Justiça Federal afasta delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas por suspeita de fraude

A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, por 60 dias. A decisão foi tomada pela 16ª Vara Federal da Paraíba no âmbito das investigações que apuram o suposto envolvimento do delegado em um esquema de fraude em concursos públicos.

Segundo a decisão judicial, a medida tem o objetivo de garantir o andamento das investigações de forma imparcial e evitar qualquer possível interferência no processo. Durante o período de afastamento, Gustavo Xavier permanecerá à disposição das autoridades e poderá ser convocado para prestar esclarecimentos sempre que necessário.

O delegado já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão em uma operação da Polícia Federal. A ação investiga um grupo criminoso conhecido como “máfia dos concursos”, sediado em Patos, no Sertão da Paraíba, suspeito de fraudar certames públicos em diferentes estados.

Fonte: Extra Alagoas

Desesperado, Flávio Bolsonaro pede interferência de Trump nas eleições

Senador buscou apoio dos EUA, acenou com entrega de recursos naturais e levantou dúvidas sobre eleições, em discurso alinhado a Trump

Em coluna publicada no jornal O Globo, o jornalista Bernardo Mello Franco analisa o discurso do senador Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos e critica duramente sua postura, apontando um pedido explícito de interferência estrangeira no processo político brasileiro.

Segundo o colunista, o parlamentar participou de um evento no Texas, onde defendeu que o governo americano pressione instituições brasileiras. “Apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente”, declarou o senador, conforme registrado na coluna. Para Bernardo, a fala indica uma visão de funcionamento institucional alinhada aos interesses do grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O discurso ocorreu durante a CPAC, conferência que reúne setores da direita radical. No encontro, Flávio se apresentou como “Bolsonaro 2.0” e buscou aproximação com o ex-presidente americano Donald Trump, prometendo ser um “parceiro confiável”. Em seguida, sugeriu que o Brasil poderia contribuir com recursos estratégicos para interesses dos Estados Unidos. “O Brasil é a solução dos Estados Unidos para romper a dependência da China em relação a minerais críticos, especialmente terras-raras”, afirmou.

Na avaliação de Mello Franco, o senador extrapola ao tratar o país como ativo geopolítico subordinado. A crítica se intensifica quando Flávio descreve o Brasil como peça central em disputas internacionais. “O Brasil está se tornando o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será disputado”, disse o parlamentar. Ele também afirmou que seu pai estaria preso por “defender nossos valores conservadores” e repetiu críticas à “elite global” e à “agenda woke”.

O colunista destaca ainda que o senador insinuou desconfiança sobre o processo eleitoral ao sugerir que a disputa só será “livre e justa” sob determinadas condições políticas. Além disso, Flávio voltou a defender a atuação do governo anterior durante a pandemia, afirmando que o ex-presidente teria combatido a “tirania da Covid”. Bernardo relembra que, durante a gestão Bolsonaro, o país registrou quase 700 mil mortes pela doença, em meio a críticas à condução da crise sanitária, incluindo ataques à vacinação e resistência a medidas de distanciamento social.

A análise também ressalta que, no cenário internacional atual, declarações desse tipo não podem ser vistas apenas como retórica. O colunista aponta que, sob nova gestão, os Estados Unidos têm adotado posturas mais assertivas na América Latina, ampliando o peso de discursos que envolvem pedidos de pressão externa.

Por fim, o texto observa que Flávio Bolsonaro tem intensificado suas agendas nos Estados Unidos, com três viagens realizadas apenas neste ano e novos encontros previstos com empresários e lobistas. Paralelamente, o deputado Eduardo Bolsonaro também atua no país e mencionou a possibilidade de uso da Lei Magnitsky contra ministros do Supremo Tribunal Federal. “O Brasil corre o risco de não ter uma eleição reconhecida pelos Estados Unidos”, afirmou.

Fonte: Brasil 247

CRISTÃO NO BRASIL É RARO!

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 05 de Abril/ 2026

A eleição que ocorrerá em outubro ja ta bem desenhada, pois será entre aqueles que concordam com a política dos EUA capitaneada por Donald Trump e aqueles que defedem a soberania brasileira.
Nessa semana vimos mais uma vez o viralatismo da familia Bolsonaro em que insiste em tratar a nação brasileira como subalternos do Tio Sam.
Foi isso que Flavio Bolsonaro fez ao participar do evento dos conservadores realizado anualmente nos EUA. Flavio Bolsonaro afirmou que o Brasil é a solução para os EUA serem menos dependentes da China em relação ao fornecimento de terras raras.Oi? O Senador que ficou conhecido por suas famosas rachadinhas na ALERJ, promete, se eleito for, fazer a maior rachadinha entre duas potências, onde o Brasil trabalharia, forneceria seus minerais críticos aos gringos e ao final do mês ao receber pelo “serviço”, depositaria 90% de tudo que ganhou na conta do contratante. Seria uma espécie de novo descobrimento do Brasil 526 anos depois, tudo vai pra Metrópole e em troca um “rei” deita e rola na colônia. Se Flavio Rachadinha ganhar as eleições há uma grande chance do Brasil reinaugurar novos quilombos, que serão formados mais uma vez por pretos, pobres, indígenas e favelados.
A Casa Grande agradece, se é que você me entende.

Por falar em viralatisse, a Deputada Tabata Amaral apresentou um projeto que visa combater o ódio aos judeus, onde críticas são legítimas, segundo ela! O projeto pode ser usado para silenciar críticas ao estado de Israel e por ironia do destino tudo aconteceu na semana em que o Parlamento Israelense aprovou a pena de morte por enforcamento dos palestinos que praticarem atos terroristas contra Israel. Parece justo, mas só parece, pois vimos nos últimos meses Israel atacar a população civil, escolas, hospitais, alegando que os mortos seriam terroristas. A nova lei chancela, legitima execuções em praça pública sem o devido processo legal, mas ingênuos diram que não!
A Tabata, talvez, estivesse até bem intencionada, mas seria mais coerente da sua parte apresentar um projeto proibindo nos Parlamentos Brasil a dentro e nas instituições religiosas a exposição da bandeira de Israel, pois eles consideram terroristas, mulheres e crianças de qualquer idade. Acorda Tábata !

Pra finalizar; a Sexta Feira da Paixão é lembrada todos os anos pelos cristãos como o dia em que um homem que so fazia o bem, que se despiu de qualquer preconceito, um homem que andava com os menos favorecidos, foi crucificado. Este mesmo homem jamais pegou em armas e muito menos fez arminha, um homem que dividiu pães e peixes, um homem que se indignou ao ver a Casa de Oração sendo usada como comércio, um homem “comunista socialista” que pregava a partilha, a caridade, o desapego às riquezas, o bem estar social, ou seja, esse homem que tem 1/3 do mundo que o segue, não acredita que seus seguidores, uma parte deles, faz tudo aquilo que ele condenava, pregam o ódio, a riqueza, a meritocracia e até a Ditatura. Enfim, ser fã e seguidor de Cristo é fácil, mas seguir e cumprir seus mandamentos já são outros quinhentos!
No final, para o “cristãos” tudo termina em chocolate!
“Ouremos”

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 278

SEM DIREITOS HUMANOS NÃO EXISTE DEMOCRACIA

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

A história universal nos ensina que o mundo nunca foi um lugar justo e fácil de se viver. Ao longo dos séculos, os acontecimentos estão sempre apontando para guerras, ditaduras e, consequentemente, para sociedades injustas, desiguais e opressivsas. A perseguição e os genocídios de povos inteiros são uma realidade até os dias atuais, a exemplo dos povos originários nas Américas pelos colonizadores ingleses, dos negros africanos pelos países escravistas como o Brasil, dos judeus pelo nazismo e dos palestinos em geral e, particularmente, na faixa de Gaza, pelos judeus.

Em um mundo extremamente violento e dominado pela ambição econômica e sede de poder, as sociedades foram desconstruindo regras elementares de convivência coletiva, entre grupos étnicos, classes sociais e convivência de gêneros, como resultante de modelos de desenvolvimento excludentes e de total desrespeito às diferenças, a sustentabilidade e, como resultante, a democracia política como um todo.

Neste redemoinho de preconceitos que foi se formando com as quebras das regras sociais de cordialidade individual, respeito às diferenças e delimitação e restrições às garantias das vontades e decisões do indivíduo, foram se avolumando o desrespeito aos direitos humanos, pela imposição de ideias e regimes totalitários que desligitimam a liberdade de expressão pessoal e a soberania de países sobre os seus próprios destinos.

Daí para a naturalização dos diversos tipos de fobias, pessoais e coletivas, foi um pequeno passo. Por esta razão, ocorreu um grande avanço dos ideais extremistas, que, em muitos casos, desaguaram em situações de barbáries que tentam destruir as civilizações. O que assistimos nos dias atuais no Brasil, é uma ação deliberada e planejada, metodologicamente, de destruir o Estado Democrático de Direito, baseada em convencimentos patológicos de situações pautadas, basicamente, na consolidação de preconceitos dos mais diversos segmentos. Assim foi intensificado e reforçado o racismo, a homofobia, a misoginia, o etarismo, a xenofobia e tantos outros transtornos mentais que representam a quebra de valores humanísticos.

Este debate se faz urgente e necessário junto à sociedade brasileira, precisamente para fortalecer a democracia e o respeito ao próximo, traduzido na proteção das minorias, dos indefesos e dos eliminados, ou “cancelados”, política e socialmente, pelas suas condições naturais ou opcionais. Uma das condições inerentes a manutenção da democracia como modelo civilizatório, é exatamente o respeito as ações afirmativas dos Direitos Humanos, com políticas garantidoras das prerrogativas constitucionais de que todos são iguais perante a lei para o exercício da cidadania plena

Esta temática complexa, compreende a necessidade da efetivação de políticas públicas incisivas em projetos de inclusão social, que reduza as desigualdades e crie uma rede de bem estar social que torne possível dar oportunidades iguais para todos. Em uma época onde a legalidade democrática se encontra sobre o ataque direto de forças e setores obscuros da sociedade, com investidas às instituições constituídas, as liberdades individuais e ao Estado Democrático de Direito, o que assistimos é o aprofundamento de propostas que deslegitimam a garantia dos direitos humanos e do progressismo civilizatório, com apoio, inclusive, dos que serão os mais claramente prejudicados por essas políticas localizadas, sobretudo, no extremismo bolsonarista e já anunciado pelos candidato presidencial destas forças ideológicas.

A Sociedade Civil Organizada não pode admitir retrocessos nas conquistas civis, trabalhistas, políticas e identitárias conquistadas ao longo do processo de redemocratização dos últimos 40 anos. A ameaça fascista que paira sobre o Brasil precisa ser fragorosamente derrotada. Não existe meio termo quando estamos diante de um cenário que coloca em risco a estabilidade política, econômica e social de um país, por isso não podemos tergiversar sobre este risco eminente que tem assombrado o nosso país e toda a humanidade, que é a retomada do neofascismo e do neonazismo, que têm avançado sobre os escombros do neoliberalismo.

Pelo exposto, estamos convencidos da urgência da mobilização de todas às forças comprometidas com a civilização e a humanidade. Caso contrário, estaremos diante da possibilidade concreta de termos a volta de uma ditadura, seja em que termos for, até mesmo pelo processo de legitimação eleitoral, por mais contraditório que isto possa parecer. A união de todos os democratas do Brasil, seja qual for a sua matriz ideológica, é rigorosamente imprescindível, essencial e obrigatória. A derrota da democracia significa, na prática, a suspensão de todos os direitos civis e, como consequência, também dos direitos fundamentais e humanos dos cidadãos.

A manutenção dos Direitos Humanos só será possível com a preservação das nossas instituições democráticas, pois são elas as mantenedoras da ordem pública e do combate ao desrespeito aos direitos individuais fundamentais. O avanço dos Direitos Humanos representa assegurar a evolução de todas as lutas libertárias e suas conquistas, ante a possibilidade de sucumbirmos a um regime totalitário.

Temos que garantir a preservação e o respeito aos movimentos LGBTQIA+, feministas, negros, trabalhistas, quilombolas e dos povos originários e todos aqueles que foram vítimas de discriminações diversas. Sabemos que os preconceitos e violência contra minorias ocorrem mesmo nas democracias, mas se aprofundam muito mais quando ascende ao poder um governo com características ditatoriais. Por todo o exposto, devemos garantir o exercício da cidadania plena e, em última análise, colaborar para a preservação da ainda frágil democracia em nosso país. Espero que o povo brasileiro tenha discernimento suficiente em não optar pelo seu próprio suicídio como nação e sociedade. Um histórico desta dimensão está a uma tecla de uma urna eleitoral, mas as suas consequências poderão levar décadas e até gerações para serem corrigidas.

Governo Lula envia projeto para acabar com escala 6×1 e quer votação rápida no Congresso

O presidente Lula anunciou que enviará à Câmara dos Deputados um projeto de lei para acabar com a escala 6×1. A iniciativa contraria a posição do presidente da Câmara, Hugo Motta, que defende tratar o tema por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

A estratégia do governo é acelerar a tramitação. Projetos com urgência constitucional precisam ser votados em até 45 dias e, se o prazo não for cumprido, passam a bloquear a pauta do plenário. Já a PEC exige análise prévia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e em uma comissão especial antes de seguir para votação, o que torna o processo mais demorado. A proposta de Motta tem previsão de análise em maio e pode enfrentar dificuldades para avançar no Senado antes das eleições.

Segundo fontes do Palácio do Planalto, o texto do Executivo deve ser enviado na próxima semana, após discussões entre os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Sidônio Palmeira (Comunicação). A decisão foi tomada nesta semana, após orientações internas para acelerar o andamento da medida.

O projeto ainda está em definição, mas deve prever dois dias de folga por semana, jornada máxima de 40 horas e manutenção dos salários. Os pontos seguem a linha da proposta apresentada pela deputada Erika Hilton, que prevê redução para 36 horas semanais.

Motta sustenta que a PEC permite mais tempo para debates e ajustes, incluindo diálogo com setores produtivos. O governo, por sua vez, afirma que não prevê compensações financeiras, como desonerações. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que a proposta será mantida sem esse tipo de medida.

Pesquisa Datafolha divulgada em março indica que 71% dos brasileiros apoiam a redução dos dias de trabalho na semana. Em dezembro de 2024, o índice era de 64%.

Fonte: DCM

“A BR e a Liquigás não podem ficar nas mãos da iniciativa privada”, afirma Lula

“Vamos outra vez fazer também com que a Petrobrás vire dona de novo da refinaria da Bahia”, acrescentou o presidente

O presidente Lula condenou na quinta-feira (2), em visita a Salvador- BA, as privatizações de subsidiárias da Petrobrás ocorridas no governo Bolsnaro. “O que aconteceu na Petrobras? A refinaria aqui na Bahia foi privatizada. Vamos outra vez fazer com que a Petrobrás vire dona dela. Não é uma tarefa fácil”, afirmou.

“Eu defendo que a Petrobrás volte a adquirir uma distribuidora. A gente não pode deixar a BR na mão da iniciativa privada, repassando preço que a Petrobrás não aumentou”, acrescentou o presidente.

Lula voltou a mencionar que a alta nos preços dos combustíveis estão relacionadas a fatores internacionais, e garantiu que o governo adotará medidas para conter impactos sobre a população. “Estamos, agora, numa briga séria contra o que está acontecendo no preço dos combustíveis por conta da guerra no Irã. Ninguém aqui pediu para o presidente Trump fazer guerra. Ele fez e o preço do diesel está chegando aqui”, declarou.

Sobre o gás de cozinha, o presidente criticou um leilão recente e prometeu intervenção. “É uma vergonha. Ontem fizeram um leilão contra a vontade do governo e da Petrobrás. Foi um diretor que nem sei quem é que fez um leilão e aumentou em 100% o ágio. Aumentou o preço do gás. Nós não vamos deixar o preço do gás chegar em vocês, porque é da nossa responsabilidade. Vamos anular o leilão”, afirmou.

O presidente também relembrou a aquisição da Liquigás em seu primeiro mandato e criticou sua posterior venda. “Quando eu assumi em 2003 eu comprei a Liquigás, que era para a gente regular a distribuição de gás. Eles venderam”, disse. Ao final, Lula reafirmou o compromisso do governo com a regulação do setor energético e a proteção do consumidor diante de oscilações de preços.

Fonte: Hora do Povo

Irã libera navios de Omã, Japão e França para cruzar o Estreito de Ormuz

Irã permite passagem de embarcações sem vínculos com EUA ou Israel. Navio japonês foi o primeiro transportador de GNL a cruzar Ormuz desde o conflito

Três petroleiros operados por uma empresa de Omã, um navio porta-contêineres de propriedade francesa e um transportador de gás de propriedade japonesa cruzaram o Estreito de Ormuz desde quinta-feira (2), segundo dados de navegação, refletindo a política do Irã de permitir a passagem de embarcações consideradas amigáveis.

O Irã inicialmente fechou o Estreito, rota para cerca de 20% dos fluxos globais de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), depois que ataques aéreos dos EUA e de Israel no final de fevereiro levaram a um conflito cada vez maior. Posteriormente, o governo disse que permitiria o trânsito de navios sem vínculos com os EUA ou com Israel.Play Video

Os mercados de petróleo e commodities estão ansiosos por sinais de que o tráfego está sendo retomado. Vários navios-tanque e porta-contêineres conseguiram escapar do bloqueio nas semanas anteriores, mas a atividade foi rapidamente seguida por dias de paralisação total.

Um navio de contêineres de propriedade da empresa CMA CGM, da França, transitou pelo Estreito na quinta-feira, dia em que o presidente francês Emmanuel Macron disse que somente esforços diplomáticos, e não uma operação militar, poderiam abrir o Estreito.

O navio francês mudou o destino do seu Sistema de Identificação Automática para “Proprietário França” antes de entrar em águas iranianas, sinalizando sua nacionalidade para as autoridades iranianas.Mediação de Omã As embarcações parecem ter desligado seus transponders AIS durante a travessia porque os sinais desapareceram nos dados de rastreamento de embarcações.

Dois petroleiros de grande porte e um navio-tanque de GNL operado pela Oman Shipping Management também saíram do Golfo na quinta-feira, de acordo com dados da MarineTraffic e da LSEG. Omã, que mediou negociações entre o Irã e os Estados Unidos antes dos ataques, criticou o lançamento de ataques enquanto as negociações estavam em andamento.

A empresa japonesa Mitsui O.S.K. Lines disse nesta sexta-feira (3) que o navio-tanque Sohar LNG, do qual é coproprietária, cruzou o Estreito, tornando-se o primeiro navio ligado ao Japão e o primeiro transportador de GNL a fazê-lo desde o início do conflito. Seu porta-voz não quis informar à Reuters quando a passagem ocorreu ou se foram necessárias negociações. Até o início da sexta-feira, cerca de 45 navios de propriedade ou operados por empresas japonesas permaneciam encalhados na região, de acordo com o Ministério dos Transportes do Japão.

Outro navio-tanque de GLP de propriedade da Mitsui, o Green Sanvi, deixou o Golfo pelas águas territoriais do Irã no início da sexta-feira, de acordo com os dados de navegação. Um navio com bandeira da Índia sinalizou seu destino como “navio da Índia, tripulação da Índia”. Além disso, o Danisa, de bandeira panamenha, um transportador de gás muito grande, deixou o Golfo pela mesma rota, em direção à China, segundo os dados.

Fonte: Brasil 247

Líder de igreja em Catalão é preso por estupro de crianças e adolescentes

O influenciador e líder de jovens de uma igreja em Catalão, Elias Pires Monteiro, de 39 anos, foi preso preventivamente na última terça-feira, 31, suspeito de estupro de vulnerável. A investigação aponta que ele teria abusado de crianças e adolescentes utilizando sua posição de liderança religiosa para se aproximar das vítimas e conquistar a confiança delas. Até o momento, pelo menos 10 denúncias já foram registradas na Polícia Civil.

Entre os relatos, um adolescente que tinha 13 anos na época afirmou ter sido abusado perto de um cemitério e também na casa de Elias. Em outro relato, uma jovem de 14 anos contou que foi chamada até a residência de Elias sob o pretexto de resolver questões ligadas à igreja. No local, segundo o depoimento, ele trancou o ambiente, cometeu o estupro e, em seguida, a ameaçou.

De acordo com a 2ª Delegacia Distrital de Catalão (DDP), o suspeito se aproveitava de sua liderança para criar vínculos com as vítimas. A partir dessa aproximação, ele iniciava contatos por meio de redes sociais e mensagens, avançando para conversas íntimas e, posteriormente, para encontros presenciais.

Durante o cumprimento do mandado, policiais apreenderam o celular e outros objetos na casa de Elias Monteiro. A análise pericial identificou vídeos, fotografias e conversas de cunho sexual envolvendo as vítimas menores de idade.

Segundo a Polícia Civil, os depoimentos indicam um padrão de atuação marcado por aliciamento, manipulação psicológica e abuso de confiança. Todas as vítimas identificadas até agora eram menores de idade na época dos fatos. A foto de Elias Monteiro está sendo divulgada para que outras possíveis vítimas possam denunciá-lo.

Fonte: Jornal Opção

Trabalhadora é ameaçada de morte por monitor militar dentro de escola no Paraná

Ameaça aconteceu dentro da escola e na presença de estudantes. O caso ocorre em meio a denúncias crescentes sobre o aumento da violência nas escolas cívico-militares.

Uma trabalhadora da área de serviços gerais do Colégio Estadual Cívico-Militar Jardim Maracanã, em Toledo (oeste do Paraná), foi ameaçada com uma arma de fogo dentro da escola no dia 17 de março de 2026 por um monitor militar da unidade identificado como Alcebiades Vieira, que também é envolvido em outros casos de ameaças a alunos.

De acordo com o relato da trabalhadora no termo de testemunha, a ameaça foi durante a entrada dos estudantes no colégio, quando os portões ainda estavam trancados. O agressor perguntou sobre o portão fechado e a trabalhadora afirmou não estar com a chave. Nisso, o agressor afirmou que iria estourar o cadeado com um tiro. A trabalhadora tentou mediar a situação e Alcebiades sacou uma arma, apontou para o rosto da funcionária e a ameaçou de morte, além de proferir ofensas como “bruxa” e “velha”. Os estudantes presenciaram toda a ação. A trabalhadora procurou ajuda médica por crise de ansiedade devido à situação traumática, e se afastou de suas funções por recomendação médica.

Após o ocorrido, o Sindicato dos professores e funcionários escolares de Toledo (APP) protocolou à Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED) um pedido de afastamento imediato do monitor e a abertura de procedimento administrativo para apuração dos fatos. Em nota, a SEED afirmou que ao tomar conhecimento da situação, desligou o militar do programa Colégios Cívicos-Militares do Paraná. 

Crescem as denúncias em meio à militarização reacionária das escolas

Diante a militarização reacionária das escolas no Paraná, crescem cada vez mais as denúncias sobre todo tipo de abuso cometido pelos militares, que em geral, recebem punições leves como afastamento remunerado, e que raramente são julgados e condenados por seus crimes — e ainda muitos saem impunes. Em Curitiba, 9 alunas de 11 à 13 anos denunciaram um militar por abuso sexual em 2023, o abusador só foi afastado, quase dois anos depois.

Desde a expansão dos colégios cívico-militares no Paraná, professores, alunos e pais têm denunciado o aumento de práticas autoritárias de cunho reacionário, episódios de assédio moral e a presença de agentes armados no ambiente escolar — nesse caso mesmo, diversos comentários foram publicados nas redes sociais de alunos relatando abusos sofridos no colégio por parte dos militares.

Educadores apontam que a presença de militares em funções de gestão ou monitoria fragiliza a autonomia pedagógica dos professores que perdem sua liberdade de cátedra e têm censurados os conteúdos que não agradam aos milicos, incluindo temas comuns ao currículo de ciências humanas, como racismo, luta de classes, história do regime militar fascista, entre outros.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.

Agora, mais do que nunca, AND precisa do seu apoio. Assine o nosso Catarse, de acordo com sua possibilidade, e receba em troca recompensas e vantagens exclusivas.

Fonte: A Nova Democracia

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS