Sem-terra ocupam fazenda em Jacuípe, na região Norte de Alagoas

Trabalhadores reivindicam terras para fim de Reforma Agrária

Cem famílias do Movimento Sem-Terra (MST) ocuparam nesta sexta-feira (14) uma fazenda pertencente ao antigo Engenho Marocas, no município de Jacuípe (AL), atualmente sob domínio do Banco do Brasil.

As famílias reivindicam a destinação da área para fins de Reforma Agrária para o assentamento dos trabalhadores e trabalhadoras sem-terra da região, além de denunciar os atos de grilagem de terras no município marcado pela exploração da cana-de-açúcar e reivindicar a produção de alimentos saudáveis.

Com início do acampamento na manhã de hoje, os sem-terra já organizam os primeiros barracos de lona reafirmando o símbolo de resistência em defesa da Reforma Agrária na região.

Com início do acampamento na manhã de hoje, os sem-terra já organizam os primeiros barracos de lona reafirmando o símbolo de resistência em defesa da Reforma Agrária na região.

Fonte: 082 Notícias

Cruzeiro lavou R$ 3 milhões do PCC na compra de jogador

Uma investigação da Polícia Federal (PF) aponta que o Cruzeiro lavou R$ 3 milhões do Primeiro Comando da Capital (PCC) na transferência do atacante Diogo Vitor, no início de 2021.

De acordo com uma reportagem da revista Piauí, a F1rst Agência de Viagens e Turismo, empresa de William Barile Agati — responsável pelo agenciamento da carreira do jogador —, transferiu o montante para o clube mineiro em três parcelas.

Três dias após a última transferência, o Cruzeiro devolveu R$ 1,58 milhão para a conta pessoal do empresário e para a Burj Motors, outra empresa de Agati. Na época, o clube mineiro era presidido por Sérgio Santos Rodrigues.

Além dos valores recebidos, Agati teria ficado com um crédito de R$ 1,5 milhão para transações futuras.

Conforme o Ministério Público Federal (MPF), o objetivo de Agati no negócio não era lucrar, mas lavar parte do dinheiro que acumulou com o comércio de cocaína. Entre 2019 e 2021, o empresário traficou cerca de duas toneladas de cocaína para a região sul da Espanha.

A droga teria sido levada para a Europa “em navios partindo do Porto de Paranaguá (PR), seja em um jato executivo Dassault, que, segundo um delator da quadrilha, transportava do Brasil para a Europa tanto jogadores de futebol quanto cocaína pura”, de acordo com a reportagem.

Com vínculos estreitos com o PCC, Agati também integrou um consórcio formado por criminosos brasileiros e europeus para resgatar Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, da prisão em Moçambique por meio de suborno às autoridades. Fuminho é um dos maiores narcotraficantes brasileiros.

Em nota enviada à revista Piauí, o Cruzeiro afirmou que a atual gestão não possui vínculo com o que ocorreu na época, mas que está à disposição das autoridades para colaborar caso necessário.

Já o advogado de Sérgio Santos Rodrigues disse que Diogo Vitor foi cedido gratuitamente ao clube, e que as transferências bancárias entre o Cruzeiro e o empresário se devem a um contrato de empréstimo ao time mineiro, sem relação com o atleta.

“Não houve compra de passe [do atacante], não. Foi pedido uma oportunidade [dada] para o Diogo tentar voltar a jogar”, alegou.

Fonte: DCM

Gonet fecha denúncia e Bolsonaro pode pegar até 28 anos de prisão

Procurador-geral da República deve apresentar denúncia por tentativa de golpe de estado antes do Carnaval

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve apresentar nos próximos dias a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo informações publicadas pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. De acordo com a colunista, Gonet sinalizou a interlocutores nesta semana que o documento está praticamente finalizado e pronto para ser oficializado.

