Estado sionista de Israel volta a atacar palestinos em Jerusalém

Mais de 220 pessoas, em sua maioria palestinas, ficaram feridas em confrontos na Esplanada das Mesquitas

A tensão continua elevada neste domingo 9 em Jerusalém Oriental, setor da cidade sagrada anexada por Israel onde confrontos entre manifestantes palestinos e a polícia israelense deixaram centenas de feridos nas últimas noites.

Esta manhã, o papa Francisco pediu o fim da violência em Jerusalém. “A violência só alimenta violência. Paremos com esses confrontos”, declarou em sua mensagem dominical, destacando que acompanha “com particular preocupação os acontecimentos”.

Ele apelou às partes para que garantam “que a identidade multirreligiosa e multicultural da cidade sagrada possa ser respeitada e que a fraternidade prevaleça”.

Na sexta-feira à noite, mais de 220 pessoas, em sua maioria palestinas, ficaram feridas em confrontos na Esplanada das Mesquitas entre a polícia israelense e fiéis palestinos reunidos para o iftar, a refeição que rompe o jejum do Ramadã.

Chamada de Santuário Nobre pelos muçulmanos e de Monte do Templo pelos judeus, a Esplanada das Mesquitas é o terceiro local mais sagrado do Islã e o local mais sagrado para os judeus.

Na noite de sábado, novos confrontos ocorreram em Jerusalém Oriental, nas proximidades do Portão de Damasco, em Bab al-Zahra e Sheikh Jarrah, deixando cerca de cem feridos, incluindo menores, de acordo com o Crescente Vermelho Palestino. A polícia israelense reportou 17 policiais feridos e nove prisões.

De acordo com os socorristas, a maioria dos feridos foi atingida por balas de borracha ou bombas de efeito moral. Um fotógrafo da AFP viu uma mulher com o rosto coberto de sangue.

Fonte: Carta Capital

Manifestantes fazem ato na Paulista em homenagem aos mortos em Jacarezinho, contra a violência e o governo Bolsonaro

Grupo se reuniu no vão livre do Masp. Número de mortos em ação no Rio de Janeiro subiu para 29, segundo informações da Polícia Civil. Coalizão Negra por Direitos pediu investigação independente dos assassinatos e reparação às famílias das vítimas.

Manifestantes protestaram na tarde deste sábado (8) na Avenida Paulista, região Central de São Paulo, em homenagem aos mortos em ação no Jacarezinho da última quinta-feira (6).

O ato começou em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), por volta das 17h. O grupo ocupou a via e interrompeu o fluxo de carros e, perto das 18h30, caminhou em direção à Praça do Ciclista. A PM acompanhou os manifestantes.

O protesto foi organizado pela Coalização Negra por Direitos, que reúne mais de 200 instituições do movimento negro de todo o Brasil. Foi a primeira manifestação planejada para o “13 de Maio de Lutas”, data da abolição da escravatura, ocorrida em 1888.

A Coalizão pediu, entre outras coisas uma investigação independente dos assassinatos, reparação às famílias das vítimas, responsabilização das forças policiais e um plano de redução da violência e letalidade policial.

Em manifesto publicado na internet, o grupo afirmou que “vivemos em um país no qual amanhã poderemos estar mortos. Seja pelo coronavírus, seja pela fome, seja pela bala, o projeto político e histórico de genocídio negro avança no Brasil de uma forma sem limites e sem possibilidade concreta de sobrevivência do povo negro”.

Durante o protesto na Avenida Paulista, os manifestantes levaram cartazes relacionadas à ação no Jacarezinho e faixas com críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao governo do Rio de Janeiro.

Somente no início da noite deste sábado (8) a polícia fluminense divulgou o nome de todos os mortos no Jacarezinho.

Em vídeos publicados em redes sociais e em relatos à Defensoria Pública, testemunhas afirmam que suspeitos foram executados.

Em discurso durante o sepultamento do policial morto, na última sexta (7), o secretário de Polícia Civil, Allan Turnowski, disse que informações do setor de inteligência da corporação identificaram que — até então — todos os 27 considerados suspeitos que morreram eram traficantes.

