Congressistas dos EUA pedem que governo Biden explique como foi cooperação entre americanos e Lava Jato

Um grupo de 20 congressistas americanos enviou nesta segunda-feira (07/06) uma carta ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ, na sigla em inglês) em que pede que o país torne públicas informações sobre como os órgãos de investigação dos EUA cooperaram com a Operação Lava Jato, no Brasil.

A carta, à qual a BBC News Brasil teve acesso com exclusividade, é assinada por estrelas do partido democrata, como a deputada Alexandria Ocasio-Cortez, e foi remetida ao secretário de Justiça Merrick Garland, que assumiu a pasta após a chegada de Joe Biden à Casa Branca, em janeiro de 2021.

No texto, os parlamentares se dizem “preocupados” com “o envolvimento de agentes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) em procedimentos investigativos e judiciais recentes no Brasil, que geraram controvérsia substancial e são vistos por muitos no país como uma ameaça à democracia e ao Estado de Direito”.

Diálogos atribuídos aos integrantes da força-tarefa da Lava Jato publicados pelo site The Intercept Brasil e outros veículos de imprensa sugerem que os investigadores brasileiros se esquivaram de formalizar ações de cooperação internacional nos EUA, como exigia a lei brasileira. Em entrevista à BBC News Brasil, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou que, se comprovadas as faltas, isso poderia levar a novas anulações de julgamentos da Operação.

Fonte: BBC News Brasil

Igreja Universal cometeu crime de lavagem de dinheiro em Angola, dizem investigadores

As provas reunidas contra quatro integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola denunciados sob acusação de crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação criminosa no país são fartas e contundentes, afirmam a Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola e o Serviço de Investigação Criminal (SIC, a polícia federal angolana) em entrevista à BBC News Brasil.

Os quatro investigados no caso são: Honorilton Gonçalves da Costa, ex-representante máximo da Igreja Universal do Reino de Deus em Angola, Fernando Henriques Teixeira, ex-diretor da TV Record África, o bispo António Pedro Correia da Silva (então representante legal da Record e presidente do conselho da IURD em Angola) e o pastor Valdir de Sousa dos Santos.

O processo corre atualmente sob sigilo, mas deve vir a público em breve durante a tramitação judicial que começou em maio, após um ano e meio de investigações por parte da PGR e do SIC.

“Quando você retira dinheiro de um Estado de forma não lícita, você já está a branquear e a violar a lei”, explicou Álvaro João, porta-voz da PGR. Segundo ele, há fatos e provas “que nos levam a chegar à conclusão de que de fato há branqueamento de capitais ou crimes conexos”. O conceito de branqueamento de capitais no ordenamento jurídico angolano é equivalente à lavagem de dinheiro na legislação brasileira, que se trata de esconder a origem de recursos ilegais por meio de operações comerciais ou financeiras.

Fonte: BBC News Brasil

Bombeiros se recusam a se vacinarem e causa medo em Alagoas

Levantamento do portal Gazetaweb revela que 13 bombeiros militares de Alagoas se recusaram a tomar vacina contra a Covid-19. Os dados segundo o portal, foram obtidos pela reportagem por meio da Lei de Acesso à Informação e são referentes até esta segunda-feira (7). A vacinação de profissionais da Segurança Pública teve início em Alagoas no último dia 5 de abril e está disponível para todos os membros deste grupo.

Entre as justificativas para não tomaram o imunizante está a alegação de possíveis reações, a eficácia das vacinas e até decisões pessoais para não tomar.

Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), os servidores públicos que recusarem a tomar vacina poderão ser punidos, pois segundo entendimentos, a obrigatoriedade da vacina já é tema pacificado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Todavia, o mais grave é que é essas atitudes isoladas gerem mede na população quando precisar ser de atendimento do Corpo de Bombeiros. É o que expressaram algumas pessoas ao tomarem conhecimento da notícia e que disseram que não gostariam de ser atendidas por profissionais não vacinados.

Segundo o portal Gazetaweb, contatos foram feitos com a assessoria do Corpo de Bombeiros e está ainda não se posicionou sobre o assunto.

Fonte: Redação com o portal Gazetaweb

Fetag realiza live contra o trabalho infantil

Na quarta-feira (09), às 10h., através das redes sociais da FETAG/AL acontecerá a LIVE “PRECISAMOS AGIR AGORA PARA ACABAR COM O TRABALHO INFANTIL” que marca o lançamento oficial da Campanha Estadual de Combate ao Trabalho Infantil em Alagoas.

Em parceria com o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador de Alagoas (FETIPAT/AL), a Contag, a CUT/AL e o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), a federação pretende fazer um amplo debate sobre o combate ao trabalho infantil bem como as medidas que precisam ser tomadas pelos governos e pela sociedade civil para garantir o perfeito desenvolvimento de crianças e adolescentes, principalmente neste contexto de pandemia e desigualdade social.

O evento contará com a moderação de Marielle dos Santos Silva, Secretária de Jovens da FETAG/AL e Rilda Alves, Secretária de Políticas sociais da FETAG/AL e presidente da CUT/AL e como convidados/debatedores Givaldo Teles,presidente da FETAG/AL, Edjane Rodrigues, Secretária de Políticas Sociais da Contag, Marluce Pereira, Coordenação do FETIPAT/AL, Vivian Rossana, Rede de Jovens do FNPETI e Davirlan Amorim, comunidade Gato – Olho D’Água das Flores.

De acordo com informações do Censo IBGE (2017) divulgados pela Agência Brasil, em 2019 o país tinha 38,3 milhões de pessoas com idade entre 05 e 17 anos, das quais 1,8 milhões estavam em situação de trabalho infantil. Houve redução de 16,8% no contingente de crianças e adolescentes em trabalho infantil frente a 2016, quando havia 2,1 milhões de crianças nessa situação. Proporcionalmente, o Brasil tinha 5,3% de suas crianças e adolescentes em trabalho infantil em 2016, percentual que caiu para 4,6% em 2019.

No ano passado (2020) havia 706 mil crianças e adolescentes entre 05 e 17 anos de idade ocupadas nas piores formas de trabalho infantil. Em 2016, esse contingente era de 933 mil. Percentualmente, 45,9% das crianças que trabalhavam estavam ocupadas em atividades perigosas em 2019. Em 2016, esse percentual era de 51,2%. Qualquer forma de trabalho é proibida no país para quem tem até 13 anos.

O dia 12 de junho, Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2002, data da apresentação do primeiro relatório global sobre o trabalho infantil na Conferência Anual do Trabalho. Desde então, a OIT convoca a sociedade, os trabalhadores, os empregadores e os governos do mundo todo a se mobilizarem contra o trabalho infantil.

No Brasil, o 12 de junho foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, pela Lei Nº 11.542/2007. Em 2021 foi estabelecido pela ONU como o Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil. E como ocorrem todos os anos, o Brasil aderiu a Campanha com o tema: “Precisamos agir agora para acabar com o trabalho infantil”

A FETAG/AL e seus sindicatos filiados CONDENAM qualquer tipo de atividade laboral, seja no meio urbano ou no meio rural, que retire as crianças e adolescentes da escola ou que atrapalhe seu pleno desenvolvimento cognitivo.

Defendemos também o direito da criança, adolescente e jovem do campo ao desenvolvimento educacional amplo e completo através de uma formação que também possa ser revertida para o campo e produza saberes e ciência na roça, valorizando sua realidade e comunidade.

Reiteramos que é PRECISO COMBATER E DENUNCIAR todas as formas de trabalho infantil que retirem as crianças e os adolescentes da sua infância, do seu estudo e do seu pleno desenvolvimento enquanto sujeito de direitos!

Ascom FETAG/AL.

Pesquisa mostra que pandemia prejudicou emprego ou renda de 62% dos brasileiros

De acordo com levantamento feito no final de maio pelo PoderData, 60% afirmaram terem deixado de pagar alguma conta no último mês

Emprego ou renda na pandemia ficaram piores para 62% dos brasileiros, segundo pesquisa realizada entre os dias 24 e 26 pelo PoderData e divulgada nesta segunda-feira (31). A coleta de dados mostra, ainda, que 60% dos entrevistados afirmaram terem deixado de pagar alguma conta no último mês.

O percentual, no primeiro quesito, é seis pontos percentuais menor do que o registrado no levantamento anterior (68%), feito um mês antes. No sentido oposto, 36% disseram não terem tido emprego e renda prejudicados por conta da pandemia, contra 30% da pesquisa anterior. O índice de quem afirmou não saber permaneceu nos 2%.

A parcela dos entrevistados que diz ter ficado inadimplente também caiu, sete pontos, já que no mês passado o índice havia ficado em 67%. Por outro lado, 35% afirmaram agora terem pago as contas em dia, ante 30% do mês passado. O índice dos que não souberam responder subiu de 2% para 6%.

O PoderData informa que entrevistou por telefone 2.500 pessoas de 462 municípios nas 27 unidades da federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os números nem sempre dão exatamente 100% devido ao arredondamento.

Desemprego

A taxa de desemprego no país foi de 14,7% no trimestre encerrado em março, segundo dados do IBGE divulgados na quinta-feira (27). É o maior índice da série histórica, com total de desempregados se aproximando dos 15 milhões. São 14,805 milhões, também o maior índice da série, 880 mil a mais em três meses (crescimento de 6,3%), e 1,956 milhão, ou 15,2%, a mais em relação a igual período de 2020. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Os dados mostram, ainda, que o desemprego continua atingindo segmentos sociais de forma desigual, sendo maior entre negros, mulheres e pessoas com menos escolaridade. Entre os homens o índice ficou em 12,2%, contra 17,9% para as mulheres. Já entre os brancos, é de 11,9% contra 18,6% para pretos e 16,9% para pardos. Para quem têm ensino médio incompleto, o desemprego é de 24,4% contra 8,3% de quem tem ensino superior completo e 17,5% de quem tem curso superior incompleto.

Fonte: Rede Brasil Atual

Alma Lavada – a história da Campanha Lula Livre

O documentário “Alma Lavada – A história da Campanha Lula Livre”, conta a trajetória da luta pela libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva até as recentes decisões no STF que o tornaram elegível. O curta-documentário produzido pelo Comitê Nacional Lula Livre.

Igreja Universal quer se apropriar do auxílio emergencial dos fiéis

O bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Renato Cardoso, genro de Edir Macedo, pediu aos fiéis que doem à instituição o auxílio emergencial recebido pelo governo na pandemia. Em vídeo publicado no YouTube da Universal, ele alega que as contas da igreja foram afetadas pelo isolamento social e ataca governadores. As informações são da Folha de S. Paulo.

Com a pergunta “vocês preferem o auxílio emergencial ou o auxílio providencial?”, o bispo estimula a doação do benefício concedido na pandemia, que parte de R$ 150 e chega até R$ 375, dependendo da família.

Fonte: Brasil 247

CUT denuncia na OIT violações trabalhistas do governo Bolsonaro

Em discurso virtual na 109ª Conferência da Organização Mundial do Trabalho, Antonio Lisboa, secretário de Relações Internacionais da CUT, denunciou o governo brasileiro por violações de direitos

Ao discursar virtualmente nesta quinta-feira (3), no início da 109ª Conferência da Organização Mundial do Trabalho (OIT), que discute as aplicações das normas da entidade no contexto do enfrentamento à pandemia da Covid-19, o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antonio Lisboa, enumerou uma série de violações que o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) vem fazendo contra os trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil.

De perseguições a sindicalistas ao descaso com a pandemia, às violações aos direitos dos trabalhadores e ao povo indígena brasileiro, Lisboa deu um retrato do que o governo de extrema direita vem fazendo no país.

Lisboa disse aos representantes da OIT, que no Brasil, a pandemia causada pelo Covid 19 resultou na intensificação, nos últimos dois anos, em mais violações das normas da organização, especialmente às convenções 98 e 154, que tratam do fomento às negociações coletivas e ao direito de sindicalização, respectivamente. Ele alertou que as conclusões aprovadas na Comissão de Aplicação de Normas, nos anos de 2018 e 2019, foram absolutamente desrespeitadas.

O dirigente da CUT citou como exemplo o caso da Empresa Brasileira dos Correios, que em setembro de 2020, contestou judicialmente a greve dos trabalhadores, e, como resultado, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) retirou 50 das 79 Cláusulas da Convenção Coletiva, a maioria delas consagradas por anos de livre negociação, o que é uma  grave violação a convenção 98.

As perseguições a dirigentes sindicais, como o que ocorreu com o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, punido pelo simples exercício da função para a qual foi eleito, também foram denunciados na OIT.

Lisboa relatou ainda o teor das Medidas Provisórias nºs 927, 936 e 1045,  que permitiram, sem nenhuma consulta aos sindicatos, que os acordos e convenções coletivas fossem feitos por liberalidade dos empregadores, e que reduções salariais, de jornada e suspensão do contrato de trabalho fossem realizados por acordos individuais. Segundo o dirigente CUTista “não há diálogo social no Brasil”.

Sobre a situação das comunidades indígenas e quilombolas, Lisboa declarou que aumentou a vulnerabilidade com a pandemia. O Governo deixou de cumprir determinação judicial para testagem, vacinação e outras medidas de proteção. O direito à consulta foi ignorado.

A atuação de Bolsonaro na pandemia também foi alvo de crítica do dirigente da CUT. Para Lisboa, o planeta inteiro sabe que no Brasil, a tragédia causada pela pandemia foi agravada pela incompetência e irresponsabilidade de um governo que trocou quatro ministros da Saúde em um ano, e cujo presidente, ao invés de combater o vírus e proteger a população, parece querer combater o povo e proteger o vírus.

Lisboa lembrou que em março do ano passado com mil mortes, o presidente classificou a covid-19 como uma “gripezinha”. Em abril declarou: “E daí, quer que eu faça o que?”. Em junho, com 35.000 mortes, Bolsonaro disse que iria “parar de divulgar números” relativos à pandemia.

“ Ao mesmo tempo em que nega os riscos da pandemia e combate as orientações da OMS, incentiva o povo a ir para as ruas sem proteção e agride países que oferecem ajuda. Em janeiro de 2021, com 198 mil mortes, faltou oxigênio no Estado do Amazonas. O presidente afirmou: “não tem oxigênio, eu não posso fazer nada”. Foi preciso que as centrais sindicais mediassem com o governo da Venezuela o fornecimento de oxigênio para diminuir a tragédia”, contou Lisboa.

Por fim, o secretário de Relações Internacionais da CUT, citou que mais da metade da população brasileira vive em condições de insegurança alimentar. Em primeiro de junho o país ultrapassou os 465 mil mortos pela pandemia.

Fonte: Cut Brasil

Renúncia fiscal aos usineiros gera prejuízo de R$ 132 milhões em Alagoas

Programa de combate à pobreza em Alagoas na pandemia, o Cria vai chegar a 180 mil famílias até o final do ano. Custará, por mês, R$ 18 milhões ou R$ 216 milhões em 1 ano. Cada família recebe R$ 100.

Entre 2018 e 2019, os usineiros alagoanos deixaram de pagar R$ 132 milhões de ICMS em agrotóxicos ou R$ 11 milhões/mês aos cofres estaduais.

Alagoas é o maior produtor de cana de açúcar do Nordeste. E é o terceiro local mais miserável do país.

E as lavouras estão livres para receberem os produtos mais tóxicos à disposição do mercado, com um bom desconto no ICMS. É veneno entrando por todos os poros e, claro, com o silêncio conivente das instituições.

Mortos ou doentes não provocam investigações, não é isso?

Mas, por que deixar de cobrar o ICMS cheio dos donos das maiores fortunas de Alagoas, se eles têm condições de pagar?

Estamos numa pandemia e mergulhados em uma grave crise social e econômica. Não faltam justificativas.

O ICMS “dispensado” seria suficiente para pagar um pouco mais de 6 meses do Cria para as mesmas 180 mil famílias. Ou 720 mil pessoas.

Alagoas tem 3,3 milhões de habitantes.

O passado que sempre estendeu um tapete vermelho para as famílias mais abastadas de Alagoas explica o presente.

A cultura da cana é a maior herança do Brasil escravagista que sobrevive a céu aberto: emprega uma mão de obra de baixíssima qualificação e com pouco tempo de vida aos que estão nas lavouras. Como, aliás, aconteciam com os escravos.

A chance de um trabalhador da cana deixar esta condição é próxima de zero. Os velhos da região canavieira alagoana são cacos de gente perambulando nas ruas. Seus corpos foram sugados até o bagaço. Respiram até quando Deus quiser.

E nas áreas canavieiras, hospitais e postos de saúde – propositadamente- funcionam de maneira precária.

Privilegiados desde sempre, donos de engenho viraram usineiros com todo o apoio do poder público. Safras, lucros e Estado máximo integravam a lista de exigências, sempre atendidas, até hoje.

O Produban, banco estatal, fechou as portas porque o Estado não poderia cobrar as dívidas dos usineiros

O “normal” seria um banco ir atrás dos caloteiros. Mas os usineiros tinham provas de que o Estado era quem devia muito a eles.

Uma patifaria avalizada pela Assembleia Legislativa no final dos anos 90.

Hoje, deputados estaduais nada dizem sobre o ICMS dispensado do agrotóxico.

Nem dirão. A máquina da morte não para.

Fonte: Repórter Nordestes

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