A denúncia terá como foco inicial a acusação de que Bolsonaro comandou uma organização criminosa para tentar dar um golpe de Estado no Brasil. Outros inquéritos que envolvem o ex-presidente, como o desvio de joias e a fraude nos cartões de vacina, devem ser tratados separadamente e em um segundo momento.

Crimes e penas

O relatório da Polícia Federal (PF), que embasa a denúncia de Gonet, aponta que Bolsonaro não apenas integrou, mas também liderou um grupo organizado para atentar contra a democracia. Com base nesse documento, o ex-presidente foi indiciado por três crimes distintos.

O primeiro é o artigo 2º da Lei 12.850, que prevê de três a oito anos de prisão para quem “promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa”. Já o segundo enquadramento é no artigo 359-L do Código Penal, que estipula penas de quatro a oito anos para quem “tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”.

O terceiro e mais grave crime atribuído a Bolsonaro está no artigo 359-M do Código Penal, que prevê penas de quatro a 12 anos para quem “tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”. Somadas, as penas máximas podem chegar a 28 anos de prisão.

Expectativa de punição

A gravidade da denúncia levanta discussões sobre o tamanho da pena que Gonet pedirá contra Bolsonaro. Mesmo o círculo mais próximo do ex-presidente acredita que a punição não será branda, especialmente considerando que envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro já foram condenados a até 17 anos de prisão. O entendimento nos bastidores é que uma pena inferior a essa para Bolsonaro seria difícil de justificar.

A expectativa agora gira em torno da oficialização da denúncia, que pode marcar um dos momentos mais decisivos da trajetória política e jurídica do ex-presidente. Caso a denúncia seja aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro passará à condição de réu e poderá enfrentar um dos processos mais emblemáticos da história recente do Brasil.

Fonte: Brasil 247

Lula anuncia gás de graça para 22 milhões de famílias

Presidente também ressaltou projeto para desonerar a cesta básica e que enviará ao Congresso proposta para isentar de IR quem ganha até R$ 5 mil por mês

O presidente Lula (PT) anunciou nesta quinta-feira (13), durante visita ao Amapá, que o governo federal está finalizando um projeto para fornecer gás de cozinha gratuito a 22 milhões de famílias em todo o país. A medida, que faz parte de um pacote de ações para aliviar o custo de vida da população de baixa renda, foi destacada por Lula como uma forma de garantir dignidade aos mais pobres.

“O gás faz parte da cesta básica e não é justo que ele saia da Petrobras por R$ 36 e chegue aos estados custando R$ 130, R$ 140, R$ 150. Enquanto o rico não paga Imposto de Renda, é o pobre que paga, e ele paga no gás, no feijão, no arroz”, afirmou Lula durante evento no Porto de Santana, no Amapá. O presidente também ressaltou que o governo está trabalhando para desonerar toda a cesta básica, incluindo a carne, e que brevemente enviará ao Congresso uma proposta para isentar de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês.

“Vamos fazer crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada, a maior política de crédito do país; quem ganha até 5 mil por mês não pagará mais IR, apresentaremos em breve ao Congresso; também entregaremos gás de graça para 22 milhões de pessoas; toda cesta básica será desonerada, inclusive sobre a carne”, disse o chefe do Executivo brasileiro.

Lula criticou a disparidade de preços e afirmou que o governo está empenhado em corrigir distorções que afetam os mais pobres. “Quero transformar os pobres para que tenham uma vida digna e decente. Dinheiro na mão do povo significa desenvolvimento econômico e distribuição de riqueza”, declarou.

Fonte: Brasil 247

Forças israelenses matam a tiros três palestinos, em meio a ataques na Cisjordânia

Soldados da ocupação israelense mataram a tiros três residentes palestinos do campo de refugiados de Nur Shams, na região de Tulkarm, no norte da Cisjordânia, confirmou nesta quinta-feira (13) o exército ocupante.

Segundo as forças coloniais, o incidente ocorreu na noite de quarta-feira.

O exército israelense, em comunicado, assumiu a execução em campo de 60 palestinos “armados” — no entanto, sem provas. Reconheceu também a prisão de 210 outros e a destruição de 30 instalações de infraestrutura “terrorista”, durante suas operações nas cidades e campos de refugiados do norte da Cisjordânia, desde 21 de janeiro.

Segundo a ong Médicos Sem Fronteiras (MSF), os massacres israelenses em Jenin e Tulkarm, no entanto, deslocaram à força 38 mil civis.

A escalada colonial na Cisjordânia ocupada coincide com o cessar-fogo em Gaza, desde 19 de janeiro, após 470 dias de genocídio, com ao menos 48 mil mortos e dois milhões de desabrigados.

Na Cisjordânia, junto aos ataques a Gaza, soldados e colonos israelenses mataram ao menos 910 palestinos e prenderam até 11 mil arbitrariamente.

Em janeiro de 2024, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), deferiu a denúncia sul-africana de genocídio contra Israel, levando o regime colonial ao banco dos réus da corte em Haia pela primeira vez.

Em julho, a mesma corte reconheceu a ilegalidade das décadas de ocupação israelense na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, ao instar evacuação imediata de todos os soldados e colonos e reparações aos nativos.

Fonte: Monitor do Oriente

Ato em Maceió denuncia plano para expulsar palestinos de Gaza

Depois do massacre promovido pelo estado sionista de Israel, os palestinos agora estão ameaçados de expulsão total da faixa de Gaza pelo presidente Donald Trump dos EUA.

Para protestar contra a proposta do presidente Trump, de transformar Gaza em um “balneário de milionários”, denominado Riviera do Oriente Médio, o Comitê em Defesa do Direito do Povo Palestino realizou um ato público em Maceió, no Calçadão do Comércio, nesta quinta-feira (13/02).

A ação denuncia os planos de expulsão de dois milhões de palestinos da região, conforme anunciado por Trump e o genocídio cometido pelo estado de Israel.

Durante o evento, foi exibido uma exposição de fotos impactantes sobre o genocídio palestino, além de panfletagem e declamação de poesias que expressam o sofrimento e a resistência do povo palestino. 

O Comitê, criado meses após a invasão genocida de Israel no ano passado, já promoveu diversos atos em defesa dos direitos dos palestinos e busca chamar a atenção da sociedade para a luta pela dignidade do povo da Palestina, que vive sob ocupação israelense há mais de 60 anos.

Redação com Cada Minuto

Bolsonarista que assassinou tesoureiro do PT é condenado a 20 anos de prisão

O ex-policial penal Jorge Guaranho foi condenado nesta quinta-feira (13) a 20 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado pelo assassinato do tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) de Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda. Conforme a sentença, Guaranho cumprirá a pena em regime fechado. Cabe recurso da decisão.

Embora o tempo de prisão preventiva seja descontado, o bolsonarista retornará ao sistema prisional, com a revogação da prisão domiciliar.

“Vinte anos de condenação para uma pessoa que mudou as nossas vidas, trazendo muita dor e sofrimento. Hoje vamos sair daqui sem o Marcelo, mas com justiça”, disse Pamela Silva, companheira de Arruda. 

Arruda foi morto a tiros em 2022, durante a comemoração de seu aniversário de 50 anos. O autor do crime invadiu a festa temática, que fazia uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores. Na época do assassinato, ocorrido em um contexto de forte polarização eleitoral no Brasil, o caso reacendeu debates sobre o aumento da violência política no país.

Fonte: Brasil 247

Mães protestam por retorno do transporte escolar para alunos da prefeitura de Maceió

Pais de estudantes da rede municipal de ensino de Maceió realizaram protestos, nesta quarta-feira (12), no terminal do bairro do Benedito Bentes, parte alta da cidade, e na rodovia AL-101 Norte, entre os bairros de Jacarecica e Guaxuma. As manifestações foram realizadas para para pedir o retorno do transporte escolar.

No bairro do Benedito Bentes, os manifestantes bloquearam os dois sentidos da via próximo ao terminal de ônibus do bairro. Usando pneus para interditar a via, eles  atearam fogo e cobraram uma solução da Secretaria Municipal de Educação (Semed), para a questão do transporte dos estudantes.

Já na AL-101 norte, o grupo também bloquearam os dois sentidos da rodovia, próximo à Rota do Mar e ateou fogo aos objetos usados para a interdição. Um grande congestionamento se formou na região, mas a via foi liberada por volta das 19h, com a chegada do Batalhão de Polícia Rodoviária, que negociou com os manifestantes. 

Na sexta-feira (7), o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL) e a Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE) identificaram irregularidades em ônibus e vans de transporte escolar de estudantes da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI), durante uma fiscalização conjunta.

Os órgãos recomendaram a adoção de medidas que garantam a segurança e a regularidade do transporte escolar. Como consequência, os ônibus da rede municipal foram retirados de circulação, e , por isso, os estudantes ficaram sem transporte e sem frequentar as aulas desde a segunda-feira (10).

Em nota, a Semed afirmou informou que está buscando alternativas para solucionar a questão do transporte escolar paralisado pela empresa prestadora do serviço. 

Fonte: Cada Minuto

Pastor evangélico mata menina de 13 anos; PM é acusada de omissão

Irmã de menina morta por pastor evangélico denuncia descaso da PM: “Debocharam da denúncia, menosprezaram o caso, fizeram suposições absurdas […] pior, ignoraram uma pista concreta”

O pastor evangélico João das Graças Pachola, de 54 anos, matou a menina Stefany Vitória Teixeira Ferreira, de 13 anos, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O assassino era o líder da ‘Igreja Pentecostal Fruto do Espírito Santo’.

O pastor era vizinho da família da vítima e amigo da comunidade. A polícia também investiga se a menina foi estuprada. A mãe da vítima, Márcia Teixeira da Silva, de 47 anos, contou que a filha havia sonhado dias antes que iria morrer. “Ela falou ‘mãe, sonhei que eu estava morrendo’. Mas eu não imaginei que fosse dessa forma”, disse Márcia.

“DECASO DA PM”

Kamila Oliveira, irmã mais velha da vítima, pede Justiça pela morte da adolescente. Ela afirma que a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) poderia ter interferido no desaparecimento e aumentado as chances de encontrar a menina com vida.

Ao relatar o desaparecimento da irmã no domingo (9), Kamila afirma que os militares minimizaram a situação. “A PM perguntou o que tinha acontecido e falou assim: ‘Pois é, essa idade é complicado. Provavelmente deve estar em algum baile’. Eu falei: ‘Mas minha irmã não faz isso. Ela é muito caladinha’. Aí ele disse: ‘A gente não vai registrar boletim de ocorrência. Agora é esperar, porque provavelmente ela deve estar na casa de algum namoradinho’”, desabafou.

A família também relatou uma pista ignorada pela PM: um caminhoneiro informou ter visto uma menina sendo colocada em um HB20 branco por um homem mais velho no Bairro Tijuca. As características coincidiam com as de Sthefany, mas a denúncia não foi investigada. “Poderia ter sido evitado. No exato momento que o carro saiu, poderiam ter agido”, lamenta Kamila. Ela critica o fato de a PM não ter registrado o boletim de ocorrência no dia do desaparecimento.

Stefany desapareceu no domingo (9) após sair de casa para ir a igreja. Segundo a polícia, o pastor ofereceu carona à adolescente, que aceitou por ser um homem conhecido e de confiança. No entanto, ele a levou para uma lagoa, onde assassinou a menina.

Após ser detido, o pastor confessou o crime e indicou o local onde havia escondido o corpo da adolescente. “É uma situação bem complicada porque a gente não vai ter velório, já que a minha irmã entrou em estado de decomposição”, finalizou a irmã.

Fonte: Pragmatismo Político

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