Fonte: G1

OMS aprova vacina chinesa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou o uso de emergência da vacina chinesa contra a Covid-19 Sinopharm, recomendada a pessoas com mais de 18 anos. É a primeira vacina chinesa a ser aprovada pela OMS, a sexta do conjunto de todas homologadas pela organização.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral, fez o anúncio. “A OMS deu uma autorização de emergência para a vacina Covid-19 de Pequim, tornando-a na sexta vacina a receber a nossa validação em termos de segurança, eficácia e qualidade. Isto expande o número de vacinas que a COVAX pode comprar”, declarou.

A Sinopharm já está a ser utilizada, por exemplo na Sérvia, onde várias unidades de vacinação móveis visam comunidades de difícil acesso e vulneráveis. Uma foi a aldeia de Vrelo perto de Ub na sexta-feira. O objetivo é proporcionar um acesso mais fácil à inoculação.

Fonte: Euronews

Ato contra a fome na zona sul paulistana

Diante da política genocida de Bolsonaro que provoca o avanço da pandemia de coronavírus e da fome, o povo começa a reagir. No dia 07, militantes do MTST bloquearam diversas ruas em várias cidades exigindo vacina para todos e auxílio emergencial de R$ 600,00, mostrando o caminho a ser seguido.

Em São Paulo, também vem ocorrendo manifestações contra a fome e que cobram da prefeitura uma ação imediata. Um ato foi realizado no dia 3 de maio, em frente à Subprefeitura do Campo Limpo, zona sul de São Paulo, um Ato Contra a Fome. A atividade exigiu da prefeitura a distribuição de cestas básicas, vale-gás e a suspensão do pagamento das contas de luz e água. Impulsionado pelo Diálogo e Ação Petista do Campo Limpo, o ato contou com mais de vinte pessoas de 18 Associações da região, juntamente com o Fórum de Saúde do Campo Limpo, Povo em Ação, Marcha Mundial de Mulheres, Povo Sem Medo e o Movimento Popular de Saúde do M’Boi Mirim.

A sub-prefeita, Cristiane Aparecida das Neves Santos, foi obrigada a receber uma Comissão, que protocolou um Oficio. Na reunião, o movimento deixou claro que “a fome não espera, o Prefeito Bruno Covas tem R$ 5 bilhões em caixa, e pode comprar cestas para a população”. E que o povo precisa de uma decisão rápida para esta demanda.

Fonte: Diálogo e Ação Petista

Polícia do Rio de Janeiro matou 453 pessoas no primeiro trimestre

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Levantamento mostra que 157 pessoas foram mortas apenas no mês de março; indicador subiu 37% em relação a 2020

Por Tatiane Correia

A polícia do Rio de Janeiro matou 453 pessoas apenas no primeiro trimestre deste ano, segundo dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro. Na comparação com 2020, o indicador registrou aumento de 4% em relação ao acumulado do ano e de 37% em relação a março de 2020.

Os dados mostram que ao menos 4 policiais morreram em ações policiais, mesmo com uma decisão do Supremo Tribunal Federal que proíbe operações em comunidades durante a pandemia de Covid-19, exceto em “hipóteses absolutamente excepcionais”.

Outros dados do setor de segurança do Rio de Janeiro mostram que 920 pessoas foram vítimas de homicídio doloso no primeiro trimestre de 2021, sendo 313 registrados apenas em março. Embora os números sejam elevados, eles foram os menores valores para o mês e para o acumulado do ano desde 1991. Na comparação com 2020, o indicador registrou redução de 13% em relação ao acumulado do ano e de 16% em relação a março de 2020.

Entre os crimes violentos letais intencionais (homicídio doloso, roubo seguido de morte e lesão corporal seguida de morte), foram registradas 964 vítimas no primeiro trimestre de 2021 e 326 em março – o que a ISP também considera como menores valores para o mês e para o acumulado do ano desde 1999. Na comparação com 2020, o indicador registrou redução de 12% em relação ao acumulado do ano e de 15% em relação a março de 2020.

