“Pandemia” de bets avançou mais rápido que surto da covid-19 no Brasil

Pesquisa mostra que jogo aumenta ansiedade e altera humor

Vinte e cinco milhões de pessoas passaram a fazer apostas esportivas em plataformas eletrônicas nos sete meses iniciais de 2024, de janeiro a julho, uma média de 3,5 milhões por mês. Para se ter uma ideia dessa velocidade, o intervalo de tempo é maior do que o que o coronavírus levou para contagiar o mesmo número de pessoas no Brasil – 11 meses, entre 26 de fevereiro de 2020 e 28 de janeiro de 2021.

Em cinco anos, o número de brasileiros que apostaram nas chamadas bets chegou a 52 milhões. Do total, 48% são considerados novos jogadores – apostaram nos primeiros sete meses deste ano. Os dados fazem parte de pesquisa de opinião do Instituto Locomotiva, aplicada entre os dias 3 e 7 de agosto. O hábito de tentar a sorte nas plataformas eletrônicas atinge uma população no Brasil do mesmo tamanho do número de habitantes da Colômbia e superior à de países como Coreia do Sul, Espanha e Argentina.

O levantamento traçou um perfil dos apostadores de bets. Cinquenta e três por cento são homens e 47% são mulheres. Quatro de cada dez jogadores têm entre 18 e 29 anos; 41% estão na faixa etária de 30 a 49 anos; e 19% têm 50 anos ou mais. Oito de cada dez são pessoas das classes CD e E; e dois de cada dez são classe A ou B.

Sete de cada dez apostadores costumam jogar pelo menos uma vez ao mês. Sessenta por cento dos que já ganharam a aposta usam ao menos parte do valor do prêmio para tentar nova jogada. Para o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, a facilidade de fazer aposta nos celulares à mão, o apelo publicitário das bets patrocinando times e campeonatos brasileiros, e a dinâmica do jogo são atrativos das plataformas de jogos online.

“A pessoa aposta em quem vai fazer o gol, se o gol será feito no primeiro ou no segundo tempo, como ficará a tabela do Campeonato Brasileiro, se alguém vai tomar cartão vermelho ou não… Essa lógica faz com que alguma coisa o sujeito ganhe. No final ele perde mais do que ganha, mas essa sensação de ganho é uma sensação muito forte na cabeça dele. E isso acaba permeando esse imaginário de que está sempre ganhando”, diz o presidente do Instituto Locomotiva.

Nome sujo

O Instituto Locomotiva também verificou que 86% das pessoas que apostam têm dívida e que 64% estão negativados na Serasa. Do universo de pessoas endividadas e inadimplentes no Brasil, 31% jogam nas bets. “Quando uma pessoa endividada opta por apostar, muitas vezes na perspectiva de sair do endividamento, nós temos alguma coisa errada nisso”, pondera Renato Meirelles.

A situação econômica ajuda a entender por que “ganhar dinheiro” é a principal razão apontada para fazer apostas esportivas online (53%) – acima de “diversão/entretenimento/prazer” (22%); “emoção e adrenalina” (10%); “passar o tempo” (7%); “curiosidade” (6%); e “aliviar o estresse” (2%).

Meirelles considera o fenômeno das apostas esportivas eletrônicas “uma pandemia” com efeitos sobre a saúde mental. A pesquisa levantou informações e opiniões sobre o impacto psicológico das apostas. Sessenta e sete por cento dos entrevistados conhecem pessoas que “estão viciadas em apostas esportivas”.

Estado emocional

Entre os entrevistados, há quem acredite que o jogo aumente a ansiedade (51%); cause mudanças repentinas de humor (27%); possa gerar estresse (26%) e sentimento de culpa (23%). Quanto aos entrevistados que fazem apostas online, seis de cada dez admitem que a prática afeta o estado emocional e causa sentimentos negativos como ansiedade (41%); estresse (17%) e culpa (9%).

