Tio de Michelle Bolsonaro é preso por integrar quadrilha de furto de carros

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu novamente Gilberto Firmo, 52 anos, tio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, durante uma operação deflagrada nesta quarta-feira (26) pela Divisão de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DRFV II). Com informações do Correio Braziliense.

Ele é investigado por integrar um grupo criminoso dedicado a furtos, adulteração e ocultação de veículos no DF. A ação teve início após o monitoramento de um automóvel alugado de forma irregular e posteriormente usado por terceiros em atividades ilícitas.

Segundo a PCDF, agentes acompanharam a movimentação do veículo e identificaram que ele estava guardado em um imóvel de Gilberto, em Ceilândia. Durante a abordagem, foram localizados dois carros com registro de furto ou roubo — um VW/Tera e uma GM/S10 — além de diversas peças automotivas sem comprovação de origem. Os materiais apreendidos foram encaminhados à perícia para exames de identificação veicular.

As investigações indicam que Gilberto exercia a função de armazenar e ocultar veículos subtraídos, funcionando como ponto de apoio para uma estrutura criminosa organizada. Os policiais apontam que o local servia para a circulação e o desvio de automóveis utilizados em crimes na região. A operação também apura possíveis conexões entre os veículos encontrados e outros furtos registrados recentemente no DF.

A defesa de Gilberto Firmo, representada pelo advogado Samuel Magalhães, informou que foi arbitrada fiança, já recolhida. O advogado afirmou que a defesa irá se manifestar ao longo do processo e declarou confiar na possibilidade de demonstrar a inocência do investigado.

Gilberto já havia sido preso em agosto, também pela PCDF, após uma investigação que encontrou em seu celular imagens e vídeos de conteúdo sexual envolvendo crianças. O material foi identificado a partir de informações enviadas por um órgão não governamental dos Estados Unidos e compartilhadas com autoridades brasileiras. Na época, ele foi autuado em flagrante por armazenamento de pornografia infantil e passou a cumprir medidas cautelares.

A nova prisão ocorre enquanto esse processo ainda estava em andamento. As investigações sobre o suposto envolvimento dele com o grupo especializado em veículos continuam sob responsabilidade da DRFV II.

Fonte: DCM

Seita judaica é desmontada na Colômbia e 17 crianças são resgatadas após abusos

Autoridades colombianas resgataram 17 menores ligados à seita judaica ultraortodoxa Lev Tahor em uma operação realizada no último sábado (22), em um hotel de Yarumal, no departamento de Antioquia. A ação, anunciada no domingo (23), revelou que parte das crianças tinha ordens de busca emitidas pela Interpol por sequestro e tráfico de pessoas. O grupo, que se deslocou por países como Estados Unidos, Guatemala e Canadá, já é alvo de acusações graves em diferentes nações latino-americanas.

Segundo o departamento de Migração da Colômbia, há “indícios de que alguns deles teriam sido raptados, o que configuraria um possível cenário de tráfico de pessoas sob amparo de doutrina religiosa”.

As autoridades afirmam ainda que os integrantes estariam “procurando um país onde não houvesse restrições para poder dar prosseguimento a supostas atividades irregulares”. Ao todo, 26 pessoas foram identificadas.

Os menores resgatados foram levados ao Centro Facilitador de Serviços Migratórios de Medellín, onde receberam apoio psicológico e assistencial. A comunidade judaica na Colômbia comemorou a operação. O professor Marcos Peckel afirmou à BBC que a ação foi “rápida e oportuna” e destacou que “a Lev Tahor é contrária à lei e às tradições judaicas”.

Fundada em 1988 em Jerusalém pelo rabino Shlomo Helbrans, a seita Lev Tahor, que significa “coração puro” em hebraico, reúne entre 250 e 500 membros. Desde sua criação, acumula denúncias de abuso infantil, pedofilia, sequestro, negligência, casamentos forçados e controle extremo sobre seus seguidores. Por décadas, seus integrantes mudaram repetidamente de país para escapar da fiscalização.

Nos anos 1990, a seita se estabeleceu nos Estados Unidos, onde Helbrans foi preso por sequestro, cumpriu pena e depois foi deportado para Israel.

Posteriormente, o grupo se mudou para o Canadá, onde enfrentou acusações de negligência infantil. Em seguida, migrou para a Guatemala, onde novamente enfrentou expulsões, denúncias de maus-tratos e investigações por parte do Ministério Público local.

A morte de Helbrans em 2017, durante um ritual no México, levou a liderança da seita ao seu filho, Nachman Helbrans, apontado como ainda mais radical. Em 2018, um caso de sequestro envolvendo dois menores levou à prisão de quatro integrantes da seita nos Estados Unidos.

Na Colômbia, moradores de Yarumal perceberam a presença atípica do grupo, que mantém rígidos costumes alimentares e de vestimenta.

As mulheres usam roupas pretas cobrindo todo o corpo, e os homens vestem trajes tradicionais, com barba longa, chapéu e vida totalmente austera. Eles evitam tecnologia e só consomem alimentos preparados segundo suas próprias interpretações extremas do kashrut.

Nos últimos anos, a Lev Tahor tentou se estabelecer em países da Europa Oriental e dos Bálcãs, mas foi deportada repetidas vezes. O temor agora é que busquem transformar áreas remotas da Colômbia em novo refúgio.

Fonte: DCM

Moradores de Jaraguá protestam contra a BRK

A falta de água em diversas ruas e até em bairros inteiros de Maceió é um problema recorrente que tem gerado manifestações quase diariamente. Na manhã desta quinta-feira, moradores e empresários do Jaraguá realizaram um protesto silencioso contra os problemas no abastecimento fornecido pela BRK Ambiental, sobretudo pela pouca água nas torneiras, resultado da baixa pressão ou do fluxo reduzido.

O problema, que já persiste há mais de três meses, afeta boa parte da Rua do Uruguai, onde dezenas de casas não recebem água; toda a Rua Silvério Jorge, próxima à Avenida da Paz, também sem abastecimento; e, no caso mais grave, a Avenida Juca Nunes, onde moradores precisam descer várias vezes de seus apartamentos com galões vazios para buscar água na rua, já que ela não chega às unidades.

Para agravar ainda mais a situação, uma obra da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra), concluída recentemente para troca de tubulações de drenagem na Avenida Juca Nunes, deixou a via esburacada e desnivelada, causando problemas de poeira para os moradores. Segundo relatos, a Seminfra alegou não haver disponibilidade de asfalto para finalizar a obra. Paralelamente, a BRK iniciou obras de saneamento básico na mesma avenida, mas deixou trechos com esgoto a céu aberto.

O empresário Werlys Rodrigues, morador da avenida há mais de 20 anos, afirma que já fez diversas reclamações à BRK: “quando reclamamos é porque já estamos no limite da paciência. Eu e minha esposa precisamos descer várias vezes ao dia para pegar água em galões, seja para dar banho nas nossas filhas, cozinhar ou usar nos banheiros. A água simplesmente não chega. Usar a máquina de lavar roupas é impossível. Mas a conta, bastante alta, chega criteriosamente todos os meses. Faço um apelo à BRK para que o problema seja resolvido. Nesta avenida existem famílias com crianças, doentes e idosos. Até quando seremos tratados assim por essa empresa?”

A dona de casa Daniela Andrade, que mora no conjunto residencial Nicolas Ângelo, próximo à Arena Lyra, também relata dificuldades: “imagina viver dessa forma, todos os dias, tendo que descer até a rua para pegar um pouco de água. É simplesmente insuportável.”

Já o morador Luiz Felipe afirma que, em conversas com vizinhos de outras ruas, a reclamação é sempre a mesma: ou falta água totalmente, ou a pressão é tão baixa que não há alternativa senão buscar água em galões. Segundo ele, quando se entra em contato com a BRK, a resposta é sempre a mesma: a empresa realiza manutenções frequentes na rede de distribuição do Jaraguá, uma das mais antigas de Maceió, que apresenta rompimentos constantes e pode interromper o abastecimento na região.

Fonte: Tribuna Hoje

Megaoperação mira Grupo Refit, de Ricardo Magro, o maior devedor de impostos no Brasil

Uma megaoperação deflagrada na manhã desta quinta-feira (27) mirou 190 alvos ligados ao Grupo Refit, atual Grupo Fit, e a dezenas de empresas do setor de combustíveis. A ofensiva, batizada de Poço de Lobato, mobiliza mais de 600 agentes públicos em seis unidades da federação e atinge o maior devedor contumaz do país, acusado de causar um prejuízo estimado em R$ 26 bilhões aos cofres estaduais e federal.

O grupo, comandado pelo empresário Ricardo Magro, é considerado o maior devedor de ICMS de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores da União.

Segundo as investigações, o esquema funcionava há anos “do porto ao posto sem pagar imposto”, combinando fraude aduaneira, sonegação de ICMS, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro por meio de uma complexa rede de holdings, offshores, fintechs, meios de pagamento e fundos de investimento.

A operação, segundo o G1, ocorre em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Distrito Federal. A Refit, antiga refinaria de Manguinhos, havia sido interditada em setembro pela Agência Nacional do Petróleo sob suspeita de irregularidades na importação e venda de combustíveis, inclusive carregamentos provenientes da Rússia, apreendidos pela Receita Federal.

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-SP) coordena a ação com apoio da Receita Federal, Ministério Público de São Paulo, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Secretaria da Fazenda e Planejamento de SP, Secretaria Municipal da Fazenda de SP e polícias Civil e Militar.

O comitê, uma espécie de força-tarefa permanente, recupera ativos desviados e combate crimes tributários, econômicos e de lavagem de dinheiro.

As autoridades afirmam que o grupo movimentou mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano, utilizando empresas próprias, fundos e offshores, incluindo uma petroleira no exterior, para blindar lucros e simular operações interestaduais. Entre 2020 e 2025, mais de R$ 32 bilhões em combustíveis foram importados com declarações adulteradas para redução de tributos.

Também foram identificados mecanismos para dificultar a cobrança do ICMS, com empresas sobrepostas que trocavam de função quando uma operação era desvendada, criando novos obstáculos investigativos.

O Cira-SP bloqueou judicialmente R$ 8,9 bilhões nas contas dos investigados, enquanto a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional assegurou a indisponibilidade de outros R$ 1,2 bilhão. Ao todo, mais de R$ 10,2 bilhões em bens, imóveis e veículos, já foram bloqueados.

Em entrevista à Folha, em setembro, Ricardo Magro afirmou que suas empresas “não sonegam”, assegurando que negociou débitos no Rio e que, em São Paulo, há apenas “discordância sobre a forma de pagamento”, questionando ainda a concentração de mercado da Petrobras.

As investigações, no entanto, apontam que o grupo opera como organização criminosa, com sofisticada estrutura financeira voltada a fraudar o sistema tributário.

A operação Poço de Lobato homenageia o primeiro poço de petróleo do Brasil, perfurado em 1939 no bairro de Lobato, em Salvador, quando Monteiro Lobato era um dos principais entusiastas da exploração petrolífera nacional.

Fonte: DCM

Governo vai privatizar 19 aeroportos na 1ª rodada do AmpliAR

O governo federal vai leiloar, nesta quinta-feira (27), 19 aeroportos na primeira rodada do Programa AmpliAR, iniciativa que prevê a atração de investimentos privados para modernizar aeroportos regionais na Amazônia Legal e no Nordeste.

O certame será na B3, em São Paulo, com início previsto para as 10h.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a previsão é de R$ 1,25 bilhão em investimentos.

O AmpliAR faz parte do conjunto de ações federais para fortalecer a aviação regional e prevê, nas próximas fases, a modernização de até 100 aeroportos em todo o país.

Nesta etapa inicial, serão ofertados 19 terminais por meio de um modelo simplificado de concessão.

Por meio de parcerias com concessionárias privadas, o programa permite que essas empresas assumam a gestão de aeroportos regionais deficitários, em troca de reequilíbrios contratuais, como redução de outorgas ou extensão dos prazos de concessão.

Aeroportos participantes da 1ª fase do AmpliAR:

Região Norte

  • Aeroporto de Tarauacá (AC)
  • Aeroporto de Barcelos (AM)
  • Aeroporto de Cacoal (RO)
  • Aeroporto de Araguaína (TO)
  • Aeroporto de Itacoatiara (AM)
  • Aeroporto de Itaituba (PA)
  • Aeroporto de Vilhena  (RO)
  • Aeroporto de Parintins (AM)

Região Nordeste

  • Aeroporto Horácio de Mattos / Lençóis (BA)
  • Aeroporto de Paulo Afonso (BA)
  • Aeroporto de Guanambi (BA)
  • Aeroporto Santa Magalhães / Serra Talhada (PE)
  • Aeroporto Serra da Capivara / São Raimundo Nonato (PI)
  • Aeroporto de Barreirinhas (MA)
  • Aeroporto de Araripina (PE)
  • Aeroporto de Garanhuns (PE)
  • Aeroporto Canoa Quebrada / Dragão do Mar (Aracati) (CE)
  • Aeroporto Comandante Ariston Pessoa / Cruz (Jericoacoara) – (CE)

Região Centro-Oeste

Aeroporto de Porto Alegre do Norte (MT)

Fonte: CNN Brasil

‘Genocídio em Gaza não acabou’, diz Anistia Internacional

Organização denuncia que, apesar de cessar-fogo, Israel continua ‘políticas implacáveis’ e restringe ajuda humanitária vital

A organização de direitos humanos Anistia Internacional alertou nesta quinta-feira (27/11) que “as autoridades israelenses ainda estão cometendo genocídio” em Gaza, apesar do cessar-fogo declarado, incluindo a realização de novos ataques nesta manhã e restringindo o acesso a ajuda humanitária essencial. “O mundo não deve se deixar enganar. O genocídio de Israel não acabou”, declarou a Secretária-Geral, Agnès Callamard.

Segundo correspondentes da emissora catari Al Jazeera, as forças israelenses realizaram uma escalada de ataques em edifícios no campo de refugiados de Bureij, no centro de Gaza, e em Khan Younis, na zona leste. Essa ofensiva soma-se às centenas que a Defesa Civil de Gaza considera violações flagrantes do frágil acordo de trégua.

“Até o momento, não há indícios de que Israel esteja tomando medidas sérias para reverter o impacto mortal de seus crimes, nem evidências de que suas intenções tenham mudado”, afirmou Agnès Callamard. “Na verdade, as autoridades israelenses continuam com suas políticas implacáveis, restringindo o acesso à ajuda humanitária vital e a serviços essenciais, e impondo deliberadamente condições calculadas para destruir fisicamente os palestinos em Gaza”, acrescentou a Secretária-Geral da Anistia Internacional.

Desde outubro, quando o acordo de cessar-fogo foi firmado, Israel violou mais de 500 vezes em sete semanas. A trégua tinha como objetivo pôr fim à sua guerra genocida contra o enclave, que matou quase 70.000 palestinos.

Ofensiva israelense na Cisjordânia continua

Pelo segundo dia consecutivo o regime sionista intensificou sua onda de incursões e prisões realizadas em toda a Cisjordânia ocupada, incluindo nas áreas de Qalqilya, Tubas, Hebron, Tulkarem e Nablus.

Durante a invasão militar em Tubas, as forças israelenses realizaram interrogatórios em campo e agrediram pelo menos 25 pessoas que precisaram de atendimento médico, segundo Nidal Odeh, diretor local do Crescente Vermelho Palestino, citado pela agência de notícias Wafa.

Kamal Bani Odeh, diretor da Sociedade de Prisioneiros Palestinos em Tubas, relatou que as forças continuam invadindo casas em toda a província, detendo palestinos e transferindo-os para centros de interrogatório de campanha. Odeh enfatizou que, desde quarta-feira (26/11), mais de 100 palestinos foram detidos — metade deles da cidade de Tammun. 27 presos foram libertados no final da noite passada, alguns dos quais permaneceram algemados até chegarem às suas casas. Entretanto, soldados israelenses também detiveram um palestino ferido dentro de uma ambulância na entrada de Tammun, enquanto paramédicos o transportavam para o hospital.

Devido à intervenção ilegal, todas as lojas foram obrigadas a fechar, apenas um número limitado de padarias seguem operando para atender às necessidades básicas, assim como duas farmácias. Esses estabelecimentos comerciais seguem sob controle severo das forças israelenses.

A Direção de Educação de Tubas anunciou ontem (26) a suspensão de todas as aulas em escolas públicas e jardins de infância para garantir a segurança de alunos e funcionários. Diante disso, nesta manhã (27), o Exército sionista invadiu uma escola em Tammun e destruiu seu portão principal.

O governador de Tubas e do Vale do Jordão Norte, Ahmad al-Assad, também anunciou a suspensão das atividades em todas as instituições públicas e privadas, observando que a ocupação busca — por meio desta operação militar, que deve durar dias — isolar as áreas da província umas das outras e paralisar a circulação do povo palestino.

Tubas tem testemunhado uma agressão militar israelense em larga escala e crescente por mais de 48 horas consecutivas, envolvendo reforços pesados ​​de tropas, tratores e maquinário militar. No início da incursão, helicópteros israelenses sobrevoaram a província em baixa altitude e dispararam vários tiros indiscriminadamente para o ar.

Fonte: Ópera Mundi

Após isenção do IR, Lula dobra a aposta na agenda social

Presidente mira fim da escala 6×1 e desoneração da PLR para fortalecer direitos trabalhistas e estimular o consumo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a cerimônia de sanção do projeto que isenta o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, realizada nesta quarta-feira (26) no Palácio do Planalto, para reforçar novas prioridades sociais de seu governo.

Diante de uma plateia formada por sindicalistas e apoiadores, o presidente afirmou que, após a vitória na pauta do Imposto de Renda, a gestão agora se concentrará em medidas que ampliem direitos trabalhistas, aumentem a renda disponível do trabalhador e impulsionem o consumo interno.

Fim da escala 6×1 e modernização da jornada

Lula voltou a defender a revisão da jornada de trabalho, criticando a manutenção de regras criadas há mais de 80 anos.

“Não podemos continuar com a mesma jornada de trabalho de 1943. Quando eu era metalúrgico, diziam que os robôs iam tirar o trabalhador do serviço pesado, mentira. Quanto mais tecnologia, menos gente você precisa. Veja quanta gente foi mandada embora no setor metalúrgico.”

A referência abriu o debate sobre o fim da escala 6×1, regime em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um. O governo pretende avançar na proposta de assegurar dois dias de descanso por semana, movimento que deve ganhar intensidade ao longo de 2025 como parte da preparação para o ciclo eleitoral de 2026.

Entre os articuladores do tema no Congresso, destaca-se a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), presente no evento.

Redução de impostos sobre a PLR e estímulo ao consumo

O presidente também reafirmou a necessidade de diminuir a tributação sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), defendendo que trabalhadores que se dedicam intensamente não devem ser penalizados ao receber bônus.

“É uma coisa que a gente vai ter que avançar. Não sei quando, mas nós vamos avançar. São coisas que a sociedade moderna do século XXI exige.”

Lula argumentou que a economia cresce quando a população pobre tem mais renda para consumir, e não quando a riqueza se concentra nas camadas de maior renda.

“Quem trabalha igual um desgraçado vai ter imposto sobre participação nos lucros no fim do ano? Economia não cresce por conta da conta bancária do sujeito, a economia cresce por conta do consumo que a sociedade pode ter a partir dos alimentos. Rico não fica mais pobre se o pobre consumir mais, o rico fica mais rico, vende mais caro.”

Mudanças tecnológicas e o desafio do futuro do trabalho

Ao comentar o impacto das novas tecnologias, Lula alertou que a automação e a robotização vão exigir mudanças profundas nas políticas públicas de proteção social.

“Vai chegar o momento em que a Fazenda vai ter que analisar quem vai ser o responsável por garantir a sobrevivência de milhões de inúteis que vão ser criados no mundo.”

A fala evidencia a preocupação do governo com um possível aumento do desemprego estrutural e com a necessidade de redes de proteção mais robustas.

Nova agenda social após a vitória no Imposto de Renda

Com a sanção da nova tabela de isenção do IR, o governo passa a priorizar:

  •  Regulamentação da jornada e fim da escala 6×1
  •  Desoneração da PLR
  •  Debate sobre trabalho, automação e proteção social

A estratégia mira ampliar direitos, melhorar a renda dos trabalhadores e fortalecer o consumo interno como motor do crescimento econômico.

Fonte: Brasil 247

STF conclui julgamento que torna Eduardo Bolsonaro réu por coação

Votaram para receber a denúncia o ministro relator Alexandre de Moraes e os colegas Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou, por unanimidade, nesta quarta-feira (26), a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR)  contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação. Assim, Eduardo se tornou réu.  O caso estava sendo analiasado no plenário virtual.

Votaram para receber a denúncia o ministro relator Alexandre de Moraes e os colegas Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Agora, Eduardo passa a responder oficialmente a um processo judicial na Suprema Corte. O próximo passo é o início da fase de instrução penal, na qual serão ouvidas testemunhas, produzidas provas e feito interrogatório do deputado.

Eduardo Bolsonaro é réu no STF por coação

A PGR acusa Eduardo Bolsonaro de articular sanções ao Brasil e autoridades brasileiras nos Estados Unidos. O deputado está nos EUA desde fevereiro. Segundo a denúncia, a sua permanência no exterior teria como objetivo interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar tentativa de golpe de Estado e começou a cumpir pena na terça-feira (26).

No voto, Alexandre de Moraes, relator do caso, menciona a suspensão de vistos dos ministros do Supremo e familiares, as sanções econômicas contra o Brasil e a aplicação da Lei Magnitsky. “Há relevantes indícios de que as condutas de Eduardo Nantes Bolsonaro tinham como objetivo a criação de um ambiente institucional e social de instabilidade, com aplicação de crescentes sanções a autoridades brasileiras e prejuízos econômicos ao Brasil, como modo de coagir os Ministros do Supremo Tribunal Federal a decidir favoravelmente ao réu Jair Messias Bolsonaro”, afirma Moraes.

Moraes destaca que a PGR apresentou, de forma adequada, a narrativa dos fatos e de suas circunstâncias, garantindo ao acusado pleno conhecimento dos motivos que sustentam a denúncia por coação no curso do processo. Esse detalhamento, segundo o ministro, assegura o exercício do contraditório e da ampla defesa.

O ministro também destacou que o objetivo de defender interesses pessoais ficou evidente na tentativa de Eduardo Bolsonaro de criar um ambiente de intimidação sobre as autoridades responsáveis pelo julgamento de seu pai.

Fonte: ICL

Tarcísio e Banco Master: As conexões do governador de SP com o escândalo bilionário

Doações milionárias e movimentação de recursos da Emae expõem o bolsonarista

Não é à toa que Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem bom trânsito com o pessoal da Faria Lima. Ele, na verdade, tem conexões profundas com o berço do mercado financeiro do Brasil. Aos poucos, vai se desvelando a teia que relaciona o governador bolsonarista de São Paulo ao maior escândalo do país envolvendo um banco — neste caso, o Banco Master.

Na campanha eleitoral, Tarcísio recebeu R$ 2 milhões do pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que foi preso pela Polícia Federal durante investigação da fraude bilionária. Também Jair Bolsonaro recebeu doação do empresário: R$ 3 milhões.

Zettel não se limita à doação política: ele é operador financeiro ligado a fundos e empresas do conglomerado Master, como a Moriah Asset e a Super Empreendimentos, um vínculo direto entre o governador e a cúpula do banco investigado.

Tarcísio, privatização da Emae e aplicações financeiras

No segundo ano de governo, Tarcísio promoveu a privatização da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), vendida ao Fundo Phoenix FIP por R$ 1,04 bilhão.

Após a privatização, a estatal aplicou R$ 160 milhões em CDBs do Letsbank, banco ligado ao conglomerado do Banco Master, representando 5,88% do ativo consolidado da Emae.

A operação expõe um interesse indireto de recursos privatizados justamente no banco do cunhado de um grande doador da campanha, criando uma situação delicada para a reputação do governo.

A prisão de Daniel Vorcaro e ex-CEOs do banco, na Operação Compliance Zero, revelou movimentações suspeitas que podem chegar a R$ 12,5 bilhões envolvendo fundos, CDBs e outros produtos financeiros do conglomerado.

Fundos como Hans 95, Astralo 95 e Murren 41 aplicaram juntos cerca de R$ 849 milhões no Master, enquanto instituições como BRB e o fundo de pensão Rioprevidência aparecem envolvidos em operações irregulares.

Consequências políticas e reputacionais

O caso coloca Tarcísio sob intensa pressão. O governador, que construiu parte de sua imagem pública em torno de privatizações estratégicas e do discurso de uma pretensa eficiência administrativa, agora enfrenta questionamentos sobre sua proximidade com doadores ligados a um banco em colapso e sobre a condução da privatização da Emae.

Embora a Emae afirme que os CDBs aplicados não impactam suas operações, a associação entre doações, laços familiares e movimentações financeiras do conglomerado gera risco político e abre espaço para investigações e críticas de opositores.

A teia que conecta Tarcísio ao Banco Master revela um circuito de relações financeiras e políticas complexas, envolvendo doações milionárias, privatizações estratégicas e fundos suspeitos de fraude.

À medida que a Polícia Federal avança nas investigações, a reputação do governador como gestor eficiente é testada, e a situação levanta questões sobre transparência, governança e a influência do setor financeiro nas decisões públicas.

Resumo das conexões de Tarcísio

1. Doações de campanha: Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), foi o maior doador individual da campanha de Tarcísio ao governo de São Paulo, contribuindo com R$ 2 milhões. Zettel também é pastor da igreja Bola de Neve e operador financeiro ligado a diversos fundos e empresas, incluindo investimentos no setor imobiliário. Zettel é casado com Natalia Vorcaro Zettel, irmã de Daniel Vorcaro, e esteve à frente de empresas e fundos ligados ao conglomerado do Banco Master, como a Moriah Asset e a Super Empreendimentos. Há suspeitas de participação de Zettel em operações financeiras que inflaram o patrimônio do banco do cunhado. Conexão: Doação significativa de um familiar próximo do dono do Banco Master, o que cria vínculo político-financeiro direto.

2. Privatização da Emae: Tarcísio, no segundo ano de governo, privatizou a Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), vendida por R$ 1,04 bilhão ao Fundo Phoenix FIP. Parte do dinheiro da Emae privatizada (R$ 160 milhões) foi aplicada em CDBs do Letsbank, banco pertencente ao conglomerado do Banco Master. Conexão indireta: O governo de Tarcísio realizou a privatização que acabou movimentando recursos para um banco ligado ao cunhado de um grande doador da campanha.

3. Exposição financeira de fundos e empresas ligadas ao Master: Diversos fundos ligados a Daniel Vorcaro aplicaram centenas de milhões no Banco Master, incluindo:

  • Hans 95: R$ 124 milhões em 2024
  • Astralo 95: R$ 622 milhões em 2025
  • Murren 41: R$ 103 milhões

A teia financeira inclui aportes bilionários de outras instituições, como BRB (Banco Regional de Brasília) e Rioprevidência, mas o vínculo com Tarcísio se dá principalmente via Zettel e a privatização da Emae.

4. Consequências e repercussão: A Operação Compliance Zero da Polícia Federal resultou na prisão de Daniel Vorcaro e ex-CEOs do Banco Master, destacando que fundos ligados a Vorcaro estavam no centro de investigações sobre fraude bilionária. Tarcísio, que construiu parte de sua imagem política com a privatização e eficiência estatal, agora se vê ligado ao caso, devido à doação de campanha e à movimentação de recursos da Emae para bancos do conglomerado.

Fonte: ICL

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