Marcha denuncia a política de fome de Bolsonaro

Marcha Contra a Fome percorreu as ruas no Benedito Bentes, periferia de Maceió

Ocorreu hoje, 27/11, a Macha contra a Fome, organizada pelo Movimento Trabalhadores Sem Tetos (MTST) em Maceió. A Marcha percorreu as rua no Benedito Bentes para denunciar a política de fome do governo Bolsonaro.

Os manifestantes denunciaram o fim do Bolsa Família, o desemprego, a carestia e a volta da fome. Para a Marcha, a responsabilidade pelo aumento da miséria no Brasil é da política econômica do governo genocida de Bolsonaro.

Cabo Johnerson Simões é condenado a 53 anos de prisão pelo assassinato dos irmãos Josenildo e Josivaldo Ferreira

Após mais de 14 horas de julgamento, o cabo Johnerson Simões foi condenado a 53 anos e 1 mês pelos crimes de homicídio triplamente qualificado contra os irmãos Josenildo e Josivaldo Ferreira. O policial também foi condenado pelo crime de fraude processual, ao tentar implantar provas falsas contra as vítimas – retornando ao lugar onde matou os irmãos para inserir armas de fogo de modo a tentar incriminar os jovens. O militar também foi condenado pela morte do pedreiro Reinaldo Ferreira, por execução errada, uma vez que a terceira vítima estava do outro lado da pista quando foi atingido fatalmente pelos disparos. Outras três pessoas foram atingidas de raspão. Desta vez, a impunidade não marcará o desfecho do caso.

Josivaldo Ferreira Aleixo e Josenildo Ferreira Aleixo tinham, respectivamente, 18 e 16 anos, quando foram assassinados a tiros após serem submetidos a uma abordagem agressiva por militares em um ponto de ônibus no bairro onde residiam, o Village Campestre. O crime, ocorrido em 25 de março de 2016, também vitimou fatalmente Reinaldo da Silva Ferreira, que estava do outro lado da rua. Na próxima quinta-feira, 25 de novembro, o autor dos disparos, o cabo Johnerson Simões Marcelino, será finalmente submetido a júri popular, após ter sido preso preventivamente por ainda tentar implantar provas na cena do crime contra as vítimas. Os irmãos, que conviviam com retardo mental em graus leve e moderado, voltavam da casa da madrinha quando foram abordados. Segundo relatos de testemunhas, sem compreender a agressividade da intervenção e a violência cometida pelos policiais contra seu irmão, Josivaldo reagiu aos militares com tapas. O cabo Johnerson Simões, até então encostado na viatura, fez vários disparos contra os jovens, atingindo fatalmente os irmãos, além de Reinaldo da Silva, e uma quarta vítima que teve ferimentos leves. Após os disparos, Johnerson alegou que iria levar os irmãos até o hospital. Entretanto, o trajeto foi além de percorrer um caminho mais longo, a viatura ainda efetuou paradas sem justificativa. Por fim, o militar apresentou à delegacia armas que, posteriormente, se comprovou não pertencer aos irmãos.

Fonte: Cedeca

Pesquisa Ipespe confirma vitória folgada de Lula na disputa presidencial

Segundo pesquisa telefônica do instituto, Lula tem 42%; Bolsonaro, 25%; Moro 11%; Ciro, 9%; Doria, 2%; e Mandetta e Rodrigo Pacheco, 1%

Pesquisa eleitoral telefônica do Ipespe, divulgada nesta sexta-feira, confirma a liderança absoluta do ex-presidente Lula no primeiro e segundo turnos. Segundo o instituto, Lula tem 42%; Bolsonaro, 25%; Moro 11%; Ciro, 9%; Doria, 2%; e Mandetta e Rodrigo Pacheco, 1%.

Os números mostram que Moro cresceu três pontos percentuais e já ultrapassou Ciro Gomes, do PDT.

Imagem

No segundo turno, Lula vence com folga todos os adversários.

Fonte: Brasil 247

Luciano Barbosa desrespeita professores que continuam cobrando negociação

Professores de Arapiraca que buscam tratar do alinhamento salarial são ignorados pelo prefeito Luciano Barbosa 

Pelo segundo dia consecutivo, os trabalhadores da rede municipal de Educação aguardam um encontro com o prefeito Luciano Barbosa (MDB), no Centro Administrativo. A reunião que estava agendada com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) para a quarta-feira (24), não aconteceu. 

Os trabalhadores passaram todo o dia no corredor em frente o gabinete do prefeito, aguardando serem chamados para a reunião. Eles chegaram a almoçar quentinhas sentados no chão durante a espera. Nesta quinta, pela manhã, eles voltaram a ocupar o corredor.

Para Célio Sampaio, diretor do Sinteal, a Prefeitura de Arapiraca tem uma sobra de cerca de 16 milhões e que pode usar esse montante para fazer uma recomposição salarial para beneficiar a todos.

“A categoria entende que o alinhamento salarial é a melhor opção para a categoria, uma vez que irá beneficiar todos os trabalhadores da Educação, uma vez que o rateio da verba do Fundeb beneficiará apenas os professores e o pessoal do curso técnico do quadro administrativo e ficam de fora o pessoal de apoio e os aposentados da Educação”, explicou Célio Sampaio.

Fonte: Redação com 7 Segundos

Servidores realizam ato em Brasília contra a PEC 32

Ato desta quinta-feira (25) fechou a 11ª semana consecutiva de mobilização na capital federal contra o desmonte dos serviços públicos

Servidoras e servidores de todo o país ocuparam a Esplanada dos Ministérios na quarta-feira, 24, para denunciar o tratoraço do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na compra de votos para aprovação da PEC dos Precatórios (PEC 23/21) e tentativa de fazer o mesmo com a reforma administrativa (PEC 32/20). O ato teve a presença de diversos sindicatos e entidades representando vários segmentos do funcionalismo, que seguem mobilizados pela décima primeira semana consecutiva em Brasília.

