DOSE MORTAL

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 05 de Outubro/ 2025

O álcool mata quando ingerido sem moderação, isso é um fato, mas pequenas doses do drinque estão levando à óbito brasileirinhos que apreciam a iguaria líquida, isto porque as bebidas estão sendo vendidas contaminadas com metanol, um produto altamente perigoso, que ataca o ” figueiredo” do consumidor em poucas horas.
Foi em São Paulo que houveram a maior quantidade de contaminados e óbitos e o Governador Tarcísio correu pra Brasilia pra visitar o Inelegível, isso mesmo, a população enfrentando um problema gigantesco de saude pública e o Governador do estado discutindo anistia para um condenado por golpe de estado. A população de São Paulo que vive o caos de uma administração embriagada, sem rumo, claudicante, agora nem pode mais tomar aquela cachachinha depois de um dia trabalho, metrô lotado e vários pedágios na comanda.
Tarcísio ta sendo o garçon perfeito para esquerda, de dose em dose ele ta levando Sao Paulo a um coma alcoólico irreversível com uma cirrose institucional mortal.
Em 2026 beba com moderação, ou melhor, nem beba e vá sóbrio para as urnas. Se isso não for feito, quem vai pagar a conta é o cidadão e a ressaca de um voto errado pode durar 4 anos.

Saindo de Sao Paulo e voltando pra Brasilia no Congresso, depois de muitos anos os parlamentares atuando como bêbados em fim de festa agiram com sobriedade, parte dele a contragosto, mas agiu. Depois de muitas doses de uisque, digo, doses de cafezinho, enfim a proposta de isenção do Imposto de Renda foi votada. Com uma articulação do Governo Lula a votação na Câmara foi unânime, 493 votos a favor e nenhum contra( redundante). A promessa de isentar o brasileirinho que toma uma cervejinha e fazer o andar de cima que vive curtido no whisky The Macalan 18 anos pagar, avançou. O “cachaceiro” do Planalto conseguiu colocar no mesmo projeto o comedor de ” churrasquinho de gato” e o devorador de caviar.
Lula deu um nó na cabeça da Extrema Direita que foi incapaz de jogar água no chopp, mesmo discursando contra o projeto.

Pra finalizar; o Brasil que passou por dois governos cambaleantes, agora entrou nos eixos e em 2026 a escolha não vai ser muito dificil. A disputa será entre um “pinguço” que traz dignidade, esperança e cumpre com as promessas de campanha e um “cristão” que carrega a bandeira dos EUA nas costas, que vive de mentiras, faz tudo às escondidas, destila ódio nos bares, digo, nas igrejas, que continuam abertas e se esse “cristão” tiver uma chance, uma apenas, colocará metanol nas torneiras das casas do eleitor, das casa do pobre viu!
“Ouremos”

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 251

Operação federal desocupa garimpo ilegal ligado ao Comando Vermelho em MT

Ibama e forças policiais desocupam garimpo ilegal ligado ao Comando Vermelho em terra indígena de MT, houve confronto com criminosos na TI Sararé; mais de 100 equipamentos foram apreendidos ou destruídos

rasília/DF (02/10/2025) – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deflagrou, entre 28 e 30 de setembro, mais uma ação para combate do garimpo ilegal e para a desintrusão de invasores na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. Dessa vez, o alvo da ação foi a área denominada “Garimpo do Cururu”, onde atividades criminosas persistem de maneira intensa e onde estariam concentrados e escondidos criminosos da facção Comando Vermelho. A organização criminosa exerce o controle de diversas áreas dentro do território indígena com grupos fortemente armados, munidos de grande quantidade de armamentos de uso restrito.

Helicópteros do Ibama foram utilizados na Operação Xapiri-Sararé, em MT – Foto: Divulgação/IbamaEm razão do elevado nível de riscos e complexidade, a ação foi operacionalizada pelo Grupo Especial de Fiscalização (GEF/Ibama) em conjunto com a Polícia Federal (PF), a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC/MT), o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron/MT), o Batalhão de Operações Especiais (BOPE/PMMT) e o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer). A equipe contou ainda com o apoio de policiais do Grupo Tático 3 (GT3) da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil do Estado de Goiás (CORE/GT3/PCGO). A ação mobilizou um efetivo de 80 policiais e agentes, cinco helicópteros do Ibama e um helicóptero do CIOPAer.

