Operação prende donos de postos que adulteravam combustíveis

A operação Bomba Baixa identificou que entre os alvos estão administradores de postos de gasolina da rede GTB, que adulteravam combustíveis com metanol.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu nesta semana seis mandados de prisão contra pessoas envolvidas em um esquema de fraude em postos de combustíveis. Cinco dos denunciados já estão presos. 

A operação Bomba Baixa identificou que entre os alvos estão administradores de postos de gasolina da rede GTB, que adulteravam combustíveis com metanol, substância altamente tóxica e proibida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A denúncia foi oferecida à 20ª Vara Criminal da Capital contra nove pessoas por associação criminosa, corrupção ativa e passiva, e crimes contra as relações de consumo, ordem econômica, saúde pública e fraude metrológica, que é a instalação de dispositivos eletrônicos nas bombas para entregar volume menor do que o registrado. Segundo a investigação, o grupo adquiria combustíveis sem nota fiscal, corrompia agentes públicos para evitar autuações e manipulava os lacres das bombas para burlar as fiscalizações.

Entre 2017 e 2023, o grupo criminoso expandiu a rede para 60 postos de combustíveis. A investigação apontou que o capital social da GTB Brasil saltou de R$ 100 mil para R$ 3,9 milhões em apenas seis anos, o que demonstra o lucro por meio das práticas ilegais.

Metanol 

De acordo com os promotores de Justiça, o metanol era misturado ao etanol e à gasolina para reduzir custos, colocando em risco a saúde e a segurança dos consumidores. 

A substância é extremamente perigosa. Sua inalação ou contato prolongado pode causar cegueira, danos neurológicos e até a morte. Além disso, o metanol é altamente inflamável e sua combustão provoca uma chama invisível, dificultando o controle de incêndios.

Segundo o MPRJ, os principais postos de combustíveis citados na investigação são: 

Auto Posto de Serviços Elite de Madureira (Madureira)

Auto Posto do Trabalho Vila Valqueire (Vila Valqueire)

Auto Posto Coimbra da Vila São Luiz (Marechal Hermes)

Auto Posto Universidade Realengo (Realengo) 

Postos operados pela rede GTB (Gardênia Azul e Tanque – Jacarepaguá)

Posto de Abastecimento Aimee e Posto Flor do Mato Alto (Campo Grande e Guaratiba)

Posto Guerreiros de Caxias (Duque de Caxias)

Posto Enzo Queimados (Queimados)

Posto e Garagem Raja (Cascadura) 

Posto de Gasolina Braz de Pina (Brás de Pina)

Fonte: Correio do Brasil

Ataques israelenses em Gaza matam 12 palestinos em 24 horas

Fontes médicas relataram que militares israelenses atiraram na cabeça de um menor e feriram uma mulher nas costas

O exército israelense matou 12 palestinos nas últimas 24 horas na Faixa de Gaza, onde a situação continua se deteriorando devido ao bloqueio de 15 dias à entrada de ajuda humanitária.

Fontes médicas relataram que soldados atiraram na cabeça de um menor e feriram uma mulher nas costas ontem à noite na cidade de Beit Lahia, no norte do país.

Dois outros cidadãos foram mortos e vários outros ficaram feridos quando um drone bombardeou um grupo de civis na área de Jhar al-Dik, no centro da Faixa de Gaza, informou a agência de notícias oficial Wafa.

Na cidade de Rafah, no sul, um palestino foi baleado por soldados e outros oito ficaram feridos em um ataque de drone contra uma barraca na área de Al-Shakoush.

Mais cedo, nove pessoas, incluindo três jornalistas, foram mortas quando outro drone as atacou em Beit Lahia.

Segundo dados oficiais, desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 19 de janeiro, pelo menos 150 palestinos foram mortos em ataques israelenses no enclave costeiro.

O número total de mortos na agressão do país vizinho contra Gaza, que começou em outubro de 2023, ultrapassa 48.500, enquanto o número de feridos se aproxima de 112.000.

Fonte: Prensa Latina

STJ condena três desembargadores do TRT-1 por esquema de corrupção e propina

Magistrados foram sentenciados por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro; eles perderam os cargos públicos e serão afastados definitivamente

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou três desembargadores do Tribunal Regional da 1ª Região (TRT-1) por envolvimento em um esquema de corrupção, onde recebiam propinas para incluir empresas e organizações sociais em um plano especial de execução da Justiça do Trabalho.

Marcos Pinto da Cruz, José da Fonseca Martins Junior e Fernando Antonio Zorzenin da Silva foram sentenciados por associação criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro. Os três perderão os cargos públicos e serão afastados definitivamente.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) também acusava outro magistrado, Antonio Carlos de Azevedo Rodrigues, de participação no esquema, mas ele foi absolvido. No entanto, todos os quatro desembargadores seguem afastados do Tribunal.

A investigação revelou que as propinas eram pagas por meio de escritórios de advocacia indicados pelos desembargadores. O esquema beneficiava organizações sociais e empresas com dívidas trabalhistas, e os valores eram judicialmente destinados a quitar esses débitos, através da inclusão das entidades no plano especial de execução. Como contrapartida, as empresas contratavam os escritórios de advocacia sugeridos pelos magistrados, que repassavam parte dos honorários ao grupo criminoso.

Segundo a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, as provas apresentadas mostram que vantagens indevidas foram oferecidas ao ex-governador Wilson Witzel (PMB) e ao ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, com o intuito de desviar recursos públicos para interesses privados. Embora ambos estivessem inicialmente incluídos na denúncia, seus nomes foram retirados do processo devido ao foro privilegiado.

“O conjunto de provas carreadas aos autos demonstra a instalação de uma associação criminosa de altíssimo vulto no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, estruturada para a venda de decisões judiciais em troca de propina, com prejuízo para o erário e para inúmeros jurisdicionados”, afirmou a ministra Andrighi no julgamento.O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou três desembargadores do Tribunal Regional da 1ª Região (TRT-1) por envolvimento em um esquema de corrupção, onde recebiam propinas para incluir empresas e organizações sociais em um plano especial de execução da Justiça do Trabalho.

Marcos Pinto da Cruz, José da Fonseca Martins Junior e Fernando Antonio Zorzenin da Silva foram sentenciados por associação criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro. Os três perderão os cargos públicos e serão afastados definitivamente.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) também acusava outro magistrado, Antonio Carlos de Azevedo Rodrigues, de participação no esquema, mas ele foi absolvido. No entanto, todos os quatro desembargadores seguem afastados do Tribunal.

A investigação revelou que as propinas eram pagas por meio de escritórios de advocacia indicados pelos desembargadores. O esquema beneficiava organizações sociais e empresas com dívidas trabalhistas, e os valores eram judicialmente destinados a quitar esses débitos, através da inclusão das entidades no plano especial de execução. Como contrapartida, as empresas contratavam os escritórios de advocacia sugeridos pelos magistrados, que repassavam parte dos honorários ao grupo criminoso.

Segundo a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, as provas apresentadas mostram que vantagens indevidas foram oferecidas ao ex-governador Wilson Witzel (PMB) e ao ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, com o intuito de desviar recursos públicos para interesses privados. Embora ambos estivessem inicialmente incluídos na denúncia, seus nomes foram retirados do processo devido ao foro privilegiado.

“O conjunto de provas carreadas aos autos demonstra a instalação de uma associação criminosa de altíssimo vulto no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, estruturada para a venda de decisões judiciais em troca de propina, com prejuízo para o erário e para inúmeros jurisdicionados”, afirmou a ministra Andrighi no julgamento.

Fonte: InfoMoney

STF cassa mandato de deputada indígena bolsonarista e de mais seis parlamentares

O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou, nesta quinta-feira (13), os mandatos de sete deputados federais eleitos em 2022. A decisão foi baseada na inconstitucionalidade das regras utilizadas para a distribuição das sobras eleitorais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisou recalcular os votos para definir os novos parlamentares que assumirão os cargos.

Os parlamentares que perderam os mandatos são:

  • Sílvia Waiãpi (PL-AP)
  • Sonize Barbosa (PL-AP)
  • Professora Goreth (PDT-AP)
  • Augusto Puppio (MDB-AP)
  • Gilvan Máximo (Republicanos-DF)
  • Lebrão (União-RO)
  • Lázaro Botelho (PP-TO)

Mudanças nas regras das sobras eleitorais

Em fevereiro de 2024, o STF determinou que todos os candidatos e partidos poderiam concorrer às sobras eleitorais, derrubando exigências aprovadas em 2021. As regras anteriores restringiam a distribuição das sobras ao desempenho dos partidos e impunham um percentual mínimo de votação para os candidatos. A maioria dos ministros entendeu que esses filtros violavam o pluralismo político e a soberania popular.

Agora, o STF decidiu que a medida tem efeito retroativo, anulando as eleições de deputados que foram eleitos com base nas regras invalidadas. O julgamento contou com os votos favoráveis de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques, Flávio Dino, Dias Toffoli e Cristiano Zanin.

