Governo autoriza compra de 1 milhão de toneladas de arroz

ntuito é garantir o abastecimento em todo o país

O governo federal autorizou, através de medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa sexta-feira (24), a compra de até um milhão de toneladas de arroz estrangeiro com a finalidade de garantir o abastecimento em todo o país, que pode ser afetado pelo fenômeno climático que atinge o Rio Grande do Sul. O estado é responsável pela produção de 70% do arroz consumido no país.

Ao todo, foram liberados R$ 7,2 bilhões para a compra de arroz com o preço tabelado em R$ 4 por quilo. A finalidade é garantir que o cereal chegue diretamente ao consumidor final, assegurando o abastecimento alimentar em todo o território nacional.

A compra autoriza o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a fazer a aquisição.

Venda ao consumidor

O estoque será destinado à venda direta para mercados de vizinhança, supermercados e hipermercados, além de estabelecimentos comerciais com ampla rede de pontos de venda nas regiões metropolitanas.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, comemorou a importância da iniciativa. “Esta medida provisória é um passo crucial para garantir a segurança alimentar de todo o povo brasileiro”, avaliou.

O governo gaúcho, entretanto, afirma que a safra de arroz do estado é suficiente para a demanda do país. Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a safra 2023/2024 de arroz do Rio Grande do Sul deve ficar em torno de 7,1 milhões toneladas, mesmo com as perdas pelas inundações que o Estado sofreu em maio. O número é bem próximo ao registrado na safra anterior, de 7,2 milhões de toneladas. 

“Mesmo considerando as perdas, temos uma safra praticamente idêntica à anterior, o que nos leva a calcular que não haverá desabastecimento de arroz”, argumentou o presidente do Irga, Rodrigo Machado.

Fonte: Agência Nacional

LEITE MATA!

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 26 de Maio de 2024

O Leite no Rio Grande do Sul azedou de vez, nem pra qualhada serve mais. O Governador Eduardo Leite foi levado pela enchente, sua gestão já bastante conhecida como insignificante, se mostrou diante da tragédia, mais insignificante. Leite deixou claro para os gaúchos que sua agenda é outra e se sobrar tempo cuida do resto, deixa a água baixar aí a gente vê. Que tipo de Leite é esse que o povo gaúcho bebeu nas últimas eleições?

Já no Congresso o Ministro Fernando Haddad ordenhou as tetas facistas da Direitinha Golpista com suas respostas irônicas e certeiras, me fazendo lembrar das icônicas visitas do Dino ao Parlamento, Kim, Brunine, Felipe Barros, entre outros, tiveram a oportunidade de assistir uma aula de economia com o professor o tocador de Blackbird nas horas vagas. O leite ferveu, mas Haddad não deixou derramar.

O jantar na casa do apresentador da plim plim continua quente nas redes, mesmo uma semana depois. O encontro foi na casa do Luciano Hulk e os convidados foram chegando, Campos Neto, Tarcísio e outros que sentaram à mesa para um jantar e o prato principal era o povo pobre. O Hulk já escolheu seu “familhão” e nesse jantar não duvido que o brinde entre os convidados foi regado com boas doses de leite.
Calma! Hittler não foi, apesar de gostar muito de leite.

Quem tem culpa na tragédia do Rio Grande do Sul? No momento é difícil apontar quem é o responsável pelos desabrigados e mortos pelas enchentes, mas o prefeito Valdemar Baraúna Rocha (PP), de Balneário Barra do Sul, no litoral de Santa Catarina já achou o culpado. Segundo ele o Rio Grande do Sul tem poucas igrejas e tá cheio de centros que não agradam a Deus. Sobrou para Jeová, mas nós sabemos quem são os verdadeiros culpados e que eles estão aqui na terra redonda bebendo bastante leite tipo A. Haja Leite!

Enquanto tudo isso acontece, uma luz amarela de esperança surge todos os dias, os Correios, que já levaram mais de 21 mil toneladas de donativos aos desabrigados, tudo de graça, pois o papel principal dos Correios é integrar todos os 5570 municípios. Parabéns Correios por transportar tudo para o Sul, inclusive leite bom, pois o Leite de lá não alimenta mais o ego dos gaúchos que estão com intolerância ao descaso, pelo menos nesse momento.
Vamos aguardar 2026 e
chega de Leite!

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 181

Caso Transwolff: liga vereadores à lavagem de dinheiro do PCC em SP

No início de abril deste ano, as empresas de ônibus UpBus e Transwolff, que operam no transporte público de São Paulo, foram alvo de uma operação liderada pelo Ministério Público de São Paulo em colaboração com a Polícia Militar, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e a Receita Federal. Com informações da Folha de S.Paulo.

De acordo com os promotores do Gaeco, grupo especializado no combate ao crime organizado, essas empresas são suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC, sendo utilizadas, segundo a Promotoria, para suposta lavagem de dinheiro.

A operação chamou atenção pelo envolvimento da Transwolff, uma das maiores empresas do setor. A UpBus já era suspeita de envolvimento com o crime desde uma operação realizada pelo Denarc (Departamento de Narcóticos) em 2022.

A Promotoria informou que foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra dirigentes das empresas, que transportam pelo menos 700 mil passageiros diariamente e receberam cerca de R$ 800 milhões da Prefeitura de São Paulo em subsídios em 2023.

Na coletiva de imprensa do Ministério Público de São Paulo sobre a “Operação Fim da Linha”, foram anunciadas as prisões de Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, dono da Transwolff, o sócio Joelson Santos da Silva e Robson Flares Lopes Pontes, dirigente da empresa. Elio Rodrigues dos Santos, secretário da empresa, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma durante as buscas.

Por ordem judicial, os dirigentes das empresas foram afastados de seus cargos.

O promotor Lincoln Gakiya, integrante do Gaeco e coordenador da operação, classificou o afastamento dos diretores como uma “medida inédita” e destacou que Transwolff e UpBus não são as únicas empresas de ônibus sob investigação.

“Existem outras empresas [sobre as quais] já há inquérito policial instaurado pela Polícia Civil, com acompanhamento do Gaeco. Provavelmente chegarão ao mesmo desfecho quando as investigações forem concluídas”, afirmou Gakiya durante a coletiva.

Os advogados de Pandora alegam que as acusações do Ministério Público são infundadas, afirmando que a empresa não tem qualquer ligação com o crime.

Embora o nome do vereador Milton Leite não tenha sido mencionado inicialmente, posteriormente foi divulgado que ele foi arrolado como testemunha no processo, podendo ser chamado para prestar esclarecimentos. Esta menção foi interpretada pelo setor de transporte como um aviso da Promotoria ao parlamentar de que ele também poderia ser investigado.

Recentemente a Promotoria solicitou a quebra de sigilo do parlamentar, apontou uma suposta participação de Milton Leite nos crimes praticados pela Transwolff. O vereador nega qualquer envolvimento e afirma estar à disposição para qualquer investigação, criticando as “ilações de terceiros”.

Fonte: DCM

Tribunal Internacional de Justiça ordena Israel a suspender ofensiva a Rafah

Juízes do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), corte máxima das Nações Unidas, ordenaram o Estado israelense a suspender sua ofensiva à cidade de Rafah, no extremo sul de Gaza, e retirar suas tropas do enclave, em um novo avanço do processo de genocídio registrado pela África do Sul. A corte mencionou “imenso risco” à população palestina.

A decisão desta sexta-feira (24) marca a terceira vez neste ano que o painel de 15 juízes deferiu medidas cautelares contra as ações de Israel em Gaza. Embora as ordens sejam vinculativas, sob a lei internacional, a corte não tem poderes para aplicá-las.

Ao ler o veredito, o presidente da corte, Nawaf Salam, observou que as medidas ordenadas em março não suprem a atual situação em Gaza, de modo que condições foram cumpridas para um novo mandado emergencial.

Segundo a ordem, Israel deve “suspender imediatamente sua ofensiva militar e qualquer outra ação na província de Rafah, capaz de infringir à população palestina de Gaza condições de vida que possam trazer sua destruição física em parte ou no todo”.

Salam destacou a situação humanitária como “desastrosa”.

Na última semana, advogados da África do Sul pediram à corte em Haia que impusesse medidas emergenciais, ao apontar para riscos iminentes da sobrevivência do povo palestino.

Segundo a rede Al Jazeera, treze dos 15 juízes concordaram com a medida.

Step Vaesen, correspondente da Al Jazeera em Haia, observou: “[Salam] disse não acreditar na versão israelense de que possibilitaram segurança e acesso humanitário [à população]. Explicou que não há evidências disso”.

A ordem abrange ainda a reabertura das travessias de fronteira para atender às determinações prévias de fluxo humanitário. Além disso, solicita que observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) tenham acesso em campo, para preservar evidências do processo.

“Israel deve assumir medidas efetivas para garantir acesso desimpedido à Faixa de Gaza de toda e qualquer comissão de inquérito, checagem de fatos ou órgão investigativo, sob mandato das agências competentes da ONU para averiguar as acusações”, observou Salam.

Israel tem de responder à corte dentro de um mês sobre a aplicação das medidas.

O exército israelense lançou sua agressão a Rafah, na fronteira com o Egito, onde estima-se até 1.5 milhão de refugiados, no início de maio, apesar de alertas internacionais. As ações de Israel voltaram a cortar o acesso humanitário ao enclave, assolado pela fome.

A Autoridade Palestina (AP), com sede em Ramallah, na Cisjordânia ocupada, saudou a decisão, ao reiterar o consenso internacional por um cessar-fogo, reportou a agência Reuters.

O movimento Hamas, que administra Gaza, acolheu a decisão em nota, porém alertou: “O que acontece em Jabaliya e outras províncias não é menos criminoso e perigoso do que o que está acontecendo em Rafah”.

“Pedimos à comunidade internacional e às Nações Unidas que pressionem a ocupação a acatar imediatamente as medidas e proceder com seriedade e honestidade no respeito às resoluções da ONU que pedem o fim do genocídio contra nosso povo”, acrescentou o comunicado.

Para a ministra de Relações Exteriores da África do Sul, Naledi Pandor, trata-se de uma “série de medidas provisórias muito mais contundentes, em termos de seu fraseado, com um apelo claro pela cessação das hostilidades”.

Conforme o Human Rights Watch (HRW), a decisão demonstra a “gravidade da situação” e “abre a possibilidade de algum alívio, mas apenas se governos usarem sua influência para pressionar Israel a respeitar as medidas da corte”.

Pouco depois da decisão, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, sugeriu desacato, ao afirmar na plataforma de rede social X (Twitter) que “aqueles que pedem ao Estado de Israel que interrompa sua guerra, pedem que deixe de existir” e prometer “continuar a lutar por nós e pelo mundo livre [sic]. A história julgará SSquem esteve com os nazistas [sic]”.

Yair Lapid, chefe da oposição israelense, considerado centrista, ecoou o ministro extremista, ao condenar a decisão como “um desastre moral”. Para Lapid, “Israel teve de se defender de uma horrível organização terrorista [sic], que assassinou crianças, estuprou mulheres e ainda dispara foguetes contra civis inocentes”.

Suas alegações, no entanto, utilizadas pelo regime israelense, para justificar a agressão a Gaza, foram sucessivamente desmentidas, incluindo por um relatório da Associated Press, divulgado nesta semana, segundo o qual relatos de estupro caem por terra.

Fontes diplomática reportaram, no entanto, que o premiê israelense Benjamin Netanyahu deve convocar uma reunião de emergência de seu governo, após uma série de reveses nesta semana, incluindo um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI), também em Haia, contra si e seu ministro da Defesa, Yoav Gallant.

Conforme a imprensa, a discussão terá presença do ministro de Relações Exteriores, Israel Katz, do ministro do Gabinete de Guerra, Benny Gantz, e do assessor judicial do governo.

Em janeiro, o Tribunal Internacional de Justiça admitiu a denúncia sul-africana ao reconhecer a “plausibilidade” do genocídio em Gaza e ordenar Israel a impedir atos de extermínio no enclave, contudo, sem aval.

Israel mantém ataques indiscriminados a Gaza há sete meses, deixando 35.800 mortos e 80.011 feridos, além de dois milhões de desabrigados. Entre as fatalidades, 15 mil são crianças.

As ações israelenses são punição coletiva, crime de guerra e genocídio.

Fonte: Monitor do Oriente

Ex-ministro Nilmário Miranda lança livro em Maceió

O ex-minstro dos Direitos Humanos do primeiro governo Lula, Nilmário Miranda, esteve hoje, 24/05, em Maceió, no auditório do Instituto Federal de Alagoas, para fazer o lançamento do livro “Por trás das chamas – Mortos e desaparecidos políticos – 60 anos do golpe de 1964”.

O auditório foi lotado por militantes dos movimentos sociais e parentes de mortos e desaparecidos pela Ditadura Militar (1964-85). Falaram em nome das famílias das vítimas Thomaz Beltrão, Olga Miranda, Jailton Soares e Luiz Dantas.

Em sua palestra, Nilmário Miranda fez uma retrospectiva da Ditadura Militar, luta contra por democracia e a violenta repressão contra os movimentos sociais e a necessidade hoje de lutar em defesa da democracia e dos direitos humanos e a ameaça golpista.

O evento foi encerrado com uma apresentação de músicas de protesto contra a Ditadura.

Eduardo Moreira denucia manipulação do boletim usado para definir taxa de juros pelo BC

“Algum ou alguns bancos meteram 8% de inflação só para puxar a média para cima e fazer confusão no mercado”, diz Eduardo

Um dos componentes usados para definir a taxa de juros do Copom é a expectativa do mercado em relação à inflação. Em casos de expectativa de inflação alta, a prática mais comum é não baixar ou até subir os juros. E vice-versa.

Essa expectativa de mercado é medida por um levantamento que se chama Boletim Focus, feito por questionário enviado aos bancos e agentes financeiros para que respondam qual a previsão do mercado. Os participantes ficam no anonimato, só Banco Central sabe quem respondeu e qual resposta deu.

Na ultima reunião do Copom houve uma discordância. Cinco integrantes da diretoria do BC defenderam queda de 0,25% na taxa de juros e quatro outros achavam que deveria cair 0,50%.

Todos os que indicaram que a queda deveria ser menor foram indicados na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, e todos que defenderam queda maior foram indicados pelo governo Lula.

“Independência de Banco Central é papo para boi dormir”, criticou Eduardo Moreira no ICL Notícias — 1ª Edição. “A pergunta a ser feita é: o Banco Central é dependente de quem? A gente criou um modelo esdrúxulo, em que o BC é dependente do governo anterior. Olha que maluquice: temos hoje à frente da instituição alguém que era absolutamente ligado ao governo anterior. Roberto Campos Neto fazia contas para estimular e ajudar a campanha de Bolsonaro”.

Eduardo denuncia que a imprensa, que costuma estar afinada com os interesses dos bancos, decidiu agora atacar os diretores do BC ligados ao governo Lula e fortalecer o grupo indicado por Bolsonaro.

Um dos exemplos é a chamada de matéria do site Metrópoles na semana passada: “Piorou geral: Focus detona projeção para Selic, inflação, dólar e PIB“.

Diz o texto: “Os cerca de 150 analistas consultados semanalmente em pesquisa realizada pelo BC, pioraram as projeções para os principais indicadores econômicos do país”.

A notícia do Metrópoles é só uma entre várias da imprensa que defendiam tese parecida, de que as perspectivas da economia brasileira pioraram.

Eduardo, no entanto, denuncia que, ao contrário do que diz o noticiário, não foram os “150 analistas” que passaram a interpretar de forma negativa o cenário econômico.

“Olha o escândalo: algum ou alguns bancos pegaram e meteram 8% de inflação só para puxar a média para cima e fazer confusão no mercado. Analista de banco nunca muda tanto, normalmente vai de 3% para 3,1%, para 3,2%. De 4% para 3,8%. Mudanças de uma semana para outra costumam ser pequenas. O que fizeram agora para manipular a opinião pública, aparentemente em combinação com os veículos de imprensa, para gerar a notícia que os meios de comunicação usariam? Como é anônimo, colocaram uma expectativa de 8%”.

Fazendo isso, explica Eduardo, elevaram a média para enfraquecer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enfraquecer o diretor de política monetária do BC, Gabriel Galípolo, e enfraquecer toda a área econômica do governo.

“O Broadcast faz uma pesquisa parecida com a Focus e pede para os bancos darem os nomes. Nessa versão, a expectativa de inflação para 2026 está em torno de 3% e não passa de 4,03%. No boletim Focus, botaram o 8% para poder manipular as notícias e queimar o filme do governo na economia. E forçar o BC a tomar decisão em cima de uma mentira, em cima de um respondente, que é anônimo”.

Até mesmo os personagens que atuam no mercado estranharam. O jornal Valor desta sexta-feira (24) traz matéria com o seguinte título: “Mercado questiona peso do Focus nas projeções e comunicação recente do BC“.

“Nós do ICL estamos entrando hoje com pedido por Lei de Acesso à Informação (LAI) para saber quem colocou a projeção de 8% no boletim Focus. Isso é claramente uma tentativa de manipular a opinião pública, artificialmente subindo uma média que gera notícias que parte da imprensa precisa para bater na equipe econômica do governo. Queremos saber a projeção das instituições com os nomes de cada uma”.

Destaca Eduardo: “Esse é um dos maiores escândalos recentes, ao que tudo indica combinado com o banco que jogou a previsão de 8%”. Ele lembra que a notícia sobre piora de cenário saiu na mesma semana do jantar organizado por Luciano Hulk para Roberto Campos Neto e Tarcísio de Freitas. “Não tem como não conectar esses pontos”, diz.

Diante do pedido de esclarecimento feito pelo ICL por meio de LAI, Eduardo comenta: “Com isso, vai ter gente que não vai conseguir dormir hoje”.

Fonte: ICL

Alagoas tem aumento de 200% nos casos de dengue

Em apenas cinco meses, estado registra 5.201 casos confirmados; Maceió teve 2.229 ocorrências da doença

Os primeiros cinco meses do ano em Alagoas representam um aumento de 200,4% no número de casos de dengue em relação ao mesmo período do ano passado. Sete pessoas morreram.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) registrou 9.427 casos suspeitos da doença, dos quais 5.201 confirmados, sendo 4.977 de dengue, 146 de dengue com sinais de alarme e oito com casos graves da doença. Outros 3.051 casos foram descartados e 1.245 aguardam conclusão para o fechamento do diagnóstico.

Os números foram divulgados no último dia 21 e retratam a realidade atual uma vez que o boletim epidemiológico sobre a dengue é emitido pela Sesau semanalmente. No ano passado, de janeiro a maio, Alagoas somou 3.138 casos suspeitos, sendo 1.927 confirmados. Dos quais 1.903 foram de dengue, 22 como dengue com sinais de alarme e dois como dengue grave. Outros 1.211 foram descartados.

A capital registrou, desde o início de 2024, 2.229 casos prováveis, dos quais 2.078 confirmados. Em 2023, de janeiro a maio foram confirmados 950 casos de dengue, correspondendo a um aumento na ordem de 118,74% neste ano.

Em Maceió, dos 10 óbitos suspeitos, um foi confirmado, cinco descartados e três encontram-se sob investigação.

Os casos de dengue concentram sua maior incidência nos bairros do Pontal da Barra com 533,74 casos a cada grupo de 100 mil habitantes; Pajuçara com 472,19 casos a cada grupo de 100 mil pessoas e Benedito Bentes com um registro de 434,03 casos a cada 100mil habitantes.

Em relação à chikungunya a capital tem, desde janeiro, 148 casos prováveis, sendo 127 confirmados e nenhum óbito. No mesmo período de 2023 foram confirmados 284 casos de chikungunya, correspondendo a uma redução na ordem de 55,28% do ano anterior.

Os bairros do Canaã, Ouro Preto e Chã da Jaqueira concentram os mais expressivos registros de casos de Chikungunya com, respectivamente, 37,39 casos; 14,90 e 11,58 todos os casos são considerados a cada 100 mil habitantes.

Sobre a zika, Maceió teve 33 casos prováveis, sendo 15 confirmados e nenhum óbito. No mesmo período do ano passado, foram confirmados nove casos de zika, significando que em 2024 os casos registrados corresponderam a um aumento de 66,67% em relação ao ano anterior.

A vacinação contra dengue segue em Alagoas, nos municípios de Maceió, Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco, Flexeiras, Marechal Deodoro, Messias, Paripueira, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte e Satuba.

O público-alvo da campanha, definido pelo Ministério da Saúde, é formado por crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, que concentra a maior proporção de hospitalizações por dengue.

Fonte: Tribuna Hoje

Petrobras cancela planos de privatização de 5 refinarias após novo acordo com Cade

Compromisso firmado em 2019 com Conselho Defesa Econômica obrigava estatal a vender plantas de fabricação de combustível

Petrobras cancelou oficialmente o plano de privatização de cinco de suas refinarias. A decisão foi anunciada na quarta-feira (22), depois que a estatal entrou num novo acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre o assunto.

Em 2019, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a Petrobras fechou com o Cade um compromisso de vender oito refinarias. Esse acordo foi firmado após uma queixa de importadores de combustíveis contra um suposto monopólio da estatal.

A Petrobras nunca chegou a ser condenada, já que resolveu fechar o acordo com o Cade ainda na fase de investigação sobre o tema. Na época, petroleiros e opositores do governo Bolsonaro, incluindo o então senador Jean Paul Prates (PT) — o qual virou presidente da empresa no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — denunciaram a falta de vontade da companhia em se defender para evitar a perda de patrimônio.

Apesar disso, o acordo entrou em vigor e as refinarias foram postas à venda. Das oito, três acabaram negociadas: a Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia; a Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; e a SIX, no Paraná. Todas foram negociadas durante a gestão de indicados por Bolsonaro na Petrobras.

Após a eleição de Lula, seus nomeados para a estatal resolveram solicitar ao Cade uma revisão do acordo. Na quarta, um aditivo ao termo foi assinado. O novo texto desobriga a Petrobras a vender refinarias. Logo após o anúncio do novo acordo, a companhia anunciou que retirou as plantas produtoras de combustíveis do seu programa de desinvestimentos.

A decisão afeta a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco; Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul; Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais; e a Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), no Ceará.

Benefício privado

Eric Gil Dantas, economista do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), comemorou a revisão do acordo e o cancelamento oficial dos planos de privatização. Para ele, o acordo inicial foi firmado para favorecer agentes do mercado privado de combustíveis no país.

“O Cade foi uma ferramenta de importadores e depois de compradores das refinarias privadas de pressão sobre a Petrobras”, disse. “Mas esse acordo só foi colocado pra frente porque a própria Petrobras [na gestão de Bolsonaro] queria vender transportadoras de gás e refinarias.”

“A gestão da Petrobras aceitou, consentiu e propôs ao Cade se desfazer de ativos porque, na época, tinha como único foco a geração de valor e distribuição de dividendos no curto prazo“, complementou Mahatma dos Santos, um dos diretores técnicos do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), que também aprovou o novo acordo com o Cade.

Segundo dos Santos, por conta do acordo inicial, a Petrobras perdeu mais de 15% de sua capacidade de refino de combustíveis.

Dantas lembrou que defensores da privatização, na época, disseram que a venda de refinarias reduziria os preços dos combustíveis no país estimulando a concorrência. A realidade demonstrou que eles estavam errados. “O resultado foi o oposto do que se tinha nos documentos. Houve a criação de monopólios regionais das empresas que compraram as refinarias”, acrescentou ele.

Pedro Faria, também economista, reforçou que a venda de refinarias não favoreceu a concorrência, mas sim os empresários que compararam refinarias privatizadas. Ele, inclusive, defende que a Petrobras recompre as fábricas vendidas.

Essa possibilidade, aliás, já foi aventada pela atual gestão da estatal e por membros do governo Lula. Até o momento, nenhuma medida concreta foi anunciada neste sentido.

Setor do gás

Além do acordo sobre as refinarias, Cade e Petrobras também alteraram o compromisso de privatização de ativos da estatal do setor de gás.

O documento, também de 2019, previa a venda pela Petrobras da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), da Transportadora Associada de Gás (TAG), da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) e das participações indiretas na Petrobras Gás (Gaspetro). Todas já foram vendidas, exceto a TBG — a qual não mais será privatizada.

Dos Santos, do Ineep, lamentou que grandes perdas já aconteceram. “A Petrobras perdeu quase totalmente a sua participação na infraestrutura que foi construída com o dinheiro público para o deslocamento e distribuição de gás natural no Brasil. Saiu de um mercado que hoje é estratégico para o futuro da transição energética e da indústria brasileira. O acordo já teve um efeito devastador de desnacionalização”, afirmou.

Ele, aliás, ressaltou que o Cade segue monitorando a Petrobras e, eventualmente num futuro, pode tentar renegociar os termos do acordo mais uma vez.

Dantas, do Ibeps, disse que o novo acordo com o Cade ainda contém mecanismo para favorecer empresas privadas. Por conta dele, a estatal será obrigada a repassar petróleo a refinarias privadas pelo mesmo preço que repassa a suas refinarias.

“Alguém questiona por quanto o setor de produção de petróleo da 3R Petroleum [empresa privada] contabiliza o petróleo enviado para sua própria refinaria? Não faz sentido”, disse Dantas. “Mas isso é o Cade parcialmente cumprindo essa função de ser a correia de transmissão dos interesses das empresas que compraram ativos privatizados, mesmo que isto possa gerar preços mais altos na economia.”

A Petrobras informou que as mudanças nos acordos traduzem “o respeito que a Petrobras nutre pela autoridade antitruste [o Cade], preservando o ambiente de negócios do país”.

Fonte: Brasil de Fato

Pedido de impeachment do prefeito de Porto Alegre é protocolado na Câmara Municipal

O documento se baseia ‘negligência da Prefeitura no cuidado das Estações de Bombeamento e do sistema de drenagem urbana da cidade’

Um pedido de impeachment do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), foi protocolado na Câmara de Vereadores na tarde desta quinta-feira (23). Assinado por Brunno Mattos da Silva, secretário-geral da União das Associações de Moradores de Porto Alegre (Uampa), o documento se baseia “na negligência da Prefeitura no cuidado das Estações de Bombeamento e do sistema de drenagem urbana da cidade, e que causaram o maior desastre ambiental e climático da história de Porto Alegre”.

O pedido cita manifesto assinado por engenheiros que fizeram o primeiro alerta de que o sistema de proteção contra inundações de Porto Alegre é robusto, eficiente e fácil de operar e manter – mas falta uma manutenção permanente, especialmente em relação às comportas e casas de bombas. Também menciona denúncia feita pelo deputado estadual Matheus Gomes (PSOL) mostrando que o governo municipal foi alertado sobre as deficiências críticas nas Estações de Bombeamento desde 2018, quando o engenheiro Marcos Goulart Machado trouxe à atenção a possibilidade de falhas no sistema.

A situação do dique da Fiergs, no bairro Sarandi, é outro ponto levantado no documento. Ao orientar que as pessoas deixassem a região, o prefeito havia negado o rompimento do dique, o que acabou confirmado posteriormente. “Em casos como os assistidos em Porto Alegre, o chefe do Poder e tido como emissor de informações confiáveis sobre a crise e quando há esse rompimento da confiança, isso não é algo menor, isso rompe a boa fé, a confiança na administração e no próprio Estado”, afirma Brunno no pedido de impeachment do prefeito.

Por fim, os alagamento registrados nesta quinta-feira são citados como indicativos de negligência do prefeito: “Ainda, como se toda a situação até aqui exposta neste processo já não fosse calamitosa em demasia, no dia de hoje, 23 de maio de 2024, o que se desejava e esperava não ocorrer, ocorreu, novamente por negligência e omissão do poder público municipal, a cidade ALAGOU novamente, bairros e ruas que até o presente momento não tinham sido atingidas pelas águas, ficaram completamente intransitáveis, causando o maior transtorno aos cidadãos porto-alegrenses, que se encontram na fase de limpeza e reconstrução de suas residências, comércios, locais de trabalho, etc.”. O pedido lembra que diversos institutos meteorológicos haviam alertado para o elevado volume de chuvas previsto para hoje em Porto Alegre.

O pedido de impeachment é endereçado ao presidente da Câmara, vereador Mauro Pinheiro (PL), aliado de Melo, que deverá apresentá-lo na sessão plenária da próxima segunda-feira, quando sua admissão na Casa deve ser votada.

Fonte: Sul 21

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