Mais de 75% dos poços de água da Faixa de Gaza estão fora de serviço após bombardeios israelenses, segundo a Al Jazeera
A escalada da ofensiva israelense contra a população da Faixa de Gaza atinge novos patamares de crueldade, no genocídio e no holocausto promovido por Benjamin Netanyahu. Além da destruição de áreas residenciais, hospitais e da limitação ao acesso a alimentos, o governo de Benjamin Netanyahu também corta a água, aprofundando o sofrimento humanitário no enclave palestino. As informações foram divulgadas pela emissora Al Jazeera, com sede no Catar, e reproduzidas pela agência TASS.
Segundo o canal, os ataques israelenses já destruíram quilômetros de redes de abastecimento, o que resultou na paralisação de mais de 75% dos poços centrais de Gaza. Um porta-voz da prefeitura afirmou: “As pessoas em Gaza estão realmente sofrendo agora com a escassez de água. Estão recebendo menos de um quarto das suas necessidades diárias”.Play Video
Contexto do holocausto e do genocídio
A crise se agrava em um cenário de violência que se intensificou em 7 de outubro de 2023, quando o movimento palestino Hamas lançou um ataque surpresa contra Israel, matando moradores de comunidades na fronteira e fazendo reféns. Em resposta, Netanyahu iniciou um processo de genocídio e holocausto, sob o argumento de eliminar as estruturas políticas e militares do Hamas.
No entanto, a dimensão dos ataques contra a população civil transformou Gaza em palco de um verdadeiro massacre. Organizações internacionais e especialistas em direitos humanos apontam que o bloqueio de alimentos, energia e agora de água configura um crime contra a humanidade.
Propostas internacionais ignoradas
Diante do agravamento da crise, a Casa Branca chegou a divulgar um plano que previa cessar-fogo imediato, libertação de reféns e a administração temporária da Faixa de Gaza sob tutela externa. Embora Netanyahu tenha declarado apoio inicial ao plano do presidente dos Estados Unidos, reforçou de forma agressiva que Israel “vai terminar o trabalho” caso o Hamas rejeite a proposta.
A combinação entre bombardeios incessantes, bloqueio de suprimentos e corte de água coloca milhões de palestinos em risco extremo, expondo o caráter genocida da ofensiva israelense.
O projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil foi concebido com uma premissa clara: ampliar o alívio para as camadas de baixa e média renda e, em contrapartida, fazer os mais ricos contribuírem mais, por meio de uma tributação mínima sobre rendimentos elevados. Essa lógica buscava equilibrar a arrecadação e, ao mesmo tempo, reforçar a ideia de justiça tributária, um dos compromissos centrais do governo.
Relator do projeto, Arthur Lira (PP-AL) faz jogo duplo. Durante reunião com integrantes da FPA (Frente Parlamentar do Agronegócio) disse que “ninguém vai se posicionar contra a isenção. Nenhum deputado vai votar contra”. Mas deixa aberto o caminho para que a taxação dos ricos seja alterada pelos deputados, repassando a compensação para os cortes das áreas sociais do governo. “Há dúvidas quanto à compensação, que deve ser discutido no plenário”, disse.
Até agora, já foram apresentadas mais de cinquenta emendas ao texto original, revelando a intensidade da disputa política em torno da matéria. O projeto está previsto para ser votado no plenário da Câmara nesta quinta-feira (1), em meio a uma forte pressão do Centrão para que seja aprovado sem a taxação dos ricos como medida compensatória. A ofensiva mira diretamente na contrapartida pensada pelo Ministério da Fazenda e abre espaço para alternativas que reduzem ou distorcem o objetivo inicial do governo.
Diego Garcia: trocar ricos por apostas
O deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) apresentou duas emendas centrais nessa ofensiva. A primeira, a Emenda 20, elimina a tributação mínima sobre rendimentos anuais acima de R$ 50 mil e cria no lugar a chamada “CIDE-Bets”: uma contribuição de 15% sobre os depósitos feitos em sites de apostas. Isso significa que, em vez de os mais ricos pagarem mais, a conta seria transferida para o setor de apostas, que já hoje convive com regulamentações e tributações pesadas. A medida tende a onerar ainda mais apostadores e operadores e, segundo especialistas, pode até estimular a migração para plataformas ilegais que escapam da fiscalização, reduzindo a arrecadação real.
A segunda iniciativa de Garcia é a Emenda 22, que propõe o fim da retenção mensal de imposto sobre lucros e dividendos. Esse mecanismo existe para antecipar parte da arrecadação e reduzir sonegação, garantindo que contribuintes de alta renda paguem ao longo do ano, em vez de concentrar tudo no ajuste anual. Derrubar a retenção significa abrir espaço para postergação, aumentar a margem de manobra e beneficiar diretamente quem concentra grandes rendimentos no topo da pirâmide.
Mendonça Filho: reforço contra a retenção
Na mesma linha, o deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE) protocolou a Emenda 51, que suprime o Art. 6º-A (retenção mensal na fonte sobre lucros e dividendos acima do limite) e transfere a apuração para o ajuste anual. No texto, o parlamentar sustenta que a retenção mensal “desalinha a cobrança com a realidade de rendimentos irregulares” e que a verificação anual “corrige distorções ao consolidar receitas de múltiplas fontes ao longo do ano”, tese apresentada como mais aderente à capacidade contributiva de quem recebe de forma concentrada em alguns meses.
Em termos práticos, a Emenda 51:
Elimina a antecipação de caixa que a retenção mensal garante ao Tesouro;
Amplia a janela de postergação do pagamento por parte do topo da pirâmide, que pode organizar distribuições para o fim do ano;
Eleva o risco de inadimplência e subdeclaração, pois desloca o controle do recolhimento para um único momento no ajuste.
A justificativa do autor enfatiza que a apuração anual seria “mais justa”, porém o efeito concreto repete o da Emenda 22 (Diego Garcia): que reduz o poder de controle sobre altas rendas.
Comissão de Agricultura: cortes em vez de taxação
A Comissão de Agricultura apresentou a Emenda 32, que vai em outra direção, mas com o mesmo resultado final: suprimir totalmente a taxação dos ricos. A proposta manda o governo compensar a renúncia fiscal por meio de cortes de despesas no orçamento. O problema é que a medida não especifica quais despesas seriam cortadas nem garante que os cortes sejam de fato permanentes. A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que toda renúncia precisa vir acompanhada de uma compensação clara e definida na própria lei, não de uma promessa futura e vaga. Por isso, a proposta é considerada juridicamente frágil e, do ponto de vista prático, difícil de executar.
Na pratica a emenda faria com que as compensações às isenções do imposto de renda fossem direcionadas a cortes em áreas como saúde, educação e outros serviços.
Cláudio Cajado: transferir a conta para os bancos
Já o deputado Cláudio Cajado (PP-BA) optou por mirar em outro alvo: as instituições financeiras. Pela Emenda 39, ele propõe um adicional de 5% na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para bancos e financeiras com lucro acima de R$ 1 bilhão. Embora a medida tenha mais viabilidade técnica e represente uma fonte real de arrecadação, ela muda o espírito original do projeto. Em vez de tributar pessoas físicas de alta renda, desloca a cobrança para empresas do setor bancário. Assim, preserva os bilionários e desvia a narrativa de justiça tributária entre indivíduos para uma disputa setorial.
Uma ofensiva contra a justiça tributária
Em conjunto, essas emendas mostram um movimento organizado dentro do Congresso para blindar os ricos da taxação. As propostas de Diego Garcia e Mendonça Filho atacam diretamente o mecanismo de retenção mensal, que é peça-chave para evitar sonegação e garantir arrecadação contínua. A emenda da Comissão de Agricultura aposta em um atalho orçamentário que fere a legislação fiscal. Já a de Cajado transfere a fatura para os bancos, retirando os indivíduos mais ricos da linha de frente.
O efeito político é evidente: enfraquecer a ideia de que a ampliação da isenção viria acompanhada de um esforço maior dos que têm mais. Se aprovadas, essas alterações manteriam intocado o privilégio de quem concentra renda no topo e esvaziariam a promessa de um sistema tributário mais justo, abrindo mão de uma oportunidade histórica de reduzir desigualdades por meio da estrutura tributária.
Universidade justifica a decisão em meio a condenações generalizadas ao genocídio praticado por Israel contra o povo palestino
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) anunciou nesta terça-feira (30) a rescisão unilateral de seu convênio acadêmico com o Instituto Tecnológico Technion, de Israel. O acordo previa cooperação em pesquisas, intercâmbio de docentes e mobilidade de alunos de graduação e pós-graduação.
Segundo informações publicadas pela Agência Brasil, o rompimento foi oficializado em documento no qual a Unicamp afirma que “as violações aos direitos humanos e à dignidade da população palestina se transformaram em uma constante inaceitável”. A medida reflete a posição institucional da universidade frente ao genocídio perpetrado por Israel na Faixa de Gaza.
