Protesto em SP denuncia genocídio de Israel contra crianças palestinas, quase 50% das vítimas

Massacre promovido por Israel na Faixa de Gaza já assassinou quase 14 mil crianças palestinas

O Consulado Geral de Israel no bairro Cidade Monções em São Paulo (SP) foi alvo de protesto contra o “genocídio em Gaza” nesta sexta-feira (5), data em que que marca o Dia da Criança Palestina.

Militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) encerraram a mobilização com uma ação simbólica com a participação de crianças do MST para denunciar o massacre promovido por Israel contra a população palestina na Faixa de Gaza, que já provocou quase 14 mil mortes evitáveis de crianças palestinas.

“As crianças palestinas estão sendo as mais massacradas por esse genocídio israelense, quase 50% de todos os assassinados nesse genocídio são crianças, então achamos muito importante trazer essa denúncia no dia de hoje”, disse ao Brasil de Fato Cassia Bechara, da coordenação nacional do MST. 

Ela destaca que o Consulado Geral de Israel foi escolhido para dar um recado direto ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e denunciar “o genocídio de Israel em Gaza e a ocupação israelense na Palestina”.

“É fundamental que os povos pressionem os governos, é a pressão institucional que pode fazer com que Israel pare esse massacre. É preciso cortar relações diplomáticas e não reconhecer esse estado como legítimo. Isso só pode ser feito pela comunidade internacional, só pode ser feito com pressão nas ruas para que nossos governos não reconheçam esse governo ilegítimo de Israel”, diz Bechara.

O protesto em frente ao Consulado faz parte de uma jornada de lutas convocada pelo MST em todo o país durante o mês de março, em solidariedade ao povo palestino. 

“É um ato muito importante, a partir um chamado do MST, em unidade com as várias organizações, com uma comissão de frente com as crianças sem terrinha para lembrar que as vidas das crianças palestinas importam e que essa é uma guerra contra 2,4 quatro milhões de habitantes, onde 40 por cento são crianças. E a maioria das vítimas nesse genocídio são crianças”,  afirma Soraya Misleh, jornalista e coordenadora da Frente em Defesa do Povo Palestino de São Paulo.

Misleh aponta que a manifestação também reforça a campanha do movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra o governo de Israel. “Além das palavras, precisamos de ação e pedimos mais uma vez que o Brasil rompa relações com o governo de Israel. Isso é pela vida das nossas crianças também. É uma guerra contra a criança, uma guerra genocida em que todos estão indistintamente sendo atingidos pelas bombas e balas de Israel: mulheres, homens, idosos, crianças. Mas não há nenhuma dúvida de que essa é uma guerra contra crianças e mulheres.” 

Para Jamil Murad, ex-deputado federal pelo PCdoB e integrante da executiva nacional do Centro Brasileiro de Solidariedade Aos Povos e Luta Pela Paz (Cebrapaz), o Consulado de Israel em São Paulo representa um estado “sionista, supremacista, assassino e fascista, um Estado de guerra, que vai ter que se democratizar para conviver com todos os povos”.

Murad aponta que o massacre israelense contra as crianças palestinas tem como objetivo destruir o futuro “não só da criança palestina, mas do povo palestino”. “Isso é inaceitável, é uma agressão ao princípio fundamental da humanidade que é a sua sobrevivência. Esse genocídio tem que ser parado”, defende.

“A criança palestina está sendo barbaramente assassinada em grandes quantidades, é um genocídio. Elas sofrem também porque matam seus pais e muitas ficaram órfãs. Se precisam de uma cirurgia ou amputação, fazem esse procedimento sem anestésico, porque Israel não deixa entrar medicamento, como não deixa entrar alimento, então tem crianças morrendo de fome. Destruíram as suas casas, estão destruindo as suas escolas.”

“Como mãe a gente se sensibiliza com essa situação que está acontecendo, e vem pra rua porque temos o entendimento de que muitas vozes fazendo a luta pelo mesmo objetivo pode alcançar aquelas pessoas que podem fazer algo”, diz Dalva Maria de Oliveira, do Movimento pelo Direito à Moradia (MDM).

Dia da Criança Palestina

O 5 de abril foi escolhido por ser o Dia das Crianças Palestinas. Instituída em 1995 por Yasser Arafat – então líder da Autoridade Palestina – para visibilizar o impacto da ocupação colonial israelense sobre o público infantil, a data foi adotada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). 

Na década atual, Israel –  que determinou que a maioridade penal para palestinos seria aos 12 anos – já vinha endurecendo estes maus tratos. Em  2022, o ministro palestino de Detidos e Ex-Detidos, Abdul-Nasser Farawna, disse que o número de crianças palestinas presas por Israel havia crescido 140% entre 2021 e 2020. 

No Dia da Criança Palestina de 2023, o ministério disse que 40 delas haviam sido mortas e mais de 800 detidas apenas no período de um ano. 

“As demolições de casas, o despejo de palestinos de Jerusalém, o cerco ilegal à Faixa de Gaza, a tortura e as práticas desumanas, bem como a escalada de ataques terroristas armados por milícias armadas de colonos israelenses, devastam a vida das crianças palestinas”, disse o ministério, em abril deste ano. 

“Combinadas, estas ações criminosas e práticas ilegais criam uma realidade diária insuportável e traumática para as crianças palestinas que permanecem privadas de qualquer forma de proteção a que têm direito.”

Fonte: Brasol de Fato

Com recorde de inclusões, nova ‘lista suja’ do trabalho escravo tem 654 nomes

De um total de 248 novos nomes de empregadores, 43 referem-se à prática flagrada no serviço doméstico

Com quantidade recorde de inclusões, a versão atualizada da chamada “lista suja” do trabalho escravo foi publicada nesta sexta-feira (5) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Traz 654 nomes de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão (confira aqui o documento).  

Segundo o MTE, na nova versão foram adicionados 248 empregadores, “representando o maior número de inclusões já registrado na história”. Desse total, 43 referem-se a práticas de trabalho análogo à escravidão no setor doméstico. Outras atividades econômicas com mais nomes são cultivo de café (27), criação de bovinos (22), produção de carvão (16) e construção civil (12). As atualizações do cadastro são semestrais.

Grupos móveis de fiscalização

O documento existe desde 2003. Antes disso, em 1995, foram criados os grupos móveis de combate à prática, coordenados por auditores-fiscais do Trabalho. Além deles, as ações podem ter participação de integrantes da Defensoria Pública da União (DPU), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre outras forças públicas. Em 2023, as operações resgataram 3.190 trabalhadores, maior número em 14 anos.

O governo inclui pessoas físicas ou jurídicas no cadastro do trabalho escravo apenas depois de conclusão de processo administrativo, a partir de um auto de infração. Pela regulamentação, os nomes devem ser mantidos por um período de dois anos. Por esse motivo, a atual edição exclui 50. E traz, por exemplo, a prestadora de serviços Fênix, que atuava para vinícolas na Serra Gaúcha, onde 210 trabalhadores foram resgatados em 2023.

“O MTE reafirma que a erradicação das formas modernas de escravidão continua sendo uma prioridade no Brasil, tendo em vista o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8.7 da Agenda 2030 da ONU: tomar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e o tráfico de pessoas, e assegurar a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil.”

Fonte: Rede Brasil Atual

México rompe relações diplomáticas com o Equador após invasão de embaixada em Quito

López Obrador confirmou que a polícia do Equador entrou à força na embaixada e prendeu o ex-vice-presidente Jorge Glas

O governo do México anunciou na noite desta sexta-feira (5) a suspensão das relações diplomáticas com o Equador após a invasão das forças policiais à embaixada mexicana em Quito para sequestrar o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, a quem foi concedido asilo político, informa a Telesur.

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, em uma mensagem publicada na rede social X, informou que deu ordens à chanceler Alicia Bárcena para que “proceda legalmente e imediatamente declare a suspensão das relações diplomáticas com o governo do Equador”.

“Acabo de ser informado por Alicia Bárcena, nossa secretária de Relações Exteriores, que a polícia do Equador entrou à força em nossa embaixada e prendeu o ex-vice-presidente daquele país, que estava refugiado e solicitando asilo devido à perseguição e assédio que enfrenta”, escreveu o presidente em sua mensagem.

“Isso representa uma violação flagrante do direito internacional e da soberania do México, motivo pelo qual instruí nossa chanceler a emitir um comunicado sobre este ato autoritário, agir legalmente e imediatamente declarar a suspensão das relações diplomáticas com o governo do Equador”.

A chanceler mexicana anunciou ainda na mesma noite que “em consulta com o presidente López Obrador, diante da flagrante violação da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas e dos danos sofridos pelo pessoal diplomático mexicano no Equador, o México anuncia o imediato rompimento das relações diplomáticas com o Equador”.

Minutos antes, a Presidência do Equador havia emitido um comunicado justificando a invasão da embaixada mexicana, alegando abusos “das imunidades e privilégios” concedidos à missão diplomática que abrigava Jorge Glas, que é acusado pelo governo do presidente Daniel Noboa por supostos atos de corrupção.

Fonte: Brasil 247

Juiz alagoano acumula três aposentadorias compulsórias

Parece ser uma condição única a do juiz alagoano Giovanni Alfredo de Oliveira Jatubá: com as duas decisões de ontem do CNJ ele soma três aposentadorias compulsórias (na prática, se tornam uma só, obviamente).

É exatamente isso: ele já estava aposentado compulsoriamente e os conselheiros do CNJ “apenas” referendaram esta condição.

Ressalte-se: graças à atuação competente dos seus advogados, ele não recebeu uma punição mais dura “pelo conjunto da obra”.

Pelo menos vai descansar da atividade de magistrado com a (boa) sobrevivência financeira garantida.

É do conselheiro do CNJ Marcelo Terto a definição sobre o magistrado: 

– Veja que é um magistrado que possivelmente perdeu o pudor pela sensação de impunidade.

Fonte: Cada Minuto

Conselho de Direitos Humanos da ONU decide que Israel deve responder por crimes contra a Humanidade

Vinte e oito países votaram a favor, 13 abstiveram-se e seis opuseram-se à resolução, incluindo os Estados Unidos e a Alemanha

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas adotou na sexta-feira uma resolução apelando a que Israel seja responsabilizado por possíveis crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza, embora Israel a tenha rejeitado como um “texto distorcido”.

Vinte e oito países votaram a favor, 13 abstiveram-se e seis opuseram-se à resolução, incluindo os Estados Unidos e a Alemanha. A adoção fez com que vários representantes do Conselho aplaudissem e aplaudissem.

A resolução sublinhou “a necessidade de garantir a responsabilização por todas as violações do direito internacional humanitário e do direito internacional dos direitos humanos, a fim de acabar com a impunidade”.

Expressou também “grave preocupação com relatos de graves violações dos direitos humanos e graves violações do direito humanitário internacional, incluindo possíveis crimes de guerra e crimes contra a humanidade no Território Palestiniano Ocupado”.

Meirav Eilon Shahar, representante permanente de Israel nas Nações Unidas em Genebra, acusou o Conselho de ter “abandonado há muito tempo o povo israelense e defendido por muito tempo o Hamas”.

“De acordo com a resolução que hoje vos é apresentada, Israel não tem o direito de proteger o seu povo, enquanto o Hamas tem todo o direito de assassinar e torturar israelitas inocentes”, disse ela antes da votação. “Um voto ‘Sim’ é um voto no Hamas.”

Os Estados Unidos comprometeram-se a votar contra a resolução porque não continha uma condenação específica do Hamas pelos ataques de 7 de Outubro, nem “qualquer referência à natureza terrorista dessas acções”.
No entanto, afirmou que o seu aliado Israel não tinha feito o suficiente para mitigar os danos aos civis.

“Os Estados Unidos solicitou a Israel a resolver os conflitos das operações militares contra o Hamas com operações humanitárias, a fim de evitar vítimas civis e garantir que os intervenientes humanitários possam cumprir a sua missão essencial em segurança”, disse Michèle Taylor, representante permanente dos EUA junto da ONU. Conselho.

“Isso não aconteceu e, em apenas seis meses, mais humanitários foram mortos neste conflito do que em qualquer guerra da era moderna.”

O Conselho de Direitos Humanos da ONU, que se reúne várias vezes por ano, é o único órgão intergovernamental concebido para proteger os direitos humanos em todo o mundo. Pode aumentar o escrutínio dos registos de direitos humanos dos países e autorizar investigações.

Fonte: Brasil 247

Dignidade Menstrual: Lula determina que SUS distribua absorventes íntimos

Nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que estabelece a distribuição gratuita de absorventes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como parte de um conjunto de medidas voltadas para as mulheres. O investimento anual previsto é de R$ 418 milhões, beneficiando cerca de 8 milhões de mulheres brasileiras em idade menstrual.

Além das mulheres cisgênero, também serão beneficiados homens trans, pessoas transmasculinas, pessoas não binárias e intersexo que menstruam e atendam aos critérios do programa.

O governo lançou mais de 25 medidas em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres, celebrado nesta quarta-feira, durante uma cerimônia no Palácio do Planalto. Entre essas medidas, está um projeto que prevê multas severas para empregadores que não respeitarem a equidade salarial entre homens e mulheres que desempenham a mesma função.

Em outubro de 2021, o ex-presidente Jair Bolsonaro vetou um projeto de lei que propunha o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, que incluía a oferta gratuita de absorventes. Na época, alegou-se falta de fonte de financiamento para a medida, o que violaria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Para evitar que seu veto fosse derrubado pelo Congresso Nacional, Bolsonaro emitiu um decreto com o mesmo propósito do artigo vetado. Essa medida, que substituiu a original, previa a alocação de R$ 130 milhões do orçamento do Ministério da Saúde para beneficiar 3,6 milhões de mulheres.

No entanto, o veto foi posteriormente derrubado pelo Parlamento, promulgando assim a lei que institui o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual.

O decreto assinado por Lula nesta quarta-feira regulamenta essa lei. Além de ampliar o alcance e os recursos do programa, ele centraliza a aquisição de absorventes no Ministério da Saúde.

A distribuição será coordenada em conjunto com os ministérios das Mulheres, da Educação, da Justiça e Segurança Pública, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, e dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Anteriormente, na gestão anterior, o governo federal repassava os recursos e a compra era realizada pelos estados e municípios.

O decreto de Lula direciona o programa para pessoas de baixa renda e matriculadas em escolas públicas; pessoas em situação de rua ou extrema vulnerabilidade social; indivíduos no sistema prisional ou cumprindo medidas socioeducativas.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública apoiará as ações destinadas à dignidade menstrual das pessoas em situação de privação de liberdade.

A distribuição dos absorventes será centralizada pelo Ministério da Saúde. Os detalhes sobre pontos de distribuição, quantidade distribuída e inscrição serão definidos em reuniões nesta quarta e quinta-feira, conforme informou o ministério ao GLOBO.

“Garantir o acesso dessas pessoas aos absorventes, um item básico de higiene, é também promover o direito à educação, à carreira profissional, além da saúde sexual e reprodutiva”, afirmou o Ministério da Saúde em comunicado.

Drika Martim, assistente social e diretora institucional do Mulheres da Central Única das Favelas (Cufa), destaca que o acesso gratuito a absorventes é uma demanda antiga das mulheres. Ela atende há anos moradoras de comunidades e mulheres em situação de extrema vulnerabilidade em Sorocaba (SP), onde é comum que meninas e mulheres usem materiais improvisados durante o ciclo menstrual, devido à falta de recursos para comprar absorventes.

Martim relata que, diante da escassez, as roupas doadas pela Cufa são frequentemente usadas para conter o sangue das jovens menstruadas nas comunidades atendidas. Porém, essa prática aumenta o risco de infecções e doenças.

“Educação também é prejudicada, já que elas faltam à escola durante a menstruação por medo de vazamentos”, comenta Martim sobre as dificuldades enfrentadas por essas mulheres e meninas.

Fonte: DCM

Garimpo ilegal de Bolsonaro deixou 94% dos Yanomami de 9 comunidades contaminados por mercúrio

Estudo coletou amostras de cabelo de 287 indígenas do subgrupo Ninam, do povo Yanomami, e apontou que todos eles vivem sob exposição do metal altamente tóxico ao ser humano, e que é usado em garimpos ilegais. Pesquisa foi realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pelo Instituto Socioambiental (ISA).

Indígenas de nove comunidades da Terra Indígena Yanomami têm alto nível de contaminação por mercúrio, alerta um novo estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Instituto Socioambiental (ISA). A pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (4), aponta que 94% dos indígenas que participaram da pesquisa estão contaminados pelo metal pesado.

O estudo coletou amostras de cabelo de 287 indígenas do subgrupo Ninam, do povo Yanomami, e revelou que os indígenas que vivem em aldeias mais próximas aos garimpos ilegais têm os maiores níveis de exposição ao mercúrio.

As comunidades que participaram da pesquisa ficam às margens do Rio Mucajaí, um dos mais impactados pelo garimpo ilegal na Terra Yanomami. Localizado no Amazonas e em Roraima, o território abriga 31 mil indígenas, que vivem em 370 comunidades.

O povo Yanomami é considerado de recente contato com a população não indígena e se divide em seis subgrupos de línguas da mesma família, designados como: Yanomam, Yanomamɨ, Sanöma, Ninam, Ỹaroamë e Yãnoma.

Os pesquisadores destacam que indígenas com níveis mais elevados de mercúrio apresentaram déficits cognitivos e danos em nervos nas extremidades, como mãos, braços, pés e pernas, com mais frequência.

“Esse cenário de vulnerabilidade aumenta exponencialmente o risco de adoecimento das crianças que vivem na região e, potencialmente, pode favorecer o surgimento de manifestações clínicas mais severas relacionadas à exposição crônica ao mercúrio, principalmente nos menores de 5 anos”, explica o coordenador do estudo, Paulo Basta, médico e pesquisador da Fiocruz.

As amostras foram coletadas em outubro de 2022 nas comunidades Caju, Castanha, Ilha, Ilihimakok, Lasasi, Milikowaxi, Porapi, Pewaú e Uxiú, todas na região do Alto Rio Mucajaí. A escolha das aldeias atendeu um pedido da Texoli Associação Indígena Ninam.

Das 287 amostras de cabelo examinadas, 84% registraram níveis de contaminação por mercúrio acima de 2,0 μg/g (micrograma por grama). Outros 10,8% ficaram acima de 6,0 μg/g. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os níveis de mercúrio em cabelo não devem ultrapassar 1 micrograma por grama.

O estudo “Impacto do mercúrio em áreas protegidas e povos da floresta na Amazônia: uma abordagem integrada saúde-ambiente” também realizou a coleta de células de mucosa oral, o que totalizou cerca de 300 pessoas analisadas.

Todos os examinados, incluindo homens, mulheres, crianças, adultos e idosos apresentaram níveis de mercúrio no corpo.

Além da detecção do mercúrio, a pesquisa fez exames clínicos para identificar doenças crônicas não transmissíveis, como transtornos nutricionais, anemia, diabetes e hipertensão.

Fonte: G1

Pastor Davi Passamani é preso em Goiânia suspeito por crimes sexuais

O pastor Davi Passamani foi preso, em Goiânia, no início da noite desta quinta-feira (4) por agentes da Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher suspeito de crimes sexuais. Ele passou a ser investigado após duas denúncias de assédio. A informação foi confirmada pela defesa do pastor, que detalhou que ele estava em um louvor quando foi levado para a delegacia.

A defesa diz que vai se pronunciar em breve.

A última vítima registrou boletim de ocorrência em 20 de dezembro de 2023, relatando que o líder religioso mandou mensagens falando sobre sexo e chegou a descrever fantasias eróticas.

Em 26 de março deste ano, o pastor foi condenado a pagar uma indenização de R$ 50 mil por assédio. A vítima do processo julgado pediu uma indenização do pastor por danos morais. Segundo a defesa da vítima, o valor será destinado a instituições que acolhem mulheres vítimas de violência.

Davi é fundador da igreja A Casa, em Goiânia, e renunciou ao cargo de presidente e líder religioso em dezembro de 2023, após ser acusado de importunação sexual por outra mulher.

Histórico de denúncias

Em março de 2020, uma jovem de 20 anos usou as redes sociais para denunciar Passamani por importunação sexual. A denúncia foi formalizada na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia, que apurou o relato e encaminhou o inquérito ao Ministério Público.

De acordo com a jovem, o assédio teria ocorrido pouco mais de um ano antes da denúncia, mas ela justificou que teve medo e insegurança em expor a situação. Nas postagens em perfil no X (antigo Twitter), ela garantia ter provas da queixa como áudios, mensagens de texto e até vídeo de uma chamada que o pastor teria feito com ela.

O advogado do pastor disse à época que ele foi afastado das funções ministeriais para tratamento médico especializado. Também no final de março, Passamani gravou um vídeo no qual ele negava a prática de crime e avisava sobre o apoio psiquiátrico a que havia procurado.

Um mês depois, a Justiça arquivou o processo por “ausência de justa causa”. O processo corre em segredo de Justiça.

Em 20 de dezembro de 2023, uma outra vítima registrou boletim de ocorrência relatando que o líder religioso enviou mensagens com teor sexual, descreveu fantasias eróticas e ainda fez uma chamada de vídeo mostrando o órgão sexual. O caso é investigado pela Polícia Civil.

A jovem contou à polícia que havia procurado Davi anteriormente para um aconselhamento, após passar por uma crise em seu namoro. Segunda ela, a conversa em questão teria começado quando o pastor perguntou sobre o namoro dela. Ela agradeceu as orações e disse que tinha terminado o relacionamento. A partir desse momento, a conversa teria evoluído para investidas sexuais por parte do líder religioso. A investigação está sob sigilo.

Quem é o pastor

Davi Passamani liderou por mais de 10 anos o grupo gospel Ministério Ipiranga, pela Igreja do Evangelho Quadrangular do Ipiranga, em São Paulo. Em 2010, saiu da banda e três anos depois lançou o primeiro álbum solo, seguindo até 2018 com cinco discos.

Morando em Ipatinga, Minas Gerais, Davi decidiu se mudar com a esposa e as duas filhas para Goiânia, com o objetivo de iniciar um grupo religioso. Em 2017, fundou a Igreja Casa, que atualmente reúne aproximadamente mais de mil pessoas em cada culto, sendo a maioria jovens.

A partir deste templo, foi criada a banda Casa Worship, em 2018, que ganhou notoriedade com a música “A Casa É Sua”. Naquele ano, o disco “Novo Tempo” recebeu a indicação do Grammy Latino ao prêmio Melhor Álbum de Música Cristã.

Fonte: G1

Ataque de Israel matou 7 membros de ong humanitária

Para ONG, ataque de Israel que matou membros da organização foi proposital

José Andrés, fundador da ONG World Central Kitchen, afirmou que o ataque israelita que matou sete membros da organização foi proposital. A fala foi realizada em entrevista à CBS News.

O que aconteceu

Voluntários foram “alvejados deliberadamente”, diz fundador de ONG. Para José Andrés, chefe da WCK, ataque contra funcionários da ONG foi proposital e “sistemático”,

realizado de maneira que todos do comboio humanitário estivessem mortos.

Conflito “não é mais guerra contra terrorismo”. Andrés afirmou também que o conflito em Gaza se tornou uma “guerra contra a humanidade”, em vez de um enfrentamento às forças do Hamas.

Os trabalhadores morreram em um bombardeio ontem na Faixa de Gaza. Eles trabalhavam para a ONG americana World Central Kitchen, que distribui comida em Gaza.

Em nota, a entidade disse que o ataque foi “uma tragédia”. A organização de José Andrés indicou que as vítimas eram originárias da Austrália, Polônia e Reino Unido. Entre os mortos, há também um cidadão com dupla cidadania americana e canadense e um palestino.

Fonte: UOL

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