Fachin mantém condenação de Nikolas Ferreira por fake news contra Lula

O Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o recurso da defesa do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e confirmou a multa de R$ 30 mil por disseminação de informações falsas contra o ex-presidente Lula (PT) durante a campanha eleitoral de 2022. A decisão ressalta a importância da democracia e da integridade das eleições.

Fachin fundamentou sua decisão afirmando que o STF não tem competência para revisar decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em questões eleitorais. Ele destacou que o caso em análise é de natureza infraconstitucional e, portanto, exclusivamente de competência do TSE. A decisão, datada de 26 de março, foi divulgada recentemente.

Além disso, o Ministro enfatizou a necessidade de preservar a normalidade das eleições como um pilar da democracia. Ele reiterou que a defesa da verdade e dos fatos é essencial para garantir a legitimidade do processo eleitoral.

“Não se trata de proteger interesses de um estado, organização ou indivíduos, e sim de resguardar o pacto fundante da sociedade brasileira: a democracia por meio de eleições livres, verdadeiramente livres. Não se trata de juízo de conveniência em critérios morais ou políticos, e sim do dever de agir para obstar a aniquilação existencial da verdade e dos fatos”, afirma o ministro Edson Fachin.

Enquanto isso, a deputada Carla Zambelli (PL-SP) também teve seu recurso negado pelo TSE por disseminação de fake news sobre as urnas eletrônicas. Assim como Nikolas Ferreira, ela foi multada em R$ 30 mil.

A coligação de Lula acionou o TSE para retirar um vídeo em que Nikolas acusava Lula de desviar R$ 242,2 bilhões da saúde pública. O bolsonarista amparava-se em um texto publicado por Reinaldo Azevedo na Veja em 2012. O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, determinou a remoção do material, considerando-o descontextualizado e com informações falsas.

Alexandre de Moraes também determinou a aplicação da multa de R$ 30 mil, uma decisão que mais tarde foi submetida a debate em plenário e ratificada por uma votação de 6 votos a 1.

Fonte: DCM

Padre Alexandre Paciolli é preso por estupro de vulnerável

De acordo com o MPRJ, a Arquidiocese do Rio de Janeiro recebeu diferentes relatos de abusos sexuais cometidos pelo padre

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o padre Alexandre Paciolli Moreira de Oliveira, acusado de importunação sexual e estupro de vulnerável. Ele foi preso nesta quarta-feira (3) no Ceará. Os crimes teriam sido cometidos contra uma mesma mulher, em agosto de 2022 e em janeiro de 2023, respectivamente, na cidade de Nova Friburgo, na região serrana do Rio.

De acordo com o MPRJ, a Arquidiocese do Rio de Janeiro recebeu diferentes relatos de abusos sexuais cometidos pelo padre. Investigadores afirmaram que o religioso usou da “ingenuidade e da fé da vítima”, com o pretexto de estar sentido fortes dores e “passou a praticar atos libidinosos com a vítima, que, tendo o denunciado como seu sagrado protetor, não conseguiu oferecer resistência”.

O padre foi detido em ação conjunta da Promotoria de Investigação Penal de Nova Friburgo, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Nova Friburgo e da Delegacia de Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil do Estado do Ceará.

Fonte: Brasil 247

Movimentos sociais fazem ato em repúdioao golpe de 1964

Representantes de diversos movimentos sociais, protestaram ontem, 01/04, por punição aos crimes cometidos pela ditadura miliatr e por reparação à memória das vítimas.

O ato público foi organizado pelo Comitê Alagoas Memória Verdade, Justiça, Reparação e Democracia, e marcou em Alagoas, o repúdio aos 60 anos do golpe militar.

O evento foi realizado em frente a antiga sede da OAB/AL, lugar marcado pela luta contra a ditadura, por democracia e anistia aos presos políticos.