O reitor Paulo Cesar Montagner destacou que a decisão representa uma continuidade das manifestações anteriores da Unicamp sobre o tema. “Já havíamos nos posicionado contra a situação em Gaza em duas outras oportunidades, e o rompimento reafirma nosso posicionamento contrário ao genocídio da população palestina”, declarou.
Montagner também ressaltou que a medida está em sintonia com a postura do governo brasileiro, que condena as ações de Israel na região, além de acompanhar movimentos semelhantes de universidades internacionais que criticaram a ofensiva israelense.
Impactos da decisão
O convênio mantido com o Technion incluía projetos conjuntos de pesquisa científica e tecnológica, além de parcerias para intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes. Com a rescisão, essas atividades estão suspensas.
A Embaixada de Israel no Brasil foi procurada para comentar a decisão, mas até o momento não emitiu posicionamento oficial. O espaço segue aberto para manifestação.
A decisão da Unicamp se insere em um cenário de crescente condenação internacional sobre o genocídio em Gaza e amplia a pressão sobre instituições que mantêm relações com organizações e centros acadêmicos israelenses.
A Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro investiga a atuação de oito agentes do Bope durante a Operação Caixinha, realizada no Complexo do Alemão em 15 de janeiro. Vídeos de câmeras corporais obtidos pelo blog mostram os policiais furtando diversos itens de uma residência invadida sem mandado judicial durante a ação.
As imagens mostram os PMs vasculhando todos os cômodos da casa de dois pavimentos e selecionando objetos pessoais dos moradores. Os agentes aparecem experimentando perfumes importados, separando roupas de grife e analisando pares de tênis caros. “É tudo tênis que custa mais de dois mil contos”, comentou um dos policiais sobre os calçados.
Durante a ação, os PMs utilizaram suas mochilas para armazenar os itens furtados. Em um dos momentos, um agente chegou a afirmar: “Se estivesse com a viatura, levava a JBL”, referindo-se a uma caixa de som no local. O mesmo dia da operação, o Ministério Público recebeu uma denúncia via WhatsApp com a gravação das câmeras corporais.
A operação tinha como objetivo mirar a “caixinha” do Comando Vermelho e um de seus alvos era o traficante Fhillip da Silva Gregório, o Professor, que morreu em junho em um suposto suicídio. Os policiais investigados agora respondem por suposta apropriação indevida de objetos durante a ação no complexo.
Causando euforia em alguns, frustração em outros, a última pesquisa para o Senado em Alagoas, realizada pelo instituto Real Time Big Data, aponta, na maioria dos cenários, liderança de Renan Calheiros (MDB) para a disputa e coloca Arthur Lira (PP) em terceiro e/ou quatro lugar. Mas a pesquisa dá soma 100%, quando deveria dar 200% porque, em 2026, votaremos em dois nomes ao Senado. E é no segundo voto que mora a derrapada de leitura sobre essa disputa.
Vamos desconsiderar as questões partidárias e entender que todos os nomes postos na pesquisa serão candidatos ao Senado – ou possuem grandes chances de sê-los.
No cenário com Alfredo Gaspar e Davi Davino Filho, o mais compartilhado nas redes sociais, ao menos no X, especialmente por pessoas que não são de Alagoas, traz Arthur Lira em quarto lugar, tendo Renan Calheiros em primeiro.
Usando por base esse cenário e diante da conjuntura política atual, de alto acirramento entre direita e esquerda, responda você que lê esse artigo:
1 – Qual a chance de o eleitor mais politizado que pretende dar seu primeiro a Renan Calheiros votar em Arthur Lira para derrotar Alfredo Gaspar, que vocifera bolsonarismo na esperança de ser o rosto de espectro político em Alagoas?
2 – Qual a chance de o eleitor mais politizado que pretende dar seu primeiro a Alfredo Gaspar votar em Arthur Lira para derrotar Renan Calheiros, “amigo do Lula” em Alagoas?
As mesmas questões valem para o caso de Davi Davino Filho no lugar de Alfredo Gaspar.
Essas movimentações podem dar a Arthur Lira votação para sair da “lanterninha”, ou não?
Uma leitura precisa sobre as intenções de segundo voto ao Senado somente com uma pesquisa com essa pergunta e o devido cruzamento das respostas.
Agora, vamos às questões partidárias.
