Lula vai a hospital e exame apresenta melhora

O presidente Lula (PT) compareceu nesta terça-feira (31) ao Hospital Sírio-Libanês em Brasília para realização de uma tomografia do crânio, com o objetivo de monitorar a evolução de seu quadro de saúde desde a queda que sofreu no banheiro do Palácio da Alvorada, ocasião em que teve um traumatismo craniano.

“O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve hoje, 31/12/24, no Hospital Sírio-Libanês, unidade Brasília, para repetir exame de imagem. A tomografia mostra importante reabsorção da coleção subdural, apresentando melhora progressiva condizente com o ótimo estado do Presidente. O Presidente segue sob acompanhamento da equipe médica liderada pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho e pela Dra. Ana Helena Germoglio”, diz o comunicado, assinado pelo Dr. Rafael Gadia e pela Dra. Luiza Dib, Diretor de Governança Clínica e Diretora Clínica do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, respectivamente.

O presidente de acidentou em 19 de outubro. Após cuidados médicos imediatos, o presidente foi liberado para retornar ao trabalho normalmente e realizar pequenas viagens. No entanto, em 9 de dezembro, o presidente passou a sentir dores de cabeça e foi levado ao hospital, onde se detectou a necessidade de realização de uma cirurgia de emergência para drenar um hematoma no cérebro. Depois, Lula ainda passou por mais um procedimento para evitar novos sangramentos e, desde então, vem recebendo acompanhamento médico e adotando uma rotina de trabalho mais leve.

Fonte: Brasil 247

Em farra do boi: JHC cria 1215 novos cargos para distribuir com aliados

Criação de cargos se deu um dia após acordo para eleição da Mesa Diretora. População cobra ação do Ministério Público.

No apagar das luzes de 2024, a Câmara de Vereadores de Maceió aprovou um projeto de autoria do prefeito JHC (PL), que cria 1.215 novos cargos ao custo de aproximadamente R$ 40 milhões por ano. O salário mais alto previsto é de R$ 16 mil, referente às funções de Secretário Extraordinário, Assessor Executivo IV, Coordenador Executivo IV e Chefe de Gabinete.

O projeto de lei foi enviado à Câmara um dia após as negociações para a composição da nova Mesa Diretora da Câmara de Vereadores do município.

A proposição foi publicada no Diário Oficial em 26 de dezembro, com a data de mensagem registrada como 24 de dezembro. Ela altera a Lei Delegada nº 006, de 18 de abril de 2023, que estabelecia o número anterior de cargos comissionados no funcionalismo da prefeitura.

“Este projeto de lei apresenta aprimoramentos significativos na estrutura de cargos de provimento em comissão e funções gratificadas do Município de Maceió, com o objetivo de garantir maior eficiência e eficácia nos processos de gestão pública, visando proporcionar uma melhor alocação de recursos humanos e financeiros, assegurando que as diretrizes estratégicas do Município sejam efetivamente implementadas”, diz a justificativa assinada pelo prefeito.

A média salarial de cada colaborador será de R$ 2,7 mil. Os cargos que mais tiveram aumento foram Assessor Técnico I, Coordenador Geral, Coordenador Técnico (470) e Assessor de Apoio II e Gerente (430).

Analistas políticos ouvidos pela Gazeta indicam que o aumento de cargos seria para acomodar a nova base de vereadores ao redor do prefeito, além de uma estratégia voltada para 2026, já que JHC tem pretensões de disputar o Governo do Estado.

Com o novo número de cargos comissionados, a Prefeitura de Maceió ultrapassa o Governo de Alagoas, que possui 2.852 cargos desse tipo. No município, o total chega a 3.633, excluindo as funções gratificadas.

A reunião extraordinária, na qual foi aprovada a alteração, ocorreu na última sexta-feira (27), mesma data em que foi aprovado o orçamento de R$ 4,8 bilhões para Maceió em 2025. O valor aprovado foi reduzido em cerca de R$ 444 milhões em relação ao orçamento de 2024.

ANÁLISE

Para a professora da UFAL (Universidade Federal de Alagoas) Luciana Santana, as articulações necessárias para garantir a governabilidade do prefeito neste segundo mandato tiveram um custo, algo que não ocorreu no primeiro mandato.

“Esses custos, e até mesmo a necessidade de aprovação do nome do prefeito como presidente da Casa, foram contrapartidas para acomodar os interesses dos partidos e apoiadores, garantindo que ele possa ter um mandato tranquilo. Foi preciso destinar uma maior quantidade de cargos comissionados para assegurar essa estabilidade”, afirmou.

Segundo ela, embora a eleição tenha sido tranquila para o prefeito, seu futuro político depende de manter uma base robusta de apoio neste momento.

“Para garantir essa base coesa, existe a distribuição de cargos, permitindo que ele tenha condições de definir se quer tentar o governo, o Senado ou até mesmo permanecer na Prefeitura. Isso significa que, apesar da boa popularidade, ele precisa de apoio e força política para se manter de forma satisfatória”, continuou.

Sobre a diferença entre o governo estadual e municipal, Santana afirma que isso reflete o custo diferente das relações políticas.

“Hoje, o custo da relação entre o executivo e o legislativo no município é muito maior do que no estado de Alagoas. Há oposição no município, e a base exige mais, cobrando mais do que uma simples manutenção básica”, concluiu.

A cientista política Augusta Teixeira aponta que a criação dos cargos comissionados sugere, inicialmente, que há uma lacuna na administração pública, que está tentando ser contornada com a admissão de novos funcionários.

“É compreensível que haja necessidade de implementar uma gestão pública eficiente, mas é importante analisar outros aspectos. O último concurso público para cargos administrativos na Prefeitura ocorreu em 2012. Em quase 13 anos, a cidade se modificou, mas a administração não acompanhou essas mudanças. Há novas demandas que precisam de soluções, e cabe à Prefeitura ter uma equipe preparada para isso”, disse.

Ela explica que, apesar dessas contratações, o problema pode persistir nas próximas gestões, uma vez que os cargos comissionados não têm garantia de renovação contratual.

“Outro ponto importante é que a contratação de comissionados pode parecer simples, mas pode abrir brechas para problemas relacionados à falta de transparência e corrupção. O servidor comissionado pode ocupar um cargo sem ter a competência necessária para tal, ou ser um apadrinhado político. Também há casos de ‘funcionários fantasmas’”, observou.

Para ela, a solução seria buscar eficiência e eficácia por meio de concurso público e uma reestruturação administrativa.

Fonte: Gazeta Web

Garagem de empresa de ônibus sofre incêndio de grandes proporções

Seis ônibus foram completamente destruídos pelo fogo e três sofreram danos parciais

O Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL) atuou, na manhã desta segunda-feira (30), em uma ocorrência de incêndio de grandes proporções em uma garagem de ônibus da empresa de viação Veleiro, no Trapiche da Barra, em Maceió. Ao todo, seis ônibus foram completamente destruídos pelo fogo e três sofreram danos parciais.

No local, havia cerca de 40 ônibus sucateados e um tanque contendo entre mil a três mil litros de combustível, o que representava um grande risco de agravamento do incêndio. Com a chegada das guarnições, as chamas foram rapidamente controladas com o uso de técnicas de combate, incluindo a aplicação do Líquido Gerador de Espuma (LGE) e o emprego estratégico de viaturas como Auto Salvamento (AS), Auto Busca e Salvamento (ABS), Auto Bomba Tanque (ABT) e Drone de monitoramento térmico. 

Havia funcionários trabalhando no local no momento da ocorrência, felizmente, graças à  pronta resposta das equipes, ninguém ficou ferido. De forma ágil e eficiente, a atuação do CBMAL foi determinante para conter a propagação do fogo. O combate intenso ao incêndio evitou que o combustível armazenado fosse atingido pelas chamas, o que foi crucial para evitar uma tragédia ainda maior. A ação dos bombeiros impediu danos significativos e garantiu a segurança do local, incluindo a proteção do tanque de combustível.

