Urbanitários voltam a protestar contra ataques antissindicais da Equatorial

O Sindicato dos Urbanitários realizou mais um ato nesta segunda-feira, dia 06 de outubro, em frente à sede da Equatorial Energia em Maceió.

Este foi o segundo protesto da categoria, para denunciar a escalada de ataques à liberdade sindical, especialmente após a demissão de dirigente do Sindicato.

No dia 23 de setembro, o Sindicato realizou um ato em frente à sede da Equatorial, após a demissão de uma dirigente sindical, medida ilegal e antissindical.

A demissão ocorreu em represália à mobilização sindical e à recente conquista de um Acordo Coletivo favorável para a categoria.

A conduta da empresa fere o direito à organização e à autonomia sindical assegurados pela Constituição Federal e tratados internacionais.

Também foi colocada uma faixa na passarela do antigo CEPA, do dia 29 de setembro, com os dizeres: “EQUATORIAL INIMIGA DA CLASSE TRABALHADORA” – para denunciar as práticas antissindicais da empresa.

Além disso, o Sindicato já apresentou denúncias ao superintendente regional do Ministério do Trabalho em Alagoas, Cícero Filho, solicitando sua intervenção no conflito.

Os Urbanitários cobram a reversão da demissão da dirigente e, o fim dos ataques ao Sindicato.

Entidades nacionais como a Federação e a Confederação Nacional dos Urbanitários, a Federação do Nordeste, como também a Central Única dos Trabalhadores- CUT, já declararam total apoio aos Urbanitários de Alagoas, reafirmando seu compromisso com a defesa dos direitos trabalhistas e da liberdade sindical.

Fonte: Assessoria

Tarcísio debocha das vítimas de metanol: “No dia que começarem a falsificar Coca-Cola, vou me preocupar”

No estilo Bolsonaro, o governador de São Paulo, debochou das vítimas da falsificação de metanol

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reuniu na tarde desta segunda-feira (6) o Gabinete de Crise que acompanha os casos de intoxicação por metanol em bebidas. Participaram do encontro autoridades estaduais das áreas da Saúde, Segurança Pública, Justiça e Cidadania, Fazenda e Planejamento.

Depois da reunião, Tarcísio deu entrevista coletiva em que fez uma brincadeira com a situação. Ao tentar relacionar os fabricantes de bebidas que partidiparam do encontro, o governador falou: “Não vou me aventurar aqui nessa área, porque não é minha praia, tá certo? No dia que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar. Ainda bem que ainda não chegaram a esse ponto.”

São Paulo tem 14 casos de intoxicação por metanol com duas mortes confirmadas.

Participaram da conversa com o governador executivos do ramo de bebidas, como PernordRicard (Absolut), Brown-Forman (Jack Daniel’s), Bacardi, Diageo (Johnnie Walker e Smirnoff) e Beam Suntory (Jim Beam).

A ideia é que os fabricantes ajudem o governo estadual no treinamento de agentes públicos e comerciantes para identificar falsificações.

A brincadeira de Tarcísio foi criticada nas redes e por opositores políticos.

O deputado Guilherme Boulos foi um dos que criticou nas redes sociais: “Pessoas mortas, pessoas com sequelas permanentes. Toda a população preocupada com as bebidas adulteradas com metanol. O que Tarcísio diz: ‘O dia que começarem a falsificar Coca-Cola eu vou me preocupar’. É inaceitável que um governador se porte dessa maneira!”

Também o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) lamentou a declaração. “Inacreditável! O governador Tarcísio cometeu essa frase na entrevista sobre a intoxicação com metanol”, escreveu na plataforma X. “Pessoas MORRERAM por ingerirem bebidas falsificadas e o governador diz isso. É o novo “não sou coveiro”.

Em todo o país, são 16 casos confirmados – 14 em São Paulo e 2 no Paraná.  As informações são enviadas pelos estados e consolidadas pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS) do Ministério da Saúde.

O estado de São Paulo responde pela maioria das notificações, com 14 casos confirmados e 178 em investigação.

Fonte: ICL

7 de outubro: dois anos de crimes do estado genocida de Israel contra os palestinos

Um quadro dantesco de genocídio: mortes, destruição, fome e deslocamento maciço em Gaza desde 7 de outubro de 2023, configurando o holocausto do século 21

Dois anos após 7 de outubro de 2023, data em que combatentes do Hamas romperam as defesas israelenses na operação chamada “Dilúvio de Al Aqsa”, o Estado de Israel segue promovendo violência maciça e sistemática em Gaza, com consequências devastadoras: mortes, fome, destruição de infraestrutura e deslocamento em massa. A denúncia dessa tragédia vem dos dados de organismos internacionais.

