Moraes dá 5 dias para PGR se posicionar sobre prisão de Eduardo Bolsonaro

Ministro do STF atendeu pedido de parlamentares que exigem prisão preventiva e análise imediata da cassação do deputado federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (2) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie no prazo de cinco dias sobre os pedidos de prisão preventiva apresentados contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Segundo a CNN Brasil, o despacho de Moraes faz referência à solicitação dos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Talíria Petrone (Psol-RJ), que também pediram a suspensão do pagamento de salários e verbas indenizatórias ao parlamentar. Além disso, os congressistas solicitam que a Mesa Diretora e o Conselho de Ética da Câmara avaliem com urgência os pedidos de cassação do mandato.

Argumentos dos parlamentares

No documento entregue ao STF, Lindbergh e Talíria alegam que “a decretação da prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro, nos termos do art. 312 do CPP, para garantia da ordem pública, da ordem econômica, da instrução criminal e da aplicação da lei penal, diante da permanência das manifestações golpistas e intensificação da atuação ilícita em território estrangeiro”.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano. Ele foi recentemente denunciado pela própria PGR pelo crime de coação no curso do processo, em razão de sua atuação fora do Brasil contra a decisão que condenou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Notificação por edital

Na última terça-feira (30), o STF publicou um edital notificando Eduardo Bolsonaro a responder à denúncia no prazo de 15 dias. A medida foi adotada depois que oficiais de Justiça relataram não conseguir localizá-lo para entregar a intimação de forma presencial.

Na decisão que autorizou a notificação por edital, Moraes registrou que não havia dúvidas de que o deputado estaria “criando dificuldades” para evitar ser notificado. Com a publicação, o prazo para resposta já começou a contar.

Próximos desdobramentos

Agora, caberá à Procuradoria-Geral da República avaliar se apoia ou não o pedido de prisão preventiva. Dependendo da manifestação, Alexandre de Moraes poderá decidir sobre a prisão de Eduardo Bolsonaro e sobre as demais medidas cautelares solicitadas. Enquanto isso, cresce a pressão sobre a Câmara dos Deputados, que pode ser chamada a se posicionar sobre os pedidos de cassação protocolados contra o parlamentar.

Fonte: Brasil 247

Bolsa Família: Velha discussão à luz de novos dados

Dados recentes desmontam a persistente tese da direita de que o programa estimula a indolência. 11,55% conseguiram emprego com carteira assinada em um ano e meio. E trazem dor de cabeça ao capital: já não se sujeitam a trabalhar por péssimos salários…

O Programa Bolsa Família é alvo de críticas desde sua criação. A mais comum pontua que o BF estimula a indolência, ou desestimula o trabalho. Os opositores argumentam com o efeito positivo sobre as crianças e adolescentes beneficiados, cuja escolarização e vacinação – requisitos do programa – as redimirão da trajetória de seus pais. Muita tinta, papel e saliva foram dispendidos nesse debate interminável. Entretanto, o correto é baseá-lo em dados e não em crenças ideológicas.

O Estúdio Folha publicou um levantamento interessante do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Folha de São Paulo, 11/set/25). É um bom caminho para avaliar o programa. Intitulado “Bolsa Família abre caminho para autonomia financeira” e uma chamada criativa – Do Bolsa Família ao crachá / Programa é garantia de renda para conquistar estudo e trabalho –, o estudo traz um resumo das principais informações, a seguir sintetizadas:

  • 1,3 milhão de famílias deixaram o Bolsa Família em 2024 após melhora na renda;
  • 1 milhão de famílias deixaram o Bolsa Família em julho de 2025;
  • 75,5% dos novos empregos criados em 2024 foram ocupados por beneficiários do Bolsa Família;
  • 98,9% das 1,7 milhão de vagas com carteira assinada foram preenchidas por cadastrados no CadÚnico;
  • R$ 671,54 é o valor médio do benefício;
  • 19,19 milhões de famílias são atendidas pelo Bolsa Família, com prioridade para crianças, gestantes e nutrizes.

Inúmeras considerações podem ser feitas a partir desses dados. Primeiramente, eles remetem à repetida discussão sobre a natureza efetiva do programa. Assistencial? Sim, sem dúvida. Mas limita-se a isso? Os dados mostram que se trata de um investimento em recursos humanos, capacitando-os a entrar (ou retornar) ao mercado de trabalho. Diversos fatores podem estar nessa tendência ao engajamento dos beneficiários na busca e assunção de empregos formais: a tranquilidade emocional trazida pela renda básica, que elimina a fome da família e o estresse decorrente; a autoestima fortalecida; a emulação das crianças escolarizadas sobre os adultos do grupo familiar.

Sejam quais forem os fatores motivacionais, os dados refutam frontalmente o argumento da indolência induzida e do desestímulo ao trabalho. Pode-se polemizar, argumentando com o baixo percentual de famílias efetivamente empregadas, que saíram do programa. Sem dúvida, essa proporção pode ser maior, mas já nos termos atuais é bastante relevante. Confrontados aos quase vinte milhões de famílias atendidas, a soma dos emancipados (utilizamos este termo para os que saíram do BF após encontrarem emprego com carteira assinada), apenas neste ano e meio, atinge 11,55% do total. Muito significativo!

Não é possível deixar de associar esse resultado positivo a outra notícia muito alvissareira para a sociedade brasileira. Depois de ter saído, finalmente, do Mapa da Fome da ONU em 2014, o Brasil voltou a esse indicador de perversidade social a partir do enorme retrocesso político dos oito anos seguintes. Em 2024, voltamos a sair do Mapa da Fome. Os dois fatores mais impactantes nessa conquista foram a reconstrução da rede de assistência social e combate à fome, desmanteladas naquele período de trevas, e a inclusão produtiva. O Programa Bolsa Família, pelo número de beneficiários, mas também pelo de emancipados, tem forte responsabilidade em ambos os processos, ao lado da forte recuperação do mercado de trabalho, que estimulou as saídas do programa.

Na verdade, há dados anteriores que raramente eram citados nos primeiros governos Lula. Um deles referia-se à época em que 13 milhões de famílias eram atendidas pelo BF e 1,2 milhões haviam saído voluntariamente após alcançarem alternativas melhores de trabalho e renda. Fica difícil entender por que essas informações nunca são incluídas no debate, nem pelos críticos, nem (mais estranho ainda) pelos defensores. Afinal, o bom debate deve se apoiar em dados. Naturalmente, estes devem ser qualificados, referenciados e contextualizados, mas, neste caso, falam por si.

Mesmo que se considere baixo o percentual de emancipação efetiva – e não é -, pode-se sugerir que um incentivo maior deva ser dado à escolarização e capacitação técnica dos adultos das famílias beneficiárias. Mas os dados apontam, sem dúvida, uma tendência positiva, que pode ser reforçada com ajustes adequados. Enfim, essa é uma discussão útil e relevante.

Pode-se também buscar exemplos retrospectivos e reaplicá-los à atualidade. Os primeiros economistas, na Inglaterra, combateram o sistema assistencial Speenhamland com argumentos semelhantes – estímulo à indolência e desestímulo ao trabalho. Após anos de ataques, aquele primeiro sistema assistencial, a cargo das paróquias inglesas, foi extinto. Aumentou, assim, a oferta de mão-de-obra para as indústrias nascentes. Hoje, são amplamente conhecidas as condições horrorosas de trabalho nas primeiras indústrias de Manchester e da Inglaterra. Caso, eventualmente, o sistema assistencial tivesse sido mantido ou reformado (porque, obviamente, tinha muitos defeitos), será que a necessidade de recrutar mão-de-obra não teria atenuado alguns dos aspectos mais perversos do ambiente fabril?

Aplicando esse argumento à atualidade, a existência de um colchão amortecedor da pobreza absoluta não implica em ter que oferecer melhores condições de trabalho para atrair novos empregados? Muitas críticas resvalam para o preconceito, quando apontam a dificuldade de contratar pessoas para tarefas humilhantes ou massacrantes e jornadas extensivas de trabalho, nas regiões de maior presença de beneficiários do BF. Não seria o caso de reconhecer que, liberadas da miséria absoluta por um programa que, reconhecidamente, paga valores muito baixos, que apenas fazem a diferença entre a miséria e a pobreza, as pessoas se tornam um pouco mais seletivas na escolha de empregos?

Considerando a ausência do efeito indicado por crença ideológica e refutado pelos dados concretos no que se refere a parcela considerável dos beneficiários – a indolência e a aversão ao trabalho -, podemos deduzir que as condições salariais e de trabalho devem ser minimamente decentes para atraí-los aos empregos ofertados.

O resultado dessa tendência não seria o aumento da renda média e, portanto, a ampliação do mercado consumidor, permitindo ganhos de escala sem pisotear a dignidade do trabalho? Ganhos de escala significam redução dos custos unitários, o que representa um círculo virtuoso: maior renda, maior consumo, mais empregos, menores custos de produção, preços estáveis ou mesmo com algum declínio, ampliando ainda mais o mercado sem prejudicar a lucratividade e a permanência das empresas.

O que faz falta é uma discussão apoiada em evidências fatuais. Em geral, crenças ideológicas apriorísticas – ou seja, cristalizadas antes e apesar das evidências – presidem o debate, de ambos os lados. Os detratores do programa partem do princípio hedonista de que os indivíduos buscam maximizar o prazer e minimizar a dor – enunciado por Jeremy Bentham em época próxima à obra de Adam Smith, que reivindicava o princípio de que o interesse próprio levava ao bem estar social. Mesmo esse princípio deve ser considerado com flexibilidade e sabedoria: qual o limite da dor (o trabalho) e do prazer (a indolência)? A dor da fome não levaria a apenas substituí-la por outra dor, igualmente desumana, a do trabalho sem o mínimo de dignidade?