Quanto aos dados da chamada letalidade violenta (homicídio doloso, roubo seguido de morte, lesão corporal seguida de morte e morte por intervenção de agente do Estado), foram 1.414 vítimas no primeiro trimestre de 2021 e 483 em março – este foi o menor valor para o mês e para o período desde 2016. Na comparação com 2020, o indicador registrou redução de 7% em relação ao acumulado do ano e de 3% em relação a março de 2020.

Fonte: Jornal GGN

Netflix anuncia boicote ao Globo de Ouro

As mudanças anunciadas na quinta (6/5) pelo comitê da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), grupo responsável pela distribuição anual dos prêmios do Globo de Ouro, foram consideradas insuficientes por vários integrantes da indústria do entretenimento. Uma coalisão de mais de 100 agências de talentos, o grupo de pressão Time’s Up e até a Netflix anunciaram na sexta que irão boicotar eventos da HFPA, incluindo o Globo de Ouro, até que mudanças mais substanciais sejam implantadas.

Os agentes de talento, representando os principais artistas de cinema e TV dos EUA e Reino Unido, chegaram a dizer que não haverá Globo de Ouro em 2022 se a HFPA seguir adiante com o plano anunciado, que começaria a ser implantado apenas em setembro e ainda deixa várias iniciativas sem cronograma. Qualquer premiação votada pelos atuais membros da associação será boicotada pelos astros de Hollywood.

A HFPA foi forçada a reavaliar seu funcionamento após realizar uma das seleções mais controversas de indicados ao Globo de Ouro de todos os tempos, que originou acusações de “falta de representatividade” (eufemismo de racismo) em fevereiro. “Um constrangimento completo e absoluto”, escreveu Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, sobre os indicados.

Dias depois, uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum integrante negro.

Para piorar, a reportagem ainda demonstrou que o costume de aceitar presentes dos estúdios influenciava votos na premiação. Um exemplo citado foi uma viagem totalmente paga para membros da HFPA para o set de “Emily em Paris” na França, que acabou revertida em indicação para a série da Netflix disputar o Globo de Ouro, na vaga de produções de maior qualidade.

A polêmica gerou vários protestos online e chegou a ofuscar a cerimônia do Globo de Ouro deste ano, que teve sua pior audiência de todos os tempos. Na ocasião, o presidente da entidade se comprometeu a rever o modelo de funcionamento da HFPA. Mas, por via das dúvidas, vários setores da indústria anunciaram que cobrariam para que isso não ficasse no discurso, ameaçando proibir seus contratados (todos os grandes atores de cinema e TV) de participarem do Globo de Ouro de 2022 – o que, na prática, representa o fim do prêmio.

Para impedir o boicote, a HFPA anunciou na quinta uma proposta que previa a contratação de um diretor de diversidade e a ampliação do alcance da Associação para incluir correspondentes internacionais de todos os EUA e não apenas de Los Angeles, com ênfase no recrutamento de jornalistas negros. Entretanto, isso só começaria em setembro e provavelmente não afetaria a próxima premiação.

A transição começaria com a adição de 20 novos membros, que se somariam aos atuais 87 ainda neste ano, com o compromisso de acrescentar pelo menos outros 20 membros até o fim de 2022.

Outra mudança estabelecida foi a proibição de convites para viagens gratuitas e outras formas de suborno (denominadas de “itens promocionais”) por parte dos estúdios de Hollywood, com a obrigação dos membros de seguir normas de condutas que seriam melhor elaboradas mais adiante.

A proposta do conselho da HFPA contou com apoio da rede NBC, que exibe o Globo de Ouro nos EUA, e dos produtores do show, mas ficou muito aquém da mudança esperada pelo mercado.

A Netflix foi bem clara nesse sentido, em comunicado assinado por seu chefe de conteúdo, Ted Sarandos, nesta sexta.

“Como muitos em nosso setor, esperávamos pelo anúncio na esperança de que vocês reconhecessem a amplitude dos problemas enfrentados pela HFPA e oferecessem um roteiro claro para a mudança”, escreveu Sarandos. Mas o cronograma do plano da HFPA foi considerado inaceitável. “Portanto, estamos interrompendo todas as atividades com sua organização até que mudanças mais significativas sejam feitas.”

