Espanha pedirá fim do acordo de associação da UE com Israel

Primeiro-ministro Pedro Sánchez diz que Madri pedirá à União Europeia que rompa o acordo de associação com Israel, ao acusar o governo israelense de violar o direito internacional.

A Espanha solicitará na terça-feira (21) à União Europeia que “rompa” o acordo de associação com Israel, por considerar que o governo israelense “viola o direito internacional”, afirmou neste domingo (19) o primeiro-ministro, Pedro Sánchez.

“Na terça-feira, o governo da Espanha levará à Europa a proposta de que a UE rompa seu acordo de associação com Israel, porque um governo que viola o direito internacional (…) não pode ser sócio da UE”, afirmou Sánchez em um comício eleitoral na região da Andaluzia.

“É simples assim”, acrescentou.

O Acordo de Associação entre a União Europeia e Israel entrou em vigor no ano 2000 e inclui uma cláusula que condiciona a relação ao respeito aos direitos humanos.

Em seus ataques genocidas, Israel assassinou cerca de 70 mil palestinos em Gaza e agora, somente em 2026, matou mais mil pessoas em ataques ao Líbano, onde os israelenses pretendem se apropriar do sul do país.

Fonte: Redação com G1

Soldado israelense destrói estátua de Jesus no Líbano com golpes de marreta

Num grave ato de intolerância religiosa, um soldado do estado genocida de Israel destruiu com marretada uma estátua de Cristo no Líbano

O exército de Israel confirmou que um de seus soldados atacou uma estátua de Jesus Cristo no Líbano usando uma marreta e afirmou que o caso será investigado.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (20), as Forças de Defesa de Israel reconheceram a autenticidade de uma imagem que circulou nas redes sociais, na qual um militar aparece profanando um símbolo cristão no sul do Líbano.

Segundo os militares, trata-se, de fato, de um integrante de suas tropas.

“Após a conclusão de uma investigação preliminar sobre uma fotografia publicada hoje, que mostra um soldado das FDI danificando um símbolo cristão, foi determinado que a imagem retrata um soldado das FDI em operação no sul do Líbano”, informou a corporação em sua conta oficial na plataforma X.

Na imagem, o soldado aparece golpeando com uma marreta a cabeça de uma estátua de Jesus crucificado, que acaba se desprendendo da cruz.

A estátua ficava na aldeia cristã de Debl, no sul do Líbano, próxima à fronteira com Israel.

O exército israelense declarou estar tratando o episódio com “máxima seriedade” e afirmou que a conduta do soldado “contraria completamente os valores esperados de seus militares”.

De acordo com a nota, o caso está sendo investigado pelo Comando Norte e está sendo tratado “dentro da cadeia de comando”. As autoridades militares também disseram que “medidas apropriadas serão adotadas contra os envolvidos”, sem detalhar quais.

As Forças de Defesa de Israel acrescentaram que estão trabalhando com a população local para recolocar a estátua em seu lugar.

Fonte: DCM

FIM DO JOGO, FIM DA ESCALA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 19 de Abril/ 2026

O maior jogador de basquete brasileiro deixou de vez as quadras, Oscar Schmidt faleceu ontem deixando seu legado como atleta das quadras. Oscar foi referência para uma geração, o “Mão Santa” fez história com seus arremessos precisos de 3 pontos.
Shcmidt tentou carreira na política e quase se elegeu para o Senado em 1998. Ainda bem que perdeu, pois o Mão Santa, por mais boa vontade que tivesse não seria tão certeiro em seus arremessos!

Por falar em política o Brasil Varonil vive um debate intenso na Casa do Povo. O projeto pelo fim da escala 6×1 tem trazido muitos debates entre a Esquerda e os bolsonaristas. O Partido Liberal do Flavio Bolsonaro travou a discussão do projeto na CCJ, adiando a discussão para a próxima sessão! Diante desse posiciinamento voltou a circular um vídeo do Pastor Marco Feliciano afirmando que o projeto é uma “excrescência”. Preciso colocar um trecho da fala do Deputado pra você opinar quem de fato é a excrescência. “Todo trabalho dignifica o homem. Nós temos um país que precisa crescer, e só há crescimento se houver trabalho. Democracias sérias e maduras, como os Estados Unidos da América e Japão, todas as pessoas trabalham até a exaustão”. O pastoreco em outra época aqui no Brasil seria o “Mão Diabólica”, arremessando os negros nas senzalas e os chicoteando livremente no tronco sem qualquer marcação até serem esquecidos na zona morta. A fala do Pastor Marco Feliciano, que trabalha na escala 3×4, apenas desnuda como a religião não é sinônimo de amor ao próximo. O Deputado não quer apenas que o brasileiro continue trabalhando 6 dias por semana, ele quer ve-lo trabalhar até a exaustão e se não servir mais, troca por outro escravo, digo, trabalhador.

Feliciano não ta sozinho nessa jogada, o Deputado e tambem cristão Nikolas Ferreira propõe que o Governo utilize os impostos dos brasileiros para recompor a fortuna dos empresários numa possivel redução de lucro com o fim da escala 6×1, mas estudos ja mostraram que não há impacto financeiro e que a produtividade aumenta ao passo em que o trabalhador aumenta sua qualidade de vida. Nikolas que já votou contra o Gás do Povo tenta trazer o debate para o lado financeiro junto aos “parças”, e quer emplacar de bandeja um “Bolsa Patrão” , ou seja, um bolsa familia para o Luciano Hang, para os Marinhos, para a lojas Riachuelo, por que nao dizer para os Malafaias, Valadões e centenas de falsos profetas?

Pra finalizar: o fim da escala 6×1 é o início do fim de uma situação que se arrasta há quase 100 anos. Num pais em que a escravidão durou mais de 350 anos. Contudo, parlamentares que defendem Deus, pátria e familia tentam reacender as matérias dos principais jornais de uma época onde a elite afirmava em letras garrafais que o fim do trabalho escravo quebraria a economia patronal, tentam reescrever artigos que traziam o 13° e as férias remuneradas como insustentáveis para os mesmos exploradores pós escravidão. Nao quebrou!

O fim da escala 6×1 é um arremesso que o Governo Lula faz de uma tabela à outra no último segundo.
Vamos torcer por um chuá, pois a oposição sonha com um toco.
“Ouremos”

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 280

População brasileira cresce em ritmo menor e está envelhecendo

A população brasileira cresce em ritmo menor e envelhece, com mudanças significativas na estrutura etária e nos arranjos familiares. Conheça os dados da Pnad 2025.

A população brasileira está envelhecendo e cresce em ritmo cada vez menor. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2025, divulgada nesta sexta-feira pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, a população residente foi de 212,7 milhões de pessoas, aumento de 0,39% em relação a 2024. A taxa de crescimento tem ficado abaixo de 0,60% desde 2021. Do total, 51,2% eram mulheres e 48,8% eram homens.

A distribuição da população residente no país mostra queda da proporção de pessoas abaixo de 40 anos de idade: o grupo está 6,1% menor em 2025 do que em 2012. Por outro lado, há crescimento dos que estão acima dessa faixa etária: 40 a 49 anos (de 13% para 15%), 50 a 59 anos (de 10% para 11,8%) e 60 anos ou mais (de 11,3% para 16,6%).

A transformação aparece também na pirâmide etária. Entre 2012 e 2025, houve estreitamento da base e alargamento do topo, com queda da população de até 39 anos.

As diferenças regionais permanecem marcantes. Norte e Nordeste concentram os maiores percentuais de jovens – com 22,6% e 19,1% da população de até 13 anos, respectivamente – enquanto Sudeste e Sul têm maior presença de idosos, ambos com 18,1% da população com 60 anos ou mais.

Também há mudanças na forma como a população declara cor ou raça. Diminuiu em todas as regiões do país o número de pessoas que se declaram brancas. Em 2012, brancos eram 46,4% da população. Em 2025, passaram a ser 42,6%. Pessoas declaradas pretas aumentaram de 7,4% para 10,4%.

A Região Norte foi a que registrou maior crescimento da população preta, de 8,7% para 12,9%. A Região Sul foi a que teve maior crescimento das pessoas de cor ou raça parda (de 16,7% para 22%) e maior queda da população autodeclarada branca (de 78,8% para 72,3%).

Morar sozinho

Também cresceu o percentual de pessoas que vivem sozinhas. Em 2025, os domicílios unipessoais chegaram a 19,7%. Em 2012, o percentual era de 12,2%. O arranjo nuclear – quando há pelo menos um casal, mãe com filhos ou pai com filhos – ainda é o predominante: 65,6% dos domicílios. Mas caiu em relação a 2012, quando chegava a 68,4%.

A pesquisa mostra diferenças por idade e gênero entre as pessoas que moram sozinhas. Entre os homens, 56,6% dos que estão nessa situação têm entre 30 e 59 anos de idade. Entre as mulheres, o maior percentual (56,5%) é entre aquelas com 60 anos ou mais.

Sobre a condição de ocupação dos domicílios, a proporção de imóveis alugados cresceu para 23,8%, alta de 5,4 pontos percentuais desde 2016. Já os domicílios próprios quitados caíram para 60,2%, redução de 6,6 pontos percentuais no mesmo período.

