Família Caiado leva mais de meio milhão por mês da folha de pagamento do Estado

Segundo o Portal de Transparência do Governo de Goiás, pessoas que assinam o sobrenome “Caiado” levam mais de meio milhão de reais da folha de pagamento do Estado por mês.

Oficialmente os valores dos pagamentos aos servidores da família do governador são de R$ 568. 410, 25 mil reais por mês nos contratos comissionados, temporários, efetivos e de estágios. Destes, apenas 15 servidores recebem menos de R$ 5 mil reais por mês. Os salários variam entre R$ 5.000,00 e R$ 34.000,00 mil reais.

Em um ano os valores são de R$ 6,8 milhões destinados a uma só família. Se multiplicarmos por 4 anos temos R$ 27,2 milhões. Brincando com números, vamos ver o resultado para 8 anos do governo Caiado: R$ 54,4 milhões.

Isso sem contar os ‘parentes dos parentes’ de Caiado. Caso por exemplo do Secretário-Geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, que é primo do governador, não assina Caiado, mas também tem sua cota familiar nos cabides do Estado.

Os números sobem quando somados com os cargos do casal Caiado na Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), onde a Diretora Geral é Adryanna Melo Caiado, com um bom salário mensal: R$ 27.760 mil reais.

Na OVG também estão dois sobrinhos que Gracinha Caiado trouxe da Bahia: Décio Agrario Calazans Wendorf de Carvalho, que ganha R$ 16.841,26 mil reais desde 2019; e a triatleta baiana Roberta Wendorf de Carvalho, que acabou de ganhar a Diretoria de Unidades Socioassistenciais, vai receber aproximadamente R$ 20 mil reais por mês no cargo.

Lucas Caiado Peixoto recebe R$ 2.440 reais por mês em um contrato de estágio no Gabinete do Defensor Público Geral. Quase o mesmo tanto que um professor público, que levanta cedo para enfrentar uma sala de aula cheia de alunos.

Juliana Ramos Caiado é comissionada em duas funções. Ela é gerente de enfrentamento de violência contra a mulher, recebe R$ 9.617,80 mil reais por mês no cargo; e também é Subsecretária na Superintendência de Igualdade Racial, isso mesmo, uma mulher branca na igualdade racial e ganhando R$ 11.016,00 mil reais por mês. Somando os dois salários de Juliana Caiado no governo chegamos a R$ 20.633,80 mil reais.

Na Assembleia Legislativa também existem várias pessoas da família Caiado.

Fonte: DCM

Pastor é preso por cometer assasinatos, sequestro e formação de quadrilha

Um pastor evangélico acusado de uma série de crimes, entre eles, duas mortes em território alagoano, foi capturado em Juazeiro do Norte durante uma operação do Núcleo de Investigação Especial (NIESP), da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL). A prisão, divulgada nesta quinta-feira (30), aconteceu ontem (29), no estado do Ceará, onde o religioso vasta ficha criminal estava escondido.

De acordo com o PC, o pastor é acusado de latrocínios [ roubo seguido de morte], roubo qualificado, sequestro, corrupção de menores e formação de quadrilha. Os crimes são datados no ano de 2018, todos no interior de Alagoas, e ele estava foragido desde então.

“Em Maribondo, o pastor e outro comparsa, assassinou com um tiro na nuca Jailson Correia da Silva, 29 anos, que teve sua moto roubada pela dupla. Na cidade de Anadia, o acusado e mais três pessoas, sendo dois menores, sequestraram e mataram José Reinaldo da Silva, 41 anos, que teve seu carro roubado pelos indivíduos. Em São Miguel dos Campos, o pastor e os demais integrantes da quadrilha roubaram a moto de um homem, de 41 anos, agindo com violência”, detalhou a Polícia Civil.

O pastor, segundo o chefe de operações do NIESP, Welber Cardoso, é o autor dos disparos em ambos latrocínios. A investigação do Núcleo, comandado pelo delegado Sidney Tenório, também contou com a colaboração de unidades da Polícia Civil.

Fonte: TNH1

‘Quem sair do lugar é atingido por drones’: palestinos relatam pânico em Rafah em meio à ofensiva de Israel

As forças israelenses chegaram na terça-feira (28/5) ao centro da cidade de Rafah, no sul de Gaza, e tomaram uma colina estrategicamente importante com vista para a fronteira com o Egito, localizada nas proximidades.

Testemunhas e jornalistas locais disseram que havia tanques estacionados na rotatória de Al Awda, considerada um ponto de referência importante, onde se encontram os principais bancos e instituições governamentais.

Segundo eles também havia tanques na Colina de Zoroub, o que dá efetivamente a Israel o controle do chamado corredor Filadélfia, uma estreita faixa de terra que se estende ao longo da fronteira até o mar.

Fortes bombardeios foram ouvidos nos bairros a oeste da cidade na noite de segunda-feira, no dia seguinte ao ataque aéreo israelense que matou 45 palestinos – muitos deles mulheres, idosos e crianças – em um acampamento para pessoas desalojadas no domingo (26/5).

“As pessoas estão agora dentro de suas casas porque qualquer um que saia do lugar que está é atingido por drones israelenses”, afirmou Abdel Khatib, morador local, à agência de notícias AFP.

  • “A situação é muito perigosa”, acrescentou Faten Chouda, uma vizinha de 30 anos.

“Não dormimos a noite toda. Houve bombardeios aleatórios de todas as direções, incluindo bombardeios de artilharia e aéreos, assim como disparos de aviões.”

“Vimos todo mundo fugir novamente”, contou ela, em conversa com a AFP.

“Nós também vamos agora para Al Mawasi porque tememos pelas nossas vidas”, acrescentou, se referindo a uma região costeira próxima que Israel declarou como uma “zona humanitária segura”.

O Ministério da Saúde do território palestino, controlado pelo Hamas, disse que não tem capacidade para lidar com as consequências do ataque israelense de domingo em Rafah, especialmente depois que seus hospitais foram desativados.

Dezenas de milhares de palestinos haviam fugido diante do início das operações militares israelenses em Rafah, no início deste mês, para esta região, que Israel havia classificado como “humanitária e segura”, de acordo com mapas e folhetos distribuídos há poucos dias.

“As pessoas estão se refugiando em acampamentos. Atacaram as tendas com pessoas dentro, todas crianças inocentes, não havia combatentes, nada. Todos eram crianças”, afirmou uma testemunha à BBC enquanto ajudava em um hospital.

Segundo fontes palestinas, aviões de guerra israelenses bombardearam na tarde de domingo as tendas do acampamento para pessoas desalojadas perto das instalações da agência das Nações Unidas para refugiados palestinos, provocando um incêndio.

A Defesa Civil de Gaza afirmou que o fogo consumiu os corpos de dezenas de pessoas.

E algumas das vítimas que sobreviveram ao bombardeio tiveram membros amputados.

Israel disse que o ataque teve como alvo e matou dois líderes do Hamas, e que acredita que o incêndio resultante pode ter sido causado por uma explosão em um depósito de armas do Hamas nas proximidades.

“Não há nenhuma criança, idoso ou mulher seguro. Aqui está um homem e sua esposa martirizados, deixando para trás crianças inocentes. Que culpa tinham essas crianças para se tornarem órfãs?”, declarou outra testemunha.

Os palestinos disseram que o último ataque ocorreu em meio ao intenso bombardeio aéreo israelense sobre Rafah, assim como às suas incursões terrestres nas regiões leste e sul desta cidade na fronteira.

“A situação é muito grave. A ocupação israelense ataca deliberadamente civis em qualquer lugar. A ocupação israelense a declarou como uma zona segura e humanitária, e ainda assim bombardeou civis, crianças e mulheres. Este é o Exército de ocupação israelense”, afirmou à BBC Marwan al Hams, diretor do hospital Al Najar.

O chefe da agência das Nações Unidas para refugiados palestinos, Philippe Lazzarini, afirmou na segunda-feira que as imagens do dia do ataque eram “um testemunho de como Rafah se tornou um inferno na Terra”.

Fonte: BBC News Brasil

Marcha para Jesus vai às ruas de SP com bandeira em apoio ao estado genocida de Israel

Com um enorme bandeirão de Israel, trios elétricos e bexigas verdes e amarelas, milhares de pessoas ocuparam a avenida Tiradentes, nesta quinta-feira (30), na região central da capital paulista, para participar da 32ª edição da Marcha para Jesus

Entre os políticos presentes estavam o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), que tem os olhos postos na corrida presidencial de 2026.  

Tendo de um lado o apóstolo Estevam Hernandes, idealizador do evento e presidente da Igreja Renascer em Cristo, e do outro a esposa Regina Nunes, o prefeito ganhou uma oração dos fiéis antes de tomar a fala e declarar: “Eu amo Jesus”. Dizendo-se emocionado, Ricardo Nunes pediu “uma energia muito positiva” para “os nossos irmãos do Rio Grande do Sul”.

Neste ano, o tema do evento é “Dupla honra”, fazendo referência a um versículo da Bíblia que diz que, “em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra”.  

Fonte: Brasil de Fato

Artistas e intelectuais querem rompimento definitivo das relações entre Brasil e Israel

Entre os nomes que assinam a petição, destacam-se nomes como Chico Buarque, Gilberto Gil e Wagner Moura, entre outros

Um grupo de renomados artistas e intelectuais, incluindo membros da comunidade judaica, enviou uma carta ao presidente Lula (PT), solicitando a ruptura das relações diplomáticas do Brasil com Israel. Eles argumentam que tal medida, sob a liderança de Lula, poderia ajudar a acabar com a “carnificina intolerável” na Faixa de Gaza.No documento, divulgado pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, os signatários destacam que “O Brasil tem defendido repetidamente um cessar-fogo na Faixa de Gaza e a solução de dois Estados conforme resoluções internacionais”. Entretanto, eles sublinham que a intensificação da violência por parte do governo Netanyahu, com ataques cruéis e desumanos contra civis, requer uma ação mais contundente do que meras propostas diplomáticas. “Diversos países da União Europeia e outras regiões já estão debatendo medidas mais firmes”, afirmam. Eles também mencionam os recentes ataques de Israel a um acampamento de deslocados em Rafah, no sul de Gaza, onde “dezenas de inocentes foram assassinados, evidenciando um desprezo inaceitável pela ética humanitária”.

A carta é assinada por personalidades como Chico Buarque, Gilberto Gil, Wagner Moura e Emicida; escritores e intelectuais como Milton Hatoum, Raduan Nassar e Jessé Souza; advogados e juristas como Pedro Serrano, Juarez Tavares e Carol Proner; e ex-ministros como Luiz Carlos Bresser-Pereira, Paulo Sérgio Pinheiro, Eleonora Menicucci, José Dirceu e Eugênio Aragão. Judeus proeminentes como Anita Leocádia, o jornalista Breno Altman e o professor Bruno Huberman também endossam o manifesto.

Fonte: Brasil 247

Defesa Civil de Maceió emite alertas. População deve ficar atenta!

Durante o período chuvoso, é fundamental que a população esteja atenta às medidas de prevenção, principalmente para aqueles que residem em áreas de risco. A Defesa Civil de Maceió tem desempenhado um papel crucial nesse cenário, emitindo alertas sobre possíveis deslizamentos, desabamentos e alagamentos, orientando os moradores dessas áreas a buscarem locais seguros.

O Diretor Operacional da Defesa Civil, Matheus Montenegro, ressaltou a importância dos alertas emitidos, destacando que eles têm auxiliado a população a se manter mais segura. Ele enfatizou a necessidade de os moradores estarem atentos e cadastrados para receber essas mensagens, pois o principal objetivo do órgão é preservar a vida dos cidadãos.

Além disso, é crucial que a população comunique à Defesa Civil de Maceió qualquer situação de risco ou ameaça, permitindo que o órgão monitore a situação e tome as providências necessárias. Enquanto a equipe da Defesa Civil não chega ao local, os moradores devem evacuar suas residências e aguardar em um local seguro, como a casa de parentes ou amigos. Em casos onde não há essa possibilidade, as famílias são encaminhadas para abrigos municipais, que estão preparados para recebê-los.

Os cidadãos podem acionar a Defesa Civil de Maceió de forma gratuita ligando para o número 199. Para receber os alertas, a Defesa Civil disponibiliza o envio de mensagens por SMS, bastando que o cidadão informe o CEP de sua residência para o número 40199. Outra opção é pelo aplicativo WhatsApp, enviando uma mensagem para o número (61) 2034-4611 e interagindo com o assistente virtual para compartilhar a localização atual.

Portanto, é fundamental que a população esteja ciente dessas medidas de prevenção e atuação da Defesa Civil durante o período chuvoso, garantindo a segurança e preservação da vida dos maceioenses.

Fonte: Repórter Alagoas

MP notifica o prefeito de Maceió, JHC, por autopromoção com dinheiro público

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) notificou o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), recomendando que ele pare de usar seu nome para autopromoção em textos institucionais. A recomendação, assinada pelo promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa, da 14ª Promotoria de Justiça da Capital, foi expedida no dia 23 de maio deste ano.

O documento aponta claramente que tais atos configuram improbidade administrativa, infringindo a legislação constitucional que proíbe o uso do dinheiro público para a promoção pessoal de autoridades. O promotor Gomes da Costa foi incisivo: “A Prefeitura Municipal de Maceió e a Secretaria Municipal de Comunicação devem abster-se de promover, veicular e produzir conteúdos de publicidade institucional que enalteçam agentes públicos.”
 

A recomendação chega  faltando apenas quatro meses para as eleições de outubro, quando JHC disputará um novo mandato. Observa-se um aumento expressivo nos gastos com publicidade e propaganda pela prefeitura de Maceió nos anos de 2023 e 2024, sugerindo um uso eleitoral dessas verbas. Eventos como o “Massayo Verão”, financiados com dinheiro público, são utilizados como palco para a autopromoção do prefeito, que não hesita em subir ao palco e forçar artistas contratados a fazer selfies e vídeos com ele.

O Ministério Público deu um prazo de dez dias para que o gestor municipal acate ou rejeite os termos da recomendação, destacando a necessidade de conformidade com a ética e a legislação vigente. Esta é a segunda recomendação contra a autopromoção pessoal de JHC com dinheiro público em 2024. A primeira, emitida em 27 de fevereiro de 2024, também pelo promotor Flávio Gomes da Costa Neto, surgiu a partir de uma denúncia da vereadora Gaby Ronalsa (PV).

A insistência de JHC em promover sua imagem pessoal revela um flagrante desrespeito pelas normas que regem a administração pública. Em vez de focar em políticas que realmente beneficiem a população, o prefeito parece mais interessado em projetar uma imagem positiva de si mesmo, utilizando recursos públicos para esse fim. Tal atitude não só desvia o foco do que realmente importa, como também compromete a confiança pública na administração municipal. A promoção pessoal às custas do dinheiro público é uma prática que precisa ser combatida com rigor, pois fere os princípios de moralidade e impessoalidade que deveriam guiar a gestão pública.

Reincidência 

Esta é a segunda recomendação do MP contra a autopromoção pessoal de JHC com dinheiro público somente em 2024. A primeira determinação, de 27 de fevereiro de 2024 também foi emitida pelo promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa Neto, teve origem a partir de uma denúncia da vereadora Gaby Ronalsa (PV). A parlamentar ressaltou a importância do cumprimento dos princípios constitucionais de impessoalidade e legalidade na publicidade governamental.

Identificada a irregularidade praticada na peça publicitária em análise, recomenda-se a retirada da mesma, no prazo de até 48 horas após o recebimento- deste pronunciamento, bem como, de toda e qualquer outra futura propaganda irregular das páginas oficiais do Ente Municipal, e que o gestor municipal se abstenha de utilizar o nome, símbolos, imagens que o identifiquem e que possam caracterizar promoção pessoal em peças publicitárias custeadas com dinheiro público.”, disse o promotor na notificação. 

https://deolhoalagoas.com.br/images/ck/files/RECOMENDAA%CC%83_A%CC%83_O%20mp%20maio%202024.pdf

O uso contínuo de verbas públicas para autopromoção pessoal não apenas desrespeita a lei, mas também diminui a confiança da população nos gestores públicos, mostrando uma gestão mais preocupada em manter uma boa imagem do que em realmente resolver os problemas da cidade.

https://deolhoalagoas.com.br/images/ck/files/Decis%C3%A3o%20-%20Not%C3%ADcia%20de%20Fato%20-%2001_2024_00000160%20%201%20(1).pdf

Fonte: Agência de Notícias

160 postos médicos destruídos: Israel devasta sistema de saúde palestino para acelerar extermínio

Sistema de saúde palestino se tornou um alvo estratégico para o regime sionista na Faixa de Gaza desde o passado 7 de outubro

O estado ocupante continua a atacar o setor de saúde palestino à medida que a guerra de extermínio na Faixa de Gaza adentra o seu 9º mês consecutivo, causando a morte de cerca de 130 mil pessoas, mais de 70% delas crianças e mulheres. O número de mártires chegou a cerca de 36 mil, enquanto o número de feridos é de aproximadamente 81 mil, e o número de desaparecidos é de cerca de 13 mil. Além disso, as forças ocupantes continuam a aplicar políticas de desaparecimento forçado contra o povo palestino na Faixa de Gaza, especialmente contra equipes médicas e jornalistas.

É evidente que a destruição do sistema de saúde palestino se tornou um objetivo estratégico para o regime ocupante na guerra de extermínio contínua na Faixa de Gaza desde o passado 7 de outubro, sob alegações de que os ataques a hospitais em Gaza foram por necessidades operacionais militares. Isso foi desmentido por fatos de campo, fontes jornalísticas, médicas e organizações de direitos humanos, que documentaram cerca de 90 incidentes de ataque ao setor de saúde em Gaza.

Refutando as alegações e falsidades do estado ocupante, o jornal Washington Post confirmou que as evidências não sustentam as alegações de que a resistência palestina usou hospitais para fins militares. O jornal norte-americano relatou que 32 dos 36 hospitais na Faixa de Gaza foram danificados ou ficaram fora de serviço devido à guerra de extermínio.

Ataque sistemático

O estado genocida tem sistematicamente atacado o setor de saúde na Faixa de Gaza, com fontes oficiais palestinas relatando a morte de cerca de 496 profissionais de saúde e especialistas médicos, a prisão de cerca de 310, incluindo diretores de hospitais, e ferindo cerca de 1.500 profissionais médicos. Além disso, cerca de 33 hospitais e 55 centros médicos foram colocados fora de serviço, 160 instituições ou pontos médicos foram atacados e cerca de 130 ambulâncias foram destruídas. Os hospitais Mártires de Al-Aqsa e Nasser estão em risco de parar de funcionar devido à proibição de entrada de combustível pelas forças ocupantes, ameaçando a vida de feridos, pacientes e bebês prematuros. O hospital kuwaitiano em Rafah também está em risco de parar devido aos ataques e invasões israelenses.

taxa de ocupação de leitos em vários hospitais que ainda funcionam parcialmente está em cerca de 250%, e as equipes médicas enfrentam uma grande carga devido à superlotação de feridos e doentes, especialmente pacientes com câncer, problemas renais, cardíacos, hepatite e desnutrição, sem poder fornecer os serviços médicos necessários, colocando suas vidas em risco. Cerca de 11 mil feridos correm risco de morrer devido ao fechamento da passagem de Rafah e à proibição de tratamento no exterior.

Observadores afirmam que as forças ocupantes utilizam a política de assassinato, destruição e deslocamento como objetivo estratégico em toda incursão ou invasão de qualquer cidade, campo ou área geográfica, com o ataque sistemático a hospitais e centros médicos sendo uma clara evidência disso. Durante a invasão do campo de Jabalia, ao norte da Faixa de Gaza, as forças ocupantes cercaram o Hospital Al-Awda, em Tel al-Zaatar, forçando as equipes médicas a evacuarem o hospital para áreas a oeste da cidade de Gaza, levando dezenas de feridos e pacientes, e deixando apenas alguns enfermeiros e pacientes. As forças ocupantes também atacaram o Hospital Kamal Adwan, no norte da Faixa, atirando em qualquer pessoa que se movesse no hospital.

Ação simultânea

Simultaneamente aos eventos no norte da Faixa de Gaza, com os ataques a hospitais lá, as forças ocupantes retiraram o Hospital Abu Yusef al-Najjar e outros hospitais de campo de serviço na província de Rafah, durante a ampla invasão israelense da pequena província, juntando-se a uma série de hospitais, incluindo o Complexo Médico Al-Shifa, na cidade de Gaza, e o Complexo Médico Nasser, na cidade de Khan Yunis, que foram retirados de serviço e tiveram suas atividades paralisadas.

Estamos diante de um cenário de ataque sistemático e organizado ao setor de saúde em toda a Faixa de Gaza, confirmando que o estado ocupante adota a política de matar, deslocar, provocar fome e destruir como uma prática diária contra o povo palestino.

Diante da indiferença do estado ocupante aos apelos e demandas internacionais para cessar os crimes de genocídio e os ataques aos sistemas de saúde e mídia, violando os direitos de saúde dos pacientes e feridos, conforme estipulado pelo direito internacional humanitário, e diante da rebeldia do estado ocupante contra esse mesmo direito e contra as legítimas resoluções do Conselho de Segurança, do Tribunal Internacional de Justiça e do Tribunal Penal Internacional, com o apoio explícito dos Estados Unidos e de outros aliados ocidentais que se opõem ao direito internacional humanitário e violam a Carta das Nações Unidas, é necessário tratar o estado ocupante como um estado fora da lei, impondo sanções e isolando-o internacionalmente.

Isso exige que o Tribunal Penal Internacional acelere a emissão de mandados de prisão contra o primeiro-ministro do governo ocupante israelense, Benjamin Netanyahu, seu ministro da Guerra, Yoav Galant, e outros que a investigação identificar como responsáveis por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Também é necessário que o Tribunal Internacional de Justiça emita ordens para a cessação imediata dos crimes de genocídio na Faixa de Gaza, o fim dos ataques a hospitais, a abertura das passagens e a permissão para a entrada de ajuda humanitária.

Fonte: Diálogos do Sul

PF encontra provas de que Abin abastecia gabinete do ódio e Allan dos Santos

Delegados e policiais cedidos para Abin forneciam dados para ataques de grupo

A PF (Polícia Federal) localizou provas de que um grupo de delegados e policiais federais que foi cedido para a Agência Brasileira de Inteligência e atuava com o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), quando ele era diretor-geral da Abin, abastecia o “gabinete do ódio“, os ex-assessores especiais da Presidência da República que atuavam com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além disso, os investigadores também mapearam que a mesma situação se dava em relação ao blogueiro bolsonarista Allan dos Santos.

As informações coletadas, em diversas situações de modo ilegal e injustificado, eram repassadas para alimentar narrativas e ataques em redes sociais.

As provas obtidas pela Polícia Federal são documentos obtidos nas operações de busca e apreensão efetuadas desde outubro do ano passado e também mensagens obtidas em celulares e nuvens.

Em janeiro, tanto Ramagem como o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) foram de busca e apreensão. Na ocasião, computadores e celulares dos dois foram apreendidos, além dos dispositivos de Tércio Arnaud Thomaz, ex-integrante do chamado “gabinete do ódio”.

“Abin paralela”

A coluna apurou ainda que a Polícia Federal descobriu que Allan dos Santos era abastecido, sobretudo, pelo delegado federal Marcelo Bormevet. Ele possui uma série de posts públicos defendendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e era considerado um dos homens de confiança de Ramagem.

Bormevet está afastado da PF por decisão do ministro Alexandre de Moraes na Operação Vigilância Aproximada, em janeiro, junto com outros cinco policiais federais.

A coluna apurou que, após a saída de Ramagem da direção da Abin para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, em março de 2022, os antigos “homens de confiança” dele passaram a não trabalhar mais na Abin e a agência não possui registros da atuação desses policiais ao longo de meses no ano em que se disputou a eleição presidencial. Bormevet é um deles.

Segundo fontes próximas ao caso, as sindicâncias estão adiantadas e eles correm risco de demissão.

Allan dos Santos está nos EUA e é considerado foragido do Judiciário brasileiro. Ele possui um pedido de prisão preventiva, de outubro de 2021, e está há mais de dois anos sem desfecho. No inquérito de fake news, ele foi acusado pelos crimes de calúnia, injúria e difamação.

O governo dos Estados Unidos comunicou o Brasil que não poderá extraditar o blogueiro.

Os americanos disseram, contudo, que estão dispostos a dar prosseguimento ao processo contra Allan em relação a outros crimes, mas o caso está estacionado no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Fonte: ICL Notícias

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