Confronto com os criminosos

Na deflagração da operação, no dia 28, as equipes foram surpreendidas por diversos disparos de fuzil efetuados por criminosos dispersos na área e que atuavam na proteção de estruturas criminosas e maquinários de extração mineral. As equipes reagiram de forma proporcional e técnica, assegurando a integridade dos agentes e das aeronaves e a continuidade da missão. Os confrontos intensos ocorreram durante todo o dia em várias porções da área, à medida que as equipes de segurança progrediam no terreno para neutralização de estruturas e recolhimento de armas, munições, explosivos, dentre outros materiais ilícitos.

Durante os confrontos, dois suspeitos (uma mulher e um homem) foram feridos, receberam atendimento de primeiros socorros dos agentes ainda no local e foram removidos, prontamente, com os helicópteros do Ibama para atendimento em unidade médica no município de Pontes e Lacerda (MT). Os dois suspeitos estão fora de risco. Nenhum policial ou agente foi ferido.

O controle da área só foi consolidado no segundo dia da missão (29), com o apoio do BOPE/PMMT e do CIOPAer, o que ocasionou a fuga da maioria dos garimpeiros e integrantes de facções.Agente do BOPE/PMMT na entrada de uma cavidade utilizada pelos criminosos – Foto: Divulgação/IbamaBunkers abrigavam maquinário

No decorrer da ação no Garimpo do Cururu, os agentes localizaram uma rede de abrigos subterrâneos construídos pelos criminosos para guarda e proteção dos equipamentos ilegais. No total, foram localizados 14 bunkers, com estoques de alimento e grande quantidade de equipamentos e insumos diversos para as atividades ilegais. Em um dos abrigos identificados, foram encontradas 6 armas de fogo, incluindo um fuzil 5.56 mm e duas espingardas calibre 12.

Geralmente, esses abrigos são feitos sob os acampamentos e próximos dos locais de funcionamento das atividades ilegais. Esses esconderijos facilitam a rápida desmobilização e guarda de insumos diversos, equipamentos e armamentos evitando que sejam localizados, aprendidos ou destruídos durante as ações de fiscalização.

Ao longo dos três dias da operação, foram apreendidos e/ou destruídos 42 motores estacionários, 3 escavadeiras hidráulicas, 1 quadriciclo, 2 caminhonetes, 13 motobombas, 18 motores geradores, 3 motosserras, 8 motocicletas, 14 depósitos subterrâneos (bunkers) com equipamentos e insumos diversos, 101 acampamentos, 7 armas de fogo e grande quantidade de explosivos (emulsões, nitropenta e espoletas). Além disso, 4 minas subterrâneas abertas para exploração de ouro de filão foram demolidas por uma equipe da PF especializada em explosivos.

A ação prosseguirá no local com reforço das equipes de fiscalização para localização dos criminosos e de armamentos, e para neutralização de maquinários e equipamentos escondidos na região. Há informações que membros da facção criminosa que controla o local ainda estariam escondidos no interior da terra indígena fortemente armados. O objetivo é a desarticulação completa das atividades ilegais e desintrusão da área, garantindo o cessamento dos danos ambientais, preservação ambiental, a proteção dos povos originários e o cumprimento da legislação brasileira.Vista aérea de acampamento de garimpo ilegal em terra indígena mato-grossense – Foto: Divulgação/IbamaOperação Xapiri

Essa iniciativa ocorre no âmbito da Operação Xapiri, deflagrada para combater o garimpo ilegal e efetuar a desintrusão de invasores, em andamento na Terra Indígena Sararé desde 1º de agosto. Em quase dois meses de operação, já foram destruídas na região mais de 170 escavadeiras hidráulicas, centenas de motores e estruturas diversas para suporte logístico das atividades ilegais.

Desde 2023, mais de 470 escavadeiras já foram neutralizadas durante ações de fiscalização na TI Sararé. Esse tipo de maquinário é responsável pelos danos ambientais mais graves, especialmente a destruição de milhares de hectares em áreas de preservação permanente e destruição de rios e córregos.