É preciso acrescentar a cumplicidade escancarada do imperialismo estadunidense, tanto no governo Biden quanto neste segundo mandato de Donald Trump.

A ação palestina contra o brutal cerco, bloqueio e inomináveis atos de violência israelense contra a população de Gaza foi respondida militarmente por Israel sob a forma de um inaudito genocídio.

Naquele 7 de outubro, o sistema de defesa de Israel foi superado pela ofensiva dos combatentes de Gaza, que proclamaram a luita heroica contra o “tempo de devastação e assassinato”.

Conforme dados oficiais palestinos e de agências da ONU, o estado sionista desencadeou uma ofensiva que já matou mais de 66 mil pessoas em Gaza e danificou ou destruiu cerca de 78% das construções da Faixa, incluindo centenas de milhares de casas. Reescrevo agora este panorama sob um viés mais aprofundado e com ênfase na responsabilidade dos EUA.

Mortes, feridos e destruição em números

Reportagerm da Telesur compilou dados reveladores do genocídio. Segundo o Ministério da Saúde palestino, até agora mais de 66 mil pessoas foram mortas em Gaza e 156.758 ficaram feridas. Levantamentos do UNOSAT/UNITAR apontam danos maciços: 102.067 estruturas “destruídas”, 17.421 severamente danificadas, 41.895 moderadamente danificadas e 31.429 possivelmente danificadas, somando 192.812 estruturas afetadas — cerca de 78% do total edificado — incluindo cerca de 282.904 casas danificadas.

Nos dois últimos anos, Israel despejou sobre Gaza uma violência militar sem paralelo: cerca de 300 toneladas de explosivos foram lançados por quilômetro quadrado desde outubro de 2023 — vinte vezes mais do que os EUA utilizaram no Vietnã. Nada disso, porém, quebrou a determinação de um povo que luta para existir.

Em paralelo, a geografia da Faixa de Gaza foi redesenhada por corredores militares e sucessivas ordens de deslocamento.

Colapso do sistema de saúde

Relatório da Organização Mundial da Saúde (10 de setembro) afirma que 94% dos hospitais de Gaza foram destruídos ou estão fora de operação, empurrando os poucos serviços ativos para a superlotação crítica. Em maio, 19 dos 36 hospitais ainda operavam, muitos de forma parcial. O Health Cluster registrou que os hospitais Al‑Shifa e Al‑Ahli, na Cidade de Gaza, “estão operando com quase 300% da capacidade”.

Educação, água e saneamento sob escombros

De acordo com a UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Médio), 90% das escolas foram destruídas ou severamente danificadas e aproximadamente 660 mil crianças estão sem aulas. Por sua vez, a Oxfam estima a destruição de 1.640 km de redes de água e esgoto; em áreas do norte, o acesso da população não chega a 7% dos níveis pré‑conflito, elevando o risco de doenças hídricas.

Na agricultura, a perda de terras férteis aumentou de 5,36% (outubro de 2023) para 33,13% (fevereiro de 2024), o que corresponde a 120 km² de áreas essenciais para a produção local de alimentos, segundo a comissão da ONU citada.

Patrimônio cultural devastado

Entre 7 de outubro de 2023 e 18 de agosto de 2025, a UNESCO contabilizou danos em pelo menos 110 bens culturais em Gaza, incluindo 13 locais religiosos, 77 edifícios históricos, nove monumentos, um museu e sete sítios arqueológicos. Entre as perdas, estão o cemitério romano no norte da Faixa e a Grande Mesquita de Al‑Omari, quase totalmente destruída. A organização PEN America relata a destruição de universidades, 11 bibliotecas — entre elas a Biblioteca Pública de Gaza — e editoras e livrarias, como a Samir Mansur.

Ocupação e corredores militares

Relatos de uma comissão independente da ONU indicam que as operações do exército israelense cobriram 278 km² — cerca de 75% do território de Gaza —, com o OCHA (Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas) apontando presença operacional e ordens de evacuação em 87,8% da Faixa (julho de 2025). A ONU reconhece cinco e cita quatro corredores que atravessam o território da Faixa de Gaza: Filadélfia, Netzarim, Magen‑Oz e Morag. Este último, anunciado em abril de 2025, recebeu o nome de um assentamento evacuado no plano de retirada de 2005.

