Governo Bolsonaro propõe aumentar em até 4 vezes preço do gás natural

A diretoria da Petrobras, indicada pelo governo Bolsonaro, propõe aumentar entre duas e quatro vezes o preço do gás natural no ano que vem nos novos contratos que a estatal está negociando com as distribuidoras estaduais, informa o Valor.

Segundo o jornal econômico, a Abegás, associação representante das concessionárias de gás, pretende entrar com uma representação no Cade contra a petroleira.

A entidade afirma que a Petrobras apresentou propostas de contrato com diferentes prazos de validade e valores. Para os de curto prazo (seis meses a um ano), o aumento proposto é de até quatro vezes. Para os de prazo mais longo (quatro anos), a alta sugerida é de duas vezes.

“Um contrato desse tipo fecharia o mercado por mais quatro anos, impediria a abertura do mercado”, alegou Marcelo Mendonça, diretor de estratégia e mercado da Abegás. “A Petrobras está exercendo seu poder de mercado e colocando uma situação em que as distribuidoras não teriam opção de aquisição junto a outras empresas”, acrescentou.

Segundo uma fonte do Valor, a Petrobras decidiu aumentar os preços diante da alta expressiva do preço do gás natural liquefeito (GNL) no mercado global.

O governo Bolsonaro, que a frente da Petrobras, tem usado uma política de dolarização da gasolina, o que tem provocado aumentos constantes nos postos, quer transformar o gás num elemento de lucro dos acionistas da empresa, o que pode aprofundar ainda mais a crise energética que o país vive.

Redação com Valor e Brasil 247

Fonte

Moradores protestam contra descaso da BRK e bloqueiam Ecovia Norte

Os moradores do Aprígio Vilela reclamam de falta d’água e bloqueiaram Ecovia Norte

Moradores do Conjunto Aprigio Vilela, no Benedito Bentes, bloquearam, na tarde desta quarta-feira, 10, os dois sentidos da Ecovia Norte, que liga os bairros Benedito Bentes e Guaxuma. Os manifestantes atearam fogo a objetos na pista e algumas pessoas levaram até cadeiras e sentaram para obstruir a via. O protesto foi encerrado e a pista foi liberada por volta de 17h35. 

Eles alegam que estão há mais de 30 dias sem água e não estão sendo atendidos pela BRK para resolver a situação. “Há 30 dias não chega água de jeito nenhum nas torneiras e há 90 dias não se enche uma caixa d’água”, disse uma moradora.

A BRK é a empresa que comprou a CASAL (empresa estatal), num polêmico processo de privatização realizado pelo governador Renan Filho (MDB).

Redação com TNH1

Diretor-geral da PF usou dinheiro suspeito para comprar imóvel de mais de 3 milhões nos EUA

Diretor-geral da PF não explicou a origem de mais de 3 milhões que ele usou para comprar imóvel de luxo em Miami Beach

O diretor-geral da Polícia Federal, delegado Paulo Maiurino, comprou e quitou, em 16 meses, um apartamento de US$ 675 mil (R$ 3,5 milhões) em Miami Beach. O financiamento foi de US$ 337,5 mil, ou R$ 1,9 milhão no câmbio de hoje. O expediente é incomum porque, na modalidade escolhida, Maiurino acabou pagando mais, entre taxas do banco e juros. Por outro lado, a operação desperta menos a atenção das autoridades financeiras dos EUA encarregadas de fiscalizar a origem do dinheiro de compras feitas à vista. A existência do apartamento foi revelada pelo repórter Allan de Abreu.

Mas não é só isso que causa estranheza na transação imobiliária feita pelo diretor-geral, em 2016. O salário bruto de um delegado de classe especial da PF, atual posição hierárquica de Maiurino na corporação, é de R$ 31 mil. Em valores líquidos, são cerca de R$ 25 mil. Já sua companheira, a funcionária pública Renata Veit, é assessora parlamentar no gabinete do deputado Bacelar, do Podemos da Bahia, desde abril deste ano; ela teve em outubro um rendimento líquido, já com auxílios, de R$ 6,2 mil.

O apartamento de Maiurino, comprado com Veit, fica em um condomínio à beira-mar, chamado Peloro Miami Beach. Para manter a propriedade, é necessário pagar um imposto anual, semelhante ao IPTU, fixado em 1,8% do valor do imóvel, ou seja, US$ 12.150 anuais, levando em conta o montante dispendido pelo casal. No câmbio de hoje, são R$ 66,8 mil — só de IPTU. Assim, quase todo o rendimento anual de Renata seria destinado apenas para esse gasto.

Documento comprovando que o diretor geral da PF quitou financiamento
O diretor-geral precisou de apenas 16 meses para quitar um empréstimo de mais de US$ 300 mil

Outro desembolso significativo para manter o apartamento é a taxa de condomínio, que é de cerca de US$ 1 mil por mês, o que equivale a R$ 5,5 mil mensais. São mais R$ 66 mil em gastos para o casal. Somados os dois gastos, o apartamento custa R$ 132,8 mil por ano.

Procurado, Maiurino se recusou a informar a origem do dinheiro para comprar o apartamento. O histórico profissional do delegado pouco explica de onde ele teria conseguido os milhões para comprar o imóvel. Ele ingressou na PF em 1998 e, em 2009, virou chefe da Interpol no Brasil. No ano seguinte, ele saiu do cargo para uma posição comissionada no Ministério da Justiça.

Depois disso, ele foi secretário parlamentar do deputado Marcelo Squassoni, do Republicanos de SP, seu primo. Também ocupou os cargos de secretário de Esportes do estado de São Paulo durante a gestão de Geraldo Alckmin e secretário de segurança do STF. Ele nunca trabalhou na iniciativa privada, em que os salários não têm limites como na iniciativa pública.

Procurada, a PF disse apenas que “o patrimônio, bem como todas as movimentações financeiras por ele realizadas, constam devidamente informados nas declarações de imposto de renda apresentadas à Receita Federal do Brasil, com acesso autorizado à Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União”.

Fonte: Metrópoles

Lula vence no primeiro turno, aponta pesquisa Genial Quaest

Lula tem 48% dos votos (56% dos válidos) e vence no primeiro turno, aponta pesquisa Genial Quaest

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva possui 48% das intenções de voto para a Presidência da República em 2022 contra 21% de Jair Bolsonaro, aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) pela CNN Brasil. Se a eleição fosse hoje, Lula quase certamente venceria a eleição em primeiro turno – ele tem 56% dos votos válidos.

Ainda conforme o levantamento, em seguida aparece o ex-ministro Sergio Moro – condenado por parcialidade nos processos contra Lula, com 8%; Ciro Gomes (PDT), com 6%, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 2%; e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), 1%. Felipe d’Avila (Novo) não pontuou. Os votos brancos, nulos e indecisos totalizaram 14%.

Em um segundo cenário, com o governador gaúcho Eduardo Leite, Lula também lidera com 47%, seguido por Bolsonaro (21%). Em seguida,estão Sergio Moro (8%); Ciro Gomes (7%); Rodrigo Pacheco (1%) e Eduardo Leite (1%). Felipe d’Avila não pontuou. Os votos brancos, nulos e indecisos também somaram 14% do eleitorado. 

Lula lidera as intenções de voto contra Bolsonaro em todas as regiões do país com uma distância de  47% no Nordeste e 8% no Centro-Oeste, região que registra a menor diferença. 

No levantamento espontâneo, 49% dos entrevistados afirmam estarem indecisos. O ex-presidente Lula registra  29% das intenções de voto, 7 pontos percentuais a mais do que o apontado no levantamento anterior, realizado em outubro. Jair Bolsonaro caiu um ponto e aparece com 16%. 

Lula também venceria todos os demais postulantes em um eventual segundo turno venceria em todas. No primeiro cenário, com 57% das intenções de voto, contra 27% de Bolsonaro. Caso disputasse com Moro, Lula teria 57% das intenções de voto, contra 22% do ex-juiz.

A pesquisa ouviu 2.063 entrevistados entre os dias 3 e 6 de novembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Fonte: Brasil247

Lula tem 55% e Bolsonaro 24% em Alagoas

Pesquisa divulgada nesta terça (09), mostra a ampla vantagem do ex-presidente Lula na corrida pela presidência entre eleitores do estado de Alagoas. A pesquisa é feita pelo Instituto Ibrape.

Em questionamento estimulado, 55% dos entrevistados votariam em Lula. Bolsonaro aparece em segundo com 24%. Na sequência temos: Ciro Gomes com 4%, José Luiz Datena e Sérgio Moro, ambos com 1%. João Doria, Eduardo Leite e Luiz Henrique Mandetta não pontuaram.

Brancos e nulos somaram 8% e indecisos 7%. A pesquisa ouviu mil pessoas, entre 30 de outubro e 02 de novembro.

Fonte DCM

MP entra na Justiça para que Galba Netto bote a LDO em votação

O Ministério Público Estadual (MP) ingressou com uma ação civil pública com pedido liminar de tutela de urgência na 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital contra a Câmara Municipal de Maceió e o presidente da Casa de Leis, vereador Galba Netto (MDB), para que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2022 seja apreciada e votada em caráter de urgência. No dia 04 de novembro, o juiz Douglas Beckhauser de Freitas concedeu a tutela requerida e estabeleceu multa diária ao presidente da Casa de Leis, em caso de descumprimento.O valor da ação é de R$ 100 mil.

A promotora Fernanda Maria Moreira de Almeida Lôbo, da 15ª promotoria de Justiça da Capital, foi a autora da ação, que estabelece multa diária em caso de descumprimento. Ela ainda acusa o presidente Galba Netto de descumprir o regimento interno do Legislativo. “Atente-se ainda que o regime de prioridade disciplinado nos artigos 163 c/c o § 2º do artigo 297 do regimento interno da Câmara Municipal vem sendo desconsiderado pelo presidente da Mesa Diretora, a quem cabe o cumprimento dos preceitos ali delineados”.

Fernanda Lôbo ainda destacou que a ação não fere o princípio da separação dos poderes. “Não de trata de intromissão indevida na esfera do Poder Legislativo, nem de atos inseridos na categoria interna corporis, mas de intervenção judicial para dirimir conflitos nos termos da Lei, efetivando o cumprimento das disposições constitucionais, em consonância a normativa prevista na Lei Orgânica do Município de Maceió e seu Regimento Interno”.

Ainda de acordo com o texto, o presidente da Mesa Diretora não seguiu as recomendações dadas pelo órgão ministerial anteriormente diante da “persistente omissão”, o que justifica a necessidade de concessão de tutela provisória com urgência em caráter liminar, sem oitiva do réu.

No dia 04 de novembro, o juiz titular da 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Douglas Beckhauser de Freitas, concedeu a tutela de urgência requerida para que o presidente da Câmara de Maceió dê cumprimento ao artigo 297 do Regimento Interno, para que sejam adotadas as medidas necessárias e urgentes para a votação imediata da LDO.

O magistrado estabeleceu multa diária no valor de R$ 1 mil ao presidente da Câmara de Maceió, em caso de descumprimento, após o prazo de 5 dias a partir da ciência da decisão. O prazo para que a parte ré apresente defesa é de até 30 dias.

Fonte: 7segundos

Trabuco, do Bradesco, pressiona pela aprovação da PEC 32 que desmancha os serviços públicos

Suspensão temporária de emendas embola PECs; Trabuco, do Bradesco, sai em defesa das reformas “neste momento”

Entre idas e vindas da PEC 32, uma coisa é certa: nada está decidido. Na última sexta-feira, 5, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber concedeu uma liminar que dificulta a principal estratégia do governo para aprovar propostas como a PEC dos Precatórios e a reforma administrativa: a troca de votos dos parlamentares por bilhões de reais em emendas. A decisão é provisória e ainda será discutida no Plenário do Supremo, mas o mercado já está preocupado e, em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, veio o recado: as reformas são a exigência do mercado para seguir dando sustentação a Jair Bolsonaro (sem partido) e Paulo Guedes.

Lira procura Fux para reverter decisão de Weber

No final da tarde de sexta, após ações dos partidos Psol, PSB e Cidadania, Weber determinou a suspensão integral e imediata da execução dos recursos oriundos das chamadas “emendas do relator” relativas ao Orçamento Geral da União deste ano, até que seja julgado o mérito das ações que questionam a prática no Congresso Nacional. A ministra determinou, ainda, que sejam tornados públicos os documentos que embasaram a distribuição de recursos provenientes dessas emendas nos orçamentos de 2020 e deste ano. A decisão estabelece ainda que sejam adotadas medidas de transparência para que todas as demandas de parlamentares voltadas à distribuição de emendas do relator-geral do Orçamento, independentemente da modalidade de aplicação, sejam divulgadas. “Causa perplexidade a descoberta de que parcela significativa do Orçamento da União Federal esteja sendo ofertada a grupo de parlamentares, mediante distribuição arbitrária entabulada entre coalizões políticas”, diz a decisão. A liminar será submetida ao plenário em sessão virtual extraordinária entre terça-feira, 9, e quarta, 10. Na tarde de segunda, está prevista reunião do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para tentar reverter a decisão.

Bolsonaro sai em defesa das emendas

Não é só Lira que busca reverter a suspensão das emendas, Bolsonaro também entrou em campo para demonstrar o quanto elas são estratégicas para o Planalto. As “emendas de relator” são emendas ao Orçamento sobre as quais apenas o relator da Lei Orçamentária tem poder (para 2022, o relator é Hugo Leal, do PSD do Rio de Janeiro) para distribuir. O Palácio do Planalto escolhe para quem vai liberar dinheiro do orçamento e aceita que o parlamentar indique o valor e o que deve ser feito com o montante, incluindo a cidade que irá receber. Em troca, o deputado ou senador favorecido apoia propostas do governo no Congresso.

É por meio desses recursos que o governo vem buscando arrematar apoios de deputados e deputadas para seus projetos. Conforme o Sintrajufe/RS noticiou na última semana, nas vésperas da votação da PEC dos Precatórios em primeiro turno, quando acabou aprovada, o governo direcionou R$ 1,2 bilhão em emendas de relator para garantir os votos – e, mesmo assim, quase não conseguiu. Na reforma administrativa (PEC 32/2020), o valor oferecido pelo governo já está estipulado: R$ 20 milhões para cada parlamentar que votar pela destruição dos serviços públicos.

Arapiraca desponta com Lira; desvio de recursos é apurado em “feirão de emendas”

Em alguns casos, essas emendas têm servido até mesmo para desvio de recursos públicos, como o Sintrajufe/RS denunciou no dia 8 de outubro em matéria sobre o “feirão de emendas”. Neste domingo, 7, reportagem publicada pelo jornal O Globo trouxe novas revelações sobre o uso das emendas de relator. Conforme o jornal, essas emendas “têm beneficiado mais neste ano cidades que são redutos eleitorais de lideranças políticas do Centrão e aliados do governo”. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), é o grande operador da distribuição e também leva suas vantagens: “Na Câmara, o presidente Arthur Lira (PP-AL) controla, junto com os ministérios da Secretaria de Governo e da Casa Civil e os líderes partidários mais próximos, as planilhas que marcam a distribuição das emendas de relator. Segundo levantamento obtido pelo GLOBO, com números consolidados até o último dia 22, a cidade de Arapiraca, no Oeste de Alagoas, reduto de Lira, foi a segunda que mais teve valores de emendas empenhadas até aqui: R$ 64 milhões. O total é quatro vezes maior que o das emendas individuais reservado a cada congressista”. A reportagem também destaca os benefícios para caciques do PP e do PL e a disparidade entre os municípios: “Há 1.338 municípios que não receberam nenhum recurso, o que corresponde a 24% do total. A média é de cerca de R$ 1 milhão empenhados por cidade até agora. Há apenas 48 prefeituras que receberam mais de R$ 10 milhões”.

Trabuco, do Bradesco, desvenda “sonho” dos banqueiros por “reformas”

Nesta segunda-feira, 8, o jornal O Estado de S. Paulo publicou o artigo “Reformas não podem ser esquecidas”, do banqueiro Luiz Carlos Trabuco Cappi, do Bradesco. Para Trabuco, a principal causa da crise econômica é “o fato de que o sonho das reformas estruturantes da economia ficou mais distante”. Ele critica a falta de diálogo em torno do tema e diz que “a pressa e a falta de substância das propostas hoje discutidas explicam a sensação de que nada mais será votado”. Sobre a reforma administrativa, o banqueiro chega a falar na possibilidade de “ajustes”, deixando claro que mesmo o mercado não está totalmente contente com a proposta. E conclui: “É preciso resgatar o sonho das reformas”. A intenção fica clara: deixar claro para o governo que o mercado não desistiu de seu projeto, mas que Bolsonaro e Guedes também não podem desistir.

Ampliar a pressão para derrotar a reforma administrativa

Enquanto o governo briga para ter o direito de comprar votos e o mercado pressiona pelas reformas, o caminho dos trabalhadores é o da luta e da pressão sobre os parlamentares. Nesta semana, o Sintrajufe/RS está mais uma vez em Brasília para, juntamente com outras entidades, buscar votos contrários à reforma administrativa. Ao mesmo tempo, nas redes sociais, servidores e servidoras seguem enviando mensagens e comentários a deputados para lembrar a eles quem, como diz a insígnia das últimas mobilizações, “quem votar não volta”. O momento é de reforçar essa pressão em todas as instâncias para convencer os deputados e as deputadas e barrar a reforma. Por isso, o Sintrajufe/RS disponibilizou em seu site a lista com os contatos de todos os deputados e deputadas do Rio Grande do Sul, possibilitando que os e as colegas enviem mensagens cobrando o voto contrário à reforma. Veja as informações abaixo.

Envie mensagens a deputados e deputadas do RS e pressione contra a PEC 32!

Se você não enviou, envie. Se já fez, envie novamente. A luta contra a PEC 32/2020 precisa ser intensificada, pois a proposta pode ser votada no plenário da Câmara em outubro. Para aprovação, o governo precisa de 308 votos (três quintos) e vai fazer de tudo para conseguir.

O futuro dos serviços públicos e os direitos da população e dos servidores e servidoras está ameaçado pela reforma administrativa (PEC 32/2020) de Guedes e Bolsonaro. Por isso, vamos aumentar a mobilização. A pressão sobre deputados e deputadas tem que ser total. Mande mensagens por WhatsApp e e-mail, comente nas redes sociais deles. Com nossa mobilização, podemos derrotar essa proposta.

Fonte: Sintrajufe-RS

Jornal do Acta estreia com sucesso na TVCOM Maceió

Parceria entre a TVCOM Maceió e a Acta permitiu a viabilização do projeto

Estreou hoje, 08 de novembro, das 18 às 19 horas, o Jornal da Acta na TVCOM Maceió (canal 12 da NET/Claro). O projeto vinha sendo preparado há dois meses e finalmente foi ao ar hoje. Maceió ganha um novo telejornal feito por profissionais experientes e comprometidos em apresentar os fatos com fidelidade e compromisso social.

Para Warner Filho, representante da Acta, o projeto viabilizou a volta de profissionais experientes renomados da TV alagoana ao formato televisivo, graça a parceria com a TVCOM Maceió e “ganha a população que terá um telejornal feito por profissionais de altíssimo nível e credibilidade”.

Para o professor Luizinho, representante do movimento sindical na Diretoria Executiva da TVCOM Maceió, esse projeto marca a retomada da TVCOM Maceió com novas parcerias e novos formatos, o que “fortalece ainda mais a comunicação popular e independente”.

Para a viabilização do projeto, também foi fundamental a contribuição técnica de Paulo Cajueiro, colaborador e parceiro da TVCOM Maceió.

Fonte: Assessoria TVCOM Maceió

Governo Bolsonaro coloca em risco a realização do Enem

Trinta e três funcionários do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), pediram exoneração nesta segunda-feira (8) dos cargos que ocupavam. A prova será realizada nos dias 21 e 28 de novembro, daqui a menos de duas semanas.

Inicialmente, 13 nomes haviam se demitido de suas funções. Ao longo do dia, outros 20 servidores pediram exoneração e se integraram ao grupo (veja a lista com todos os nomes mais abaixo nesta reportagem). O g1 procurou os servidores, mas não conseguiu contato.

No pedido de dispensa encaminhado à diretoria do Inep, os servidores justificam a saída pela “fragilidade técnica e administrativa da atual gestão máxima” do órgão. Também mencionam episódios de assédio moral, expostos em uma assembleia realizada na quinta-feira (4).

Entre os demissionários, está Camilla Leite Carnevale Freire, que integrava a coordenação-geral do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), de acordo com informações do Portal da Transparência. Assim como o Enem, essa prova também está prestes a acontecer: será aplicada no próximo domingo (14).

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) informou que o cronograma de execução Enem 2021 está mantido e não será afetado pelos pedidos de exoneração de servidores Inep. Segundo o órgão, as provas do exame já se encontram com a empresa aplicadora e o instituto está monitorando a situação para garantir a normalidade de sua execução.

A Frente Parlamentar Mista da Educação, representada pelo professor Israel Batista (PV-DF), informou que vai protocolar na Comissão de Educação requerimentos para convocar o presidente do Inep, Danilo Dupas, e o ministro da Educação, Milton Ribeiro, para prestarem esclarecimentos sobre a situação. Os requerimentos precisam ser votados.

Outras demissões

A demissão em massa no Inep acontece dias após o pedido de exoneração de dois coordenadores ligados à realização do Enem.

Na sexta-feira (5), Eduardo Carvalho e Hélio Junio Rocha Morais, que ocupavam os cargos de coordenador-geral de exames para certificação e coordenador-geral de logística da aplicação, respectivamente, pediram demissão. Procurados pelo g1, eles não quiseram dar declarações públicas.

Em setembro, o então diretor de tecnologia responsável pela versão digital do exame, Daniel Miranda Pontes Rogério, solicitou exoneração de seu cargo. De acordo com o Inep, a decisão partiu de Rogério, que alegou “motivos pessoais”.

Cobranças ao MEC

Em nota divulgada nesta segunda-feira, a Associação dos Servidores do Inep (Assinep) lamentou “profundamente” que o instituto tenha “chegado a esse ponto”.

Afirmou ainda que os demais servidores que continuam no Inep vão seguir trabalhando para que as demandas do órgão sejam cumpridas, mas cobrou uma “atuação urgente” do MEC e do governo federal para resolver a questão.

Alexandre Retamal, presidente da Assinep, afirmou à reportagem que os servidores só estavam tomando essa atitude “como um alerta para a sociedade para não serem responsabilizados diante de tudo o que pode acontecer”.

Ele ressaltou que, além do Enem, o Inep também cuida de sistemas que, por exemplo, estão ligados ao Censo da Educação Básica em 202. As informações do censo servem para a distribuição de recursos do Fundeb, que, segundo ele, está atrasada.

Lista de quem pediu exoneração nesta segunda (8)

De acordo com informações obtidas pelo g1, pediram demissão nesta segunda-feira:

  1. Marcela Guimarães Côrtes, coordenadora-geral;
  2. Natalia Fernandes Camargo, coordenadora-geral substituta;
  3. Nathalia Bueno Póvoa, coordenadora-geral-substituta;
  4. Vanderlei dos Reis Silva, coordenador;
  5.  Gizane Pereira da Silva, coordenadora-substituta;
  6. Hélida Maria Alves Campos Feitosa, servidora pública federal;
  7. Samuel Silva Souza, servidor público federal;
  8. Camilla Leite Carnevale Freire, servidora pública federal;
  9. Douglas Estevão Morais de Souza, coordenador-substituto;
  10. Patricia da Silva Onório Pereira, coordenadora;
  11. Denys Cristiano de Oliveira Machado, coordenador;
  12. Alani Coelho de Souza Miguel, coordenadora-substituta;
  13. Leonardo Ferreira da Silva, coordenador-substituto;
  14. Francisco Edilson de Carvalho Silva, coordenador-geral;
  15. Silvana Maria Lacerda Gonçalves, servidora pública federal;
  16. Andréia Santos Gonçalves, coordenadora-geral;
  17. Victor Rezende Teles, substituto;
  18. Helciclever Barros da Silva Sales, coordenador;
  19. Helio Pereira Feitosa, coordenador;
  20. Saulo Teixeira dos Santos, servidor público federal;
  21. Edivan Moreira Aredes, coordenador-substituto;
  22. Rita Laís Carvalho Sena Santos, coordenadora;
  23. Danusa Fernandes Rufino Gomes, coordenadora-substituta;
  24. Claudia Maria Ribeiro Gonçalves Barbosa Marques, servidora pública federal;
  25. Rosária Duarte Melo, servidor público federal;
  26. Elysio Soares Santos Junior, coordenador-geral-substituto;
  27. Karla Christina Ferreira Costa, servidor público federal;
  28. Adelino Nunes de Lima, coordenador-geral-substituto;
  29. Clediston Rodrigues Freire, servidor público federal;
  30. Clara Machado da Silva, servidora pública federal;
  31. André Augusto Fernandes Pedro, coordenador-substituto;
  32. Taíse Pereira Liocádio, servidor público federal;
  33. Gustavo Caetano Oliveira de Faria Almeida, servidor público federal.

Críticas ao planejamento do Enem

Na assembleia da semana passada, servidores do Inep disseram ver risco à aplicação da prova do Enem 2021 pelo que classificam de “falta de comando técnico”.

Em um ato realizado em frente ao prédio do instituto, em Brasília, um grupo de funcionários afirmou que a atual gestão promove um “clima de insegurança e medo”.

De acordo com o relato dos servidores, entre outras queixas, a aplicação das provas do Enem está sendo elaborada sem a atuação das Equipes de Incidentes e Resposta (ETIR), por decisão “arbitrária e unilateral” de pessoas com cargos de chefia, ligadas à presidência do instituto.

O grupo que fez o protesto conta que os técnicos do Inep não têm sido ouvidos. A associação que representa os servidores disse que iria enviar um relatório com as denúncias sobre os problemas para parlamentares federais.

Análise de especialistas

Para Reynaldo Fernandes, presidente do Inep entre 2005 e 2009, as demissões por si só não devem causar impacto na aplicação do Enade e do Enem, previstos para acontecerem ainda em novembro.

“Se tudo tiver corrido devidamente bem até aqui, as provas já estão encaminhadas. Dificilmente essa debandada de agora vai impactar a prova, a menos que elas só sejam um sinal de que as coisas não estavam bem. Neste caso, qualquer prejuízo seria um resultado de problemas prévios, e não das recentes exonerações”.

Já Maria Helena Guimarães Castro, presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), diz que o alto número de demissões é preocupante por poder significar algum problema interno no Inep. “É preciso investigar o que está levando tantos servidores de carreira, pessoas dedicadas que têm trabalhado muito pra garantir o funcionamento do Inep, a se desligarem de seus cargos”.

No entanto, ela ainda acredita que as provas podem ser aplicadas nas datas previstas sem problemas relacionados às demissões.

Fonte: G1

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS