STF manda Leite explicar mudanças na legislação ambiental do RS em até 10 dias

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul expliquem em até 10 dias uma mudança na legislação ambiental do estado. A medida deu aval à supressão da vegetação nativa em áreas de proteção permanente.

O texto foi sancionado por Leite no início de abril. As áreas são protegidas pelo Código Florestal Brasileiro e possuem mais restrições do que as Unidades de Conservação. A alteração na lei foi articulada por lideranças ruralistas no estado e tramitou em tempo recorde da Casa Legislativa.

As mudanças permitem que produtores rurais explorem essas áreas mediante “necessidade e compreensão” do governo estadual. A legislação federal, no entanto, proíbe atividades econômicas nessas regiões e permite somente que órgãos ambientais autorizem o uso delas.

Na determinação que pediu explicações a Leite e à Assembleia Legislativa, Fachin ainda pediu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a possibilidade de ingressarem no processo.

A ação que questiona a mudança na legislação ambiental foi protocolada pelo Partido Verde, que alega que o estado ultrapassou seus limites constitucionais ao promover a alteração. No processo, os advogados da sigla ainda citam a catástrofe no Rio Grande do Sul como uma “consequência danosa” da medida e de outros atos promovidos pelo Executivo estadual.

Desde o início de sua gestão, Leite promoveu ao menos 480 modificações na legislação ambiental. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou, na semana passada, que o STF analisasse as medidas promovidas na área pelo governo gaúcho.

Fonte: DCM

Governo da Colômbia anuncia abertura de embaixada no território da Palestina

A estrutura que representa a diplomacia colombiana será aberta na cidade de Ramallah fica na Cisjordânia, território controlado atualmente pela Autoridade Nacional Palestina (ANP)

O chanceler da Colômbia, Luis Gilberto Murillo, anunciou nesta quarta-feira (22/05) que seu país instalará uma embaixada no território palestino.

Segundo Murillo, “o presidente (Gustavo) Petro deu instruções para que instalemos a embaixada colombiana em Ramallah, esse é o próximo passo que vamos dar”.

A cidade de Ramallah fica na Cisjordânia, território controlado atualmente pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), apesar de sofrer constantemente com ataques militares por parte das Forças Armadas de Israel (IDF, por sua sigla em inglês).

O chanceler colombiano também ressaltou que a medida “demostra a seriedade com que este governo trata a questão do reconhecimento do Estado palestino”.

Além do reconhecimento à Palestina, o governo de Gustavo Petro também rompeu relações com o Estado de Israel, em anúncio feito pelo próprio presidente, durante evento no Dia do Trabalhador, em 1º de maio. Na ocasião, Petro também acusou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de “genocida”.

“Aqui diante de vocês, o governo da mudança informa que amanhã serão rompidas oficialmente as relações diplomáticas com o Estado de Israel, por ter um governo genocida, e um líder (Netanyahu) genocida”, declarou o presidente colombiano, na ocasião.

Outra medida adotada por Petro foi pedir para que a Colômbia possa intervir como uma das partes acusadoras da ação iniciada pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça (CIJ), na qual se acusa Israel de cometer genocídio contra os palestinos residentes na Faixa de Gaza, através da ofensiva militar iniciada em outubro passado e que já matou mais de 35 mil civis.

Fonte: Brasil 247

Trabalhadores realizam Marcha pela revogação da reforma trabalhista e previdenciária em Brasília

A Marcha ocorreu no dia 22 e reuniu cerca de 20 mil trabalhadores de todo o Brasil

Mais de 20 mil trabalhadores participaram nessa quarta-feira, 22, em Brasília, da Marcha da Classe Trabalhadora, atividade que marca história, convocada pela CUT e demais centrais. A luta pela revogação das reformas trabalhista e previdenciária e o fim da lei das terceirizações foram eixos centrais. A reconstrução e o apoio ao povo do Rio Grande do Sul também foram destaque.

Em plena campanha salarial e com processos de negociação em curso com instalação de mesas setoriais no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), os servidores federais marcharam também por suas pautas que incluem cobrar valorização da categoria, a maioria com perdas salariais acumuladas que superaram 30% nos últimos anos.