O relatório da pesquisa assinala descontrole entre parte dos apostadores. Segundo os dados, 45% dos entrevistados jogadores admitem que as apostas esportivas “já causaram prejuízos financeiros”, 37% dizem ter usado “dinheiro destinado a outras coisas importantes para apostar online” e 30% afirmaram ter “prejuízos nas relações pessoais”.

Mas também são apontados sentimentos positivos como emoção (54%); felicidade (37%) e alívio (11%). Para 42%, as apostas esportivas online “são uma forma de escapar de problemas ou emoções negativas.”

A pesquisa do Instituto Locomotiva entrevistou 2.060 pessoas, com 18 anos ou mais, de 142 cidades de todo o país. O levantamento foi feito entre os dias 3 e 7 de agosto, por meio de telefone em plataforma de autopreenchimento. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais em um intervalo de confiança de 95%.

O crescimento de apostadores a partir de janeiro deste ano ocorreu após a sanção da Lei 14.790/2023, que regulamentou a atividade das bets no Brasil. Atualmente, o Ministério da Fazenda analisa 113 pedidos de regulamentação das plataformas de aposta online

Fonte: Agência Brasil

Estado genocida de Israel realiza novos bombardeios em Gaza e mata 30 palestinos

Ataques ocorreram na madrugada deste sábado (31/08), nas proximidades do campo de refugiados de Nuseirat, na região central do enclave palestino

Ao menos 17 pessoas morreram neste sábado (31/08), após um bombardeio realizado pelas forças militares de Israel contra o campo de refugiados de Nuseirat, na região central da Faixa de Gaza.

Nas proximidades da mesma região, se registrou outro ataque, desta vez contra um edifício, onde foram contabilizadas mais nove mortes.

Um terceiro ataque, contra uma casa na zona residencial de Al-Hasayna, resultou em ao menos mais quatro óbitos, totalizando ao menos 30 vítimas fatais em toda a jornada.

Segundo a agência de notícias palestina Wafa, esse número ainda deve aumentar. “Houve cinco civis que foram mortos e outros 15 membros da família Abu Bakr que ficaram feridos em uma ocupação em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza”.

O Ministério da Saúde de Gaza denunciou que essas ações infringem a trégua humanitária anunciada horas antes por Israel, para permitir a vacinação de pessoas e especialmente crianças contra a poliomielite, depois da descoberta do primeiro caso da doença no território palestino em 25 anos.

A entidade sanitária também anunciou que o número de mortes civis desde o dia 7 de outubro superou a marca de 40,6 mil, sendo a maioria mulheres e crianças. A quantidade de feridos é de pouco mais de 93,8 mil.

As forças israelenses emitiram uma nova ordem de evacuação para as zonas de Deir al Balah e Khan Younis. Entidades que prestam ajuda aos residentes acusam Israel de continuar realizando ataques em regiões para as quais instruíram os refugiados a procurarem.

Segundo os ativistas, as condições de vida na Faixa de Gaza têm se tornado cada vez mais difíceis, não só pelos bombardeios como também pelas restrições à entrega de alimentos e insumos básicos.

Fonte: Ópera Mundi

Cineastas palestinos denunciam Hollywood por ‘desumanidade e racismo’

Um grupo de quase 70 cineastas palestinos, incluindo figuras premiadas, assinou uma carta aberta, em termos fortes, na qual acusam Hollywood de “desumanizar” seu povo há décadas, ao disseminar uma retórica que permite o atual genocídio em Gaza.

Dentre os signatários, estão Hany Abu Assad, duas vezes indicada ao Oscar, e o célebre diretor Elia Suleiman. Outras figuras de destaque são Michel Khleifi, Mai Masri, Najwa Najjar e os 22 diretores por trás de From Ground Zerorecente antologia premiada de curtas-metragens.

“Compreendemos muito bem o poder da imagem e do cinema e — por tempo demais — nos vemos indignados pela desumanidade e pelo racismo demonstrado por algumas figuras da indústria do entretenimento ocidental em relação ao nosso povo, sobretudo nestes tempos dificílimos”, reiterou a carta.

“Ainda nos deparamos, tendo de contrapor com firmeza, com uma propaganda racista antipalestina e, de modo geral, antiárabe, que continua prevalente demais na mídia do entretenimento ocidental”, denunciou o alerta. “Isso tem de acabar”.

Trata-se da primeira iniciativa colaborativa de cineastas palestinos desde a deflagração do genocídio israelense em Gaza, em outubro, que deixou 40 mil mortos, 90 mil feridos e dois milhões de desabrigados até então.

Apesar das duras críticas a Hollywood, os cineastas agradeceram a Academia Nacional de Artes e Ciências Televisivas (Natas) por “suportar a pressão e insistir na liberdade de expressão”, ao negar os esforços de celebridades sionistas para revogar a nomeação da reportagem It’s Bisan from Gaza and I’m Still Alive — Aqui é Bisan de Gaza, ainda estou viva — aos prêmios Emmy.

A peça protagonizada pela jornalista e ativista palestina Bisan Owda, com produção da rede AJ+, da Al Jazeera, foi indicada ao Emmy de Notícias e Documentário na categoria Melhor Matéria Principal — Formato Curto, ao registrar a jornada de sua família sob os bombardeios de Israel.

“Este filme é narrado por uma premiada e inspiradora jornalista palestina, que arriscou sua vida para compartilhar com o mundo histórias e relatos de resiliência, resistência e sobrevivência de famílias comuns diante do genocídio israelense em curso, transmitido ao vivo, na Faixa de Gaza ocupada”, enfatizou a carta.

“Tentar censurar a voz de Bisan é apenas a mais recente tentativa repressiva de negar o direito dos palestinos de contar nossa própria narrativa, compartilhar nossa história e, neste caso, trazer atenção às atrocidades que nosso povo enfrenta — na esperança de lhes dar fim”, acrescentou.

Por meio de nossos filmes, tentamos apresentar narrativas alternativas, retratos e imagens que combatam estereótipos desumanizantes de “seres dispensáveis, sem valor”, que permitem encobrir ou justificar crimes de décadas perpetrados contra os palestinos. Por que é que então temos sempre de vestir as luvas para defender a nossa arte, contra a censura implacável que tanto nos assola apenas por sermos quem somos?

De acordo com os cineastas, “a desumanização impõe risco não somente a sua própria existência, como palestinos, [mas] a outras comunidades e identidades raciais em todo o mundo, sob o risco de sofrerem o mesmo destino, sob o qual prevalece a ‘lei do mais forte’”.

Pedimos a nossos colegas na indústria do cinema, visionários de um mundo no qual todos gostaríamos de viver, que denunciem o genocídio e o apagamento, o racismo e a censura que o possibilitam; que façam tudo humanamente possível para dar fim à cumplicidade a tamanho horror; e que resistam a trabalhar com produtoras e estúdios cúmplices da desumanização do povo palestino. Isso tem de acabar. Já!

Os signatários incluem ainda a recente vencedora do Bafta, Farah Nabulsi, cujo filme O Professor abriu a Mostra de Cinema Mundo Árabe, organizada pelo Instituto da Cultura Árabe (ICArabe), no Cinesesc, em São Paulo, nesta quinta-feira (20).

Neste período, as ações israelenses mataram ao menos 161 profissionais de imprensa, além de 186 feridos, segundo a Al Jazeera. A morte mais recente foi a do fotojornalista Mohammed Abd Rabbo, em um ataque aéreo ao campo de refugiados de Nuseirat.

Israel age em desacato de uma resolução por cessar-fogo do Conselho de Segurança e medidas cautelares do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), com sede em Haia, onde é réu por genocídio sob denúncia sul-africana deferida em janeiro.

Fonte: Monitor do Oriente

Servidores públicos exigem o fim do confisco dos aposentados em SP

Os servidores ocuparam as ruas do centro de São Paulo para cobrar o fim do confisco do funcionalismo municipal implementada pela criminosa Reforma da Previdência realizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e em São Paulo aplicada pelo prefeito Ricardo Nunes.

O Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando as ações de inconstitucionalidade contra a Reforma da Previdência. Já há maioria formada no Supremo para declaração de inconstitucionalidade na chamada “contribuição extraordinária” e desconto de aposentados com salários abaixo de R$ 7,7 mil.

☑️ Falta o voto do ministro Gilmar Mendes, mas um pedido de vistas interrompeu o julgamento que deve ser retomado em breve. Até lá, os ministros podem mudar seus votos.

A caminhada saiu da porta da prefeitura de São Paulo e caminhou por diversas ruas do centro de São Paulo denunciando a Reforma da Previdência.

A atividade fez parte da jornada convocada pelas entidades nacionais do funcionalismo das três esferas como Confetam , @CUT Brasil e outras entidades sob o lema #OConfiscoNãoÉJusto

Fonte: Sindsep

Sionismo, a ideologia racista que destrói, mata e persegue

Os mais de dez meses de massacre, destruição e limpeza étnica na Faixa de Gaza, trouxe ao noticiário temas até então restritos à academia e pequenos círculos. Fala-se o tempo todo em “regime sionista” ou “ocupação sionista” de “Israel”, que é um misto de Estado, enclave colonial e entidade sionista. As ações de “Israel” mostraram ao mundo a verdadeira face do sionismo, essa ideologia racista que se assemelha ao nazismo pelos seus métodos e seus feitos não apenas na Palestina, mas em várias regiões do mundo.

Que fique bem claro que sionismo e Judaísmo são coisas distintas. A prática desta religião antiga e respeitável nada tem a ver com a ideologia nascida na Europa no final do Século XIX. Ser praticante do judaísmo, não vincula seus adeptos às práticas fascistas do sionismo, que se apropriou do judaísmo como forma de dar sustentação às suas teses racistas e supremacistas, quando sabemos que nem todos os judeus são sionistas ou apoiam as atrocidades de Israel.

Afinal, o que é o sionismo, essa ideologia marcadamente colonialista, racista, fundamentalista, extremista, ultranacionalista, supremacista xenófoba, assassina, arabofóbica, islamofóbica, cristãofóbica, antissemita, genocida, infanticida, intervencionista, expansionista, militarista, traficante de órgãos…?

O Movimento Sionista foi criado com base no pensamento do seu fundador, Theodor Herzl, um jornalista judeu austro-húngaro, vindo de família de banqueiros e defensor de uma série de teses fantasiosas, entre elas: “uma terra sem povo para um povo sem-terra”. O sionismo se baseia na teoria defendida por Herzl no seu livro O estado judeu, de 1896, da existência de um estado nacional judaico independente e soberano no território onde teria existido o imaginário “Reino de Israel”.

Diferentemente do que alardeiam seus apologistas, o sionismo não é um movimento que pretendeu a independência de Israel, porque “Israel” nunca existiu. Não houve luta anticolonial, mas uma ocupação colonial da Palestina, através da autoproclamação do Estado de Israel, em 1948.

Cria macabra do sionismo, “Israel” não é um mero espantalho concebido pelo imperialismo estadunidense e europeu no pós-guerra, mas a expressão mais cruel e vergonhosa do modelo civilizacional do imperialismo, com a função primordial de servir como braço executor do mais bárbaro expansionismo colonialista dos Estados Unidos e Europa.

As organizações que apoiam os crimes de “Israel” usam sempre a fajuta acusação de antissemitismo contra defensores dos direitos humanos e da soberania dos palestinos. Desde o 7 de outubro, várias pessoas e entidades têm sido acusadas, perseguidas e processadas numa campanha sórdida movida pelos sionistas.

Esses donos de meias verdades não se importam em dizer quem são os semitas. As pessoas são persuadidas a crer que semitas seriam apenas os judeus, quando na verdade semitas são os adeptos das religiões abraâmicas, como hebreus (judeus), árabes (cristãos e muçulmanos), assírios (cristãos) e outros povos originários do norte da Península Arábica, e não apenas os judeus.

O antissemitismo é uma das formas mais repugnantes de racismo.