Além da neutralização de equipamentos e da infraestrutura logística das atividades ilegais, é fundamental o combate efetivo do crime organizado nas áreas protegidas. Atualmente, verifica-se a diversificação das atividades ilegais das facções com a ampliação dos domínios territoriais para unidades de conservação e terras indígenas onde já estão estabelecendo o controle das atividades ilegais de exploração de recursos naturais.

Sobre a TI Sararé

Com 67 mil hectares e habitada por grupos indígenas da etnia Nambikwara, a TI Sararé está entre as mais afetadas pelo garimpo ilegal no Brasil. Está localizada em zona sensível na faixa de fronteira do País no Estado de Mato Grosso onde há forte incidência de crimes como o tráfico de drogas e de armas. Estima-se que aproximadamente 2 mil hectares tenham sido devastados pela exploração ilegal de ouro, impulsionada por organizações criminosas armadas que invadiram e atuam dentro da área.

Assessoria de Comunicação Social do Ibama
imprensa@ibama.gov.br
(61) 3316-1015

Fundo Eleitoral de R$ 4,9 Bilhões: a urgência de uma reforma política

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional aprovou, na última terça-feira (30), uma instrução normativa que eleva o montante destinado ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026, por meio de emendas de bancada. Com essa manobra, o valor previamente estipulado de R$ 1 bilhão aumentará para R$ 4,9 bilhões, representando um acréscimo de R$ 3,9 bilhões em relação à proposta original do governo. A justificativa apresentada para tal medida foi a necessidade de equiparar o orçamento ao patamar das eleições municipais de 2024.

É importante recordar que o fundo eleitoral foi instituído em 2017 com a finalidade de custear as despesas de campanha, em decorrência da proibição do financiamento empresarial (pessoas jurídicas) em processos eleitorais. Trata-se de recursos públicos que, por princípio, deveriam ser alocados na prestação de serviços essenciais e no atendimento às demandas da população, como saúde, educação e seguridade social.

Indiscutivelmente, a competitividade de partidos e candidaturas em um pleito eleitoral depende do acesso equitativo a recursos e estrutura. Isso evidencia a urgência de um debate público, claro e transparente, sobre os custos da nossa democracia, as formas de financiamento das campanhas e a maneira como esses recursos são distribuídos e efetivamente utilizados pelos partidos e seus candidatos.

Contudo, a manobra parlamentar para a manutenção quase automática de valores elevados destinados ao fundo eleitoral — em um cenário marcado por um Congresso que não reflete a diversidade da sociedade, dominado por forças conservadoras e orientado por uma agenda antipopular e corporativista — agrava a deterioração institucional. O desgaste perante a população e a opinião pública é inevitável, particularmente quando se considera a recente e desastrosa tentativa de aprovação da “PEC da blindagem”.

Diante desse quadro, torna-se evidente a necessidade de uma reforma política profunda e democrática do sistema previsto na Constituição de 1988. A relutância do Congresso em liderar essa reforma, cujas razões podemos imaginar, sinaliza um futuro constituinte como alternativa para a superação dos impasses atuais.

Alessandro Soaresprofessor de Direito Constitucional e membro do DAP-Capital SP

Fonte: Petista

STF mantém decisão que torna Moro réu por calúnia contra Gilmar Mendes

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) como réu em ação penal por calúnia contra o ministro da corte, Gilmar Mendes. A denúncia foi aceita pela mesma turma em junho de 2024 que, agora, julga um recurso de Moro contra a decisão.

A relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, afirmou que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) atende às prescrições formais. Além disso, ela esclarece que o recurso de embargo declaratório visa sanar alguma omissão, contradição, obscuridade ou ambiguidade do pedido e não modificar decisão.

“Sob o pretexto de sanar vícios inexistentes, busca-se a rediscussão do acórdão pelo qual recebida a denúncia contra o embargante”, diz o voto da ministra.

“O exame da petição recursal é suficiente para constatar não se pretender provocar o esclarecimento de ponto obscuro, omisso ou contraditório ou corrigir erro material, mas somente modificar o conteúdo do julgado, para fazer prevalecer a tese do embargante”, acrescenta.

