas me ajudando, entre bispos, pastores, obreiros, servindo vocês”, detalhou Negreiros aos integrantes da GCM. Ele garantiu que para esse fim “todos os templos da Universal estão cedidos no Brasil”. A iniciativa também tem âmbito internacional e é posta em prática nos países em que a Igreja Universal está instalada: África do Sul, Portugal, Estados Unidos, México e Argentina.

Mais à frente, Negreiros citou a liberdade religiosa, mas em seguida induziu a plateia a ler a Bíblia. “Vocês têm garantia de liberdade religiosa, liberdade constitucional, mas se você alimentar sua fé faz bem para todo mundo”, diz ele. “Há 27 anos atrás (sic) me apresentaram esse livro aqui (referindo-se à Bíblia)”.

Continuou, afirmando que, na Bíblia, “Deus falou que os pensamentos dele são mais altos e mais sábios que os dos homens”. Segundo Negreiros, o livro tem resposta para tudo. Recitou um versículo segundo o qual quem lê a Bíblia “tem um coração novo”.

Pouco antes de encerrar sua participação, sugeriu uma prece. “Meus queridos policiais, façam só uma oração: ‘Senhor, troque meus pensamentos por pensamentos bons, para que meus passos dirigidos por esses pensamentos sejam passos que me guiem para um amanhã melhor. Oração simples de fazer, não tem religião nenhuma”, observou. (Ouça trechos do áudio abaixo).

Um dos guardas que participou da reunião falou à coluna em condição de anonimato e reclamou que a GCM tenha privilegiado a Universal no contato com os servidores. “Isso é constrangedor, sou de religião de matriz afro. Utilizaram a máquina da igreja para a pregação da doutrina de uma linha religiosa”, criticou. “O Estado não é laico?”.

Ações como essa se repetem em vários estados brasileiros.A ofensiva da Universal para disseminar seus valores nas forças policiais foi revelada em maio pelos jornalistas Gilberto Nascimento e Tatiana Dias, no site The Intercept.

Na quinta-feira (22), a coluna noticiou reunião de 700 PMs de São Paulo no templo da Universal da avenida Brigadeiro Luis Antonio. O deputado estadual Reis (PT) enviou requerimento de informações ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), pedindo explicações.

A frequência e a capilarização dos encontros impressionam.

Na mesma terça-feira em que a GCM paulistana se reunia no templo da Freguesia do Ó, evento semelhante ocorreu em Brasília, com a Polícia Militar do Distrito Federal. O comando convocou soldados para uma palestra sobre saúde que foi ministrada no templo da Universal da Asa Sul.

À coluna, a assessoria de imprensa da PM-DF informou que a reunião foi feita naquele local porque comporta a quantidade de integrantes. Segundo a nota, esses espaços, como acontece com auditórios de escolas, faculdades, clubes, “são cedidos gentilmente à corporação em reconhecimento ao bom trabalho prestado à comunidade”. A assessoria garantiu que “não há nenhuma ligação com a igreja nem caráter religioso”.

No site da PM, a informação é diferente. Segundo o relato publicado, ao fim do encontro “foi realizado um ‘momento de reflexão’ com todos os presentes, com citação de passagens bíblicas e lembrando que o contato com Deus traz benefícios para todos os seres humanos, além de enfatizar a importância de confiar Nele”.

Um dos policiais que participou da reunião comentou, sob anonimato: “Nunca vi um curso leigo com mais oração e pregação que este”. Muitos reclamaram reservadamente que foram compelidos a participar de um culto, já que a palestra constava do quadro de trabalho semanal, que relaciona compromissos obrigatórios da PM-DF.

A antropóloga Livia Reis, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Instituto de Estudos da Religião (Iser) observa com preocupação essa parceria entre a Universal e as polícias. “O que a gente vê é o Estado promovendo uma política de intolerância religiosa, na medida em que nesses espaços estatais estamos vendo a proeminência de uma só religião”, define.

Para ela, a prática vai na contramão da obrigatoriedade de todas as instituições estatais se manterem neutras em relação às diversas denominações religiosas. “Na medida em que os policiais frequentam esses espaços fardados, não estão sendo apenas indivíduos, mas são representantes de uma instituição estatal. É a adesão do Estado a uma moralidade religiosa exclusivista, que ataca outras religiosidades”, lamenta.

Livia acredita que os governantes devem ser chamados à responsabilidade. “O chefe das polícias são os governadores e das guardas municipais são os prefeitos, eles têm que garantir a laicidade das corporações”, aponta. “Mas isso interessa a eles?”.

O artigo 19 da Constituição diz que “é vedado à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”.

Nos casos de interesse público, é preciso que haja projeto previamente estabelecido e plano de trabalho inserido em termo de cooperação. No caso das organizações religiosas, só é permitida a parceria para ações que não tratem de sua atividade-fim, a religião.

Coordenador nacional do programa que aproxima a Igreja Universal das forças de segurança, Roni Negreiros foi major da PM maranhense antes de se tornar pastor. Na reunião com a GCM de São Paulo, além de discorrer sobre temas religiosos, ele informou que os templos podem ser usados pelos policiais e guardas em qualquer caso de necessidade.

“Quer fazer uso do banheiro mais limpo? Vai na igreja. Não vai no bar, não. Vai na igreja! Vai lá: pastor: ora por mim, independente de sua religião”, convidou.

Em sua fala, Negreiros também tratou de alertar sobre o problema dos guardas que, após terem se tornado pais em relacionamentos anteriores, têm que gastar boa parte do salário com pagamento de pensões. Aconselhou-os a evitar novos relacionamentos.

“Vocês são assediados porque são autoridades, porque são bonitos, porque são éticos, porque a instituição de vocês é valorosa. Mas o público lá fora que assedia vocês estão (sic) querendo emprego”, afirmou. “A verdade é essa: as mulheres jovens e bonitas que assediam o Agapito (Agapito Marques, inspetor superintendente da GCM), elas estão querendo emprego”.

O programa Universal nas Forças Policiais existe desde 2018, mas mesmo antes a igreja já promovia reuniões com policiais de vários estados em seus templos.

A Igreja Universal tem ligação direta com o partido Republicanos, cujo presidente, Marcos Pereira, é bispo dessa denominação religiosa.

Fonte: Pragmatismo Político

Bolsonaro foi condenado pelo TSE e está inelegível até 2030

Com um voto da ministra Cármen Lúcia que vai entrar para a história, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta sexta-feira (30) para tornar Jair Messias Bolsonaro inelegível por oito anos. O posicionamento da ministra, também magistrada do Supremo Tribunal Federal (STF), era mais do que esperado. Mas é simbólico que o voto de uma mulher tenha sacramentado o destino do político que, durante sua carreira, ganhou notoriedade também por sua misoginia, entre outras aberrações.

Cármen seguiu o voto do relator, ministro Benedito Gonçalves, levando o placar a 4 a 1 contra o ex-presidente. Até o momento, os votos pela condenação de Bolsonaro, além da ministra e do relator, foram de Floriano de Azevedo Marques e André Ramos Tavares e Cármen Lúcia.

Assim que tomou a palavra, a ministra disse também que não utilizaria fatos juntados ao processo que não fosse o próprio fato, a reunião de 18 de julho de 2022. Naquele data, o então chefe de governo recebeu dezenas de embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada para atacar, sem provas, as instituições democráticas brasileiras perante o mundo.

Nunes Marques pouco pode em julgamento que torna Bolsonaro inelegível

“Não lidei com fatos anteriores. O que está aqui não é um filme, é uma cena: o que aconteceu e não é controverso nos autos”, explicou a ministra.

Faltam os votos dos ministros Kassio Nunes Marques e Alexandre de Moraes, presidente do tribunal. O julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) 0600814-85 só não terminará hoje se Kassio interrompê-lo com pedido de vista, o que é improvável.

Ontem, como era previsível, o ministro Raul Araújo votou contra a ação movida pelo PDT, que alegou abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação pelo ex-presidente naquela reunião, que relatou aos diplomatas que o sistema eleitoral era falho. E agrediu verbalmente ministros dos tribunais superiores. Mas Araújo não viu “suficiente gravidade” nos ataques de Bolsonaro.

Ataques a Moraes, Fachin e Barroso

No discurso, perante os diplomatas, Bolsonaro nomeou e atacou especificamente os ministros do TSE Edson Fachin (então presidente), Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.

“O que pode ser mais grave do que acusar os ministros de serem asseclas de terroristas e criminosos?”, questionou o ministro Floriano de Azevedo Marques, no seu voto contundente. No encontro, o então chefe do Executivo brasileiro afirmou que Fachin foi “o homem que tornou Lula elegível” e que “sempre foi advogado do MST, um grupo terrorista”.

Floriano disse que o então presidente expôs os diplomatas “a posição vexatória de coadjuvantes de um teatro eleitoral” e também “conspirou contra a imagem da República”. Ao proferir discurso agressivo e mentiroso contra as instituições, Bolsonaro assumiu o risco, afirmou.

Terra plana e golpismo

O ministro usou de ironia para dizer que as pessoas têm direito de “acreditar que a Terra é plana, mesmo contra todas as evidências científicas”, mas não podem disseminar “inverdades científicas”, na condição de professores públicos ou chefe de Estado. Isso é desvio de finalidade, salientou Floriano.

Em seu voto, na terça-feira (27), o relator Gonçalves afirmou que “o golpismo, que no século XXI paira na superfície do tecido social, exige vigilância ininterrupta por parte de democratas de qualquer espectro”. Benedito Gonçalves destacou que Bolsonaro mencionou as Forças Armadas por dezoito vezes na fala aos embaixadores.

Porém, a palavra “democracia” apareceu apenas quatro vezes. “E em nenhuma delas foi reconhecida como um valor associado à realidade do processo eleitoral”, anotou o ministro Benedito Gonçalves.

Fonte: Redação com Rede Brasil Atual

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