PP de Arthur Lira e União Brasil de Alfredo Gaspar formalizaram uma federação que, em Alagoas, está sob o comando de Arthur Lira. Então, Gaspar, se não mudar de partido, só será candidato se Arthur Lira permitir. Simples assim.
E como todos estes nomes, no quadro político local em Alagoas, estão no mesmo campo eleitoral – ao menos em princípio –, somente um deles será candidato ao Senado. E ninguém precisa ser expert em ciência política, bastando acompanhar as coisas minimamente, para saber que o nome é Arthur Lira.
E os motivos vão desde o papel que joga no cenário político nacional e local, tendo ajudado a eleger dezenas de prefeitos em 2024, até pelas condições objetivas de ele conseguir viabilizar – em todos os sentidos – outras candidaturas. Caberia a Alfredo Gaspar e a Davi Davino correr o risco de ficar sem mandato caso decidam disputar com o ex-presidente da Câmara dos Deputados uma vaga no Senado.
Inclusive, em entrevista a O Globo nesta segunda-feira (29), Lira foi taxativo sobre isso. “Davi Davino e Alfredo são aliados e não tem a possibilidade de sair Arthur, Davino e Alfredo (ao mesmo tempo para o Senado), nem tem espaço para isso”.
Mas vai que…, não é? Cada cabeça uma sentença.
Dos nomes colocados pelo Real Tima Big Data, o único que, de fato, tumultua o coreto é o João Henrique Caldas, conhecido por JHC, ainda no comando do PL em Alagoas. Partido, aliás, pode ir para as mãos de Arthur Lira em Alagoas, segundo o noticiário político local, após saída – se ocorrer – de JHC da legenda. Mas esse não é o assunto aqui.
Mesmo no comando do PL alagoano, assumido após deixar o PSB entre o primeiro e segundo turno da eleição presidencial de 2022, com direito a coletiva ao lado de Jair Bolsonaro em Brasília, JHC nunca usou as vestes de bolsonarista. Aliás, nem creio que o seja. Ele apenas quis se aproximar da maior fatia do eleitorado de Maceió.
JHC nunca vestiu as vestes de bolsonarista e as que tentaram colocar nele não vingaram.
Dito isso, ele é o nome que pode vencer ou Renan Calheiros ou Arthur Lira ao Senado porque pode ser o segundo voto dos dois. Mas e o segundo voto de JHC iria para quem? Em tese, o eleitorado mais progressista do prefeito de Maceió votaria em Renan e o mais conservador em Lira.
E nesta divisão, também em tese, Renan tem vantagem sobre Lira porque tem mais força política no estado: mais vereadores, mais prefeitos, mais deputados estaduais, mais deputados federais, um senador, além de si, um ministério e, no caso das eleições de 2026, terá Renan Filho como favoritíssimo ao Governo do Estado.
Tanto é assim que Renan Calheiros, faz somente alguns meses, insistiu um bocado para fechar aliança com JHC, dizendo que preferia o prefeito como concorrente ao Senado que Arthur Lira.
E ainda some a tudo isso o fato de que a maioria do eleitorado só define seus candidatos ao parlamento na reta final das campanhas eleitorais, especialmente o segundo voto para senador, o qual muita gente nem sabe – por incrível que possa parecer – que existe, achando que só se vota em um nome.
Enfim, pesquisas para o Senado, especialmente nas eleições de 2/3 da Casa, enganam muito.
Uma manifestação contra o genocídio do povo palestino, reuniu ontem, 29/09, dezenas de pessoas no hall da reitoria da Ufal. Uma bandeira gigante da Palestina foi fixada durante o evento.
Uma roda de conversa com os professores da Ufal, Rafael Rodrigues e Pedro Vasconcelos, historiou a situação da Palestina e denunciou os crimes de genocídio praticado pelo estado sionista de Israel.
Para a professora Sandra Lira, diretora da Adufal, “crimes praticados pelo estado de Israel são crimes contra a humanidade e foram, inclusive, denunciados pelo presidente Lula na Conferência da Onu.
Depois os manifestantes foram até o viaduto na entrada da Ufal onde estenderam o bandeirão e fizeram panfletagem para conscientizar a comunidade acadêmica.
O ato público foi organizado pelo Comitê em Defesa do Povo Palestino e contou com a presença de representantes de partidos políticos, como UP, PT e PSOL, da Adufal, Sinduneal e entidades do movimento estudantil.
Serviços e indústria puxam contratações; São Paulo, Minas e Paraná lideram geração de vagas no acumulado do ano
O Brasil criou 1.501.930 empregos com carteira assinada entre janeiro e agosto de 2025, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Governo Federal. O saldo é positivo em todos os grandes setores da economia e eleva para 48,69 milhões o total de vínculos formais no país – o maior da série histórica.
Desde o início da atual gestão de Lula (PT), em janeiro de 2023, já foram abertos 4,63 milhões de postos de trabalho com carteira assinada.
Serviços e indústria puxam contratações
Entre os cinco grandes grupos econômicos, Serviços liderou com 773 mil novas vagas, seguido pela Indústria (+273 mil), que se destaca pela geração de empregos mais qualificados. Na sequência aparecem Construção (+194,5 mil), Comércio (+153,4 mil) e Agropecuária (+107,2 mil).
Na indústria, a fabricação de produtos alimentícios foi o principal motor, com 51 mil vagas abertas no período.
Desempenho por estado
Em números absolutos, São Paulo segue à frente, com 436,7 mil postos, seguido por Minas Gerais (+152,9 mil) e Paraná (+108,7 mil). Em termos proporcionais, o crescimento mais forte veio de Amapá (+6,86%), Mato Grosso (+5,78%) e Piauí (+5,22%).
Agosto mantém ritmo de alta
Apenas em agosto, foram gerados 147.358 empregos formais, resultado de 2.239.895 admissões e 2.092.537 desligamentos. O saldo foi positivo em 25 das 27 unidades da Federação, com destaque para São Paulo (+45.450), Rio de Janeiro (+16.128) e Pernambuco (+12.692).
O setor de Serviços mais uma vez liderou no mês, com 81.002 novas vagas, impulsionado pela Educação (+23.785), especialmente em Educação Infantil e Ensino Fundamental (+9.924). Comércio (+32.612), Indústria (+19.098) e Construção (+17.328) também registraram crescimento, enquanto a Agropecuária teve leve retração (-2.665).
Perfil das contratações
As mulheres foram maioria nas admissões de agosto, com 77.560 vagas, ante 69.798 para os homens.
Os jovens de 18 a 24 anos lideraram a geração de empregos, com 94.525 postos, seguidos pelos adolescentes de até 17 anos (+33.710).
A maior parte dos contratados tem ensino médio completo (96.442 vagas). Na análise por raça, pardos foram maioria (+111 mil), seguidos por brancos (+32.248) e pretos (+21.648).
Salário em alta
O salário médio de admissão em agosto foi de R$ 2.295,01, um avanço de 0,56% em relação a julho (R$ 2.282,31).
Titular do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho diz que decisões judiciais fragilizam vínculo formal e afirma que há uso indevido de MEI para driblar encargos.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a criticar a pejotização e alertou para os impactos sobre a Previdência Social e os fundos de proteção ao trabalhador. Afirmou que decisões judiciais “fragilizam o vínculo formal”.
As declarações foram feitas durante a divulgação dos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) nesta 2ª feira (29.set.2025).
Segundo Marinho, parte do STF (Supremo Tribunal Federal) estaria “sensível” a argumentos favoráveis à pejotização –quando pessoas são contratadas como PJ (Pessoa Jurídica), mas exercem funções com características de um trabalhador com vínculo empregatício formal. Disse isso minutos antes de ir para a posse do ministro do STF Edson Fachin, que assumirá a presidência da Corte.
“Há ministros que parecem ver vantagem nesse modelo. Mas, se levado a cabo, isso destrói a Previdência, o FGTS [Fundo de Garantia por Tempo de Serviço] e compromete a política de crédito do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]. É um risco para toda a economia”, afirmou.
Marinho também criticou o uso indevido da figura do MEI (Microempreendedor Individual) para driblar encargos.
“Nós não podemos deixar essa irresponsabilidade crescer. Quando se cria um MEI ou uma PJ para mascarar relações de emprego típicas, estamos destruindo a Previdência e o FAT [Fundo de Amparo ao Trabalhador]“, disse o ministro.
“Se acabar o FAT, acabou a perna que financia o seguro-desemprego e o abono salarial”, acrescentou.
Segundo ele, o fenômeno da pejotização tem sido estimulado por setores que defendem maior flexibilidade nas relações trabalhistas, mas que, na prática, aumentam a precarização.
