Pai espanca professor após filha ser repreendida por usar celular em aula

Um professor de 53 anos foi brutalmente agredido dentro do Centro Educacional 4 (CED 4), no Guará, Distrito Federal, após chamar a atenção de uma aluna que usava o celular durante a aula. O episódio ocorreu na manhã de segunda-feira (20) e terminou com o pai da estudante, identificado como Thiago Lênin Sousa, desferindo nove socos na cabeça do docente, que ficou com o olho roxo e hematomas nas costas, veja o vídeo.

De acordo com o relato do professor, a confusão começou quando ele pediu que a aluna parasse de usar o telefone e copiasse o conteúdo do quadro. A estudante teria se irritado e acionado o pai, que foi até a escola tirar satisfação. Minutos depois, Thiago entrou na unidade e atacou o educador dentro da sala da coordenação, diante de outros funcionários e alunos.

As câmeras de segurança do colégio registraram toda a agressão. Nas imagens, é possível ver o homem desferindo uma sequência de golpes enquanto o professor tenta se proteger. Em um momento de desespero, a própria filha do agressor tenta impedir as agressões, aplicando um “mata-leão” no pai para contê-lo. Outras três estudantes também presenciaram a cena.

Após o ataque, Thiago Lênin Sousa foi encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), onde assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) — documento usado em casos de crimes de menor potencial ofensivo. Ele vai responder em liberdade pelos crimes de lesão corporal, injúria e desacato.

ABSURDO | No DF, um professor de 53 anos foi agredido com socos pelo pai de uma aluna após pedir que a estudante parasse de mexer no celular durante a aula. Câmeras de segurança registraram quando o homem invade a sala da coordenação e ataca o educador, que ficou com um olho roxo… pic.twitter.com/zkhuusWZFp

— Rádio 93.3FM – RJ (@93FmGospel) October 21, 2025

Agressor disse que professor xingou filha

Durante o depoimento, o agressor alegou que a filha o havia informado que o professor teria xingado a estudante, e admitiu que “partiu para cima” do docente, mas negou ter feito ameaças. Procurado pela imprensa, ele disse que não vai se manifestar sobre o caso.

O professor, que recebeu atendimento médico após o episódio, afirmou que ainda está abalado com a violência sofrida e classificou a situação como “inacreditável”.

Nota da Secretaria

Em nota, a Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que a Coordenação Regional de Ensino do Guará está acompanhando o caso e que a Corregedoria da pasta vai apurar os fatos. O órgão também determinou o reforço da segurança na entrada e saída dos alunos, com apoio do Batalhão Escolar.

“A Secretaria repudia qualquer forma de violência no ambiente escolar e reafirma o compromisso de garantir um espaço seguro, acolhedor e respeitoso para toda a comunidade”, diz o comunicado oficial.

Fonte: ICL

Parlamentares assinaram pelo menos 2.000 proposições redigidas por lobistas

A nove quilômetros do Congresso, em uma mansão no Lago Sul de Brasília, Gabriel Lemos de Andrade Pereira, 40 anos, despacha. Ele não é parlamentar nem servidor, mas é o autor oculto de ao menos 104 projetos, emendas e requerimentos apresentados por deputados e senadores nos últimos seis anos.

Pereira é funcionário do Instituto Pensar Agro, que defende interesses do agronegócio, e integra um grupo de lobistas com acesso privilegiado ao poder.

Nos últimos dois meses, o UOL analisou 345 mil documentos do Congresso, com a ajuda de um software estatístico, e identificou cerca de 2.000 proposições (projetos de lei, requerimentos e outras medidas) redigidas por lobistas desde 2019 —os textos receberam o aval de parlamentares de diferentes partidos.

Entre eles, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Há quatro anos o deputado incluiu, em uma medida provisória que tratava de isenções fiscais na pandemia, uma emenda que mudou a tributação das bets no país. O texto acabou reduzindo os impostos dessas empresas.

Quem redigiu originalmente o texto, no entanto, foi uma advogada de escritório que trabalhava para empresas de jogos.

Veja reportagem completa no Uol:

https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2025/10/20/parlamentares-assinaram-pelo-menos-2000-proposicoes-redigidas-por-lobistas.htm

Israel rompe cessar-fogo e assassina 97 palestinos em Gaza

Trégua foi violada mais de 80 vezes

O exército israelense violou o cessar-fogo na Faixa de Gaza em ao menos 80 ocasiões desde que o acordo entrou em vigor, resultando na morte de 97 palestinos e deixando outros 230 feridos, segundo informações divulgadas pelo Gaza Media Office e citadas pela rede Al Jazeera.De acordo com a reportagem publicada pela emissora iraniana HispanTV, as ofensivas militares de Israel voltaram a escalar no último domingo (19), quando uma série de bombardeios deixou pelo menos 45 palestinos mortos em poucas horas. Após os ataques, o próprio exército anunciou que havia “restaurado o cessar-fogo”, alegando que suas ações foram uma resposta a suposta violação do acordo pelo Movimento de Resistência Islâmica Palestina (Hamas).

Israel alega retaliação; Hamas nega envolvimento

As forças israelenses afirmaram que o Hamas teria atacado tropas em Rafah, no sul de Gaza, provocando a morte de dois soldados. No entanto, o movimento palestino rejeitou a acusação e reafirmou seu compromisso com a trégua.

Em declaração oficial, Izzat al-Rishq, integrante do gabinete político do Hamas, acusou Israel de distorcer os fatos. Segundo ele, o país “continua a violar o acordo e fabrica pretextos frágeis para justificar seus crimes”.

Pressão internacional

A suspensão temporária dos ataques israelenses teria ocorrido após pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pediu a Israel moderação para evitar o colapso do acordo. Em discurso no domingo, Trump afirmou acreditar que o cessar-fogo em Gaza “permanece em vigor” e destacou que Washington trabalha para garantir que a situação siga “muito pacífica”.

Já o vice-presidente J.D. Vance admitiu que o cenário é “complicado”, sobretudo diante da escalada militar no sul do enclave palestino.

Acordo sob risco

O cessar-fogo em Gaza, proposto por Trump, prevê a libertação de prisioneiros israelenses, a retirada gradual das tropas de Israel do território e a entrada de ajuda humanitária. O plano foi anunciado em 8 de outubro e representou a primeira fase de um esforço para encerrar dois anos de ofensiva militar.

Desde o início da agressão israelense, em outubro de 2023, o Ministério da Saúde de Gaza contabiliza 68.159 palestinos mortos e mais de 170 mil feridos. Apesar da promessa de trégua, a crise humanitária se agrava com a suspensão da entrada de suprimentos essenciais e o avanço das tensões entre Estados Unidos, Israel e grupos palestinos.

Fonte: Brasol 247

Israel retoma ataques aéreos e dificulta ajuda humanitária em Gaza

Exército israelense realizou ataques aéreos neste domingo (19) na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, após acusar o grupo palestino Hamas de romper o acordo de cessar-fogo firmado no início de outubro. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou ter ordenado “medidas enérgicas” contra alvos considerados terroristas por ele. O Hamas negou as acusações e afirmou continuar comprometido com o armistício.

Em comunicado, o gabinete de Netanyahu informou que a decisão foi tomada após consultas com o ministro da Defesa e altos funcionários de segurança. Segundo as Forças Armadas de Israel, militantes do Hamas dispararam mísseis antitanque contra bases militares israelenses próximas à rota de ajuda humanitária em Rafah. Em resposta, o exército bombardeou túneis e áreas de onde os ataques teriam partido.

O braço armado do Hamas, a Brigada Ezzedine Al-Qassam, contestou a versão israelense. Em nota, o grupo afirmou não ter participado de confrontos e garantiu cumprir o cessar-fogo “em todas as áreas da Faixa de Gaza”. O movimento também informou ter recuperado o corpo de mais um refém israelense, mas disse que só o entregará “se as condições em campo permitirem”.

Escalada e vítimas

A Força Aérea israelense também lançou ataques em outras partes de Gaza, inclusive na cidade de Jabalya, ao norte, onde, segundo a mídia árabe, três pessoas foram mortas. O Exército israelense alega que o Hamas violou o acordo diversas vezes ao atacar posições além da chamada “linha amarela”, limite estabelecido pelo tratado de paz.

A trégua, mediada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por países da região, previa a libertação de reféns pelo Hamas — 20 vivos e 28 mortos. O grupo entregou todos os sobreviventes e dez corpos, alegando não ter conseguido localizar os demais devido à destruição causada pelos bombardeios.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, pediu a retomada total dos combates. “A ilusão de que o Hamas cumpriria o acordo é perigosa. O grupo deve ser completamente aniquilado”, declarou.

O enviado de paz norte-americano, Steve Witkoff, deve chegar ao Oriente Médio na próxima semana para tentar preservar o cessar-fogo.

Passagem de Rafah segue fechada

Israel confirmou neste domingo a identificação de dois reféns cujos corpos foram devolvidos pelo Hamas: o fotojornalista e motorista voluntário Ronen Engel, de 54 anos, e o trabalhador agrícola tailandês Sonthaya Oakkharasri, ambos mortos durante os ataques de 7 de outubro de 2023.

O governo israelense também devolveu os corpos de 15 palestinos a Gaza, totalizando 150 desde o início do acordo. A devolução dos reféns mortos tornou-se um dos pontos mais sensíveis da trégua, e Israel mantém a passagem de Rafah — principal porta de entrada do território — fechada até que todos os corpos sejam recuperados.

“O primeiro-ministro determinou que a passagem de Rafah permaneça fechada até novo aviso”, informou o gabinete de Netanyahu. “Sua reabertura será considerada com base no cumprimento do Hamas de sua parte no acordo.”

O Hamas, por sua vez, alertou que o bloqueio da fronteira “atrasará significativamente” a recuperação dos restos mortais. Agências humanitárias internacionais pediram a reabertura imediata do ponto de passagem, essencial para o envio de alimentos, combustível e medicamentos à população de Gaza.

Conflito prolongado

Desde o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, o conflito já deixou mais de 68 mil mortos em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local, número considerado confiável pelas Nações Unidas. Mais da metade das vítimas são mulheres e crianças. Do lado israelense, 1.221 pessoas morreram nos ataques iniciais, a maioria civis.

O cessar-fogo, que vinha reduzindo os confrontos, agora enfrenta seu momento mais crítico desde a assinatura. Enquanto Israel acusa o Hamas de descumprir o acordo, o grupo palestino sustenta que as ações israelenses ameaçam encerrar de vez a frágil trégua.

Fonte: Revista Fórum

Líder do MST diz que brigadas de militantes devem ir à Venezuela

João Pedro Stédile afirma que movimentos populares da América Latina estão se organizado para apoiar Nicolás Maduro; ainda não há definição de como será a ação dos militantes

O dirigente nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), João Pedro Stédile, afirmou na 5ª feira (16.out.2025) que brigadas de militantes da América Latina estão se organizando para irem à Venezuela diante da tensão com os Estados Unidos.

Stédile disse, em entrevista à Rádio Brasil de Fato, que a decisão foi tomada durante o Congresso Mundial em Defesa da Mãe Terra, na capital venezuelana, Caracas. O evento, realizado de 8 a 10 de outubro, reuniu delegações de 65 países.

“Eu cheguei a colocar em votação na Assembleia do Congresso, que nós, movimentos da América Latina, vamos fazer reuniões e já estamos fazendo consultas para, no menor prazo possível, para organizar brigadas internacionalistas de militantes de cada um dos nossos países para ir à Venezuela e nos colocarmos à disposição do governo e do povo venezuelano”, disse o líder do MST.

Segundo Stédile, os militantes não têm formação militar, mas podem “fazer mil e uma coisas, desde plantar feijão e fazer comida para os soldados a estar ao lado do povo se houver uma invasão militar dos Estados Unidos”.

Procurada pelo Poder360, a assessoria de imprensa do MST disse neste sábado (18.out) que a organização das brigadas internacionalistas ainda está sendo debatida pelo conjunto da direção nacional do movimento. “Não há uma definição ainda encaminhada de como essa colaboração vá proceder”, declarou.

“O MST já tem brigadas na Venezuela, mas com fins de avanço em processos de produção agroecológica, como é o Projeto Gran Pátria del Sur, implementado desde o ano passado para aumentar a produção de alimentos saudáveis em intercâmbio fomentando a experiência que as famílias agricultoras sem terra detém desse tipo de produção”, afirmou.

PF avança em investigação sobre o pastor Malafaia por ataques ao STF

A operação da Polícia Federal (PF) sobre o pastor Silas Malafaia autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), avança, e completará dois meses nesta segunda-feira. Durante a ação, foram apreendidos o celular, documentos e o passaporte do religioso. Com informações de Andreza Matais, no Metrópoles.

Malafaia é suspeito de integrar o grupo que articulou ataques ao STF e negociações para que os Estados Unidos praticassem atos hostis contra o Brasil. Ele também foi proibido de ter contato com Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo, ambos investigados no mesmo inquérito.

O inquérito, que apura coação contra a Corte, identificou que o pastor participou da criação, produção e disseminação de ataques a ministros do STF. Segundo a PF, as ações foram coordenadas, de forma intensa, e direcionadas ao público sob sua influência.

Alexandre de Moraes, ao autorizar as investigações, destacou que os diálogos mostram Malafaia com papel de liderança nas ações do grupo investigado. O objetivo das ações seria coagir ministros e autoridades brasileiras, incluindo tentativas de obstrução da Justiça.

O celular do pastor já passou por perícia, mas até o momento não há informações detalhadas sobre os resultados. A PF segue apurando as condutas e o alcance das articulações do líder religioso.

Silas Malafaia nega qualquer envolvimento nas ações e acusa Moraes de perseguição religiosa. Apesar das acusações, ele mantém sua atuação como pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e figura como aliado político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A investigação é parte de um inquérito mais amplo que apura coação contra o STF e envolve outras lideranças políticas e religiosas. O trabalho da PF busca esclarecer o papel de cada participante e coletar provas sobre a tentativa de influência externa e interna contra o país.

As apurações continuam e não há previsão de conclusão. A operação tem repercussão nacional por envolver um líder religioso de grande influência e aliados de políticos de destaque, aumentando a atenção da sociedade e da imprensa sobre o caso.

Fonte: DCM

CRIANÇAS MALVADAS

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 19 de Outubro/ 2025

Na semana do dia das crianças, os filhos do Inelegível não ficaram muito felizes. Eduardo Bolsonaro e seu coleguinha Paulo Figueiredo fizeram birra por não terem sido convidados para a reunião com Marco Rubio, Secretário do Trump, que preferiu receber o Chanceler de Lula, Mauro Vieira em Washington pra tratar sobre o Tarifaço. Ao final Mauro Vieira e Marcos Rubio disseram que a reunião foi positiva e que em breve Lula e Trump se encontrarão. Restou ao Dudu Bananinha afogar as mágoas em um balde de sorvete na esquina da Casa Branca.
Outra criança da familia sofreu mais ainda, Laurinha que tambem é filha do Inelegível completou mais um ano de vida e sua festa foi na prisão onde seu pai está, ou seja, na sua casa no Jardim Botânico em Brasilia. Para a festa acontecer o Ministro Xandão teve que autorizar a entrada de algumas pessoas e entre elas estava a Senadora Damares Alves. Imagine uma menina completando 15 anos e ter a Damares em sua festa repetindo por todos os cômodos da prisão que menino veste azul e menina veste rosa ao saber que o tema da festa era sobre o filme as “Branquelas”, que conta a história de dois policiais disfarçados de mulheres para resolver um crime. Realmente, Xandão é um torturador e não pode descer para o Play.

Nessa semana tambem um novo plano de reestruturação dos Correios foi apresentado pelo Presidente da Estatal. Emanuel Rondon avalia que um empréstimo de 20 bilhões ergueria a Empresa. Bastou acabar o anúncio que um monte de crianças da mídia tradicional, muito peraltas e “istudiosas” no assunto apontassem os canhões liberais feitos de Lego a favor da venda dos Correios. Eles não entenderam, na verdade, fingem não entender que os serviços prestados pela Empresa tem como finalidade atender a sociedade,; tão somente isso e que o lucro é secundário.
Os liberias infantis da Globo Valdo Cruz e Joel Pinheiro ensaiaram de brincar de “pique entrega” aos moldes FHC, quando o ex Presidente comandava a onda da privataria tucana na década de 90, entregando grandes estatais numa “amarelinha” que só os ricos ganhavam e entre elas a Vale e a Telebras.
Brincadeira tem hora, né!

A pergunta mais perguntada nas redes é a mesma em todas as oportunidades que o “tal mercado” , nada brincalhão, assiste a possibilidade de abocanhar uma fatia do recheado bolo do Estado. “Quem vai pagar o empréstimo?”. A resposta ensaiada na fila do algodão doce é a mesma, o cidadão! Valdo e Joel são crianças levadas, alimentados pela ganância de que o privado é melhor que o público e inflam esse clichê em rede nacional, “nós vamos pagar a conta”, mas não conseguiram dizer quem das concorrentes dos Correios assumiria a piscina de bolinhas com mais de 5000 municípios que não geram receita com o serviço postal.
Será que eles acham que o Jeff Bezzos, instalará uma agência da Amazon no município de Serra da Saudade em Minas Gerais, que tem a menor população do Brasil com cerca de 800 pessoas só porque acha a cidade bonitinha? Será que o Joel Pinheiro e o Valdo Cruz cré que a Fedex vai instalar uma agência na ilha de Fernando de Noronha para atender os 3000 “náufragos” que lá residem, só para devolver as capinhas de celular que vieram em cor trocada do senhor Wilson ? Será que os “jornalistas” globais acham que Forrest Li construirá uma agência da Shopee de bambu e palha no formato de oca no município São Gabriel da Cachoeira, conhecido como a “Cabeça do cachorro” no Amazonas, onde 90% da população é composta por indígenas, só porque gostam de brincar de índio?
Tirem as crianças da sala, digo, da TV, pois ta cheio de palhaço sem graça ao vivo 24horas por dia, fazendo piada que só o rico ri.

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 253

centenas de milhares de manifestantes saem às ruas nos EUA contra Trump

Mobilizações em mais de 2.600 cidades criticam políticas de imigração, educação e segurança do governo; republicanos chamam atos de “manifestações antiamericanas”.

Os primeiros protestos da campanha “No Kings” começaram neste sábado (18) nos Estados Unidos e em várias cidades do mundo, marcando o início de uma das maiores mobilizações populares desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca.

Organizadores estimam mais de 2.600 atos em todas as regiões americanas, com marchas também em Londres, Madri e Barcelona, em resposta ao que chamam de uma “guinada autoritária” do governo. Os manifestantes criticam políticas de imigração, segurança e educação, além de cortes de verbas para universidades e a presença da Guarda Nacional em grandes centros urbanos.

“Não há nada mais americano do que dizer ‘nós não temos reis’ e exercer nosso direito de protestar pacificamente”, afirmou Leah Greenberg, cofundadora do movimento progressista Indivisible, responsável pela organização dos atos.

Em Washington, manifestantes se reuniram perto do Cemitério Nacional de Arlington, próximo à área onde Trump planeja construir um arco monumental ligando o Memorial Lincoln à margem oposta do rio Potomac.

Oposição cresce com apoio político e popular

O movimento recebeu apoio de Bernie Sanders, Alexandria Ocasio-Cortez e da ex-secretária de Estado Hillary Clinton, além de dezenas de celebridades. A ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) treinou milhares de voluntários para atuar como monitores e evitar confrontos.

Pesquisadores de movimentos sociais preveem que os atos deste sábado possam se tornar os maiores protestos da história recente dos EUA, com até 3 milhões de participantes, segundo Dana Fisher, professora da Universidade Americana de Washington.

“Essas manifestações podem não mudar as políticas de Trump, mas fortalecem a identidade coletiva de quem se sente perseguido ou silenciado”, afirmou Fisher.

Uma manifestante carrega um cartaz enquanto participa do protesto “No Kings” no cruzamento das ruas 14th e U, antes de marchar até o National Mall, em Washington, neste sábado, 18 de outubro de 2025. — Foto: Jose Luis Magana / AP

Reação republicana e tensão política

Enquanto os protestos se espalhavam, republicanos reagiram com críticas. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, classificou os atos como “comícios antiamericanos”, apelidados dentro do partido de “Hate America rallies”.

“Eles vão se reunir no National Mall para o que chamam de No Kings Rally. Nós preferimos o termo mais preciso: o comício do ódio à América”, declarou Johnson.

Outros aliados de Trump acusaram a oposição de estimular violência política, lembrando o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, aliado do presidente, em setembro.

Trump, por sua vez, minimizou os protestos. Em entrevista à Fox Business, afirmou: “Dizem que me chamam de rei. Eu não sou um rei”.

Fonte: G1

Empresa descumpre liminar e invade quilombo no Tocantins

Há pelo menos dois anos, quilombolas sofrem com invasões e ameaças em seu território

Há pelo menos dois anos, os moradores da comunidade do Quilombo Rio Preto, em Lagoa do Tocantins (TO), sofrem com a invasão dos seus territórios. Na mais nova investida, os invasores, identificados como funcionários da empresa Lagoa Dourada Participações e Serviços S/C Ltda., aterraram um brejo que era de uso da comunidade.

“As pessoas pegam água nele para beber”, conta Alice*, moradora da área. Nas imagens feitas por moradores, é possível ver um trecho do córrego totalmente coberto por terra, interrompendo o fluxo das águas.

A ação da empresa teve início no dia 30 de setembro. Os moradores da comunidade procuraram a Polícia Civil e registraram boletim de ocorrência denunciando a empresa Lagoa Dourada por crime ambiental e continuidade da prática de esbulho possessório.

De acordo com relatos dos quilombolas, os funcionários usaram uma retroescavadeira para lançar entulho no brejo e tornar o local transitável para veículos. Eles acreditam que a ação visa constranger e ameaçar os moradores da comunidade.

“O brejo ficou sujo. Atrapalha o curso natural da água”, conta Alice. Ela pede para ter o nome mantido em sigilo, porque já recebeu ameaças. Não apenas ela, mas muitos moradores da área se sentem intimidados e temem serem vítimas de violências.

O medo tem fundamento, afinal, desde 2023 a comunidade é alvo de investidas agressivas dos invasores. Na ocasião, quatro casas foram incendiadas. Algumas foram totalmente destruídas.

“Eles pegaram a casa, cortaram e juntaram tudo (…). Tocou gasolina e tocou fogo”, contou Dalva, nome fictício de uma moradora que pede para não ter a identidade revelada por medo de retaliações, em entrevista ao Brasil de Fato em fevereiro de 2025. “E aí quando os quilombolas chegaram lá, filmaram. Ainda tinha fumaça”, disse.

A Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (Coeqto) publicou uma nota denunciando o caso recente.

“Mesmo diante de sentença judicial que proíbe a empresa Lagoa Dourada de praticar qualquer ato de esbulho possessório contra os quilombolas, bem como de adentrar ou intervir na área da comunidade — sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (mil reais) —, a empresa segue descumprindo a decisão”, informa a coordenação.

As investidas contra o território quilombola estão sendo investigadas pela Polícia Federal, mas os criminosos seguem nos arredores da área.

“Devido à falta de punição e de medidas efetivas de proteção à comunidade, há mais de dois anos as famílias vêm sendo vítimas de uma série de ataques criminosos e violações de direitos”, alerta a Coeqto.

As terras ainda não estão devidamente tituladas, ou seja, os moradores não receberam o documento final que garante a eles a segurança jurídica para permanecer no território. Assim, ficam expostos às investidas dos invasores.

“Eles pararam de tocar fogo nas casas”, afirma Alice. “Mas encontraram outras maneiras de ficarem nos coagindo. E eu acho que eles continuam fazendo isso porque eles não foram penalizados”, diz.

Atualmente, cerca de cem pessoas habitam o território. Algumas famílias se mudaram dali por causa das ameaças.

Em agosto de 2023, uma equipe da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais do Estado do Tocantins esteve no local para elaborar um relatório antropológico. O documento lista elementos como o modo de vida comunitário, as manifestações culturais, o cultivo das roças, os utensílios e os relatos dos moradores. “A identidade negra quilombola da comunidade Rio Preto é indiscutível”, confirma o documento.

O cemitério da comunidade, Campo Santo do Bom Jardim, onde estão enterrados os antepassados dos atuais moradores, recebeu em 2023 o reconhecimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como sítio arqueológico histórico, atestando, assim, a existência de uma comunidade quilombola naquelas terras.

Histórico do caso

Os ataques ao Quilombo Rio Preto se intensificaram em meados de 2023, após a Justiça revogar uma decisão anterior que concedia reintegração de posse a fazendeiros e determinar a manutenção da posse pela comunidade Rio Preto, bem como o fim da prática de esbulho na área.

O pedido negado havia sido feito por Cristiano Rodrigues de Sousa – político que tentou se eleger vice-prefeito da cidade pelo MDB em 2020 – e pela empresa Lagoa Dourada Participações e Serviços S/C Ltda. À época, o Brasil de Fato entrou em contato com ambos, mas não teve retorno. Sobre o caso atual, a reportagem enviou um e-mail, mas, até o momento, não recebeu resposta da empresa.

Naquele ano, além de incêndio em suas casas, os moradores da comunidade sofreram com mensagens ameaçadoras e sons de tiros vindos da mata perto da área das moradias. Desde então, as investidas mudam de forma, mas seguem com o propósito da tomada do território dos quilombolas.

De acordo com a Coeqto, o caso é de conhecimento das autoridades em todas as instâncias — estadual, municipal e federal. “No entanto, a situação de insegurança, ameaças e violações continua a ser praticada contra a comunidade”, alerta a coordenação.

Fonte: Brasil de Fato

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