“Sabemos que você tem muitos membros bem-intencionados que desejam uma mudança real”, continuou Sarandos, “e que todos nós temos mais trabalho a fazer para criar uma indústria igualitária e inclusiva. Mas a Netflix e muitos dos talentos e criadores com que trabalhamos não podem ignorar o fracasso coletivo da HFPA em abordar essas questões cruciais com urgência e rigor”.

A revista The Hollywood Reporter apurou que Sarandos ficou particularmente descontente com o fato de que cerca de 10% dos atuais membros do HFPA votaram contra as mudanças – ou se abstiveram de votar durante a discussão do tema.

A coalisão das agências de talento foram na mesma linha. “Temos preocupações específicas sobre o cronograma para mudanças, já que o calendário de premiação tradicional de 2022 se aproxima, e não queremos enfrentar outro ciclo de premiação do Globo de Ouro com a problemática estrutura existente da HFPA”, diz o comunicado conjunto das empresas, que faz uma ressalva preocupante para a associação: “A menos que o Globo de Ouro seja adiado até 2023…”

A sugestão de boicote, que não permitiria a realização do Globo de Ouro em 2022, é reforçada em outro trecho, que encerra o texto: “Continuaremos a nos abster de quaisquer eventos sancionados pela HFPA, incluindo entrevistas coletivas de imprensa, até que essas questões sejam esclarecidas em detalhes com um firme compromisso com um cronograma que respeite a realidade iminente da temporada de 2022. Estamos prontos para colaborar com o HFPA para garantir que o próximo Globo de Ouro – seja em 2022 ou 2023 – represente os valores de nossa comunidade criativa”.

Juntando-se aos protestos, a organização Time’s Up, criada durante o movimento #MeToo para defender minorias de abusos da indústria, também reclamou das generalizações da proposta do comitê, exigindo ações mais claras.

“Infelizmente, a lista de ‘reformas’ adotada ontem e endossada pela NBCUniversal [dona da NBC] e pela Dick Clark Productions [produtora da cerimônia televisiva] é muito insuficiente e dificilmente transformadora. Em vez disso, essas medidas garantem que os atuais membros do HFPA permaneçam em maioria e que o próximo Globo de Ouro seja decidido com os mesmos problemas fundamentais que existem há anos. A lista de recomendações da HFPA em grande parte não contém especificações, nenhum compromisso com responsabilidade real ou mudança, e nenhum cronograma real para implementar essas mudanças. O prazo proposto pela HFPA para 1 de setembro para as primeiras – mas não todas – reformas localiza-se já no próximo ciclo de premiação”, escreveu Tina Chen, presidente e CEO da Time’s Up.

“Os chavões de fachada adotados ontem não são nem a transformação que foi prometida nem o que nossa comunidade criativa merece. Qualquer organização que se propõe a julgar nossa vibrante comunidade de criadores e talentos deve fazer melhor”, acrescentou.

Pressionado, o comitê agora terá que mostrar serviço, acelerar seu cronograma e convencer os contrariados da HFPA que precisarão ceder os anéis para não ficar sem os dedos. Ou melhor, ficar sem o Globo de Ouro, que, no atual ritmo, certamente perderá apoio da indústria e de artistas, colocando em risco seu contrato milionário com a rede NBC – que é quem paga os polpudos salários dos membros da associação.

Fonte: Pipoca Moderna

Operação que matou 25 pessoas no Jacarezinho beneficia a Milícia amiga de Bolsonaro

Por Laura Capriglione

O fascista Jair Bolsonaro, amigo de milicianos, participou de reunião com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, na tarde de ontem (quarta-feira, 5 de maio). Menos de 12 horas depois, aconteceu o pior massacre da História em uma favela do Rio de Janeiro, a de Jacarezinho, na zona Norte da cidade.

Pelo menos 25 pessoas morreram depois que a Polícia Civil do Rio montou uma verdadeira operação de guerra contra a população pobre do local, com direito a caveirões, tiros de fuzis disparados de helicópteros, e invasão de casas e barracos. Nem a estação de trem vizinha à favela, onde se encontravam trabalhadores que se dirigiam ao trabalho, escapou de ser atacada pelas forças policiais.

Não foi uma mera coincidência a visita de Bolsonaro e o ataque no Jacarezinho.

Cláudio Castro, cantor católico que se diz “evangelizador”, era vice-governador na chapa de Wilson Witzel, o ex-juiz assassino que pedia pra polícia “mirar na cabecinha” de traficantes. Filho de peixe, peixinho é. Com o impeachment de Witzel, no dia 30 de abril, semana passada, Cláudio Castro ganhou de presente o cargo máximo no Estado do Rio. E fez uma festa sangrenta na inauguração de seu governo.

Não foi mera coincidência

A Operação Exceptis, deflagrada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), teve como pretexto o fato de que “traficantes vêm aliciando crianças e adolescentes para integrar a facção que domina o território, o CV (Comando Vermelho)”. Foi, segundo a polícia, para proteger as criancinhas que pelo menos 25 pessoas perderam a vida no dia de hoje e que as calçadas e ruas do Jacarezinho se mancharam de sangue. Muito sangue.

O argumento é uma vergonha!

Tem crianças aliciadas para vender drogas desde que existe tráfico (ou seja, desde sempre). E isso acontece em todas, repetimos, todas as cidades e quebradas do Brasil.

Acontece também nos extensos territórios controlados pelos milicianos amigos do fascista Bolsonaro. Aliás, no Rio de Janeiro, hoje, a maior parte da cidade é dominada pela Milícia, que já controla 25,5% dos bairros do Rio de Janeiro, em um total de 57,5% do território da cidade. As três principais facções criminosas do tráfico de drogas —Comando Vermelho, Terceiro Comando e Amigos dos Amigos— possuem juntas o domínio de outros 34,2% dos bairros, perfazendo meros 15,4% do território.

Mas, obviamente, nas áreas controladas pelos amigos de Bolsonaro, não acontecem chacinas como as que vitimam as comunidades controladas pelos grupos rivais dos milicianos.

Isso também não é coincidência

A milícia entrou na disputa por territórios com as facções tradicionais a partir dos anos 2000, enquanto Comando Vermelho, Terceiro Comando e Amigos dos Amigos já estavam formados desde a década de 1990. O rápido crescimento da milícia deve-se ao fato de ela contar com todo o aparato bélico do Estado, já que é composta principalmente por policiais e ex-policiais.

Para conquistar novos territórios, dizimar inimigos e aterrorizar a população local, basta elaborar uma desculpa esfarrapada qualquer (como essa, de que a Operação Exceptis era para proteger as criancinhas) e colocar as forças policiais e militares em ação.

Porque é preciso perguntar: quem ganha com a ação assassina em Jacarezinho? E a resposta, obviamente é: a Milícia ganha, o Comando Vermelho perde. Simples assim. Hoje foi no Jacarezinho, ontem foi na Maré, anteontem foi na Cidade de Deus e assim vai se ampliando o território controlado pela Milícia.

O Rio de Janeiro coleciona massacres contra sua população mais vulnerável. Tornou-se a Pátria do Genocídio negro. E isso ocorre totalmente à margem da lei. Mônica Cunha, coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), lembrou que a operação realizada hoje desrespeitou determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu operações policiais em favelas do estado durante esse momento de pandemia. Mas, no Rio, vale tudo contra a população pobre e favelada.

Desde que não se contrariem os interesses da milícia amiga de Bolsonaro.

Fonte: O Trabalho

MTST bloqueia Avenida Menino Marcelo em frente ao Shopping Pátio Maceió

A Avenida Menino Marcelo em frente ao Shopping Pátio Maceió foi bloqueada por manifestantes do MTST, que reivindicam auxiliar emergencial de R$ 600,00, vacinação em massa para toda a população e o fim dos cortes nos programas de moradia popular.

O protesto faz parte de uma programação nacional, onde em vários estados, também ocorrem atos que denunciam a falta de política social do governo Bolsonaro que em plena pandemia sancionou a Lei Orçamentária que praticamente zera os recursos para habitação popular, inviabilizando programas como o Minha Casa, Minha vida terão sua continuidade ameaçada justamente na Faixa 1, a que atende os mais pobres.

O movimento denuncia que “sem auxílio, sem moradia, sem emprego e com a política de despejo em andamento, o que vemos é um projeto de extermínio da periferia”.

Antigo ou novo, o imperialismo é sempre genocida!

André Cabral – Historiador e professor

Estamos diante de uma pandemia que vem dizimando a humanidade e já supera três milhões de mortes. Apesar do contexto, a ofensiva da política estadunidense continua na América do Sul, como no caso da Venezuela, onde a oposição ao governo de Nicolas Maduro, liderada por  Juan Guaidó, tem colaboração da CIA e visa provocar uma crise profunda e destrutiva na Venezuela.

 No Oriente Médio, a ofensiva de Israel ao povo palestino, onde judeus são incentivados a despejar famílias palestinas de suas casas sobre controle do governo israelense, onde os israelenses detêm controle sobre os recursos naturais, como a água e até proíbem os palestinos de desenvolverem a pesca na Faixa de Gaza. A ofensiva do Estado sionista só é possível graça ao apoio dos Estados Unidos, Inglaterra e União Europeia.

Outro conflito que já se arrasta desde 2011 e que começou com protestos pacíficos, mas que se irradiou por todo oriente médio gerando deposição de governos, mas, que encontrou forte resistência na Síria foi a chamada Primavera Árabe.

No caso da Síria, se transformou em uma guerra civil, onde grupos terroristas que originaram o tal “Estado Islâmico” recebeu apoio dos EUA, como revelou o então candidato a presidente, Donald Trump. Mais ainda, os EUA teriam criado o grupo terrorista, financiado e fornecido armas para que o grupo derrubasse o presidente Bashar al-Assad do poder.

A oposição ao regime organizou-se em várias frentes: O Conselho Nacional Sírio (CNS), ligado ao fundamentalismo islâmico, o Exército Livre da Síria (ELS), braço armado composto por militares desertores, o Estado Islâmico e a Frente al Nusra (filial da Al Qaeda na Síria). O conflito se transformou num enfrentamento geopolítico entre os Estados Unidos e Israel, de um lado e Rússia e Irã, do outro lado apoiando o regime de Bashar al-Assad. Passados dez anos desse conflito, Israel ataca com  mísseis nos arredores de Damasco, recrudescendo o conflito.

Esses conflitos, como o da Líbia, no norte da África, são ações sangrentas do imperialismo, que usaram a OTAN para fatiar o território líbio e se apoderam do petróleo, transformando o país em caos político e migratório. Quase cinco anos depois do conflito civil que assolou a Líbia com a queda do governo de Muamar Kadafi, o país está novamente à beira da guerra civil, o que coloca em lados opostos dois governos sem legitimidade e que dependem de diferentes milícias e aliados internacionais. Em Trípoli, resiste o chamado Governo do Acordo Nacional.

A ofensiva dos países imperialistas é permanente. Sempre que emerge algum país de forma independente, as potências imperialistas e seus analistas usam todo tipo de verborragia para justificar ideologicamente suas intervenções. Século XVI, vieram em nome de Deus. E como disse poeta baiano Castro Alves em O Navio Negreiro: “Senhor Deus, dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura… se é verdade tanto horror perante os céus?!’’ No século XIX, foi em nome do progresso e da civilização aos “selvagens” Africanos e Asiáticos” que pilharam continentes inteiros.

Hoje, a justificativa em função dos atentados de 11 de setembro de 2001, onde dois aviões foram arremessados contra o complexo World Trade Center, em Nova York, é da guerra ao terror. George Bush, então presidente dos Estados Unidos chegou a conclamar uma “Cruzada contra o Terror” e contra o “Eixo do Mal”, que eram Afeganistão, Iraque, Cuba, Coreia do Norte, Síria e Líbia. Não é a toa, que hoje esses países como Síria, Líbia e Iraque se encontram mergulhados no caos e na guerra civil.

Mas, a guerra ao terror tornou-se insuficiente para resolver as contradições internas dos EUA e das suas relações de dominação mundial. Por isso, os EUA se lançam em mais uma cruzada, dessa vez desesperadamente contra a China.  

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