Ministros divergentes e argumentos

Os ministros Cármen Lúcia, Edson Fachin, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e André Mendonça divergiram, defendendo que a decisão deveria valer apenas para eleições futuras, sem impactar os mandatos já concedidos. Eles argumentaram que a Constituição impede a aplicação retroativa de mudanças no processo eleitoral dentro de um período de um ano antes da eleição.

O julgamento teve início em junho de 2024 no plenário virtual, mas foi reiniciado no plenário físico após um pedido de destaque do ministro André Mendonça. Na ocasião, alguns ministros anteciparam seus votos, consolidando a maioria.

Com a anulação dos mandatos, os seguintes candidatos serão empossados:

  • Professora Marcivânia (PCdoB-AP) substituirá Professora Goreth (PDT-AP)
  • Paulo Lemos (PSOL-AP) entrará no lugar de Silvia Waiãpi (PL-AP)
  • André Abdon (PP-AP) substituirá Sonize Barbosa (PL-AP)
  • Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) ocupará o cargo de Gilvan Máximo (Republicanos-DF)
  • Rafael Bento (Podemos-RO) entrará no lugar de Lebrão (União-RO)
  • Tiago Dimas (Podemos-TO) substituirá Lázaro Botelho (PP-TO)
  • Aline Gurgel (Republicanos-AP) assumirá a vaga de Augusto Puppio (MDB-AP)

Com a decisão, o TSE precisará oficializar as novas nomeações e garantir a transição dos mandatos, reforçando o respeito à decisão do STF sobre a constitucionalidade das regras eleitorais.

Fonte: DCM

Unicef denuncia que 90% dos palestinos em Gaza não têm acesso à água limpa

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) disse ontem que a grave escassez de água na Faixa de Gaza atingiu níveis críticos, observando que nove em cada dez pessoas não conseguem acessar água potável.

Rosália Bollen, uma autoridade da Univef em Gaza, disse que 600.000 pessoas que recuperaram o acesso à água potável em novembro de 2024 estão mais uma vez isoladas.

“É realmente vital para milhares de famílias e crianças restaurar essa conexão”, disse ela.

As agências da ONU estimam que 1,8 milhão de pessoas; mais da metade delas crianças, precisam urgentemente de água, saneamento e assistência de higiene.

A ONU diz que a situação se deteriorou ainda mais após a decisão de Israel no domingo de cortar a energia do enclave, interrompendo operações vitais de dessalinização.

Por sua vez, a Relatora Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos, Francesca Albanese, condenou a decisão de Israel, descrevendo-a como um aviso de genocídio.

“ALERTA DE GENOCÍDIO! Israel cortando o fornecimento de eletricidade para Gaza significa, entre outras coisas, nenhuma estação de dessalinização funcionando, ergo: nenhuma água limpa”, escreveu Albanese no X.

No domingo, o Ministro de Energia e Infraestrutura de Israel, Eli Cohen, decidiu interromper imediatamente o fornecimento de eletricidade para a Faixa de Gaza, uma decisão que o Hamas considerou uma continuação da guerra de extermínio de Tel Aviv contra Gaza.

Fonte: Monitor do Oriente

STF marca julgamento de Bolsonaro por trama golpista para 25/03

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 25 de março, às 9h30, o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o general Braga Netto e mais seis investigados pela trama golpista.

A data foi marcada pelo ministro na condição de presidente da Primeira Turma da Corte, colegiado que será responsável pelo julgamento.

Mais cedo, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, liberou a denúncia para julgamento após receber a manifestação favorável da PGR para tornar o ex-presidente e os demais acusados réus pelas acusações da trama golpista para impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os ministros da Primeira Turma vão decidir se os acusados vão responder a processo pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

A denúncia que será julgada envolve o núcleo 1 da investigação sobre a trama golpista. 

>> Veja abaixo a lista dos denunciados no núcleo 1:

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto (general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • General Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional);
  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin);
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal);
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha);
  • Paulo Sérgio Nogueira (general do Exército e ex-ministro da Defesa);
  • Mauro Cid (delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro).

Além da sessão marcada para a manhã do dia 25, a Primeira Turma reservou as sessões da tarde do mesmo dia e da manhã do dia 26 para a análise do caso.

Primeira Turma

O processo será julgado pela Primeira Turma do Supremo. O colegiado é composto pelo relator da denúncia, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado.

Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os outros acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF.

Fonte: Agência Brasil

Mulheres realizam ato contra impactos da mineração no Agreste de Alagoas

Jornada denuncia ação da Mineração Vale Verde em Craíbas e região na extração de cobre

Na manhã desta quinta-feira (13), cerca de 300 mulheres trabalhadoras rurais e urbanas realizam um ato de denúncia contra a Mineração Vale Verde, localizada no município de Craíbas, interior de Alagoas. A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, que ocorre entre os dias 11 e 13 de março em diversas regiões do Brasil, com o lema: “Agronegócio é violência e crime ambiental. A luta das mulheres é contra o capital”.

O ato denuncia que a atividade da mineração na região tem provocado impactos ambientais e sociais graves, incluindo contaminação de rios, morte precoce de animais, tremores de terra e rachaduras em casas. Os relatos dos moradores apontam também que explosões frequentes utilizadas no processo de extração mineral estão afetando diretamente comunidades vizinhas, trazendo insegurança para as famílias que vivem no território.

Precedentes de destruição e risco para as comunidades

A denúncia das mulheres alerta para os impactos já conhecidos da mineração no Brasil. Os desastres de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, provocados pela mineradora Vale, que deixaram milhares de pessoas desabrigadas, contaminaram rios e resultaram em mortes. Em Maceió, a exploração de sal-gema pela Braskem causou o afundamento de bairros inteiros, obrigando milhares de famílias a abandonarem suas casas. Agora, no Agreste alagoano, os sinais de destruição começam a se repetir.

Moradores da região relatam que o abastecimento de água já foi comprometido em alguns pontos devido à contaminação dos rios e que os animais estão adoecendo sem explicação. Além disso, há relatos de rachaduras em residências e medo crescente de desabamentos em função dos tremores de terra registrados nos últimos meses.

Para Ana da Hora, da Direção Nacional do MST, esse ato é um marco na luta contra os impactos da mineração em Alagoas e é fundamental para ampliar o debate com a sociedade. 

Esse é o primeiro ato organizado pelos movimentos populares denunciando publicamente o que está acontecendo em Craíbas. É um passo essencial para alertar a população sobre os danos da mineração e mostrar que precisamos urgentemente de outro modelo de desenvolvimento para o campo. A Reforma Agrária Popular é a saída para impedir que territórios camponeses sejam entregues nas mãos de grandes empresas que só enxergam a terra como fonte de lucro e destruição”, afirma.

A luta das mulheres em defesa da terra e da vida

Durante o ato, as mulheres reafirmam a necessidade de barrar os avanços da mineração predatória na região e defender a vida das populações atingidas. Além da denúncia contra os impactos ambientais da Mineração Vale Verde, a Jornada de Luta das Mulheres Sem Terra reforça a reivindicação por um modelo de desenvolvimento que garanta a permanência das famílias no campo com dignidade, com a produção de alimentos saudáveis e proteção dos bens comuns da natureza.

“A mineração está destruindo nossa terra, nossa água e comprometendo nossa saúde. Não podemos esperar o pior acontecer para agir. Estamos aqui para denunciar e exigir providências. Não aceitaremos que mais um desastre ambiental aconteça sem resistência”, afirmou uma moradora da região que se somou às manifestantes durante o ato.

A mobilização reforça o compromisso das mulheres Sem Terra com a luta por justiça social e ambiental. A Jornada segue sendo um espaço de resistência contra os impactos do capital sobre os territórios camponeses, fortalecendo a organização popular na defesa da Reforma Agrária Popular e da agroecologia como caminhos para um futuro sustentável.

A Mineração Vale Verde

Presente na região desde 2007, a Mineração Vale Verde tem o objetivo de realizar o “Projeto Serrote” no Agreste de Alagoas, para a abertura de uma mina a céu aberto para o beneficiamento e produção do concentrado de cobre para exportação, com investimento estimado em mais de R$ 700 milhões.

Fonte: MST

ONU conclui que ataques de Israel à saúde reprodutiva de Gaza configuram “atos genocidas”

Uma investigação das Nações Unidas concluiu que Israel cometeu “atos genocidas” na Faixa de Gaza ao destruir sistematicamente instalações de saúde sexual e reprodutiva. O relatório da Comissão de Investigação da ONU afirma que o país “atacou e destruiu de maneira intencional” o principal centro de fertilidade do território palestino e bloqueou a entrada de medicamentos essenciais para gravidez, parto e cuidados neonatais.

A comissão, presidida por Navi Pillay, ex-comissária da ONU para os Direitos Humanos, acusa Israel de promover a “destruição parcial da capacidade reprodutiva dos palestinos em Gaza como grupo através da destruição sistemática do sistema de saúde sexual e reprodutiva”.

Segundo os investigadores, essas ações se enquadram em duas das cinco categorias definidas pela Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio: a “submissão intencional do grupo a condições de existência que acarretem sua destruição física, total ou parcial” e a imposição de “medidas destinadas a impedir nascimentos no grupo”.

O relatório destaca a destruição de 4 mil embriões armazenados na principal clínica de fertilização in vitro de Gaza, bombardeada em dezembro de 2023.

A comissão afirma que não encontrou evidências confiáveis de uso militar da clínica e concluiu que o ataque foi intencional, caracterizando-o como “uma medida direcionada a impedir os nascimentos de palestinos em Gaza, o que é um ato genocida”.

A investigação também aborda o uso sistemático de violência sexual, reprodutiva e de gênero pelo exército israelense desde o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

A comissão organizou audiências públicas em Genebra para ouvir vítimas e testemunhas, concluindo que Israel estabeleceu mulheres e meninas civis como alvos diretos, atos que constituem crimes de guerra e contra a humanidade.

O relatório aponta que mulheres e meninas morreram devido a complicações relacionadas à gravidez e ao parto, agravadas pelas condições impostas pelas autoridades israelenses.

Esses atos são classificados como “um crime contra a humanidade de extermínio”. Além disso, a comissão denuncia práticas como forçar mulheres a se despirem em público, assédio sexual e ameaças de estupro, que fazem parte “dos procedimentos operacionais habituais” das forças israelenses em relação às palestinas.

Em resposta, Israel rejeitou veementemente as conclusões do relatório, acusando a comissão de trabalhar “com uma agenda política tendenciosa e pré-determinada (…) em uma tentativa sem vergonha de incriminar as Forças de Defesa de Israel”. O país negou as alegações de ataques intencionais a instalações civis e afirma que suas operações militares visam exclusivamente alvos do Hamas.

A comissão foi criada em maio de 2021 para investigar violações do direito internacional em Israel e nos Territórios Palestinos.

Fonte: DCM

Repressão contra aposentados e torcedores na Argentina deixa dezenas de feridos

Protesto exigiu aumento das aposentadorias, insuficientes para a cesta básica. Governo alega que manifestantes “vieram para matar”

Uma manifestação de aposentados e torcedores de futebol em Buenos Aires terminou em uma violenta repressão policial na quarta-feira (12), com ao menos 21 feridos e 124 pessoas detidas, informa a C5N. O protesto ocorria nos arredores do Congresso Nacional contra o ajuste econômico promovido pelo governo de Javier Milei, quando a polícia interveio de maneira agressiva. 

O operativo “antipiquete”, liderado pelo Ministério da Segurança, comandado por Patricia Bullrich, contou com a atuação de cerca de mil agentes de diferentes forças de segurança, equipados com armamento não letal, hidrantes e viaturas motorizadas. Manifestantes relataram que a violência policial começou por volta das 16h, quando grupos de aposentados e torcedores tentavam se aproximar da Avenida Rivadavia. O ataque da polícia incluiu empurrões, gás de pimenta e disparos de balas de borracha.

A repressão resultou em cenas de grande brutalidade. Um dos episódios mais chocantes envolveu uma aposentada, que foi violentamente atingida por um policial e sofreu um traumatismo craniano grave. O médico Jorge Rachid, que prestou atendimento à vítima, confirmou a gravidade da lesão e sua transferência imediata para um hospital.

Durante os confrontos, manifestantes reagiram erguendo barricadas e incendiando contêineres de lixo. Em meio ao caos, indivíduos não identificados atearam fogo em um patrulheiro e uma moto da polícia. A violência se intensificou ao longo da tarde, e a repressão se estendeu até a noite. Por volta das 21h, a polícia voltou a utilizar gás lacrimogêneo e realizar detenções durante um “panelaço” contra o governo.

A ministra Patricia Bullrich justificou a operação repressiva alegando que os manifestantes “vieram para matar” e acusou a presença de barrabravas (torcedores organizados violentos) financiados por setores políticos. Bullrich também declarou que armas foram apreendidas durante a ação e prometeu punir os responsáveis pelos distúrbios.

O chefe de gabinete Guillermo Francos reforçou o discurso governamental, afirmando que a mobilização fazia parte de uma tentativa de desestabilizar a administração Milei. Ele acusou setores políticos de manipular a presença de aposentados no ato para esconder o suposto envolvimento de organizações criminosas.

O protesto teve como principal reivindicação o aumento das aposentadorias, cujo valor mínimo atual é insuficiente para cobrir a cesta básica. O tratamento violento dado aos manifestantes gerou forte repúdio nas redes sociais e entre setores da oposição. O governo Milei, no entanto, segue defendendo ações duras contra mobilizações que classifica como “desordens públicas”.

A situação no país continua tensa, e novas manifestações já estão sendo convocadas para os próximos dias.

Fonte: Brasil 247

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