Para Thyago Miranda, do Comitê Alagoas, “A gente está descomemorando os 60 anos do golpe militar. E aqui em Alagoas nós temos nove pessoas que foram assassinadas, entre elas três encontram-se ainda como desaparecidos políticos”.

O ato realizado em Maceió, fez parte de um movimento nacional, que realizou manifestações nas capitais dos estados, cobrando punição aos crimes da ditadura militar e também punição aos responsáveis pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.

Dr. Valmir deve continuar mesmo no PT

É o que garante assessores que foram consultados.

Dr. Valmir começou sua trajetória política no PCdoB, depois se filiou ao PT. Ele já disputou outras eleições, mais com resultados modestos. Em 2020, conseguiu se eleger no limite da nova regra eleitoral, que estabeleceu a chamada sobra, com apenas 1.691 votos.

De mandato discreto e cordial até com bolsonaristas como Leonardo Dias, ele foi ofuscado pela também estreante Teca Nelma, que logo se destacou como a voz mais ativa contra o prefeito JHC e os conservadores da Câmara Municipal de Maceió.

De mandato apático na relação com os movimentos sociais e com boa relação com o presidente da casa, Galba Novais e o prefeito JHC, Dr. Valmir não se encaixou no papel que muitos petistas esperavam dele.

Agora com a entrada de Teca Nelma no PT, que mais uma vez ofusca sua limitada atuação parlamentar e pode deixá-lo sem mandato, ele faz os devidos cálculos para sobreviver no duro jogo eleitoral de Maceió. Se sair do PT, dificilmente se elege por conta própria, se ficar, corre o risco da Federação (PT, PV e PCdoB) eleger apenas dois vereadores e ele ficar de fora.

Ficar no PT parece ser, segundo assessores mais próximo, o caminho natural, o resto é pura “polêmica midiática”.

Pastor é indiciado após estuprar neta de 5 anos

Esposa do pastor tentou descredibilizar as denúncias, pois a investigação poderia “gerar escândalo” para o homem de deus

Um pastor de 72 anos foi indiciado, nesta segunda-feira (1º de abril), por estuprar a própria neta, de 5, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Os crimes, segundo a Polícia Civil, foram praticados diversas vezes. A mãe da vítima e a avó dela sabiam dos abusos, porém não informaram as autoridades anteriormente.

De acordo com a instituição, uma denúncia resultou na prisão em flagrante do idoso, que é pastor, em 11 de março. A criança apresentou ferimento na parte íntima e contou para a mãe o crime praticado pelo avô. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) passou a investigar o caso. 

A mãe da criança foi quem denunciou o caso de estupro e confessou, em depoimento, que a filha já tinha sido violentada sexualmente outras vezes pelo avô, mas que ela não havia procurado a polícia para denunciá-lo. Os crimes era praticados na casa do familiar da menina.

“Chama a atenção é que mesmo diante do relato de abuso sexual, a mãe continuou permitindo e deixando a criança na companhia do avô”, disse a delegada Lia Valechi. A avó da criança, segundo a delegada, tentou descredibilizar as denúncias feitas pela criança dizendo que os policiais não deveriam tomar nenhuma providência, pois o marido era pastor e isso poderia “gerar escândalo”.

A mãe foi indiciada pois permitiu que a filha continuasse tendo contato com o avô. Por esse motivo, segundo a delegada, tanto a mãe quanto a avó foram indiciadas pelo delito de estupro de vulnerável, na modalidade omissiva, por terem o dever de evitar o novo crime e não o fizeram.

Fonte: O Tempo

Israel bombardeia embaixada do Irã na Síria e mata oito pessoas

Militares israelenses bombardearam o consulado do Irã em Damasco, na Síria, e mataram o comandante sênior da Guarda Revolucionária Mohammad Reza Zahedi e outras sete pessoas nesta segunda (1). A rede de notícias iraniana SNN confirmou a morte do comandante e afirmou que outros diplomatas também morreram no ataque.