Já os defensores, muitas vezes (para não generalizar), referem-se à parcela adulta dos beneficiários como perdida para a atividade produtiva, depositando o benefício social do programa na nova geração, protegida, pela vacinação e escolarização, de repetir a trajetória dos genitores.

O que os dados mostram é diverso de ambas as hipótese apriorísticas. Há uma parcela não desprezível de adultos no programa atraída pela possibilidade de encontrar alternativas mais remuneradoras e deixar o restrito benefício do BF para outros mais necessitados. À época da primeira notícia mencionada acima, entrevistas com ex-beneficiários explicitavam essa atitude.

Uma política pública mais direcionada à motivação dos adultos atendidos pelo BF, concomitante à construção da infraestrutura física e, principalmente, pedagógica (professores e material escolar) voltada a esse público específico, levando em conta suas particularidades vivenciais, culturais e comportamentais, poderia incidir fortemente naqueles dados, ampliando a parcela de emancipados. O impacto sobre a própria autoestima destes, a renda média, o consumo, a produção e o emprego – além da bem-vinda inovação para atender o mercado em expansão – seria altamente benéfico ao país. Todavia, essa iniciativa requer o abandono da tese da “geração perdida” pela prolongada vivência em condições miseráveis, reinterpretando-a como passível, em proporções significativas, de recuperação e emancipação.

Por Roberto Vital Anav

Israel bloqueia estrada principal para a cidade de Gaza e ameaça matar todo mundo

Tanques israelenses bloquearam a estrada principal para a Cidade de Gaza na quinta-feira, impedindo o retorno daqueles que deixaram a cidade sitiada, e o ministro da Defesa, Israel Katz, disse que esta era a última chance para centenas de milhares de pessoas que ainda estavam lá dentro escaparem.Israel ordenou que toda a população de um milhão de pessoas da Cidade de Gaza se dirigisse para o sul, enquanto organiza uma das maiores ofensivas da guerra neste mês, prometendo erradicar os combatentes do Hamas no que diz serem seus últimos bastiões na maior área urbana de Gaza.

Moradores disseram à Reuters que tanques montaram barreiras de areia na estrada principal ao sul da Cidade de Gaza. As pessoas estavam sendo autorizadas a sair, mas aquelas que haviam saído em busca de comida ou abrigo temporário não estavam mais autorizadas a retornar.”Esta é a última oportunidade para os moradores de Gaza que desejam ir para o sul e deixar os agentes do Hamas isolados na própria Cidade de Gaza diante das contínuas operações em larga escala das FDI”, disse o Ministro da Defesa israelense, Katz, em um comunicado.Aqueles que saíssem seriam submetidos à verificação militar, disse Katz.Os militares informaram em um comunicado na quarta-feira que iniciaram uma operação para fortalecer e manter o “controle operacional do Corredor Netzarim”, área que controlam e que divide o norte e o sul de Gaza. A operação não respondeu a um pedido de comentários adicionais na quinta-feira.

‘NÃO VAMOS PARTIR’

As Nações Unidas estimam que 600.000 a 700.000 pessoas ainda estejam dentro da Cidade de Gaza, depois que até 400.000 fugiram nas últimas semanas, enquanto as forças israelenses avançavam, destruindo prédios em seu caminho.Alguns moradores contatados pela Reuters disseram que a medida para impedir que as pessoas retornassem à Cidade de Gaza aumentou sua determinação de ficar.”Não vamos embora. Ontem, um drone jogou granadas no telhado do nosso prédio, mas não vamos embora”, disse Hani, 24, que mora na Cidade de Gaza e pediu para ser identificado apenas pelo primeiro nome por questões de segurança.”Temos medo de que, se partirmos, nunca mais veremos nossa Cidade de Gaza.”Aviões e tanques israelenses continuaram a bombardear a Cidade de Gaza. O Ministério da Saúde de Gaza informou que os disparos israelenses mataram pelo menos 77 pessoas nas últimas 24 horas.Médicos disseram que um desses ataques matou nove pessoas na quinta-feira, incluindo cinco da mesma família, perto de uma cozinha comunitária em Al-Mawasi, uma área costeira do sul que Israel designou como “zona humanitária” para centenas de milhares de moradores forçados a fugir de outras partes de Gaza.

OFENSIVA TERRESTRE DANOS A INSTALAÇÕES DE SAÚDE

O Ministério da Saúde de Gaza disse que a intensificação dos ataques terrestres de Israel estava prejudicando a capacidade de tratar os doentes e feridos, depois que quatro instalações médicas foram forçadas a fechar.Médicos do principal hospital da Cidade de Gaza, o Al Shifa, disseram que foram forçados a reduzir os serviços devido aos constantes bombardeios israelenses ao redor da unidade, já que pacientes vulneráveis ​​temiam que o hospital tivesse que fechar em breve.”Se este departamento for fechado, isso significará a morte dos pacientes. Nossas vidas acabarão. Este departamento representa a vida para nós”, disse Medhat Elewah, um paciente renal, em um vídeo filmado dentro do hospital, obtido pela Reuters.Ele disse que costumava receber quatro horas de sessões de diálise três vezes por semana, mas que isso foi reduzido para duas horas.Israel iniciou sua ofensiva em Gaza após o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 levadas como reféns de volta para Gaza, de acordo com contagens israelenses.

Fonte: Reuters

Debate na Uneal denuncia genocídio em Gaza

Uma roda de conversa, realizada ontem, 01/10, no campus de Arapiraca, da Universidade Estadual de Alagoas, denunciou o genocídio praticado pelo estado de Israel contra o povo palestino na faixa de Gaza.

O debate contou com a presença do professor Luiz Gomes, presidente do Sindicato dos Docentes da Uneal, de Ig Juan, da coordenação estadual da Juventude Revolução e da acadêmica de História Amanda Costa.

Para Ig Juan, “Israel promove um genocídio, assassinando crianças e jovens com a cumplicidade dos EUA”. Já Amanda Costa, frisou que a luta do povo palestino é por liberdade e que Israel já assassinou mais de 65 mil pessoas em Gaza.

Já o professor Luiz Gomes, do curso de História, destacou que “Israel é um estado sionista, que pratica a segregação e colonialista, que ocupa ilegalmente terras palestinas, e que a pretexto de combater o Hamas, promove um genocídio.”

Também foi denunciado durante o evento, o sequestro promovido por Israel contra a Flotilha Samud, que levava ajuda humanitária para Gaza. A roda de conversa foi organizada pelo Comitê Alagoano em Defesa do Povo Palestino.

Justiça afasta Collor do comando da Gazeta

Decisão considera posição do Ministério Público de Alagoas, favorável ao afastamento também do diretor Luiz Amorim

O ex-presidente Fernando Collor de Mello terá que se afastar do comando da Gazeta. A decisão foi tomada ontem (1/10) pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, que concedeu liminar à Organização Arnon de Mello (OAM) e autorizou a retirada de Collor do comando da TV e da Rádio Gazeta. A notícia foi divulgada no final da tarde, pela grande mídia, mas ainda não tinha sido confirmada pela empresa, que continua calada.
No entanto, a decisão do juiz Erick Costa de Oliveira Filho já era esperada, até porque o Ministério Público de Alagoas já havia se manifestado, por meio de um parecer do promotor de Justiça Marcus Mousinho, favorável ao afastamento de Collor e do diretor Luiz Amorim. Na opinião de Mousinho, a medida é urgente não só para manutenção da empresa, mas também dos 400 postos de trabalho das empresas da OAM em Alagoas.
O afastamento de Collor e Amorim seria uma medida estratégia para evitar a cassação do registro do funcionamento da TV e da rádio, cujo processo foi aberto e tramita no Ministério das Comunicações. Em recuperação judicial, por conta dos problemas financeiros e políticos que enfrenta, a situação da Gazetas se agravou depois que a Rede Globo encerrou o contrato com a emissora alagoana.

Para evitar de perder a outorga do Ministério das Comunicações, a Gazeta estava para afastar o comando da empresa, mas a decisão do afastamento do ex-senador só poderia ser autorizada pela justiça. Segundo informações de dentro da OAM, o ex-presidente resistia à ideia de se afastar das empresas. Collor encontra-se preso e cumpre sentença em prisão domiciliar. Um dos crimes atribuídos a ele é lavagem de dinheiro.

Por isso o Ministério das Comunicações notificou a Gazeta: na condição atual, Collor tem de ser retirado da direção das empresas, sob pena de perda da concessão de radiodifusão. Quanto ao pagamento das dívidas trabalhistas, a retirada de Collor da direção não o isenta da responsabilidade. Era esse o receio dos credores, que o afastamento do ex-presidente deixasse a empresa sem ter como arcar com as indenizações e o passivo trabalhista.

POSIÇÃO DO MP/AL

O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) se manifestou favorável à retirada dos sócios da TV Gazeta, em processo que tramita no Ministério das Comunicações, destacando que a preservação da empresa deve prevalecer sobre interesses individuais.

O parecer foi assinado em 28 de setembro, em Maceió, pelo promotor Marcus Aurélio Gomes Mousinho. Procurado pela reportagem da Tribuna Independente, o promotor explicou, por meio da assessoria de comunicação do MP/AL, que optou por garantir a funcionalidade da Gazeta, manifestando-se pela retirada do sócio e do administrador da emissora.

Ou seja, o promotor opinou pelo afastamento do ex-presidente Fernando Collor e do diretor Luiz Amorim, da emissora. Com isso, para Mousinho, essa decisão deverá facilitar a buscar por outra parceria, em substituição à Globo. A emissora carioca já se associou à TV Asa Branca, que começou ontem a exibir conteúdo próprio, dentro da sua grade de programação.

Processo da emissora tramita no Ministério das Comunicações

“O Ministério das Comunicações havia dado prazo de 90 dias para que se retirasse do quadro societário o Fernando Collor e o Luís Amorim, em razão de condenação de ambos, sob pena de retirar a outorga de retransmissão de rádio e TV da empresa. Como o contrato que a Gazeta tinha com a Globo exigia que para se modificar o quadro de sócios precisava da sua autorização sob pena de rompimento do contrato, e em razão do prazo exíguo, poderia ocorrer que a Globo não se manifestasse no prazo estipulado ou que ela negasse a retirada, resultando na perda da outorga. Essa perda seria a própria falência da Gazeta, o que inviabilizaria os pagamentos aos credores e a perda de empregos e a função social da empresa. Por isso, seguindo o princípio basilar das recuperações judiciais e a preservação da empresa, o promotor Marcus Mousinho optou por garantir sua funcionalidade, manifestando-se pela retirada do sócio e do administrador, o que iria possibilitar, caso a Gazeta perdesse o contrato com a Globo, de buscar outra parceria com outras emissoras”, afirmou por meio de nota a assessoria de comunicação do MP/AL.

Após condenação de Collor, a Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou, no último dia 12 de setembro, um ofício ao então presidente do STF, Luís Roberto Barroso, informando que o governo federal teria interesse em participar da ação da Globo para romper contrato com a Gazeta, que se encontra em processo de recuperação judicial.

Segundo a AGU, tramita no Ministério das Comunicações um processo administrativo para avaliar a legalidade da manutenção da concessão da TV, uma vez que o dono da emissora, o ex-presidente Fernando Collor foi condenado pelo STF em maio de 2023 e cumpre pena de oito anos e dez meses por crimes de lavagem de dinheiro, recebimento de propina e corrupção.

“Há indícios claros de infração por parte da entidade afiliada [TV Gazeta], decorrentes da permanência, em sua estrutura societária e diretiva, de pessoas já condenadas judicialmente, razão pela qual instaurou processo de apuração de infração”, afirmou a manifestação. O documento ressalta que a situação pode resultar na cassação da outorga da emissora alagoana, conforme o Decreto nº 52.795/1963 e a Lei Complementar nº 64/1990.

Confira os requisitos necessários para renovar concessão de TV

Para renovar a concessão de uma emissora de rádio ou TV, o primeiro passo é encaminhar ao Ministério das Comunicações o requerimento solicitando a renovação de outorga. A documentação em comum, para todos os casos de renovação de outorga, é essa a seguir:

01) Ato de nomeação ou eleição de dirigentes, devidamente formalizado, ou registrado em Cartório, quando for o caso;

02) Prova de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas – CNPJ;

03) Prova de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS;

04) Prova de regularidade do recolhimento dos recursos do Fistel;

05) Certidão conjunta negativa de débitos relativa aos tributos federais, à dívida ativa da União, expedida pela Receita Federal;
06) Prova de regularidade para com a Fazenda Estadual/Distrital do local de sede;

07) Prova de regularidade para com a Fazenda Municipal do local de sede;

08) Prova da inexistência de débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho, por meio da apresentação de certidão negativa, nos termos do disposto no Título VII-A do Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 – Consolidação das Leis do Trabalho;

09) Certidão simplificada ou documento equivalente, emitida pelo órgão de registro competente em que estiverem arquivados os atos constitutivos da pessoa jurídica, se for o caso;

10) Cópia do certificado de licença para funcionamento da estação.

11) Prova da condição de brasileiro nato ou naturalizado há mais de dez anos por meio de um dos seguintes documentos: certidão de nascimento/casamento, certificado de reservista, cédula de identidade, certificado de naturalização expedido há mais de dez anos, carteira profissional, carteira de trabalho e previdência social ou passaporte.

Fonte: Tribuna Hoje

Colômbia expulsa diplomatas israelenses após Israel sequestrar Flotilha humanitária

Anúncio veio do presidente Gustavo Petro após Israel interceptar Flotilha Global Sumud

Após relatos de que Israel deteve em águas internacionais dois cidadãos colombianos envolvidos em ajuda humanitária à Palestina, o presidente colombiano Gustavo Petro anunciou a denúncia do acordo de livre comércio com Israel e a expulsão da delegação diplomática israelense do país. A reportagem é da agência Sputnik:

“Se essa informação for verdadeira, trata-se de um novo crime internacional de [primeiro-ministro israelense Benjamin] Netanyahu. Dois cidadãos colombianos, engajados no apoio humanitário à Palestina, foram detidos em águas internacionais. O Ministério das Relações Exteriores deve apresentar todas as ações cabíveis, inclusive na Justiça israelense. Convido juristas internacionais a se somarem aos nossos advogados para defender a Colômbia. O acordo de livre comércio com Israel está sendo denunciado imediatamente. Toda a delegação diplomática israelense na Colômbia deve deixar o país”, escreveu Petro na rede X.

Segundo a Al Jazeera, forças israelenses detiveram nesta quarta-feira ativistas de embarcações que lideravam a Frota Global Sumud, entre eles um repórter da emissora.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou que a marinha israelense interceptou várias embarcações da Frota Global Sumud e está transferindo os passageiros para um porto israelense.

Fonte: Brasil 247

Israel sequestra Flotilha que levava ajuda humanitária para Gaza

A Flotilha humanitária Sumud que ruma para Gaza foi interceptada nesta madrugada pelas forças coloniais israelenses, que abordaram os barcos e sequestraram ativistas, vindos do mundo inteiro, entre os quais a deputada federal brasileira Luizianne Lins, a deputada portuguesa Mariana Mortagua, a deputada francesa Emma Fourreau, a ecologista Greta Thunberg, e o brasileiro Thiago Ávila, já detido em junho quando participava de missão anterior da Flotilha da Liberdade.

A missão internacional busca levar alimentos, água e medicamentos à Faixa de Gaza e é integrada por mais de 500 pessoas, entre parlamentares, juristas e ativista, de 46 países, em 44 barcos, em socorro da martirizada população palestina há mais de 600 dias submetida à fome, deslocamento forçado e genocídio.

O porta-voz da Flotilha Global Sumud, Saif Abukeshek, forneceu uma “atualização da missão” em um post no Instagram, confirmando que as forças israelenses interceptaram 13 barcos no mar. Havia mais de 201 pessoas de 37 países nesses barcos, incluindo 30 participantes da Espanha, 22 da Itália, 21 da Turquia e 12 da Malásia. Luizianne viajava no barco Grande Blu. Até o momento da edição, outros 30 barcos seguiam tentando chegar a Gaza.

Conforme o precedente de junho, quando o barco Madleen, da Flotilha da Liberdade, foi capturado em circunstâncias semelhantes, os ativistas devem ser posteriormente deportados.

Milhares marcharam em cidades no mundo inteiro – como Buenos Aires, Berlim e Atenas – tão logo se soube da interceptação da flotilha e se multiplicam as convocações por manifestações de repúdio.

Em Roma, centenas de pessoas gritando “vamos bloquear tudo” se reuniram em frente à estação Termini da cidade, levando as autoridades a limitar o acesso e fechar algumas estações de metrô. Manifestantes pró-palestinos marcharam em Milão, Turim e Gênova, enquanto manifestantes em Nápoles e Pisa ocuparam brevemente as plataformas das estações e bloquearam trens. Milhares também se reuniram em Bolonha carregando faixas e bandeiras.

A mídia italiana estimou que 10.000 manifestantes tomaram as ruas de Roma em apoio à Flotilha, enquanto as redes de televisão locais especulavam sobre o destino dos vários parlamentares italianos que faziam parte da flotilha. Os manifestantes gritavam slogans como “Palestina Livre” e pediam a renúncia da primeira-ministra Giorgia Meloni.

Duas das maiores centrais sindicais do país convocaram uma greve geral para sexta-feira. “A agressão contra navios civis que transportavam cidadãos italianos é um assunto extremamente sério”, disse a CGIL, enquanto a USB chamou a bloquear o porto de Gênova.

Em Portugal estão marcadas manifestações em Lisboa e mais 10 cidades.

Governos no mundo todo reagiram ao assalto israelense à missão humanitária. O Ministério das Relações Exteriores da Turquia chamou o “ataque” de Israel à flotilha de “um ato de terror” que colocou em risco a vida de civis inocentes. O presidente colombiano, Gustavo Petro, expulsou na quarta-feira todos os diplomatas israelenses restantes do país pelo que chamou de “um novo crime internacional” do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

O ministro das Relações Exteriores da Irlanda chamou a flotilha de “missão pacífica para lançar luz sobre uma terrível catástrofe humanitária”. Entre os sequestrados está um senador do partido Sinn Féin.

O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, condenou a interceptação, dizendo que “essas embarcações transportavam civis desarmados e suprimentos humanitários vitais para Gaza, mas foram recebidos com intimidação e coerção”. Ele disse que usaria “todos os meios legítimos e legais” para responsabilizar Israel pela detenção dos malaios. O Ministério das Relações Exteriores do México exigiu que os direitos de seus cidadãos na flotilha sejam respeitados.

Em nota, o Itamaraty afirmou que “o governo brasileiro acompanha com preocupação a interceptação pela marinha israelense de embarcações da ‘Flotilha Global Sumud’, que contam com presença de cidadãs e cidadãos brasileiros, incluindo parlamentares.”

Após recordar o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais e o caráter pacífico da flotilha, o comunicado “deplora a ação militar do governo de Israel, que viola direitos e põe em risco a integridade física de manifestantes em ação pacífica. No contexto dessa operação militar condenável, passa a ser de responsabilidade de Israel a segurança das pessoas detidas.”

“Reitera, nesse contexto, exortação pelo levantamento imediato e incondicional de todas as restrições israelenses à entrada e distribuição de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, em consonância com as obrigações de Israel, como potência ocupante, à luz do direito internacional humanitário.”

A nota assinala que a Embaixada do Brasil em Tel Aviv está em contato permanente com as autoridades israelenses, “de modo a prestar a assistência consular cabível aos nacionais, conforme estabelece a Convenção de Viena sobre Relações Consulares.”

Os brasileiros nos barcos até agora interceptados são: Barco Grande Blu – Luizianne Lins, deputada federal pelo PT; Barco Alma – Thiago Ávila (membro do Comitê Diretor da Global Sumud Flotilla); Barco Sirius – Mariana Conti, vereadora de Campinas pelo PSOL, Nicolas Calabrese, professor e coordenador da Rede Emancipa no Rio de Janeiro, Bruno Gilga, trabalhador da USP, Lisiane Proença, comunicadora popular, Magno Costa, diretor do SINTUSP; Barco Adara – Ariadne Telles, advogada, e Mansur Peixoto, criador do projeto História Islâmica; Barco Spectre – Gabi Tolotti, presidente do PSOL-RS e Mohamad El Kadri, coordenador da Frente Palestina de São Paulo; Barco Yulara – Lucas Gusmão, ativista

Ministérios do Exterior da França, Itália e Espanha alertam Israel para garantia de integridade de participantes da Flotilha.

Fonte: Hora do Povo

Câmara aprova projeto do governo Lula que isenta Imposto de Renda até R$ 5 mil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º), com 493 votos favoráveis e nenhum contrário, o texto-base do projeto de Lei (PL) 1.087/2025, que prevê isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5 mil e desconto para quem ganha até R$ 7.350 mensais. 

A proposta, encaminhada pelo governo federal, ainda terá que ser aprovada no Senado, antes da sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrar em vigor.

A redução do IR foi uma promessa de campanha de Lula em 2022. Enviado para a Câmara em março, o texto foi aprovado em uma comissão especial que analisou o texto.

Atualmente, são isentos do imposto quem ganha até R$ 3.036. O projeto determina que, em 2026, as pessoas que ganham até R$ 5 mil, terão um desconto mensal de até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero. Já quem ganha de R$ 5.000,01 até R$ 7.350,00, o desconto será de R$ 978,62.

Segundo o governo, com a aprovação da proposta, serão beneficiados com a isenção mais de 26,6 milhões de contribuintes, em 2026.

Após a aprovação unânime, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que a aprovação é um dia histórico para o país e para o Parlamento.

“Aqui demonstramos que quando o tema é o bem-estar das famílias brasileiras, não há lados, nem divisões. É interesse do país acima de qualquer diferença”, disse. “A Câmara dos Deputados sabe ouvir, decidir e estar ao lado do Brasil”, acrescentou.

Compensação

Para compensar a isenção, cujo custo está estimado será de R$ 25,8 bilhões aos cofres públicos, o projeto prevê a tributação das pessoas com rendimentos acima de R$ 600 mil por ano, com uma alíquota progressiva de até 10%.

A alíquota máxima incidirá para quem recebe anualmente a partir de R$ 1,2 milhão. Além disso, ela não será aplicada para quem já paga a alíquota máximo do IR, que é de 27,5%.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida atingirá cerca de 140 mil pessoas, 0,13% dos contribuintes, que hoje pagam, em média, apenas 2,54% de Imposto de Renda.

O relator do projeto, deputado Arthur Lira (PP-AL), estima que haverá uma sobra de R$ 12,7 bilhões até 2027 com a taxação. Em seu parecer, Lira destinou esses recursos para compensar a redução da alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), instituída pela Reforma Tributária.

“É importante ressaltar que esse projeto vai atender diretamente a 15,5 milhões de pessoas no país. Esse projeto é fruto de uma base de cálculo de quase R$ 227 bilhões, que é apurado no imposto de renda no Brasil. E estamos discutindo uma renúncia de receita, no primeiro ano de, R$ 25,4 bilhões, portanto 10% do valor total do imposto de renda pago por todos os brasileiros”, disse.

Justiça tributária

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) disse que com o projeto, o país começa a fazer justiça tributária.

“Nosso país é um país da desigualdade, é um país onde uma ínfima minoria detém a maior parte da riqueza enquanto a maioria do povo brasileiro vive em difíceis condições. A justiça tributária precisa ser feita e esse projeto que mira na justiça tributária. Uma justiça que pode reduzir as desigualdades, que pode fazer com que as pessoas de menor renda e a classe média brasileira possam ter uma capacidade de consumo melhor, uma capacidade de viver melhor a sua vida”, afirmou.

A deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS) lembrou que a iniciativa foi pautada após as manifestações de setembro contra a proposta de Emenda à Constituição (PEC) das prerrogativas, a chamada PEC da Blindagem e o projeto de anistia aos presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

“Esse projeto é muito importante, milhões de brasileiros serão impactados com a redução imediata do imposto de renda e com a redução para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil e, ao mesmo tempo, um imposto mínimo que vai ser cobrado dos super-ricos”, completou.

Críticas

A iniciativa foi objeto de críticas de alguns parlamentares. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) disse que os recursos não irão para os mais pobres e criticou a tributação de lucros e dividendos. 

“Vamos cobrar dos mais ricos, são só 140 mil pessoas para dar para os mais pobres. Isso é mentira! Esse dinheiro não vai para os mais pobres, vai para os políticos. E é melhor que esse dinheiro ficasse ainda que com os mais ricos, porque são eles que empregam, compram as máquinas, fazem os produtos”, argumentou.

O texto determina que o emprego ou a entrega de lucros e dividendos por uma mesma pessoa jurídica a uma mesma pessoa física residente no Brasil em montante superior a R$ 50 mil mensal ficará sujeito à retenção na fonte do IRPF à alíquota de 10% sobre o total do valor pago, creditado, empregado ou entregue.

Não ficarão sujeitos à incidência do imposto sobre a renda na fonte, os lucros e dividendos relativos a resultados apurados até o ano-calendário de 2025, e cuja distribuição tenha sido aprovada até 31 de dezembro de 2025.

Mais cedo, o deputado Bibo Nunes (PL-RS) classificou a medida como “populista”, apesar de concordar que seja necessária. “É só jogada política, clientelismo, por que Lula não apresentou isso no primeiro ano [de governo]?”, questionou.

Para o deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR), a proposta é uma medida eleitoral, mas sem reparo estrutural. “Isso resolveu o problema do imposto dos pobres? Não. O pobre continua pagando a mais alta carga tributária do mundo. Isso é enganação. Não tem nada a ver com a reestruturação do sistema de carga tributária sobre os pobres”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Lançamento do Guia de Materiais para uma Educação Antirracista

Uma programação especial que inclui a Roda de Conversa “O Cinema vai à escola”, palestras e dinâmicas formativas, marca as atividades de lançamento do Guia de Materiais para uma Educação Antirracista. No próximo dia 10 às 9h a Escola Estadual Afrânio Lages recebe as atividades, no dia 13 será a vez da Escola Estadual Alfredo Gaspar de Mendonça, ambas situadas em Maceió, e por fim, a culminância dessa ação cultural se dará na Bienal do Livro de Alagoas no dia 02 de novembro, às 18h, no estande da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (SECULT), de Alagoas.

O “Guia de Materiais para uma Educação Antirracista”, publicado pela Batuque Editora, é uma organização coletiva, em formato impresso e Ebook, financiada pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – Alagoas 2025. A obra resulta de três anos de ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas, sob a orientação da Profa. Dra. Débora Massmann (Universidade Federal de Alagoas) e do Babalorixá Célio Rodrigues (Axé Pratagy).

A publicação apresenta um conjunto de materiais artísticos e culturais ancorados nas questões étnico-raciais, destinados a apoiar práticas pedagógicas críticas e inclusivas. Entre os recursos indicados, destacam-se: curtas-metragens, filmes, documentários, podcasts, entrevistas, clipes, músicas, além de espaços urbanos e digitais para visitação e desenvolvimento de atividades educacionais – todos pensados para fomentar um ambiente de aprendizado antirracista.

Com foco em apoiar educadores em sua prática diária, a obra aborda temas essenciais como identidade racial, história da luta antirracista, saberes culturais e ancestrais e conscientização sobre direitos humanos. “Mais do que uma coletânea de materiais, o guia é um compromisso com a inclusão e a diversidade, pois acreditamos que a educação tem força para transformar realidades”, enfatiza Débora Massmann.

A programação de Lançamento do Guia de Materiais para uma Educação Antirracista já realizou também seu conjunto de ações na Escola Municipal General Goes Monteiro, no Povoado do Poxim, em Coruripe (AL), no dia 08 de agosto, no Teatro Deodoro, em Maceió dia 19 de agosto, e ainda na Universidade Federal da Bahia, em Salvador (BA) no dia 27 de agosto.

Serviço
Evento: Lançamento do Guia de Materiais para uma Educação Antirracista
Quando: 10 de outubro, sexta-feira
Horário: 9h
Onde: Escola Estadual Afrânio Lages

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