Flávio Bolsonaro é suspeito de receber financiamento de grupo dos EUA para eleição

Financiamento de grupo ligado a J. D. Vance pode ser maior escândalo da eleição

A denúncia vem de fonte suspeita: Renan Santos. O candidato do Missão está bradando aos quatro ventos que a campanha de Flávio Bolsonaro recebeu dinheiro do Rockbridge Network, uma rede de financiadores da extrema direita ligados ao Vale do Silício e que foi fundada pelo vice-presidente dos EUA, J. D. Vance. O principal interesse do grupo é organizar uma infraestrutura mundial para a evolução da IA, incluindo terras raras e data centers.  

Segundo Renan, dois empresários, chamados Tallis Gomes e Pedro Sang, são representantes da Rockbridge no Brasil e intermediariam os fundos. “Esses caras vieram para o Brasil e saíram oferecendo apoio a várias candidaturas: Flávio, antes tentaram o Tarcísio, e fecharam com o Flávio. Esses caras trabalham com muitas coisas, entre elas terras raras. Eles entraram na campanha do Flávio, naturalmente e ilegalmente”, afirmou Renan Santos.

Se fato, Renan está desesperado por atenção desde que viu a ascensão de Augusto Cury (Avante).

Mas graças ao site Amado Mundo, do jornalista Guilherme Amado, sabemos que pelo menos parte das acusações é verdade. E elas são graves, porque financiamento externo de campanha é proibido pela lei eleitoral. 

Segundo o site, o carioca Pedro Sang atua de fato dentro do comitê da campanha de Flávio Bolsonaro em São Paulo, em um casarão perto do parque Ibirapuera, na zona sul, onde despacha de uma sala no segundo andar. Pedro teria providenciado imóveis e infraestrutura ao local. A quem pergunta, ele se apresenta, segundo o Amado Mundo, como “Pedro da Rockbridge”. Pedro Sang reconheceu que é ligado ao Rockbridge, mas negou ser intermediador de fundos. 

Flávio mudou seu QG de campanha de Brasília para São Paulo no começo de julho. O objetivo propalado era facilitar viagens para Minas, Rio e Paraná e estar mais perto da Faria Lima.  

O especialista em direito eleitoral, advogado Fernando Neisser, afirma que “a entrada de recursos internacionais em campanha eleitoral no Brasil é absolutamente proibida, seja oriundos de pessoas físicas, cidadãos não brasileiros, seja por meio de empresas, de pessoas jurídicas”.

“É uma grave irregularidade, constitui abuso de poder econômico, que, se for comprovado, levaria à instauração de uma ação de investigação judicial eleitoral perante o TSE e, caso haja, como disse, prova suficiente, a condenação levaria à cassação do registro, do diploma ou do mandato, caso seja vencedor e isso aconteça depois das eleições, e a necessidade de convocação de novas eleições, além de acarretar a inelegibilidade de oito anos das pessoas consideradas responsáveis por esse ato de abuso de poder econômico”.

Para ele, “não faz diferença se esse pagamento é em dinheiro, se esse pagamento é em bens, como aluguéis, enfim, fornecimento de material, de insumos, ou no pagamento de serviços”. 

Ele alerta ainda para outra hipótese. Caso o trabalho de algum colaborador ou serviço seja pago por fora da campanha, isso poderia constituir Caixa 2.

Fundado em 2019 por J. D. Vance, vice-presidente dos Estados Unidos, e o empresário Chris Buskirk, o Rockbridge Network é tido como responsável pelo impulsionamento do vice para o círculo de Trump. O objetivo declarado de Buskirk é “transformar” o Partido Republicano. Editor do site American Greatness, ele diz ser a “voz da nova geração de conservadorismo americano” e que os conservadores dos EUA “perderam seu caminho”. Além dele, manteve durante anos um Podcast com as tais “novas vozes” do conservadorismo, entre elas Darren Beattie, que hoje é o principal aliado de Eduardo Bolsonaro no Departamento de Estado.  

Chris é um velho conhecido de Eduardo Bolsonaro. Em 17 de março de 2019, ambos estiveram presentes no jantar oferecido a Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro em Washington, às vésperas da primeira reunião do ex-presidente com Donald Trump. No jantar oferecido pelo embaixador Sérgio Amaral na residência oficial, Olavo de Carvalho, ainda vivo, foi o centro das atenções, recepcionado junto a estrelas hoje caídas do bolsonarismo, como general Heleno, o general Rego Barros e Filipe Martins. Mas, segundo relevou O Globo, Eduardo Bolsonaro deu atenção a Chris Buskirk e Steve Bannon, ao lado do ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. 

O Amado Mundo descobriu outras ligações diretas entre a turma do Rockbridge e a campanha de Flávio Bolsonaro. 

Um memorando chamado “Prosperity Partnership” elaborado por André Marinho, candidato do Partido Novo a governador do Rio de Janeiro e filho do suplente de Flávio Bolsonaro ao Senado, inclui diretrizes em inglês de como seria uma parceria do potencial governo de Flávio Bolsonaro com os Estados Unidos para exploração de minerais críticos e terras raras. Em suma, ele propõe o afastamento da China e um completo alinhamento com os EUA, notando que o tema destes minerais é considerado um tema de “segurança nacional” para os EUA. 

Os termos da apresentação são idênticos ao discurso feito por Flávio Bolsonaro no CPAC deste ano, que já tinham um tom de “pitch” de vendas para investidores, como apontei nesta coluna. O discurso aconteceu nove dias depois da elaboração do documento.     

André Marinho admitiu ser autor do documento mas nega que ele tenha sido apresentado a qualquer estrangeiro. Mas o Amado Mundo descobriu que, três semanas depois de elaborar o documento, Marinho esteve nos EUA com J. D. Vance. 

Marinho é irmão de Giulia Be, que é casada com Conor Kennedy, filho do secretário de Saúde do governo Donald Trump, Robert Kennedy Jr. O encontro com J. D. Vance teria sido articulado pelo cunhado. 

Procurado, Flávio não respondeu aos questionamentos do site Amado Mundo. 

Em meio a tantas revelações nas últimas semanas, todas elas tingidas de interferência nas eleições, é importante mantermos o foco no que de fato importa. Como já argumentei aqui nesta coluna algumas vezes, os EUA já interferiram de pelo menos 5 maneiras nas eleições brasileiras. Mas até agora nunca apareceu uma transferência de verbas ou bens diretamente para a campanha de Flávio Bolsonaro por grupos ou potências estrangeiras. 

Embora ainda não haja provas de que isso tenha de fato acontecido, a aliança com Rockbridge Network pode levar ao elo que falta para entendermos se o candidato do PL cometeu crime eleitoral na sanha de vencer a corrida para a presidência do país – e o que ele estava disposto a dar em troca.  

Fonte: A Pública

TCE-AL concede cautelar e impede uso de recursos da Saúde para hospital veterinário de Maceió

TCE-AL concede cautelar e impede uso de recursos do Fundo Municipal de Saúde para financiar hospital veterinário de Maceió

Decisão foi tomada pela maioria do Pleno do Tribunal de Contas, após representação que questionou a utilização de recursos do Fundo Municipal de Saúde para a manutenção da unidade veterinária

O Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE-AL) concedeu medida cautelar para impedir que a Prefeitura de Maceió utilize recursos do Fundo Municipal de Saúde para financiar a manutenção de um hospital veterinário. A decisão foi tomada pela maioria do Pleno, durante análise de representação apresentada no processo nº TC/34.000623/2026.

Ao analisar a representação, o Pleno do TCE-AL entendeu não ser possível a manutenção do hospital veterinário com recursos provenientes do Fundo Municipal de Saúde, determinando a suspensão da utilização dessas verbas para essa finalidade.

A medida cautelar tem caráter preventivo e busca assegurar que os recursos vinculados à área da saúde sejam aplicados de acordo com sua finalidade legal, enquanto o caso é analisado pelo Tribunal.

Com a decisão, o Município de Maceió será intimado para cumprir a determinação e apresentar os esclarecimentos e documentos considerados necessários.

As informações serão submetidas inicialmente à análise da área técnica do Tribunal e, posteriormente, encaminhadas ao relator do processo para prosseguimento da instrução e análise da matéria.

A decisão cautelar não encerra a análise do processo, que seguirá os trâmites regimentais no âmbito do TCE-AL.

Fonte: TCE/AL

Prédio bombardeado por Israel desaba e mata 5 recém-nascidos e 15 adultos em Gaza

Pelo menos 20 pessoas, entre as quais cinco bebês, morreram no desabamento de um prédio residencial de sete andares na Faixa de Gaza nesta quarta-feira (16), em uma estrutura que já se encontrava previamente danificada por um bombardeio israelense, informa a agência Reuters e a AFP.

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De acordo com informações divulgadas por Mahmoud Bassal, porta-voz da Defesa Civil do território palestino, mais de 10 famílias — totalizando cerca de 100 pessoas — estavam morando no local no momento do colapso. A busca por sobreviventes é dramática e ocorre sob condições extremas. “Os corpos de 20 mártires foram recuperados dos escombros de um prédio que desabou. Entre os mortos estão cinco bebês, enquanto dezenas de pessoas permanecem presas sob os escombros”, declarou Bassal à agência AFP.

Até o momento, 14 sobreviventes foram resgatados com ferimentos. Um vídeo obtido pela agência Reuters registra equipes de resgate tentando retirar um menino, aos prantos, de debaixo dos escombros. Apesar do cenário devastador, o diretor da Defesa Civil afirmou que ainda há esperança de encontrar mais pessoas com vida: “Ainda estamos ouvindo vozes vindas de debaixo dos escombros”.

O chefe do escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Gaza, Alessandro Mrakic, informou que agências da ONU estão participando dos esforços de socorro, mas alertou para a falta grave de estrutura. “A situação, como podem ver, é trágica porque não temos o equipamento e as máquinas necessárias. Por isso, há pessoas que estão a cavar com as próprias mãos. Há aproximadamente 400 edifícios com risco de desabamento. E sabemos que esses edifícios irão desabar, especialmente agora com a chegada do inverno”, lamentou.

Após o desastre, autoridades de Gaza voltaram a emitir alertas para que os moradores se mantenham afastados de prédios destruídos. O serviço de resgate local estima que cerca de 2 mil edifícios danificados pela guerra continuam sendo habitados por famílias. Nos últimos meses, diversos moradores relataram à Reuters que recorreram a imóveis parcialmente destruídos para se protegerem do vento e das tempestades, diante da falta de novas tendas para desabrigados.

A tragédia também foi comentada por Ramiz Alakbarov, coordenador humanitário da ONU para o território palestino, que ressaltou a gravidade da situação vivenciada pela população local. “A tragédia de hoje ressalta os graves riscos enfrentados pelas famílias que vivem nessas estruturas e a necessidade urgente de alternativas mais seguras. Ninguém deveria ter que arriscar a vida simplesmente para encontrar um abrigo seguro”, afirmou.

Fonte: Brasil 247

Ministros acusam Mendonça de ilegalidade; Dino pede vista e sessão do STF é suspensa

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) foi suspensa por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, e a decisão sobre a abertura ou não de uma investigação contra Alexandre de Moraes foi adiada.

Os ministros debateram e começaram a votação sobre uma questão de ordem para decidir se os casos de Alexandre de Moraes e de André Mendonça deveriam ser unidos.

A votação foi interrompida com quatro votos a favor de manter os casos separados (Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia) e três pela junção (Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin).

Antes de pedir vista do caso, o ministro Flávio Dino havia argumentado e apresentado voto favorável à fusão dos dois casos.

Com o pedido de vista, o caso fica suspenso por até 90 dias.

É possível que Flávio Dino devolva o caso em prazo menor, visto que o julgamento da abertura de inquérito contra André Mendonça está marcado para o dia 23 de setembro.

Durante a sessão, ministros acusaram André Mendonça de atuar ilegalmente para tumultuar as eleições e favorecer candidatos ligados à tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.

O ministro Moraes disse que toda a “acusação” contra ele foi montada com base em anotações no bloco de notas do celular de Daniel Vorcaro.

Alexandre de Moraes ainda contou ter testemunhas que afirmam que André Mendonça pressionou a Polícia Federal para que incluísse o nome de Moraes em uma delação premiada. Mendonça falou que isso é “mentira”.

Já o ministro Gilmar Mendes apontou que André Mendonça usou de forma “político-eleitoral” os inquéritos dos quais é relator, esperando o período eleitoral para pedir relatórios contra adversários do bolsonarismo, como Alexandre de Moraes.

Ao passo que preparou todo o caso contra Moraes, André Mendonça já teve reuniões secretas com Daniel Vorcaro fora do STF.

Fonte: Hora do Povo

Lula vence no primeiro turno na pesquisa espontânea da CNT/MDA

Lula tem 36,6%, e Flávio, 26,7% e os demais candidatos 8,5%

Pesquisa CNT/MDA indica que o presidente Lula (PT) lidera, no primeiro turno, as intenções de voto para a Presidência e mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL), em um eventual segundo turno.

Primeiro turno – espontânea
Pesquisa espontânea: quando não é apresentada ao entrevistado uma lista com os nome dos candidatos

Lula tem 36,6%, e Flávio, 26,7%. Indecisos chegam a 20,8% nessa modalidade em que o entrevistado responde sem ver uma lista de candidatos.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 36,6% (35,3% em agosto)
Flávio Bolsonaro (PL): 26,7% (22,4% em agosto)
Augusto Cury (Avante): 4,4% (menos de 1% em agosto)
Ronaldo Caiado (PSD): 1,6% (1,3% em agosto)
Renan Santos (Missão): 1,5% (0,7% em agosto)
Demais candidatos: menos de 1%
Branco/Nulo: 7,8% (6,5% em agosto)
Indecisos: 20,9% (31% em agosto)

Como foi feita a pesquisa
A 170ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião ouviu 2.002 pessoas entre 9 e 13 de setembro de 2026, em todas as regiões do país. A coleta foi presencial, em domicílios e pontos de fluxo, segundo a CNT e o Instituto MDA Pesquisa.

Pesquisa estimulada: quando é apresentada ao entrevistado uma lista com os nomes dos candidatos

Lula (PT): 40,6% (42,4% em agosto)
Flávio Bolsonaro (PL): 30,4% (28,7% em agosto)
Augusto Cury (Avante): 6% (1,2% em agosto)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (6% em agosto)
Renan Santos (Missão): 2,7% (2,8% em agosto)
Demais candidatos: menos de 2%
Branco/Nulo: 6% (6,8% em agosto)
Indecisos: 7,5% (7,2% em agosto)

Segundo turno
Em um eventual segundo turno, Lula marca 47,3%, e Flávio, 40%. A diferença entre os dois é de 7,3 pontos percentuais, menor do que na rodada de agosto, quando a distância era de nove pontos

Lula x Flávio Bolsonaro
Lula: 47,3% (48% em agosto)
Flávio Bolsonaro: 40% (39,1% em agosto)
Brancos e nulos: 10,2% (10,6% em agosto)
Indecisos: 2,5% (2,3% em agosto)

Fonte: Uol

PF aponta pedido de apoio do PCC a Vorcaro durante prisão em SP

Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que integrantes da “Turma” buscaram proteção para o ex-banqueiro junto a contatos ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital

Integrantes da chamada “Turma”, grupo investigado pela Polícia Federal por suspeita de atuar em ações clandestinas relacionadas ao caso Banco Master, teriam buscado apoio do PCC para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro durante o período em que o ex-banqueiro permaneceu preso em São Paulo. As  conversas mostram uma tentativa de acionar integrantes da facção para prestar assistência a Vorcaro dentro da unidade prisional. O relato foi divulgado nesta segunda-feira (14) na coluna de Natália Portinari, no Portal Uol. 

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça retirou o sigilo do caso Master, o que revelou novos detalhes das investigações. Os diálogos envolveram Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, e Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo Dom, bicheiro do Rio de Janeiro apontado pela investigação como integrante da “Turma” e destinatário de recursos de Vorcaro. As mensagens datam de novembro de 2025, quando o ex-controlador do Banco Master estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos (SP).

O ex-banqueiro foi detido em 17 de novembro de 2025 pela Polícia Federal e transferido para o CDP sete dias depois. Em 29 de novembro, ele deixou a prisão mediante uso de tornozeleira eletrônica, mas voltou a ser preso. Em 5 de março de 2026, Vorcaro foi para a Penitenciária II de Potim (SP). No dia seguinte, ele deixou o estado para cumprir pena no Distrito Federal após investigadores apontarem risco de interferência nas apurações da Compliance Zero, da PF, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras.

A documentação analisada pela PF sobre o suposto elo entre Vorcaro e o PCC registrou uma mensagem atribuída a Mourão na qual ele apresenta Vorcaro como alguém próximo ao grupo e pede apoio para o empresário. “Ele é amigo nosso e apoia nossa quadrilha e a nossa regional (da facção) em diversos sentidos”, diz uma das mensagens atribuídas a Sicário.

Considerado uma espécie de “braço direito” de Vorcaro, Sicário tentou suicídio numa cela penitenciária em Minas Gerais. Conforme investigadores, o ajudante do ex-banqueiro seria responsável pelo monitoramento e obtenção de informações sigilosas de pessoas consideradas adversárias dos interesses do empresário.

Presente em mais de 20 estados brasileiros, o PCC nasceu no estado de São Paulo em 1993 e é a principal facção criminosa do Brasil junto com o Comando Vermelho (CV), que nasceu no estado do Rio de Janeiro durante os anos 80. 

Grupo discutiu contato com liderança em São Paulo

Nas conversas, Manolo demonstrou preocupação com a adaptação de Vorcaro ao ambiente prisional. Ele afirmou que poderia procurar contatos em São Paulo para buscar apoio ao ex-banqueiro. “Se precisar eu dou um pulo em São Paulo e vou falar com os caras do meu ramo de lá. Eles vai direto no 01 do time. 3 letras”, escreveu Manolo.

Em outro momento, ele enviou um áudio no qual comentou a reação de Vorcaro à prisão. “Eu tava olhando aqui, negócio de medo dele né, que ele deu chilique e o caralho… Isso é normal porque, porra, moleque não é do teu mundo né, não é do meu mundo. O negócio dele é ver estrela porra”, afirmou.

Segundo o conteúdo analisado pela Polícia Federal, Manolo também disse que conhecia o “01” de São Paulo, expressão que, no contexto das mensagens, aparentemente fazia referência a uma liderança regional do grupo criminoso. Ele afirmou que pretendia pedir que essa pessoa orientasse outros presos sobre Vorcaro.

A intenção, segundo a mensagem, era avisar que “esse amigo que tá lá é amigo, é parceiro, pra dar uma assistência pro moleque lá dentro, entendeu?”. “Aí o partido, aí o resultado vem de cima”, acrescentou Manolo.

Mensagem citava a “sintonia Tiradentes”

Após a conversa, Mourão redigiu uma mensagem que, segundo o relatório, seria encaminhada a contatos ligados ao PCC e também alcançaria Vorcaro na prisão. “No envio sintonia Tiradentes”, aparece no cabeçalho da comunicação. O PCC utiliza o termo “sintonia” para identificar estruturas internas de comando e organização.

Na sequência, Mourão escreveu: “Nós da Tiradentes estamos enviando esse breve, para pedir um apoio para o companheiro Daniel Bueno Vorcaro, que se encontra no R.O. da unidade, ele é amigo nosso e apoia a nossa quadrilha e a nossa regional”.

Depois de receber o texto, Manolo encaminhou a mensagem a um advogado e pediu que ele a levasse a contatos ligados ao crime organizado, conforme o relatório da PF citado pelo UOL.

O advogado perguntou em qual unidade Vorcaro estava e disse que poderia “entrar” no caso, mas precisava receber instruções. Manolo respondeu: “Ainda não. Primeiro ele tem que entender que tem uma força por trás que pode ajudar ele”.

PF registrou transferência de R$ 10 mil a advogado

Segundo a investigação, Manolo transferiu R$ 10 mil ao advogado na tarde seguinte à troca de mensagens. No mesmo período, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu habeas corpus a Vorcaro. O ex-banqueiro deixou a prisão após a decisão.

O relatório não afirma de forma conclusiva que a articulação descrita nas mensagens resultou efetivamente em proteção por integrantes do PCC dentro da prisão. A PF avalia que os diálogos podem indicar uma tentativa de mobilizar pessoas ligadas à facção em favor de Vorcaro.

Mourão também mencionou contato com autoridade penitenciária

As mensagens ainda mostram que Mourão afirmou que tentaria procurar o secretário de Administração Penitenciária de São Paulo. O relatório da Polícia Federal não concluiu se ele efetivamente realizou esse contato. Manolo permanece preso e é investigado por suspeita de organizar ações violentas atribuídas pela PF a ordens de Vorcaro.

Mourão morreu após uma tentativa de suicídio depois de ter sido preso preventivamente pela Polícia Federal, segundo informações citadas pelo UOL e por relatório policial. A apuração sobre as conversas integra o conjunto de investigações relacionadas ao Banco Master, aos negócios de Daniel Vorcaro e à atuação de pessoas apontadas pela Polícia Federal como integrantes da chamada “Turma”.

Esquema do Master

Criada em 2024, a Operação Compliance Zero investiga a suspeita de que instituições do Sistema Financeiro Nacional tenham emitido títulos de crédito fraudulentos. De acordo com a apuração, essas empresas teriam lançado operações de crédito inexistentes, simulando empréstimos e outros valores a receber. Após a validação contábil pelo Banco Central, esses créditos e títulos de dívida suspeitos eram substituídos por outros ativos sem a análise técnica adequada.

O Banco Master obtinha recursos por meio da emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), aplicações de renda fixa com remuneração definida antecipadamente. Esse investimento costuma ser visto como seguro porque conta com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Sob o controle de Daniel Vorcaro, o banco oferecia rendimentos muito superiores aos praticados no mercado. Enquanto instituições costumam pagar CDBs próximos de 100% da taxa de juros de referência, o Master chegou a oferecer rentabilidade de até 140%. Essa política aumentava o risco para os credores e fazia com que parte de uma eventual perda fosse absorvida pelo FGC.

Na prática, o investidor empresta dinheiro à instituição financeira e recebe, no vencimento, o valor aplicado acrescido dos juros contratados. O Master emitiu R$ 50 bilhões em CDBs com remuneração acima das taxas de mercado sem demonstrar que possuía liquidez suficiente para pagar esses papéis no futuro.

Para sustentar uma aparência de solidez financeira, o banco teria registrado aplicações em ativos inexistentes e comprado créditos de uma empresa sem capacidade de honrar suas dívidas. Depois, teria repassado esses créditos ao BRB, que desembolsou R$ 12,2 bilhões sem a documentação necessária. Segundo as investigações, a operação ajudou a reforçar artificialmente o caixa do Master.

Fonte: Brasil 247

O dinheiro dos aposentados e o ex-prefeito JHC no caso Iprev e Banco Master

Documentos da PF e da Justiça, liberados após a queda do sigilo no STF, mostram que milhões dos servidores de Maceió foram parar no Master

Entre dezembro de 2023 e maio de 2024, enquanto JHC comandava a Prefeitura de Maceió, o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do município (Iprev) despejou cifras milionárias em Letras Financeiras do Banco Master.

A Justiça fala em R$ 97 milhões, e peças da disputa eleitoral mencionam até R$ 117 milhões. O Master viria a ser liquidado extrajudicialmente, culminando na prisão de seu controlador. O dinheiro do Iprev não era do prefeito nem do banco. Era a poupança previdenciária de milhares de servidores e aposentados da capital alagoana.

A representação da Polícia Federal (PF), hoje nos autos remetidos ao Supremo Tribunal Federal (STF), descreve operação cercada de supostas irregularidades. Segundo auditoria da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência, os aportes foram feitos em desacordo com a Política Anual de Investimentos do próprio instituto, concentraram cerca de 20% de todo o patrimônio líquido do fundo em um único emissor e careciam de fundamentação técnica nas autorizações de aplicação.

A PF aponta ainda que o Banco Master foi favorecido já em 2023, com R$ 80 milhões, mesmo sem constar de lista de autorização do Ministério da Previdência. O Iprev deixou de credenciar outras instituições financeiras habilitadas. A sessão do Conselho de Administração que aprovou a política de investimentos de 2024 não tinha quórum, e os gestores dispunham de elementos suficientes para perceber a falta de solvência do banco.

A consultoria que assessorava o instituto já havia sido instrumento de esquema análogo investigado na Operação Rebote, e seu diretor tem condenação por modus operandi semelhante. Mesmo assim, seguiu orientando o fundo dos servidores de Maceió.

É aqui que a figura de JHC entra nos autos. Os alvos das medidas cautelares pedidas pela PF, entre as quais busca e apreensão, afastamento de função pública e sequestro de bens, são os dirigentes e técnicos do Iprev e da consultoria. Na lista, um então diretor-presidente do instituto, colocado no cargo por JHC, como registrou a propaganda eleitoral que originou a disputa judicial, além de um conselheiro do Iprev alçado a secretário municipal de Fazenda e o atual presidente do instituto.

Mas a decisão da 13ª Vara Federal de Alagoas, assinada em 18 de março de 2026, foi além dos subordinados. Ao acolher manifestação do Ministério Público Federal, o magistrado consignou o “possível envolvimento” do então prefeito e registrou que os elementos colhidos indicam que JHC “figura como responsável legal da unidade gestora perante o Ministério da Previdência Social e possui poder direto de nomeação e exoneração da cúpula do IPREV Maceió”. Em outras palavras, o responsável pelo fundo era o prefeito, e era ele quem escolhia e podia demitir, a qualquer momento, os gestores que fizeram as aplicações.

Foi justamente essa posição de JHC, somada ao foro por prerrogativa de função, que levou o juiz a declinar da competência e remeter todo o caso, incluindo o inquérito e as duas representações criminais, ao Supremo Tribunal Federal, para tramitar junto ao chamado Caso Banco Master. O STF terá de dar palavra final sobre o caso, segundo apurou a coluna na Corte.

Durante meses esses documentos permaneceram sob sigilo, período em que a coligação de JHC, hoje candidato ao Governo de Alagoas, moveu ações contra o adversário Renan Filho (MDB) e contra ao menos 16 portais de notícias que repercutiram o caso, obtendo remoções de vídeos e reportagens.

O quadro mudou na última sexta-feira (11/9), quando o ministro relator do caso no STF levantou o sigilo dos autos. Logo após a quebra do sigilo, que havia confirmado presença no debate da Band entre os candidatos ao governo de Alagoas, não compareceu ao encontro. No sábado (12/9), o TRE-AL ainda concedeu à coligação de JHC 21 inserções de direito de resposta contra a propaganda “Escândalo do Banco Master”, de Renan Filho, sob o argumento de que a investigação não individualizava o ex-prefeito.

Neste domingo (13/9), porém, às 15h26, o próprio relator no TRE-AL suspendeu a veiculação das inserções de JHC. Os documentos tornados públicos, justamente a decisão federal que registra o “possível envolvimento” e a condição de responsável legal, “guardam relação direta” com a premissa da decisão anterior, escreveu o magistrado, remetendo a questão ao plenário da Corte.

Na prática, a blindagem construída em torno do nome do candidato começou a ruir com a publicidade dos autos. O que antes era tratado como associação “sem suporte factual” agora terá de ser reavaliado à luz do que a própria Justiça escreveu sobre o papel do ex-prefeito.

JHC não é, até aqui, formalmente investigado, mas era o responsável legal pelo fundo perante o Ministério da Previdência, nomeou a cúpula que fez as aplicações hoje sob suspeita de gestão fraudulenta, tinha o poder de exonerá-la a qualquer tempo, e a Justiça Federal registrou seu “possível envolvimento” ao mandar o caso para o Supremo.

Caberá ao STF dizer se essa responsabilidade administrativa e política se converte em responsabilidade penal, valendo, até lá, a presunção de inocência de todos os citados.

O QUE DIZ JHC

Procurado neste domingo (13/9), o candidato JHC afirmou que “não é investigado no caso envolvendo investimentos do Maceió Previdência”. “Os investimentos foram realizados pelo instituto, que possui autonomia administrativa e financeira para gerir os recursos. Em julho, aliás, uma decisão da Justiça determinou a retirada de JHC de ação relacionada ao tema por entender que o ex-prefeito de Maceió não participou nem teve ingerência sobre tais aportes. É preciso informar ainda que qualquer tribunal de Justiça só passa a investigar uma pessoa se provocada pela polícia judiciária ou Ministério Público.  A não participação de JHC em sabatina no sábado deve-se ao fato de ele ter assumido compromissos no interior do estado”.

Fonte: Metrópoles

Depois de destruir Gaza, Israel ataca sistematicamente os palestinos na Cisjordânia

Um relatório apresentado pela organização israelense de direitos humanos B’Tselem acusa Israel de promover “ataques sistemáticos e generalizados contra as condições necessárias para a existência coletiva dos palestinos na Cisjordânia”.

O documento, intitulado “Projeto Eliminação” e divulgado em reportagem do diário britânico The Guardian, afirma que as medidas adotadas nos últimos meses pelo governo sionista encabeçado pelo premiê Benjamin Netanyahu “está intensificando drasticamente seus ataques a todos os aspectos da vida dos palestinos em seu território”.

O relatório também descreve que as ações impulsionadas por Israel seguem “uma lógica organizadora coerente”, envolvendo: medidas de intimidação à população local, restrições de movimento de civis, estrangulamento econômico de negócios locais, destruição das entidades de organização social e política, e, finalmente, de ocupação dos territórios.

De acordo com o documento, desde outubro de 2023 – ou seja, em paralelo ao massacre também realizado por Israel contra o território palestino da Faixa de Gaza –, 1.107 palestinos foram mortos pelas forças de Israel na Cisjordânia. Ademais, as políticas implementadas por Tel Aviv estariam “criando uma realidade na qual milhões de palestinos vivem em constante temor pela violência militar e civil israelense”.

“As comunidades palestinas estão sendo expulsas e eliminadas, em um processo acelerado de limpeza étnica, enquanto uma presença israelense cada vez maior se estabelece em seu lugar, na forma de assentamentos, postos avançados, fazendas e infraestrutura civil exclusiva para judeus”, diz um trecho do documento produzido pela B’Tselem.

A organização também descreve as medidas como “o avanço mais abrangente das políticas de opressão às populações palestinas residentes na Cisjordânia desde 1989”. O período mencionado inclui os últimos meses da Primeira Intifada, revolta popular e massiva dos palestinos contra a ocupação israelense, que durou entre dezembro de 1987 e julho de 1989, no qual 263 palestinos foram mortos e 4.650 ficaram feridos apenas na Cisjordânia, segundo estatísticas de organizações locais.

Fonte: Ópera Mundi

Alvo da PF, Cezinha de Madureira intermediou reunião entre Vorcaro e André Mendonça

Deputado investigado por negociar decisões judiciais articulou encontro de duas horas entre dono do Banco Master e ministro do STF

A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (14), a terceira fase da Operação Transparência, tendo como um de seus principais alvos o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), em uma ação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar esquemas de corrupção e negociação de decisões judiciais.

A decisão que autorizou a ofensiva policial foi proferida pelo ministro Flávio Dino, com o objetivo de investigar a possível prática dos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ao todo, agentes da Polícia Federal cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no estado de São Paulo.

Segundo a PF, esta etapa da operação é um desdobramento direto de investigações iniciadas em dezembro de 2025 para apurar irregularidades na alocação de emendas parlamentares. No decorrer da apuração, os investigadores identificaram que integrantes do grupo negociaram com terceiros o pagamento de valores expressivos, condicionados ao resultado favorável de processos em andamento, sob o pretexto de influir em decisões judiciais. A Polícia Federal fez questão de ressaltar que, até o momento, não há elementos que apontem para a participação de magistrados ou integrantes do Poder Judiciário nos fatos investigados.

Cezinha de Madureira, que é amigo e aliado próximo do ministro André Mendonça, do STF, é o mesmo parlamentar que atuou diretamente como ponte para viabilizar um encontro secreto entre o dono do Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro, e o próprio magistrado da Corte.

Mensagens, áudios e registros de deslocamento obtidos no dispositivo móvel de Vorcaro comprovam que a articulação conduzida por Cezinha culminou em uma reunião presencial realizada no dia 14 de março de 2025, na capital paulista. As tratativas foram intensificadas na véspera, em 13 de março, quando o deputado enviou uma mensagem ao banqueiro confirmando o compromisso com o magistrado: “Amanhã sexta-feira 17:00 com ministro André em São Paulo”. Logo na sequência, o parlamentar indicou o endereço exato: Alameda Santos, número 647, 16º andar. Vorcaro respondeu com “Show” e “Marcado”, ao passo que Cezinha reforçou sua presença: “Estarei lá para te receber”, reiterando o horário: “Amanhã sexta-feira 14 às 17:00”.

Liderança destacada da Assembleia de Deus do Ministério de Madureira e figura influente na Frente Parlamentar Evangélica, Cezinha de Madureira mantém forte proximidade política e religiosa com André Mendonça. O ministro, que é pastor presbiteriano, teve sua indicação ao STF promovida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro sob a premissa de indicar um nome “terrivelmente evangélico” ao tribunal. Os dados extraídos do celular mostram que a atuação do deputado foi além da ponte de contatos: envolveu o relato prévio ao ministro sobre as dificuldades enfrentadas pelo Banco Master perante o Banco Central, além do planejamento logístico detalhado do encontro em São Paulo.

No dia da reunião, 14 de março de 2025, o deslocamento de Vorcaro ocorreu com monitoramento em tempo real entre as partes. Às 16h37, o banqueiro escreveu ao parlamentar: “Fala amigo”, informando três segundos depois: “Estou a caminho”. Após uma chamada telefônica de 20 segundos entre ambos, Cezinha enviou mensagem às 16h43 confirmando a chegada do magistrado: “Ministro já está te esperando”.

As instruções repassadas por Vorcaro ao seu motorista particular corroboram integralmente a cronologia do trajeto. Às 16h30, minutos antes de comunicar ao deputado que estava saindo, o banqueiro encaminhou ao funcionário o endereço fornecido por Cezinha: Alameda Santos, 647, 16º andar, ordenando: “Descendo” e “Vamos nesse endereço”, obtendo o ciente do motorista (“Ok dr”). Às 18h40, Vorcaro voltou a acionar o motorista informando que estava “Saindo”. O cruzamento dos horários confirma que o empresário permaneceu no local por cerca de duas horas.

O local escolhido para a audiência privada não foi o edifício-sede do STF, em Brasília, tampouco o gabinete parlamentar do deputado ou o escritório corporativo do Banco Master. No endereço indicado funciona o Instituto ITER, instituição de ensino focada em cursos de aperfeiçoamento profissional fundada pelo ministro André Mendonça em 2023.

A realização de um compromisso de duas horas em um espaço privado levanta questionamentos sobre a transparência da agenda oficial do magistrado, uma vez que a reunião com o banqueiro não constava em seus registros públicos, assim como não foram divulgadas atas, gravações ou a lista de presença dos participantes.

Apesar de os documentos comprovarem a intermediação exercida por Cezinha de Madureira, o relato das pendências junto ao Banco Central e a efetiva realização do encontro privado em São Paulo, o material obtido até o momento não traz indícios de pedidos de favores ilícitos ou de que o ministro André Mendonça tenha intervindo formalmente junto ao Banco Central ou proferido decisões judiciais para favorecer o Banco Master.

Fonte: Brasil 247

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