Chuva e abandono: moradores do Vale do Reginaldo denunciam descaso do poder público

Famílias convivem com alagamentos, lama, esgoto a céu aberto e medo de desabamentos em uma das áreas mais vulneráveis de Maceió

Moradores do Vale do Reginaldo, em Maceió, voltam a viver dias de tensão e sofrimento com a chegada das chuvas. Em vídeo gravado por moradores e compartilhado nas redes sociais, relatos emocionados expõem uma dura realidade: ruas alagadas, casas invadidas pela água, esgoto transbordando e a sensação de abandono por parte do poder público.

“Todo ano é a mesma coisa. Quando começa a chover, a gente já sabe que vai perder tudo de novo. Lama dentro de casa, rato, barata, o esgoto entrando… ninguém aguenta mais”, desabafa uma moradora, mostrando a água suja tomando conta do quintal.

Outra moradora afirma que, apesar de inúmeros pedidos de ajuda, a comunidade segue sem respostas efetivas. “Eles só aparecem aqui para prometer. Depois somem. E quem vive aqui sabe o medo que é ver a casa trincando, escorregando. Estamos esquecidos.”

A região, uma das mais populosas e vulneráveis da capital alagoana, sofre há décadas com problemas estruturais graves, como encostas instáveis, falta de saneamento básico e ausência de drenagem eficiente. Com a intensificação das chuvas, o risco de deslizamentos e desabamentos aumenta, colocando em risco centenas de famílias.

As imagens do vídeo mostram crianças caminhando pela lama, casas precárias encharcadas e a luta dos moradores para proteger seus pertences com pedaços de madeira, lonas e tijolos. Em meio à dor, também se ouve o apelo coletivo: “A gente precisa de ajuda, de verdade. Antes que morra alguém.”

A comunidade cobra ações urgentes da Prefeitura de Maceió, incluindo reassentamento digno para as famílias em áreas de risco, obras de infraestrutura e presença contínua da assistência social. Enquanto isso, a população segue enfrentando a tempestade — e o abandono.

Fonte: 082 Notícias

Lula assina decreto que restringe educação 100% online para licenciaturas e cursos da área da saúde

Medida visa conter expansão descontrolada do ensino a distância.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que estabelece a nova política de educação a distância no país. A assinatura ocorre durante reunião com o ministro da Educação, Camilo Santana.

O texto com as novas regras chegou a ser publicado ontem no site do Ministério da Educação (MEC), mas o portal saiu do ar após o vazamento das informações. Entre as principais mudanças, está a proibição de cursos 100% online para formações em licenciatura e na área da saúde.

De acordo com o documento, a formação nessas áreas deverá ocorrer de forma presencial ou, no máximo, semipresencial. A publicação das novas regras estava prevista para o ano passado, mas foi adiada várias vezes devido à pressão de entidades educacionais e instituições de ensino superior.

Não é de hoje que o ministro Camilo Santana expressa preocupação com a qualidade da formação docente a distância. Ele já havia defendido que ao menos metade da carga horária desses cursos fosse realizada presencialmente. Apesar disso, há expectativa de que a norma possa ser flexibilizada.

Mesmo assim, o texto divulgado ontem já antecipa a proibição de aulas totalmente remotas para esses cursos — uma medida alinhada à preocupação do governo com a qualidade do ensino, reforçada pelos dados do Censo da Educação Superior.

Segundo o último levantamento, o número de cursos de graduação a distância cresceu mais de 200% nos últimos cinco anos.

Fonte: CBN

STF inicia depoimentos de testemunhas da trama golpista

Desta segunda (19) ao dia 2 de junho serão ouvidas 82 pessoas

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta segunda-feira (19), às 15h, a fase dos depoimentos de testemunhas de acusação e defesa dos réus do núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Entre os dias 19 de maio e 2 de junho serão ouvidas 82 testemunhas indicadas pela procuradoria, que faz a acusação, e pelas defesas dos acusados. Os depoimentos vão ocorrer por videoconferência e serão tomados simultaneamente para evitar a combinação de versões entre os depoentes. 

Ao longo dos dias previstos para as oitivas, serão colhidos os depoimentos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas,  deputados e senadores aliados de Bolsonaro e do general de Exército Freire Gomes, que teria ameaçado prender o ex-presidente após ele sugerir, durante uma reunião, a adesão ao golpe. 

Os depoimentos serão comandados por um juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e não poderão ser gravados pela imprensa e pelos advogados que vão acompanhar as audiências. 

Após os depoimentos das testemunhas, Bolsonaro e os demais réus serão convocados para o interrogatório. A data ainda não foi definida. 

A expectativa é que o julgamento que vai decidir pela condenação ou absolvição do ex-presidente e dos demais réus ocorra neste ano. Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Em caso de condenação, as penas podem passar de 30 anos de prisão.

Confira os principais depoimentos previstos: 

Dia 19/5 

Ibaneis Rocha – governador do Distrito Federal. Ele vai prestar depoimento como testemunha de defesa indicada pelo ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres. Ibaneis foi afastado do cargo após os atos golpistas de 8 de janeiro e i investigado em inquérito aberto pelo STF.  Em março deste ano, a investigação contra o governador foi arquivada porque a PGR entendeu que não houve omissão dele na contenção da manifestação golpista. 

General Marco Antônio Freire Gomes – comandante do Exército no governo de Jair Bolsonaro, o militar não aderiu à tentativa golpista e, de acordo com as investigações, teria ameaçado dar voz de prisão ao ex-presidente após receber a sugestão para que as tropas aderissem à trama golpista.

Eder Lindsay Magalhães Balbino – dono de uma empresa de tecnologia da informação que teria ajudado o PL, partido de Bolsonaro, na produção de um estudo para alegar fraudes nas urnas eletrônicas;

Clebson Ferreira de Paula Vieira – servidor que trabalhou no Ministério da Justiça durante a gestão de Anderson Torres e teria presenciado a solicitação de relatórios de inteligência para embasar as operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) a fim de barrar o deslocamento de eleitores do Nordeste no segundo turno do pleito presidencial de 2022. 

Adiel Pereira Alcântara – ex-coordenador de inteligência da PRF.

Outros depoimentos que serão destaque: 

Dia 21/5

Tenente-brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Júnior – Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB) em 2022, o militar também teria presenciado Bolsonaro sugerir a adesão das Forças Armadas ao golpe.

Dia 23/5

Senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) –  o parlamentar foi indicado como testemunha de defesa de Bolsonaro, do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno, do general Braga Netto e do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira.

Almirante Marcos Sampaio Olsen – atual comandante da Marinha, o militar foi arrolado pela defesa do almirante Almir Garnier, que chefiou a força durante o governo Bolsonaro e teria aceitado aderir à tentativa de golpe.

Dia 26/5 – Marcelo Queiroga – O ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro foi indicado como testemunha de defesa de Braga Netto.

Dia 29/5 – Paulo Guedes e Adolfo Sachsida – O ex-ministro da Economia e o ex-ministro de Minas e Energia de Bolsonaro vão depor na condição de testemunhas de Anderson Torres.

Dia 30/5 – Os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Espiridião Amim (PP-SC), Eduardo Girão (NOVO-CE), os deputados federais Sanderson (PL-RS) e Eduardo Pazuello, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, serão ouvidos como testemunhas de Bolsonaro.

No mesmo dia, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também será ouvido como testemunha de defesa do ex-presidente.

Dia 2/6 – O senador Rogério Marinho prestará depoimento como testemunha de Braga Netto. 

Núcleo 1

Os oito réus compõem o chamado “núcleo crucial” do golpe, o núcleo 1, e tiveram a denúncia aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF em 26 de março. São eles:

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;

Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;

general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;

Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Fonte: Agência Brasil

Distribuidores e postos elevam margem de lucro e não repassam cortes da Petrobras

Petrobras reduziu em 9% o preço da gasolina que ela vende a distribuidores de combustível desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou à Presidência, em janeiro de 2023. No entanto, o consumidor final não viu esse recuo se refletir nas bombas. Pelo contrário: segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do litro do combustível subiu 26% no período.

A diferença entre o preço praticado pela estatal e o valor cobrado ao consumidor pode ser explicada, em parte, pelo aumento da margem de lucro das distribuidoras e dos postos de combustíveis. De janeiro de 2023 até aqui, ele cresceu pelo menos 10%, segundo dados do Ministério de Minas e Energia (MME) tabulados pelo economista Eric Gil Dantas, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps).

O ganho dessas empresas virou tema de críticas da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, na última terça-feira (13). A executiva chegou a sugerir que consumidores cobrem dos postos razões para um preço tão elevado dos combustíveis.

“A gente recomenda que o consumidor pergunte por que isso não está chegando à ponta”, disse ele. “Pressiona, pergunta por que isso está acontecendo.”

Chambriard lembrou que, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a Petrobras “perdeu poder sobre a ponta”, ou seja, privatizou sua participação no mercado de distribuição e revenda de combustíveis. Ela apontou que a medida delegou a definição de parte considerável do preço dos combustíveis no país ao setor privado, que se aproveitou do poder sobre o mercado para lucrar. O alto custo nos postos, mesmo com corte de preços promovidos pela Petrobras, é resultado disso.

Privatizações

Além de explorar, produzir e refinar petróleo, a Petrobras também distribuía a revendia combustíveis até 2019, quando ainda era dona da BR DistribuidoraA empresa foi privatizada em duas fases, em 2019 e 2021 – ambas durante o governo de Bolsonaro. Acabou mudando seu nome para Vibra, mas ainda ostenta a marca BR.

A Petrobras também distribuía e vendia gás, por meio da Liquigás. A subsidiária também foi privatizada, em 2020, durante o governo Bolsonaro. Acabou incorporada por um consórcio formado pela Copagaz, Itaúsa e Nacional Gás.

Dantas, do Ibeps, aponta que essas duas vendas tiveram efeito significativo para as margens cobradas nos dois setores do qual a Petrobras saiu. Margem é a diferença entre o custo de aquisição de um produto e o preço de revenda do produto.

O economista monitora há anos o mercado de combustíveis no Brasil. Usa, inclusive, dados do Relatórios Mensais do Mercado de Derivados de Petróleo, do MME, para isso.

Números extraídos por Dantas desses relatórios apontam que, desde janeiro de 2019, a margem das distribuidoras e postos sobre o preço da gasolina subiu 43%. Enquanto há seis anos eles ganhavam R$ 0,73 centavos por litro de combustível vendido, agora ganham cerca de R$ 1,06.

“No ano de 2020, a margem ficou na média de R$ 0,64. Mesmo se corrigirmos este valor pela inflação do período, em valores atuais a margem seria de R$ 0,79, muito abaixo dos R$ 1,12 do mês de fevereiro deste ano”, comparou Dantas, em artigo publicado no site do Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos e Região (Sindipetro SJC).

Segundo ele, no caso do mercado de gás, o aumento da margem é ainda mais relevante. Desde 2019, ele ultrapassa os 72% de alta.

Hoje, dos R$ 108,1 cobrados, em média, por uma botijão de gás no Brasil, R$ 55,20 ficam com os distribuidores e revendedores –51% do total. Em 2019, quando a Petrobras ainda atuava em toda cadeia, o percentual era de 46%. O botijão custava R$ 69,29, em média, e a distribuição e revenda ficavam com R$ 31,96.

“Se compararmos a média da margem de 2020 com a atual, tivemos um crescimento de 101%. Desde a privatização da Liquigás em dezembro de 2021, o aumento foi de 45%”, complementou Dantas, no mesmo artigo.

Diesel

O diesel também é um caso à parte. O combustível é essencial para transporte terrestre de mercadorias no país, de forma que tem influência sobre o preço dos alimentos e outros produtos. Ou seja, a queda do preço ajuda o país a combater a inflação, atualmente em 5,53% em 12 meses, acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de até 4,5%

Desde janeiro de 2023, o preço do óleo diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras de combustíveis caiu 34,9%. No entanto, de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de janeiro de 2023 a abril de 2025, o óleo diesel ficou apenas 3,18% mais em conta para o consumidor.

A diferença entre o comportamento do preço do diesel que sai das refinarias da Petrobras e o cobrado nos postos também chamou atenção da Petrobras. “A partir de 1º de abril, reduzimos R$ 0,45 no litro do diesel e, infelizmente, esse valor não está sendo percebido pelo consumidor final”, constatou o diretor de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser, na mesma entrevista concedida por Chambriard.

Nos postos, segundo a ANP, o combustível ficou apenas R$ 0,21 mais barato.

População prejudicada

Mahatma dos Santos, diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo (Ineep), disse que os dados sobre as margens de lucro e preço dos combustíveis comprovam que a privatização de partes da Petrobras deu errado.

Ele lembrou que, quando elas foram realizadas, foi dito que aumentariam a concorrência, melhorariam serviços e reduziriam preços. Isso não ocorreu.

“O afastamento da Petrobras dos elos da cadeia de venda de combustíveis resultou em uma piora dos serviços, uma piora nas condições de trabalho dos trabalhadores e também uma piora nos preços para os consumidores finais”, disse ele.

Santos disse que Chambriard fez bem em culpar as empresas beneficiadas pelas privatizações pelo preço dos combustíveis. Cobrou, porém, atitudes da Petrobras sobre o assunto. “A atual gestão da Petrobras está, por exemplo, avançando ou trabalhando para uma reestatização da BR Distribuidora e da Liquigás? Essas são questões também precisam ser debatidas pela sociedade.”

Quando Lula voltou à Presidência, foram aventados planos para recompra de bens privatizados pela PetrobrasA reestatização da antiga Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, chegou a ser defendida publicamente pelo ministro Alexandre Silveira, do MME.

Na terça-feira, mesmo dia em que Chambriard reclamou das privatizações, a Petrobras foi questionada sobre as negociações que mantém sobre a refinaria. O diretor executivo Financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, disse que não há qualquer avanço sobre uma eventual recompra do ativo na companhia.

Sobre a BR, Chambriard reclamou dos preços praticados pela empresa e do uso da marca BR. Disse, contudo, não ter o que fazer sobre o assunto. “Essa questão está no nosso radar. Mas isso está em contrato. O respeito em contratos está em nossa crença”, explicou ela. “Nossa marca está sendo divulgada e espalhada pelo Brasil vendendo gasolina com preço acima do esperado”, lamentou.

A Vibra Energia é a maior distribuidora do país, com participação de 23% no mercado de diesel em 2024, segundo a ANP.

Procurada pelo Brasil de Fato para comentar as declarações da presidente da Petrobras, a Vibra Energia preferiu não se manifestar.

Fonte: Brasil de Fato

600 mil pessoas em Londres repudiam “genocídio” em Gaza e exigem “rompimento de relações com Israel”

Manifestantes clamam pelo “fim da limpeza étnica” do povo palestino e que o primeiro-ministro, Keir Starmer, desvincule o Reino Unido do Estado sionista

Condenando o “genocídio” contra a população palestina, 600 mil pessoas tomaram as ruas de Londres neste sábado (17) para exigir do primeiro-ministro, Keir Starmer, o “fim da limpeza étnica” e o “rompimento de relações com Israel”.

Como foi amplamente registrado, a multidão marchou pelo centro da cidade levantando faixas e cartazes e entoando palavras de ordem pelo fim da agressão nazisraelense, reivindicando do governo uma posição contundente frente ao morticínio.

PAZ E SOLIDARIEDADE ENTRE OS POVOS

Defendendo a paz e a solidariedade entre os povos, os manifestantes se concentraram em Embankment, passaram pelo Big Ben, cruzaram o rio até Waterloo e encerraram o ato em frente à Downing Street.

Muitas pessoas declararam que a informação sobre o genocídio praticado por Israel as tornaram ainda mais determinadas a comparecer ao ato. “As evidências não foram uma surpresa para mim, mas as colocaram diante do mundo inteiro”, disse a manifestante Faiza, professora assistente do oeste de Londres, ao Socialist Worker.

Segundo Faiza, foi algo que “não apenas mostrou que o Estado de Israel é culpado, mas também que aqueles que apoiam Israel nos EUA e na Grã-Bretanha também são culpados pela morte de crianças” . “E posso adicionar Keir Starmer à lista de pessoas que se envergonham, porque ele não apoiou um cessar-fogo. É muito importante que tenhamos comparecido em grande número hoje”, acrescentou.

A manifestante Sam disse não ter ilusões em organismos internacionais como as Nações Unidas ou a Corte Internacional de Justiça (CIJ). “Eu vejo que uma decisão sobre genocídio é importante, mas, para mim, não vejo sentido na ONU ou na CIJ se não fizerem nada. Também me irrita que milhões de pessoas possam ir às ruas e as pessoas no poder simplesmente não ouçam”, assinalou.

Entre outros, fizeram uso da palavra a deputada Apsana Begum, o embaixador palestino Hussam Zumlot e o historiador William Dalrymple.

Organizada pela Campanha de Solidariedade à Palestina, Amigos de Al-Aqsa, Associação Muçulmana da Grã-Bretanha, Parem a Guerra, Fórum Palestino na Grã-Bretanha e inúmeros grupos pela paz, a grandiosa mobilização – a maior desde 2023 -, trouxe gente do País de Gales e de toda a Inglaterra.

Os bombardeios aumentaram indiscriminadamente na semana passada, fazendo com que o número de mortos em Gaza ultrapassasse os 53.000 desde 7 de outubro de 2023.

RECORDANDO A CATÁSTROFE

Na mesma data, ativistas de 45 países dos seis continentes recordaram a “Nakba”, ou a “catástrofe”, materializada na mortandade feita pelas milícias sionistas em 1948 para abrir caminho à criação de Israel, com a expulsão de 80% dos palestinos da sua terra natal. Após mais de um ano de violência implacável, o recém-criado Estado conquistou 78% da Palestina histórica. Os 22% restantes, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, foram ocupados pelos sionistas 19 anos depois e, mantêm seu domínio colonial com apoio político e militar dos Estados Unidos.

Fonte: Hora do Povo

Vítimas da Braskem enfrentam perseguição judicial por exigir justiça

Famílias atingidas por desastres como o da Braskem em Maceió e o incêndio da Boate Kiss são processadas por denunciar omissões do Estado. Especialistas e organismos internacionais apontam grave violação de direitos humanos.

No Brasil, famílias que perderam entes queridos em tragédias vivem não apenas o luto, mas também uma batalha contra a omissão do Estado. Em um cenário alarmante, a Justiça tem sido usada como instrumento de intimidação contra quem, em busca de respostas, ousa criticar o poder público. Casos recentes em Alagoas e no Rio Grande do Sul revelam um padrão preocupante: o uso do sistema judicial para silenciar vozes que clamam por justiça.

Em Maceió, lideranças comunitárias que emergiram após o afundamento de bairros provocado pela Braskem estão sendo processadas por críticas institucionais. A situação remete diretamente ao que aconteceu com pais de vítimas da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), processados por promotores do Ministério Público do Rio Grande do Sul após denunciarem a lentidão e omissões no processo judicial.

A Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), que representa mais de 3 mil familiares, denuncia que os processos judiciais movidos por autoridades contra vítimas e seus representantes são tentativas explícitas de silenciamento. “Vitimar pela segunda vez aqueles que perderam tudo é inaceitável”, afirma a entidade.

Na audiência com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos em julho de 2024, representantes dessas famílias relataram a prática recorrente de censura judicial e o uso do segredo de justiça para restringir informações às vítimas. A reação dos comissários foi de perplexidade. A Comissão solicitou mais dados e destacou que essas práticas ferem convenções internacionais das quais o Brasil é signatário.

Segundo o Supremo Tribunal Federal, críticas ao Estado fazem parte do debate democrático e são protegidas pela Constituição. A Convenção Americana de Direitos Humanos, o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos da ONU e outras normativas internacionais reiteram que o uso do sistema penal para retaliar críticas é uma violação de direitos humanos.

A criminalização de críticas genéricas ao Estado — como dizer que houve omissão, corporativismo ou conluio — não configura crime, desde que não haja calúnia ou difamação pessoal. Ainda assim, familiares são constantemente alvos de ações judiciais por manifestarem indignação legítima.

Especialistas afirmam que o abuso do poder público para silenciar a dor é um retrocesso democrático. A Lei de Abuso de Autoridade (Lei 13.869/2019) reforça que usar o sistema judicial para intimidar cidadãos, principalmente vítimas de tragédias, é ilegal.

O caso de Maceió escancara essa inversão de valores. Nenhum representante da empresa responsável pelo desastre foi punido até agora, enquanto vítimas enfrentam processos judiciais por denunciar o descaso. A omissão estatal prolongada, a ausência de reparação e a falta de acolhimento agravam ainda mais o sofrimento das famílias.

No caso da Boate Kiss, a absolvição dos acusados deixou marcas profundas: doenças graves, internações emergenciais e até tentativas de suicídio entre os quatro inicialmente condenados. A decisão judicial que absolveu um dos pais processados resgatou a importância da liberdade de expressão e alertou: “Que esses tempos sombrios não voltem jamais.”

Os rompimentos das barragens em Mariana e Brumadinho, o incêndio no Ninho do Urubu e a tragédia da Kiss demonstram que, no Brasil, tragédias se repetem — e com elas, o padrão de silenciamento institucional. Para as vítimas, denunciar e exigir justiça é uma forma de honrar a memória dos que partiram.

Organismos internacionais classificam essas práticas como repressão indireta. O Conselho de Direitos Humanos da ONU afirma que “expressões de crítica ao funcionamento da justiça ou à conduta de seus membros são parte essencial da democracia e devem ser protegidas, especialmente quando feitas por vítimas”.

A liberdade de expressão está garantida na Constituição brasileira e em tratados internacionais. A tentativa de cerceá-la por meio da Justiça não apenas viola direitos fundamentais, mas aprofunda o trauma de quem já perdeu tudo. É dever da sociedade e das instituições proteger essas vozes — não calá-las.

Fonte: 082 Notícias

MPF notifica 59 cidades por não pagar o piso salarial de professores no Espírito Santo

Legislação federal estabelece o valor mínimo da remuneração para educadores, porém a maioria dos municípios capixabas não cumpre a lei; veja lista

Um levantamento do Ministério Público Federal (MPF) identificou 59 municípios do Espírito Santo que, em 2024, não pagavam o piso salarial para os professores, embora o valor mínimo da remuneração de educadores seja estabelecido por lei. As cidades capixabas foram notificadas no último mês para se adequarem à legislação. 

Na recomendação, assinada pelo procurador da República Carlos Vinicius Soares Cabeleira, foi dado um prazo de 60 dias para que os gestores municipais esclareçam as medidas adotadas de modo a solucionar a situação. O piso tem reajuste anual e, para 2025, o valor é de R$ 4.867,77 para jornada de 40 horas semanais. No Estado, alguns professores atuam em escala de 25 horas e o piso equivalente é de R$ 3.042,35. Confira as cidades notificadas:

  1. Afonso Cláudio
  2. Água Doce do Norte
  3. Águia Branca
  4. Alegre
  5. Alto Rio Novo
  6. Anchieta
  7. Aracruz
  8. Atílio Vivacqua
  9. Barra de São Francisco
  10. Bom Jesus do Norte
  11. Brejetuba
  12. Cachoeiro de Itapemirim
  13. Castelo
  14. Conceição da Barra
  15. Conceição do Castelo
  16. Dores do Rio Preto
  17. Governador Lindenberg
  18. Guaçuí
  19. Ibatiba
  20. Ibitirama
  21. Ibiraçu
  22. Iconha
  23. Irupi
  24. Itaguaçu
  25. Itarana
  26. Iúna
  27. Jerônimo Monteiro
  28. João Neiva
  29. Linhares
  30. Marataízes
  31. Marechal Floriano
  32. Marilândia
  33. Mimoso do Sul
  34. Montanha
  35. Mucurici
  36. Muniz Freire
  37. Muqui
  38. Nova Venécia
  39. Pancas
  40. Pedro Canário
  41. Presidente Kennedy
  42. Piúma
  43. Rio Bananal
  44. Rio Novo do Sul
  45. Santa Leopoldina
  46. Santa Maria de Jetibá
  47. Santa Teresa
  48. São Domingos do Norte
  49. São Gabriel da Palha
  50. São José do Calçado
  51. São Mateus
  52. São Roque do Canaã
  53. Serra
  54. Sooretama
  55. Vargem Alta
  56. Viana
  57. Vila Pavão
  58. Vila Valério
  59. Vila Velha

O procurador da República afirma que, com a recomendação, espera-se que os municípios façam os ajustes necessários sem que haja necessidade de ação judicial para o cumprimento da lei 11.338/2018

Fonte: A Gazeta

CUIDADO COM ALGUNS BEBÊS

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 18 de Maio/ 2025

A televisão tem mostrado algumas matérias sobre o bebê reborn e nas redes sociais o assunto tem dividido opiniões, mas o que é um bebê reborn? Reborn é um descendente do cyborg, certo? Claro que não! Reborn traduzindo do inglês para o português significa renascido(a). É um boneco(a) semelhante à um bebê de verdade e que muitas pessoas tem adquirido e tratando-o como se fosse um ser humano, ditando tudo aquilo que o boneco tem que fazer, desde que acorda até a hora de dormir. Certo, mas a Reflexão falava sempre de politica, agora o assunto é bebê reborn? Calma, isso tem muita relação com a política tupiniquim, mais precisamente com alguns parlamentares que parecem de verdade, mas são apenas bonecos(as) nas mãos dos seus compradores, sem opiniões próprios, sem fala, sem qualquer argumento que não seja o do seu dono.
Exemplos de bebê reborn, Sostenes Cavalcante, Damares, Gayer, Cleitinho, Girão, chega!

A bebê reborn Carla Zambelli que era responsável pela entrada e saída de usuários nos banheiros da Fiesp nos atos a favor do impeachment da Dilma, foi comprada pela extrema direita e adotada pelo seu Jair, que criou a ferinha até o dia em que suas traquinagens na véspera da eleição de 2022 lhe custou o abandono do “pai”. Essa semana foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão e em entrevista a bebê Zambelli alega estar doente, assim como seu ex “papai” e que a cadeia não tem condições de cuidar da sua saúde. Ficou com peninha desse bebê reborn, adote-a!

Outros bebês reborns tem lotado os estúdios da GloboNews. Depois da viagem do Lula ao país Chinês, trazendo cerca de 30 novos acordos entre as duas potências, tudo perfeito, mas os bebês reborns da rede plim plim, que foi um braço direto na saída da Dilma e na prisão do Lula, entraram em ação e ao invés de divulgarem em massa a relação exitosa entre os países, ficaram esperneando, fazendo birra com a Janja, sobre uma suposta fala dela sobre o Tik Tok com o Presidente Chinês, onde segundo as bebês globais, a fala da Janja causou um constrangimento entre os dois países, Oi? São bebês mal criados, tipo de crianças que só os pais aguentam, mas foram compradas com esse intuito, criar cortinas de fumaça sobre as boas ações que o Governo Lula tem feito. Janja tem sofrido ataques desse tipo pela simples razão de ser mulher e isso incomoda as bebês reborns da Rede Globo, ao ponto que julgavam até o modo em que Dilma se vestia e andava.

Já bebê reborn das Bets, a Virgínia, que usou o Senado pra divulgar sua empresa. Só faltou a nora do Leonardo cantar; pense em mim, chore por mim, liga para mim…, e faturaria de cara mais alguns milhões às custas da jogatina e da inocência dos Senadores.

Pra finalizar:Cuidado com alguns bebês reborns da política, são bonitinhos, são fofinhos, são engraçadinhos, parece que sao a solução para sua vida, mas quando você compra, pode ter certeza que você colocou em sua casa, pra cuidar do seu futuro, não foi um bebê fofinho, mas um belo boneco do Chucky.
“Ouremos”

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 231

“Privatiza que melhora”: Distribuidora privatizada da Petrobras lesa brasileiros

Desde o primeiro mês do governo Lula 3, o preço do óleo diesel vendido pela Petrobras às distribuidores caiu 34,9% – isso representa R$ 1,22 por litro, ou R$ 1,75, se levada em conta correção inflacionária –, mas a queda no valor do combustível que chegou aos brasileiros foi cerca de 11 vezes menor.

Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é índice oficial de inflação apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre de janeiro de 2023 a abril de 2025, a redução a que os brasileiros tiveram acesso foi de 3,18%. 

Em entrevista à Míriam Leitão, do jornal O Globo, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, queixou-se sobre o fato de as distribuidoras não repassarem a redução dos combustíveis aos consumidores. “Quando o preço rebaixado pela Petrobras não chega ao consumidor final, isso nos incomoda. Nos incomoda principalmente quando um distribuidor que tem o nosso logo, por exemplo, não repassa o preço. Na verdade, todas incomodam”. 

Além do óleo diesel, o querosene de aviação também teve redução de preço em 36%; e a gasolina, de 11%, levando em conta a inflação do período.

E por que essas reduções não chegam aos brasileiros? Ora, porque a BR Distribuidora foi abocanhada pela sanha neoliberal de vender patrimônio público. Vender, não. Entregar de mão beijada.

A BR Distribuidora foi vendida aos poucos, num processo que começou em 2017 e encerrou em 2019, com vendas de ações fazendo a Petrobras – ou seja, o povo brasileiro – perder o controle da empresa que tem por função levar a produção da maior empresa estatal do país a seu povo.

A Petrobras arrecado cerca de R$ 22 bilhões enquanto o valor de mercado da BR Distribuidora, em 2019, era de aproximadamente R$ 30 bilhões, segundo dados oficiais. Em termos numéricos, a defasagem não é tão grande, mas aqui falamos de algo estratégico para o país.

A Petrobras sempre foi um incômodo para a elite brasileira, desde sua fundação, quando Getúlio Vargas precisou fazer campanha de arrecadação para construir aquela que viria a ser a maior empresa brasileira.

E por “maior” não entenda somente em valores de produção e venda, mas de potencial de investimento no desenvolvimento nacional.

E é justamente por isso que a Petrobras sempre foi alvo da sanha dilapidadora da classe dominante brasileira e até internacional. Jamais o Brasil, “um país de selvagens do terceiro mundo”, pode sonhar em ser desenvolvido, igualitário e autossuficiente em energia.

Quando as teses neoliberais se tornaram hegemônicas no planeta, as garras de seus defensores se voltaram mais uma vez contra a Petrobras, que teve parte de seu patrimônio privatizado durante o governo Fernando Henrique Cardoso, do agora finado PSDB.

FHC não conseguiu vender a Petrobras de vez, mas permitiu que o Estado brasileiro não fosse o acionista majoritário da empresa, algo que foi desfeito após a eleição de Lula em 2002.

Nos governos Lula e Dilma, a Petrobras desempenhou o papel de indutora do desenvolvimento nacional, especialmente após o descobrimento da camada pré-sal. O Brasil passou a viver seu ápice, gerando riqueza e a distribuindo; os filhos dos mais pobres se formando em cursos superiores, alguns até estudando fora do Brasil. Vivemos pouco mais de uma década de muita pujança em todas as áreas.

Não é preciso detalhar o golpe que foi gestado e culminado com a retirada de Dilma da Presidência da República em agosto de 2016 e a prisão de Lula em abril de 2018, resultando na eleição de Jair Bolsonaro.

A dupla Michel Temer/Jair Bolsonaro, governos economicamente iguais, botaram a mão na massa. Transformaram a Petrobras em mera pagadora de dividendos a acionistas estrangeiros, venderam refinarias e sua distribuidora.

Em resumo, deixaram a maior empresa brasileira manca e sem dentes.

Os números que apontam para o não repasse da redução de preço de combustível pela Petrobras aos brasileiros deveria ser manchete em todos os jornais, sites e revistas; ser objeto de reportagens nos principais telejornais do país. Mas sabe por que a mídia hegemônica finge não saber disso? Por que ela foi partícipe nesse desmonte.

Simples assim.

Por mais que os preços dos combustíveis no Brasil sejam, por lei, livres, as distribuidoras – entre elas a privatizada BR Distribuidora – cometem crime de lesa-pátria, pois encarecem a vida dos brasileiros, seja na feira, na compra de remédios, material de construção, roupas…

Enfim, esse é um exemplo do legado deixado pelo consórcio Lava Jato, Michel Temer, Jair Bolsonaro, mídia hegemônica e Faria Lima, todos partícipes desse desmonte e da piora na qualidade de vida de nosso povo.

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