ROSWELL EXISTE, ELE VEIO AQUI

Flávio Show – Funcionário dos Correio

Maceió, 12 de Abril/ 2026

A viagem pra lua chegou ao fim. A última vez que o homem foi até a lua data de 1969. Existe alguns amigos meus que não acreditam que há mais de 50 anos a tecnologia envolvida nessa aventurança não era capaz de tamanha ousadia. Confesso que me causa, tambem, dificuldades pra acreditar que no ano de 69 os americanos pousaram um fusca voador no Galeão lunar, tomaram um cafezinho no Mc Crateras Lanches sentados em cadeiras flutuantes tirando selfies da nossa Terra Plana com um telefone emprestado de Grahan Bell e enviando aos parentes no Cabo Canaveral dezenas Cartões Postais pelos Correios. Pelo sim e pelo não, ainda fico com o não, mas só até o fim dessa Reflexão, creio!

Mas vamos embarcar de volta a Terra e viajar 50 anos mais pra frente, por volta mais ou menos dos dias atuais, trazendo no banco do passageiro um cidadão de lá, que vamos chama-lo de Roswell, apresentando a nossa Ilha de Vera Cruz ao novo turista.
Ao pousar a cápsula voadora, nosso amigo foi recebido no Lago Paranoá em Brasilia por um pelotão verde oliva que mal sabia abrir a escotilha de saída dos visitantes repetindo sem parar, frases de alunos da 5° série e se empanturrando de leite condensado. Roswell achou esquisito, ignorou e saiu pela retaguarda.

Ao chegar em terra firme, no Pontão do Lago Sul, um grupo de empresários e parlamentares apresentou diversos projetos com investimentos em infraestrutura em sua terra natal, parecia um bom negócio, até ficar sabendo que tudo que ele recebesse teria que devolver a metade. Foi ali que conheceu a rachadinha à brasileira, ou seja, no contrato era um tanto, mas teria que devolver meio tanto. Disse não, deu um joinha para o Flavio Bolsonaro, virou as costas e saiu.

O tempo na Terra passa rapido e logo foi apresentado aos líderes religiosos, Malafaia, Valadão, Edir Macedo, RR Soares, Waldemiro e outros, pois ele que veio dos céus e deveria conhecer o Deus dos terráqueos ou os Deuses. Saiu de lá com 90% das suas economias no bolso e com a certeza de que a lua é o lugar mais seguro que existe pra viver. Ouviu a história de Jesus e ficou encantado em saber que um homem fez o que fez e mesmo assim seus pares o mataram, só não entendeu por que todos os líderes faziam tudo ao contrário do tal Jesus. Ouviu algumas piadas sobre sua cor esverdeada e algumas ameaças veladas que diziam que se ele fosse vermelho não voltaria vivo para o espaço e se não aceitasse Jesus como seu salvador, queimaria no inferno das galáxias. Percebeu que vários deles estavam enrolados numa bandeira branca com uma estrela azul de 6 pontas ao centro e que o clima ali era de guerra. Pegou sua bicicleta voadora, desistiu de recuperar os 10% e vazou.

Por fim, conheceu o Governante do Brasil , ouviu toda a sua trajetória, seus feitos, suas obras, ações e gestos altruístas aos seus compatriotas.
Soube que uma eleição ocorreria em breve e que o Rachador que conheceu ao chegar em terra firme era seu principal oponente.
Não conseguia compreender por que quase a metade dos brasileiros apostavam seu futuro em um terráqueo que construiu em toda sua vida política a mesma coisa que existe na lua, nada!
Roswell em pouco tempo na Terra Plana teve a certeza que existe mais lunáticos que em toda sua casa!

-Houston, Housto! Socorro!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 279

Relatório aponta propina milionária a ex-gestor do BC na gestão do bolsonarista Campos Neto

O economista Roberto de Oliveira Campos Neto, indicado pela Presidência da República para o cargo de presidente do Banco Central, durante sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Relatório do Banco Central aponta pagamentos milionários a Belline Santana e amplia cerco ao entorno de Daniel Vorcaro

Relatório interno do Banco Central (BC) aponta que Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, simulou dois contratos que somaram R$ 4 milhões para ocultar o recebimento de propina no caso Banco Master. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (10).

Segundo a apuração, os contratos foram firmados com a Varajo Consultoria, empresa de Leonardo Palhares, apontado pela Polícia Federal (PF) como operador de Daniel Vorcaro, dono do banco. A sindicância concluiu que os documentos serviram para dar aparência legal aos pagamentos.

Em um dos contratos, Belline recebeu R$ 2 milhões por um estudo de 50 páginas sobre educação financeira. O relatório afirma que o material não tinha produção autoral relevante e não justificava o valor. Para os procuradores do BC, era “pouco crível” o pagamento milionário por esse tipo de conteúdo.

Belline chefiou a supervisão bancária entre 2019 e janeiro de 2026, atravessando a gestão Roberto Campos Neto e o início da gestão Gabriel Galípolo. Ele deixou o cargo em meio à investigação interna aberta pelo Banco Central sobre o caso Master.

As conclusões da sindicância se somam ao que a PF já havia apontado em março. Segundo investigação revelada por Estadão e Times Brasil/CNBC, Belline e o ex-diretor Paulo Sérgio Neves de Souza atuavam como “consultores informais” de Vorcaro dentro do BC, com troca de mensagens, orientação sobre documentos e indícios de repasses regulares.

Contexto

O caso se soma a outras frentes de apuração sobre o Master. Documentos enviados pela Receita Federal ao Senado mostram que o banco declarou mais de R$ 543 milhões em pagamentos a 91 escritórios de advocacia entre 2022 e 2025, como mostrou a Folha de S.Paulo.

A lista inclui bancas ligadas a Viviane Barci de Moraes, Walfrido Warde, familiares de Ricardo Lewandowski e ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda. Em outra frente, também vieram a público pagamentos a Michel Temer e à empresa de Fabio Wajngarten, além de repasses ao grupo Metrópoles, ligado ao ex-senador Luiz Estevão, que teria recebido R$ 27,2 milhões

Também nesta sexta-feira (10), o ex-presidente Michel Temer confirmou que foi contratado pelo Master para prestar consultoria e atuar em uma mediação antes da liquidação da instituição. Segundo ele, houve pagamento de honorários, mas o contrato foi encerrado sem resultado, em entrevista à CNN Brasil.

Procurada pela Folha, a defesa de Leonardo Palhares afirmou que o caso está sob análise do Judiciário e que a empresa colabora com a investigação. A defesa de Vorcaro disse, em manifestação anterior, que o empresário coopera com a apuração. O BC informou que afastou os dois servidores e abriu procedimentos correcionais.

A defesa de Belline Santana não foi localizada nas reportagens citadas por esta matéria.

Fonte: ICL

Irã e EUA iniciam negociações de paz no Paquistão

Irã e Estados Unidos celebram neste sábado (11), no Paquistão, negociações de paz às quais ambas as partes chegam com desconfiança e com posições ainda distantes sobre como pôr fim a seis semanas de conflito.

O vice-presidente americano, JD Vance, encontra-se em Islamabad à frente de uma delegação que inclui o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump.

A primeira delegação a chegar ao Paquistão foi a iraniana, com mais de 70 pessoas e chefiada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país atua como mediador, recebeu tanto a delegação iraniana como o vice-presidente Vance e manifestou a sua intenção de acompanhar as duas partes para “avançar rumo a uma paz sustentável na região”.

Apesar da trégua anunciada na terça-feira, a desconfiança é mútua após seis semanas de confronto em que os Estados Unidos e Israel bombardearam centenas de alvos no Irã e mataram, entre outros, o seu líder supremo, Ali Khamenei, ao mesmo tempo que Teerã atacou em represália Israel e as monarquias árabes do Golfo.

“Temos boas intenções, mas não confiamos”, declarou Ghalibaf, citado pela televisão iraniana em sua chegada à capital do Paquistão. “Nossa experiência em negociar com os americanos sempre enfrentou fracassos e promessas não cumpridas”, afirmou.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, que também faz parte da delegação, disse ao seu homólogo alemão, em um telefonema neste sábado, que “o Irã entra nas negociações com total desconfiança devido às repetidas violações de compromissos e traições por parte dos Estados Unidos”, informou a agência Tasnim.