Após o controle do fogo, os bombeiros militares efetuaram o trabalho de rescaldo para extinguir completamente o incêndio e eliminar riscos de reignição. Além disso, todas as pessoas das casas vizinhas foram retiradas preventivamente para evitar riscos devido à fumaça e à proximidade das chamas. Ao todo, mais de 25 bombeiros atuaram na ocorrência.

A Defesa Civil Municipal e o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) auxiliaram para a garantia da segurança, atuando no isolamento da área e controle do tráfego. Ainda não se sabe como as chamas começaram, e as causas do incêndio serão investigadas.

COMBATE ÁGIL E O AUXÍLIO DA TECNOLOGIA

Durante a operação, a tecnologia desempenhou um papel crucial no sucesso, permitindo mapear com precisão os focos do incêndio e controlar rapidamente as áreas de maior calor. Na ocasião, drones equipados com sensores térmicos foram fundamentais para identificar zonas críticas e orientar as equipes no terreno, otimizando as ações de combate.

Essa abordagem integrada não apenas evitou danos maiores, mas também garantiu a segurança da população e a proteção da estrutura física patrimonial local, destacando a importância da inovação e do treinamento especializado em situações de emergência. Ações como essa reforçam a importância do serviço prestado pelo CBMAL e evidenciam seu compromisso com o bem-estar da população alagoana.

Fonte: Alagoas Atenta

Presidente do TJ recebeu mais de R$ 1,5 milhão em subsídios em 2024

Remuneração da presidente do TJMT, estourou o teto do funcionalismo em todos os meses de 2024, somando mais de R$ 1,5 milhão em valores líquidos, entre janeiro e novembro

O montante, quando dividido por 12 meses, alcança uma média de R$ 144 mil. Maior parte dos valores foi paga em folha complementar, em que não incide teto constitucional.

A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, recebeu mais de R$ 1,5 milhão em subsídios durante janeiro e novembro de 2024. Os valores ultrapassaram o teto do funcionalismo no Brasil.

No último dia 18, foi divulgado que a presidente, que também preside o Conselho da Magistratura do Estado, liberou um ‘presente’ de Natal para servidores e colegas de magistratura. Cada um receberia R$ 10 mil a título de auxílio-alimentação. O benefício foi questionado pelo Conselho Nacional de Justiça, que chegou a suspender o pagamento, mas o Tribunal de Justiça depositou o auxílio-alimentação de R$ 10 mil.

Conforme levantamento realizado pelo jornal O Estado de São Paulo, em todos os meses deste ano, a remuneração líquida da desembargadora ficou acima de R$ 130 mil, quase quatro vezes o teto constitucional.

Durante janeiro e novembro, a remuneração bruta da desembargadora bateu em R$ 2 milhões. Com descontos, os contracheques somam mais de R$ 1,5 milhão no período.

Fontes: Olhar Jurídico e RD News

Israel assassina 17 pessoas em ataque a zona industrial no Líbano

O ataque provocou um grande incêndio na área e causou danos materiais na cidade industrial de Adra

Pelo menos 17 pessoas, a maioria civis, foram mortas num ataque aéreo israelense perto da capital síria, Damasco, no domingo (29).

O bombardeio com um drone do exército israense teve como alvo um depósito de armas pertencente ao Exército Sírio, perto da cidade industrial de Adra, a nordeste da capital, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede no Reino Unido. 

O ataque provocou um grande incêndio na área e causou danos materiais na cidade industrial de Adra.

Israel continua a atacar alvos militares em território sírio desde a queda do ex-presidente sírio Bashar al-Assad em 8 de dezembro.

Durante este período, aeronaves israelenses realizaram uma operação aérea em grande escala e relataram a destruição de entre 70 e 80 por cento da capacidade militar das Forças Armadas Sírias. 

Os militares israelenses alegaram ter eliminado quase completamente o sistema de defesa aérea e a Marinha, e destruído dezenas de instalações militares, incluindo fábricas de armas, bases aéreas, complexos subterrâneos e arsenais de mísseis estratégicos.

A aviação israelense lançou novos ataques aéreos contra instalações militares sírias localizadas na província de Tartus. 

O regime sionista também expandiu as áreas que controla nas Colinas de Golã, aproveitando o caos ali vivido e pretextando a segurança de Israel.

Fonte: Brasil 247

Polícia prende suspeito de planejar ataque em Brasília

Um homem foi preso neste domingo (29) pela Polícia Civil do Distrito Federal sob suspeita de planejar um atentado em Brasília.

As investigações tiveram início no sábado (28), após a Divisão de Proteção e Combate ao Extremismo Violento da Polícia Civil do DF (DPCEV) receber denúncias anônimas relatando a chegada de um indivíduo a Brasília com a intenção de cometer atentados violentos.

Com base nas informações recebidas, a equipe policial iniciou o monitoramento do suspeito Lucas Leitão Ribeiro, de 30 anos, que pegou carona em um caminhão rumo à capital, e efetuou sua prisão temporária, além de outras medidas judiciais.

A prisão foi feita ainda na Bahia, próximo à fronteira com o estado de Goiás. A Polícia Civil da Bahia, por sua vez, informou que não houve comunicação ou participação na referida prisão.

De acordo com informações preliminares, o suspeito teria manifestado intenções de realizar ataques na capital federal com “graves consequências”.

Polícia continua a investigar

O homem está sob custódia da Polícia Civil do DF e à disposição da Justiça. As investigações continuam, com o objetivo reunir outros elementos relacionados ao caso.

A Divisão de Proteção e Combate ao Extremismo Violento da Polícia Civil do DF foi criada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) após o atentado na praça dos Três Poderes cometido por Francisco Wanderley Luiz em novembro deste ano. O objetivo foi criar uma instância que atuasse na prevenção, para que episódios semelhantes não voltassem a ocorrer.

Em sua criação, foram designados dois delegados e 23 policiais, além de cartório, seção de análise técnica, seção de fontes humanas, seção de investigação, seção de investigação cibernética e seção de operações para mapear as tentativas de atentados no DF.

Fonte: ICL

Como dois dos maiores veículos de comunicação do mundo são cúmplices do genocídio em Gaza

Jornalistas da BBC e da DW denunciam propaganda antiética pró-“israel” e favorável ao extermínio de palestinos

A cobertura midiática do novo capítulo do genocídio perpetrado por “israel” contra o povo palestino tem sido marcada por uma cumplicidade e propaganda jamais vistas na imprensa internacional. No centro das recentes polêmicas estão duas organizações de destaque na mídia ocidental: a BBC e a Deutsche Welle (DW). Ambas têm enfrentado denúncias crescentes de viés e manipulação em sua cobertura, a fim de maquiar o morticínio de mais de 55.000 palestinos de Gaza, omitindo ou ao menos relativizando o Holocausto Palestino.

Denúncias internas na BBC

De acordo com uma investigação publicada pelo site independente DropSite News, funcionários da BBC expressaram preocupação com o que classificaram como um “viés estrutural” na emissora. Relatos indicam que diretrizes internas desestimulavam o uso de termos como “genocídio” ou “crimes de guerra” para descrever as ações “israelenses” em Gaza. Além disso, alguns jornalistas alegaram pressões para enquadrar os ataques “israelenses” como uma “resposta legítima” às ações da Resistência Palestina, enquanto as mortes de civis palestinos eram frequentemente relegadas a segundo plano.

O portal entrevistou 13 atuais ou ex-jornalistas da rede britânica. A reportagem destaca que “a cobertura tem acreditado mais nas reivindicações israelenses do que os próprios líderes conservadores do Reino Unido e os meios de comunicação israelenses, ao mesmo tempo que desvaloriza a vida palestiniana, ignora as atrocidades e cria uma falsa equivalência num conflito totalmente desequilibrado”.

Em novembro, a indignação dos jornalistas com a cobertura geral da emissora estatal veio à tona depois que mais de 100 funcionários da BBC assinaram uma carta acusando a organização, junto com outras emissoras, de não aderir aos seus próprios padrões editoriais. A BBC não tinha “jornalismo consistentemente justo e preciso baseado em evidências em sua cobertura de Gaza” em suas plataformas, eles escreveram.