As surradas acusações de antissemitismo já não são mais aceitas em todo o mundo, porque a sua fragilidade política e ideológica foram expostas. A acusação de antissemitismo tem sido usada para intimidar os críticos dos crimes de “Israel” ou para esterilizar a discussão e desviar a atenção dos problemas reais, quando é sabido que os palestinos e os movimentos de solidariedade rejeitam fortemente as narrativas com viés religioso ou sectário da luta contra a ocupação, condenando qualquer forma de perseguição ou a negação de direitos, seja de judeus, árabes – cristãos e muçulmanos, ou qualquer outra pessoa e grupo.

O caso mais patente é a perseguição implacável e covarde das organizações testas de ferro do estado terrorista de Israel no Brasil contra o jornalista Breno Altman, condenado por um Juiz de 1ª Instância com uma sentença desfavorável em caso de injúria criminal, cujo “crime” foi enfrentar cúmplices morais do Estado mais imoral da Terra.

Essas entidades funcionam como agências de “Israel” e dos seus órgãos de inteligência, agindo segundo os ditames dos seus patrões de Tel Aviv para perseguir os defensores de justiça, direitos e reparação para o povo palestino, vítima constantes dos crimes de lesa-humanidade, limpeza étnica e genocídio, que têm por objetivo o extermínio da população palestina para perpetuar a ocupação colonial israelense.

“Israel” está empreendendo uma guerra genocida de contra o povo palestino na Faixa de Gaza, utilizando toda sua capacidade e utilizando todo tipo de armas, munições e bombas internacionalmente proibidas, bombardeando indiscriminadamente escolas, hospitais e áreas protegidas pelo Direito Humanitário Internacional.

Mesmo com todo poderio e ajuda dos Estados Unidos, que já enviou mais de 50.000 toneladas de equipamentos militares, incluindo veículos blindados, armas, munições, equipamentos de proteção e suprimentos médicos, “Israel” vem sendo humilhado pelas ações da resistência palestina na operação “Inundação de Al-Aqsa”, numa demonstração da incapacidade de vencer a guerra contra o Hamas e o Hezbollah, nem rapidamente, nem nunca.

“Israel” e os seus prepostos sabem que já perderam a batalha em Gaza, no Líbano e na opinião pública mundial. Que a única conquista que os sionistas podem ostentar são os crimes de guerra, o genocídio, o assassinato em massa de crianças e mulheres, a destruição de infraestruturas e a eliminação de todos os aspectos da vida na Faixa de Gaza. Diante desse fracasso retumbante, o que lhes resta é a perseguição a quem se coloca do lado correto da história.

Por Sayid Marcos Tenório, publicado no site Monitor do Oriente

Polícia fecha clube de tiro usado pelo crime organizado no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul fechou nesta sexta-feira (30) um clube de tiro em Novo Hamburgo, utilizado por “laranjas” de uma organização criminosa para lavagem de dinheiro. A ação, parte da Operação Arsenal, resultou em 63 mandados de busca e apreensão em 12 cidades gaúchas e na capital de São Paulo. Cinco pessoas foram presas.

As autoridades bloquearam R$ 66 milhões e sequestraram cinco imóveis pertencentes ao grupo. No clube de tiro, foram apreendidas dezenas de armas e cerca de 20 veículos.

No Rio Grande do Sul, as operações ocorreram em Novo Hamburgo, São Leopoldo, Porto Alegre, Portão, Canoas, Capela de Santana, Montenegro, São Sebastião do Caí, Esteio, Sapucaia do Sul, Sapiranga e Gravataí.

Além de lavagem de dinheiro, os envolvidos são investigados por tráfico de drogas. A Polícia Civil ainda não divulgou em quais cidades as prisões foram efetuadas.

Fonte: DCM

Moraes determina suspensão da rede social X no Brasil

Caberá à Anatel cumprir a decisão em 24 horas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (30) a suspensão da rede social X no Brasil. A medida foi tomada após o fim do prazo de 24 horas dado pelo ministro ao bilionário Elon Musk, dono da rede social, para indicar um representante legal no Brasil. O prazo terminou às 20h07 desta quinta-feira (29).

