Genocida não pode ser cidadão maceioense!

A Câmara Municipal de Maceió vota hoje, quarta-feira (28), o projeto de lei de autoria do vereador Leonardo Dias (PSD) que pretende conceder o título de cidadão honorário de Maceió para o presidente genocida Jair Bolsonaro.

É um tapa na cara dos parentes das cerca de 400 mil vítimas mortais de Covid-19 esse título e um verdadeiro insulto essa iniciativa.

Bolsonaro é responsável pelo descaso com a saúde pública e por todo esse genocídio contra o povo brasileiro. Bolsonaro nega a vacina e o auxílio emergencial, o que provocará mais mortes.

O vereador Dr. Valmir (PT) e Teca Nelma (PSDB) estão articulando a resistência na Câmara para que Maceió não passe por esse vexame nacional.

Manifestação contra corte de bolsas na Universidade de Juiz de Fora

A juventude se lançou na luta contra os cortes de mais de 800 bolsas que antes eram oferecidas aos estudantes e a demissão de mais de 300 trabalhadores terceirizados da Universidade Federal de Juiz de Fora. Nem mesmo a chuva foi capaz de espantar os jovens que participaram do ato na tarde do último dia 27 de abril no portão da UFJF. Com palavras de ordem contra o governo e uma faixa em mãos com os dizeres “Não aos cortes na UFJF – Fora Bolsonaro” os estudantes fechavam e liberavam o trânsito enquanto dialogavam com a população.

Em seguida, a mobilização seguiu em direção à reitoria da universidade onde foram feitas falas denunciando o sucateamento sistêmico das universidades públicas brasileiras, processo agravado desde a implementação da famigerada EC 95 do golpista Michel Temer.

Não dá para aceitar os ataques promovidos pelo Governo Bolsonaro e manter a inércia como parecem desejar diversos setores da esquerda brasileira, desde os caciques das centrais sindicais, aos dirigentes partidários e os movimentos sociais e de juventude.
Fica cada vez mais claro que a campanha do “Fique em casa” só serve para que Bolsonaro governe de braçada, sem enfrentar uma oposição verdadeiramente organizada, enquanto se empilham corpos de trabalhadores mortos e ataques aos direitos daqueles que sobrevivem. A hora é de organizarmos uma verdadeira luta por Fora Bolsonaro e todo esse governo genocida!

Durante a atividade foi respeitado o distanciamento social e o uso de máscaras, afinal, ainda vivemos uma pandemia, muito por culpa do governo genocida de Bolsonaro que não testa, não rastreia e nem ao menos vacina a população.

Fonte: Juventude Revolução

Começa hoje o Seminário desfinanciamento, obscurantismo, mordaça e militarização na educação pública

Começa hoje, às 19 horas, o Seminário A Educação Pública Ameaçada, discutirá as ameaças de desmonte do ensino público. O evento será transmito pelo canal ProgradUFAL no youtube.

Os palestrantes serão Celi Taffarel (Ufba), Nelson Galvão (CNTE), e Dani Braz (UNE) e a mediação de Consuelo Correia, presidenta do Sinteal.

O Seminário segue com duas mesas na quinta-feira e uma na sexta-feira.

As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas em https://doity.com.br/educacao-publica e os participantes receberão certificados.

Servidores cobram de Renan Filho mais de 15% de reposição salarial atrasada

Apesar do aumento de 4,75% anunciando pelo governador, entidades de servidores públicos cobram reposição salarial de 15%

Segundo os sindicatos, desde o início do governo Renan Filho (MDB), que os servidores públicos de Alagoas vem acumulando perdas salariais, já que o Estado não concedeu nem a reposição da inflação.

Em alguns casos como na Secretaria de Agricultura e nas universidades estaduais e Detran, as entidades representativas calculam perdas superiores a 30%, já que não tiveram todas as correções da inflação durante o governo de Teotônio Vilela (PSDB).

Na educação, na saúde e na segurança pública, a insatisfação é grande. Para a CUT, o governo “precisa ouvir urgentemente as entidades, pois tem o problema salarial e também o de concurso público”.