“Estão tentando vender a ideia de que o trabalhador de alta renda pode abrir uma PJ e negociar individualmente. Mas não se trata de faixa salarial. O que define vínculo é subordinação. Se um gerente trabalha em regime de exclusividade para uma empresa, não há contrato de pessoa jurídica. Isso é fraude trabalhista”, declarou.
O ministro também disse que as flexibilizações aumentam o deficit previdenciário. “O MEI foi criado para dar proteção a trabalhadores totalmente desassistidos, como o pipoqueiro ou a mãe que faz salgados para vender. O que vemos hoje é fraude: empresas contratando dezenas de MEIs para funções típicas de assalariados. Isso afunda ainda mais o déficit previdenciário”, disse.
DESACELERAÇÃO
Marinho apresentou os números do Caged. Em agosto, o saldo foi positivo em 147.358 postos formais, resultado de 2,23 milhões de admissões e 2,08 milhões de desligamentos.
Segundo o ministro, houve desaceleração no ritmo de crescimento, mas o saldo segue positivo em 25 das 27 unidades da federação. O setor de serviços foi o maior gerador de vagas, com destaque para educação, saúde e administração pública. Já a agropecuária registrou saldo negativo de 2.665 vagas, impactada pelo fim da colheita do café.
Marinho destacou que o estoque de empregos com carteira assinada chegou a 48,7 milhões e que o saldo acumulado em 12 meses foi de 1,43 milhão de vagas.
Documento final da Conferência pelos Direitos dos Migrantes faz apelo a presidentes Lula, Petro e Sheinbaum por ‘ação coordenada’ contra ameaças no Mar do Caribe
A Cidade do México foi sede, neste domingo (28/09), da jornada final da primeira Conferência Continental para a Defesa dos Direitos dos Migrantes e da Soberania Nacional, que reuniu organizações e delegações de sete países da América Latina.
Segundo o documento produzido pela organização oficial do evento, o principal foco da conferência foi o de reforçar o apelo à “unidade entre os governos do continente contra as políticas imperialistas dos Estados Unidos”, com prioridade para a política anti imigração e as violações aos direitos humanos que ela provoca, e também os acontecimentos no Mar do Caribe, com as ameaças à soberania da Venezuela.
A organizações participantes ressaltaram que “a resistência às políticas de Trump está crescendo nos Estados Unidos, como se vê nas manifestações de rua. No Panamá, o povo luta para defender o Canal. Em vários países, como Brasil, México e Colômbia, o povo luta contra a ingerência imperialista e seus agentes, como Bolsonaro e seus generais. Em outros casos, como Equador, Peru e Argentina, lutam contra regimes fantoches”.
“São expressões da mesma causa: a defesa da soberania nacional. A luta pelo direito de migrar faz parte da luta pelos direitos dos trabalhadores e pelos direitos humanos”, afirma o comunicado lançado pelos participantes do evento.
A Conferência Continental teve seu início no sábado (27/09), foi realizada na sede do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Universidade Autônoma Metropolitana (SITUAM) e contou com uma total de 120 representantes de diversas organizações que trabalham com populações migrantes.
O Brasil foi representado na conferência por uma delegação composta por 18 integrantes, entre eles: Barbara Corrales (presidente do Conselho Municipal do Imigrante de São Paulo), Roque Pattussi (representante do Centro de Apoio Pastoral do Migrante de São Paulo), Rui Falcão (deputado federal pelo PT-SP), Heloisa Maria Galvão, membro do Grupo Mulher Brasileira (Boston-EUA) e Sandro Bittencourt, membro do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Florianópolis (Sintrasen).
Elogios e críticas a Lula, Sheinbaum, Petro, Maduro e Xiomara
A Conferência também reconheceu os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Claudia Sheinbaum (México), Gustavo Petro (Colômbia), Nicolás Maduro (Venezuela) e Xiomara Castro (Honduras) como os principais líderes da região a se manifestarem contra as políticas estadunidenses de perseguição aos imigrantes.
Porém, mesmo os mandatários que foram elogiados no documento não ficaram isentos de críticas, que vieram sob o argumento de que “até agora, cada um agiu de forma independente, contra um adversário que é forte demais para ser enfrentado individualmente, quando o desejável é a unidade dos governos do continente contra as políticas imperialistas”.
“O caso mais preocupante de agressão hoje é contra a Venezuela, com ataques econômicos, ataques letais a embarcações e ameaças de intervenção militar, que requerem uma resposta conjunta da região para impedir que o ímpeto intervencionista das forças imperialistas volte a se alastrar pelo continente”, declarou o documento oficial.