DCM revela conexões de Nikolas Ferreira com a Máfia dos Combustíveis

Uma investigação do DCM revela ligações entre as campanhas eleitorais de Nikolas Ferreira a cartéis de combustíveis, indivíduos condenados e investigados por crimes econômicos e fraudes fiscais em Minas Gerais.

Por trás da trajetória meteórica de Nikolas Ferreira, da favela Cabana do Pai Tomás em Belo Horizonte ao Congresso Nacional em Brasília, parece ocultar-se muito mais que um suposto fenômeno de redes sociais.

Enquanto a ultradireita o celebra como prova de meritocracia de um jovem de periferia e a esquerda atribui sua ascensão ao poder da ultradireita nas redes sociais, as conexões que apadrinharam Nikolas Ferreira permanecem ofuscadas por explicações óbvias.

Uma extensa investigação do DCM envolvendo fontes, documentos eleitorais, judiciais e contratos privados do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) revela uma rede de relações com indivíduos envolvidos em atividades ilícitas/ em Minas Gerais na sua ascensão politica.

De partida, o maior doador individual da campanha de Nikolas Ferreira é Ronosalto Pereira Neves, empresário do grupo varejista Mart Minas, que confessou envolvimento em esquema de repasses ilícitos relacionados ao ex-senador Aécio Neves e à JBS. Investigado em 2018 na Operação Ross da Polícia Federal.

Ronosalto admitiu ter realizado uma “transação financeira” a pedido de Joesley Batista que gerou R$ 1,1 milhão em dinheiro vivo—montante retirado diretamente em sua empresa por gerente da JBS, conforme reportagem do jornal O Globo.

Mas essa não é a única aliança obscura em sua ascensão política. Em suas campanhas eleitorais, Nikolas Ferreira utilizou-se repetidamente de endereços e infraestrutura fantasma de um arranjo societário com várias empresas condenadas por ilícitos contra a ordem econômica na maior operação contra cartéis de postos de combustíveis da história de Minas Gerais.

A Operação Mão Invisível resultou na condenação em 2019 de diversas empresas desse grupo no esquema que ficou conhecido como “Máfia do Combustível”: uma rede corporativa ilícita envolvida em cartel, fraudes, manipulação de preços, sonegação fiscal e outras operações ilegais.

Seus sócios também foram autuados pessoalmente por fraudes fiscais pelo Conselho de Contribuintes de Minas Gerais e por uma série de ilícitos, incluindo manipulação de bombas de combustíveis, sonegação de impostos, fraude de livros contábeis e fiscais, gerenciamento de caixa oculto entre outros ilicitos.

Para além destas condenações, os mesmos indivíduos se encontram atualmente também sob investigação criminal, sob sigilo do Ministério Público de Minas Gerais.

Comitês Eleitorais em Postos de Gasolina Fantasmas

Documentos de prestação de contas eleitorais e contratos privados revelam que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) estruturou suas campanhas de 2020 para vereador e de 2022 para deputado federal em um endereço peculiar em Belo Horizonte: Avenida Silva Lobo, 667.

Trata-se de um posto de gasolina desativado há anos, uma espécie de lote abandonado em estado de evidente deterioração e sem qualquer infraestrutura. Em 2022, junto com o deputado estadual Bruno Engler (PL-MG), Nikolas inaugura ali o que chamaram de “QG Bolsonaro”, a sede de suas campanhas.

Esse espaço que pertenceu ao antigo posto Jéssica. Desde 2013, encontra-se registrado formalmente como um novo posto: o Veneto Comércio de Combustíveis Ltda (CNPJ 19.446.904/0001-73), com atividade econômica declarada de “comércio varejista de combustíveis”. Entretanto, desde seu novo registro, o posto Veneto nunca chegou a operar, constando somente em contratos sociais e registros junto a Receita.

“Este posto nunca funcionou realmente, existindo apenas a estrutura física completamente desativada e abandonada, inclusive sem bombas. Qualquer morador da região sabe disso. Esse registro era só no papel para alguma finalidade que desconhecemos, ” relatou uma das fontes ao DCM.

Ligações com a Máfia dos Combustíveis

Ao investigar quem são os proprietários do Posto Veneto cedido a Nikolas em todas as suas campanhas, tem-se algo mais perturbador que um posto inativo/fantasma: os sócios da Du Pape Empreendimentos.

Uma série de documentos oficiais de órgãos de controle demonstra que o “grupo empresarial” proprietário da Du Pape Empreendimentos S.A., controlado por Ciro Augusto Bergomi Picarro e Augusto Joaquim Picarro, acumula histórico consistente de práticas ilícitas organizadas no mercado de combustíveis em Minas Gerais, envolvendo desde fraude fiscal, manipulação fraudulenta de bombas de gasolina e caixas clandestinos.

Documentos da Advocacia-Geral da União e do CADE revelam que outros postos ativos controlados na atualidade pelos sócios da Du Pape — o Posto Fórum Ltda (CNPJ 02.879.461/0001-01), o Posto Floramar Ltda (CNPJ 20.159.968/0001-72) e o Posto Brilhante Ltda (CNPJ 25.822.974/0001-81) — foram alvos da Operação Mão Invisível, condenados por formação de cartel, uma das infrações mais graves à ordem econômica.

A Operação, de magnitude sem precedentes em Minas Gerais, foi deflagrada pela força-tarefa da Polícia Federal, Ministério Público de Minas Gerais, Agência Nacional do Petróleo e CADE.

Não se sabe se os sócios da Du Pape eram os proprietários originais desses três postos à época da condenação ou se adquiriram deliberadamente CNPJs já investigados por cartel — hipótese que também levantaria questionamentos, pois, no direito brasileiro, a sucessão empresarial implica a transferência de passivos e dos efeitos administrativos e civis da condenação — incluindo multas, sanções econômicas e restrições impostas por órgãos como CADE, ANP ou pelo fisco estadual.

Assim, a transferência de CNPJs, aquisições e reorganizações societárias nesse contexto poderia eventualmente indicar aparente finalidade de ocultação.

Contudo, a Procuradoria Federal Especializada junto ao CADE concluiu a existência de “cartel hardcore“: uma formação de crime econômico organizada, estável e coordenada de manipulação de preços, com monitoramento e punição de quem não obedecia às regras sob risco de represálias comerciais ou isolamento no abastecimento, atuando com práticas típicas comumente associadas ao crime organizado; arranjos societários de faixada que operam por práticas corporativas ilícitas. É a partir dessa rede corporativa ilícita, segundo registros públicos e documentos de campanha, que Nikolas Ferreira estruturou toda suas bases eleitorais.

 O processo CADE nº 08700.010769/2014-64, em 2019, impôs multas a esses três postos de combustíveis de Belo Horizonte por infração à ordem econômica e cartelização de preços.

Fonte: DCM

Flávio Dino determina campanha para combater desvios de emendas

Decisão do ministro do STF prevê divulgação em TV, internet e canais públicos para que cidadãos acompanhem execução e fiscalizem recursos

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta segunda-feira (27), que o governo federal promova campanha publicitária sobre transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares. Trata-se de campanha obrigatória, com linguagem acessível.

A veiculação ocorrerá entre dezembro de 2025 e março de 2026 em emissoras comerciais, públicas e canais digitais do governo, incluindo as TV Senado, Câmara e Justiça.

Segundo a decisão, a linguagem da campanha deve ser simples e acessível, com informações sobre como acessar e acompanhar a execução dos recursos federais, além de estimular a denúncia de eventuais irregularidades.

TRANSPARÊNCIA

Flávio Dino, relator de ações no STF que contestam a falta de transparência em recursos destinados pelos parlamentares aos chamados “redutos eleitorais”, enfatizou que a medida busca garantir ao cidadão a possibilidade real de fiscalização.

Na decisão, o ministro escreveu:

“Impõe-se um esforço consistente de letramento digital, capaz de reduzir a assimetria informacional que exclui aqueles que não dominam os meios de busca, sob pena de a transparência permanecer meramente formal e inoperante como instrumento de controle democrático.”

Ou seja, não basta disponibilizar informações; é necessário que essas sejam compreensíveis e acessíveis a toda a população, a fim de fortalecer a participação cidadã na fiscalização dos recursos públicos.

DESDOBRAMENTOS

A decisão de Dino é desdobramento de audiência recente, na qual TCU (Tribunal de Contas da União), CGU (Controladoria-Geral da União), Ministério da Gestão e AGU (Advocacia-Geral da União) apresentaram novos instrumentos para aumentar a transparência das emendas parlamentares federais, em cumprimento a determinações do STF.

A medida se fundamenta nos princípios da publicidade e do direito de acesso à informação, e reforça a necessidade de que os cidadãos consigam localizar, compreender e utilizar dados sobre repasses realizados por deputados e senadores.

IMPACTO ESPERADO

Com a campanha, espera-se que o público:

• Conheça os canais de acesso aos dados das emendas;

• Acompanhe a execução dos recursos; e

• Participe ativamente na fiscalização e denúncia de irregularidades.

O esforço faz parte de estratégia mais ampla de fortalecimento da transparência e controle social sobre recursos públicos, alinhada a princípios democráticos consagrados na Constituição.

Fonte: Hora do Povo

Autoridades venezuelanas relatam captura de ‘mercenários’ da CIA

Venezuela denuncia captura de mercenários da CIA em meio a provocações militares dos EUA e Trinidad e Tobago, intensificando tensões na região.

O governo venezuelano reagiu a chegada do navio de guerra americano USS Gravely a Trinidad e Tobago enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensifica a pressão sobre o líder da Venezuela, Nicolás Maduro.

O governo da Venezuela anunciou a captura de “um grupo de mercenários” ligados à agência norte-americana de inteligência (CIA), em meio ao início de exercícios conjuntos entre Estados Unidos e Trinidad e Tobago em frente à costa venezuelana, que Caracas denunciou no domingo como uma “provocação militar”.

O governo venezuelano reagiu a chegada do navio de guerra americano USS Gravely a Trinidad e Tobago enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensifica a pressão sobre o líder da Venezuela, Nicolás Maduro.

Em comunicado divulgado pela vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, Caracas denunciou “a provocação militar de Trinidad e Tobago, em coordenação com a CIA, para provocar uma guerra no Caribe”.

Agressão militar

O navio foi observado na manhã desta segunda por jornalistas da agência francesa de notícias Agence France-Presse (AFP) em frente a Port of Spain. Caracas afirmou que “não se trata de exercícios de defesa, e sim de uma operação colonial de agressão militar que busca converter o Caribe em um espaço para a violência letal e o domínio imperial dos Estados Unidos”.

O governo venezuelano acusou a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, de ter “renunciado à soberania” do seu país para se alinhar com os Estados Unidos, o que converte “seu território em um porta-aviões norte-americano para a guerra em todo o Caribe contra a Venezuela, Colômbia e toda a América do Sul”, segundo o comunicado.

Fonte: Correio do Brasil

Defensoria Pública pede na justiça interdição do Flexal

Ação tem como base relatório independente de cientistas nacionais e internacionais que comprova erosão nos bairros

A Defensoria Pública de Alagoas e o Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) ajuizaram, na sexta-feira (24), uma nova Ação Civil Pública com pedido de medidas urgentes em defesa das comunidades dos Flexais de Cima e de Baixo, com base no Relatório Independente.

Na ação, além do pedido de realocação e indenização, a Defensoria e MUVB pedem que a Prefeitura de Maceió interdite a área e a reconheça como de risco máximo. Pedem ainda que o Município e a Braskem realizem o cadastramento de todas as famílias e comerciantes, garantindo a realocação.

Segundo o defensor público estadual Ricardo Melro, para cobrir as despesas com a realocação dos moradores, o pagamento das indenizações e danos morais, o valor estimado contido na ação é de R$ 1,7 bilhão.

Melro disse ainda que o estudo comprova o nexo causal entre os deslocamentos horizontais e verticais do solo e a exploração de sal-gema pela Braskem, demonstrando que o terreno continua se movendo com velocidades superiores a –10 mm/ano — o dobro do limite usado pela Defesa Civil de Maceió, que adota um critério arbitrário de –5 mm/ano, sem respaldo científico.

Além de confirmar a correlação dos movimentos nos Flexais com a mineração, os pesquisadores apontam que a metodologia municipal é incorreta, o que excluiu indevidamente os Flexais do mapa de risco, deixando centenas de famílias em área de subsidência ativa, sem realocação e sem proteção — violação direta ao princípio da precaução.

Segundo o coordenador do MUVB, Cássio Araújo, essa ação busca discutir a realocação dos moradores dos Flexais, a partir do risco geológico, identificado pelo estudo feitos pelos especialistas e pesquisadores, diferente da outra que abordava apenas a questão do ilhamento social da comunidade.

“O problema não é só isolamento social. É risco geológico real”, enfatizou Araújo, citando como consequência as rachaduras nas casas, as fissuras nas ruas e os constantes vazamento de água, com rompimento da tubulação subterrânea, como aconteceu semana passada, na avenida principal do bairro de Bebedouro.

Por isso, na ação, como medida liminar, a Defensoria e o MUVB pedem, entre outros pontos, que a Prefeitura de Maceió interdite a área e a reconheça como de risco máximo (00). Pedem ainda que o Município e a Braskem realizem o cadastramento de todas as famílias e comerciantes, garantindo a realocação com: indenizações individuais por pessoa física, sem o critério de “núcleo familiar” para danos morais; indenizações materiais e apoio financeiro integral para a mudança; indenização a comerciantes e autônomos; e proibição de exigir a entrega do imóvel à Braskem como condição para o pagamento da indenização.

Para defensor público, há risco real de afundamento

Para o defensor público Ricardo Melro, a ação reafirma o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o princípio da precaução: na dúvida, deve-se proteger vidas.

“Persistir na omissão e na blindagem de erros técnicos é fechar os olhos para uma tragédia anunciada.

Não se pode olvidar da figura do denominado ‘dolo eventual’, sobretudo nas condutas omissivas em que o agente, detendo o dever de agir, deixa de fazê-lo de forma consciente, aceitando o risco e o possível resultado lesivo, com a real possibilidade de uma tragédia humana”, argumenta Melro.

RELATÓRIO

A nova Ação Civil Pública, encaminhada à Justiça Federal, tem como base no Relatório Independente, elaborado e assinado por cientistas do GFZ Helmholtz Centre Potsdam, Leibniz University Hannover, University of Leipzig (todos da Alemanha), INPE e UFES (Brasil). Eles apontam “risco geológico real” para os moradores dos Flexais de Cima e de Baixo.

Além disso, “o estudo comprova o nexo causal entre os deslocamentos horizontais e verticais do solo e a exploração de sal-gema pela Braskem, demonstrando que o solo continua afundando na região.

Para o defensor público, Ricardo Melro, o caso vai além do isolamento social e econômico da comunidade prejudicada pela Braskem. “Estamos falando de risco real e iminente. Por isso foi feita essa nova reivindicação à Justiça”, concluiu.

Fonte: Tribuna Hoje

Presidente da FUP denuncia entrega do pré-sal para empresas estrangeiras

“O pré-sal deve ser tratado como um ativo estratégico da nação”, afirma Dayvid Bacelar

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) criticou a decisão da Petrobrás de não exercer seu direito de preferência na exploração de campos do pré-sal no leilão permanente realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), na última quarta-feira (22). “O modelo de Oferta Permanente de Partilha no pré-sal precisa ser revisto. O pré-sal deve ser tratado como um ativo estratégico da nação”, afirmou em nota o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, ressaltando que o resultado tem sido o avanço das petroleiras multinacionais sobre o pré-sal.

O 3º Ciclo de Oferta Permanente de Partilha da ANP vendeu cinco de sete áreas ofertadas no chamado polígono do pré-sal, nas Bacias de Campos e de Santos. A Petrobrás arrematou integralmente apenas um bloco – Citrino, e um segundo bloco (Jaspe), em consórcio com a norueguesa Equinor, ambos na Bacia de Campos. A estatal ficou como operadora com 60% de participação e a Equinor com 40%.

O restante ficou dividido entre as estrangeiras. Equinor, além do consórcio com a Petrobrás, levou sozinha o campo de Itaimbezinho, na Bacia de Campos; as chinesas CNOOC Petroleum (70%) e a Sinopec (30%) ficaram com o campo Ametista, na Bacia de Santos, e a australiana Karoon será operadora única do campo Esmeralda, na Bacia de Santos.

Segundo a FUP, a flexibilização do regime de Partilha de Produção – que desobriga a estatal a ser operadora única do pré-sal – representa perdas sobre o potencial energético do pré-sal e riscos à segurança energética nacional.

“Essa baixa presença da Petrobrás representa grave ameaça à soberania e à segurança energética nacional, uma vez que o pré-sal continua sendo uma das regiões mais promissoras e estratégicas do Brasil”, destacou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

Em documento conjunto, com o Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a FUP destaca que a Petrobrás vem perdendo participação na exploração do pré-sal 2016 – quando o regime de partilha foi alterado. Entre 2017 e 2023, oito blocos do pré-sal foram arrematados sem a participação da Petrobrás. Entre 2013 e 2023, 24 blocos foram leiloados, a estatal brasileira é operadora única em apenas três.

“Somente com uma Petrobrás forte e atuante, alinhada ao interesse público, conduzindo diretamente a exploração do pré-sal, será possível transformar o potencial energético e financeiro do pré-sal em ganhos concretos para o Brasil, assegurando autossuficiência, soberania energética e desenvolvimento econômico e social do país”, afirma o comunicado.

“Os leilões do pré-sal não devem se orientar por interesses de curto prazo e reduzidos a uma fonte de arrecadação pelo governo por meio de bônus de assinatura. O pré-sal deve ser tratado como um ativo estratégico da nação, cujo aproveitamento precisa estar a serviço do povo brasileiro e do fortalecimento da soberania energética do país”, reitera.

Fonte: Hora do Povo

Limpar a superfície de Gaza de bombas levará até 30 anos, diz grupo humanitário

A limpeza da superfície de Gaza de munições não detonadas provavelmente levará entre 20 e 30 anos, de acordo com um funcionário do grupo humanitário Humanity & Inclusion, descrevendo o enclave como um “campo minado horrível e não mapeado”, informou a Reuters.

Mais de 53 pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas por resíduos letais da guerra de dois anos entre Israel e o Hamas, de acordo com um banco de dados liderado pela ONU, que é considerado por grupos humanitários como um número enormemente subestimado.

Um cessar-fogo mediado pelos EUA neste mês aumentou as esperanças de que a enorme tarefa de removê-los dentre milhões de toneladas de escombros possa começar.

“Se você estiver considerando uma limpeza completa, isso nunca acontecerá, é subterrâneo. Nós a encontraremos por gerações”, disse Nick Orr, especialista em Descarte de Explosivos da Humanity & Inclusion, comparando a situação com as cidades britânicas após a Segunda Guerra Mundial.

“Limpeza superficial, isso sim é algo que pode ser alcançado em uma geração, acho que de 20 a 30 anos”, acrescentou.

“Será uma pequena redução em um problema muito grande.”

Orr, que foi a Gaza diversas vezes durante a guerra, faz parte da equipe de sete pessoas de sua organização que começará a identificar vestígios de guerra em infraestruturas essenciais, como hospitais e padarias, na próxima semana.

Por enquanto, porém, grupos de ajuda humanitária como o seu não receberam permissão israelense para iniciar os trabalhos de remoção e destruição do material bélico, nem para importar o equipamento necessário, disse ele.

O COGAT, braço militar israelense que supervisiona a ajuda a Gaza, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A organização bloqueia a entrada em Gaza de itens que considera de “uso duplo” – tanto civil quanto militar.

Orr disse que estava buscando permissão para importar suprimentos para incendiar bombas em vez de detoná-las, a fim de aliviar as preocupações sobre o seu reaproveitamento pelo Hamas.

Ele manifestou apoio a uma força temporária, como a prevista no plano de cessar-fogo de 20 pontos.

“Se quisermos ter algum futuro dentro de Gaza, precisamos de uma força de segurança que permita que os humanitários trabalhem”, disse Orr.

Fonte: Monitor do Oriente

Lula dispara e lidera todos os cenários para 2026, diz Paraná Pesquisas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em todos os cenários simulados pelo Instituto Paraná Pesquisas para a disputa presidencial de 2026, de acordo com o levantamento divulgado nesta segunda-feira (27).

No principal cenário de primeiro turno, Lula aparece com 37% das intenções de voto, seguido por Jair Bolsonaro (PL), com 31%. Em seguida, surgem Ciro Gomes (PSB), com 7,5%; Ratinho Júnior (PSD), com 6%; Romeu Zema (Novo), com 4,7%; e Ronaldo Caiado (União Brasil), com 3,2%. Os que não souberam ou não opinaram somam 4,8%, enquanto brancos e nulos totalizam 5,8%.

Paraná Pesquisas - eleição presidencial - outubro - cenário 1
Paraná Pesquisas – eleição presidencial – cenário 1. Foto: Reprodução

Em outro cenário, com Michelle Bolsonaro (PL) no lugar do ex-presidente, Lula mantém 37,3%, contra 28% da ex-primeira-dama. Ratinho Júnior tem 8,5%, Ciro Gomes 8,2%, Ronaldo Caiado 4,2% e Romeu Zema 2%. Indecisos e votos brancos ou nulos totalizam pouco mais de 11%.

Paraná Pesquisas - eleição presidencial - outubro - cenário 2
Paraná Pesquisas – eleição presidencial – cenário 2. Foto: Reprodução

Quando o adversário é Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula amplia a vantagem e chega a 37,4%, contra 22,3% do governador paulista. Ciro Gomes aparece com 9%, seguido por Ratinho Júnior (8,1%), Romeu Zema (5,7%) e Ronaldo Caiado (4,1%).

Paraná Pesquisas - eleição presidencial - outubro - cenário 3
Paraná Pesquisas – eleição presidencial – cenário 3. Foto: Reprodução

Já no cenário com Flávio Bolsonaro (PL), o presidente tem sua maior dianteira: 37,6% contra 19,2% do senador. Ratinho Júnior soma 9,6%, Ciro Gomes 8,9%, Zema 6,2% e Caiado 4,8%.

Segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Lula aparece numericamente à frente em todos os cenários, mas empata tecnicamente com Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas — já que a diferença fica dentro da margem de erro. Contra Bolsonaro, Lula tem 44,9% das intenções, ante 41,6% do ex-presidente.

Paraná Pesquisas - Lula x Bolsonaro - segundo turno - outubro
Paraná Pesquisas – Lula x Jair Bolsonaro – segundo turno. Foto: Reprodução

Em um eventual embate com Michelle Bolsonaro, Lula aparece com 44,7%, enquanto ela registra 41,6%. Já contra Tarcísio de Freitas, o petista soma 44,9%, ante 40,9% do governador. O maior distanciamento ocorre no confronto com Flávio Bolsonaro: Lula alcança 46,7%, e o senador fica com 37%.

Paraná Pesquisas - Lula x Michelle - segundo turno - outubro
Paraná Pesquisas – Lula x Michelle – segundo turno. Foto: Reprodução
Paraná Pesquisas - Lula x Tarcísio - segundo turno - outubro
Paraná Pesquisas – Lula x Tarcísio de Freitas – segundo turno. Foto: Reprodução

A pesquisa confirma o favoritismo de Lula tanto no primeiro quanto no segundo turno, em linha com outros levantamentos recentes.

O resultado foi divulgado poucos dias depois de o presidente confirmar oficialmente que disputará a reeleição em 2026 — anúncio feito à imprensa durante sua viagem à Indonésia, enquanto a pesquisa ainda estava em andamento.

O levantamento ouviu 2.020 eleitores entre os dias 21 e 24 de outubro em 162 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%.

Fonte: DCM

O GRANDE ENCONTRO

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 25 de Outubro / 2025

A expectativa para o encontro entre Trump e Lula ta mexendo com os ânimos dos brasileiros progressistas nacionalistas e mexendo com o desânimo dos brasileiros patriotas nada progressistas. O encontro acontecerá na Malásia e o resultado pode colocar de vez o Lula pela quarta vez no Palácio do Planalto e o mais otimistas que conheço, aguardam esse feito no 1° turno das eleições em 2026. Outro ponto em que o encontro pode interferir é na relação entre o filho do ex Presidente, Eduardo Bolsonaro, com autoridades do Governo americano.
O Deputado que está nos EUA ja há alguns meses tramando contra o Brasil teve essa semana uma ajudinha do Conselho de Ética da Câmara, onde teve seu processo de cassação rejeitado. O que podemos inferir desse resultado é que é ético um parlamentar da ativa viajar para outro pais, pedir sanções econômicas, pedir intervenção na Suprema Corte e até ações mais hostis contra seu pais e compatriotas. Os parlamentares ainda tiveram a disfarcatez de comemorar a absolvição de um traidor da Pátria. Caiu em desuso aquele negócio de bandido bom é morto, ainda bem né?

Por aqui na terra de Vera Cruz mais uma pesquisa aponta a vitória do Nine contra todos os seus adversários. Lula tem feito um governo voltado para o combate à fome e a transição energética, mesmo assim o Governo tem atuado de forma contundente em novas áreas de exploração de petróleo, entre elas a Margem Equatorial, que teve sua licença aprovada essa semana. O Governo não quer abrir mão de um possível novo pré sal, onde estados mais ao Norte do país serão beneficiados pela exploração do ouro preto. É polêmico o assunto, mas creio que conduzido com base na segurança e preservação ambiental, o Brasil novamente poderá alardear que o petróleo é nosso, mesmo consciente de que novas fontes de energia são o futuro para um planeta cada vez mais degradado. Vamos ter que pagar pra ver!

Pra finalizar; hoje nossos Hermanos irão às urnas para eleger parte do Congresso argentino. Será mais uma prova de fogo para o Presidente da serra elétrica, instrumento que foi marca registrada na campanha de Milei, hoje ela ta ligada a todo vapor e o bolso do povo ta sendo retalhado.
“Viva la liberdad, carajo”, mesmo que ela corte sua cabeça amanhã!

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 255

Moradores da Pitanguinha reclamam da BRK: estão há 7 dias sem água

Moradores do bairro da Pitanguinha, em Maceió, reclamam que estão há sete dias sem água nas torneiras de suas casas e em estabelecimentos comerciais do bairro e adjacências desde o último domingo (19). Para eles, a mudança na administração da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) não tem gerado boas perspectivas junto aos moradores de algumas regiões de Maceió que continuam sofrendo com a falta de água.

A mesma situação se estende a outros bairros, a exemplo do Jardim Petrópolis e Conjunto Joao Sampaio, que só tem água nas torneiras entre 22h e 6 horas, permanecendo sem água encanada no resto do dia. Eles denunciam que a Casal nem sequer informou através da imprensa local ou meios oficiais sobre a interrupção no abastecimento, deixando os moradores totalmente desinformados sobre a ausência do insumo básico.

Segundo Cláudio Santos, um dos moradores prejudicados pelo desabastecimento, “estamos sem água e sem informação. Telefonamos reiteradas vezes para a empresa e não sabem sequer informar o que está acontecendo nem o prazo de reabastecimento. Lamentável essa postura desrespeitosa por parte da diretoria da Casal. Cabe aos moradores representar a empresa que tem concessão pública por falta de transparência e interrupção indevida no fornecimento de insumos básicos a população”, afirmou o morador bastante indignado.

Segundo informações fornecidas por moradores da localidade, é muito frequente o desabastecimento de água na região. A BRK ambiental ainda não se posicionou sobre as denúncias dos moradores.

Fonte: Repórter Nordeste

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