Na quarta-feira (28), o ministro intimou Musk a realizar a indicação. A intimação foi feita no perfil do STF na rede social. No dia 17 de agosto, Musk anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil e acusou Moraes de ameaça.

Pela decisão desta sexta-feira, caberá à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) cumprir a suspensão em 24 horas e comunicar as operadoras de telefonia para realizarem os bloqueios. As operadoras também deverão bloquear o uso de VPN por usuários que tentem burlar a suspensão.

A medida terá validade em todo o território nacional até que todas as ordens judiciais de bloqueio sejam cumpridas e as multas aplicadas sejam pagas.

Ao justificar a suspensão da rede social, o ministro citou o Marco Civil da Internet e disse que as empresas de internet devem ter representação no Brasil e cumprir decisões judiciais sobre a retirada de conteúdo considerado ilegal.

Moraes também afirmou que Elon Musk retirou a empresa do Brasil com objetivo de não cumprir as decisões do STF.

 “A finalidade ilícita e fraudulenta desse encerramento da empresa nacional foi confessada na própria mensagem realizada em redes sociais, qual seja: permanecer descumprindo ordens do Poder Judiciário brasileiro, em especial dessa Suprema Corte”, afirmou o ministro.

VPN

Alexandre de Moraes também determinou a aplicação de multa diária de R$ 50 mil para pessoas físicas e jurídicas que utilizarem uma VPN (Virtual Private Network), uma espécie de rede privada utilizada na internet para escapar de restrições a sites suspensos.

Bloqueio

Na decisão, Moraes informou que foram bloqueadas duas contas bancárias do X no Brasil. O bloqueio ocorreu no dia 18 deste mês após as primeiras decisões que foram descumpridas pela rede social.  Uma das contas tinha saldo de R$ 2 milhões. O saldo da segunda era de R$ 6,66.

Fonte: Agência Brasil

JHC quer privatizar as escolas municipais

Segundo denúncias do jornalista Odilon Rios, a Semed tem avançado no modelo privatista.

Os olhos da Secretaria de Educação de Maceió se voltaram para o modelo paulista de parcerias público-privadas, num momento em que:

1) acelera a construção de creches para se livrar da pressão da Justiça e do Ministério Público Estadual que cobram vagas para crianças na rede pública municipal;

2) os resultados do IDEB estão em queda desde 2022.

A Semed Maceió e o Conselho Municipal de Educação fazem intercâmbios para entender os modelos, funcionamento e normatizações das PPPs.

A Semed Maceió é comandada por Jó Pereira, que está afastada das funções em meio ao jogo eleitoral. Ela seria indicada pelo primo, também presidente da Câmara Arthur Lira, para ser vice do prefeito JHC. Não deu certo (o escolhido foi o senador Rodrigo Cunha), mas Jó permanece com influência na pasta.

O modelo paulista impulsionou este ano a construção de 33 novas escolas, com 33.100 vagas. Outros gestores pelo país demonstraram interesse nestes resultados e não é diferente com o prefeito JHC.

Só que por detrás destas parcerias está a palavra privatização. E também menos autonomia nas escolas do município e redução perto de zero da gestão democrática.

Há também dúvidas sobre o tamanho da interferência do lobby empresarial no espaço público. Ele vai chegar nas atividades pedagógicas? Ficará restrito a conservação e manutenção dos prédios, mobiliário, lixo, zeladoria?

Na Secretaria Estadual de Educação, as PPPs atingem as atividades pedagógicas. Foi ou é assim com a Fundação Lemann e o Instituto Ayton Senna. E o IDEB estadual registra crescimento nos últimos anos.

Em “O Curso de Gestão para Aprendizagem da Fundação Lemann como Processo de Institucionalização do Gerencialismo nas Escolas de Educação Básica Alagoanas: Implicações para a Democratização da Educação”, Vera Maria Vidal Peroni e Cristina Maria Bezerra de Oliveira mostram que a crise da gestão democrática, o modelo e a padronização exigidas pela Fundação Lemann mais uma gerência que vai de cima para baixo (Seduc-escolas) funcionam como uma espécie de controle, “um processo cada vez maior de alienação do trabalho docente”.