Também houve mudança no tipo de habitação: as casas ainda predominam, mas recuaram para 82,7%, enquanto apartamentos subiram para 17,1%.

Infraestrutura

Os indicadores de infraestrutura mostram avanços, mas mantêm desigualdades regionais. O acesso à água por rede geral chegou a 86,1% dos domicílios, sendo 93,1% nas áreas urbanas e apenas 31,7% nas rurais.

O Norte tem o menor percentual de acesso à rede geral: 60,9%. E uma quantidade expressiva de domicílios que dependem de poços profundos ou artesianos: 22,8%. O Sudeste conta com 92,4% do abastecimento de água vindo da rede geral.

No saneamento, 71,4% dos domicílios brasileiros têm acesso à rede geral ou fossa ligada à rede, mas o índice cai para 30,6% no Norte, onde outras formas mais precárias de esgotamento ainda predominam (39,3%). No Sudeste, o percentual de acesso à rede geral ou fossa séptica ligada à rede é de 90,7%.

A coleta direta de lixo por serviços de limpeza alcança 86,9% dos domicílios do país, avanço de 4,2 pontos percentuais desde 2016. Norte e Nordeste têm os menores percentuais de coleta direta (ambos com 79,3%) e os maiores percentuais de lixo queimado nas propriedades (14,5% e 13%, respectivamente).

O acesso à energia elétrica está próximo da universalização, com apenas 2,7% dos domicílios rurais sem ligação à rede. Esse percentual é de 0,5% nos domicílios urbanos. A parte rural da Região Norte é a que ainda concentra os piores números: 15,1% dos domicílios não têm acesso à rede geral de energia.

A pesquisa também mostra aumento no acesso a bens duráveis. Em 2025, 98,4% dos domicílios tinham geladeira e 72,1%, máquina de lavar. Em 2016, esses índices eram 98,1% e 63%, respectivamente.

O percentual de domicílios com carro chegou a 49,1%, enquanto motocicletas estão presentes em 26,2% das residências.

Fonte: Correio do Brasil

Líder de igreja que castigava e estuprava fieis é preso pela polícia no MA

O pastor liderava a igreja que era a residência de mais de 100 fieis. Abusos sexuais e psicológicos a homens, mulheres e menores eram rotina

A operação “Falso Profeta” foi deflagrada pela Polícia Civil do Maranhão (PCMA), com apoio da Polícia Militar (PMMA), nessa sexta-feira (17/4) e prendeu o pastor da igreja Shekinah House Church, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

A ação foi feita no bairro Recanto do Poeta, onde funciona um espaço vinculado à igreja. No local, residiam entre 100 e 150 fiéis sob a liderança do pastor investigado. Segundo a polícia, ele foi localizado em seu quarto, na companhia de outro dirigente da instituição.

Após dois anos de investigação, o pastor foi apontado como autor dos crimes de estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa. O delegado Sidney Oliveira, titular da Delegacia de Paço do Lumiar, informou que o inquérito policial já identificou, até o momento, entre cinco e seis vítimas relacionadas aos crimes investigados.

O pastor, que é casado, teria abusado sexual e psicologicamente das vítimas, homens e mulheres e até menores de idade. Vídeos mostram fiéis sendo espancados como medida punitiva e papéis foram apreendidos com a frase escrita à mão: “Eu preciso aprender a respeitar o meu líder”, por dezenas de vezes. Celulares e cartões de crédito também foram apreendidos.

Nas redes sociais, um homem relatou que já foi vítima do pastor: “Já fiquei nessa igreja em 2013, sofri muito lá na época, eu meu primo apanhamos e levamos choque no dente, [ele] ainda falava que nós tínhamos demônios, que tinha que tirar de nós. Graças à Deus, com muita luta, conseguimos sair de lá e aí jogaram praga na gente”, relatou.

Fonte: Metrópoles

Lula critica guerras e afirma que Iraque, Líbia, Gaza e Irã foram alvo de “mentiras”

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global, realizado na Feira de Barcelona.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (18) que o mundo enfrenta a maior quantidade de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial e classificou como forjadas em “mentira” as guerras e intervenções militares em diferentes países.

A declaração foi feita durante a 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global, onde Lula citou Iraque, Líbia, Gaza, Líbano e Irã ao falar de operações militares recentes e passadas.

“Hoje nós temos uma quantidade de conflitos armados que é a maior desde a Segunda Guerra Mundial. Hoje nós temos muitas guerras”, disse.

Ao mencionar o Iraque, o presidente afirmou: “A invasão do Iraque foi uma mentira. Cadê as armas químicas que o Saddam Hussein tinha e nunca encontraram?“

Em seguida, Lula citou a Líbia. “A invasão da França e da Inglaterra na Líbia foi outra mentira. Que mal causava o Gaddafi naquele instante histórico da nossa humanidade?”

Sobre Gaza, declarou: “A invasão e o genocídio que foi feito por Israel em Gaza é outra mentira muito grande“.

Na sequência, questionou novas ações militares. “E agora, o bombardeio de Israel ao Líbano? Com que pretexto? E agora mais, a invasão dos Estados Unidos ao Irã. A que pretexto?”. 

Fonte: RT Brasil

Por 10 a 0, STF derrota o governador bolsonarista de SC que proibia as cotas raciais

A lei catarinense foi aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Jorginho Melo.

Por unanimidade, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (17) derrubar a lei de Santa Catarina que proibiu a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado.

A votação ocorreu no plenário virtual da Corte e foi finalizada com placar de 10 votos a 0.

O plenário julgou ações protocoladas pelo PSOL, PT, PCdoB e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para considerar inconstitucional a Lei 19.722 de 2026, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Jorginho Melo.

A norma permite a reserva de vagas somente para pessoas com deficiência, alunos oriundos de escolas públicas ou com base em critérios exclusivamente econômicos.

O julgamento começou na sexta-feira (10), quando o relator, ministro Gilmar Mendes, declarou que a Corte já reconheceu a constitucionalidade das ações afirmativas.

“Não há dúvidas quanto à constitucionalidade, em abstrato, das ações afirmativas baseadas em critérios étnico-raciais”, afirmou.

O voto de Gilmar Mendes foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Cármen Lúcia.

Os três últimos votos foram proferidos nesta sexta-feira pelos ministros Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça.

Censo

Dados do Censo da Educação Superior mostram que 49% dos estudantes que ingressaram por meio da reserva de vagas em universidades federais concluíram a graduação.

Fonte: ÉAssim

PM de Tarcísio promove soldada que matou mulher em São Paulo

Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, passou da condição de aluna para soldado duas semanas depois de matar com um tiro no peito Thawanna Salmázio

A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, passou da condição de aluna para soldado duas semanas depois de matar com um tiro no peito Thawanna Salmázio, na Zona Leste de São Paulo. A efetivação foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (17).

A soldado está afastada das ruas e é investigada pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que não houve promoção, mas apenas uma adequação prevista em lei. “A Polícia Militar esclarece que não houve qualquer promoção da policial citada, que permanece afastada de suas funções. A recente publicação reflete apenas o cumprimento da Lei nº 18.442, de 2 de abril de 2026.

A nova legislação extinguiu a antiga divisão entre Soldados de 1ª e 2ª Classe, unificando a graduação sob a nomenclatura única de ‘Soldado PM’. Dessa forma, o ajuste salarial de R$ 480 trata-se unicamente da equiparação remuneratória automática garantida pela lei a todos os policiais que ocupavam a extinta 2ª Classe. A corporação ressalta, ainda, que não existe a figura de ‘estagiário’ na instituição; após a fase de Aluno-Soldado, o policial passa diretamente a atuar como Soldado.”

Relembre o caso

O caso ocorreu no início do mês, em Cidade Tiradentes, na Zona Leste da capital. Thawanna morreu após ser baleada durante uma ação policial enquanto caminhava de madrugada com o marido. Segundo relatos, o braço dele encostou no retrovisor de uma viatura em patrulhamento. O motorista deu ré e questionou o casal sobre estarem na rua, iniciando uma discussão.

Yasmin, que estava no banco do passageiro, desceu da viatura. Imagens registradas pela câmera corporal do condutor mostram o momento em que Thawanna pede para a policial não apontar o dedo para ela. Em seguida, ocorre o disparo.

“Você atirou? Você atirou nela? Por quê, ca***?”, questionou o também soldado Weden Silva Soares. Yasmin respondeu que atirou porque a moradora teria dado um tapa em seu rosto.

À época, Yasmin estava na etapa final de formação e realizava patrulhamento havia cerca de três meses. Ela não utilizava câmera corporal.

Espera de 30 minutos por socorro

Após o disparo, Thawanna aguardou mais de 30 minutos por socorro, apesar da existência de bases do Corpo de Bombeiros próximas ao local. O atestado de óbito emitido pelo Instituto Médico Legal apontou hemorragia interna aguda como causa da morte. Socorristas ouvidos pela TV Globo afirmaram que a demora no atendimento contribuiu para o agravamento do quadro, já que o ferimento não foi estancado nos primeiros minutos após o tiro.

Fonte: Revista Fórum

Partido de Flávio Bolsonaro, PL trava fim da 6×1 e defende trabalho ‘até a exaustão’

Deputado evangélico Marco Feliciano chama proposta de “excrescência”, ataca redução de jornada e anuncia obstrução na CCJ

A análise das propostas que tratam do fim da escala de trabalho seis por um (6×1) foi adiada nesta quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados após um pedido de vista coletiva apresentado pelos deputados Lucas Redecker (PSD-RS) e Bia Kicis (PL-DF).

Com a manobra, a votação do parecer do relator, deputado Paulo Azi (União-BA), foi postergada. A previsão do presidente do colegiado é que o tema volte à pauta apenas no fim do mês.

Nesta etapa, a CCJ analisa apenas a admissibilidade da proposta, ou seja, se ela atende aos requisitos constitucionais e legais para seguir tramitando. O relator se manifestou pela constitucionalidade do texto e indicou a necessidade de discutir uma regra de transição e possíveis mecanismos de compensação ao setor produtivo.

Em seu parecer, Azi destacou que a regulação do tempo de trabalho é um dos pilares do direito trabalhista e pode contribuir para a saúde, segurança e bem-estar dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, ponderou que os impactos econômicos precisam ser aprofundados em etapa posterior.

O adiamento ocorre em meio a uma estratégia mais ampla de resistência ao avanço do tema no Congresso, especialmente por parte de parlamentares da oposição.

Esse movimento não é novo. Em 2024, durante discussão na própria CCJ, o deputado Marco Feliciano (PL-SP) reagiu à tentativa de realização de uma audiência pública proposta pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Na ocasião, a iniciativa sequer tratava da aprovação da medida, mas apenas da abertura de debate sobre o tema.

Mesmo assim, Feliciano anunciou a utilização de instrumentos regimentais para impedir o andamento da discussão.

“Como não houve acordo, então nós vamos aqui usar aquilo que nós, como oposição, sempre fazemos, que é o nosso kit obstrução”, afirmou.

O requerimento previa a realização de audiência pública com participação do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) para discutir alternativas à jornada atual. Ainda assim, o parlamentar desqualificou a proposta.

“Parece que pra quatro dias da semana e diminuir ainda pra seis horas de trabalho. Eu acho isso uma excrescência”, declarou.

Na mesma fala, Feliciano defendeu um modelo de desenvolvimento baseado na intensificação do trabalho.

“Democracias sérias e maduras, como Estados Unidos da América, como Japão, todas as pessoas trabalham até a exaustão pra verem a prosperidade, a riqueza e tudo mais”, afirmou.

Exaustão ajudaria no crescimento do país

A declaração sustenta a ideia de que a exaustão do trabalhador seria um motor de crescimento econômico, em contraste com o debate atual sobre produtividade, saúde mental e reorganização do tempo de trabalho.

Dados de estudos internacionais ajudam a relativizar esse argumento. Levantamento do National Bureau of Economic Research, instituto de pesquisa econômica dos Estados Unidos, publicado no ano passado, mostra que, embora a média global de jornada semanal gire em torno de 42 horas por trabalhador, países de renda média, como o Brasil, concentram uma parcela maior de trabalhadores submetidos a jornadas extensas, frequentemente acima de 45 ou até 50 horas semanais.

Esse padrão contrasta com economias desenvolvidas como Estados Unidos, França e Japão, onde há maior concentração em jornadas próximas das 40 horas e menor incidência de cargas horárias extremas.

O estudo aponta ainda que, nos países ricos, cerca de 10 por cento dos trabalhadores ultrapassam 50 horas semanais. Em economias menos desenvolvidas ou intermediárias, esse percentual é significativamente maior, com presença relevante de jornadas superiores a 60 horas.

A diferença não decorre apenas do nível de renda, mas de escolhas institucionais, como regulação do mercado de trabalho, grau de formalização e políticas públicas. Na prática, isso indica que jornadas mais longas estão menos ligadas à produtividade e mais à ausência de mecanismos eficazes de proteção e organização do trabalho.

A obstrução é um mecanismo regimental utilizado para atrasar ou inviabilizar votações, por meio de requerimentos, verificação de quórum e uso prolongado da palavra.

Na CCJ, uma das principais comissões da Câmara, esse tipo de movimento tem impacto direto, já que propostas precisam passar por análise de admissibilidade antes de avançar.

O episódio expõe o embate em torno das relações de trabalho no país: de um lado, propostas que buscam reduzir a jornada; de outro, a defesa de um modelo baseado na ampliação da carga horária e na intensificação do trabalho

Fonte: ICL

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