Ipespe: 72% dos brasileiros são contra a PEC da Blindagem; só 22% são a favor

E 46% são contra qualquer proposta de anistia

A pesquisa Pulso Brasil/Ipespe, divulgada nesta terça-feira (23), mostra que 72% dos brasileiros são contra a PEC da Blindagem, ou da bandidagem, que trava investigações e prisões em flagrante de parlamentares corruptos e outros crimes, enquanto só 22% são a favor.

A rejeição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é majoritária entre as pessoas que se autodeclaram de esquerda (93%), centro (81%) e direita (51%).

No domingo (21), milhares tomaram as ruas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Brasília, Belém e diversas outras cidades do Brasil para protestar contra a PEC que foi aprovada na Câmara dos Deputados.

A pesquisa Pulso Brasil/Ipespe mostra a avaliação dos brasileiros sobre a PEC:

Contra: 72%;

A favor: 22%;

Não sabe: 6%

Entre os que votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, a rejeição à PEC chega a 52%, frente a 38% que são favoráveis e 10% que não responderam.

Já no caso dos eleitores de Lula, a rejeição atinge 87%, com 11% a favor e 3% que não sabem.

O levantamento também perguntou aos brasileiros sobre uma possível anistia. 46% são contra qualquer proposta de anistia, ao passo que 28% são a favor de anistia geral (que inclua o ex-presidente Jair Bolsonaro) e 18% são favoráveis a uma anistia parcial, que atinja os condenados que estavam no ataque de 8 de janeiro, com redução de pena.

Fonte: Hora do Povo

Conferência da ONU aprova Estado Palestino e amplia reconhecimento

Já são 80% os países-membros da ONU que reconhecem a Palestina

A Conferência Internacional de Alto Nível para a Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados, convocada por França e Arábia Saudita ao lado da Assembleia-Geral da ONU, aprovou com 142 votos a Declaração de Nova Iorque que exige “passos tangíveis, com prazo definido e irreversíveis” para sua implementação. Os lugares de Israel e dos EUA permaneceram vazios.

No total são 157 países que já declararam reconhecer o Estado da Palestina.

A conferência foi antecedida pelo reconhecimento do Estado Palestino pelo Reino Unido, França, Espanha, Portugal, Bélgica, Mônaco, Luxemburgo, Andorra, San Marino, Malta, Canadá e Austrália e com o total de reconhecimentos diplomáticos já alcançando 80% dos países-membros da ONU.

O evento marca o afastamento da França, Reino Unido e outros países europeus da política de virtual cumplicidade com Israel e sua guerra de genocídio em Gaza, e deixa os EUA isolados no Conselho de Segurança da ONU, com os demais quatro membros permanentes – Rússia, China, Reino Unido e França – favoráveis ao Estado Palestino.

Isolamento que é a resposta do mundo quanto à questão moral dos nossos tempos – o genocídio dos palestinos perpetrado por Israel em Gaza – assim como foi com os Estados Unidos na Guerra do Vietnã em outro momento e depois o apartheid sul-africano.

Também marca o revigoramento da Iniciativa de Paz Árabe, que tem como centro a troca de “terra por  paz” para normalização das relações entre os árabes e Israel, e esvaziamento dos assim chamados “acordos de Abraão”, promovidos no primeiro mandato de Trump. E cuja essência foi graficamente mostrada, poucos dias antes do 7 de outubro de 2023, pelo próprio Netanyahu, que exibiu então no plenário da ONU um “novo mapa” onde não existia nenhum vestígio da Palestina.  

“ÚNICO CAMINHO PARA A PAZ JUSTA E PERMANENTE”

“A implementação da Solução de Dois Estados é o único caminho para alcançar uma paz justa e permanente”, disse o chanceler saudita, Faisal bin Farhan, copresidente da conferência, ao chamar ao reconhecimento da Palestina como passo “histórico”, depois de denunciar os crimes brutais de Israel em Gaza, Jerusalém Oriental e Cisjordânia e seus ataques à soberania de países árabes e muçulmanos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que “o reconhecimento é um direito da Palestina, não uma recompensa” – como tem alegado o chefe do genocídio, Netanyahu.

Impedido de viajar a Nova York após ter o visto negado pelo governo Trump, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, falou por vídeo, reiterando que o reconhecimento do direito do povo palestino à autodeterminação, liberdade e independência abre o caminho para a implementação da Solução dos Dois Estados, que permitirá o, embora tardio, estabelecimento Estado da Palestina vivendo lado a lado com o Estado de Israel em segurança, paz e boa vizinhança. Dirigindo-se aos israelenses, Abbas convocou: “nosso futuro e o de vocês depende da paz. Chega de guerra”.

Abbas também enfatizou que a prioridade hoje é o cessar-fogo em Gaza, a entrada da ajuda, a libertação de todos os reféns e prisioneiros, a retirada completa da Faixa de Gaza, o pleno assumimento das responsabilidades do Estado da Palestina, o começo da reconstrução, e a cessação das atividades e do terrorismo dos colonos.

Ele também se comprometeu com reformas institucionais e eleições em até um ano após o cessar-fogo, que ocorrerão sob supervisão internacional.

FRANÇA ANUNCIA RECONHECIMENTO DA PALESTINA

“Declaro que hoje a França reconhece o Estado da Palestina, pela paz entre o povo israelense e o povo palestino”, afirmou o presidente Emmanuel Macron, sob ovação, diante de centenas de delegados reunidos no plenário da ONU.

Após citar o colapso humanitário em Gaza e a escalada na Cisjordânia, Macron reiterou que “o tempo para a paz é agora, porque em breve será tarde demais para agarrar essa oportunidade”.

“O pior pode estar à frente, seja o sacrifício de muitos mais civis, a expulsão da população de Gaza em direção ao Egito, a anexação da Cisjordânia ou a morte dos reféns detidos pelo Hamas”, disse.

Macron disse ainda que Israel tem “o dever absoluto de garantir que a ajuda humanitária chegue à Faixa de Gaza”. Ele relatou que o processo de reconhecimento será gradual, com a França só abrindo uma embaixada na Palestina após a libertação dos reféns em Gaza e a implementação de um cessar-fogo.

“TENTATIVA DE ANIQUILAMENTO DO SONHO PALESTINO DE NAÇÃO”

Em pronunciamento na conferência, o presidente brasileiro Lula saudou “os países que reconheceram a Palestina, como o Brasil fez em 2010. Já somos a imensa maioria dos 193 membros da ONU”.

Lula registrou que o plano de partilha do então mandato britânico da Palestina foi adotado em sessão há 78 anos presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha. “Naquela ocasião, nasceu a perspectiva de dois Estados, mas só um se materializou.” “[O veto] também vai contra sua [da ONU] vocação universal, bloqueando a admissão como membro pleno de um Estado cuja criação deriva da autoridade da própria Assembleia-Geral”, afirmou o presidente brasileiro.

“Um Estado se assenta sobre três pilares: o território, a população e o governo. Todos têm sido sistematicamente solapados no caso palestino”, disse Lula. “Como falar em território diante de uma ocupação ilegal que cresce a cada novo assentamento? Como manter uma população diante da limpeza étnica a que assistimos em tempo real? E como construir um governo sem empoderar a Autoridade Palestina?”, questionou o brasileiro.

“O que está acontecendo em Gaza não é só o extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de aniquilamento de seu sonho de nação. Tanto Israel quanto a Palestina têm o direito de existir”, acrescentou o presidente.

“Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de 50 mil crianças, destruir 90% dos lares palestinos e usar a fome como arma de guerra, nem alvejar pessoas famintas em busca de ajuda”, destacou Lula,

“Apoiamos a criação de um órgão inspirado no Comitê Especial contra o Apartheid, que teve papel central no fim do regime de segregação racial sul-africano. Assegurar o direito de autodeterminação da Palestina é um ato de justiça e um passo essencial para restituir a força do multilateralismo e recobrar nosso sentido coletivo de humanidade”, concluiu o líder brasileiro.

PUNIÇÃO COLETIVA

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, reafirmou a denúncia de genocídio e lembrou a ação movida por Pretória na Corte Internacional de Justiça.  “Israel desencadeou uma punição desproporcional contra o povo da Palestina. A única solução é a de dois Estados”, disse. Poucos dias antes, o neto de Nelson Mandela declarara que a vida sob ocupação israelense é “pior que o apartheid”.

Já o presidente espanhol Pedro Sánchez advertiu que “é urgente que exista um povo palestino no Estado que reivindicamos reconhecer”, antes de concluir que “o povo palestino está sendo aniquilado” e que o massacre precisa ser interrompido “neste exato momento”.

À conferência o presidente turco Erdogan denunciou que Netanyahu e seu governo estão trabalhando para tornar o estabelecimento de um Estado palestino “impossível”. Ele disse que lutar contra a opressão israelense é uma “responsabilidade moral”.

“O objetivo de aprofundar as políticas de ocupação e anexação é claro: matar a visão de uma solução de dois Estados, não deixar nenhum terreno para os palestinos sobreviverem e exilar o povo palestino”, afirmou.

“SUPERESPARTA ULTRASSIONISTA”

Diante da repercussão da conferência pela solução dos Dois Estados, o regime Netanyahu, em comunicado, repetiu que “um Estado palestino não será estabelecido a oeste do rio Jordão”. Enquanto a Casa Branca, cúmplice do genocídio, saiu pela tangente, alegando que a Declaração de Nova Iorque “não faz nada para libertar os reféns, não encerra o conflito e, francamente, é uma recompensa ao Hamas”.

A declaração de Netanyahu foi feita poucos dias após ele admitir que o genocídio está levando Israel à condição de país pária, numa repetição do que já foi visto na África do Sul sob apartheid nos anos 1980. A ponto de sugerir, como saída, que Israel se torne uma “superEsparta”, “uma autarquia” – ou quem sabe, um Estado-gueto -, ao mesmo tempo em que delira, como fez recentemente, sobre o “Eretz Israel”, do Eufrates ao Nilo.

A propósito, em seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU anual, o presidente Lula, ao se pronunciar a favor do Estado da Palestina, fez questão de saudar todos os judeus, que dentro e fora [de Israel] se manifestam contra o genocídio.

Fonte: Hora do Povo

Movimentos convocam ato em defesa das terras da Usina Laginha e Guaxuma

Os movimentos de luta pela terra de Alagoas convidam todos os parceiros e apoiadores da luta pela Reforma Agrária para mais uma ação de defesa das terras da massa falida do Grupo João Lyra para o assentamento das famílias acampadas na região!

O ato acontece no próximo dia 24 (quarta-feira) a partir das 7h, na antiga Usina Laginha, em União dos Palmares.

Na ocasião os camponeses e camponesas vão realizar mutirão de plantio de árvores e organização de roçado coletivo com os amigos e apoiadores dessa luta!

VENHA SEMEAR A TERRA COM A GENTE!

Fonte: Ascom MST/AL

Conselho de Ética abre processo para cassar mandato de Eduardo

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados abriu um processo nesta terça (23) contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que pode resultar na cassação de seu mandato. O processo foi instaurado após uma queixa que acusa o parlamentar de atuar em defesa de sanções dos Estados Unidos, com o objetivo de “desestabilizar as instituições republicanas” do Brasil.

Eduardo, que reside nos EUA desde o início deste ano, tem promovido uma articulação golpista e pedindo sanções contra autoridades e produtos brasileiros. O pedido para a abertura do processo partiu do PT, e o Conselho de Ética agora avaliará se há fundamentos para cassar o mandato de Eduardo Bolsonaro por quebra de decoro parlamentar.

O presidente do Conselho, Fabio Schiochet (União-SC), será responsável por escolher um relator até sexta (26). O sorteado terá um prazo de dez dias úteis para apresentar um parecer preliminar, que pode levar à continuidade do processo ou ao seu arquivamento. A duração da ação pode ser de até 90 dias úteis, mas os membros do Conselho acreditam que a análise será concluída em menos tempo.

Além do processo no Conselho de Ética, Eduardo enfrenta outra pressão em relação ao seu mandato devido ao acúmulo de faltas não justificadas desde agosto. Tentativas de seus aliados de evitar a contabilização das ausências por meio de uma manobra política foram frustradas quando o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitou a indicação de Eduardo para a liderança da minoria.

Como resultado, o deputado continua a acumular faltas, o que pode resultar em uma cassação adicional por excesso de ausências, uma questão que será discutida em 2026.

Em paralelo, Eduardo também está sendo investigado no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de coação no curso do processo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o deputado e Paulo Figueiredo por sua atuação para pressionar autoridades brasileiras e influenciar os processos relacionados a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Ministério Público alega que Eduardo usou as sanções econômicas do governo Trump para exercer pressão, e pediu à Câmara que fosse notificada para avaliação disciplinar. O STF deu 15 dias para que o deputado apresente sua defesa.

O PT, que pediu a abertura do processo no Conselho de Ética, argumenta que as ações de Eduardo nos EUA violam o decoro parlamentar e têm como objetivo desestabilizar as instituições do Brasil. O partido também aponta que sua atuação tem o intuito de pressionar autoridades brasileiras por meio de sanções internacionais, como uma forma de represália às investigações envolvendo seu pai e aliados políticos.

A abertura do processo no Conselho de Ética é apenas a primeira etapa de uma investigação disciplinar. Após a escolha do relator, o caso passará por diversas fases, incluindo espaço para a defesa do deputado. O relator poderá, ao final, opinar pela absolvição ou pela punição de Eduardo, que pode variar desde uma censura até a perda do mandato, dependendo da gravidade das acusações.

Fonte: DCM

Moraes manda oficiais de Justiça procurarem Eduardo e Figueiredo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (23) que sejam tomadas providências para a notificação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do jornalista Paulo Figueiredo sobre a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Ambos os acusados estão nos Estados Unidos e, por isso, as intimações precisam ser feitas por meio de um procedimento internacional.

Segundo o despacho de Moraes, oficiais de Justiça serão enviados a antigos endereços dos dois em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília para tentar entregar a intimação fisicamente.

No entanto, devido à residência dos acusados fora do país, o processo de notificação será realizado por meio do Tratado de Assistência Legal Mútua (MLAT, em inglês), que permite a comunicação entre países para que processos judiciais transnacionais possam avançar. Esse procedimento, no entanto, é notoriamente mais lento e pode levar um período considerável até que a notificação seja formalizada.

Ambos os denunciados, no entanto, afirmaram que só irão constituir advogados após a notificação formal do processo por meio dos canais legais adequados. “Aguardaremos, muito pacientemente, a comunicação do processo pelas vias legais competentes entre Brasil e Estados Unidos para nos manifestarmos formalmente”, disseram os acusados em nota divulgada na última segunda-feira (22).

Esse método de notificação internacional, embora seja o mais utilizado pela Justiça brasileira para intimar réus fora do país, é considerado moroso. Isso foi evidenciado em situações anteriores, como na crise envolvendo o STF e plataformas digitais.

Naquele caso, a maioria dos ministros do Supremo decidiu que o MLAT deveria ser utilizado como um recurso complementar, uma vez que os processos de cooperação internacional podem ser demorados, principalmente quando envolvem dados de provedores de internet estrangeiros.

A falta de notificação formal, nesse caso, é o principal obstáculo para o avanço do processo contra Paulo Figueiredo, que já foi denunciado pela PGR em março. A denúncia, no entanto, não pôde ser processada até o momento devido à dificuldade em efetivar a entrega da acusação.

Moraes chegou a determinar a notificação de Figueiredo por edital, medida que é adotada quando não é possível localizar o acusado, e também nomeou a Defensoria Pública da União (DPU) para representar Figueiredo no processo. Contudo, o defensor público Gustavo Zortéa relatou dificuldades para entrar em contato com o acusado e se recusou a apresentar uma defesa prévia, alegando que a defesa seria meramente formal.

Fonte: DCM

Lula condena genocídio em Gaza e defende Estado Palestino

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que está ocorrendo em Gaza não só extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de aniquilamento de seu sonho de nação.

Como apontou a Comissão de Inquérito sobre os Territórios Palestinos Ocupados, não há palavra mais apropriada para descrever o que está ocorrendo em Gaza do que genocídio”, afirmou Lula.

O presidente foi um dos chefes de Estado a se pronunciar na Conferência Internacional para a Solução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados. A reunião realizada nesta segunda-feira (22/9) antecede a Assembleia- Geral das Nações Unidas, na sede da organização, em Nova York.

Lula reforçou o apoio brasileiro ao processo aberto pela África do Sul, exigindo o reconhecimento do Estado Palestino, tal como plano de partilha apresentado pela ONU há 78 anos: “Um Estado se assenta sobre três pilares: o território, a população e o governo. Todos têm sido sistematicamente solapados no caso palestino”, declarou.

O líder brasileiro reiterou que os atos terroristas cometidos pelo Hamas são inaceitáveis e que o Brasil já foi enfático ao condená-los. “Mas o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis”, ponderou.

Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de 50 mil crianças. Nada justifica destruir 90% dos lares palestinos. Nada justifica usar a fome como arma de guerra, nem alvejar pessoas famintas em busca de ajuda. Meio milhão de palestinos não têm comida suficiente, mais do que a população de Miami ou Tel Aviv. A fome não aflige apenas o corpo. Ela estilhaça a alma”, afirmou Lula.

Fonte: Leia Sempre Brasil

PGR denuncia Eduardo Bolsonaro e comparsa por coação

Denúncia foi feita no inquérito do STF que trata de atuação nos EUA

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o blogueiro Paulo Figueiredo pelo crime de coação no curso do processo. 

A denúncia foi feita no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que trata da atuação do parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros da Corte. 

Na denúncia apresentada ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que Eduardo e Figueiredo, que estão nos Estados Unidos, ajudaram a promover “graves sanções” contra o Brasil no intuito de demover o Supremo de condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro pela trama golpista.

“Todo o percurso estratégico relatado confirma o dolo específico de Eduardo Bolsonaro e de Paulo Figueiredo de instaurar clima de instabilidade e de temor, projetando sobre as autoridades brasileiras a perspectiva de represálias estrangeiras e sobre a população o espectro de um país isolado e escarnecido”, disse Gonet.

O procurador acrescentou que os acusados se apresentaram nas redes sociais e em entrevistas como articuladores das sanções e fizeram ameaças aos ministros da Corte.

“Apresentaram-se como patrocinadores dessas sanções, como seus articuladores e como as únicas pessoas capazes de desativá-las. Para a interrupção dos danos, objeto das ameaças, cobraram que não houvesse condenação criminal de Jair Bolsonaro na AP 2.668”, afirmou Gonet.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi investigado nesse inquérito pela Polícia Federal, mas não foi denunciado. Em função dessa investigação, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica.

Se a denúncia for aceita pelo STF, deputado e empresário viram réus na Corte, como aconteceu no julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado. O relator é o ministro Alexandre de Moraes.

No início deste mês, Bolsonaro foi condenado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. 

Denunciados

Neto do ex-general João Batista Figueiredo, último presidente na ditadura militar, Paulo Figueiredo vive nos Estados Unidos e possui visto permanente de residência. Empresário e blogueiro, ele também foi denunciado pela trama golpista, sob a acusação de difundir notícias falsas.

Já Eduardo Bolsonaro pediu licença da Câmara em março e foi morar no exterior sob a alegação de perseguição política. A licença terminou em julho e o parlamentar não retornou às suas atividades. 

Outro lado

Em nota conjunta à imprensa, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo desqualificaram a denúncia da PGR e reafirmaram que vão continuar atuando com “parceiros internacionais” para que novas sanções sejam aplicadas a autoridades brasileiras.

“Esqueçam acordos obscuros ou intimidações que usaram por anos, porque não funcionam conosco – isto vale para mais esta denúncia fajuta dos lacaios do Alexandre na PGR. O recado dado hoje é claro: o único caminho sustentável para o Brasil é uma anistia ampla, geral e irrestrita, que ponha fim ao impasse político e permita a restauração da normalidade democrática e institucional”, afirmaram.

Fonte: Agência Brasil

Julgamento que ameaça mandato de Paulão é suspenso no TRE/AL

Em uma sessão tumultuada na tarde desta segunda-feira (22), os desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) retomaram o julgamento do processo contra o ex-vereador João Catunda (PP), que na prática pode ter como consequência a perda do mandato do deputado federal Paulão (PT). Nesta sessão, ficou decidido que o parlamentar será incluído no processo como assistente simples, mas excepcionalmente foi concedido um prazo de cinco dias para que se manifestasse.

A ação acusa João Catunda de financiamento ilegal de campanha, e pede a nulidade dos seus 24.754 votos e a cassação de seu diploma de segundo suplente. Com isso, aconteceria a retotalização dos votos e a redução do quociente eleitoral de todo o pleito de 2022. Isso faria com que Nivaldo Albuquerque (Republicanos), que não atingiu o quociente mínimo, tomasse a vaga que hoje é ocupada por Paulão.

O advogado de Paulão, Luciano Guimarães, participou da sessão enfatizando a preocupação com os riscos de uma continuidade do processo a partir de onde parou. O julgamento foi suspenso depois de três votos já terem sido proferidos, mas tudo isso aconteceu sem nenhum contraponto por parte da defesa. Ele sugeriu a nulidade de toda a tramitação anterior à retirada do sigilo, e recomeço do processo com a participação da defesa. Os desembargadores optaram por julgar apenas o que estava na pauta. Com o prazo concedido pela corte, ele sugeriu que vai formalizar o pedido de nulidade que deve ser julgado em uma nova sessão.https://www.youtube.com/embed/p3i2PrF6P0Y?si=4OHH0USNipw8fnsq

Estava presente também o advogado Hugo Cavalcante, do partido Republicanos, autor da ação, que chegou a discutir com Guimarães. Suspenso desde janeiro de 2024, o julgamento foi alvo de um mandado de segurança no Superior Tribunal Eleitoral (TSE), por iniciativa da defesa do deputado Paulão. O parlamentar, na prática o principal afetado pelo processo, não estava sabendo da sua existência porque estava tramitando em sigilo. Catunda, alvo direto do projeto, não se defendeu.

Também estava presente e se manifestou o Procurador Geral da República, Marcelo Lobo. Em nome do Ministério Público Federal (MPF) ele endossou com a necessidade de refletir sobre a nulidade ou não da tramitação processual “em razão da manutenção de um sigilo que não foi culpa do Tribunal, mas que efetivamente prejudicou a parte que só veio a saber desse processo muito tempo depois”.

Após a sessão, Paulão falou com exclusividade à equipe da Tribuna. “Grande debate jurídico em que foi constatado o erro do TRE em relação a não dar abertura em relação ao sigilo. E é por isso que houve uma revogação, agora eu tenho direito a ser litisconsorte simples”. Com acesso aos autos, ele acredita que vai haver um recomeço, inclusive a anulação do processo desde o começo. “Sem dúvida nenhuma foi uma grande vitória, a vitória da sociedade. E o TRE fez a reparação do erro, pra mim foi importante, é um passo importante mas teremos futuros julgamentos”.

O parlamentar manifestou sua crença no judiciário, mesmo preocupado. “Eu na realidade não era réu do processo, era uma luta do partido republicano contra o Partido Progressista eu seria atingido. E sigilo, isso na realidade como diz o direito é Teratologia, uma monstruosidade. Hoje foi feito um pequeno reparo, mas ainda tem futuros processos pela frente. A gente tem muita fé que essa seja feito, eu acredito ainda muito na justiça”

Autoridades e sociedade civil se mobilizam em apoio a Paulão

O risco de perder o mandato dessa forma gerou uma verdadeira comoção social em torno do deputado Paulão. Durante a sessão, enquanto essa pauta estava sendo discutida, o auditório do TRE ficou lotado de apoiadores do petista, tendo inclusive pessoas aguardando do lado de fora.

Os reitores de todas as universidades públicas de Alagoas emitiram uma nota conjunta de solidariedade. “Nós; Professores Josealdo Tonholo, Reitor da Ufal; Carlos Guedes, Reitor do Ifal; Henrique Costa, Reitor da Uncisal; Odilon Máximo, Reitor da Uneal; e Fábio Guedes, Diretor-presidente da Fapeal; manifestamos apoio e solidariedade ao Deputado Federal Paulão, num momento em que a decisão do voto popular dos alagoanos está sendo contestada”.

Eles referendaram a atuação dele como deputado federal em defesa da educação. “O Deputado Paulão é um parlamentar reconhecido em Alagoas e parceiro direto das instituições públicas de ensino do estado, modelos educacionais de formação integral de seres humanos, no desenvolvimento científico, exemplos de respeito à pluralidade e acolhimento dos saberes e culturas presentes em nosso estado. Declaramos, assim, nosso compromisso com a constituição permanente do respeito ao voto popular e fortalecimento da democracia em nosso País”.

Nos últimos dias, muitas notas nesse sentido vieram a público. Sindicatos, partidos políticos, movimentos de mulheres, de luta pela terra e de luta por moradia reforçaram a tese de que a perda do mandato de Paulão seria uma injustiça, que afeta a democracia.

O PC do B, em sua nota associou a iniciativa do Republicanos como uma retaliação pela atuação da esquerda. “A tentativa de cassar Paulão não passa de uma manobra antidemocrática que se soma às vergonhosas iniciativas como a PEC da Impunidade, que busca blindar parlamentares envolvidos em crimes, e outras medidas que ameaçam a democracia e os direitos do povo brasileiro”.

Fonte: Tribuna Hoje

Trabalhadores fazem protestos e greves na Itália contra o genocídio em Gaza

Manifestantes criticam a ofensiva israelita que matou pelo menos 65 mil pessoas em Gaza um dia após o reconhecimento do Estado da Palestina pela Austrália, Reino Unido, Portugal e Canadá

Está a decorrer esta segunda-feira em Itália uma greve geral convocada por vários sindicatos em protesto contra a guerra em Gaza e em solidariedade com o povo palestiniano. Segundo o “The Guardian”, dezenas de milhares de pessoas foram às ruas em protesto contra a ofensiva militar israelita em Gaza, que já causou mais de 65 mil mortes.

A paralisação, que visa também defender a flotilha humanitária que leva ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, abrange todos os setores, público e privado, estando a afetar sobretudo os transportes. De acordo com os sindicatos, “todos os principais portos da Itália, 90% dos transportes públicos e 50% das ferrovias foram bloqueados”.

A greve é acompanhada por manifestações em mais de 75 cidades italianas. Só em Roma, segundo a organização, o protesto mobilizou mais de 100 mil pessoas.

“A greve foi convocada em resposta ao genocídio em curso na Faixa de Gaza, ao bloqueio da ajuda humanitária pelo exército israelita e às ameaças contra a missão internacional da Flotilha Global Sumud”, explica a central sindical USB (Unione Sindacale di Base), denunciando ainda a inércia do governo italiano e da União Europeia, “que se recusam a impor sanções ao Estado de Israel e continuam a manter relações económicas e institucionais, apesar da gravidade da situação”.

Em Roma e em várias outras cidades os manifestantes bloquearam estradas, havendo registo de confrontos com a polícia em Milão. Na capital, mais de 20 mil pessoas reuniram-se em frente à estação de comboios Termini com bandeiras palestinianas e a gritar “libertem a Palestina”.

Os protestos ocorrem após Reino Unido, Austrália, Canadá e Portugal reconhecerem oficialmente o Estado da Palestina. Ainda há a expectativa de que outros países, como a França, também reconheçam a Palestina. A Itália, por outro lado, ainda não demonstrou a intenção de acompanhar este grupo.

“Se algo que não existe for reconhecido no papel, o problema pode parecer resolvido quando, na verdade, não está”, disse a primeira-ministra Giorgia Meloni, citada pelo “The Guardian”.

Fonte: Expresso

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