Além do consulado, um prédio foi derrubado e um anexo da embaixada foi destruído. A imprensa iraniana ainda relata que os alvos do ataque israelense eram o consulado e a residência do embaixador.

A ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), do Reino Unido, afirma que ao menos oito pessoas morreram, enquanto outros veículos de imprensa dizem que o número de vítimas não está claro.

O general Mohammad Reza Zahedi era comandante das forças terrestres da Guarda Revolucionária do Irã desde janeiro de 2006.

As Guardas Revolucionárias do Irã apoiam o Hamas e se tornaram alvo de ataques de Israel desde o início da guerra em Gaza. Os israelenses também intensificaram a atuação em território sírio contra o grupo libanês Hezbollah.

Na última sexta (29), Israel também realizou ataques em Aleppo, no norte da Síria, e deixou 42 mortos e dezenas de feridos.

No último fim de semana, Israel ainda afirmou que “eliminou” Ismail Al-Zin, comandante de uma unidade de mísseis do Hezbollah, durante um ataque aéreo lançado sobre a vila de Kounine, no sul do Líbano.

Fonte: DCM

Em mais um crime de guerra, Israel deixa Hospital Shifa completamente destruído

As forças israelitas retiraram-se do Hospital Shifa, o maior complexo médico da Faixa de Gaza, 14 dias depois de o terem invadido, destruindo-o completamente e deixando dezenas de mortos.

As forças israelitas retiraram-se do Hospital Shifa, o maior complexo médico da Faixa de Gaza, 14 dias depois de o terem invadido, destruindo-o completamente e deixando dezenas de mortos.

Testemunhas oculares disseram que as forças israelitas se retiraram completamente do Hospital Shifa e dos bairros circundantes e deslocaram-se para o sul do bairro de Tal al-Heva, a sudoeste da cidade de Gaza.

Testemunhas oculares afirmaram que as forças israelitas incendiaram todos os edifícios do complexo do Hospital Shifa, destruíram todo o equipamento médico e deixaram o hospital completamente inoperacional antes de se retirarem, referindo que dezenas de mortos foram encontrados no Hospital Shifa e nas ruas em redor do hospital.

Testemunhas oculares disseram que o exército demoliu o cemitério temporário estabelecido pelos palestinianos no Hospital Shifa, retirou os corpos e colocou-os em diferentes partes do hospital.

As autoridades sanitárias palestinianas afirmaram que o hospital estava completamente fora de serviço e que era difícil retomar a atividade no período atual.

As autoridades sanitárias afirmaram que o exército destruiu todo o equipamento médico do hospital, bem como os blocos operatórios e as salas de cuidados intensivos.

Fonte: TRT Português

Julgamento que pode cassar mandato de Sergio Moro começa hoje

Ainda haverá sessões na quarta-feira (3/4) e na próxima segunda (8/4). Confira quem são os juízes que integram julgamento de Sergio Moro

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) começa o julgamento, nesta segunda-feira (1º/4), de uma série de ações que podem cassar o mandato do senador Sergio Moro (União). O ex-juiz, inclusive, corre o risco de ser declarado inelegível por oito anos.

O TRE é composto por sete membros, e cada um vai ler seu voto, justificar e apontar todas as condições legais para a conclusão dos desembargadores. A depender do resultado e da apresentação de recursos, os processos podem chegar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O julgamento não acontece somente hoje. Há sessões marcadas também para quarta (3/4) e a próxima segunda (8/4). Nessas datas, a Corte vai julgar duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral movidas contra o senador.

Uma delas é de autoria do Partido Liberal (PL), e a outra, da Federação Brasil da Esperança – formada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Há acusações de abuso de poder econômico, arrecadação e gastos eleitorais ilícitos e mau uso dos meios de comunicação. Segundo os partidos, essas ações teriam ocorrido no período em que antecedeu as eleições de 2022, pleito no qual Moro se elegeu senador com mais de 1,9 milhão de votos.

O PL e a Federação Brasil da Esperança argumentam que os gastos de pré-campanha seriam “desproporcionais” e “suprimiram as chances dos demais concorrentes” ao Senado no Paraná.

Em 2021, Moro se desfiliou do Podemos, pelo qual era pré-candidato à Presidência. Próximo ao prazo final para troca partidária, em 2022, migrou para o União Brasil a fim de concorrer ao cargo de deputado federal pelo estado de São Paulo.

Diante do indeferimento da transferência de domicílio eleitoral, Moro passou a pleitear a vaga de senador pelo estado do Paraná.

O parecer da Procuradoria Regional Eleitoral no Paraná indicou que houve investimento de R$ 2,03 milhões na pré-campanha de Moro, somados aos investimentos realizados pelo Podemos e pelo União Brasil.

O órgão ministerial descreve que as despesas representam 39,78% dos gastos eleitorais realizados e 45,65% do teto de gastos previsto para o cargo.

“Este contexto demonstra que os meios empregados para a realização de pré-campanha e os valores despendidos nesta empreitada em prol dos investigados mostraram-se, de fato, desarrazoados, assumindo contornos de uso excessivo do poderio econômico”, frisou o Ministério Público.

Procuradoria com parecer favorável à cassação

Em dezembro de 2023, a Procuradoria Regional Eleitoral no Paraná emitiu parecer favorável à cassação e à inelegibilidade de Sergio Fernando Moro e do suplente dele, Luís Felipe Cunha. O órgão considerou que a responsabilidade dos dois ficou comprovada “através da participação direta de ambos nas viagens, eventos e demais atos de pré-campanha”.

Moro prestou depoimento ao TRE em dezembro. O senador, no entanto, optou por responder às perguntas do relator das ações e do Ministério Público, mas ficou em silêncio diante das perguntas dos advogados do PT e do PL.

Fonte: Metrópoles

Durante o governo Bolsonaro foram vendidas 2 milhões de munições irregularmente, aponta TCU

Presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio do Alvorada 05/05/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino

Especialista suspeitam que essas munições irregulares possam ter abastecido as mílicias e o crime organizado

Um relatório de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou uma situação alarmante: mais de 2 milhões de munições foram vendidas de forma irregular no Brasil durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Os dados, provenientes do Sistema de Controle de Venda e Estoque de Munições (Sicovem), utilizado pelo Exército, apontam para uma série de irregularidades que levantam preocupações sobre a segurança pública no país, informa a Folha de S. Paulo.

Uma das descobertas foi o uso de CPFs de menores de 18 anos e até mesmo de pessoas falecidas para adquirir munições. Além disso, houve casos em que as munições foram vendidas sem o devido registro da arma correspondente, enquanto em outros casos, as munições adquiridas não correspondiam aos calibres das armas registradas. Por exemplo, foi possível comprar munição de fuzil 5,56 mm utilizando o documento de uma arma calibre 22.

Foram identificadas 164 vendas a 151 CPFs de menores de 18 anos, além de 6.669 munições destinadas a pessoas falecidas. Outras 30.409 munições foram liberadas para armas que já constavam no sistema como perdidas, roubadas ou furtadas. Além disso, cerca de 267.993 munições foram destinadas a colecionadores e armas de acervo de coleção que, na prática, não podem ser utilizadas para outros fins. Esses dados foram compilados pelo Instituto Sou da Paz.

O Sicovem, sistema utilizado pelo Exército, deveria funcionar como uma ferramenta de controle em tempo real da venda de munições, visando evitar desvios e garantir a segurança pública. No entanto, os dados revelam falhas significativas no sistema, que permitiram essas irregularidades. Implantado em 2007 por força de portaria do Ministério da Defesa, o Sicovem pertence à Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), que detém praticamente o monopólio da venda de munições para uso não militar no país. 

Fonte: Brasil 247

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