70% dos norte-americanos se opõem à ação militar dos EUA na Venezuela, diz pesquisa

CBS News revela que 53% dos republicanos são contra qualquer tipo de intervenção no território; 76% afirmam que Casa Branca não explicou claramente suas intenções no Caribe

A ação militar dos EUA na Venezuela enfrenta ampla rejeição: 70% dos norte-americanos se opõem a qualquer intervenção, segundo uma pesquisa da CBS News/YouGov que expõe as profundas divisões na opinião pública sobre as políticas do governo Trump em relação ao país sul-americano.

Os dados pintam um quadro inequívoco: apenas 24% dos entrevistados acreditam que o governo explicou claramente sua posição sobre a Venezuela. Uma esmagadora maioria — 76% — afirma que a Casa Branca não ofereceu clareza sobre suas intenções, revelando uma falha de comunicação que atravessa todas as linhas partidárias.

Essa falta de transparência alimenta a desconfiança. Três em cada quatro norte-americanos acreditam que Trump precisaria da aprovação do Congresso antes de empreender qualquer ação militar na Venezuela, uma exigência compartilhada por mais da metade dos próprios republicanos. A mensagem é clara: ele não tem legitimidade para declarar guerra.

Fraturas republicanas

A pesquisa, realizada entre 19 e 21 de novembro com uma margem de erro de ±2,4 pontos percentuais, revela divisões significativas dentro do Partido Republicano. Enquanto 66% dos republicanos alinhados ao movimento MAGA apoiam uma possível intervenção, apenas 47% dos republicanos não alinhados ao MAGA o fazem. Entre estes últimos, 53% se opõem veementemente a qualquer intervenção militar.

Essa divisão interna expõe as limitações da retórica belicosa, mesmo dentro das fileiras do partido governista. A base MAGA, historicamente complacente com o presidente em questões de política externa — como demonstrado pelo bombardeio ao Irã meses atrás — permanece leal. Mas o restante do espectro republicano mostra sinais de cansaço com uma retórica que não condiz com suas prioridades reais.

Venezuela: uma “ameaça” fabricada

A percepção pública contradiz a narrativa oficial. Apenas 13% dos entrevistados consideram a Venezuela uma “grande ameaça” à segurança dos EUA. 48% a classificam como uma “ameaça menor”, e expressivos 39% afirmam que ela não representa ameaça alguma.

A guerra não resolve o tráfico de drogas

O pragmatismo do cidadão prevalece na avaliação da eficácia de uma intervenção militar. 56% dos entrevistados acreditam que a ação militar não alteraria a quantidade de drogas que entram nos Estados Unidos. Apenas 37% acham que a reduziria, enquanto uma parcela marginal de 7% acredita que aumentaria o fluxo.

Esse ceticismo se estende às operações atuais. Os ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas são controversos: 53% aprovam e 47% desaprovam. Mas um ponto de consenso emerge: 75% exigem que o governo forneça provas de que os navios atacados realmente transportam drogas.

O público exige transparência antes de qualquer ação. Exige provas antes de bombas. Exige uma política externa baseada em fatos, não em suspeitas.

As verdadeiras prioridades

Por trás da rejeição da intervenção, esconde-se uma questão mais profunda: o questionamento das prioridades do governo. Muitos opositores da ação militar — incluindo republicanos — tendem a julgar o governo pela sua gestão econômica, acreditando que ele não dedica tempo suficiente aos problemas que realmente afetam o seu dia a dia.

A pesquisa da CBS revela uma desconexão entre a retórica do governo Trump sobre a inflação e a experiência real das famílias americanas: a alta implacável dos preços, a deterioração das perspectivas econômicas e a sensação de que, enquanto a Casa Branca fala em vitórias, seus bolsos estão ficando mais vazios.