Cármen Lúcia ainda completa: “Inexiste omissão a ser sanada no acórdão embargado, pois, diferente do alegado pelo embargante, o juízo de recebimento da denúncia é de mera delibação, jamais de cognição exauriente. Não se pode, portanto, confundir os requisitos para o recebimento da denúncia com o juízo de procedência da imputação criminal”.

O recurso está sendo julgado em sessão do plenário virtual, de 3 a 10 de outubro. Os ministros Alexandre de Moares e Flávio Dino acompanharam o voto da relatora, formando a maioria para manter Moro réu. Ainda faltam votar os outros dois ministros da turma, Luiz Fux e Cristiano Zanin.

Mas, com o recurso rejeitado, a ação penal contra o parlamentar continua.

Sergio Moro (União Brasil-PR), que elaborou emenda para a PEC da Blindagem – Saulo Cruz (Foto: Divulgação/Agência Senado)

Ato de calúnia de Moro

Em abril de 2023, Sergio Moro foi denunciado pela então vice-procuradora da República, Lindôra Araújo, após o surgimento de um vídeo nas redes sociais. Na gravação, Moro aparece em uma conversa com pessoas não identificadas. Durante o diálogo, que teria ocorrido em 2022, Moro afirmou: “Não, isso é fiança, instituto para comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”.

Na ocasião, por unanimidade, o colegiado decidiu que há indícios de fato delituoso para justificar abertura de uma ação penal contra o senador.

“A conduta dolosa do denunciado consistiu em expor sua vontade de imputar falsamente a magistrado deste Supremo Tribunal Federal fato definido como crime de corrupção passiva”, afirmou a relatora e seguida por seus pares.

Durante o julgamento, o advogado Luiz Felipe Cunha, representante de Moro, defendeu a rejeição da denúncia e disse que o parlamentar se retratou publicamente. Para o advogado, Moro usou uma expressão infeliz.

“Expressão infeliz reconhecida por mim e por ele também. Em um ambiente jocoso, num ambiente de festa junina, em data incerta, meu cliente fez uma brincadeira falando sobre a eventual compra da liberdade dele, caso ele fosse preso naquela circunstância de brincadeira de festa junina”, afirmou o advogado.

Fonte: ICL

Israel atacou Gaza mais de 20 mil vezes em dois anos e matou 67 mil palestinos

Nos últimos dois anos, Israel realizou mais de 20 mil ataques contra a Faixa de Gaza, número mais de dez vezes superior às ofensivas do Hamas. O dado faz parte de um levantamento do Acled (Banco de Dados de Localização e Eventos de Conflitos Armados) e expõe a dimensão do genocídio que devastou o território palestino e deixou mais de 67 mil mortos desde 2023. As informações são da Folha de S.Paulo, em reportagem de Gabriel Barnabé, Gustavo Queirolo e Tiago Cardoso.

O genocídio começou em 7 de outubro de 2023, após uma ofensiva do Hamas em Israel que matou cerca de 1.200 pessoas, em sua maioria civis. Desde então, a população palestina tem sido alvo de bombardeios sistemáticos, com cerca de 90% das ações israelenses realizadas por via aérea. Mais da metade desses ataques atingiu civis.

Na última semana, um possível acordo de paz voltou à pauta com a mediação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do premiê israelense, Binyamin Netanyahu. O Hamas anunciou aceitar pontos do plano, como a libertação de reféns, e chegou a admitir abrir mão do governo em Gaza sob determinadas condições. Mesmo assim, ataques israelenses prosseguiram no território.

Escalada e retração de ataques

Entre 2023 e 2024, Israel conduziu 11.361 ofensivas, enquanto grupos palestinos realizaram 1.287 ataques. No período seguinte, o número caiu para 8.949 do lado israelense e 651 do lado palestino — reduções de 21,2% e 49,4%, respectivamente.

Os confrontos diretos também despencaram: foram 1.264 no primeiro ano contra apenas 246 no segundo, uma queda de 80,5%. Analistas avaliam que essa redução decorre principalmente do enfraquecimento militar do Hamas diante da superioridade bélica israelense.

Adaptação do Hamas e avanço israelense

Mesmo fragilizado, o Hamas buscou alternativas de sobrevivência. De acordo com o Acled, o grupo “se adaptou mudando para táticas de guerrilha no campo de batalha e estabelecendo mecanismos informais de governança e aplicação da lei para manter a influência doméstica”.

Israel, por outro lado, ampliou o cerco sobre Gaza. Desde a ruptura unilateral do cessar-fogo, em março deste ano, o Exército assumiu o controle de mais de 75% do território e intensificou operações de destruição antes da ofensiva terrestre iniciada em setembro.

Netanyahu mantém endurecimento

Mesmo diante de negociações, Netanyahu reforçou que não aceitará qualquer acordo sem o desarmamento do Hamas. “Seja por via diplomática, seja por via militar”, declarou o premiê.

O relatório do Acled alerta que a estratégia israelense não se limita ao combate ao Hamas, mas inclui “bloquear alternativas de governo palestino e empurrar Gaza para condições inabitáveis, a fim de obstruir qualquer caminho para a soberania palestina”.

Fonte: Brasil 247

Fiscalização aponta alagamentos e falhas no transporte escolar em escola de Maceió

MPAL e Defensoria identificaram problemas estruturais e de acessibilidade na Escola Municipal Professor Antídio Vieira, durante força-tarefa da Educação de Jovens, Adultos e Idosos

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e a Defensoria Pública Estadual (DPE) vistoriaram a Escola Municipal Professor Antídio Vieira, no bairro Trapiche da Barra, em Maceió, como parte de uma força-tarefa de fiscalização da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI).

Durante a visita, foram constatadas duas falhas estruturais graves: em dias chuvosos, a escola fica sujeita a alagamentos, obrigando a suspensão das aulas; além disso, os ônibus que transportam estudantes operam com elevadores inoperantes, o que afeta especialmente alunos com deficiência ou idosos com mobilidade reduzida.

Os estudantes relataram também a inexistência de incentivos financeiros, apontando esse vácuo como um dos fatores de evasão. Eles sugeriram a presença mais frequente de psicólogos e assistentes sociais. Apesar dos problemas, elogiaram a atuação dos professores e técnicos, ressaltando que não houve queixas de falta de docentes para nenhuma disciplina.

A promotora de Justiça Alexandra Beurlen informou que, a partir dos achados, serão expedidas Recomendação Administrativa ao município de Maceió com orientações para sanar as deficiências. Caso não haja cumprimento, pode-se instaurar Ação Civil Pública (ACP).

A ação integra um esforço conjunto do MPAL, DPE, Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Trabalho (MPT), com meta de vistoriar cerca de 40 escolas da capital que oferecem EJAI até a conclusão da força-tarefa.

Fonte: 082Notícias

Brasil cobra de Israel libertação de brasileiros detidos em flotilha

Ministério das Relações Exteriores divulgou nota, cobrando a libertação imediata dos brasileiros detidos após interceptação da flotilha a caminho de Gaza por militares israelenses. 

“O Brasil exorta o governo israelense a liberar imediatamente os cidadãos brasileiros e demais defensores de direitos humanos detidos”, diz o comunicado.

governo exige ainda a permissão de visitas de integrantes da Embaixada do Brasil em Tel Aviv aos ativistas brasileiros detidos ilegalmente.  

A Flotilha Global Sumud, formada por cerca de 50 embarcações e que tenta furar o bloqueio à Faixa de Gaza transportando ajuda humanitária, informou que cerca de 443 voluntários de 47 países foram capturados pelas forças de Israel durante uma interceptação em águas internacionais. Há 11 brasileiros presos.

Segundo o Itamaraty, a chancelaria israelense já foi notificada da discordância brasileira com a ação

Para o governo brasileiro, a interceptação fere direito internacional de liberdade de navegação, previsto por convenção das Nações Unidas, além da “detenção ilegal de ativistas pacíficos”. 

“Operações de caráter estritamente humanitário devem ser autorizadas e facilitadas por todas as partes em conflito, não podendo ser arbitrariamente obstadas ou consideradas ilícitas. O Brasil conclama a comunidade internacional a exigir de Israel a cessação do bloqueio à Gaza, por constituir grave violação ao direito internacional humanitário”, informa. 

O Brasil defende que Israel “deverá ser responsabilizado por quaisquer atos ilegais e violentos cometidos contra a Flotilha e contra os ativistas pacíficos que dela participam e deverá assegurar sua segurança, o bem-estar e integridade física enquanto permanecerem sob a custódia de autoridades israelenses”.

Interceptação

Na noite desta quarta-feira (1º), a flotilha internacional informou, em postagens nas redes sociais, que estava sofrendo agressões das forças israelenses e que sofreu uma interceptação ilegal em águas internacionais. 

Dos capturados, 11 são brasileiros, conforme a flotilha. Entre eles, estão o ativista Thiago de Ávila e Silva Oliveira, a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) e a vereadora de Campinas, Mariana Conti (PSOL-SP), além de Bruno Gilga, Lisiane Proença Severo, Magno de Carvalho Costa, Ariadne Catarina Cardoso Teles, Mansur Peixoto, Gabrielle Da Silva Tolotti, Mohamad Sami El Kadri, Lucas Farias Gusmão.

Essa é a mais recente tentativa marítima de romper o bloqueio israelense a Gaza, onde maior parte do território foi reduzida a um terreno baldio após quase dois anos de guerra, para levar ajuda humanitária, como alimentos e remédios, para o povo palestino. 

Em uma postagem no X, o Ministério das Relações Exteriores de Israel diz que “todos os passageiros estão seguros e em boas condições de saúde”. “Eles estão chegando em segurança a Israel, de onde serão deportados para a Europa”, disse.

A interceptação dos barcos provocou condenação internacional.

Fonte: Agência Brasil

Empresa de cannabis do Careca do INSS pagou R$ 500 mil a suplente de Damares

A empresa de maconha do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, vulgo Careca do INSS, pagou R$ 500 mil ao advogado Manoel Arruda (União Brasil-DF), primeiro suplente da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

A transferência consta em Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) obtido pela coluna. O documento subsidia as investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), à qual o lobista prestou depoimento na última quinta-feira (25/9).

O repasse foi feito pela Camilo Comércio e Serviços S/A, cujo nome fantasia é World Cannabis (WorldCann). A empresa de maconha do Careca do INSS foi aberta em 25 de abril de 2023, tem sede em Brasília e filiais em São Paulo, Bogotá (Colômbia), Lisboa (Portugal) e Miami (Estados Unidos). A companhia mantém como diretor Romeu Carvalho Antunes, filho do lobista.

Além de primeiro suplente de Damares, Manoel Arruda é presidente do União Brasil no Distrito Federal. Segundo o próprio advogado, o Careca do INSS o contratou em novembro de 2024 para prestar consultoria e assessoria jurídica para firmar parceria com a Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego). O objetivo, segundo o político, era transferir tecnologia para a produção de medicamentos e produtos dentro do Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Ministério da Saúde.

O escritório, no entanto, desfez o negócio em 8 de maio, cerca de duas semanas após a Polícia Federal (PF) deflagrar a Operação Sem Desconto, que tem o Careca do INSS como um dos alvos. Um comprovante bancário ao qual a coluna teve acesso mostra que a banca devolveu R$ 500 mil à empresa do lobista no dia 19 de maio, mesmo que, segundo a assessoria de imprensa, o advogado tenha realizado o trabalho por 6 meses.Play Video

A equipe informou, em nota, que Manoel Arruda se deparou com a “impossibilidade ética e moral de continuidade da prestação de serviços, já que não compactua com qualquer tipo de irregularidade”. Também negou qualquer relação pessoal entre o advogado e o lobista. Em nota, Damares afirmou que “não tem qualquer relação ou conhecimento sobre os negócios de seu suplente”. Já o advogado do Careca do INSS, Cleber Lopes, limitou-se a dizer que não dispõe de informações sobre o assunto.

Responsável por avisar a PF sobre a frota de carros de luxo do Careca do INSS escondida em um prédio na região central de Brasília, Damares já saiu em defesa, no Senado, dos negócios na World Cannabis. A senadora disse que um eventual confisco de bens da empresa poderia prejudicar pacientes que usam canabidiol de forma medicinal, já que se trata de uma das poucas fornecedoras no Brasil.

“Muitos pacientes conseguem ter alguma qualidade de vida justamente porque fazem uso desse medicamento. Por isso, precisamos de máxima atenção. Se nossa CPMI for instalada, que possamos trabalhar de maneira muito madura, pois ali vamos lidar com vidas”, alertou em sessão da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado em 21 de maio.

Relatório do Coaf levanta suspeitas sobre movimentação de empresa de cannabis do Careca do INSS

No relatório, o Coaf chama a atenção para o “expressivo faturamento da empresa World Cannabis, constituída em 25/04/2023, no valor de R$ 4,28 milhões no ano de 2024 em um curto espaço de tempo, sem a identificação clara da origem dos recursos, bem como os bureaus consultados informarem faturamento estimado em valores inferiores”, diz trecho do RIF do Coaf.

“Em suma, a World Cannabis declara faturamento elevado em curto período de tempo, não sendo possível identificar a origem dos recursos, pelo exposto, optamos pela recusa do relacionamento e comunicação Coaf”, continuou o relatório.

Conforme revelou a coluna, o Careca do INSS esteve no Ministério da Saúde pelo menos cinco vezes desde 2024. Nos dias 13 de janeiro e 17 de fevereiro deste ano, o lobista se apresentou na portaria da pasta como presidente da World Cannabis. Nas outras três vezes, em 2024, afirmou ser diretor de uma empresa de telessaúde, a DuoSystem, que, por sua vez, negou ter relações com o lobista. Em ao menos um dos encontros, o lobista estava acompanhado da herdeira Roberta Luchsinger, que mantém amizades junto à família do presidente Lula (PT).

Todas as visitas do Careca do INSS se destinaram à secretaria-executiva do Ministério da Saúde, então comandada por Swedenberger Barbosa, o Berger, atual chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do Presidente da República. Só uma delas, porém, consta em agenda oficial. Segundo Berger, o principal tema tratado com o lobista foi o mercado de cannabis.

Em depoimento prestado à CPMI, o Careca do INSS negou não só a participação na fraude, revelada pelo Metrópoles, bem como qualquer tipo de relação com parlamentares. A coluna mostrou, porém, que o empresário compartilhou o uso de um jatinho com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), com quem já havia se reunido no gabinete.

“Não existe essa rede de relacionamento minha com parlamentares, qualquer que seja, haja vista que vocês são um grupo inteligente, seleto. Pergunte a quem me conhece aqui dentro dessa casa. Ninguém me conhece. Eu não tenho interesse, eu não trabalho com o governo, qualquer que seja as suas esferas”, disse. Segundo o lobista, a única exceção foi uma visita à casa de Weverton para tratar de produtos à base de cannabis. “Na época, eu estava com uma representação de uma marca internacional de um produto à base de cannabis”, afirmou o Careca do INSS.

O que diz Manoel Arruda sobre pagamento do Careca do INSS

Leia a íntegra da nota da assessoria de Manoel Arruda:

“O escritório Manoel Arruda Sociedade Individual de Advocacia foi contratado em 1º de novembro de 2024 pela empresa World Cannabis, para prestar serviços de consultoria e assessoria jurídica em processo regulatório no setor farmacêutico. A relação contratual se deu exclusivamente com a empresa, e não com qualquer pessoa física.

No final de abril de 2025, com a deflagração da Operação “Sem Desconto”, que investiga fraudes contra o INSS, o escritório, após avaliação de compliance, decidiu rescindir o contrato por impossibilidade ética e moral de continuidade da prestação de serviços, já que não compactua com qualquer tipo de irregularidade. Em 19 de maio de 2025, foi realizada a rescisão formal, acompanhada da devolução integral dos honorários recebidos, devidamente registrada em distrato assinado em 8 de maio de 2025.

É importante destacar que não existe qualquer relação pessoal ou profissional com o Sr. Antonio Carlos Camilo Antunes. Toda a atuação foi estritamente técnica e restrita ao contrato com a empresa World Cannabis, já encerrado, com quitação plena entre as partes.”

A coluna também procurou o União Brasil-DF, que enviou a mesma nota da assessoria do escritório de Manoel Arruda.

Fonte: Matrópoles

Italianos realizam greve em apoio a flotilha sequestrada por Israel

Sindicados organizaram manifestações em mais de 100 cidades

Milhares de italianos foram às ruas em todo o país na sexta-feira (3), como parte de uma greve geral de um dia convocada por sindicatos em apoio a uma flotilha de ajuda humanitária interceptada por Israel a caminho de Gaza.

“Depois do que vi com a flotilha, pensei que não poderia ficar parado sem fazer nada. É a primeira vez que vou a esse tipo de manifestação”, disse Mario Mascetti, um manifestante em Roma, à Reuters.

Os sindicatos CGIL e USB organizaram manifestações em mais de 100 cidades. Na capital, multidões marcharam da Piazza Vittorio, no centro, em direção à principal estação ferroviária, carregando bandeiras sindicais e palestinas, além de faixas.

A greve causou atrasos e cancelamentos em toda a rede ferroviária italiana, com interrupções mais limitadas nos aeroportos. As linhas de metrô continuaram operando em Roma e Milão.

Autoestradas ou estradas circulares foram bloqueadas por manifestantes em várias cidades, incluindo Roma, Milão, Bolonha e Trento, com a polícia disparando gás lacrimogêneo fora de Milão para dispersar os manifestantes que atiravam pedras.

O porto toscano de Livorno foi fechado devido a protestos.

“Esta não é uma greve qualquer. Estamos aqui hoje para defender a fraternidade entre os indivíduos, entre os povos, para colocar a humanidade de volta no centro, para dizer não ao genocídio, à política de rearmamento”, disse o líder da CGIL, Maurizio Landini.

Cerca de 300 mil pessoas participaram da marcha em Roma, segundo os organizadores. Eles estimaram multidões de mais de 100 mil em Milão, 50 mil em Nápoles, 25 mil em Veneza e um total de 150 mil em várias cidades da Sicília.

As autoridades não confirmaram os números.

Meloni critica greve

Israel chamou a flotilha de ajuda de uma farsa e se ofereceu para retirar a ajuda dos barcos e distribuí-la em Gaza . Israel negou repetidamente as acusações de genocídio.

O governo de direita da Itália criticou a greve, com a primeira-ministra Giorgia Meloni sugerindo que as pessoas que faltaram ao trabalho por Gaza queriam apenas uma desculpa para ter um fim de semana mais longo.

Protestos em solidariedade ao comboio humanitário que tentava romper o bloqueio naval de Israel surgiram por toda a Europa e outras partes do mundo, mas foram particularmente difundidos na Itália.

Mattia Diletti, sociólogo da Universidade Sapienza de Roma, disse que a causa palestina sempre repercutiu na Itália, tanto entre suas tradições políticas católicas de centro quanto de esquerda.

“A Itália sempre foi um país muito político, caracterizado por esse elemento (pró-palestino) “, disse ele.

O órgão nacional de fiscalização de greves disse na quinta-feira (2) que os sindicatos violaram as regras ao não avisar com antecedência suficiente sobre a greve, mas a CGIL e a USB prosseguiram mesmo assim, atraindo mais críticas do governo.

“Se hoje aqueles que fazem greve ilegalmente causam bilhões de euros em danos à economia italiana… então as sanções devem ser proporcionais aos danos causados”, disse o Ministro dos Transportes, Matteo Salvini.

Os protestos pró-palestinos deveriam continuar no sábado com uma grande manifestação em Roma, encerrando vários dias de manifestações que às vezes se tornaram violentas e provocaram confrontos com a polícia.

Na noite de quinta-feira (2), dezenas de milhares de pessoas marcharam pacificamente do Coliseu de Roma, enquanto em Turim um centro de conferências foi vandalizado e em Milão uma estátua do lado de fora da catedral Duomo foi pintada com tinta vermelha e pichações.

Fonte: CNN Brasil

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS