Câmara aprova projeto que força volta às aulas em meio à pandemia

Líder do Partido Progressista (PP), deputado Arthur Lira, fala à imprensa, após reunião com Jair Bolsonaro, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde funciona o gabinete de transição de governo.

Câmara torna-se cúmplice de Bolsonaro na condução do genocídio no Brasil

Apesar da pressão dos partidos de oposição e dos profissionais de educação para barrar o o projeto de lei (PL 5.595/2020) que tenta forçar a reabertura de escolas durante pandemia ao colocar a educação presencial como “serviço essencial”, o PL foi aprovado na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (20).

Por 276 a favor e 164 votos contrários o texto foi aprovado. Apenas PT, PSB, PDT, PSOL, PCdoB e Rede foram contra o texto. Republicanos, Solidariedade e Democratas liberaram as bancadas. Os demais, incluindo PSL, PSDB, Novo e Cidadania, foram favoráveis. O PV foi o único que não orientou.

O projeto declara a educação básica e a superior, da rede pública e privada de ensino, em formato presencial, como serviços e atividades essenciais, inclusive durante o enfrentamento de pandemia, de emergência e de calamidade pública. O texto é de autoria de Paula Belmonte (Cidadania-DF) e Adriana Ventura (Novo-SP) e teve como relatora da matéria a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), que não integra a Comissão de Educação da casa nem qualquer frente parlamentar sobre o tema.

Além de forçar a volta às aulas, o projeto inibe o direito à greve dos profissionais de educação.

A deputada federal Rosa Neide (PT-MT), integrante da Comissão de Educação e coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública e em Respeito ao Profissional da Educação, criticou duramente o projeto. “Não à morte, sim à vida. Não à obrigatoriedade, querer obrigar que os profissionais de educação vão para as escolas sem as condições necessárias e querer usar da dor da população para tirar o direito à organização e movimentação sindical dos profissionais da educação”, afirmou.

Rosa Neide destacou que diversas entidades, como a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), eram contra a aprovação.

A deputada Professora Dorinha Seabra (DEM-GO), relatora do Novo Fundeb na Câmara e presidenta da Comissão de Educação, também criticou o PL. “Dizer que a educação é essencial é extremamente importante, mas chamo a atenção para as condições e para qual é a proposta desse projeto, que coloca a educação como objetivo do retorno às aulas. O retorno às aulas seguro, certamente, é nossa meta, meta dos profissionais de educação, mas cada município e cada escola, a partir do seu protocolo e da sua realidade, construa condições para esse retorno”, declarou.

Parlamentares também criticaram a declaração dada pelo líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), durante entrevista à CNN Brasil. Barros disse que o professor “não quer trabalhar”. “É absurdo a forma como estamos permitindo que os professores causem tantos danos às nossas crianças na continuidade da sua formação. O professor não que se modernizar, não quer se atualizar. Já passou no concurso, está esperando se aposentar, não quer aprender mais nada”, disse o deputado à CNN Brasil, ignorando as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de educação que tiveram que se desdobrar durante a pandemia.

Por Lucas Rocha

Fonte: Revista Forum

O PRIMEIRO GRANDE ATAQUE DO GOVERNO BIDEN À FLORESTA AMAZÔNICA

Pablo Gomes – Cineasta e jornalista

Em carta enviada no último dia 14 de abril ao presidente dos Estados Unidos Joe Biden, Bolsonaro cinicamente reconheceu “o aumento das taxas de desmatamento que iniciou-se em 2012” e afirmou que “o Estado e a sociedade precisam aperfeiçoar o combate a este crime ambiental”. Na carta, o governo Bolsonaro se compromete a acabar com o desmatamento ilegal até 2030. “Ao sublinhar a ambição de metas que assumimos, vejo-me na contingência de salientar, uma vez mais, a necessidade de obter o adequado apoio da comunidade internacional na escala, volume e velocidade compatíveis com a magnitude e a urgência dos desafios a serem enfrentados”, diz a carta do governo brasileiro. Em contrapartida, os EUA prometem 10 bilhões de dólares em troca do combate ao desmatamento se o Brasil começar a mostrar resultados ainda este ano. É possível que o acordo se torne público no próximo dia 22 de abril, Dia da Terra, quando acontece a Cúpula dos Líderes sobre a questão climática. No entanto, nem o compromisso de Bolsonaro com o combate ao desmatamento e nem o interesse dos EUA em ajudar o Brasil pode ser levado a sério pela classe trabalhadora. Pelo contrário, tais ações devem ser recebidas pelos trabalhadores como ataques diretos do imperialismo aliado ao governo genocida de Jair Bolsonaro.

No dia 14 de abril, o site do El País, em uma matéria intitulada “Biden ameaça sujar as mãos com Bolsonaro”, escreveu que a negociação entre o governo brasileiro e americano é um “movimento inaceitável para legitimar Bolsonaro no momento em que ele é tratado pelo mundo democrático como ‘ameaça global’ e amarga uma queda na sua popularidade devido a media de mais de 3 mil mortes diárias por covid-19”. O site continua dizendo que “Quem conhece Bolsonaro também tem certeza de que, se Biden botar dólares na conta do governo brasileiro, o presidente e sua quadrilha encontrarão um jeito de abastecer os bolsos dos depredadores da Amazônia, uma importante base eleitoral para catapultar as chances de uma reeleição em 2022”.

No entanto, em nenhum momento, o El País expõe que por trás dessa negociação, estão os interesses geopolíticos e imperialistas dos EUA no Brasil. Os interesses de Biden com o Brasil, assim como eram os de Donald Trump, não é de combate às mudanças climáticas, mas o de abrir caminho para lucros bilionários para as grandes corporações, ao agronegócio e, sobretudo, intensificar os planos de Washington de isolar a China do continente americano e de sua influência na América do Sul. Não há interesse genuíno algum do governo Biden em barrar os ataques de Bolsonaro à floresta amazônica, que segundo especialistas, já estão perto de um processo de savanização, ou seja, num processo irreversível que poderá destruir toda a floresta em 50 anos, agravando ainda mais a crise do aquecimento global.

Assim como a reportagem do El País, o jornalista e escritor Pedro Dória, do canal Meio, perguntou em seu vlog semanal “Ponto de Partida” se “Biden pode confiar em Bolsonaro?”. “O futuro passa por dois caminhos. Um, é a transformação digital. Outro, é o combate às mudanças climáticas. Até cinco anos atrás, havia espaço pra demagogos fingirem que o problema não existe… não existe chance, não existe possibilidade de tratar mudanças climáticas sem tratar da floresta Amazônica, que é praticamente toda nossa”, falou o jornalista. Tampouco, em nenhum momento, Dória expõe os interesses dos EUA com a Amazônia, e se limita a atacar Jair Bolsonaro pela crise ambiental no país.

Não é somente Jair Bolsonaro e o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, responsáveis pelo desmatamento desenfreado no país. O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), declarou em maio de 2019, que os fazendeiros da região não deveriam pagar multas ambientais durante uma manifestação com apoiadores políticos e pediu para que eles falassem com ele pessoalmente, caso fosse necessário. No estado do Pará, (um dos estados líderes em desflorestamento da Amazônia) o governador Helder Barbalho (MDB), aprovou em 2019, uma lei facilitando a legalização de compra de terras públicas, intensificando ainda mais as tensões entre fazendeiros, sem terras e indígenas.

As negociações entre o governo Biden e Bolsonaro tampouco ouviram líderes dos movimentos sociais e, sobretudo, lideranças das comunidades indígenas – principais vítimas das queimadas e desmatamento na região amazônica. Numa carta escrita por 199 organizações, formadas por indígenas, cientistas, ambientalistas e jornalistas, parte do documento diz “O presidente americano precisa escolher entre cumprir seu discurso de posse e dar recursos e prestígio político a Bolsonaro. Impossível ter ambos”. Mas o que essas organizações ainda não entenderam é que nem o governo Biden nem outro governo internacional têm interesses em combater a destruição da Amazônia. Seus interesses se limitam a uma série de estratégias geopolíticas e econômicas, que vai desde bases militares, recursos hídricos (a Amazônia tem 20% da água potável do mundo), além de três milhões de espécies que habitam a região e que podem ser usadas para fins científicos.

As críticas em 2019 do presidente da França, Emmanuel Macron, ou dos governos alemão e norueguês às políticas destruidoras de Jair Bolsonaro à floresta amazônica, não passam de pura demagogia. A preocupação de Macron com o Brasil em 2019 tinha a ver apenas com seus interesses políticos num momento em que o presidente francês tentava dialogar com fazendeiros franceses contrários a um acordo de livre mercado com o Mercosul. O mesmo pode ser dito da Noruega, Alemanha e outros países europeus, que por séculos tem explorado recursos naturais na África, Ásia e América Latina sem se preocupar com o meio ambiente e os trabalhadores nativos e que vivem nessas regiões. Não há nada mais hipócrita do que ouvir países imperialistas reclamando de políticas destruidoras do governo brasileiro. Quanto aos Estados Unidos, o maior e mais destrutivo poder imperialista da atualidade, a Amazônia não passa de algo que pode ser comprado por alguns bilhões de dólares.

Durante a campanha presidencial de 2020, o então candidato a presidência dos EUA, Joe Biden, atacou Jair Bolsonaro e ameaçou o Brasil com sanções econômicas caso o país não se adequasse às novas leis climáticas. Embora tenha reclamado do tom do então candidato a presidente, Bolsonaro rapidamente mudou sua postura e já aceita fazer qualquer acordo que a burguesia brasileira exigir, mesmo que se preciso for, entregar a Amazônia para Washington. Enquanto isso, a imprensa brasileira tenta vender um falso progressismo dos EUA ao dizer que o país tem interesses de salvar a maior floresta do mundo.

Nada disso é em vão. A falsa retórica da política progressista “verde” e preocupada com o meio ambiente não passa de interesses que apenas beneficiam os grandes capitalistas. O que Biden está preparando é um grande ataque à floresta Amazônica que irá atingir em cheio às populações indígenas e os trabalhadores que vivem na região.

O dia 22 de abril, Dia da Terra, estaremos vendo o pontapé inicial na venda da Amazônia para os EUA. E o preço dela no mercado é de escandalosos 10 bilhões de dólares.

Outdoor ‘Senhor da Morte Chefiando o País’ de volta às ruas do Recife

Por causa dessa campanha, a atual vice-presidente da Aduferpe, professora Erika Suruagy, foi alvo de um inquérito aberto pela PF por, supostamente, atentar contra a honra de Bolsonaro

A campanha de outdoors ‘Senhor da Morte Chefiando o País’ está de volta às ruas do Grande Recife. São 30 cartazes, reproduzindo as mesmas peças lançadas em agosto do ano passado, quando o país ainda contabilizava 120 mil mortes pela pandemia do novo coronavírus. Hoje, são mais de 375 mil vidas perdidas para a Covid-19.

Por causa dessa campanha, a atual vice-presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Aduferpe), professora Erika Suruagy, foi alvo de um inquérito aberto pela Polícia Federal por, supostamente, atentar contra a honra do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL).

Assim como o caso da professora Erika, que na época era presidente da Aduferpe, vários professores, artistas, intelectuais estão vivendo uma forte onda de perseguição, inclusive sendo enquadrados na Lei de Segurança Nacional (LSN), como foi o caso do youtuber Felipe Neto. O caso de Erika agora se encontra no Ministério Público aguardando decisão. Até o momento, o Ministério da Justiça não se manifestou sobre o assunto.

Com grande repercussão em todo país, o caso de Pernambuco motivou outras entidades a instalarem outdoors, como a UNE, que está em campanha arrecadando contribuições e instalado novas peças em várias capitais e municípios do país.

Além da Aduferpe, assinam o outdoor dessa nova campanha no Recife: CUT, UNE, CSP-Conlutas, Andes, CNTE, entre outras. Erika Suruagy recebeu mais de 120 manifestações de solidariedade, vindas de todo país e até do exterior.

A atual presidente da Aduferpe, professora Nicole Pontes, considera essencial reforçar e replicar a campanha: ‘O aumento diário do número de mortos, em todo o Brasil, é resultado direto da inépcia desse governo. Não calarão as nossas vozes – vamos continuar denunciando essa tragédia’, afirma.

Fonte: CUT Brasil

https://www.cut.org.br/noticias/outdoor-senhor-da-morte-chefiando-o-pais-de-volta-as-ruas-do-recife-3a11

Gestão de JHC é uma festa: Maceió vai bancar bolsas de estudos a procuradores com salários de R$ 30 mil

Por ordem do Conselho Superior da Procuradoria Geral de Maceió, a Prefeitura vai bancar bolsas de estudo aos procuradores em especialização, mestrado e doutorado no Brasil ou o exterior. A determinação está publicada na edição desta terça, do Diário Oficial do Município.

O pagamento da bolsa inclui as despesas com matrículas, mensalidades, passagens e transporte, hospedagens e material didático. A medida também alcança os procuradores que estão se licença remunerada.

Um procurador em Maceió recebe, em média, R$ 30.510,05.

Em nota, a PGM informou que o pagamento judicial feito pelos devedores inscritos na Dívida Ativa é quem banca as bolsas dos procuradores.

Disse também que a resolução publicada nesta terça-feira no diário oficial do município é para dar transparência o que está regulamentado através de uma lei delegada de 2014. Veja nota completa mais abaixo.

Ao assumir a administração municipal, o prefeito JHC revelou um rombo de 300 milhões de reais deixado pela gestão Rui Palmeira.

A Secretaria de Economia anunciou política de cortes incluem aumento zero ao funcionalismo e suspensão de novos concursos públicos.

Nota completa da PGM

A Procuradoria Geral do Município de Maceió esclarece que a publicação da Resolução 001/2021 , do Conselho Superior da PGM Maceió, apenas regulamentou a Lei Delegada n. 2/2014 (Lei Orgânica da PGM), em vigor, justamente para garantir a transparência e o cuidado com o bem público. Com isso, não está sendo liberado nenhum ressarcimento imediato.

A concessão de bolsas de estudo para o procurador do município está prevista no inciso VII, do art. 106 da referida Lei Delegada. A publicação disciplina ainda que os pedidos devem ser formulados em requerimento dirigido ao Procurador-Geral do Município, que encaminhará o caso à análise do Conselho Superior da Procuradoria-Geral de Maceió.

Também há um limite de pagamento de bolsas que deve ser respeitado, podendo apenas serem ressarcidas as bolsas dentro do valor atendido por deliberação do Conselho.

É importante ressaltar que os recursos utilizados para essa finalidade, previstos na Lei Delegada, não são verba municipal, mas oriundos de pagamento judicial feito pelos devedores inscritos na Dívida Ativa. Logo, o eventual ressarcimento dessas despesas não acarretarão em qualquer custo ao erário municipal.FacebookTwitterWhatsApp

Fonte: Repórter Nordeste

Com energia privatizada, nordestinos sofrem com preços altos e serviços ruins

Aumentos acima da inflação, apagões e falhas no atendimento são algumas das reclamações dos moradores de três estados do Nordeste e um do Norte, onde as estatais foram vendidas para a Equatorial Energia

Moradores de das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul sentem no dia a dia o resultado negativo das privatizações das companhias estaduais de energia. Os relatos são de aumentos exorbitantes de tarifas, apagões e serviços prestados de péssima qualidade aos clientes. Esses problemas podem se espalhar para todos os estados do país se a Eletrobras for privatizada, como quer o governo de Jair Bolsonaro (Ex-PSL).

Todos os compradores das empresas públicas são, é claro, donos de empresas privadas que, em nome do lucro, como era previsível e foi alertado pela CUT e pelos sindicalistas da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), deixam a população sem atendimento decente, mesmo cobrando altos valores nas tarifas de energia. ´

O Portal CUT listou alguns exemplos de como essas privatizações, ao contrário do que diz o governo, trazem enormes prejuízos ao país e ao povo brasileiro.  

Na primeira matéria, vamos mostrar o que vem ocorrendo no Nordeste desde que empresas estaduais foram privatizadas. Na região, a mesma empresa, a Equatorial Energia, comprou as companhias estaduais de Alagoas, Piauí e Maranhão. Incluímos o estado do Pará, que apesar de ser na região Norte, também teve sua companhia de energia comprada pela Equatorial.

Veja o que ocorreu nesses estados.

Alagoas

Desde que Equatorial Energia comprou em leilão, em dezembro de 2018, ainda sob o governo do golpista Michel Temer (MDB-SP), a antiga Companhia Energética do Estado de Alagoas (CEAL) pela bagatela de R$ 50 mil (cinquenta mil reais), as contas dos 3,35 milhões de moradores do estado sofreram reajustes de energia de 26,3%, todos autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Só no ano passado o reajuste foi de 10% – índice maior do que a inflação de 4,52%. O acumulado do índice de 2019 a 2010 é de 8,83% – índices bem abaixo das correções nos valores das contas de energia.

Mesmo pagando mais caro, as reclamações contra a Equatorial Energia no Procon, em 2020, somaram 1.300. As principais queixas são sobre contas cobradas a maior e cortes de energia sem o devido prazo legal, em plena crise sanitária, com as pessoas em isolamento social, consumindo mais energia em suas casas, com renda reduzida e sem poder trabalhar e, portanto, muitas vezes, sem pagar suas contas. Insensível, a Equatorial continua cortando a energia e cobrando além do valor realmente utilizado.

Uma preocupação a mais para a idosa e pensionista Nilda Vieira, que tem toda a responsabilidade de pagar todas as despesas da casa e de mais s três pessoas, com a pensão de três salários mínimos.

“As contas de energia na minha casa chegam entre R$300 e R$ 500. Nosso dinheiro mal dá para pagar todas as contas, e esses aumentos dificultaram muito mais a nossa vida. É revoltante, eu já não sei o que fazer. Eu tento economizar, mas não sei mais o que desligar. Eu acho uma estupidez os preços da Equatorial. Este mês chegou R$502. Ainda tem o gás e a alimentação que também sempre aumentam, afirma a consumidora da Equatorial.

Lucros milionários e demissões

“A Equatorial teve lucros milionários em 2020, graças principalmente ao esforço de seus trabalhadores e trabalhadoras. O aumento no seu lucro líquido foi nada menos que 52,1%, saltando de R$ 1.484 bilhão para R$ 2.257 bilhões, em 2020 comparativamente a 2019”, afirma Dafne Orion, presidenta do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas. 

Apesar do lucro bilionário, a empresa só demite. Antes da privatização eram 1.200 trabalhadores. Hoje a Equatorial mantém apenas 700, e no início do mês ainda houve mais 10 demissões injustificadas.

Para Rilda Alves, presidenta da CUT Alagoas, os prejuízos da privatização da CEAL estão principalmente ligados aos trabalhadores que perderam seus postos de trabalho e aos usuários que tiveram aumento na tarifa do serviço.

“Quando foi discutida a privatização, o argumento apresentado para o leilão foi a melhoria nos serviços e atendimentos. Infelizmente não foi isso que vimos. Hoje, a queda de energia é muito mais frequente e ficamos sem ter a quem recorrer”, diz a dirigente.

Quedas de Energia

Moradores de todas as partes da capital alagoana, e também do interior, sofrem com as constantes quedas de energia. Na capital, Maceió, na Ponta Verde e bairros adjacentes, várias quedas são constatadas todas as semanas. Os consumidores reclamam que por causa das quedas de energia constantes estão perdendo equipamentos elétricos. O Ministério Público Federal (MPF) foi acionado para checar como andam os investimentos que a Equatorial tem a obrigação de fazer, mediante contrato em Alagoas, no valor de 545 milhões.

Piauí

Depois que a Equatorial Energia comprou a Companhia de Energia do Piauí (Cepisa), em outubro de 2018, já foram demitidos 1.500 trabalhadores concursados e houve aumento de 47,5% nas tarifas de luz. Para vender a Cepisa, em 2017, o governo de Michel Temer (MDB-SP) autorizou um reajuste imediato de 27,5% e mais 12,5% após a privatização. Também houve reajuste de mais 7,5%, desde entre 2008 e 2010.

Quem também sofreu com a privatização foram os trabalhadores da Cepisa. O Piauí tinha 2.200 trabalhadores do quadro próprio e quase a mesma quantidade de trabalhadores terceirizados.

“Éramos quase 5 mil trabalhadores, hoje já são 1.700 os demitidos, mas a empresa não nos dá acesso ao número de terceirizados. Os concursados são agora somente 650”,  critica Herbert Marinho, dirigente do Coletivo Nacional dos Eletricitários, trabalhador da  Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf/Piauí).

A Equatorial é responsável pela rede de distribuição em todo o estado do Piauí. A empresa pública, Chesf, é a geradora de energia, contudo,  também tem subestações que ligam à geração, passando pela transmissão e chegando até a rede de distribuição da Equatorial.

Maranhão

O processo de privatização da energia no Maranhão teve início na gestão da ex-governadora Roseane Sarney, na década de 1990. A empresa estadual foi vendida a um grupo norte-americano e chileno, mas faliu. Por causa disso, no houve uma nova venda em 2 de Maio de 2004. Hoje quem comanda o setor energético no estado é a Equatorial Energia.

As maiores queixas da população são a falta de energia nas cidades distantes dos principais centros, a falta de postos de atendimento que registrem reclamações e as altas tarifas. Apesar de ser um dos estados mais pobres do país, o Maranhão tem a terceira maior tarifa cobrada sobre a energia.

“A Aneel tem um mecanismo diferente para aumentar a tarifa no Maranhão. Num ano ele diz que é reajuste, no outro diz que é reposição tarifária”, ironiza Fernando Pereira, presidente do Sindicato dos Eletricitários do Maranhão (STIU-MA) e secretário de Energia da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), sobre os aumentos nas tarifas que atingiram 13,1%, de 2018 a 2020.

O precário atendimento à população é outro problema enfrentado pelos consumidores da Equatorial. Segundo Pereira, há apenas três postos instalados em São Luís para atender os 1,5 milhão de moradores da capital do estado, e o resultado são apagões que chegam a durar de dois a três dias em cidades longe dos principais centros urbanos do Maranhão.

Trabalhador terceirizado

Desde que foi privatizada, a empresa já demitiu quase 2.500 trabalhadores, mas para manter a média de 1.200, ela demite e recontrata, seis meses depois,  o mesmo trabalhador com salário menor, tíquetes de refeição também menores e sem plano de saúde, denuncia Pereira.

“É por isso que em 2 de Maio de 2004 a empresa tinha 1.280 trabalhadores e até 19 de março deste ano tem 1.164. Enquanto o ticket para o trabalhador direito é de R$ 1100, o terceirizado ganha R$ 300 na 55 Soluções, empresa criada pelo grupo Equatorial para administrar as contratações e demissões, da área administrativa”, afirma Pereira.

Já os trabalhadores de campo, que fazem consertos e manutenção das linhas de transmissão e outros serviços, são administrados por três empresas cujos contratos sociais são de construção civil, e não pertence ao grupo Equatorial, o que dificulta a atuação sindical dos eletricitários.

“Os CNPJs dessas empresas são de construção civil, não de energia, e até na hora de uma reclamação trabalhista quem vai lá defender a Equatorial é o terceirizado, da empresa ligada ao sindicato da construção civil”, critica o presidente do STIU-MA.

Pará

A Equatorial Energia comprou, em 2012, a companhia no Pará, que já havia sido privatizada em 1998. Em 23 anos de privatização da então Companhia de Energia do Pará (Celpa) já foram cinco mil, o número de trabalhadores demitidos, o que corresponde a mais de dois quadros de pessoal que a empresa possui.

“Antes da privatização eram 2.500 trabalhadores, hoje são 1.150, mas se contarmos desde 1998, o número de demitidos é muito maior. Também aumentou absurdamente o número de terceirizados. Antes a cada um trabalhador próprio direto havia um trabalhador terceirizado. Hoje de cada um próprio existem 5,5 trabalhadores terceirizados”, conta Ronaldo Romeiro, um dos coordenadores do Sindicato dos Eletricitários do Pará (STIU-PA).

Sofrem os trabalhadores e sofre a população com o descaso da empresa. A Equatorial desligou o sistema de atendimento pelo número 0800 e instalou um posto de atendimento dentro do próprio Procon, onde era uma das campeãs de reclamações. Para Romeiro, este fato deixa claro que a empresa quer diminuir as estatísticas negativas no órgão.

“É como se alguém chegasse no Procon para fazer uma reclamação contra uma empresa e o próprio dono a recebesse. É um absurdo um órgão de defesa do consumidor deixar que uma empresa privada atue dentro de suas instalações”, critica.

A maior queixa dos consumidores, segundo o dirigente, são os preços altos das tarifas. Apesar do estado do Pará ser um exportador de energia para outros estados, a população paga uma das cinco tarifas mais caras do país.

“ A Aneel é uma agência reguladora a serviço do grande capital e não da população brasileira. O grupo Equatorial faz muita propaganda, mas o índice de satisfação do cliente está nas piores posições”, afirma Romeiro.

*Colaboraram: Sandra Sena (CUT-AL) e Ronaldo Granja (Sindicato dos Urbanitários de Alagoas)

*Edição: Marize Muniz

Fonte: CUT Brasil

Pastor José Olímpio vai ser investigado pelo MP/AL

MP/AL vai apurar crime de homofobia de pastor evangélico contra o ator Paulo Gustavo. Pena para esse ilícito penal é de reclusão de um a três anos e mais pagamento de multa

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), instaurou, nesta segunda-feira (19), a notícia de fato nº MP 01.2021.00001344-0 para apurar o crime de racismo praticado pelo pastor José Olímpio, da igreja evangélica Assembleia de Deus. A 60ª Promotoria de Justiça também requisitou instauração de inquérito à Delegacia-Geral da Polícia Civil para investigar o fato. Na semana passada, o líder religioso fez uma publicação no seu perfil do Instagram desejando a morte do ator e humorista Paulo Gustavo, que está internado há mais de um mês num leito de UTI, no estado do Rio de Janeiro, tentando vencer a luta contra a Covid-19. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que declarações homofóbicas devem ser enquadradas no crime de racismo.

No documento enviado à chefia da PC, o promotor de Justiça Lucas Sachsida explicou que as declarações promovidas na rede social do pastor evangélico “têm possíveis consequências penalmente típicas da Lei nº 7.716/89, artigo 20, que estabelece como crime “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. A pena para esse ilícito penal é de reclusão de um a três anos e mais pagamento de multa, podendo chegar a cinco anos em casos mais graves.

“Tratam-se de notícias veiculadas na mídia sobre a manifestação de um pastor residente nesta capital, senhor José Olímpio, da Assembleia de Deus de Maceió, sobre o estado de saúde do ator Paulo Gustavo, que está internado em estado grave devido a Covid-19. Na postagem, o pastor coloca a imagem do ator em uma cena, conhecida nacionalmente, na qual Paulo Gustavo interrompe uma cerimônia para pedir ao padre a realização de um casamento entre pessoas do mesmo sexo, entre os personagens interpretados por ele e outro ator. Na legenda da imagem o seguinte texto é postado ‘Esse é o ator Paulo Gustavo que alguns estão pedindo oração e reza. E você vai orar ou rezar? Eu oro para que o dono dele o leve para junto de si’. Verifica-se clara referência de que estaria, o líder religioso, orando pela morte do ator e as razões são justificadas pela escolha da imagem, representativa da defesa do ator pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo”, diz um trecho do ofício encaminhado à polícia.

Para o MP/AL, apesar do pedido de desculpas feito, não há, no caso, uma vez que a publicação fora disposta nas redes sociais, na rede mundial de computadores, a aplicação do instituto da desistência voluntária (Código Penal, art. 15), razão pela qual a apuração do crime deve ser iniciada de imediato.

“Ao menos a priori e, em tese, verifica-se, neste caso, o induzimento, discriminação e preconceito, penalmente típicos nos moldes do artigo 20 da Lei nº 7.716/89”, completou Lucas Sachsida, ao lembrar a decisão do Supremo Tribunal Federal no bojo da ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO) – ADO 26/DF e do mandado de injunção – MI 4733/DF.

Fonte: Tribuna Hoje

Angola suspende TV Record de Edir Macedo

O governo angolano vai suspender, a partir de quarta-feira, a atividade da rede Record, bem como jornais, revistas, sites e rádios sem atividade efetiva nos últimos dois anos após detetar “inconformidades legais”, segundo um comunicado do ministério da tutela.

O comunicado do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), a que a Lusa teve acesso refere que a empresa Rede Record de Televisão (Angola), Limitada, que responde pela TV Record África, tem como diretor-executivo um cidadão não nacional.

Indica também que os quadros estrangeiros da Record Angola, que exercem a atividade jornalística no país, não se encontram acreditados nem credenciados no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, “inconformidades legais”  que levam à suspensão, a partir das 00h00 do dia 21 de abril, do exercício de atividade de televisão das empresas Rede Record de Televisão Angola Limitada/Recrd TV África e dos jornalistas estrangeiros a ela vinculados

A rede Record é detida pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), cuja liderança tem sido disputada em Angola pela liderança brasileira e angolana, recentemente legitimada pelo governo, tem divulgado várias reportagens críticas do governo, afirmando que os religiosos brasileiros são alvo de xenofobia em Angola.O MINTTIC detetou também que as empresas provedoras de televisão por assinatura, TV Cabo, DSTV Angola e FINSTAR (detentora da ZAP TV), embora estejam devidamente legalizadas, distribuem os canais Zap Viva, Vida TV e Rede Record “sem o registo para o exercício da atividade de televisão em Angola”, pelo que os canais Zap Viva e Vida TV têm de assegurar a sua “veiculação“.

O comunicado dá também conta da suspensão dos registos provisórios dos jornais, revistas, páginas web (site) de notícias e estações de rádio sem atividade efetiva nos últimos dois anos.

Fonte: DCM

TCU determina que governo Bolsonaro utilize 3 milhões de testes de Covid estocados

O ministro do Tribunal de Contas da União, Benjamin Zymler determinou, em 12 de abril, que o Ministério da Saúde dê destinação imediata aos kits de diagnóstico de Covid fornecidos pela Organização Pan-Americana de Saúde e que vencem entre maio e junho de 2021. Essa é a segunda vez que uma grande quantidade de testes está prestes a vencer nos porões do governo federal.

De acordo com o TCU, são 30.404 kits de testes parados, cada um com cem testes cada. No despacho, Zymler dá 15 dias para que o ministério informe ao TCU as providências adotadas para cumprir a determinação. Até agora o Ministério da Saúde não se pronunciou.

O Brasil é um dos países que menos testa, proporcionalmente, em todo o mundo.
No mês passado, um levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo com base nos dados da plataforma “Our World In Data”, de Oxford, demonstrou que entre os 10 países com mais casos de covid atualmente no mundo, o Brasil é o que menos testa.

Considerando todos os 110 países monitorados constantemente pela plataforma, o Brasil ocupa a 81ªposição, com apenas 78 testes por 100 mil habitantes. O País está atrás de nações como Cazaquistão (422 por mil), Belarus (548 por mil) e Iraque (181 por mil). Na América do Sul, o Brasil só fica à frente da Bolívia e do Equador no número de testes.

A testagem e o rastreio de casos é uma das estratégias fundamentais de combate ao coronavírus.

Publicado originalmente no site O Trabalho

Vereador Leonardo Dias pode perder mandato

Vereador é tido como inimigo do movimento negro e das pautas progressistas.

No dia de hoje (19), o Movimento Caras Pintadas, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral ( MCCE-AL) e o Núcleo de Combate à Improbidade Administrativa (NCIA), protocolizaram expediente direcionado ao Presidente da Câmara Municipal de Maceió, Vereador Galba Neto, solicitando informações acerca do Processo de Pedido de Cassação de Mandato do Vereador Leonardo Fonseca Dias, e providências em caráter de “Urgência”, com esteio na suposta quebra de decoro parlamentar, quando o Edil  atrapalhou a vacinação de idosos, no estacionamento do Jaraguá , revoltando vários idosos que tiveram dificuldades para sua vacinação.
 Na ocasião o ato irresponsável do Parlamentar que liderava a manifestação, não teve a mínima sensibilidade nas milhares de mortes ocasionadas pelo vírus Covid-19, fazendo campanhas de negacionismo, seguindo seu líder maior Bolsonaro. 
“A Câmara Municipal de Maceió, precisa dar uma resposta a sociedade maceioense,  referente este ato vil, de total falta de compromisso com a vida humana”, desabafa Raudrin de Lima, Coordenador Nacional do Movimento Caras Pintadas. 
“Somos defensores da vida humana, neste momento triste da humanidade , parlamentares dessa baixa categoria , não pode está no parlamento, torcendo e fomentando o cada pior melhor , para defender sua posição política de extrema-direita”, afirma Fernando Cpi, Coordenado Estadual do MCCE-AL. 
“Os nossos idosos merecem ter seus direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal, atos como esse praticados pelo vereador Leonardo, tem que ser veementemente combatido, e a Câmara Municipal de Maceió, através do seu regimento e do Conselho de ética precisa fazer cumprir com seu Mister de investigar a conduta e aplica a sanção cabível que as regras impõem “, concluiu Devis Klinger, Coordenador do NCIA.

Fonte: O Fato AL

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