Servidores públicos da Ufal e Ifal realizam ato público e cobram negociação do governo federal

Manifestação reuniu docentes, técnicos e estudantes que reivindicam melhores condições nas universidades e institutos federais

Nesta segunda-feira, 3 de junho, um ato público organizado pela Associação dos Docentes da Ufal (Adufal), Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal) e Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional no Estado de Alagoas (Sintietfal), reuniu milhares de pessoas no Centro de Maceió para expor os diversos projetos, pesquisas e atividades científicas que são produzidas no ambiente acadêmico, seja na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) ou no Instituto Federal de Alagoas (Ifal).

A mobilização faz parte do Dia Nacional de Luta da Educação Federal realizado por docentes, Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) e estudantes de todo o país, que reivindicam a recomposição do orçamento nas universidades e institutos federais, um reajuste salarial digno inclusive em 2024, entre outras pautas importantes do movimento grevista.

Na Ufal, os docentes estão em greve há 36 dias, desde 29 de abril, e os técnicos há 76 dias, desde 20 de março. Já os servidores do Ifal estão com as atividades paralisadas por direitos desde 3 de abril, totalizando 62 dias nesta segunda-feira (3).

A manifestação contou com a exposição de diversos banners de projetos de pesquisa e extensão, além de cartazes com frases que reforçam a defesa da educação pública e das reivindicações dos trabalhadores.

Reivindicações dos servidores

As principais reivindicações dos servidores públicos federais (SPFs) na Campanha Salarial 2024 são: recomposição salarial das perdas inflacionárias acumuladas dos últimos seis anos – não aceitando o reajuste de 0% em 2024 -; equiparação de benefícios (auxílios alimentação, saúde e creche) entre os demais poderes (Legislativo e Judiciário); “revogaço” de todas as medidas que atacam o funcionalismo público, ocorridas durante o governo Bolsonaro; entre outras.

Fonte: Adufal

Pastor preso na porta da igreja pertence a facção criminosa Terceiro Comando Puro

O pastor Leonardo Belchior de Souza, 44, foi preso no sábado (1º) por seu envolvimento com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). A Operação Fim de Mundo, conduzida pela Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Estadual, revelou que a família inteira do suposto religioso estava envolvida no esquema de tráfico de drogas e armas nas comunidades de Acari, na zona norte do Rio, e Vila Aliança, na Zona Oeste.

Renato Castro, sobrinho do pastor, foi identificado como o líder da organização, responsável pela coordenação da distribuição de armamentos e entorpecentes de Santa Catarina para o Rio de Janeiro. Além de Renato, sua mãe, Dalva de Castro Belchior, seus irmãos Rodrigo Castro, Rayane de Castro Caetano, Thaylany de Castro Belchior, e o próprio Leonardo Belchior de Souza foram denunciados pelo Ministério Público. Também foram envolvidos a esposa de Renato, Estela Lira Gonçalves, o cunhado Philipe da Silva Vasconcelos e a cunhada Vanessa Silva dos Santos.

As investigações revelaram que Rodrigo, Renato, Rayane, Thaylany e Dalva operavam em Acari, fornecendo armas e drogas para Vila Aliança e posteriormente se mudaram para Balneário Camboriú, onde adquiriram uma propriedade de luxo. Renato movimentou milhões de reais em sua conta bancária, principalmente em depósitos em espécie. Outros membros investigados pela PF incluem Edivaldo Freitas Portugal, Edinho Portugal e João André de Souza, conhecido como João do Gelo. Ao todo, 11 suspeitos foram presos e a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 25 milhões em bens dos envolvidos.

Fonte: DCM

Motoristas de aplicativos vivem drama com as enchentes no RS

Cerca de 70% estão sem poder rodar nas ruas das cidades por causa das enchentes. Muitos perderam, inclusive, seus carros, ou seja, seus meios de trabalho. Sem proteção social estão jogados à própria sorte

As múltiplas faces da tragédia vivida pela população do Rio Grande do Sul desde o final de abril quando as chuvas começaram a castigar o estado, incluem a desproteção social a trabalhadores que não têm em suas categorias uma regulamentação que lhes garanta direitos e benefícios para situações como essas.

O trabalho informal como é exercido atualmente pelos motoristas de aplicativos no transporte de passageiros trouxe como resultado, após a tragédia, uma absoluta falta de perspectiva sobre como sobreviver economicamente até que suas vidas possam ser reconstruídas.

O Jornal de rádio da CUT conversou com a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Particular por Aplicativos do Rio Grande do Sul (Sintrapli-RS), Carina Trindade, sobre o drama que mais de 70% dos trabalhadores e trabalhadoras do setor passaram a enfrentar com as enchentes.

Motoristas de aplicativos, ela diz, perderam, além de suas casas, os seus carros. “São pessoas que também estavam em casa na hora da enchente e não deu tempo nem de sair com o carro”.

A dirigente fala, inclusive, em primeira pessoa. Carina está provisoriamente em casa de amigos, já que sua residência, no bairro Mathias Velho, em Canoas, ainda se encontra sob as águas das enchentes.

Ela conta que perdeu tudo o que ela sua família havia construído em 40 anos de vida. “Eletrodomésticos, roupas, móveis, perdemos tudo”.

“Consegui ter acesso depois de 25 dias. Ao chegar, mesmo tendo visto situações trágicas, é muito triste ver que tudo o que fizemos com muito sacrifício, tudo foi por água abaixo, literalmente. Vamos ver se conseguimos resgatar algo, mas está tudo destruído, inclusive parte do imóvel. Só vamos poder ter uma noção exata ao baixar a água, que ainda bate no nosso peito”, ela diz.

Ao relatar o próprio drama, contando que teve de parar suas atividades como motorista por aplicativo para ajudar a socorrer outras pessoas, resgatar animais e ajudar em ações solidárias, ela chama atenção para a questão da proteção social que, no caso dos motoristas ainda é inexistente.

“Essa é uma hora de botarmos a mão na consciência para saber que tipo de organização, que tipo de direitos temos que ter. O Projeto de Lei dos Motoristas foi duramente atacado por uma série de desinformações, mentiras, mas a realidade está aí e prova que se tivéssemos direito à proteção social, a benefícios, teríamos minimamente uma luz no horizonte para reconstruirmos nossas vidas”, diz a dirigente.

Proteção social faz a diferença

Parte do escopo do Projeto de Lei Complementar 12/24, o PLC dos Motoristas, a chamada proteção social, dada pela contribuição à Previdência, se mostra fundamental em momentos como este.

Estimamos que 70% dos motoristas tenham sido prejudicados. Muitos estão em abrigo e não conseguem trabalhar. Em Canoas, metade da cidade, a mais povoada, está debaixo d´água. Se houvesse qualquer tipo de proteção social, poderiam ter algum benefício para poder sobreviver”.

Sindicato é quem ajuda trabalhador

Ela reforça que a atuação solidária dos sindicatos na tragédia no Rio Grande do Sul tem sido decisiva para ajudar as pessoas “É o movimento sindical o primeiro a cuidar dos trabalhadores. A CUT-RS e sindicatos estão engajados, colocando até mesmo as suas sedes para alojamento, recolhimento de doações e outras ações”, ela diz.

Carina também reforça o papel do poder público em situações como esta. “Hoje temos um governo que está empenhado em mediar as soluções que garantem direitos para os trabalhadores. O PLC dos Motoristas é um desses exemplos. Quando junto com o movimento sindical se elabora uma política para organizar uma categoria, o que se pensa é justamente garantir acesso a direitos, inclusive a proteção social, que vem do governo”, diz Carina.

Hoje, a maioria dos motoristas não terá acesso a valores que governos federal e estadual estão garantindo para as vítimas porque são microempreendedores e não estão inscritos, por exemplo, no Cadastro Único, que possibilita justamente ter acesso a benefícios. Estão invisíveis, ela diz.

Aprovar o PLC é preciso

É preciso pensar bem o quanto ser MEI vai dificultar coisas na vida. Não teremos nenhum tipo de benefício para nos refazermos, para reestruturarmos, reconstruirmos a vida, nem pra podermos continuar trabalhando. Quem acha que ainda é dono do próprio negócio, empresário de si mesmo, deve pensar mais, fora da bolha e pensar em quem tem dificuldades justamente por isso”, afirma a dirigente gaúcha.

E ela prossegue afirmando que essas pessoas, “perderam seus carros, suas casas, e são trabalhadores que precisam de benefícios do governo, e é partir disso que vai conseguir se recolocar no mercado, sobreviver”.

É preciso entender que cada trabalhador precisa estar inserido como categoria e ter regulamentação própria, como é a que propõe o PLC. O momento de dificuldade chegou e precisamos colocar a mão na consciência para entendermos que não podemos ficar dependendo de plataformas. É preciso ter direitos garantidos.

Ela explica que as plataformas estão concedendo benefícios a apenas algumas motoristas, em geral, aqueles que mais corridas fizeram, como uma espécie de prêmio, deixando os demais sem nenhum tipo de benefício.

‘Se já houvesse a representatividade, teríamos o poder de cobrar a responsabilidade das plataformas para uma ajuda a todos e não de forma seletiva como vem ocorrendo.

Fake news e ataques ao PLC

Em desabafo nas redes sociais, Carina Trindade, reforçou a crítica a plataformas e a influenciadores digitais, assim como associações de motoristas de fora do Rio Grande do Sul que se aproveitaram da tragédia para atacar o PLC.

Ela afirmou ser “lamentável que um grupo de associações e de motoristas que não são do Rio Grande do Sul venha se utilizando da tragédia para fazer campanha contra o projeto”.

A dirigente explicou que os motoristas do estado “não têm direito a nada, a auxílios, ao saque emergencial do FGTS porque muitos não têm saldo no fundo, principalmente aqueles que já trabalham há anos como motoristas”.

“Nós estamos no meio do caos, perdemos tudo e não temos direito a nada do governo do estado porque não nos encaixamos nas regras e somos considerados MEI e vocês fazendo manifestação contra o PLC. Nem daqui vocês são. Por quê ao invés disso vocês não vêm aqui ajudar?”, questiona Carina.

Ela ainda afirma que o sindicato está solicitando tanto às plataformas como ao governo federal para que ajudem o conjunto dos motoristas impactados pelas enchentes. 

Fonte: CUT Nacional

Claudia Sheinbaum é eleita primeira presidenta mulher do México

Ex-prefeita da Cidade do México, de acordo com primeiros levantamentos e parciais da apuração, obteve uma vitória esmagadora sobre sua oponente Xóchitl Gálvez

A população do México foi às urnas neste domingo (2) e elegeu, pela primeira vez em sua história, uma mulher como presidenta da República: Claudia Sheinbaum. É o que aponta a projeção oficial mexicana e ao menos cinco pesquisas de boca de urna divulgadas por entre 2h e 3h da manhã (horário do Brasil) nesta segunda-feira (3). 

De acordo com o Instituto Nacional Eleitoral (INE), Sheinbaum, do Movimento de Regeneração Nacional (MORENA), obteve entre 58,3 e 60,7% dos votos, vencendo sua adversária Xóchitl Gálvez, de direita e filiada ao Partido de Ação Nacional (PAN), que deve registrar entre 26,6% e 28,6%.

Pesquisa boca de urna do instituto Covarrubias e Asociados aponta que Sheinbaum será eleita como presidenta do México com 60,53% dos votos, contra 27,4% de Galvez. Já levantamento do Buendia e Márquez coloca a candidata de esquerda com 61,4% ante 30% da representante da direita mexicana.

primeira parcial da apuração divulgada pelo Programa de Resultados Eleitorais Preliminares (PREP), por sua vez, também aponta para a vitória de Claudia Sheinbaum: com 27,4% das urnas apuradas, a candidata do MORENA conta com 57,2% dos votos, contra 30% da concorrente filiada ao PAN. 

“Temos a sorte de viver em um momento estelar da história do nosso país e também para a nossa América Latina e o mundo: Claudia Sheinbaum será a primeira mulher presidenta de nossa história e da América do Norte (…) Hoje a soberania, a independência e a democracia triunfaram. O povo mostrou que não se deixa enganar, nem com campanhas de ódio, nem com mentiras. Teremos uma presidente e é a doutora Claudia Sheinbaum”. 

Quem é Claudia Sheinbaum 

Claudia Sheinbaum é de esquerda e filiada ao Movimento de Regeneração Nacional (MORENA), partido do atual presidente Andrés Manuel López Obrador, conhecido como AMLO, que goza de grande popularidade. Cientista política e engenheira ambiental, Sheinbaum concorre em uma coalizão que conta, além do MORENA, com o Partido do Trabalho (PT) e o Partido Verde Ecologista do México (PVEM). 

Ela ganhou notoriedade por ser a primeira mulher e a primeira judia a ocupar o cargo de prefeita da Cidade do México em 2018. Tem uma longa história de atuação em níveis regionais e nacionais. Começou sua carreira política em 2000, quando foi nomeada Secretária do Meio Ambiente do Distrito Federal pelo seu padrinho político, AMLO, quando este governou a capital mexicana. 

Seu principal foco como prefeita da Cidade do México foi a implementação de políticas ambientais e de desenvolvimento sustentável, incluindo a expansão da coleta de água de chuva, a reforma do gerenciamento de resíduos e o início de um programa de reflorestamento.

Em 2023, ela anunciou que deixaria o cargo de prefeita para concorrer às eleições presidenciais de 2024, tornando-se a candidata oficial do partido MORENA. A carreira de Sheinbaum é marcada por suas posições progressistas e ambientalistas e é declaradamente uma crítica do modelo econômico neoliberal.

Fonte: Revista Fórum

Trump ameaça com ruptura institucional se for preso

“Acho que seria difícil para o público aceitar. Você sabe, em certo ponto, há um ponto de ruptura”, disse Donald Trump

Donald Trump disse que aceitaria o confinamento em casa ou a prisão após a sua condenação histórica por um júri de Nova York na semana passada, mas que seria “difícil” para o público aceitar.

“Não tenho certeza se o público apoiará isso”, disse o candidato presidencial republicano à Fox News em entrevista que foi ao ar neste domingo. “Acho que seria difícil para o público aceitar. Você sabe, em certo ponto, há um ponto de ruptura.”

Trump não entrou em detalhes sobre o que ele acha que poderia acontecer se esse ponto fosse alcançado.

Questionada sobre o que os apoiadores de Trump deveriam fazer se ele fosse preso, a copresidente do Comitê Nacional da República (RNC, na sigla em inglês), Lara Trump, disse à CNN: “bem, eles vão fazer o que fizeram desde o início, que é manter a calma e protestar nas urnas em 5 de novembro. Não há nada a fazer além de fazer com que suas vozes sejam ouvidas em alto e bom som e se manifestarem contra isso”.

Trump usou a sua convicção para intensificar os seus esforços de angariar fundos, mas não procurou mobilizar os seus apoiadores, em contraste com os seus comentários de protesto contra a sua derrota em 2020 para Biden, que foram seguidos por um ataque dos seus apoiadores em 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA.

O RNC e a campanha de Trump arrecadaram 70 milhões de dólares nas 48 horas após o veredito, disse Lara Trump, um número que a Reuters não foi capaz de verificar de forma independente.

Trump prometeu recorrer da condenação do júri de Nova York, que o considerou culpado de 34 acusações criminais por falsificação de documentos para encobrir um pagamento para silenciar uma estrela pornô antes das eleições de 2016.

Mas é improvável que a questão seja resolvida antes das eleições presidenciais de novembro, quando tentará recuperar a Casa Branca do presidente democrata Joe Biden. As pesquisas de opinião mostram uma disputa acirrada entre os dois e sugerem que sua condenação pode prejudicá-lo junto a alguns eleitores republicanos e independentes.

Trump ainda enfrenta outros três processos criminais, embora não seja provável que cheguem a julgamento antes das eleições. Ele nega qualquer irregularidade em todos os casos e chamou as acusações de conspiração democrata para impedi-lo de competir.

Enquanto isso, Biden tem procurado defender o sistema de justiça do país, dizendo que é “imprudente” e “perigoso” chamar o veredito de “fraudado”. O Departamento de Justiça dos EUA nega qualquer interferência política.

O advogado de Trump, Will Scharf, disse ao programa “This Week” da ABC News que não espera que Trump “acabe sendo sujeito a qualquer sentença” e planeja levar o caso à Suprema Corte.

O presidente da Câmara dos EUA, Mike Johnson, um aliado de Trump, disse ao “Fox News Sunday” que conhece os juízes do tribunal e “eles estão profundamente preocupados, tal como nós, em manter o nosso sistema de justiça”.

Fonte: Brasil 247

Criadores da Marcha para Jesus já foram presos e condenados nos EUA

Nos EUA, o juiz Frederico Moreno sentenciou Estevam e Sônia a uma pena de 140 dias de reclusão em regime fechado

Criada em 2015, a Marcha para Jesus, que levou milhares de fiéis às ruas de São Paulo nesta quinta-feira (30) foi criada e é organizada pelo apóstolo Estevam Hernandes e sua mulher, a bispa Sônia Hernandes, ambos líderes da Igreja Apostólica Renascer em Cristo.

Antes de se destacar pelo evento, que é reproduzido em outros estados, o casal teve bastante espaço nos noticiários há 17 anos, mas por motivos bem menos divinos.

Naquele ano, o casal foi preso ao chegar no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, onde possuem propriedade. Estevam e Sônia foram detidos por carregarem U$ 56 mil escondidos em meio a bíblias, embora tivessem declarado à alfândega que levavam apenas U$ 10 mil.

Na época, o advogado do casal, Luis Flávio Borges D’Urso (então presidente da Ordem dos Advogados do Brasil), alegou que houve um erro ao preencher os documentos, já que o casal estava acompanhado de familiares, somando um grupo de 5 pessoas, o que de acordo com a justiça norte-americana possibilitaria movimentação de até U$ 70 mil.

O casal foi acusado de evasão de divisas e teve que pagar fiança no valor de U$ 100 mil para responder o processo em liberdade vigiada.

Na audiência que decidiu o caso, Estevam e Sônia se declararam culpados e se disseram arrependidos. O advogado do casal pediu que o juiz fosse humano ao decretar a sentença, alegando que o dinheiro serviria para evangelizar pessoas naquele país.

Estevam e Sônia condenados

O juiz Frederico Moreno sentenciou Estevam e Sônia a uma pena de 140 dias de reclusão em regime fechado em fases intercaladas pelo motivo de um dos dois ter que cuidar dos filhos durante a ausência do outro. Foi imposta também uma multa no valor de U$ 30 mil para cada um.

Estevam cumpriu o período em regime fechado em Miami entre os meses de agosto e dezembro de 2007, sendo liberto no dia 28 de dezembro.

Ao sair da prisão voltou a realizar pregações via satélite para os fiéis no Brasil e passou a apresentar um programa diário ao vivo dos Estados Unidos por meio da Rede Gospel, de sua propriedade.

No período que antecedeu a audiência, bispos e pastores da Igreja Renascer organizaram um abaixo-assinado pedindo a absolvição de ambos. O objetivo era coletar um milhão de assinaturas.

Nos últimos dias antes da audiência, devido à impossibilidade de conseguir atingir a quantidade de assinaturas estipulada, vários pastores orientaram os oficiais (“obreiros” da igreja) a colocarem nome e RG de pessoas conhecidas mesmo sem o consentimento das mesmas, segundo informam matérias jornalísticas da época.

Acusações no Brasil

O casal respondeu a processos no Brasil por suposta lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e estelionato. Após assumirem a culpa no processo por evasão de divisas nos Estados Unidos, a promotoria pediu a prisão preventiva do casal, ainda sob o motivo de terem faltado a audiência judicial em dezembro de 2006. A Justiça de São Paulo acatou o pedido.

Entretanto, em março de 2008, a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a decisão, liberando novo habeas corpus ao casal. A turma do STJ se pronunciou na época alegando que os dois estavam sendo submetido a constrangimento ilegal e considerou extravagante a prisão preventiva.

Em julho de 2012, todos os processos que corriam contra Estevam e Sônia no Brasil foram encerrados e eles foram declarados inocentes de todas as acusações de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Após essa decisão, o casal ficou livre retornou ao Brasil, reassumindo assim sua atuação religiosa.

Fonte: ICL Notícias

Sob ameaça de despejo, acampamento Domingas, em Porto de Pedras (AL), terá audiência de conciliação no dia 6

A suspensão da reintegração de posse que aconteceria no último dia 22 de maio trouxe um alívio temporário para as famílias do acampamento Domingas, acompanhado há mais de 20 anos pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) no município de Porto de Pedras (AL).

No mesmo dia, a CPT realizou uma visita à ocupação para tranquilizar a comunidade, informando que o despejo não aconteceria de forma repentina. Carlos Lima, atualmente coordenador nacional da organização, explicou as medidas que estão sendo tomadas em articulação com o Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) Nacional para assegurar a permanência das famílias e a regularização das terras ocupadas.

 A determinação do desembargador Tutmés Airan a respeito da suspensão da reintegração de posse aconteceu após agravo de instrumento interposto pela CPT, representada pela Defensoria Pública, através do defensor Fernando Rebouças de Oliveira. O relator também designou uma audiência de conciliação entre as partes no próprio gabinete para o dia 06 de junho, às 13h. Essa reunião deve contar com a presença de representantes das famílias acampadas, da CPT, do Iteral e do Incra, além dos proprietários do “Recanto das Baianinhas”.

Entre os agricultores de Domingas está, por exemplo, o senhor Benedito Manoel dos Santos, cuja lavoura ocupa ao menos 3 hectares. “Eu planto banana comprida, inhame, macaxeira, batata, feijão de corda, jerimum, melancia… Tudo isso. Agora mesmo tenho 4 quilos de milho plantados para o São João. Tenho 700 pés de banana cacheando. Um cacho de banana dá mais ou menos 120 bananas. De lavoura, se eu sair daqui, perco em torno de R$35 mil. Eu vim para aqui para trabalhar, não vim para malandrar!”, disse.

A CPT segue ao lado das famílias camponesas de Domingas, reafirmando o compromisso com a defesa da reforma agrária e o direito à terra para quem produz alimentos saudáveis que garantem a preservação da vida. 

Entenda o caso

O acampamento Domingas reúne 23 famílias que ocupam aproximadamente 40 hectares do imóvel denominado “Recanto das Baianinhas”, com total de 437 hectares, na zona rural do município situado no Litoral Norte de Alagoas.

A primeira determinação de reintegração de posse enfrentada pelas famílias camponesas acampadas aconteceu em 25 de maio de 2004, ou seja, há 20 anos. No ano seguinte, 2005, os agricultores e as agricultoras voltaram a ocupar a área, que estava abandonada, e seguiram com o trabalho nas suas roças. O processo de reintegração de posse do imóvel chegou a ser arquivado em 2010. Quase 10 anos depois, em 2019, houve um pedido de desarquivamento por parte dos proprietários da fazenda.

Diante disso, a Pastoral vinha articulando a desapropriação da área junto ao governo de Alagoas nos últimos anos, considerando que o Incra se encontrava inerte no que diz respeito às demandas da reforma agrária devido à gestão do governo federal naquele período estar sob comando de setores da extrema-direita, contrários à pauta.

Mas, em 12 de setembro de 2023, houve a fixação do prazo de 15 dias para a desocupação da área. Naquele período, a CPT, através da Defensoria Pública, solicitou que o caso passasse por uma audiência de mediação com a Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça de Alagoas. Assim, aquela reintegração de posse foi suspensa pelo magistrado no dia 04 de outubro até a manifestação da referida Comissão.

No dia 17 de novembro de 2023, a comunidade recebeu a visita técnica da Comissão Regional de Soluções Fundiárias do TJ-AL, após uma breve audiência com a presença do juiz José Eduardo Nobre, coordenador da equipe; do promotor de justiça do Ministério Público de Alagoas, Gustavo Arns da Silva Vasconcelos; da Defensora Pública, Dra. Rafaela Moreira Canuto; e de representantes do Iteral, do Incra, da CPT e do proprietário do imóvel rural em questão.


Na visita, a comissão verificou, por exemplo, que ao contrário do que os representantes dos proprietários informaram na audiência ocorrida naquela manhã, não existem apenas 3 famílias, mas sim 23 famílias na área que vivem em situação de vulnerabilidade social devido à ausência da reforma agrária. São 41 crianças e 5 idosos, sendo uma idosa cega e outro com deficiência auditiva, além de 3 terem doenças que exigem medicação controlada.

Também foi constatado que os agricultores e agricultoras que ali vivem produzem uma variedade de alimentos saudáveis que são destinados às merendas de escolas do município e do estado. Entre os alimentos, estão coco verde, laranja, banana, abacaxi, maracujá, macaxeira, inhame e abóbora. Há, ainda, animais como galinhas, porcos, bodes e cabras.

Entretanto, recentemente, a CPT foi surpreendida com a decisão determinando a desocupação da área para o dia 22 de maio de 2024, sem sequer ter um prazo recursal aberto.

A determinação teria ocorrido após uma audiência no dia 09 de fevereiro, mas a Defensoria Pública, responsável pela defesa da comunidade representada pela CPT, não foi intimada para participar.

Diante dos fatos, o desembargador Tutmés Airan de Albuquerque Melo determinou a imediata suspensão da ação de reintegração de posse até ulterior decisão e a audiência de conciliação.

Fonte: CPT Nacional

Bolsonarista Cabo Simão é preso por assalto a ônibus

Simão Pedro Costa Rocha Freitas, que atuou como assessor do ex-deputado Major Vitor Hugo , faria parte de uma quadrilha que deflagrou assalto a mão armada contra um ônibus de turismo em Goiás

O ex-militar do Exército Simão Pedro Costa Rocha Freitas, conhecido como “Cabo Simão”, foi preso no dia 25 de maio por assalto a mão armada contra um ônibus de turismo em Goiás. O caso veio à tona nesta sexta-feira (31). 

De acordo com a Polícia Civil, Simão fazia parte de uma quadrilha que assaltou o ônibus no dia 24 de maio em uma estrada nas proximidades de Aparecida de Goiânia. O veículo transportava passageiros e mercadorias advindas do Paraguai e, segundo o delegado responsável pelo caso, Sérgio Henrique, o grupo fingiu ser da polícia para abordar o veículo. 

“Como se fossem viaturas da polícia, eles pediram para o motorista parar. Armados, eles desceram todos os passageiros e os três motoristas que estavam a bordo. Depois, abriram o porta-malas do ônibus e limparam levando o que queriam”, relatou ao site G1. https://13d8932dfb04f680940f4eb3a2ec19b9.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-40/html/container.html?n=0

A quadrilha foi presa no dia seguinte em operação conjunta entre Polícia Civil e Militar deflagrada na cidade de Hidrolândia. Com o grupo, foram apreendidos 2 simulacros de armas de fogo, 2 armas de fogo de calibre restrito e 1,5 kg de cocaína. Na delegacia, Simão teria confirmado sua participação no crime. https://d-2519076772371672579.ampproject.net/2405160547000/frame.html

Os presos, conforme relato do delegado, responderão por tráfico de drogas, associação pelo tráfico, roubo com arma de fogo e associação criminosa, com penas que podem chegar a 50 anos de prisão.

Bolsonarista raiz 

Após a prisão da quadrilha, usuários das redes sociais resgataram vídeos que mostram que Simão Pedro Costa Rocha Freitas, o Cabo Simão, é um bolsonarista raiz. Ele foi assessor parlamentar do ex-deputado federal Major Vitor Hugo (PL-GO), cabo eleitoral do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e já recebeu elogios do ex-presidente Jair Bolsonaro

Em um desses vídeos, Simão, que foi candidato a deputado estadual em Goiás, aparece manifestando apoio ao deputado Gustavo Gayer, pré-candidato a prefeito de Goiânia. Na gravação, Gayer retribui o apoio com apertos de mãos e abraços no ex-militar agora preso.

“Tenho muito apreço por ele. Vim aqui prestar meu apoio porque quem é de direita, sabe que Gustavo Gayer é nosso representante em Goiás. Estamos juntos”, diz Simão. 

Em outro registro, o ex-presidente Jair Bolsonaro aparece pedindo votos para Major Vitor Hugo e seu ex-assessor parlamentar Simão, que à época era candidato a deputado estadual. 

Fonte: Revista Fórum

O PINOQUISMO CONTEMPORÂNEO

Flávio Show – Funcionário dos Correios


  • Maceió, 02 de Junho de 2024

Como era bom contar as histórias do menino de madeira que ao mentir via seu nariz crescer. Pinóquio continuava vivo quando queriamos chamar alguém de mentiroso, mas o tempo foi passando e o menino de madeira cresceu tornando-se um adulto incontrolável na arte de mentir sem que o nariz desse algum sinal de crescimento, na verdade, o “pinosquismo” saiu dos livros infantis e virou profissão. Gepeto, o pai do Pinóquio, jamais poderia imaginar que sua criação seria produzida em larga escala com um leque de infinitas e inescrupulosas mentiras.

A pinóquia e Deputada Federal Bia kicis deixou seu pai(Gepetonaro) feliz ao subir na tribuna do parlamento e afirmar que mentir pode ser pecado e imoral, mas não é crime. A Deputada, não apenas deu uma “pinoqueada” impensada com uma declaração que alimenta uma indústria gigantesca com milhares de Gepetos da ultra direita produzindo milhões de Pinóquios no Brasil. A fala da parlamentar, que se apresenta como conservadora, cristã e de familia é um recado claro para seus seguidores; não parem de mentir, pois se a fábrica fechar eles perdem as eleições.
Mesmo diante de tamanho absurdo, o Congresso manteve o veto do inelegível no qual tornava crime a disseminação fake news(mentira) contra o processo eleitoral. Trocando em miúdos; pode “pecar” a vontade, tá tudo liberado!

Por falar em liberado, na mesma sessão do Congresso os parlamentares derrubaram o veto do Presidente Lula que tratava da “saidinha” dos presos em datas comemorativas, essa derrubada tem um lado bom, os bolsonaristas Daniel Silveira, Flordelis, Gabriel Monteiro, entre outros ficarão trancafiados até segunda ordem, eu creio. Terão mais tempo para continuar mentindo e só verão a praia no final da sentença.

Por falar em praia, não podemos esquecer da PEC que “privatiza” as praias brasileiras. O projeto é defendido por grandes empresários no ramo de resorts luxuosos e Neymar tá construindo um. O jogador alega não não tá envolvido e nem patrocinando o projeto. Nas redes Luana Piovani alfinetou o menino Ney e ele meteu essa. Acredita quem quiser, eu prefiro ficar ao lado de quem fuma um cigarrinho do capeta, só nessa treta, do que acreditar naquele que defendeu o capiroto nas eleições de 2022.

Pra fechar, sem mentira, sem fake, o que acontece nos EUA, acontece no Brasil, disse Eduardo Bolsonaro.
Trump condenado lá. “Ouremos”

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 182

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