Fonte: Ópera Mundi

Dino aciona PF para investigar deputados do União e do PP por suspeita de desvio de emendas

Ministro do STF envia à PF denúncias de irregularidades envolvendo Pedro Lucas Fernandes e Zezinho Barbary, apontadas por entidades de transparência

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (23) o envio à Polícia Federal das denúncias que apontam possíveis desvios de emendas parlamentares por parte dos deputados Pedro Lucas Fernandes (União-MA) e Zezinho Barbary (PP-AC).
As informações foram divulgadas pelo jornal Valor Econômico, que teve acesso ao despacho encaminhado pelo ministro.

As denúncias foram apresentadas por Transparência Internacional, Transparência Brasil e Contas Abertas, no âmbito da ação que discute a constitucionalidade, a publicidade e o controle do atual modelo de execução de emendas parlamentares — especialmente diante da proliferação de mecanismos paralelos com baixa rastreabilidade.

Despacho cita indícios de crimes e pede apuração imediata

No documento, Dino afirma que os episódios descritos pelas organizações podem configurar ilícitos criminais e demandam investigação urgente.
Segundo ele, “À vista dos fatos noticiados — que configuram indícios de possíveis crimes — encaminhe-se [o material] à Diretoria-Geral da Polícia Federal, para que adote as providências cabíveis”.

A determinação inclui a possibilidade de anexar o material a inquéritos já existentes ou, se necessário, abrir novos procedimentos específicos.

Caso Pedro Lucas: verba para estradas teria pago folha salarial e serviços de rotina

Entre os episódios relatados, está o caso do município de Arari (MA), que recebeu uma emenda de R$ 1,25 milhão indicada pelo deputado Pedro Lucas Fernandes para recuperação de estradas vicinais.
Segundo a denúncia, o dinheiro teria sido usado para despesas de custeio da prefeitura — como folha salarial, coleta de lixo e compra de medicamentos — prática proibida pela Constituição.

Pedro Lucas, líder da bancada do União Brasil, afirmou ao Valor que todos os recursos foram corretamente enviados e que cabe ao prefeito responder pelo uso adequado das verbas. Declarou ainda que, quando notificado, apresentará os esclarecimentos necessários.

O parlamentar é próximo ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e chegou a ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério das Comunicações, mas recusou por pressão partidária.

Caso Barbary: máquinas financiadas por emenda teriam sido usadas em área protegida

As denúncias sobre o deputado Zezinho Barbary dizem respeito ao uso de máquinas compradas com recursos de emendas para abertura irregular de estradas em área de proteção ambiental no Acre.
De acordo com a petição, uma das máquinas teria continuado a operar mesmo após embargo do Ibama, beneficiando familiares do parlamentar. Barbary não foi localizado para comentar.

Entidades apontam risco estrutural das “emendas paralelas”

Em manifestação anexada ao processo, a Transparência Internacional argumenta que os casos ilustram um padrão de opacidade e fragilidade de controle sobre recursos públicos.
Segundo a entidade, a expansão de mecanismos sem rastreamento obrigatório — as chamadas “emendas paralelas” — agrava o risco de mau uso dos recursos. “Há graves riscos de corrupção, descontrole e desigualdades na aplicação dos recursos”, diz a petição.

Desde que assumiu a relatoria do caso sobre o regime de emendas, Dino tem determinado maior rigor na execução orçamentária, exigindo plano de trabalho, rastreamento e transparência integral.

Tensão política cresce após derrota da “PEC da Blindagem”

A ampliação das investigações sobre emendas preocupa parlamentares de diferentes partidos. Em setembro, a Câmara aprovou por ampla maioria a chamada “PEC da Blindagem”, que buscava dificultar investigações contra deputados, sob o argumento de proteger prerrogativas parlamentares.

A proposta, porém, foi rejeitada pelo Senado após forte reação pública, sendo vista como uma tentativa de impedir o avanço de apurações sensíveis — como justamente aquelas envolvendo o uso de emendas.

Com o novo encaminhamento determinado por Dino, caberá à Polícia Federal decidir se abre inquéritos específicos ou se incorpora os fatos a investigações em curso.

Fonte: Brasil 247

A PAPUDA TE ESPERA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 23 de Novembro/ 2025

Essa semana o Brasil Varonil se despede da COP e nela ou através dela o Chanceler alemão Friedrich Merz ao chegar em seu país de origem disse que estava feliz por ter deixado aquele lugar, se referindo a Belém. Merz não conseguiu lidar com tanta melanina, tanto calor humano, tantos sorrisos. Não podemos e nem devemos comparar a capital paraense Belem com a capital alemã Berlim , porque Belem é a terra do tacacá, do tucupi, do Mercado ver o peso, do carimbó, do açaí com peixe, dos rios, do verde da floresta e dos indígenas, realmente não podemos e nem devemos comparar.

Ainda bem que o Chanceler não visitou Alagoas, mais precisamente o Quilombo dos Palmares no município de União dos Palmares. Fico imaginando a cara de Friedrich ao saber que ali se concentrava o maior polo de resistência contra a escravidão do povo negro contra uma “raça pura”. Merz não teria ficado um dia, uma hora, um minuto, voltando para a Alemanha às pressas pra contar aos seus irmãos arianos que no Brasil existiu(existe) um guerreiro que combateu o “holocausto” dos navios negreiros, combateu os “campos de concentração” de café e cana de açúcar, e as “senzalas de gás” que escravizavam e exterminavam os “judeus” negros. Zumbi dos Palmares inspirou Oskar Schindler na Alemanha, a mesma Alemanha de Friedrich, pois ambos salvaram homens e mulheres das garras e do ódio do homem branco. Lógico, Zumbi em termos de quantidade de vidas salvas é incomparável, diferentemente de Schindler, sua situação financeira inexistia, seu prestigio na roda dos algozes era zero, mas Zumbi é único, um guerreiro que tem seu nome cravado no Livro de Aço de Heróis e Heroínas da Pátria e por ser preto, apenas por isso ja é motivo suficiente para qualquer “chucrute” odiar o Brasil.
Tschüss, querido!

Ontem dia 22 o seu Jair, depois de comprar vários imóveis em dinheiro vivo, ganhou uma nova morada. O Ministro Xandão determinou a prisão preventiva do ex Presidente ao perceber que o Capitão, que ja havia planejado explodir o quartel, tentava com um ferro de solda “explodir” a tornozeleira eletrônica que tava em seu mocotó. Depois da fuga de Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli, Ramagem, Bolsonaro planejava fugir em meio a uma vigília próximo ao seu condomínio. Como seria?
Creio que enquanto falsos cristãos estivessem cultuando o bezerro de ouro( um pneu da Continetal) Bolsonaro imitaria o traficante Nem da Rocinha, entraria num porta malas de um carro e seguiria em fuga.
O seu Jair que conseguiu fugir dos debates contra o Haddad em 2018, que conseguiu fugir em 2022 para não entregar a faixa para o Lula, dessa vez a fuga flopou. Bolsonaro termina sua vida política onde começou, na sua insignificância. O homem que se intitulava atleta e chamava a Covid de gripezinha, hoje alega através dos seus advogados que é um idoso, fraquinho, doente e soluçante. Nem o mais tolo alemão acredita nisso!

Pra finalizar; o imbrochável, brochou, o incomivel, será comido e o imorrivel, ta morto!

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 259

Bolsonaro tava “doidão” quando violou tornozeleira

Bolsonaro diz em audiência que violou tornozeleira porque teve ‘alucinação’

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse hoje em audiência de custódia que teve “alucinações” e “certa paranoia” e, por isso, violou a tornozeleira eletrônica na madrugada de sábado.

O que aconteceu
Bolsonaro disse que agiu sozinho, e que a filha Laura, seu irmão mais velho e um assessor dormiam e não viram a ação. Ele tentou romper sua tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda “pois tem curso de operação desse tipo de equipamento”. A audiência de custódia foi conduzida pela juíza Luciana Yuki Fugishita Sorrentino.

“O depoente afirmou que estava com “alucinação” de que tinha alguma escuta na tornozeleira, tentando então abrir a tampa. O depoente afirmou que não se lembra de surto dessa natureza em outra ocasião. O depoente afirmou que passou a tomar um dos remédios cerca de 4 (quatro) dias antes dos fatos que levaram à sua prisão.”
Ata de audiência de custódia.

Ex-presidente alegou que teve “certa paranoia” de sexta para sábado em razão de medicamentos que tem tomado. Segundo ele, medicação foi receitada por médicos diferentes e que “interagiram de forma inadequada”, mas que não se lembra de surto dessa natureza em outra ocasião. Além disso, afirmou que passou a tomar um dos remédios cerca de quatro dias antes dos fatos que levaram à sua prisão.

Bolsonaro disse à juíza que não tinha interesse de fugir. Ele também descartou que a vigília convocada pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tivesse intuito de causar tumultuo e disse que o ponto de encontro da manifestação, na frente do condomínio dele, era a 700 metros da casa onde ele estava preso.

Ex-presidente disse que parou de usar a solda quando “caiu na razão”. Segundo Bolsonaro, em seguida, ele teria comunicado o que tinha feito aos agentes de sua custódia. O centro que monitora Bolsonaro desde 18 de julho informou que o sistema gerou alerta “indicando violação” à 0h07 de ontem. Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã de ontem.

Audiência avaliou a legalidade da prisão. A audiência não discutiu o mérito da acusação, mas conferiu se aos direitos fundamentais do ex-presidente foram respeitados e sua integridade física e psicológica preservadas.

A sessão foi virtual em razão do status do ex-presidente. Embora o Conselho Nacional de Justiça recomende que a audiência seja presencial, o formato por videoconferência tem sido utilizada com frequência pelo Supremo.

Fonte: Uol

Não podemos admitir esse aparato militar dos EUA no Caribe, diz Lula

Em coletiva em Joanesburgo, na África do Sul, o presidente falou também sobre a prisão de Bolsonaro. “Todo mundo sabe o que ele fez. A Justiça decidiu, está decidido”

O presidente Lula participou de uma entrevista coletiva neste domingo (23) em Joanesburgo, na África do Sul, onde ocorreu a Cúpula dos Líderes do G20. Com os jornalistas, o chefe do Executivo falou da escalada de tensões na Venezuela e no mar do Caribe, afirmando estar “preocupado” com a situação. “Eu estou preocupado porque a América do Sul é uma zona de paz. Somos um continente que não temos armas nucleares, bomba atômica, nada”, disse Lula.

O presidente destacou que “o nosso negócio é trabalhar para se desenvolver e crescer. A mim, me preocupa muito o aparato militar que os Estados Unidos colocaram no mar do Caribe. A mim, me preocupa muito. Eu pretendo conversar com o presidente Trump sobre isso, porque está me preocupando”, destacou o líder brasileiro.

Lula disse que não se pode cometer erros novamente. “O Brasil tem responsabilidade na América do Sul, o Brasil faz fronteira com a Venezuela e não é pouca coisa, e eu acho que não tem nenhum sentido você ter uma guerra agora. Ou seja, não vamos repetir o erro que aconteceu na guerra da Rússia e da Ucrânia”, afirmou o chefe do Executivo.

O presidente da República ainda mencionou a ausência de Donald Trump, presidente dos EUA, na Cúpula dos Líderes do G20. Ele afirmou ser uma demonstração de como o norte-americano busca enfraquecer o multilateralismo e fortalecer o unilateralismo entre os países. “Ele está tentando fazer uma pregação prática pelo fim do multilateralismo e tentando fortalecer o unilateralismo”, falou na ocasião.

Sobre a prisão de Bolsonaro, Lula afirmou que não iria se aprofundar sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro destacou que a “Justiça decidiu, está decidido. Todo mundo sabe o que ele fez”. O presidente afirmou que a condenação e a prisão de Bolsonaro não deve atrapalhar relação com Donald Trump,

“Eu não faço comentário sobre uma decisão da Suprema Corte. A Justiça tomou uma decisão, ele foi julgado, ele teve todo direito à presunção de inocência, foram praticamente dois anos e meio de investigação, de delação, de julgamento”, disse Lula. “Então, a Justiça decidiu, está decidido, ele vai cumprir a pena que a Justiça determinou, e todo mundo sabe o que ele fez”, concluiu.

Fonte: Hora do Povo

Nikolas afrontou decisão judicial ao usar celular com Bolsonaro

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A deputada Erika Hilton (PT-SP) protocolou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal contra Nikolas após a divulgação das imagens

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou uma nota em tom agressivo após a TV Globo exibir imagens em que ele aparece utilizando um celular durante visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No texto, o extremista ataca a emissora e afirma ter sido alvo de uma violação de privacidade, negando qualquer descumprimento de ordem judicial, mesmo com tais direcionamentos já estando previamente estabelecidos.

“Quanto à narrativa de suposto descumprimento de decisão judicial, esclarecemos que não houve comunicação prévia de qualquer restrição ao uso de celular, nem por parte do Judiciário, nem pelos agentes responsáveis pela fiscalização durante a visita.”, disse. 

As imagens exibidas pelo Jornal Nacional mostram Nikolas conversando com Bolsonaro na área externa da residência onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar, manipulando o celular de forma aparente e contínua — conduta que contrariaria a determinação judicial sobre o uso de aparelhos de comunicação.

A deputada Erika Hilton (PT-SP) protocolou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal contra Nikolas após a divulgação das imagens. O encontro ocorreu na sexta-feira (21), poucas horas antes da tentativa de violação da tornozeleira eletrônica que resultou na prisão preventiva de Bolsonaro no sábado (22).

O STF ainda não se manifestou sobre o pedido.

Fonte: Brasil 247

Mais de 300 alunos e professores são sequestrados na Nigéria

Homens armados sequestraram mais de 300 estudantes e professores em um dos maiores sequestros em massa na Nigéria, afirmou um grupo cristão neste sábado (22/11), em meio a uma crescente preocupação com a segurança do país mais populoso do continente africano.

Este é o segundo sequestro nesta semana em uma escola da Nigéria, ameaçada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com uma intervenção militar devido a uma suposta campanha de violência jihadista contra cristãos.

A incursão ocorreu na manhã de sexta-feira (21/11) na escola St. Mary’s, no estado de Níger (centro). Segundo a Associação Cristã da Nigéria (CAN, na sigla em inglês), os agressores armados levaram “303 estudantes e 12 professores”.

Este número representa quase metade dos 629 alunos matriculados na instituição.

Na segunda-feira (17/11), um grupo de homens armados havia sequestrado 25 alunas de uma escola de ensino médio no estado vizinho de Kebbi (noroeste).

O governo nigeriano não comentou o número de sequestrados na sexta-feira. Segundo o governador do estado de Níger, Umar Bago, o Departamento de Inteligência e a polícia estão “fazendo o levantamento” e o balanço será divulgado neste sábado.

Estes sequestros, somados a um ataque contra uma igreja nesta semana, colocaram em alerta os líderes do país.

Autoridades locais dos estados de Níger, Katsina e Plateau ordenaram o fechamento de todas as escolas como medida de precaução. O Ministério da Educação também determinou o fechamento de 47 internatos de ensino médio em todo o país.

O presidente Bola Tinubu cancelou seus compromissos internacionais, incluindo sua participação na cúpula do G20 na África do Sul, para gerenciar a crise.

Na sexta-feira (21/11), o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, instou Abuja a “tomar medidas urgentes e sustentadas para deter a violência contra os cristãos”, durante conversas com o conselheiro de Segurança Nacional da Nigéria, Nuhu Ribadu, indicou o Pentágono em um comunicado.

Fonte: O Tempo

PM mata dois trabalhadores sem-terra em desocupação em Rondônia

Policiais militares de Rondônia mataram, na quinta-feira (20), em Machadinho do Oeste (RO), duas pessoas que participavam, junto com centenas de famílias, da ocupação de quatro fazendas do grupo Nelore Di Genio. As propriedades integram o espólio do empresário João Carlos Di Genio, fundador do grupo educacional Unip/Objetivo.

Segundo a Polícia Militar (PM) de Rondônia, os irmãos Alex Santos Santana e Alessandro Santos Santana foram baleados ao trocar tiros com agentes do Batalhão de Choque que patrulhavam uma área já desocupada. Fontes ligadas à Comissão Pastoral da Terra (CPT) ouvidas pela Agência Brasil refutam a versão policialacusando a PM de perseguir os sem-terra, mesmo após o grupo ter começado a deixar as fazendas, conforme determinação judicial.

De acordo com a PM, os policiais estavam patrulhando a região para inibir uma nova ocupação da área que os sem-terra reivindicam que seja destinada à reforma agrária. Foi quando avistaram um veículo trafegando em alta velocidade pela Rodovia RO-133. A bordo do carro estavam os irmãos Santana.

Os policiais garantem que sinalizaram para que o motorista parasse, mas este ignorou o aviso, tentando escapar da abordagem. Ainda segundo a PM, ao serem perseguidos, os ocupantes do carro, um Renault Clio, atiraram contra os agentes, que reagiram.

“O veículo prosseguiu em fuga até ser cercado por outras viaturas”, narraram os PMs. “Mas, ao tentar se esconder em uma área de mata, o carro ficou preso [atolou] em areia fofa. Dois indivíduos armados desembarcaram e dispararam novamente contra as guarnições, configurando um segundo ato de agressão armada”, acrescentou a Polícia Militar.

Atingidos por disparos policiais, os irmãos Santana foram encontrados caídos em um matagal. Um deles foi baleado no peito – a PM não informou se Alex ou Alessandro. O outro tinha um grave ferimento à bala em uma das pernas. Levados para o Hospital Municipal de Machadinho, os dois não resistiram aos ferimentos.

A polícia garante ter apreendido duas armas de fogo e munição usadas pelos irmãos Santana. Mas a PM admite que, embora acionada, a Perícia Criminal não pôde comparecer ao local nem mesmo após os corpos terem sido removidos, “devido à distância e ao histórico de conflitos na região”. O carro em que Alex e Alessandro estavam foi recolhido.

Assessor agrário da CPT, Josep Iborra, conhecido como Zezinho, afirma que o cumprimento da decisão judicial de reintegração de posse das fazendas Maruins, Santa Maria, São Miguel e São Vicente, do grupo Di Gênio, produziu uma verdadeira “caçada humana” contra os sem-terra, que tiveram que deixar todos seus pertences para trás.

“As 440 famílias já desocuparam as fazendas, pacificamente, mas muitas delas continuam nas imediações, dispersas, escondidas no mato, sem ter para onde ir”, disse Zezinho, negando que os sem-terra tenham permanecido na região com a intenção de voltar a ocupar a área assim que a PM deixe a região.

Segundo Zezinho, a desocupação das fazendas do Grupo Di Gênio, que os sem-terra alegam ser terra pública grilada, começou há algumas semanas e foi levada a cabo sem prévia notificação aos sem-terra. De acordo com ele, também não houve a apresentação de um Plano de Desocupação, conforme determina o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em casos de ações possessórias coletivas e com o emprego de dezenas de viaturas policiais, helicópteros e até de um carro blindado.

Isso apesar de, conforme a Agência Brasil apurou, as determinações de reintegração de posse terem sido expedidas entre 30 de maio e 3 de outubro, em quatro diferentes processos, por dois juízes do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO): Matheus Brito Nunes Diniz e Pauliane Mezabarba.

Ainda de acordo com Zezinho, os irmãos Alex e Alessandro integravam o grupo de sem-terra que deixou a Fazenda Santa Maria. E foram mortos em circunstâncias que precisam ser esclarecidas.

“Segundo os sem-terra, não houve troca de tiros. Os corpos foram levados para o hospital, e o cenário das mortes não foi preservado para a perícia”, destacou o assessor da CPT, órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Segundo Zezinho, a CPT acionou órgãos como o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Ouvidoria Agrária Nacional e os Ministérios Públicos estadual e federal, para que acompanhem a situação e encontrem uma solução para o conflito.

Consultada sobre as críticas, a PM de Rondônia sustentou ter o dever legal de garantir a proteção dos oficiais de Justiça responsáveis por cumprir a decisão judicial de reintegração de posse. E reafirmou que os irmãos Santana foram mortos por terem reagido violentamente à abordagem policial.

“A conduta dos envolvidos, ao desobedecer a ordens legais e disparar contra agentes públicos, representou um grave risco à coletividade e à ordem pública, justificando a intervenção da guarnição”, completou a PM, garantindo que o Batalhão de Choque seguirá na região, “visando restabelecer a ordem e a paz social durante a Operação Reintegração de Posse Grupo Di Gênio”.

À Agência Brasilos advogados que representam o Grupo Di Gênio informaram que sucessivas invasões das fazendas de Machadinho do Oeste vêm ocorrendo desde ao menos o ano passado. Motivando-os a ingressarem na Justiça estadual com ações civil e criminal a fim não só de obter a reintegração de toda a área, que alegam ser produtiva, como também para registrar e cobrar providências contra os danos atribuídos aos sem-terra.

Segundo os advogados, ao ocupar as fazendas adquiridas por Di Genio na década de 1970 e usadas para a recria e engorda de gado, os sem-terra estariam desmatando a vegetação nativa; extraindo madeira ilegalmente – inclusive com o uso de tratores, caminhões e motosserras –; construindo barracos e loteando a propriedade com a clara intenção de, posteriormente, revendê-los.

Agência Brasil entrou em contato com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e com o Ministério Público de Rondônia e aguarda suas manifestações.

Fonte: Agência Brasil

Finalmente, BOLSONARO NA PRISÃO!

O genocida foi levado para a Superintendência da PF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou neste sábado (22) a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro após a condenação a 27 anos de 3 meses por tentar um golpe de Estado no Brasil após a derrota nas eleições em 2022. Bolsonaro vai ser levado para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

A prisão ainda é preventiva, já que o prazo para os últimos recursos da defesa termina na próxima segunda-feira. Depois disso, o caso tramita para o trânsito em julgado e ocorrerá o início do cumprimento das penas.

Neste sábado, apenas Bolsonaro foi preso. Os demais réus ainda não tiveram suas prisões decretadas. Além disso, também nesta sexta-feira o ministro decretou a prisão do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que fugiu para os EUA para evitar a prisão após sua condenação devido à trama golpista.

Reação a vigília de Flávio Bolsonaro

A decisão por prisão de Bolsonaro ocorre depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou uma suposta vigília na frente do condomínio do ex-presidente. Bolsonaro já cumpria prisão domiciliar devido ao risco de fuga investigado no processo sobre a tentativa de obstrução do julgamento por tentativa de golpe. Nesse outro caso, seu filho “03”, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) já é réu.

Na sexta-feira (21), a defesa de Bolsonaro pediu ao STF que o ex-presidente fosse mantido em prisão domiciliar. Na petição, os advogados apontam os problemas de saúde de Bolsonaro e falam em “risco à vida”.

“O certo é que a alteração da prisão domiciliar hoje já cumprida pelo peticionário terá graves consequências e representa risco à sua vida”, diz trecho da petição.

Fonte: ICL

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