A fome como arma de guerra, segundo especialistas da ONU

Em finais de setembro, eram 640 mil pessoas em situação catastrófica de fome, 1,14 milhão em emergência e 396 mil em crise alimentar. A Telesur cita em reportagem o alerta do relator especial da ONU para o direito à alimentação, Michael Fakhri: “Israel está matando Gaza de fome. É genocídio. É um crime contra a humanidade . É um crime de guerra”.

A privação deliberada de alimentos a civis é considerada crime de guerra em diversos ordenamentos e no direito internacional, amparada nas Convenções de Genebra, na Resolução 2417 do Conselho de Segurança (2018) e na emenda de 2019 ao Estatuto de Roma que tipifica a fome também em conflitos não internacionais.

Cumplicidade sob Biden

No governo Biden, os EUA não atuaram como moderador: mantiveram e até aceleraram o fluxo de armas e recursos que alimentam o massacre em Gaza. O governo Biden aprovou pacotes de ajuda militar e suplementares, muitas vezes utilizando mecanismos urgentes para atropelar trâmites normais de revisão no Congresso.

Em 2024, por exemplo, o Congresso aprovou um pacote de US$ 95 bilhões em auxílio militar e “humanitário” a Israel. Também durante o governo Biden, os EUA remeteram bilhões em garantias de empréstimos e venda de armamentos avançados a Israel. Relatórios advindos de Think Tanks e da imprensa mostraram que o governo Biden usou ordens executivas e “renúncias rápidas” para acelerar entregas de armas (inclusive já compradas) mesmo diante de alertas sobre possíveis violações de direitos humanos no uso dessas armas.

Mesmo quando membros da comunidade diplomática ou do Departamento de Estado identificavam violações graves ou riscos de genocídio, não houve recuo significativo. O manto diplomático dos EUA agiu como escudo no âmbito internacional: vetos sistemáticos a resoluções das Nações Unidas que condenavam o cerco ou exigiam cessar-fogo, bloqueios de investigações independentes e veto a ações do Conselho de Segurança. Em suma: Biden manteve a engrenagem de guerra, ainda que em tese com “apelos humanitários” pontuais.

A escalada com Trump: descaramento e intensificação

No retorno de Donald Trump como presidente, a cumplicidade dos EUA com o regime de Netanyahu não foi apenas continuidade: tornou-se impulso explícito ao massacre. Trump, enviou novos volumes de armas e retirou até condicionantes previamente impostos — aquilo que se apresentava como “tempero diplomático” sob Biden, com ressalvas e obstruções pontuais, sob Trump é escancarado.

Poucos meses após assumir, a administração Trump notificou o Congresso de vendas de armas à Israel que ultrapassam US$ 7,4 bilhões em munições e kits de orientação, além de reverter memorandos do governo anterior que impunham condicionamentos ao apoio militar israelense. Em março deste ano, Trump aprovou um pacote de quase US$ 3 bilhões em bombas e veículos de combate, incluindo bombas Mk-84 e kits de orientação JDAM — todo o tipo de artefato usado com brutalidade nos ataques sobre Gaza.

Em um movimento mais forte, o governo acelerou a entrega de US$ 4 bilhões em ajuda militar prometida a Israel. Ainda, enquanto muitos governos europeus impunham embargos ou suspendiam licenças de armas, o governo Trump revogou restrições que Biden havia introduzido em nome de respeito a direitos humanos. Trump também apresentou plano audacioso: em fevereiro de 2025, anunciou que os EUA “tomariam conta” da administração da Faixa de Gaza, deslocariam sua população e a reconstruiriam sob a tutela americana, numa proposta que beira o etnocídio e a limpeza étnica expressa.

Esse projeto mostra, sem disfarces, que o alinhamento entre Trump e Netanyahu não é apenas militar, mas ideológico: ambos almejam reformatar o Oriente Médio sob a égide do expansionismo israelense, com os Estados Unidos operando como braço executor e patrocinador inconteste.

Trump e Netanyahu : diplomacia do genocídio

Não pode haver neutralidade diante deste horror e é preciso gritar que a cumplicidade estadunidense não é “apoio”: é corresponsabilidade. Por que as mortes seguem crescendo? Porque enquanto Israel despeja bombas, os EUA enviam armas. Enquanto Gaza é reduzida a escombros, os EUA vetam resoluções na ONU e barram investigações. Esse mecanismo garantiu impunidade total ao regime genocida de Netanyahu.

A funcionalidade dessa parceria é clara: os Estados Unidos mantêm Israel como satélite estratégico no Oriente Médio, contrapondo-se ao Irã e aos movimentos de resistência. Assim, o massacre em Gaza é parte de uma guerra mais ampla de dominação regional.

A venda constante de armamentos aos israelenses garante rentabilidade à indústria bélica norte-americana, ao passo que legitima o discurso de “defesa” e “segurança” que serve como álibi moral para a dominação.]

A blindagem diplomática dos EUA permite a Israel agir com virtual impunidade perante instâncias internacionais, como a Corte Penal Internacional ou o Conselho de Direitos Humanos, enquanto acusações graves de crimes de guerra e genocídio são engavetadas.

Em plena vigência do segundo mandato de Donald Trump, diante da carnificina contínua em Gaza, celebra-se o cinismo político de um sistema que vende morte como estratégia de hegemonia. O silêncio de potências que se diziam defensoras dos direitos humanos já não é mera omissão: virou ato de colaboração com o assassinato em escala industrial.

A tragédia de Gaza, que atravessa dois anos completos, expõe o caráter estrutural e predatório do sistema imperial: enquanto o povo palestino é bombardeado, empobrecido e privado de condições mínimas para sobreviver, os EUA arcam com a pecha de executor e protecionista de um regime genocida — e falham irrevogavelmente como ator humanitário no palco global.

Netanyahu e o projeto de poder que redesenha o Oriente Médio

Dois anos depois da operação “Dilúvio de Al Aqsa”, Gaza segue como um território devastado e o epicentro de uma estratégia que ultrapassa a retaliação militar. A resposta de Israel, segundo as declarações do genocida-mor do século 21, Benjamin Netanyahu, só terminaria “com o extermínio do Hamas e a modificação completa do mapa político regional”.

Essa ameaça deu forma a uma política de guerra expandida, que hoje envolve o Líbano, o Irã e o próprio equilíbrio geopolítico do Oriente Médio.

Logo após o início da atual etapa do genocídio em outubro de 2023, Israel intensificou as operações no sul do Líbano, mirando posições do Hezbollah e assassinando alguns de seus principais líderes. A ofensiva visando a golpear o eixo de resistência regional, provocou a escalada mais grave entre os dois países desde 2006.

Mas Netanyahu foi além. Em 2024, ordenou bombardeios maciços no Líbano e, no ano seguinte, conduziu uma guerra de 12 dias contra o Irã, marcada por ataques aéreos de alta intensidade, revelando por meio dessas ações agressivas, até onde o estado expansionista de Israel quer chegar. Ao projetar uma guerra permanente.

A ofensiva israelense, que contou com todo o respaldo od imperialismo estadunidense, prossegue como parte de um projeto de reconfiguração geopolítica. Netanyahu já não fala apenas de segurança, mas de hegemonia regional, de contenção do Irã e de um novo desenho territorial. A guerra contra o Hamas foi o ponto de partida; o alvo real é o “novo Oriente Médio”.

E o custo é pago pelas populações civis — palestina, libanesa e iraniana — que vivem sob o ruído incessante dos drones e a sombra da fome. O silêncio ou a neutralidade dos países que se dizem defensores dos direitos humanos já não é diplomacia: é cumplicidade.

Gaza tornou-se não apenas o epicentro de uma tragédia humanitária, mas também o espelho em que se reflete a crise do sistema imperialista nas primeiras décadas do século 21.

Netanyahu ameaça mudar o mapa político do Oriente Médio. Para alcançar o objetivo, não se detém diante dos mais abomináveis crimes, o principal deles a limpeza étnica na Palestina, levando a um nível mais devastador a saga criminosa dos seus antecessores que fizeram a Nakba nos finais dos anos 1940.

Por José Reinaldo Carvalho

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

Esquema milionário de rifas ilegais é desmontado em Maceió

Influenciador ex-PM é apontado como líder

A quadrilha que arrecadou mais de R$ 33 milhões é chefiada por Kleverton Pinheiro de Oliveira, 40 anos, mais conhecido como Kel Ferreti, ex-policial militar que hoje atua como influenciador digital.

Em Maceió (AL), milhares de pessoas fazem, todos os dias, apostas em rifas e sorteios na internet. Esse é um negócio que já movimentou a quantia de R$ 33,7 milhões.

Segundo investigações, a organização faturava com rifas e sorteios ilegais e manipulados. Essa quadrilha é chefiada por Kleverton Pinheiro de Oliveira, 40 anos, mais conhecido como Kel Ferreti, ex-policial militar que hoje atua como “empreendedor digital”, uma espécie de guru.

Nas redes sociais, Kel Ferreti vendia também cursos não regulamentados, que prometiam ensinar como obter lucro em jogos online. Um negócio que fez Kel faturar R$ 400 mil num único mês.

Seu estilo de vida era marcado por imóveis luxuosos, carros importados e viagens internacionais. Para o Ministério Público de Alagoas, o estilo de vida do influenciador é fruto de um esquema criminoso.

“Neste tipo de jogo, não há nenhum tipo de controle”, aponta Cyro Blatter, promotor e coordenador do Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal do MP de Alagoas (Gaesf/MP-AL).

Laís Oliveira, uma influenciadora com cinco milhões de seguidores, é apontada na investigação como peça central na engrenagem, fazendo mais do que divulgar os sorteios nas redes.

  • A quadrilha divulgava números de uma rifa. Alguns dos bilhetes dariam prêmios de dezenas de milhares de reais. Mas a quadrilha reservava esses bilhetes, fazendo com que as pessoas comprassem números que não seriam premiados, chegando a lucrar milhões de reais a cada ação.

De acordo com o Ministério Público, de janeiro a abril de 2024, Laís Oliveira recebeu quase R$ 1 milhão de uma empresa de Kel Ferreti. Nesse mesmo período, o marido de Laís, o criador de conteúdo digital Eduardo Veloso, recebeu R$ 456 mil.

Em dezembro do ano passado, Laís e Eduardo foram presos em Fortaleza, numa operação do Ministério Público, que revelou a ligação do casal com as rifas ilegais. Eles foram soltos dias depois.

Em nota, a defesa de Laís Oliveira e Eduardo Veloso nega as acusações e afirma que “não teve acesso aos áudios mencionados”. Os advogados do casal alegam ainda que eles “atuam como influenciadores digitais”, cuja participação “se restringiu à prestação de serviços de publicidade”.

Ainda em dezembro do ano passado, Kel Ferreti foi preso no apartamento onde mora, em Maceió. Na Operação Trapaça, os agentes apreenderam joias, telefones celulares e cerca de 20 mil reais em espécie.

Histórico criminoso

Em dezembro de 2023, o então policial militar Kleverton Pinheiro de Oliveira foi expulso da corporação após filmar e divulgar o próprio voto nas redes sociais, em 2022, o que é proibido pela lei eleitoral.

Além do crime eleitoral, Kel Ferreti foi denunciado por um caso de estupro, ocorrido em junho do ano passado, mas que só veio à tona em dezembro, dias depois da prisão do ex-PM na Operação Trapaça. A vítima do estupro é uma das apostadoras enganadas.

Kel Ferreti, que já estava preso pelos jogos ilegais, foi condenado por estupro em primeira e segunda instâncias, com a pena de 10 anos, em regime fechado. Sete meses depois, em agosto de 2025, a Justiça autorizou que Kel Ferreti deixasse a prisão e baixou a pena para 8 anos. Em Alagoas, por causa da falta de presídios semiabertos, presos podem ficar em casa, com saídas previamente autorizadas.

Depois que foi solto, por determinação da Justiça, o ex-PM passou a usar tornozeleira eletrônica. A única restrição é não se aproximar a menos de 500 metros da vítima. Kel Ferreti pode usar as redes sociais, frequentar bares e restaurantes, e aproveitar tranquilamente as praias de Maceió.

A defesa de Kel Ferreti afirmou, em nota, que ele não é dono de nenhuma plataforma de apostas e que sua atuação se limita à divulgação e publicidade. Sobre o caso de estupro, Kel Ferreti nega as acusações e diz que vai recorrer na Justiça.

Fonte: G1

Lula conversa com Trump e pede fim de tarifaço a produtos brasileiros

Os dois presidentes conversaram nesta segunda por 30 minutos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  tiveram nesta segunda-feira (6) uma conversa de 30 minutos por videoconferência. Na oportunidade, Lula solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a conversa entre os dois chefes de Estado como “positiva”, do ponto de vista econômico.

“Em tom amistoso, os dois líderes conversaram por 30 minutos, quando relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU. Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro”, informou o Planalto.

De acordo com o Planalto, a ligação telefônica ocorreu por iniciativa de Trump. Os dois presidentes chegaram a trocar telefones para estabelecer via direta de comunicação.

Na conversa, Lula disse que o contato representa uma “oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”.

Ele recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Na sequência, solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta a produtos nacionais, além das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras.

“O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad”, informou o Planalto.

Os dois presidentes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. Lula sugeriu que o encontro seja durante a Cúpula da Asean, na Malásia. Ele reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém; e se dispôs  também a viajar aos Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

Pejotização “corrói” direitos trabalhistas, diz AGU em audiência no STF

Jorge Messias comparou a pejotização à “cupinização” das garantias sociais e criticou a precarização das relações de trabalho

O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou nesta segunda-feira (6) que a pejotização das relações de trabalho ameaça o pacto social estabelecido pela Constituição de 1988 e compromete a estrutura dos direitos trabalhistas no país. A declaração foi dada durante audiência pública realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a validade jurídica dos contratos em que empresas contratam profissionais como pessoas jurídicas.

De acordo com informações da CNN Brasil, Messias ressaltou que o fenômeno ultrapassa as dimensões técnica e econômica, atingindo diretamente o núcleo de proteção social. “A pejotização é a cupinização dos direitos trabalhistas brasileiros. Corrói por dentro, silenciosamente, as estruturas que sustentam a proteção social”, afirmou o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU).

O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou nesta segunda-feira (6) que a pejotização das relações de trabalho ameaça o pacto social estabelecido pela Constituição de 1988 e compromete a estrutura dos direitos trabalhistas no país. A declaração foi dada durante audiência pública realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a validade jurídica dos contratos em que empresas contratam profissionais como pessoas jurídicas.

De acordo com informações da CNN Brasil, Messias ressaltou que o fenômeno ultrapassa as dimensões técnica e econômica, atingindo diretamente o núcleo de proteção social. “A pejotização é a cupinização dos direitos trabalhistas brasileiros. Corrói por dentro, silenciosamente, as estruturas que sustentam a proteção social”, afirmou o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU).

A posição do advogado-geral contrastou com a do ministro Gilmar Mendes, relator do processo em análise no STF. Mendes defendeu a necessidade de adaptar a legislação trabalhista às novas dinâmicas do mercado, sem tentar “deter o curso da história”. “A complexidade do tema exige compreender como a inovação pode ser incorporada sem retrocessos, mas também sem a ilusão de que a legislação possa preservar relações que já se reconfiguraram”, afirmou o ministro.

Em agosto, durante um evento empresarial, Gilmar Mendes já havia sinalizado uma posição favorável à pejotização. Na ocasião, ele afirmou ser preciso “encerrar a insistência em modelos ultrapassados de trabalho” e indicou que o tema poderá ser votado ainda neste ano pelo Supremo.

A audiência pública desta segunda-feira reuniu representantes de trabalhadores, empresários e autoridades para debater o tema. O julgamento no STF analisará três pontos centrais:

  1. A licitude da contratação civil ou comercial de trabalhadores autônomos ou de pessoas jurídicas para prestação de serviços;
  2. A competência da Justiça do Trabalho para julgar possíveis fraudes nesses contratos;
  3. A responsabilidade pela apresentação de provas em casos de suspeita de irregularidade — se cabe ao autor da ação ou à empresa contratante.

A decisão do Supremo terá repercussão geral, ou seja, servirá como referência obrigatória para todos os casos semelhantes no país, podendo redefinir os rumos da regulação trabalhista brasileira.

Fonte: Brasil 247

Israel deporta Greta Thunberg e mais 170 ativistas detidos na flotilha

Nesta segunda-feira (6), a ativista sueca Greta Thunberg foi deportada de Israel após ser detida por integrar uma flotilha de ajuda humanitária com destino à Faixa de Gaza.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, a jovem e outros 170 participantes da missão, chamada Flotilha Global Sumud, foram escoltados até o aeroporto e enviados de volta para a Grécia e a Eslováquia.

Em nota oficial, o governo israelense classificou o ato dos ativistas como uma “manobra de relações públicas” e publicou fotos de Greta e outros integrantes durante o processo de deportação. As embarcações haviam sido interceptadas no Mar Mediterrâneo na semana passada, antes de chegarem a Gaza, em meio ao bloqueio imposto pelo Exército israelense à região.

Greta, de 22 anos, foi vista usando um suéter cinza enquanto caminhava escoltada por agentes israelenses no aeroporto. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que todos os participantes foram deportados “de forma ordenada”, negando acusações feitas por ativistas de que houve maus-tratos e humilhações durante o período de detenção.

A ação mobilizou ativistas de diferentes países europeus e também dos Estados Unidos, que participaram da missão humanitária.

O grupo buscava entregar alimentos e suprimentos médicos à população de Gaza, duramente atingida pelos bloqueios e pelos ataques na região.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram Greta caminhando ao lado de outros deportados, todos com uniformes cinza.

Fonte: DCM

Ato na Av. Paulista ecoa grito de milhões mundo afora contra genocídio em Gaza

Milhares participam de mobilização pela libertação dos ativistas da Flotilha e rompimento entre Brasil e Israel

A capital paulista é mais uma das cidades do Brasil e do mundo que realizam manifestações para exigir o fim imediato do massacre na Faixa de Gaza e a libertação dos ativistas detidos a bordo de uma flotilha humanitária sequestrada por Israel. Desde às 11h, um grupo iniciou a concentração em frente ao Museu de Artes Moderna (Masp), na Avenida Paulista. Pelo menos 16 atos acontecem neste final de semana no Brasil, alguns se estendendo até o início da semana.

Entre as centenas de pessoas que participam da mobilização, Soraya Misleh, dirigente da Frente Palestina São Paulo, ressalta que o ato é parte de toda a ampla mobilização que pede a libertação da Palestina. Mas hoje com o agravante das prisões dos ativistas da Flotilha Global Sumud.

“Passou da hora dos Estados nacionais tomarem ações mais efetivas e concretas em todo o mundo para isolar o Estado genocida de Israel. Estamos aqui para exigir a libertação dos brasileiros que estão no cárcere, nos solidarizar com todas as famílias e levantar mais uma vez a bandeira da Palestina livre, do rio ao mar e exigir a ruptura de relações de Brasil com Israel imediatamente”, disse.

Ela não acredita em mudanças com a proposta de acordo que levará o grupo militante Hamas a uma reunião com representantes dos Estados Unidos e de Israel, no Cairo, capital do Egito, neste domingo. “Apesar do ‘patrão’ Trump ter mandado parar imediatamente, Israel continua matando crianças e mulheres. Já morreram mais de 500 palestinos de fome. E ao mesmo tempo estão subjugando os ativistas do mundo inteiro, que estão nas masmorras de Israel conhecendo uma mínima realidade do que passam os milhares de prisioneiros políticos palestinos”, afirmou.

Vanessa Dias, coordenadora da Casa Marx de São Paulo e esposa de Bruno Gilga, porta-voz da delegação brasileira na Flotilha, defendeu que o governo brasileiro seja mais firme contra o genocídio dos palestinos e para exigir a libertação imediata de todos os brasileiros sequestrados por Israel. “Viemos exigir que o governo Lula garanta todas as condições de assistência aos presos. Lula precisa se posicionar publicamente sobre essa situação, isso é urgente. É preciso uma atuação muito mais firme para garantir a libertação dos presos e que o Brasil rompa definitivamente com o Estado genocida de Israel”, defendeu.

A assistente social Lilian Borges, também membro da Frente Palestina São Paulo, ressalta que é fundamental que o governo brasileiro rompa relações com Israel. “A gente entende que a situação já passou dos limites, são 77 anos de cerco ilegal de Israel sobre a Palestina e eles estão tentando aniquilar essa população. Precisamos pressionar o [presidente] Lula e o Itamaraty para que haja o rompimento das relações diplomáticas e comerciais com Israel”, afirmou.

Apesar do sol forte deste domingo, centenas de pessoas participam da mobilização em São Paulo. Edna Aguilar, membro do movimento Famílias em Resistência LGBT+ e do Núcleo Palestina do PT-SP ressalta que manifestar solidariedade é muito importante. “Venho em todas as manifestações pela Palestina, mas nessa em especial temos um grupo de brasileiros sequestrados, com quatro deles em greve de fome. Estamos muito preocupados com isso. É o mínimo que eu posso fazer em apoio aos sequestrados da Flotilha e em apoio à Palestina que sofre há décadas a colonização, o apartheid e também o genocídio”, disse.

Outros atos

Pela manhã deste domingo, também foi registrada uma manifestação pró-Palestina em Curitiba.

Fora do país, capitais europeias viveram cenários semelhantes. Centenas de milhares de pessoas foram às ruas neste sábado (4), em todo o continente com as mesmas reivindicações.

“Somos todos palestinos!”, “Palestina livre!”, “Parem o genocídio!”, repetiam manifestantes em Roma, onde uma multidão tomou as ruas pelo quarto dia consecutivo. Os organizadores anunciaram 1 milhão de manifestantes e a polícia italiana citou 250 mil participantes. Em Madri participaram cerca de 92 mil pessoas; em Barcelona, outras 70 mil; e em Paris cerca 10 mil. Em Londres, a polícia reportou 355 prisões durante uma concentração em apoio ao grupo.

Manifestantes se reuniram também em Manchester, na Inglaterra, em Bangcoc, na Tailândia, Dublin (Irlanda), Berlim (Alemanha) e Genebra (Suíça).

Ainda hoje estão previstas manifestações em Porto Alegre, nos Arcos da Redenção, e em Florianópolis, na Praça da Luz, ambas a partir das 14h.

Acordo

Neste domingo, cresceram as expectativas para um novo acordo envolvendo Hamas e Israel. Representantes das duas partes tem encontro confirmado em Cairo, capital do Egito, nesta segunda-feira (6).

“O Hamas tem muito interesse em chegar a um acordo para pôr fim à guerra e iniciar imediatamente o processo de intercâmbio de prisioneiros”, afirmou um alto dirigente do grupo, neste domingo.

O encontro parte de uma proposta apresentada nesta semana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que excluiu o Hamas das discussões.

Embora os termos do acordo tenham sido aceitos parcialmente por todas as partes desde sexta-feira (3) à noite, Israel seguiu atacando a Faixa de Gaza, matando 20 pessoas no sábado (4).

Fonte: Brasil de Fato

Lula prepara ofensiva contra jornada 6×1 e pela tarifa zero após sucesso no IR

O governo do presidente Lula (PT) quer aproveitar o impulso político após a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. O Planalto agora mira duas bandeiras populares entre trabalhadores: o fim da escala 6×1 e a implantação da tarifa zero no transporte público, projetos considerados estratégicos para ampliar o apoio à gestão. Com informações de Carolina Nogueira, do Uol.

A articulação política será coordenada pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora da PEC que propõe a redução da jornada de trabalho. Elas devem reunir líderes de partidos da base aliada, como PT, PSOL, PCdoB e PSB, para definir um texto de consenso. MDB e PSD também serão chamados às discussões.

A proposta, protocolada em fevereiro com 234 assinaturas, aguarda despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O texto reduz a jornada semanal para 36 horas, distribuídas em quatro dias de oito horas, e permite acordos coletivos para ajustes. A medida ainda precisa passar pela CCJ e por uma comissão especial antes de ir a plenário.

Em pronunciamento no Dia do Trabalhador, Lula defendeu o debate sobre redução da jornada, afirmando que é necessário “permitir um equilíbrio entre vida profissional e bem-estar”. A proposta segue experiências de países que já testam o modelo de quatro dias, com resultados positivos em produtividade e qualidade de vida.

Entidades empresariais, no entanto, se opõem à mudança. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) argumenta que a redução pode aumentar custos e afetar a competitividade de pequenas empresas. A equipe econômica avalia formas de compensação para mitigar eventuais impactos.

Paralelamente, o governo trabalha em outro projeto: a tarifa zero no transporte público. A pedido de Lula, o Ministério da Fazenda elabora um estudo de viabilidade da gratuidade integral de ônibus e metrôs. A ideia é iniciar o modelo em cidades selecionadas e expandir gradualmente até transformá-lo em política nacional.

Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a tarifa zero é uma agenda que precisa ser “nacionalizada”. Cidades administradas pelo partido, como Maricá (RJ) e Teresina (PI), já adotam a gratuidade, e prefeitos vêm sendo chamados para discutir o tema em audiências com a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos.

O deputado Jilmar Tatto (PT-SP), que coordena a Frente Parlamentar da Tarifa Zero, afirma que a principal dificuldade é a falta de subsídios municipais. “Se o governo federal entrar com parte do custeio, estados e prefeituras poderão complementar e viabilizar o modelo”, afirmou. O estudo do Ministério da Fazenda deve ser entregue a Lula ainda neste ano.

Fonte: DCM

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