Bill Gates e a big farma são contra compartilhamento de fórmulas de vacinas com países pobres para combater a pandemia

É isso mesmo, para os bilionários que controlam a indústria farmacêutica no mundo, nada de compartilhar a fórmula de vacina com países pobres

Centenas de entidades de todo o mundo promovem uma campanha em prol da suspensão das patentes da vacina contra covid-19, com isenção de obrigações do Trips, acordo que regula a propriedade intelectual.

Isso permitiria que empresas de medicamentos genéricos começassem a produzir os imunizantes.

No âmbito da Organização Mundial do Comércio, já existe uma proposta formal, liderada pelos governos da África do Sul e da Índia e com o apoio de diversos países.

O problema é o dinheiro.

Bill Gates, um dos homens mais ricos do planeta, acha que suspender as proteções de patentes é uma “má ideia”.

“Existem tantos fabricantes de vacinas no mundo e as pessoas levam muito a sério a segurança delas. Mudar algo que nunca havia sido feito – mudar uma vacina, digamos, de uma fábrica [da Johnson & Johnson] para a Índia – é uma novidade. É apenas por causa de nossos subsídios e conhecimento que isso pode acontecer”, disse em entrevista à Sky News.

O bilionário se refere ao laboratório Serum, na Índia, que tem contratos com a AstraZeneca para fabricar sua vacina, conhecida internacionalmente como Covishield.

O que está atrapalhando a imunização mundial, diz ele, “não é a propriedade intelectual. Não é como se houvesse algum fabricante de vacinas ocioso, com aprovação regulatória, que faz vacinas magicamente seguras. Você tem que fazer o teste sobre essas coisas. Cada processo de fabricação precisa ser visto de uma forma muito cuidadosa.”

O jornalista Stephen Buryani, que no sábado escreveu uma coluna no Guardian sobre a necessidade urgente de dispensa de patentes e compartilhamento de tecnologia, criticou Bill Gates.

“Ele age como um otimista, mas tem uma visão verdadeiramente sombria do mundo”, escreveu.

Durante a entrevista à Sky News, Gates disse que “não era totalmente surpreendente” que as nações mais ricas como EUA, Reino Unido e outras na Europa vacinassem suas populações primeiro.

Isso se devia ao fato de que a pandemia era pior nesses países, mas disse acreditar que “dentro de três ou quatro meses a distribuição da vacina chegará a todos os países que têm a epidemia muito severa”.

Enquanto existem países que ainda não aplicaram nenhuma dose, 16% da população mundial já reservaram 70% das vacinas disponíveis.

No ritmo atual, mais de 85 países só alcançarão níveis razoáveis de vacinação em 2023.

Índios Truká derrubam igreja da Assembleia de Deus em Pernambuco

Cabrobó presenciou através das redes sociais cenas de conflito religioso, quando índios Trukás em forma de protesto contra uma declaração do Pastor da Assembleia de Deus, derrubaram o início da construção de um templo da referida igreja.

O caso se deu após em um culto na Igreja, o Pastor em uma declaração infeliz zomba da religião do Povo Truká que ao tomar conhecimento da atitude desrespeitosa, une vários índios e derrubam o início da construção do templo da igreja.

O município de Cabrobó já presenciou vários conflitos, briga entre clãs familiares, polícia contra os índios, os índios e a retomada de suas terras, e hoje vive um conflito religioso provocado pela visão fundamentalista e colonizadora da Assembléia de Deus e a resistência indígena que não tem interesse nos chamados valores civilizatórios ocidentais.

Fonte: DCM e Blog do Didi Galvão

Com Bolsonaro extrema pobreza atingem 61,1 milhões de brasileiros em 2021

Em dois anos, o número de pobres e extremamente pobres subiu 14,5 milhões e a classe média diminuiu em 4%. Para economista, efeitos negativos vão durar gerações se país não reiniciar políticas sociais

O aumento da miséria brasileira tem dois nomes e sobrenomes: Jair Bolsonaro e Paulo Guedes. O presidente da República e o ministro da Economia são responsáveis diretamente pelo aumento da pobreza e miséria da população brasileira. Este é o resultado do negacionismo de Bolsonaro, cujo governo nunca fez uma campanha decente de conscientização de proteção à Covid-19 que explicasse a importância de medidas sanitárias e do isolamento social para evitar a propagação da doença, e de não ter comprado vacinas suficientes, entre outras medidas protetivas para os brasileiros.

Se eles se importassem mais com o combate à fome, à proteção de empregos, a manutenção de direitos dos trabalhadores,  em vez de continuar fazendo o país pagar juros da dívida públicaemanter o teto de gastos públicos, muito provavelmente, o número de brasileiros vivendo na pobreza e na extrema pobreza, não teria dado um salto gigantesco, nos últimos dois anos.

O saldo negativo desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência da República, há dois anos, é de 9,1 milhões de pessoas a mais na pobreza e 5,4 milhões a mais na extrema pobreza. Ou seja, em seu governo 14,5 milhões de brasileiros foram empurrados para classes econômicas mais baixas. Hoje o país tem 61,1 milhões de pobres e de extremamente pobres. 

Diversas pesquisas (veja abaixo) mostram que a desigualdade social se tornou ainda maior desde o início da pandemia. São os pobres, de baixa escolaridade e as mulheres negras os mais atingidos tanto pela falta de emprego, pela fome, como também os que mais morrem de Covid-19, por que são essas pessoas que precisam trabalhar presencialmente, e as que, impossibilitadas de ter um emprego decente, se arriscam a ir para as ruas procurar um trabalho ou bico para se alimentar suas famílias, se expondo à doença nos transportes públicos lotados, como os de São Paulo e outras cidades populosas.

Até mesmo a classe média é afetada. De cada 10 pessoas neste estrato da população, seis perderam renda na pandemia. O número de pessoas de classe média que era de 51% da população, em 2020, cai este ano para 47% e empata agora com a classe “baixa”, com o mesmo índice de 47%.

A economista e professora do programa de mestrado em “Estado, Governo e Políticas Públicas” da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO /Brasil), Ana Luiza Matos de Oliveira, é uma das autoras, junto com as pesquisadoras Luiza Nassif-Pires, Luísa Cardoso, da pesquisa publicada pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo (Made-USP), que mostra o aumento da pobreza e miséria no país. Para ela, é preciso dar condições financeiras para que a população permaneça em casa e a economia não sofra tanto os efeitos negativos da pandemia.

” Um auxílio emergencial decente, de R$ 600 até o fim da pandemia, daria um ganho imenso na renda dessas famílias que poderiam se manter dentro de casa, impedindo a propagação da doença que já matou quase 400 mil brasileiros”, diz Ana Luiza.

Um valor maior do que o oferecido por Bolsonaro, de apenas quatro parcelas de R$ 150, R$ 250 e R$ 375é o que também defende a CUT, que incluiu um auxílio decente como uma das prioridades na pauta de reivindicações da classe trabalhadora neste  1º de Maio, que inclui democracia, emprego e vacina para todos.

“ O auxílio emergencial do ano passado, de R$ 600 e de R$ 1.200 para as mães chefes de família, minimizou os impactos da pandemia nos segmentos mais vulneráveis da população. A ajuda a 70 milhões de invisíveis para o governo Bolsonaro, desnudou a crise econômica brasileira”, diz o secretário de Assuntos Jurídicos da CUT, Valeir Ertle.

O dirigente da CUT ressalta ainda que o governo Bolsonaro não se importa com os trabalhadores, nem com os pequenos e micro empresários, que vem sofrendo para manter seus negócios. Para Valeir, o fato do governo não ter renovado o Programa de Manutenção de Emprego e Renda (BEm), de redução de jornada e salários, responsável pela manutenção de 10 milhões de empregos, segundo o próprio Ministério da Economia, demonstra o quanto a dupla Bolsonaro/Guedes, pouco se importa com a saúde e a vida das pessoas.

“No ano passado, o que ainda segurou um pouco o índice de desemprego foi o BEm, mas o governo vem desde janeiro ensaiando a sua renovação. A única possibilidade de isolamento social que tenha resultado efetivo é garantir empregos e reduzir a carga horária. O mesmo vale para os empresários, principalmente os pequenos que tem alto grau de empregabilidade, mas que não conseguem bancar os salários sem benefício fiscal. Mas, este governo só pensa em pagar os bancos”, critica Valeir.

Crise sanitária compromete futuro de gerações 

A economista Ana Luiza alerta que a forma como o governo vem enfrentando a pandemia, levando ao aumento da vulnerabilidade e da desigualdade social, terá um impacto imenso na trajetória da vida dessas pessoas.

“Imagine o futuro de quem hoje tem 15 anos e vai ficar dois anos sem estudar; o jovem que saiu recentemente da universidade, mas não encontra oportunidades de emprego?”, questiona, e complementa: “ sem apoio aos vulneráveis, sem investir em educação, o Brasil vai demorar muito mais tempo para se recuperar, e os impactos negativos para as futuras gerações serão imensos”, afirma Ana Luiza, que é doutora em Desenvolvimento Econômico. 

Para ela, a distribuição de computadores e acesso à internet para os estudantes pobres, que Bolsonaro vetou, daria um ganho imenso na renda dessas famílias. Em meados deste mês de abril, o presidente vetou integralmente o Projeto de Lei (PL) nº 3.477/20, aprovado pela Câmara Federal, que destinada verbas para escolas públicas comprarem tablets para os alunos e ter acesso a internet. 

“Só a distribuição de tablets e o acesso à internet, ajudariam, e muito, as mulheres, especialmente as negras, as mais atingidas pela vulnerabilidade social”, afirma Ana Luiza, cujo estudo faz uma estratificação por gênero e raça.

O mais triste de tudo isso é que temos instrumentos de combate à pobreza, mas este governo está engessado pelas regras fiscais e, por interesse ideológico, de achar que a extrema pobreza vai incentivar as pessoas serem empreendedoras, não põe em prática o que sabemos fazer, que é política pública social- Ana Luiza Matos de Oliveira

Políticas Públicas nos governos do PT diminuíram a pobreza

Até 2014, a pobreza diminuiu durante anos no Brasil, graças ao avanço de políticas sociais como o Bolsa Família, os ganhos reais do salário mínimo, implantado durante o governo Lula, e a ampliação do acesso à educação.

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) baseado em dados de 2001 a 2017 mostrou que, no decorrer de 15 anos, o programa Bolsa Família reduziu a pobreza em 15% e a extrema pobreza em 25%.

O atual governo sabe o quanto o auxílio emergencial de R$ 600 ajudou no combate à pobreza. Antes da pandemia, em 2019, as taxas de extrema pobreza e de pobreza eram de 6,6% e 24,8% respectivamente. Em julho de 2020 com o auge do benefício do auxílio emergencial, a taxa de extrema pobreza do país foi reduzida a 2,4% e a de pobreza a 20,3%. A estimativa é das pesquisadoras do Made-USP, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua ) e da Pnad Covid-19 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“O que dói é saber que em anos anteriores tínhamos avançado em muito nas políticas sociais. O Brasil havia saído do mapa da fome em 2014 [governo Dilma]  e este atual governo sabe o que tem de ser feito, mas nada faz”, diz Ana Luiza.

Pesquisas mostram o impacto da Covid entre os pobres e a classe média

Abaixo resumimos o que mostram as mais recentes pesquisas sobre as mortes dos mais pobres pela Covid;  a falta de oportunidades de trabalho e do uso do home office pelos pobres e de baixa escolaridade, e os impactos da pandemia na classe média brasileira.

Mortes por Covid-19 na população mais pobre

Em 2021, são consideradas pobres as pessoas que vivem com uma renda mensal per capita (por pessoa) inferior a R$ 469 por mês, ou US$ 5,50 por dia, conforme critério adotado pelo Banco Mundial. Já os extremamente pobres são aqueles que vivem com menos de R$ 162 mensais, ou US$ 1,90 por dia.

Estudos apontam que áreas pobres no país e bairros da periferia de São Paulo  morreram três vezes mais pessoas por Covid-19 do que outras regiões. Os dados são com base em 19,5 mil óbitos.

– Morreram 70% mais pessoas de Covid-19 nos locais em que mais de 10% da população tem renda per capita menor que R$ 275,00.

– Áreas com maior percentual de moradias precárias tiveram 53% mais óbitos;

– Casas com mais de três pessoas por cômodo, a taxa de mortalidade foi mais que o dobro na comparação com domicílios menos densos;

– 79,6% dos óbitos registrados na cidade do Rio de Janeiro ocorreram nas áreas mais pobres;

Fontes: Estudo “Desigualdade Social e a mortalidade pela Covid-19 na cidade de São Paulo”.  O dado sobre o Rio de Janeiro é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Desemprego afeta mais os pobres

Em 2020, na média, a taxa de ocupação no país caiu 9,5%, mas oito estados tiveram índices acima: Rio de Janeiro (14,2%); Ceará (13,8%); Pernambuco (11,7%); São Paulo (11,3%) , Bahia (11,0%) ; Sergipe (10,3%), Goiás (10,2%) e Minas Negrais (9,7%).

Entre os 50% mais pobres em São Paulo, a taxa de ocupação despencou 22%, o dobro da média do estado.

Fonte: FGV Social, a partir dos microdados da Pnad Covid, com dados do 4º trimestre de 2019 ao 4º trimestre de 2020

Classe média perde renda

O tamanho da classe média brasileira (renda familiar de R$ 2.971,37 a R$ 7.202,57) ficou no menor patamar em mais de 10 anos em relação ao total da população. 

– Em 2021, 47% de brasileiros eram de classe média. Em 2020 eram 51%, e em 2011 eram 54% da população. Já a classe baixa subiu de 38%, em 2010, para 43% em 2020, chegando aos atuais 47%.

– O número de pessoas de classe média caiu de 105 milhões, em março de 2020 para 100,1 milhões, em março de 2021 – o que representa um aumento de 4,9 milhões de brasileiros na classe baixa;

– De cada 10 brasileiros de classe média, seis afirmam ter tido perda de renda no último ano. Destes, 19% atualmente sobrevivem com metade ou menos;

– 71% dos brasileiros adultos da classe média estão com pelo menos uma conta em atraso, ou seja, mais de 54 milhões de consumidores.

Fonte: Instituto Locomotiva, com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua),  POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Trabalho em Home Office

– 28% das classes A/B (renda domiciliar superior a R$ 8.303),puderam trabalhar em casa;

– 10,3% na classe C (renda entre R$ 1.926 e R$ 8.303), mudaram para o home office;

 – apenas 7,5% das classes D/E (renda até R$ 1.926), tiveram essa opção.

Home Office por escolaridade

O grau de escolaridade beneficiou os que tiveram oportunidade de estudar.

– 34% de quem tem ensino superior puderam trabalhar em casa;

– 8% de quem tem ensino médio completo puderam trabalhar em casa;

– 6,6% de quem tem apenas o fundamental tiveram essa oportunidade.

Fonte: Pnad Covid-19 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) elaborados pela FGV Social

Fonte: CUT Brasil

Funcionários da Caixa anunciam greve em todo o país a partir de terça-feira (27)

Mobilização de 24 horas é parte de resistência contra a iniciativa da gestão Bolsonaro de abrir o capital da Caixa Seguridade, o que causará prejuízos a toda sociedade

Os trabalhadores da Caixa Econômica Federal realizam nesta terça-feira (27) paralisação em protesto contra sucessivos ataques da gestão Bolsonaro e do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, ao banco público. O motivo da mobilização é a abertura de capital da Caixa Seguridade, uma das operações mais rentáveis do banco, marcada para a próxima quinta-feira (29) na Bolsa de Valores.

Além disso, eles reivindicam a contratação dos aprovados no concurso de 2014, maior proteção contra a covid-19 nas agências e pagamento integral da PLR Social. A paralisação foi deliberada em assembleias com votação eletrônica realizadas na quinta-feira (22) por todo o país.

Sobre a abertura de capital da Caixa Seguridade, a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvadia Moreira, e o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, detalharam em artigo publicado no site da Contraf-CUT os prejuízos para o banco e consequentemente para a sociedade. E afirmam que a medda “significa o primeiro passo para a privatização do banco”.

“A subsidiária é uma das áreas mais lucrativas e estratégicas da Caixa. Para se ter uma ideia, os três grandes bancos privados – Bradesco, Itaú e Santander – não têm as ações de suas subsidiárias de seguros listadas em bolsa de valores. No Bradesco, por exemplo, o braço de seguros corresponde a quase metade do resultado do banco”, explicam. “A venda de parte das ações da BB Seguridade, em 2013, fez o banco perder rentabilidade. Num primeiro momento, levou dinheiro ao banco, mas estancou a possibilidade de receitas e resultados futuros.”

Descapitalização

Além do despropósito de se desfazer de uma área estratégia e rentável, Juvandia e Takemoto afirmam que o que for arrecadado não irá alavancar o desenvolvimento do país. “Grande parte do valor será usada para antecipar a devolução dos Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD)”, dizem.

“Estes recursos não têm prazo para devolução, mas o presidente do banco já anunciou que vai devolver aproximadamente R$ 35 bilhões em onze anos”. A consequência será a descapitalização. “Estima-se que em poucos anos a Caixa devolverá um terço de seu capital para o Tesouro Nacional”, acrescentam. “O governo vai utilizar este valor para pagar juros da dívida pública, ou seja, para enriquecer ainda mais os bancos e investidores privados.”

Pressão nos empregados

Outro ponto destacado pelos dois representantes dos bancários para a paralisação na Caixa é que a gestão Bolsonaro e Pedro Guimarães teve de suspender a abertura de capital (IPO) da Caixa Seguridade em setembro do ano passado em razão da instabilidade do mercado provocada pela pandemia. Na ocasião, a operação estava avaliada em R$ 60 bilhões. Agora, com o agravamento da crise sanitária, o valor estimado despencou: R$ 36 bilhões. “O momento é inoportuno e de perdas, mas o que importa é ‘abrir a porteira para passar a boiada’.”

“Pedro Guimarães aposta no sucesso dos negócios pressionando e assediando os empregados a comprar as ações”, afirmam ainda os sindicalistas. “As metas estabelecidas são desumanas, o que obriga os trabalhadores praticamente a serem cúmplices da privatização da própria empresa e, consequentemente, da destruição dos seus empregos. Pois no Brasil, historicamente, não existe garantia de manutenção dos postos de trabalho após passarem para as mãos de empresas privadas.”

“Há 160 anos a Caixa Econômica Federal é o banco de todos os brasileiros, mas pode deixar de ser no próximo dia 29 de abril. A Caixa é hoje responsável pelas principais políticas públicas e de desenvolvimento do país. É nesse banco público que a população encontra parceria e facilidade para realizar o sonho de comprar a casa própria, de cursar uma faculdade, de fazer seu pequeno negócio crescer, de ter a esperança de um futuro melhor”, argumentam Juvandia e Takemoto. “A Caixa 100% pública é a garantia do Bolsa Família, do Auxílio Emergencial, do apoio às micro e pequenas empresas, do financiamento habitacional, do Fies e de tantos programas e projetos de investimento no país. Enquanto existir desigualdade no Brasil, empresas públicas como a Caixa são essenciais.”

Denúncia na CVM

Além da paralisação na Caixa desta terça-feira, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região protocolou denúncias na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) contra a venda de ações na IPO da Caixa Seguridade. Alegam descumprimento de duas das instruções da Comissão (539 e 400).

“A Caixa Econômica Federal comete um crime quando, primeiro, cobra de forma abusiva de seus funcionários a venda de ações da IPO sem uma preparação e determinação de quem efetivamente poderia vender os papéis. Outro crime colocado também é oferecer as ações para 100% dos seus clientes, quando apenas 10% estariam qualificados para a compra, seja pela sua condição financeira, seja por sua perspectiva de investimento de médio e longo prazo. Existe um processo de má fé da Caixa Econômica Federal. Tanto que nas nossas denúncias estamos responsabilizando o presidente da Caixa [Pedro Guimarães] por esse desrespeito aos trabalhadores e às normas da CVM”, explica Luiz Claudio Marcolino. Diretor e ex-presidente do sindicato, além de vice-presidente da CUT em São Paulo, ele é o responsável por protocolar as denúncias.

Fonte: Rede Brasil Atual

47 anos da Revolução dos Cravos que derrubou a ditadura em Portugal

Levante foi orquestrado por 200 capitães e majores e pôs fim a um dos regimes autoritários mais longos do século 20

Na madrugada de 25 de abril de 1974, à 0h25, a Rádio Renascença, emissora católica portuguesa, transmitiu a canção Grândola, Vila Morena, do compositor José Afonso. A música era o sinal esperado para que jovens militares do Movimento das Forças Armadas (MFA) dessem início à Revolução dos Cravos, levante que derrubou uma das mais longas ditaduras do século 20.

Orquestrado por cerca de 200 capitães e majores, o levante, que completa 47 anos neste domingo (25), pretendia restabelecer a democracia em Portugal, paralisada desde 1933 pelo Estado Novo de António de Oliveira Salazar, que governou o país até 1968, quando passou o poder ao seu herdeiro político, Marcello Caetano. 

Leia também: Portugal, Revolução dos Cravos e os enigmas de hoje

Antes da revolução, partidos e movimentos políticos eram proibidos, e diversos líderes oposicionistas estavam presos ou exilados. Além disso, a imagem das forças de segurança do país já se encontrava bastante desgastada pela duração do regime salazarista e principalmente pela “guerra no ultramar”, que reprimia os movimentos de libertação das colônias que Portugal ainda mantinha na África. 

A ideia de organizar o levante partiu dos oficiais Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Lourenço, quando o MFA ainda era um movimento recém criado. A história foi relatada por Lourenço em uma entrevista concedida à Agência EFE.

“Quando retornávamos de uma de nossas primeiras reuniões, tivemos um pneu furado e o trocamos. Eram duas da madrugada, mais ou menos, quando disse a Otelo que não íamos solucionar nada com requerimentos e papéis, que devíamos dar um golpe de Estado e convocar eleições. Ele me olhou e disse: ‘Mas você também pensa assim? Esse é meu sonho!’”, contou. 

A criação do grupo, curiosamente, foi autorizada oficialmente pelo Estado português. O pretexto para a fundação: “recuperar o prestígio” do Exército.

Segundo Lourenço: “Não dissemos abertamente que íamos conspirar contra o governo e dar um golpe de Estado, embora no fundo o propósito era derrubar o fascismo e a ditadura”. Além de Lourenço e Otelo, outro militar que teve grande papel na organização da Revolução dos Cravos foi o tenente-coronel Vítor Alves. 

O levante ocorreu de modo relâmpago. Após a canção de José Afonso entoar no rádio, o MFA ocupou locais estratégicos em todo o país em poucas horas. Ao nascer do dia, uma multidão de aproximadamente 1 milhão de pessoas já cercavam emissoras de rádio à espera de notícias.

A operação pegou Marcello Caetano totalmente de surpresa. Acuado, ele renunciou ao cargo por telefone e se exilou no Rio de Janeiro, onde viveu até sua morte, em outubro de 1980.

Ao saber que os militares pretendiam restabelecer a democracia e pôr fim à guerra colonial, os portugueses começaram a dar cravos aos soldados, que os colocavam na ponta dos seus fuzis, o que dá nome à revolução.

Por ter acontecido sem derramamento de sangue, o levante teve grande adesão popular.

O processo passou, no entanto, por momentos de tensão a partir de maio de 1975, no período conhecido como Verão Quente. A efervescência política, protagonizada em grande parte pelos setores de esquerda, levou a direita e a Igreja Católica a temer uma radicalização do processo político iniciado após a revolução.

Para impedir o fortalecimento das alas mais radicais de esquerda, as facções conservadora organizaram uma série de ataques contra sedes de partidos políticos. Esses setores de direita também se opunham às expropriações e ocupações de terras promovidas no sul do país e se preocupavam em especial com o ponto 6 do programa adotado pelo MFA durante o período de transição.

A cláusula apontava para uma reorganização econômica e social de tipo socialista.

Novos tempos em Portugal

A promessa de democracia foi cumprida: em 25 de abril de 1975, aniversário de um ano da revolução, ocorreram as primeiras eleições diretas em 41 anos. Os socialistas venceram. Um ano depois, também no dia 25, entrou em vigor a nova Constituição do país.

A abertura democrática possibilitada pela Revolução dos Cravos foi significativa para a garantia de direitos civis e políticos. Mas não apenas isso: a Constituição do país assegurou direito à habitação, à previdência social, à saúde, à cultura, à educação, entre outros. Foi também o início de um largo processo de nacionalizações e do fim da guerra colonial. 

Na sequência da revolução, foi instituído em Portugal um feriado nacional no dia 25 de abril, denominado “Dia da Liberdade”. 

Independência das colônias

A partir da década de 1960, diversos movimentos por independência começaram a surgir nas colônias de Portugal na África. As organizações passaram a ser duramente reprimidas pelas Forças Armadas portuguesas, sobretudo em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique. 

Durante o período, quase metade do orçamento de Portugal passou a ser destinado ao setor militar e eram raras as famílias que não possuíam parentes enviados às guerras coloniais. 

Segundo dados da Agência Lusa, as Forças Armadas contabilizavam 243.795 soldados em 1974. Cerca de 117 mil foram combatentes nos conflitos. O saldo final foi de 8.831 mortos e cerca de 100 mil portugueses feridos. 

A duração da guerra ultramar, o número de feridos e o despendimento de gastos necessários foram fundamentais para gerar insatisfação nas camadas populares e nos setores das Forças Armadas que se opunham às ações militares.

Imediatamente após a Revolução dos Cravos, as nações que ainda eram colônias portuguesas passaram a conquistar sua independência: a de Guiné-Bissau foi reconhecida por Portugal poucos meses depois do levante, em setembro de 1974; a de Moçambique, em junho de 1975; Angola conquistou independência em novembro de 1975. 

Após os 40 primeiros anos de democracia, o número de militares em Portugal diminuiu 85%. Desde 2019, eles são menos de 35 mil. 

Entrada na UE e início da dívida pública

A Revolução dos Cravos também possibilitou, anos mais tarde, o ingresso de Portugal na União Europeia (UE), rompendo com o isolamento que caracterizou a ditadura salazarista. A entrada no bloco ajudaria a modernizar o país por meio de uma transferência no valor de 80 bilhões de euros entre 1986 e 2011. A quantia é o equivalente a 9 milhões de euros por dia. 

As exigências econômicas e fiscais da UE também tiveram custo alto. O país passou por uma grave crise econômica a partir de 2009, acentuada com a adoção de medidas de austeridade em 2011. 

De 2018 para cá, Portugal passou a dar os primeiros sinais de recuperação, apresentando crescimento no PIB e diminuição nas taxas de desemprego.

Em janeiro deste ano, a reeleição do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, do Partido Social Democrata (PSD), embora fosse previsível, reflete mudanças significativas na correlação de forças em Portugal.

pandemia contribuiu para uma abstenção de 60% na eleição e vem escancarando as diferenças de projeto entre a esquerda, que pede mais investimento público, e o atual governo, que segue a cartilha da austeridade.

O crescimento da extrema direita, que alcançou o terceiro lugar, e a não apresentação de um candidato próprio pelo Partido Socialista (PS) confirmaram o reposicionamento de peças importantes no tabuleiro político do país. Entenda as disputas na atual conjuntura portuguesa.

Fonte: Brasil de Fato

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