Flávio Bolsonaro homenageou PM condenado por planejar execução de Marielle

Major Ronald Pereira recebeu moção de louvor em 2004 por indicação de Flávio Bolsonaro, antes de ser condenado por planejar morte de Marielle Franco

O major da Polícia Militar Ronald Pereira, condenado no mês passado a 56 anos de prisão por planejar o assassinato da vereadora Marielle Franco, foi homenageado em 2004 pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro por iniciativa do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. A informação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, neste domingo (29).https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

À época, a homenagem foi formalizada por meio de uma moção de louvor e congratulações. Na justificativa apresentada, o parlamentar destacou os “importantes serviços prestados ao Rio de Janeiro” pelo então capitão da PM.

O episódio ganha novo peso à luz de informações já reveladas anteriormente pelo próprio O Globo. Em reportagem publicada em 22 de janeiro de 2019, o jornal mostrou que Flávio Bolsonaro concedeu homenagens, na Assembleia Legislativa, a dois policiais posteriormente apontados como integrantes de grupos criminosos: o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega e o major Ronald Paulo Alves Pereira.

Segundo a publicação, Ronald recebeu a moção honrosa em março de 2004, quando ainda era capitão e atuava no 22º BPM (Maré). A homenagem ocorreu menos de um ano após o policial passar a ser investigado por envolvimento na chacina de cinco jovens na antiga casa de shows Via Show, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, em dezembro de 2003.

Na ocasião, a moção destacava a atuação do policial em uma operação no Conjunto Esperança, no Complexo da Maré, que resultou em confronto armado com suspeitos e na apreensão de armamentos, incluindo fuzis e uma granada. O texto oficial da Assembleia mencionava a morte de três pessoas durante a ação.

A reportagem também apontava que tanto Ronald quanto Adriano da Nóbrega eram suspeitos de integrar o chamado “Escritório do Crime”, grupo de extermínio investigado por envolvimento no assassinato de Marielle Franco, executada em março de 2018 no Rio de Janeiro.

Procurado à época, Flávio Bolsonaro afirmou, em nota, que sempre atuou na defesa de agentes de segurança pública e que concedeu diversas homenagens ao longo de sua trajetória parlamentar. “Sobre as homenagens prestadas a militares, sempre atuei na defesa de agentes de segurança pública e já concedi centenas de outras homenagens. Aqueles que cometem erros devem responder por seus atos”, declarou.

Fonte: Brasil 247

EUA afirmam ter saqueado US$ 100 milhões em ouro da Venezuela

O secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, afirmou em Houston, que o governo norte-americano levou da Venezuela US$ 100 milhões (R$ 525 milhões) em ouro após viagem oficial realizada no início de março.

Segundo Burgum, o carregamento foi transportado fisicamente para território norte-americano. Ele disse, durante a conferência CERAWeek, no Texas, que esse tipo de remessa de metais preciosos entre os dois países não ocorria havia mais de 20 anos, de acordo com relato publicado pela CNBC.

O secretário afirmou que o ouro será utilizado em refinarias e em investimentos industriais nos Estados Unidos. O material, segundo ele, será destinado a fins comerciais e de consumo.

A viagem incluiu encontros com representantes dos setores de petróleo e mineração. Burgum relatou ter passado mais de dez horas reunido com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas, atuando como intermediário de empresários interessados em iniciar operações no país.

A visita ocorreu em meio à aproximação entre Washington e Caracas. Segundo a AFP, Burgum esteve acompanhado de representantes de mineradoras americanas, enquanto a estatal Petróleos de Venezuela anunciou novos contratos de fornecimento ao mercado norte-americano. Os Estados Unidos também autorizaram a retomada de voos diretos para a Venezuela pela primeira vez desde 2019.

A viagem foi apresentada como parte de iniciativas voltadas à ampliação de negócios nas áreas de energia e mineração. Burgum também afirmou que a atividade mineradora no país estaria em “colapso”, com presença de garimpos artesanais e grupos armados, e mencionou interesse em explorar outros recursos minerais além do ouro.

Fonte: DCM

Final da CPMI: Alfredo Gaspar cai nas cordas do ringue político

No apagar das luzes, o “paladino da moralidade”, passadas 24 horas da denúncia, já se vê nas cordas do ringue que ele próprio ajudou a montar

Por Geraldo de Majella*

A expressão “homem de bem” é usada, em sentido geral, para designar alguém visto como honesto, correto e de boa conduta moral. No debate público, especialmente no Brasil, o termo foi apropriado pela extrema-direita — tanto no campo parlamentar quanto fora dele — como uma marca identitária e um discurso recorrente, quase um mantra.

O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, foi denunciado à Polícia Federal pelos parlamentares Soraya Thronicke (Podemos-MS) e Lindbergh Farias (PT-RJ), sob suspeita de prática de estupro de vulnerável e tentativa de compra de silêncio.

Gaspar se apresenta como um “homem de bem”, mas sua atuação recente revela outra face. Pré-candidato ao Senado, ele transformou a CPMI em um palanque, fez acusações sem provas, pré-julgou adversários e buscou destruir reputações, tudo em meio à obsessão de produzir vídeos para sua campanha eleitoral. Para ele, vale tudo para atingir objetivos desprovidos de ética e de compostura.

No apagar das luzes, o “paladino da moralidade”, passadas 24 horas da denúncia, já se vê nas cordas do ringue que ele próprio ajudou a montar, agora sob forte pressão diante da repercussão do caso.

A senadora Soraya Thronicke e o deputado Lindbergh Farias desferiram um “jab” — o golpe fundamental no boxe: não foi um nocaute, mas suficiente para deixá-lo desnorteado e em posição defensiva no centro da disputa política. A essa altura, não basta invocar a condição de “homem de bem”; o momento exige respostas claras diante das acusações.

O mantra do “homem de bem”, ou a máscara do moralista que se arvora como defensor da família e da moral, não resiste à luz do sol.

A luta continua, e resta saber se ele vai aguentar os próximos rounds. O sangramento não será estancado; mesmo com os cuidados da equipe técnica, tende a persistir até o último round.

No boxe profissional, a regra prevê 12 rounds. No round final da CPMI, Alfredo Gaspar sentiu o primeiro “jab” — mas, como essa luta terá 13 rounds, ainda vêm muitas pancadas pela frente; o número 13 é o que ele tanto odeia. Resta agora ao juiz da luta dizer: “soa o gongo final”.

Fonte: 082 Notícias

A CPMI ACABOU EM QUASE PIZZA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 29 de Março/ 2026

Fim do mês de março, o mês da mulher acabando, mas a semana foi cheia nas redes.
O Senado aprovou um Projeto de Lei que segue para a Câmara e inclui a misoginia como crime de preconceito ou discriminação, tipificando- a como crime de ódio ou aversão às mulheres. Os Deputados “patriotas” e “cristãos” ja estão de punhos cerrados para combater o projeto. O Deputado bolsonarista Nikolas Ferreira e seus comparsas espalhados pelo Brasil Varonil estão usando seus canais para afirmar que se o projeto for aprovado, nenhuma empresa contratará mulheres, pois segundo os defensores da familia, se o patrão ordenar a mulher para executar alguma atividade na empresa, ele será preso. Putz!
Esse argumento está sendo republicado como uma verdade nos grupos do tiozão do zap como verdade absoluta.
Um pais em que as mulheres sofrem só por ser mulheres devem ter mais leis que as protejam, leis que sejam mais rígidas e que o rep pill sinta na pele o rigor da lei!

Por falar em red pill, o Prisioneiro da Papudinha ganhou sua tão sonhada minha casa minha vida do Xandão, o Ministro concedeu ao golpista a possibilidade de cumprir a pena em casa em virtude do seu estado de saúde, que cá pra nós, não passa de mais uma narrativa da extrema direita. Bolsonaro ganhou do STF um Day Use de 90 dias, podendo a corte reenvia-lo para o presídio ao perceber sua saúde reestabelecida ou a fake ser revelada e mostrar que o Prisioneiro ta saudável para passar seus próximos 27 anos na jaula.

Enquanto tudo isso acontecia nas terras em que plantando tudo dá, a CPMI do INNS chegava ao fim, mas antes a TV Globinho aprontou e uma semana depois de ter emplacado no seu jornalismo um Power Point sobre o caso Vorcaro, sobrou para Andreia Sadi pedir desculpas pela patacoada proposital. Pra quem não viu o PowerPoint trazia as ligações de Vorcaro com diversas autoridades e deixando várias outras de fora, entre elas o ex Presidente do Banco Central, Campos Neto e no seu lugar a figura do Presidente Lula. Oi? Isso mesmo, o Lula, responsável pela liquidação o Banco do Vorcaro. A Globo pediu desculpa, mas não refez o PowerPoint correto com os verdadeiros culpados pela fraude. Por que será?
Será que algum Marinho teria lugar cativo nos quadrinhos? Mas voltando para a CPMI que acabou ontem sem relatório final, ou seja, acabou em pizza, mas teve um tempero especial. O Senador Lindbergh Farias acusou o Deputado alagoano Alfredo Gaspar de ter violentado uma criançade 13 anos, o clima azedou na CPMI e mais tarde o Senador junto com a Senadora Soraya Tronick expuseram a denúncia e afirmaram que Alfredo Gaspar teria tido relações sexuais e engravidado um criança de 13 anos.
A CPMI foi um circo, um palco para a Extrema Direita, mas o último dia a oposição deixou o Relator Alfredo Gaspar na corda bamba.
Cabe ao acusador provar o que disse e o Alfredo poderia muito tranquilamente provar que tudo é mentira, bastaria apenas fazer um exame de DNA , só não pode ser no Programa do Ratinho!

Pra finalizar; o Lula batizou o primeiro Caça supersônico produzido no Brasil. Depois do Governo anterior ter tentado vender a Embraer para a americana Boing , os “patriotas” vão ter que engolir o F39 Gripen brasuca!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 277

Protestos massivos nos EUA denunciam autoritarismo e guerra de Trump

Mobilização nacional é contra a concentração de poder, o custo de vida e a ofensiva militar no Irã

Uma onda de protestos ocupou as ruas de centenas de cidades nos Estados Unidos neste sábado (28). A mobilização, organizada por uma ampla coalizão de movimentos sociais e frentes progressistas, denuncia o que classificam como uma onda fascista no país sob Donald Trump.

Esta é a terceira vez, em menos de um ano, que estadunidenses vão às ruas como parte de um movimento de base chamado “No Kings” (nenhum rei), o mais visível e vocal canal de oposição a Trump desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025. Os manifestantes protestam contra a escalada autoritária do governo Trump, a perseguição contra imigrantes e o impacto econômico da guerra no Oriente Médio, que fez disparar os preços dos combustíveis e da cesta básica.

Diferentemente de atos anteriores, a jornada deste sábado alcançou capilaridade nos redutos do interior do país, como Jekyll Island, na costa da Geórgia, e pequenos distritos no Alabama e Wyoming. “Trump quer nos governar como um tirano. Mas o poder pertence ao povo, não a ele ou aos seus aliados bilionários”, afirma o manifesto da plataforma que convoca os atos.

Um dos pontos mais sensíveis das manifestações ocorre em St. Paul, Minneapolis. Foi ali que, em janeiro deste ano, agentes da imigração assassinaram os estadunidenses Renee Good e Alex Pretti durante uma batida truculenta. Para os organizadores do ato, o episódio é o símbolo de um governo que atropela direitos civis e utiliza forças de segurança como milícias políticas.

A mobilização acontece no momento em que a popularidade de Trump derrete, atingindo apenas 36% de aprovação. O descontentamento é impulsionado pelo cenário econômico: a guerra com o Irã, completando um mês hoje, paralisou o escoamento de petróleo e impôs um “imposto de guerra” invisível no bolso dos estadunidenses.

A economia em retração e o aumento do custo de vida são os combustíveis que levaram milhares às ruas em mais de 3.100 atos planejados, inclusive com manifestações de solidariedade em países europeus.

A resposta da Casa Branca, no entanto, foi de desdém. A porta-voz Abigail Jackson classificou os protestos como “sessões de terapia de delírios.”

Fonte: Brasil de Fato

CPMI do INSS rejeita relatório que blindava bolsonaristas

Parlamentares destacaram que o relatório omitiu que a fraude no INSS ganhou escala entre 2019 e 2022, no governo Bolsonaro

O relatório do deputado alagoano Alfredo Gaspar na CPMI do INSS foi derrubado por 19 votos a 12. A votação, na madrugada deste sábado, 28, rejeitou o texto por omissão e proteção de vários envolvidos, como Fabiano Zetell, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master, e do próprio pastor da Igreja Lagoinha, André Valadão.

Notificou-se que o relatório ignorou o fato de que o ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes de seu governo foram alertados sobre o avanço das fraudes e não agiram para contê-las. E ainda que o relatório ignorou os avisos do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública da União, do Procon-SP e de instâncias interinstitucionais que já relatavam descontos indevidos e falhas de fiscalização, no governo passado, o que caracterizou, segundo parlamentares que votaram contra o relatório, a completa omissão do governo passado nas fraudes.

Após a rejeição do relatório, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), determinou o encerramento dos trabalhos do colegiado e ignorou a leitura e a votação do relatório alternativo apresentado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Com isso, a comissão parlamentar mista de inquérito criada para apurar fraudes no pagamento de aposentadorias e pensões do INSS chegou ao fim de seus 180 dias de funcionamento sem aprovar um relatório final em total cenário de picadeiro.

Sem imparcialidade

Recém-filiado ao PL do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Alfredo Gaspar (AL) buscou vincular as fraudes a aposentadorias e pensões investigadas na CPI do INSS ao governo Lula (PT), com diversas citações ao petista em seu relatório, enquanto praticamente ignorou a cúpula da gestão anterior.

O relatório do deputado bolsonarista Alfredo Gaspar foi acusado de ser comprometido pela falta de imparcialidade. Parlamentares fizeram cobranças diretas tanto ao relator quanto ao presidente da comissão, senador Carlos Viana. Governistas reclamaram do foco político do parecer, questionaram a falta de aprofundamento sobre a responsabilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados e acusaram a cúpula da CPMI de blindar autoridades do governo anterior.

Em meio a derrubada do relatório, o relator e o presidente da CPMI, senador Carlos Viana foram acusados de conduzir a comissão com viés político e de blindarem autoridades e personagens ligados ao bolsonarismo.

No relatório alternativo, os parlamentares destacaram que Gaspar omitiu o fato de que a fraude no INSS ganhou escala sobretudo entre 2019 e 2022 e responsabilizava Jair Bolsonaro pela montagem do ambiente político e normativo que teria permitido a expansão do esquema.

A bancada governista afirma que a desarticulação do esquema ocorreu apenas no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com a atuação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU). A Operação Sem Desconto resultou no afastamento de envolvidos, suspensão dos débitos irregulares e início do ressarcimento aos beneficiários.

De acordo com o relatório, mais de 4 milhões de pessoas já foram reembolsadas, somando bilhões de reais devolvidos.

(Com Congresso Em Foco)

Fonte: É Assim

Moradores da Santa Amélia voltam a protestar contra a BRK

Moradores dos residenciais Pedro Teixeira I e II e Diana Simon, no bairro Santa Amélia, na parte alta de Maceió, voltaram a protestar na tarde desta sexta-feira (27) contra a BRK, empresa responsável pelo abastecimento de água na região.

A manifestação foi motivada, segundo moradores, pelo alto valor das contas de água e pela baixa qualidade do serviço. Além dos valores considerados excessivos, os manifestantes criticaram a aparência inadequada da água fornecida.

Com galhos e pneus, os moradores bloquearam as duas vias da Avenida Jorge Montenegro de Barros, uma das principais da parte alta da capital, causando grande congestionamento.

“Tem gente com contas de 600, 800 reais. Ninguém gastou esse valor de água, é mentira. Eles não resolvem nada, dizem apenas para parcelarmos a conta”, relatou uma moradora.

Esta é a segunda vez, apenas nesta semana, que moradores desses residenciais realizam protesto pelo mesmo motivo. Na quarta-feira (25), a manifestação começou nas primeiras horas da manhã, causando lentidão e impactos no trânsito da região.

Esta é a segunda vez, apenas nesta semana, que moradores desses residenciais realizam protesto pelo mesmo motivo. Na quarta-feira (25), a manifestação começou nas primeiras horas da manhã, causando lentidão e impactos no trânsito da região.

Fonte: TNH1

Moraes envia à PGR pedido para incluir Moro na investigação sobre Milícias Digitais

Sem provas, o ex-juiz suspeito insinuou que eleição de 2022 foi ilegítima e fez ataques ao presidente Lula

Pré-candidato ao governo do Paraná e ex-juiz declarado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Sergio Moro (PL-PR) está na mira do Inquérito das Milícias Digitais após o ministro do STF Alexandre de Moraes encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR) um requerimento para que o parlamentar seja formalmente incluído na investigação. A informação foi publicada nesta quinta-feira (26) pela Carta Capital. https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

Sem qualquer embasamento, Moro colocou em dúvida a legitimidade do resultado das eleições presidenciais de 2022, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou Jair Bolsonaro (PL). O autor do pedido enviado à PGR foi o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). A Procuradoria tem cinco dias para se manifestar, e após receber o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, Moraes poderá expedir uma decisão sobre a inclusão de Moro no inquérito.Play Video

O gatilho para o pedido foi uma fala do senador durante cerimônia de filiação ao PL, realizada na última terça-feira (24). Na ocasião, Moro afirmou: “A visão que o cidadão tem é que o nosso presidente da República hoje, que não é nosso, mas foi eleito — entre aspas — aqui no Brasil está do lado dos criminosos e minimiza o crime a todo momento.” A declaração foi interpretada como mais um capítulo na disseminação de narrativas que contestam a validade do processo eleitoral brasileiro.

De acordo com Lindbergh Farias, ao sustentar esse tipo de discurso, Moro contribui para manter em circulação o que o parlamentar classificou como “o repertório simbólico da fraude, da suspeição eleitoral e da ilegitimidade institucional” — argumento central para embasar o pedido de inclusão do senador no inquérito.

Histórico polêmico

O histórico de Sergio Moro é marcado por controvérsias judiciais e políticas. Ex-juiz federal da Operação Lava Jato em primeira instância, Moro teve sua suspeição declarada pelo próprio STF em 2021, decisão que culminou na devolução dos direitos políticos do presidente Lula. 

Após a condenação que retirou Lula da corrida eleitoral de 2018, Moro aceitou o convite de Jair Bolsonaro para ocupar o Ministério da Justiça, cargo que exerceu até abril de 2020, quando pediu demissão em meio a uma crise com o então presidente. Anos depois, em 2023, o ex-magistrado foi derrotado no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo por fraude em domicílio eleitoral, ficando impedido de concorrer pelo estado paulista.

O Inquérito das Milícias Digitais investiga a organização e o financiamento de redes de desinformação voltadas a atacar instituições democráticas brasileiras, incluindo o próprio STF. A eventual inclusão de Moro no inquérito ampliaria o alcance das investigações a um dos nomes mais proeminentes da oposição ao governo federal.

Fonte: Brasil 247

Sem mandato, Carlos Bolsonaro passa a ser sustentado por dinheiro público via PL

Carlos Bolsonaro passou a receber salário do Partido Liberal após deixar o cargo de vereador no Rio de Janeiro, em dezembro de 2025. De acordo com documentos, ele foi contratado como “dirigente partidário” em 16 de dezembro, um dia após formalizar a renúncia ao mandato. Com informações do Metrópoles.

Pela nova função, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro recebe salário bruto mensal de R$ 38 mil. Em janeiro, o valor líquido foi de R$ 27,8 mil. O montante supera o que ele recebia na Câmara Municipal, onde tinha remuneração bruta de R$ 24,7 mil.

Mesmo com o aumento em relação ao período como vereador, o salário é inferior ao pago a outras figuras da legenda. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e Michelle Bolsonaro recebem cerca de R$ 33,8 mil líquidos mensais.

À Justiça Eleitoral, o partido informou que Carlos desempenha “serviços técnico-profissionais”, justificativa usada também para a contratação de outros integrantes. A legenda não detalhou publicamente as atribuições específicas do cargo.

Questionado sobre as funções exercidas, Valdemar respondeu de forma informal. “Preciso de 3 Bolsonaros para dar conta do que o Bolsonaro fazia”, afirmou o dirigente partidário.

Carlos deixou o cargo de vereador no fim de 2025 e passou a ser apontado como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina. Desde então, mantém atuação política vinculada à estrutura partidária.

Carlos Bolsonaro se junta a Michele Bolsonaro, onde sem trabalhar, os dois são sustentados por dinheiro público do fundo partidário através do PL.

Fonte: Redação com DCM

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