As tensões internas sobre a cobertura da BBC a respeito de Gaza vinham aumentando há semanas. Em 24 de outubro, Rami Ruhayem, um correspondente da BBC baseado em Beirute, enviou um e-mail a Tim Davie, diretor-geral da BBC, expondo as preocupações que ele e seus colegas jornalistas haviam compartilhado sobre a falta de imparcialidade da organização em sua cobertura de Gaza. Embora as histórias usassem “proeminentemente” palavras como “massacre”, “chacina” e “atrocidades” para se referir ao Hamas, elas “dificilmente, se é que as usaram”, “em referência a ações de Israel”, ele escreveu.

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Ruhayem destacou o uso da palavra “massacre”, em particular, que a BBC não havia usado para descrever morticínios em massa perpetrados por forças sionistas. Em contraste, em 10 de outubro de 2023, a organização publicou uma reportagem com a manchete “Festival Supernova: Como o massacre se desenrolou a partir de vídeos verificados e mídias sociais”.

Em comparação, semanas após o início da guerra na Ucrânia, a cobertura online da BBC identificou claramente crimes de guerra cometidos pela Rússia, mesmo sem decisões oficiais de tribunais internacionais. “Evidências horríveis apontam para crimes de guerra em estrada fora de Kiev”, dizia uma manchete 36 dias após a intervenção. Após 7 de outubro, pretensos crimes de guerra cometidos pelo Hamas foram tratados como fatos objetivos que não exigiam veredito legal: “Comunidade israelense congelada enquanto atrocidades do Hamas continuam a emergir”. Quando evidências fortes mostram de forma semelhante “israel” cometendo atrocidades, a mesma orientação editorial não se aplica.

Um dos pontos mais polêmicos levantados na reportagem de Owen Jones, no Drop Site News, foi a cobertura do bombardeio ao hospital Al-Ahli em outubro de 2024, que deixou centenas de mortos. A BBC inicialmente destacou narrativas “israelenses” que atribuíam a responsabilidade ao Hamas, antes de reavaliar suas afirmações diante de evidências contraditórias. Para críticos, o episódio exemplifica um padrão de “confiança excessiva” em fontes oficiais “israelenses”, em detrimento de relatos independentes e de testemunhas locais.

Em março de 2024, o Centre for Media Monitoring, um grupo de vigilância estabelecido pelo Muslim Council of Britain, lançou “Media Bias: Gaza 2023-24”, um documento de 150 páginas detalhando inúmeras alegações contra as reportagens da BBC sobre “israel” e Gaza. Isso incluiu a eliminação de contextos como a ocupação “israelense” da Palestina e o cerco de Gaza, uso muito maior de linguagem emotiva para descrever o sofrimento ou as mortes “israelenses” do que quando as vítimas são palestinas e um padrão de que a posição da BBC “tem sido frequentemente a de empurrar a linha [editorial] israelense enquanto lança dúvidas sobre as vozes pró-palestinas”.

O diretor de Oriente Médio do site da BBC, Raffi Berg, jornalista judeu britânico, é tido como um dos responsáveis pela censura à verdade sobre o genocídio na Palestina. Antes de entrar na BBC, ele foi diretor do U.S. Foreign Broadcast Information Service, um veículo de fachada da CIA. Também participou de protestos em defesa do genocídio contra os palestinos muito antes do 7 de outubro e escreveu um livro pró-“israel” considerado pelos próprios agentes do Mossad como enviesado. Suas reportagens sobre a Palestina e “israel” na BBC são consideradas como pura propaganda “israelense” por colegas, que denunciam como o seu controle da linha editorial da BBC é crucial para que o site da emissora distorça os acontecimentos na Palestina.

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Um funcionário acredita que a BBC tem procurado, em grande parte, alinhar seu jornalismo com a política externa do governo do Reino Unido. No que diz respeito aos altos escalões, “Israel é tratado como Ucrânia, os palestinos como Rússia”, disse o funcionário. Se um jornalista tenta desafiar os padrões duplos aplicados à Rússia e à Ucrânia, os gerentes ficam perplexos, tratando Ucrânia e “israel” como aliados britânicos. “Veja as manchetes sobre o que a Rússia faz na Ucrânia. Mas as manchetes sobre Gaza são geralmente totalmente obscuras e nunca deixam claro que Israel foi o perpetrador.”

No entanto, mesmo nos casos em que o governo do Reino Unido permitiu a dissidência, a BBC se agarrou amplamente à narrativa sionista.

Em janeiro, o Tribunal Internacional de Justiça emitiu ordens provisórias a “israel” para “tomar medidas imediatas e eficazes para permitir o fornecimento de serviços básicos e assistência humanitária urgentemente necessários” para proteger os palestinos em Gaza do risco de genocídio. Mas não apenas os artigos on-line da BBC sobre a fome deixam de mencionar isso, mas também deixam repetidamente de detalhar as ações que estão sendo tomadas por “israel” para bloquear a ajuda.

Isto apesar do fato de que David Cameron, o então secretário de Relações Exteriores, escreveu uma carta em março para Alicia Kearns, presidente do comitê de relações exteriores da Câmara dos Comuns, descrevendo várias maneiras pelas quais “israel” estava impedindo a entrada de ajuda em Gaza. Até mesmo o enfaticamente pró-sionista Jewish Chronicle publicou a manchete condenatória: “David Cameron condena Israel por bloquear arbitrariamente a ajuda a Gaza”. O site da BBC não relatou a carta de Cameron.

De acordo com o monitor de mídia Press Gazette, o site de notícias da BBC, que inclui conteúdo noticioso e não noticioso, é o site de notícias mais visitado da internet. Somente em maio, ele teve 1,1 bilhão de visitas, superando o segundo colocado msn.com, que teve 686 milhões de visitas.

O papel da DW

Na Alemanha, a Deutsche Welle também enfrenta escrutínio. Um artigo publicado na Al Jazeera por Jad Salfiti, que trabalhou como freelancer para a DW entre 2016 e 2018, trouxe à tona depoimentos de funcionários e ex-funcionários da emissora, que acusam a DW de alinhar-se à narrativa oficial do governo alemão, historicamente favorável a “israel”. Segundo as denúncias, jornalistas foram instruídos a evitar terminologias que pudessem ser interpretadas como “antissemitas” (como “sionistas” e “israelenses”) ao reportar as operações militares do regime de Tel Aviv, ao mesmo tempo em que a islamofobia e desumanização de palestinos é expressa livremente por funcionários da direção da TV estatal alemã. Tal diretriz teria levado à autocensura, impedindo uma análise mais crítica das consequências humanitárias em Gaza.

Funcionários também relataram casos de represálias internas contra aqueles que tentaram abordar a questão palestina de forma mais contundente. Um ex-jornalista da DW, sob condição de anonimato, afirmou que “qualquer tentativa de contextualizar a violência israelense como parte de um processo sistemático de ocupação e apartheid era imediatamente descartada como parcial”.

Um documento de planejamento para o aniversário do genocídio atual, em um momento em que pelo menos 42.000 palestinos haviam sido mortos, incluindo 17.000 crianças, tinha a frase a frase: “O foco deve ser no ataque terrorista a Israel, mas histórias que tratam da guerra em Gaza também podem ser publicadas neste dia.”

A introdução ao documento oferece um breve resumo, afirmando que o ocorrido de 7 de outubro em “israel” foi “o pior ataque terrorista de sua história”. Sobre o número de mortos em Gaza, ele dizia apenas: “De acordo com a ONU, mais de 40.000 palestinos foram mortos até o momento.”

“A sensação de pressão era constante”, disse Martin Gak, que já deixou a rede após trabalhar por 10 anos na Deutsche Welle como correspondente de assuntos religiosos e produtor sênior do programa de entrevistas políticas Conflict Zone, que frequentemente cobre “israel”-Palestina.

“Há uma sensação constante de medo com (a equipe sênior) olhando para as coisas que você estava escrevendo com enorme cuidado, quase paranoia”, disse Gak, que é argentino e judeu. “Do ponto de vista jornalístico, a Deutsche Welle enche a boca com grandes conceitos como liberdade de imprensa, liberdade de expressão, liberdade de consciência. E está claro que isso está sendo usado apenas como enxaguatório bucal.”

A Deutsche Welle foi fundada e é financiada pelo governo alemão desde 1953.

Censura prévia na DW

Entrevistas ao vivo parecem ser uma preocupação particular para a gerência.

Em 16 de outubro do ano passado, um líder sênior de redação enviou um e-mail para os produtores que agendam as entrevistas com convidados explicando que, como a rede não quer comentários antissemitas “não contestados” no ar, “preferimos pré-gravar entrevistas com vozes palestinas neste momento”.

O e-mail dizia: “Se não sabemos a posição de um convidado e/ou tememos que a opinião possa ser extrema (pró-Hamas, antissemita, antisionista…), devemos nos ater a pré-gravações para verificar antes da transmissão”.

Se uma voz foi considerada “bastante moderada”, como um convidado que “condena ataques terroristas”, e um produtor executivo ou âncora acredita que pode “lidar com isso e desafiar comentários problemáticos, podemos ir ao vivo”, concluiu o e-mail.

No documento apresentado como um “guia rápido para pessoas se preparando para situações de vida potencialmente desafiadoras”, a Deutsche Welle recomenda que os âncoras respondam aos convidados que acusam “israel” de crimes de guerra com algo como: “Você não é a única (pessoa) a alegar isso — mas Israel diz que está agindo de acordo com o direito internacional humanitário. ‘Crime de guerra’ é um termo legal — uma resposta conclusiva a isso só pode ser dada pelo Tribunal Internacional de Justiça.”

Se um convidado comparar Gaza a um campo de concentração ou disser que a guerra de “israel” é semelhante a um segundo holocausto, o documento diz que um apresentador pode responder: “Esses termos são incrivelmente sensíveis, especialmente aqui na Alemanha, onde são vistos como banalizando o Holocausto. Existem outras avaliações também — você pode ser mais específico no que está criticando?”

Em 22 de maio, quando mais países ocidentais apoiaram o reconhecimento do Estado Palestino, a Deutsche Welle interrompeu a jurista palestina-americana Noura Erakat logo após ela se referir ao apartheid e ao genocídio cometidos por “israel”.

O apresentador interrompeu Erakat uma vez para dizer que esses termos são “altamente contestados e, claro, rejeitados por Israel”. O apresentador então encerrou a conversa abruptamente quando Erakat pediu um boicote contra “israel” para acabar com o “genocídio transmitido ao vivo”.

“Vamos ter que deixar isso aí”, disse o apresentador, enquanto Erakat continuava falando, suas palavras inaudíveis para o público.

A ONG Repórteres Sem Fronteiras afirma que “repórteres que buscam mostrar o sofrimento dos palestinos ou lançar luz sobre a guerra israelense, assim como jornalistas que cobrem tópicos sobre comunidades judaicas na Alemanha atualmente vivenciam um clima de trabalho muito tenso e hostil”.

“Nos últimos meses, muitos profissionais de mídia, especialmente com histórico de imigração, também contataram a organização com acusações de que um clima de medo e autocensura prevalece nos meios de comunicação alemães.”

De acordo com o jornalista e crítico de mídia alemão Fabian Goldmann, a liberdade de expressão na Alemanha é prejudicada por “campanhas de difamação eficazes” contra aqueles que condenam “israel”. “Se você trabalha para emissoras públicas, é atacado com frequência”, disse.

Publicações como o Bild, o tabloide alemão de direita, “colocam você na capa… há muitos casos de profissionais da mídia alemã que perderam seus empregos após essas campanhas de difamação”, afirmou Goldmann.

Fonte: Fepal

TV Globo fica em penúltimo lugar em confiança de seus telejornais, segundo estudo Reuters/Oxford

O **Digital News Report 2024**, estudo realizado pelo Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo e pela Universidade de Oxford, revelou que a **TV Globo** ocupa a penúltima posição entre as marcas de jornalismo mais confiáveis no Brasil. Este levantamento coloca a emissora em uma posição de destaque negativa, especialmente considerando sua histórica liderança no cenário jornalístico nacional.

O estudo mostrou que o **SBT** mantém sua posição de líder pela **quarto ano consecutivo**, sendo considerado a marca de jornalismo mais confiável do Brasil. A pesquisa também apontou os **jornais locais** em segundo lugar, seguidos pela **Record** na terceira posição, e pela **Band** na quarta.

O **UOL** ficou na quinta posição, enquanto a **Rede Globo** ficou atrás de todas essas emissoras, ocupando o penúltimo lugar. A pesquisa ainda revelou que **Folha de S.Paulo**, **O Globo** e **O Estado de S. Paulo** ficaram empatados no último lugar.

O grande destaque do estudo foi o **SBT News**, que, sob a liderança de **Daniela Abravanel**, filha de Silvio Santos e atual presidente da emissora, manteve sua posição como a marca jornalística mais confiável por quatro anos consecutivos, uma conquista rara no cenário midiático brasileiro.

Fonte:

Depois da repercussão negativa, TJMT manda juízes devolverem ‘vale-ceia’ de R$ 10 mil

Foi empenhado quase R$ 100 milhões para o pagamento do ‘bônus de Natal’. Conforme a nova decisão, os magistrados deverão fazer a devolução imediata. Já os servidores devem pagar de forma parcelada.

O ‘vale-ceia’ no valor de R$ 10 mil pago a juízes e servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) deve ser devolvido aos cofres públicos após a decisão de suspensão por parte do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A determinação foi feita pela presidente do TJ, desembargadora Clarice Claudino da Silva, que havia assinado o pagamento do auxílio excepcional.

Dados do Portal Transparência apontam que um total de R$ 5 milhões foi depositado na conta dos magistrados, mesmo após o CNJ ter suspenso o pagamento do bônus de Natal no dia 19 de dezembro. Em contrapartida, a assessoria da Justiça alega que o valor pago aos juízes foi de R$ 3,2 milhões, que agora será devolvido.

Para os servidores, foi empenhado R$ 82,5 milhões para a concessão do auxílio de fim ano, conforme o Portal Transparência.

De acordo com a presidente do TJMT, quando o CNJ fez a intimação de suspensão do ‘vale-ceia’, o pagamento já havia sido operacionalizado e não foi possível efetivar o cumprimento.

“Os magistrados deverão devolver o valor, em parcela única, diretamente na conta do TJMT. Os procedimentos já foram encaminhados por e-mail. Em relação aos servidores, foi informado ao Corregedor Nacional de Justiça a proposta de pagamento parcelado, com desconto em folha”, explicou.

O TJMT informou ainda que está adotando as medidas administrativas necessárias para cumprimento da ordem de suspensão feita pelo CNJ.

Em 2023, no mesmo período, foi concedido um bônus de R$ 6,9 mil aos servidores e magistrados.

O 2° maior gasto do país

Um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com base nos dados de 2023, apontou que Mato Grosso é o segundo estado do país que mais gasta com a categoria. Por mês, cada magistrado gera um custo mensal de R$ 116 mil, o que coloca o estado atrás apenas a Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), com R$ 120,3 mil, e à frente do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), que registra R$ 111 mil.

O CNJ apontou que os três estados são os únicos no país onde o custo médio mensal por magistrado ultrapassa os R$ 100 mil, e vai em contrapartida com o teto constitucional, que é de R$ 44 mil, referente ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O Conselho explicou que o custo médio calculado inclui despesas como benefícios, encargos sociais, previdência, imposto de renda, diárias, passagens, indenizações e outros valores relacionados à atuação judicial. Esses custos não representam os salários dos magistrados, mas o gasto total da Justiça com cada profissional.

Fonte: G1

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