O vice-presidente JD Vance também se mostrou desconfiado antes de partir de Washington. “Se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa-fé, nós, certamente, estaremos dispostos a estender a mão”, afirmou Vance.

“Se tentarem brincar conosco, verão que a equipe de negociação não será tão receptiva”, acrescentou Vance antes da sua partida.

‘Nada de arma nuclear’

O Irã exige que a trégua anunciada na terça-feira com os Estados Unidos seja estendida ao Líbano, onde seu movimento aliado, o Hezbollah, trava uma nova guerra com Israel. Também pede o descongelamento de seus bens, mas nenhuma de suas reivindicações se concretizou.

Trump exige a reabertura total do Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para o comércio mundial de petróleo, praticamente bloqueada pelo Irã em represália aos ataques israelenses americanos iniciados em 28 de fevereiro.

Segundo Trump, o Irã também está interessado em reabrir essa rota marítima, por onde passa um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos, porque, caso contrário, “não tem receita”. “Vamos reabri-lo muito em breve”, insistiu.

Mas sua prioridade em Islamabad é garantir que a República Islâmica do Irã nunca tenha uma arma nuclear. Teerã nega que esse seja seu objetivo e insiste em que suas ambições nucleares são puramente civis. “Nada de arma nuclear. Isso é 99%” da negociação, afirmou Trump.

“Foi anunciado um cessar-fogo temporário, mas agora vem uma etapa ainda mais difícil: alcançar um cessar-fogo duradouro, resolver questões complicadas por meio de negociações”, havia declarado anteriormente o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.

Frente libanesa

Entretanto, Israel continuou na sexta-feira seus bombardeios no Líbano contra o movimento pró iraniano Hezbollah, apesar da exigência de Teerã de que os interrompa imediatamente.

Israel insiste que o cessar-fogo não abrange o Líbano. O embaixador israelense nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, disse que seu país conversará com o governo libanês em Washington, mas que não discutirá uma trégua com o Hezbollah.

Israel lançou ataques intensos e uma incursão terrestre no Líbano depois que, em 2 de março, o Hezbollah se somou ao conflito disparando projéteis contra Israel.

A Presidência libanesa confirmou que o diálogo com Israel será realizado na terça-feira em Washington, depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deu luz verde às “negociações diretas”.

O Hezbollah rejeitou as conversas e pediu ao Líbano que não faça “concessões gratuitas a Israel”. Um deputado do Hezbollah, Hassan Fadlallah, reafirmou neste sábado a rejeição do movimento a qualquer negociação direta entre o Líbano e Israel.

Essas negociações representam “uma violação flagrante” da Constituição e “agravam as divisões internas em um momento em que o Líbano precisa mais do que nunca de solidariedade e unidade interna para enfrentar a agressão israelense”, declarou o deputado em um comunicado.

As autoridades libanesas afirmam que as semanas de hostilidades deixaram mais de 1.950 mortos. Só na quarta-feira, 350 pessoas morreram nos ataques israelenses, o primeiro dia da trégua entre os Estados Unidos e o Irã.

Em Islamabad, todas as vias de acesso ao Hotel Serena, local previsto para as negociações, foram fechadas com segurança reforçada, enquanto uma enorme faixa e letreiros digitais ao longo da rua anunciam os “Diálogos de Islamabad”.

Em Teerã, um habitante de 30 anos declarou à AFP que se sente cético em relação às negociações e considerou que quase tudo o que Trump diz é “puro barulho e absurdo”.

Fonte: ICL

Datafolha: Lula lidera com 39% e Flávio Bolsonaro tem 35%

Lula mantém a liderança, com 39%, mas Flávio Bolsonaro oscilou positivamente dois pontos, de 33% para 35%. Pesquisa é a primeira após a confirmação de Ronaldo Caiado como pré-candidato do PSD.

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (7) pelo jornal “Folha de S.Paulo” confirma a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições para presidente. Nas simulações de segundo turno, Lula perdeu vantagem e agora empata com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno.

Nas menções espontâneas para o primeiro turno, quando o entrevistado não tem acesso à lista de pré-candidatos, Lula ainda lidera as intenções de voto, oscilando de 25% para 26%, na pesquisa anterior, de março. Já o senador Flávio Bolsonaro avançou quatro pontos, de 12% para 16%.

Quando os nomes dos pré-candidatos são mostrados ao eleitor, Lula mantém a liderança, com 39%, mas Flávio Bolsonaro oscilou positivamente dois pontos, de 33% para 35%. Isso aponta uma tendência de empate técnico no limite da margem de erro, segundo os dados, a curva do senador é ascendente e a do presidente, estagnada.

Veja os números da pesquisa estimulada no 1º turno

  • Lula (PT): 39%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 35%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 5%
  • Romeu Zema (Novo): 4%
  • Renan Santos (Missão): 2%
  • Aldo Rebelo (DC): 1%
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
  • Em branco/nulo/nenhum: 10%
  • Não sabem: 4%

Na pesquisa anterior, de março, Lula liderava os cenários de primeiro turno, com índices que variavam entre 38% e 39%. O senador Flávio Bolsonaro variava entre 32% e 34%

Essa é a primeira pesquisa do Datafolha após a confirmação do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como pré-candidato do PSD. Ele tem 2% de citações.

O levantamento também passou a incluir o ex-deputado Cabo Daciolo, pré-candidato pelo Mobiliza. Os nomes de Ratinho Junior e Eduardo Leite não aparecem mais.

Além das intenções de voto, o Datafolha mediu a rejeição dos candidatos. O instituto ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 7 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos e o nível de confiança é de 95%.

Fonte: G1

Governador Paulo Dantas anuncia cronograma de pagamento do saldo residual do Fundef

O Governo de Alagoas oficializou nesta semana o cronograma de pagamento do saldo residual referente à segunda parcela dos precatórios do Fundef. Ao todo, 23.063 professores que atuaram na rede estadual entre 1998 e 2006 serão contemplados com o crédito em conta no dia 15 de abril.

A iniciativa é da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

O montante destinado a este pagamento residual é de R$ 39 milhões. Este valor integra o histórico de repasses que, somando todas as parcelas pagas entre 2024 e o planejamento de 2026, totaliza R$ 412.491.919,23 investidos diretamente no servidor (pessoal).

A secretária de Estado da Educação, Roseane Vasconcelos, destacou que o processo segue os critérios da Lei 9.362/2024, garantindo que profissionais ativos, aposentados, exonerados e herdeiros recebam os valores devidos conforme o tempo de serviço no período de vigência do fundo.

O legado dos 40%

Além do rateio direto aos docentes, o Governo de Alagoas cumpre a aplicação dos 40% dos precatórios na infraestrutura da rede estadual, com foco na expansão física das unidades.

Em 2024, foram aplicados R$ 36.712.136,02 na construção de novas escolas por meio do programa Escola do Coração. Em 2025, o investimento nesta frente de trabalho saltou para R$ 97.916.046,83. Somando os restos a pagar e previsões para 2026, o investimento total na construção de novos prédios escolares já atinge R$ 168.269.742,80

Fonte: TNH1

Trama golpista: Exército prende três militares condenados após ordem de Moraes

O Exército prendeu três militares condenados no núcleo 4 na trama golpista nesta sexta-feira (10), após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O grupo reúne sete réus acusados de disseminar notícias falsas para criar instabilidade institucional. Dois condenados seguem foragidos no exterior.

Foram presos o major da reserva Ângelo Denicoli, no Espírito Santo, o subtenente Giancarlo Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Almeida, em Brasília. Denicoli ficará no 38º Batalhão do Exército, em Vila Velha (ES), enquanto os outros dois cumprem pena em unidade militar na capital federal. A custódia é de responsabilidade do próprio Exército.

O coronel Reginaldo Abreu está nos Estados Unidos e não foi localizado. Outro condenado, Carlos César Moretzsohn Rocha, está no Reino Unido e também não foi preso. Ambos são considerados foragidos.

O agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet, que estava preso desde 2024, passou a cumprir pena definitiva nesta sexta-feira (10). Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército, também integra a lista de condenados no núcleo 4.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, os réus utilizaram a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos e disseminar informações falsas contra o processo eleitoral, instituições e autoridades. Militares cumprem pena em instalações militares, enquanto a Polícia Federal é responsável pela prisão dos demais condenados e pelo encaminhamento a presídios civis.

As penas definidas pelo STF variam de 7 anos e 6 meses a 17 anos de prisão, além de multa. O tribunal também determinou o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, a inelegibilidade dos réus, a perda de cargo de Bormevet e o envio do caso ao Superior Tribunal Militar para análise sobre a situação dos oficiais, além da continuidade de investigações relacionadas ao caso.

Fonte: DCM

Trump recua de ataque ao Irã e anuncia cessar-fogo de duas semanas

Após ameaças de extermínio, presidente dos EUA afirma ter suspendido bombardeios a pedido do Paquistão, mas exige a abertura imediata do Estreito de Ormuz

pós ameaças de aniquilação total contra o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão dos ataques por um período de duas semanas. A declaração, feita por meio de suas redes sociais, condiciona a trégua à reabertura do Estreito de Ormuz e cita a mediação de líderes paquistaneses.

O anúncio foi feito pouco mais de uma hora antes do prazo autoimposto de 20h (horário do leste dos EUA) para iniciar sua ofensiva bélica. Segundo Trump, a decisão de recuar ocorreu depois de diálogos com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e o marechal de campo Asim Munir. O presidente estadunidense afirmou que eles “solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva que seria enviada esta noite ao Irã”.

Trump exigiu que a República Islâmica concorde com a “abertura COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz”. Caso a exigência seja cumprida, o presidente declarou que o recuo representará “um CESSAR-FOGO de ambos os lados!”.

Para justificar a mudança repentina de postura, Trump alegou que os EUA já atingiram suas metas na região. “O motivo para fazer isso é que já alcançamos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados com um Acordo definitivo sobre a PAZ a longo prazo com o Irã”, escreveu.

O mandatário revelou ainda que Washington recebeu uma “proposta de 10 pontos” de Teerã, a qual ele considera uma “base viável para negociar”. Segundo a postagem, quase todos os pontos de atrito histórico entre os dois países já teriam sido pacificados, e o prazo de duas semanas servirá para que o acordo seja “finalizado e consumado”.

Adotando um tom diplomático diferente de seus pronunciamentos anteriores, Trump encerrou a mensagem assumindo o papel de fiador da estabilidade regional. “Em nome dos Estados Unidos da América, como Presidente, e também representando os Países do Oriente Médio, é uma Honra ter este problema de longo prazo perto da resolução”, concluiu.

A postagem de Trump

Confira abaixo a tradução livre da postagem de Donald Trump no Truth Social:

“Com base nas conversas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais eles me solicitaram que suspendesse o envio de forças destrutivas ao Irã esta noite, e desde que a República Islâmica do Irã concorde com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas.”

“Este será um cessar-fogo bilateral!

“O motivo para isso é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em um Acordo definitivo sobre a PAZ a longo prazo com o Irã e a PAZ no Oriente Médio. Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para a negociação. Quase todos os pontos de discórdia anteriores foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o Acordo seja finalizado e concluído.”

“Em nome dos Estados Unidos da América, como Presidente, e também representando os países do Oriente Médio, é uma honra ter este problema de longa data perto de ser resolvido.”

Posição do Irã

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, divulgou uma declaração em nome do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã afirmando que “se os ataques contra o Irã forem interrompidos, nossas Poderosas Forças Armadas cessarão suas operações defensivas”.

Ele também sugeriu que o Estreito de Ormuz pode ser reaberto em breve. “Durante um período de duas semanas, a passagem segura pelo Estreito de Ormuz será possível mediante coordenação com as forças armadas do Irã e levando em consideração as limitações técnicas”, acrescentou Araghchi.

Fonte: Revista Fórum

Flávio Bolsonaro é denunciado por propaganda eleitoral antecipada em igreja evangélica

Movimento Brasil Laico pede a inelegibilidade de Flávio por abuso de poder religioso

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), foi denunciado, nesta terça-feira (7), pelo Movimento Brasil Laico à Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo por propaganda eleitoral antecipada em igreja evangélica. A denúncia cita a ida do senador à Assembleia de Deus – Ministério do Belém, em São Paulo, nesta segunda-feira (6), como um “sequestro do púlpito para fins eleitorais”.

Além de Flávio, são denunciados o pastor José Wellington Bezerra da Costa e a Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB).

Flávio Bolsonaro esteve na Assembleia de Deus e publicou, em suas redes sociais, um vídeo em que aparece se ajoelhando e recebendo uma oração do bispo José Wellington Bezerra da Costa diante de ao menos 40 pastores.

Na oração, o bispo fez referência direta ao futuro político do senador: “Que o Senhor o leve para ser presidente da nossa nação. Que ele tenha graça e nasça do céu” declarou. Após a oração, Flávio discursou no palco da igreja.

A representação do Movimento Brasil Laico defende que o ato configura propaganda eleitoral antecipada e violação da norma que proíbe propaganda em templos, considerados bens de uso comum. O movimento argumenta que a cessão do altar e do microfone a um pré-candidato constitui uma doação estimável em dinheiro por entidade religiosa, conduta terminantemente proibida pela Lei das Eleições.

“Um palanque eleitoral não se converte em altar pela simples invocação do nome de Deus”, afirma o texto da representação.

Na denúncia, o movimento afirma ainda que a “materialidade do ilícito é incontestável”. “Em nenhum momento da oração há ambiguidade: o líder religioso, diante de uma plateia de pastores, líderes e obreiros, invoca a divindade para que conduza o senador ao cargo de Presidente da República. A expressão ‘o desejo do nosso coração’ revela que o líder fala em nome da entidade e de seus fiéis, e não a título estritamente pessoal”, descreve.

Ação pede inelegibilidade de Flávio Bolsonaro

O Movimento Brasil Laico também solicita a inelegibilidade por oito anos do senador Flávio Bolsonaro e do pastor José Wellington Bezerra da Costa, além da imposição da multa máxima à CGADB e ao pré-candidato.

A denúncia ressalta que este não é um caso isolado, mas parte de um padrão recorrente de instrumentalização de templos evangélicos, citando inclusive uma denúncia anterior feita pela mesma associação envolvendo a Assembleia de Deus Brás e o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE).

Campanha ‘eleições laicas’

A fiscalização e denúncia da propaganda eleitoral em templos religiosos fazem parte de um conjunto de ações da campanha “eleições laicas”, criada pela Resolução 02/2026, de 22 de março de 2026, da Diretoria Executiva da entidade.

A associação entende que a proteção à laicidade do Estado passa, necessariamente, pela fiscalização rigorosa e denúncia da propaganda eleitoral em templos, uma vez que é por meio da transformação de templos em “currais eleitorais” que as igrejas elegem quem ataca o Estado laico.

Fonte: ICL

“A educação depois de Gaza” (ou “A barbárie sem Adorno”)

Por Eudes Baima, professor, doutor e mestre em Educação Brasileira:

Em A educação Depois de Auschwitz, Theodor Adorno, embora num viés idealista, formula, como exigência para que a barbárie não se repita, a necessidade de uma educação capaz de prevenir o preconceito e a “frieza” social que tornaram o genocídio possível. 

O que Adorno não intuiu é que tal educação não pode ser produto da “boa consciência” e da pura deliberação dos homens e mulheres de boa vontade, mas da transformação radical das condições nas quais se engendraram a frieza social que tornou possível o genocídio nazista.

Mesmo assim, A Educação Depois de Auschwitz precisa ser retomado, talvez na forma da *Educação Depois de Gaza*.

Quem não consegue enxergar o genocídio perpretado pelo Estado de Israel como algo só possível diante da indiferença do mundo (a frieza social de que fala Adorno), incluindo aí a Rússia, a China e os BRICS? 

Consequência e continuidade lógica da destruição dos palestinos em Gaza, a ameaça de “matar toda uma civilização esta noite” deveria nos alertar para tal releitura de A Educação Depois de Auschwitz… à condição de que se entenda esta “Educação Depois de Gaza” no contexto da derrota do imperialismo que arrasta, não apenas a milenar civilização persa, mas toda a civilização para a morte.

Eudes Baima, depois de uma noite assustadora.

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