Entidades filiadas à Condsef/Fenadsef de diversos estados engrossaram o coro da classe trabalhadora em defesa de direitos. A PEC 32, da reforma Administrativa de Bolsonaro-Guedes, segue ameaçando direitos dos servidores e de toda a população brasileira e também está entre os eixos centrais dessa luta.

A frase escolhida para unificar a luta dos servidores federais, estaduais e municipais é “Dignidade para quem faz o Estado”. É o que servidores e empregados públicos de todo o Brasil esperam e seguirão reivindicando, incluindo orçamento justo para atendimento das principais reivindicações do setor. 

Lula sanciona lei que garante sigilo de vítima de violência doméstica

Sigilo não abrange nome do autor do crime, nem demais dados da ação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei que determina sigilo do nome da vítima em processos que apuram crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher. O texto foi publicado nesta quarta-feira (22) no Diário Oficial da União.

A publicação altera a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha, e destaca que o sigilo referido não abrange o nome do autor do crime, “tampouco os demais dados do processo”.

Em seu perfil nas redes sociais, Lula comentou a sanção do Projeto de Lei (PL) 1822/2019 e avaliou que o objetivo do governo é que mulheres não sejam revitimizadas e constrangidas durante a ação.

“O [projeto de lei] PL aprimora a Lei Maria da Penha, tão fundamental no combate à violência contra as mulheres. Mais uma conquista, resultado da persistência e perseverança da luta das mulheres brasileiras”, postou.

A lei entra em vigor em 180 dias.

Fonte: Agência Brasil

Pastor que ‘forçava’ fiéis a transar com ele para salvar parentes da morte é preso

O pastor Sinval Ferreira, de 41 anos, foi preso preventivamente durante a Operação Jeremias 23, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quarta-feira (22). Ele é acusado de abusar sexualmente e financeiramente de fiéis, utilizando sua influência como líder religioso.

Com quase 30 mil seguidores nas redes sociais, o pastor alegava ter visões de um futuro sombrio que envolviam a morte de parentes das vítimas. Para “salvar” as pessoas desse destino trágico, ele as coagia a participar de atos sexuais, incluindo sexo oral e relações sexuais, tanto com ele quanto com outros membros da igreja, conforme informações da coluna Na Mira, do Metrópoles.

Nas redes sociais, ele compartilhava fotos e vídeos de sua rotina com a família e pregações em uma igreja evangélica localizada em Samambaia (DF), onde era visto como uma figura quase profética.

Segundo as investigações, o religioso usava sua influência para explorar sexual e financeiramente os fiéis que frequentavam sua comunidade. Em um dos casos, ele abordou uma das vítimas alegando ter tido uma visão de que a esposa dela iria morrer.

A “revelação” envolvia a realização de “sete unções” que, segundo ele, teriam o poder de “quebrar a maldição” e salvar a vida das mulheres. Essas unções eram realizadas nas partes íntimas dos fiéis.

Uma mulher de 58 anos, também pastora em Sobradinho, foi identificada como cúmplice do pastor. Ela ajudava nas ameaças aos fiéis, inclusive participando de atividades sexuais. No entanto, a pastora não é alvo de mandado de prisão.

Além dos abusos sexuais, o pastor obtinha vantagem financeira dos membros da igreja da mesma maneira, ameaçando-os com a morte de um ente querido ou paralisia e obrigando-os a fazer doações generosas para a igreja.

Uma das vítimas, uma mulher, além de fazer doações generosas para a igreja, chegou a pagar passagens e hospedagem para o pastor viajar ao Rio de Janeiro. Ela também emprestou uma chácara de sua propriedade, onde o pastor realizava “orgias” com outros membros da igreja.

Fonte: DCM

24º Grito da Terra reúne milhares de agricultores e entrega pauta ao Governo Federal

24º Grito da Terra Brasil é uma ação realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), Federações e Sindicatos filiados

Eram 7 horas da manhã quando cerca de 10 mil trabalhadores rurais agricultores e agricultoras familiares ocuparam as ruas de Brasília com suas bandeiras, bonés, faixas, cartazes, com suas vozes e cantigas defendendo que a “Agricultura familiar é alimento saudável e conservação ambiental”.

A caminhada de 6 quilômetros até a Esplanada dos Ministérios e o ato de encerramento com a presença de ministros, representantes do governo federal e de parlamentares marcaram o encerramento do 24º Grito da Terra Brasil, ação realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), Federações e Sindicatos filiados.

Durante a caminhada, foram feitas intervenções na frente dos Ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), do Meio Ambiente (MMA), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Previdência Social (MPS).

As intervenções destacavam as principais propostas direcionadas a estas pastas, como recursos para as compras governamentais para o PAA, agroecologia, políticas de mitigação e adaptação climática, regulamentação da lei de pagamento por serviços ambientais, inclusão produtiva e fomento, orçamento e políticas diferenciadas para a agricultura familiar, combate ao uso dos agrotóxicos, Suasa e CNIS Rural, por exemplo.

Simultaneamente à caminhada, um grupo esteve no Congresso Nacional para dialogar com parlamentares e entregar material referente a projetos de lei em tramitação que são apoiados pelos agricultores e agricultoras familiares.

Essas cobranças foram a marca desses dois dias de mobilização, pressionando o governo e o Congresso Nacional a darem respostas concretas às pautas entregues ainda em abril e que foi negociada amplamente em quase 20 ministérios e com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.

O ministro do MDA, Paulo Teixeira, fez os seguintes anúncios:

Programa Fomento Rural: Bem Viver Semiárido e Centro-Sul – Parceria entre o MDA e MDS garantirão que 10 mil famílias sejam beneficiadas

3ª etapa do Projeto Dom Helder Câmara – 30 mil famílias com assistência técnica e extensão rural;

Farmácias Vivas – Acordo de Cooperação Técnica entre o MDA, o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para ampliar o uso de plantas medicinais produzidas pela agricultura familiar;

Inclusão da agricultura familiar no Plano de Adaptação à Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática;

Crédito Fundiário de R$197 milhões para garantir acesso à terra para as 595 famílias agricultoras da Fazenda Uruanan (CE);

49 editais para assentar 6.279 famílias agricultoras pelo país;

Acordo de Cooperação Técnica entre o Incra e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul para emissão de documentos para agricultores e agricultoras familiares;

Protocolo de intenções do Incra com a CONTAG para facilitar o acesso ao Cadastro de Imóveis Rurais;

Estabelecido o Grupo de Trabalho da Agricultura Familiar para a COP30, que acontecerá em Belém (PA) em 2025;

Medidas de apoio a agricultores e agricultoras do Rio Grande do Sul: dívidas suspensas por 105 dias, R$600 milhões de crédito especial do Pronaf, liberação de 90 dias para comercialização interestadual de produtos de origem animal, 576,5 toneladas de alimentos doados e prorrogação das Declarações de Aptidão ao Pronaf por seis meses.

“Eu digo para vocês. O presidente Lula tem um sonho, que acho que é de todos nós, um Brasil com comida farta na mesa. Que todo brasileiro e brasileira se alimente pelo menos três vezes ao dia. E eu quero dar uma boa notícia para vocês, neste um ano e seis meses já foram tiradas 24 milhões de brasileiros e brasileiras do mapa da fome”, afirmou o ministro Paulo Teixeira.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, assinou a portaria instituindo o Grupo de Trabalho com o objetivo de estruturar espaços institucionais para a política de juventude no campo e completou os anúncios afirmando que “o Grito da Terra Brasil é muito importante para o nosso país e para a luta do campo. Essa mobilização simbolizou vários momentos da nossa história. Porque já foi um grito de dor de companheiros e companheiras que lutaram contra o latifúndio, em favor da paz no campo e da dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras espalhados por esses sindicatos Brasil a fora.“

A secretária de Política Agrícola da CONTAG, Vânia Marques Pinto, reforça que “vamos seguir em mobilização, aguardando o Plano Safra e negociando com os Ministérios. É fundamental a luta da classe trabalhadora e da participação da CONTAG nesse processo. Nós saímos daqui alegres, com sentimentos de gratidão, mas também seguimos lutando pela estruturação da agricultura familiar, políticas públicas e fortalecimento da classe trabalhadora no campo.”

Já o presidente da CONTAG, Aristides Santos, afirmou: “O 24º Grito da Terra Brasil foi muito importante porque nós retomamos as nossas ações de massa aqui em Brasília. Apresentamos uma pauta consistente que foi feita a várias mãos, que foi elogiada por todos os ministérios onde passamos.”

Quanto aos anúncios, o presidente avalia de forma positiva o que já foi apresentado, fruto dessa ampla negociação feita nas últimas semanas, e já adianta que as negociações continuam para que o Plano Safra da Agricultura Familiar traga mais resultados e melhores condições para produzir alimentos saudáveis e conservar o meio ambiente.

“Os anúncios foram importantes na área da reforma agrária, na área do crédito fundiário, da política agrícola, naquilo que pode ser antecipado ao Plano Safra, nas plantas medicinais que é uma pauta muito rica para nós. Políticas importantes para toda a nossa categoria. Mas tem propostas que ainda carecem de muita reflexão, muito debate no eixo central do governo federal, que são as políticas relacionadas ainda ao crédito rural, orçamento, política de juros e Proagro. Assim como precisamos avançar na nossa agenda no Congresso Nacional. Então, foram muitos debates, muitos diálogos, muitos avanços e o processo continua.”

Fonte: CUT

Noruega, Irlanda e Espanha reconhecem Estado da Palestina e Israel ordena saída de embaixadores

A Noruega, Irlanda e Espanha anunciaram na manhã desta quarta-feira (22) o reconhecimento da independência e soberania do Estado da Palestina. O gesto deve ser seguido por outros países europeus, como Eslovênia e Malta.

O objetivo do anúncio é reforçar a ideia de que a paz no Oriente Médio só pode ser alcançada com o estabelecimento de uma solução de dois estados.

Jonas Gahr Store, primeiro-ministro da Noruega, foi o primeiro a fazer o anúncio, destacando que o reconhecimento visa promover a paz na região. O reconhecimento norueguês começa a valer a partir de 28 de maio.

Pouco depois, Pedro Sanchez, presidente do governo espanhol, também anunciou o reconhecimento palestino. “Pedimos um cessar-fogo. Mas não é suficiente. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se faz de surdo e continua castigando a população palestina”, disse o político diante do Parlamento espanhol.

“O que está claro é que Netanyahu não tem um projeto de paz. Lutar contra o Hamas é legítimo. Mas sua operação coloca a solução de dois estados em sério perigo. O que faz apenas amplia o ódio”.

Sanchez também anunciou que irá aprovar o reconhecimento da Palestina no dia 28 de maio: “Tomamos essa decisão por paz, por justiça e por coerência”.

A iniciativa europeia foi fortemente criticada por Israel, que alega que os governos estão fortalecendo o Hamas. Após o anúncio, o governo de Benjamin Netanyahu convocou seus embaixadores nos três países em reprimenda.

“Estou enviando uma mensagem clara à Irlanda e à Noruega: Israel não recuará contra aqueles que minam sua soberania e colocam em risco sua segurança”, disse o ministro das Relações Exteriores, Israel Katz.

“Israel não vai aceitar isso em silêncio – haverá outras consequências graves. Se a Espanha concretizar sua intenção de reconhecer um Estado palestino, uma medida semelhante será tomada contra ela”.

Fonte: DCM

CPI aprova relatório final que responsabiliza Braskem pelo afundamento do solo em Maceió

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Braskem aprovou em votação na manhã desta terça-feira (21) o relatório final que pede indiciamento de 3 empresas e de 11 pessoas por crimes ambientais pelo afundamento de solo, que provocou a desocupação de 15 mil imóveis e expulsou 60 mil moradores de cinco bairros em Maceió.

parecer foi apresentado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) no último dia 15. Após analisar documentos e depoimentos referentes à exploração do mineral sal-gema na capital alagoana, Rogério sustenta que está provada a responsabilidade da Braskem. 

O relatório aponta ainda que a empresa tinha pleno conhecimento dos riscos de colapso das minas de sal-gema na região da Lagoa Mundaú. Apesar disso, a empresa optou por explorar a área “para além das suas capacidades seguras de proteção”, colocando em risco a vida e o bem-estar da população.

A Braskem e oito pessoas ligadas a mineradora são acusadas de cometer crime contra a ordem econômica, que está previsto na Lei 8.176, de 1991, ao explorar matéria-prima pertencente à União em desacordo com as obrigações impostas pela legislação. A infração pode resultar em pena de um a cinco anos e multa. 

Além disso, os indiciados também infringiram a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605, de 1998), segundo Rogério, ao causar poluição que resulta em danos à saúde humana ou que provoca destruição da flora e fauna, entre os delitos. O crime com pena mais severa prevê reclusão de um a cinco anos, enquanto o mais brando é de detenção de um a seis meses ou multa.

Outras duas empresas que prestaram consultoria à Braskem e três engenheiros também foram indiciados por apresentarem laudo enganoso ou falso, delito previsto na Lei de Crimes Ambientais. Os documentos eram usados para demonstrar a regularidade da Braskem ante órgãos públicos.

Segundo o presidente da Comissão, senador Omar Aziz, que foi presidente da CPI, o relatório deve ser entregue ao Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), Defensorias Públicas da União (DPU) e do Estado de Alagoas (DPE), além da Polícia Federal (PF).

O documento traz como novidade a apresentação de três projetos de lei (PL) e um projeto de lei complementar (PL). As medidas são propostas para reforçar o poder do Estado para a regulação da atividade de mineração no país. Dentre eles, um deles trata da criação de uma taxa para direcionar um percentual das receitas sobre lavra mineral aos órgãos de fiscalização da atividade.

Fonte: Cada Minuto

França e Espanha apoiam mandato de prisão contra o genocida Netanyahu

O procurador do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan, pediu na segunda-feira um mandado de detenção para o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, o seu ministro de defesa Yoav Gallant e três líderes do Hamas, incluindo o dirigente Yahya Sinwa. As reações da comunidade internacional foram surgindo, nas horas seguintes, com mensagens de apoio de França e Espanha e críticas dos EUA e do Reino Unido. Já Israel considera a decisão do TPI “absurda” e rejeita “comparação nojenta” com o Hamas.

A França demonstrou esta madrugada apoio ao procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, que pediu mandados de captura contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o ministro israelita da Defesa, Yoav Gallant, e ainda três líderes do grupo islamita palestiniano do Hamas: Yahya Sinwar, Ismail Haniyeh e Mohamed Deif.

“A França apoia o Tribunal Penal Internacional, a sua independência e a luta contra a impunidade em todas as situações”, disse o Ministério francês dos Negócios Estrangeiros, num comunicado, esta segunda-feira.

A diplomacia francesa recordou que, em primeiro lugar, “a França condenou a 7 de outubro os massacres antissemitas perpetrados pelo Hamas” em solo israelita, que vitimou mais de mil pessoas e fez cerca de 250 reféns. Acrescentando que “este grupo terrorista”, o Hamas, “reivindicou ataques bárbaros dirigidos contra civis, acompanhados de atos de tortura e violência sexual que ele próprio documentou, e inclusive difundiu e celebrou”.

No entanto, no que diz respeito a Israel, disse que caberá aos juízes do Tribunal Penal Internacional “decidir se emite esses mandados, depois de examinar as provas apresentadas pelo procurador”, mas relembra que “a França alerta há muitos meses sobre o imperativo do estrito cumprimento do Direito Humanitário Internacional e, em particular, sobre a natureza inaceitável das perdas civis na Faixa de Gaza e o insuficiente acesso humanitário”. A França defendeu que a única forma de “restaurar um horizonte de paz” é através de uma “solução política duradoura”.

A mesma posição defendida por Espanha, esta madrugada, que disse “reiterar o seu compromisso” com o Tribunal Penal Internacional e com “com a sua independência e imparcialidade”, num comunicado do ministério espanhol dos Negócios Estrangeiros.

“O seu trabalho crucial deve ser realizado livremente e sem interferência”, sublinhou a diplomacia espanhola, numa publicação na rede social X, esta madrugada.

Fonte: RTP Notícias

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