STF: condenação de Zambelli por perseguição armada é definitiva

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou o trânsito em julgado da condenação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) por ter perseguido de arma em punho um homem pelas ruas de São Paulo, em 2022. Isso significa que não há mais recursos possíveis e deve-se iniciar o cumprimento da pena. 

Esta é a segunda condenação da deputada a ser tornar definitiva no Supremo. A primeira, a 10 anos de prisão, esteve relacionada à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A deputada, entretanto, fugiu para a Itália, em julho, pouco antes de sua prisão ser decretada. 

No momento, Zambelli se encontra presa no país europeu, no aguardo de uma decisão da Justiça italiana sobre o pedido de extradição feito pelo Brasil. Na movimentação mais recente, o Ministério Público de Itália deu parecer favorável à extradição. 

Quando já estava presa na Itália por reflexo da primeira condenação, o Supremo proferiu, em agosto, por 9 votos a 2, a nova sentença de prisão contra a deputada. Ela foi considerada culpada pelos crimes de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. 

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Os crimes foram cometidos pouco antes do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo pela rua e dentro de uma lanchonete, onde ele tentou se proteger. 

A perseguição começou após Zambelli e Luan terem trocado provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.

Durante a tramitação do processo, a defesa sempre alegou que a deputada é inocente. “A deputada reafirma sua inocência e que é vítima de perseguição política”, disse o advogado Fábio Pagnozzi após a segunda condenação. 

O Supremo já determinou que a deputada perca o mandato, devido à incompatibilidade do regime inicial fechado de prisão com sua presença no Congresso. A efetivação da decisão, contudo, depende de ato da Mesa Diretora da Câmara. 

Fonte: Agência Brasil

Milhares de servidores públicos marcham contra a reforma Administrativa

Servidores das três esferas, de todo o país, ocuparam a Esplanada dos Ministérios para exigir a retirada da PEC 38 que ameaça o serviço público, corta direitos e entrega o Estado aos interesses privados

Milhares de servidores públicos municipais, estaduais e federais de todo o Brasil tomaram as ruas de Brasília, nesta quarta-feira (29), na Marcha Nacional contra a Reforma Administrativa, que tramita no Congresso sob o número PEC 38/2025. A mobilização, organizada pela CUT, outras centrais sindicais e diversas entidades que representam os trabalhadores e trabalhadoras do serviço público das três esferas, denunciou o caráter destrutivo da proposta e cobrou dos parlamentares a retirada imediata do texto apresentado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ).

Trabalhadores e sindicalistas de vários estados do Brasil como Goiás, Bahia, São Paulo, Espírito Santo, entre outros, fizeram da Esplanada dos Ministérios o palco de um grande ato político em defesa do Estado brasileiro e dos direitos da população. Os manifestantes caminharam até o Congresso Nacional, empunhando faixas e palavras de ordem como “Reforma Administrativa é o fim do serviço público” e “Nenhum direito a menos”.

Caravanas organizadas pela CUT, Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE), além de entidades como Andes e dezenas de sindicatos estaduais e municipais estiveram em Brasília para reforçar o coro contra a PEC 38.

Durante o ato, o presidente da CUT, Sérgio Nobre, destacou que a unidade das centrais sindicais tem sido decisiva em todos os momentos de enfrentamento e que, desta vez, não será diferente.

“É muito importante porque toda vez que a gente esteve junto, unido — todas as centrais, todas as esferas — a gente venceu, e agora não vai ser diferente. O deputado Pedro Paulo quer enganar o povo dizendo que essa reforma é para melhorar a vida do servidor. Se fosse para melhorar, ele teria construído o projeto junto com os servidores, e não com os setores patronais, que querem de volta a famigerada PEC 32. Nós não podemos ter dúvida disso: o que eles estão discutindo é a PEC 32 com outro nome. E nós já derrotamos ela uma vez — e vamos derrotar de novo, com luta e mobilização.”

Sérgio Nobre acrescentou que as centrais assumiram, durante a marcha, um compromisso comum de manter a pressão política no Congresso.

“Os presidentes das centrais sindicais vão fazer um release dessa marcha maravilhosa, com o que ela reivindica, e vamos entregar ao deputado Hugo Motta [presidente da Câmara] pedindo para ele retirar esse projeto. O que a gente quer é o projeto que isenta do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil. Queremos o fim da famigerada escala 6×1 e a defesa dos direitos dos trabalhadores. Até a vitória.

Reforma é demolição do Estado

O secretário de Relações do Trabalho da CUT Nacional e coordenador das Três Esferas do Serviço Público na Central, Sérgio Antiqueira, classificou a proposta como uma tentativa de “demolição do Estado brasileiro”, alertando que o objetivo central é reduzir investimentos em saúde e educação para liberar mais recursos para emendas parlamentares e interesses privados.

“Essa reforma é um estrago para o país. Querem acabar com os serviços públicos, com os direitos, com a saúde e a educação. É uma reforma feita para a elite, não para o povo. O objetivo deles é o de reduzir o serviço público e aumentar o gasto privatizado, sem transparência e sem controle”, denunciou Antiqueira.

Ele ressaltou que a marcha é apenas o início de uma grande jornada de luta e parabenizou as servidoras e os servidores por se manterem mobilizados.

“Ontem comemoramos o Dia do Servidor, mas hoje é o dia real de celebração, nas ruas, lutando contra a PEC 38. Essa é a nossa forma de comemorar, lutando pelo povo brasileiro”, afirmou.

PEC 38 enfraquece o atendimento à população

Na avaliação do presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, a PEC 38 não é uma modernização, mas uma tentativa de enfraquecer o atendimento à população, precarizar vínculos de trabalho e abrir espaço para apadrinhamento político nos cargos públicos.

“Estamos aqui em Brasília com caravanas de todo o Brasil dizendo não à PEC 38. Essa proposta vai atacar frontalmente os servidores, mas principalmente o povo, ao fragilizar o serviço público. Nós vamos barrar essa reforma nas ruas, fortalecendo o servidor e o atendimento à população”, afirmou Rodrigues.

Reforma retoma velhas ameaças e amplia a precarização

A proposta apresentada por Pedro Paulo reedita os pilares da antiga PEC 32, proposta do governo de Jair Bolsonaro (PL), que não foi adiante. A atual PEC mantem ataques à estabilidade, aos concursos e às garantias de carreira. O texto prevê a redução de direitos, incentivo à terceirização, fim da progressão automática por tempo de serviço, teto para adicionais e auxílios, restrições ao teletrabalho e possibilidade de demissão por avaliação de desempenho.

A análise do escritório LBS Advogadas e Advogados alerta que a PEC “abre espaço para perseguição política, assédio moral e corrupção, ao permitir contratações temporárias e cargos comissionados em larga escala”. Além disso, institui bônus por produtividade que beneficia apenas o alto escalão e enfraquece a negociação coletiva.

Desmonte do Estado

Para os trabalhadores, a reforma não combate privilégios — retira direitos e entrega o Estado aos interesses privados. Caso aprovada, resultará em menos concursos, mais terceirizações, cortes salariais, restrição de licenças e férias, e privatização de serviços essenciais.

A mobilização desta quarta-feira mostrou, no entanto, que o movimento sindical segue organizado e combativo. A CUT e as demais centrais reafirmaram que não aceitarão retrocessos e que seguirão em campanha permanente contra a reforma administrativa, com atos, mobilizações nos estados e diálogo com a população.

Fonte: CUT Brasil

Moraes manda Cláudio Castro prestar esclarecimentos sobre chacina no RJ

A chacina no Rio deixou ao menos 119 mortos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (29) que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, se explique sobre a operação policial, ocorrida na terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, localizados na cidade do Rio de Janeiro–a mais letal da história do estado. 

A Operação Contenção, deixou 119 mortos, sendo 115 civis e quatro policiais. As informações foram atualizadas pelo secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, que participou de uma entrevista coletiva à imprensa concedida nesta quarta-feira (29).

Autoridades de segurança pública admitem que esse número pode aumentar e afirmam que as pessoas mortas reagiram com violência à operação, e aqueles que se entregaram foram presos. 

A operação foi amplamente criticada por especialistas, moradores, organizações nacionais e internacionais. Ativistas denunciaram que a ação foi um “massacre”, enquanto especialistas em segurança pública ouvidos pela Agência Brasil apontaram a exposição da população aos tiroteios.

A operação contou com um efetivo de 2,5 mil policiais e é a maior realizada no estado nos últimos 15 anos. Os confrontos e ações de retaliação de criminosos geraram pânico em toda a cidade, com intenso tiroteiro, fechando as principais vias, escolas, comércios e postos de saúde. 

Fonte: Brasil 247 e Agência Brasil

GAZA – Em que pé está o “plano de paz de Trump”?

A trégua do lado israelense durou apenas um instante. Em 19 de outubro, uma explosão em Rafah destruiu uma escavadeira conduzida por um colono israelense. Acusando imediatamente o Hamas de ter rompido a trégua, Benjamin Netanyahu ordenou o fechamento dos corredores humanitários e reiniciou os bombardeios. 

Naquela mesma noite, ele se gabou de ter lançado 153 toneladas de bombas sobre Rafah. Resultado: 44 civis mortos, incluindo mulheres e crianças. A versão oficial, porém, rapidamente desmoronou: a escavadeira havia passado por cima de uma munição israelense não detonada. Milhares de engenhos semelhantes ainda estariam espalhados pela Faixa de Gaza.

Sob pressão dos EUA, Netanyahu é imediatamente forçado a reabrir a passagem da ajuda humanitária e a reconhecer a realidade do incidente. Apesar dos fatos, a imprensa israelense ainda continuou por um dia inteiro a acusar o Hamas, mencionando supostos combatentes que surgiram de um túnel.

Uma trégua repetidamente violada

De acordo com o gabinete de imprensa do governo de Gaza, Israel cometeu 47 violações do cessar-fogo desde a sua entrada em vigor: disparos contra civis, ataques direcionados, prisões arbitrárias. Estes ataques prolongam a lógica genocida de destruição sistemática iniciada há dois anos. Desde o início da guerra, em outubro de 2023, foram identificados 68.216 mortos e mais de 170.000 feridos em Gaza, de acordo com os números divulgados pela agência Wafa em 20 de outubro de 2025.

O duplo discurso de Washigton

Diante dessa escalada, os emissários de Donald Trump tiveram que lembrar a Netanyahu que “o direito à autodefesa não justifica o questionamento do cessar-fogo”. No terreno, o exército israelense definiu uma “linha amarela” intransponível, anexando de fato cerca de 60% do território de Gaza. Além dessa linha (ver mapa…), toda a presença palestina está sob controle total.

Quando os negócios ditam a paz

A aceleração da retomada do controle da situação diretamente pelo próprio Trump se explica em parte pelo caos diplomático provocado pelo ataque israelense a Doha em setembro, com o objetivo de matar os negociadores do Hamas que se encontravam lá. O Catar, mediador-chave entre Israel e o Hamas, é um parceiro estratégico e um terreno de negócios muito lucrativo para Jared Kushner, genro de Trump e principal negociador do “plano de paz”. Na CBS, Kushner explicou que, após o ataque a Doha, os círculos dirigentes estadunidenses consideraram que “os israelenses estavam perdendo o controle” e que era necessário “impedi-los de prejudicar seus próprios interesses”. Witkoff, enviado especial dos EUA, por sua vez, denunciou uma perda de confiança do Catar em relação a Washington: “Nos sentimos traídos”, disseram-lhe em Doha.

Um elemento importante dessa retomada está relacionado ao aumento da rejeição a Israel no mundo, à multiplicação das sanções oficiais impostas por países como a Espanha, aos processos judiciais movidos nas mais altas instâncias do mundo, aos apelos generalizados ao boicote, à organização de flotilhas, com ajuda humanitária. Neste contexto em que a imagem de Israel desmorona, mesmo nos Estados Unidos, inclusive no seu próprio campo, Trump decidiu reagir, acelerando um acordo à sua maneira.

O “modelo Trump: a paz do mercado”

Thomas Barrack, um dos seus conselheiros mais próximos, resume a visão do presidente estadunidense: “Cooperar através da segurança e do investimento.” Tradução: a paz como alavanca econômica, com uma ordem regional estabilizada pelos fluxos financeiros e pelos investimentos. Neste contexto, trata-se de preservar a todo custo o Estado israelense, ao mesmo tempo em que se tomam medidas para controlá-lo, pois ele continua sendo o principal braço armado do imperialismo dos Estados Unidos na região.

Fonte: O Trabalho

Pastor é preso após torturar e estuprar as filhas, antes de forçá-las a ler a Bíblia

Um pastor do Distrito Federal foi preso por estuprar e torturar enteados menores de idade. Segundo a investigação que desencadeou a Operação Falso Profeta, ele obrigava as vítimas a lerem a Bíblia após violentá-las. A Polícia Civil diz que ele usava isso para “justificar” os crimes.

Um os enteados foi torturado com arame farpado e ficou permanentemente deformado. Todos os crimes ocorreram entre 2010 e 2018, na residência da família, no Recanto das Emas. Na época, todas as vitimas tinham entre 6 e 7 anos, e o pastor forçava as crianças a ficarem de joelhos sobre grãos de milho ou tampas de garrafas e assistirem uma a outra sendo estuprada.

“O autor explorava a fé e se aproveitava do laço de sangue para cometer os estupros e tentar ficar impune. No entanto, a investigação conseguiu provar os crimes”, disse o delegado-chefe da 27ª DP, Alexandre Godinho. As vítimas só denunciaram os crimes neste ano, quando uma delas foi abordada pelo Conselho Tutelar, que auxiliou nas denúncias.

Segundo as vítimas, o pastor cometia o abuso quando estava sóbrio ou sob efeito de drogas e álcool. Ao saber que seria preso, o pastor tentou se matar, mas foi socorrido por colegas e encaminhado a um hospital. Ele está na 27ª DP e responderá pelos crimes de estupro vulnerável, atentado violento ao pudor majorado, satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente, tortura e maus-tratos.

Fonte: DCM

Israel assassina mais de 100 palestinos em Gaza

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou nesta quarta que 104 palestinos morreram e outros 253 ficaram feridos em bombardeios israelenses desde terça-feira, quando o premiê Benjamin Netanyahu ordenou novos ataques à Gaza. Dos mortos, mais da metade (66) são mulheres ou crianças, segundo a pasta.

“O acordo de cessar-fogo ainda está em vigor em Gaza, e continuamos trabalhando para implementar o plano de paz do presidente Trump”, disse o alto funcionário, sob condição de anonimato. “A transição para uma paz permanente em Gaza é uma tarefa difícil após dois anos de conflito na Faixa de Gaza.”

“O plano de paz para Gaza enfrentará desafios e o governo dos EUA está fazendo esforços intensos para progredir. Não estaremos satisfeitos até que a estabilidade seja alcançada em Gaza, uma transição para o governo civil seja concretizada e progressos tangíveis sejam feitos em direção à paz”, afirmou Basal.

O Gabinete de Imprensa do governo de Gaza acusou Israel de cometer 125 violações do cessar-fogo desde que o acordo entrou em vigor no dia 10 de outubro, incluindo a morte de 94 palestinos. O Hamas anunciou que adiaria a entrega a Israel — inicialmente prevista para as 18h GMT (15h de Brasília) — do corpo de outro prisioneiro, “encontrado em um túnel ao sul de Gaza”.

“Adiaremos a entrega prevista por violações da ocupação”, acrescentou o braço armado do Hamas, as Brigadas Ezedin al-Qasam, e afirmou que “qualquer escalada sionista dificultará as buscas, as escavações e a recuperação dos corpos”.

O alto funcionário estadunidense ouvido pela Al Jazeera disse que “localizar os corpos dos prisioneiros israelenses em Gaza é difícil, desafiador e demorado. O Centro de Coordenação Civil-Militar desempenhou um papel vital ao trazer equipes técnicas egípcias para Gaza para recuperar os corpos.”

Fonte: G1 e Brasil de Fato

Assembleia de Deus em Alagoas virou palco de disputa eleitoral para 2026

Vista como “traição” ao prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PL), a saída de Gunnar Nunes do PL provocou demissões em ‘massa’ de muitos fiéis que estavam lotados na Prefeitura

Desde que o Blog Kléverson Levy publicou a matéria mostrando que o Filho de pastor se projeta para representar Igreja Evangélica na ALE, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Alagoas (AD Alagoas) entrou numa disputa política devido ao tamanho eleitoral que detém. 

Atualmente, a vaga de deputado estadual é de Mesaque Padilha (UB), que foi eleito em 2022 com um trabalho voltado para representar o meio cristão e diante do apoio de lideranças da Adalagoas. Porém, para 2026, o pastor-presidente da Assembleia no estado, reverendo José Orisvaldo Nunes de Lima, mudou de ideia e deve manter Padilha na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).

No entanto, o pastor-presidente tem jogado todas as cartas para que Gunnar Nunes Nicácio, filho e coordenador geral de Mídia e Relações Públicas Institucionais da @adalagoasoficial, dispute um cargo eletivo no próximo ano.  Tanto que a troca de partidos da família AD Alagoas causou grande repercussão nos bastidores da política.

Vista como “traição” ao prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PL), a saída de Gunnar Nunes do PL provocou demissões em ‘massa’ de muitos fiéis (e aliados) que estavam lotados na Prefeitura de Maceió. JHC fez, ontem à noite, 27, uma enxurrada de exonerações como forma de retaliação devido ao prejuízo eleitoral causado pelos comandantes da Assembleia de Deus em Alagoas.

Nâo tão distante, vale ressaltar, que o prefeito de Maceió havia feito a doação de um terreno para uma nova igreja no Eustáquio Gomes, em Maceió. O encontro havia chancelado o apoio político do reverendo José Orisvaldo Nunes ( e do filho, ok?) para a chapa do PL.

Portanto, agora filiado ao PP do deputado federal Arthur Lira , Gunnar Nunes terá que buscar um rumo aos mais de 50 cargos perdidos na gestão da capital alagoana. Afinal, dizem que João Henrique Caldas não gostou – em nada – da traição recebida antes mesmo de 2026 se concretizar em acordos e uniões.

Por fim, nem a fé, nem a religião e nem o nome de Deus têm sido respeitados quando os interesses estão voltados para política, cargos e benesses do PODER. 

É como está na Bíblia em Êxodo (capítulo 20) que “Não invocarás o nome do Senhor teu Deus em vão. Pois o Senhor não deixará impune aquele que invocar o seu nome em vão” – o que significa mais do que apenas evitar blasfêmias.

Será? 

Manda quem pode. Obedece quem tem juízo!

Fonte: Blogkleversonlevy

Operação de Cláudio Castro promove banho de sangue no Rio

Operação já é considerada a mais letal da história do Estado com ao menos 64 mortos

A ação propagada pelo governador Claudio Castro (PL) como uma “guerra” contra uma suposta expansão do Comando Vermelho resultou em um verdadeiro banho de sangue com ao menos 64 mortos e o sentimento de medo e de impotência tomando conta do Rio de Janeiro.

A operação “Contenção” coordenada por Cláudio Castro nos Complexos do Alemão e da Penha já é considerada a mais letal da história do Estado. Até as 15h30 desta terça, 64 pessoas haviam sido mortas nas duas localidades, ultrapassando as operações no Jacarezinho, em maio de 2021, com 28 óbitos, e a operação na Vila Cruzeiro, em maio de 2022, com 24 mortes.

Todas as operações aconteceram nos governos de Cláudio Castro (PL). Ainda assim, o crime organizado, entre as facções e milícias, controla ao menos 57% do território do Rio Janeiro.

O governo fluminense tomou a opção de um confronto direto contra criminosos, ignorando as ações de inteligência para neutralizar as facções e transformando as comunidades, onde cerca de 200 mil trabalhadores e seus familiares vivem, em um palco de guerra.   

Pelo menos 2.500 agentes das forças de segurança do RJ saíram para cumprir 100 mandados de prisão. Traficantes reagiram a tiros e com barricadas em chamas, dezenas de colunas de fumaça podiam ser vistas de diversos pontos da cidade.

A Polícia Civil afirmou ainda que, em retaliação, criminosos lançaram bombas com drones. Outros fugiram em fila indiana pela parte alta da comunidade, em uma cena semelhante à disparada de bandidos em 2010, quando da ocupação do Alemão.

Segundo o balanço parcial: 60 suspeitos haviam sido mortos em confronto. Dois eram da Bahia; outro, do Espírito Santo. Agentes de segurança foram baleados, e pelo menos 4 morreram. Além deles, 3 inocentes foram baleados.

Mais de 80 homens foram presos, 5 foram baleados e internados sob custódia no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Os policiais também teriam apreendido 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos.

Para justificar o massacre, Cláudio Castro tentou culpar o governo federal, ignorando o fato da segurança pública ser responsabilidade do seu governo. Segundo ele, “tivemos pedidos negados três vezes, cada dia uma razão para não estar colaborando”.

Castro atuou firmemente contra a PEC da Segurança Pública – projeto apresentado pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para ampliar o combate centralizado às organizações criminosas como o Comando Vermelho, o PCC e as milícias que ocupam territórios do Rio de Janeiro, tenta agora jogar a responsabilidade por sua lambança no governo federal.

RESPOSTA FEDERAL

O Ministério da Justiça rebateu Castro e afirmou que atendeu “prontamente” todos os pedidos do estado para o emprego da Força Nacional no combate ao crime organizado.

A pasta destacou que, desde 2023, acatou todas as 11 solicitações de renovação da Força Nacional de Segurança Pública no território fluminense. Também citou a realização de operações conjuntas da Polícia Federal com as polícias estaduais e o envio de recursos do governo federal para investir no sistema penitenciário e na segurança pública.

O Ministério citou a reunião de Castro com o ministro Ricardo Lewandowski, em fevereiro deste ano. “À ocasião, o ministro atendeu a um pedido do estado e ofereceu dez vagas em presídios federais para alocar lideranças criminosas do Rio de Janeiro”, diz o texto. “O Ministério da Justiça e Segurança Pública reafirma seu compromisso com o Estado do Rio de Janeiro, promovendo a segurança pública por meio do apoio integrado.”

Dados sobre prisões e apreensões de drogas e armas refletem o “esforço contínuo” da PF no enfrentamento às facções, diz o ministério. “Só em 2025, foram realizadas 178 operações no Rio, sendo 24 delas relacionadas a tráfico de drogas e armas. Ao todo, foram 210 prisões efetuadas, das quais 60 estão diretamente relacionadas a investigações sobre o tráfico de drogas e armas. No mesmo período, foram apreendidas 10 toneladas de drogas e 190 armas de fogo, incluindo 17 fuzis”, diz a nota.

FINALIDADE DA OPERAÇÃO QUESTIONADA

O Ministério Público da União (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) enviaram um ofício ao governo do Rio com questionamentos sobre a megaoperação no Complexo do Alemão e Vila Cruzeiro.

Eles questionam, por exemplo, se as medidas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADPF 635, a ADPF das Favelas, foram cumpridas. O MPF e DPU pede ainda que o governo “informe detalhadamente de que forma o direito à segurança pública foi promovido, indicando as finalidades da operação, os custos envolvidos e a comprovação da inexistência de outro meio menos gravoso de atingir a mesma finalidade”.

O documento ainda cobra que o governo comprove:

  • Prévia definição do grau de força adequado e justificativa formal da operação;
  • Atuação dos órgãos periciais para realização de perícia e identificação de vestígios de crimes;
  • Uso de câmeras corporais e câmeras nas viaturas;
  • Existência e apresentação ao público de relatório detalhado da operação;
  • Informação clara sobre o respeito rigoroso ao período de entrada e saída dos estabelecimentos educacionais e indicação das razões concretas que pudessem excepcionar tal respeito;
  • Presença de ambulâncias;
  • Cumprimento das diretrizes constitucionais sobre buscas pessoais e domiciliares.

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) informou, em nota, que acompanha “com extrema preocupação a escalada de violência provocada pela megaoperação”. 

A comissão informou que vai oficiar o Ministério Público e as polícias Civil e Militar cobrando explicações sobre as circunstâncias da ação, “que transformou novamente as favelas do Rio em cenário de guerra e barbárie”. 

Para a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, deputada Dani Monteiro (PSOL), “nenhuma política de segurança pode se sustentar sobre esse banho de sangue”. 

“O Estado não pode continuar tratando a vida de todas as vítimas como descartável, nem as favelas como território inimigo ou palco de espetáculo. É preciso garantir a proteção de moradores e policiais, priorizando direitos, inteligência e planejamento em vez de violência e terror”, afirmou a deputada.

Fonte: Hora do Povo

16 trabalhadores são resgatados de trabalho escravo no Ceará

Homens viviam em um alojamento em situação precária e não recebiam equipamento de segurança para o trabalho.

Dezesseis trabalhadores dos estados do Piauí e Maranhão foram resgatados em situação similar à escravidão no Ceará. A ação aconteceu na semana passada, mas os detalhes foram divulgados nesta segunda-feira (27). (Veja abaixo como denunciar esse tipo de irregularidade.)

Conforme a Superintendência Regional do Trabalho no Ceará (SRT), as vítimas viviam em condições precárias no alojamento de uma obra em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza, sem acesso à água potável.

Durante a fiscalização, também foi constatado que os trabalhadores desenvolviam suas atividades na obra sem equipamentos de segurança, o que chegou a causar um acidente de trabalho com uma das vítimas. Além disso, eles sofriam descontos indevidos no salário.

Diante das irregularidades, a obra foi embargada pelos auditores-fiscais do trabalho e a empresa teve que pagar o salário das vítimas, que retornaram para seus estados de origem.

A ação também teve a participação do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal.

⚠️ COMO DENUNCIAR? Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações.

A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local.

Fonte: G1

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