Resumo: “O professor recebe o material pronto; ele não deve mais ser um intelectual que produz o conhecimento, o que tem profundas implicações para a democratização da educação”.

Voltando para as escolas do município: estimativa atual indica que 50 mil crianças estão fora da sala de aula.

Jó Pereira, quando era secretária, fez périplo com vereadores de Maceió em São Paulo, para buscar implantar modelos privados adotados na rede pública. Na bagagem os vereadores trouxeram a implantação de um voucher para que alunos da rede pública estudassem em escolas privadas.

A Câmara aprovou a proposta mas ela nunca foi posta em prática. Primeiro, a própria secretária era contra a ideia. Segundo, geraria uma despesa gigantesca fora da programação. Terceiro, retiraria do município a obrigação de construir creches para suprir as vagas. Quarto: uma provável lavanderia de dinheiro público à vista.

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal) prometeu entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), se JHC sancionasse a lei.

O voucher nas creches é copiado por proposta do ex-ministro da Economia Paulo Guedes que, na época, cravou R$ 250 como suficientes para os pobres colocarem seus filhos em creches. Números do Educa Mais Brasil apontam que, a depender da região, uma vaga custa entre R$ 300 e R$ 3.200. Creches mais baratas têm mais chances de trabalho tocado sem especialistas e precarizado.

Por sua vez, Paulo Guedes copiou a ideia das cartilhas neoliberais que circulam pelo mundo há pelo menos 50 anos. E pesquisadores contestam a eficácia do voucher. Além da dificuldade de fiscalizar o dinheiro público na compra destas vagas, países como o Chile assistiram ao aumento da segregação econômica entre os alunos e, segundo a Universidade de Stanford, pesquisas não comprovam a eficiência desta política para melhorar a qualidade do ensino nos Estados Unidos.

O pagamento de vouchers é um entulho da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), no Chile, que piorou a segregação econômica no país sul-americano.

No Brasil, apareceu na campanha presidencial em 2018, no cronograma de campanha do João Amoêdo, do Partido Novo. Quando Jair Bolsonaro venceu as eleições, o ministro da Economia Paulo Guedes quis implantar a medida, vetada pela Câmara.

Fonte: Repórter Nordeste

Depois de devastar Gaza, Israel lança maior operação militar na Cisjordânia em 20 anos

Com o objetivo claro de exterminar o povo palestino, o estado sionista de Israel, depois de devastar Gaza, Israel lança maior operação militar na Cisjordânia em 20 anos

Forças israelenses invadiram simultaneamente pelo menos quatro cidades palestinas na zona ocupada da Cisjordânia: Jenin, Tulkarem, Nablus e Tubas, assim como acampamentos de refugiados próximos.

A imprensa palestina diz que as principais estradas para Jenin foram fechadas, e há notícias de confrontos armados no acampamento de refugiados da cidade. Um porta-voz do Exército israelense afirmou que “grandes forças” haviam entrado na cidade.

Fontes palestinas dizem que tropas israelenses entraram em um hospital em Jenin ao amanhecer, e bloquearam o acesso a dois hospitais em Tulkarem.

As incursões militares israelenses em Nablus foram supostamente concentradas em dois acampamentos de refugiados.

No acampamento de Far’a, perto de Tubas, pessoas ficaram feridas no que dizem ter sido um ataque de drones israelenses — e tropas israelenses supostamente entraram em um centro médico do Crescente Vermelho lá.

Israel assassinou nove palestinos.

As forças israelenses teriam cercado o acampamento Nur Shams, em Tulkarem, e um morador contou que havia “vários pontos de conflito”.

Outro residente disse que as tropas bloquearam as estradas próximas ao acampamento para inspecionar os documentos de identidade de todos que estavam saindo.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, afirmou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) estavam “operando com força total desde a noite passada nos acampamentos de refugiados de Jenin e Tulkarem.

Desde o ataque do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro, o estado sionista de Israel tem realizado ofensivas na Cisjordânia quase diariamente.

Fonte: Redação com BBC Brasil

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