A concentração ocorreu cedo no Espaço do Servidor e, de lá, seguiu pela Esplanada até a Alameda das Bandeiras. No local, os manifestantes denunciaram a compra de votos pela aprovação das propostas do governo Bolsonaro/Guedes com a utilização do “orçamento secreto”.

Os servidores fizeram uma encenação que mostrava Arthur Lira passando um rolo compressor nos direitos sociais e distribuindo dinheiro aos deputados, que recolheram as notas no chão em troca do voto sim à destruição dos serviços públicos.

Hoje, os manifestantes fizeram várias atividades contra a reforma administrativa (PEC 32/20), servidoras e servidores voltaram ao Senado para denunciar a tentativa de calote do governo BolsoGuedes nas dívidas públicas com a PEC dos Precatórios (PEC 23/21). Os dirigentes foram claros: se votar não volta!

Fonte: Redação com Fenajufe e Sintrajufe-RS

Pense no Haiti

André Cabral – Historiador e professor

Quando falamos no Haiti, lembramos da letra da música dos compositores Caetano Veloso e Gilbert Gil “Pense no Haiti, Reze pelo Haiti, O Haiti é aqui e O Haiti não é aqui”. No seu contexto histórico, africanos escravizados, influenciados pela Revolução Francesa, rebelaram-se em 1791, liderados pelo ex-escravos Toussaint L’Ouverture, levando à abolição da escravidão, que ocorreu no ano de 1794, fazendo Toussaint ser nomeado governador vitalício em 1801 e promovendo a libertação da condição de colônia da França, transformando o Haiti na primeira colônia das Américas a se libertar.
Por sua vez, processo de independência das colônias da América Espanhola foi realizado por uma oligarquia de Criollos, filhos de espanhóis nascidos na América, com exceção do pároco Miguel Hidalgo que no México defendia a devolução das terras às populações indígenas e Tupac Amaru. No passado, o Haiti marcado por uma história de resistência e luta, ia se transformando na primeira república negra das Américas.
No período da Guerra Fria, a América do sul vivia o contexto ditatorial do plano condor, orquestrado pelo serviço secreto da C.I.A (Estadunidense) nos anos François o Papa Doc, que exterminava a oposição e perseguia a Igreja, promovendo o terror com os tontons macoutes(milícia). Com sua morte, assume o seu filho Jean-Claude o Baby Doc., mantendo o regime ditatorial.
Jean Aristide participou ativamente dos movimentos que derrubaram Duvalier do poder, em 1986. Estimulou o surgimento de associações de bairro, principalmente em Porto Príncipe. Em 1988, foi expulso de sua ordem religiosa, cujos membros o consideravam radical.
Com o apoio (EUA) e do Partido Democrata, garantiu seu retorno à presidência do Haiti, em 1994. Permaneceu dois anos no cargo, período em que implementou políticas de cunho neoliberal. Ex-militares iniciaram um golpe contra Aristide, que solicitou ajuda internacional. O governo dos Estados Unidos, com o aval da ONU, decidiu intervir e, em 2004, sequestrou o presidente e o enviou para a República Centro-Africana Depois de sete anos de exílio, o ex-presidente voltou ao Haiti em 2011. Maurice Lemoine na revista Le Monde Diplomatique Brasil de 1 de setembro de 2004 afirma: “Aristide é seduzido pelo estabilishment norte-americano com quem colabora por ocasião da privatização das estatais. Inebriado pelo poder e pelo dinheiro, é destituído por um bando de mercenários. França e EUA, dão o golpe de misericórdia ao impor um primeiro-ministro e manter o país ocupado por tropas estrangeiras, retomando à violência dos tempos duvalieristas”.

Não entendemos a sanha covarde do imperialismo ao Haiti no passado que apoiava o regime ditatorial de” Papa Doc. e o Baby Doc., num país que passa por uma situação de caos político e econômico e é a nação mais pobre das Américas.
Em 1990, depois de realizado um novo golpe por meio do General Raoul, as Organizações das Nações Unidas (ONU) impõem sanções e os EUA ocupam o país, tendo exército do Haiti sido dissolvido, em mais uma ingerência das tropas estadunidenses, agredindo a soberania da nação haitiana, e em uma pratica comum de sua política externa.

O Brasil participou da missão de estabilização da ONU no Haiti, militarmente organizada pelo Exército do Brasil em 2004 (A MINUSTAH), o que foi elogiado por uns e criticado por outros setores da sociedade na época, mas na verdade não estabilizou nada.
Além de catástrofes naturais, como o terremoto que devastou 70% das construções da capital Porto Príncipe, provocando destruição e a morte de 250 mil pessoas em Janeiro de 2010, o Haiti. é marcado por sucessivos golpes de estados e violência política ao longo de história: teve 14 presidentes, mas apenas 3 deles completaram o mandato de cinco anos, e o mais recente acontecimento foi o assassinato do presidente Jovenel Moisés, morto em um ataque a tiros em sua casa, na capital Porto Príncipe.
Disputas entre as gangues e sequestros marcam o cotidiano do país, sendo inúmeras as milícias que disputam o poder, 77 quadrilhas armadas no total, segundo dados da Comissão Nacional de Desarmamento, Desmantelamento e Reintegração (CNRDDR).
O retumbante fracasso do governo de fato de Jovenel Moïse e do seu partido PHTK é bastante claro: a circulação, nessa pequena nação, de mais de 500 mil armas, das quais apenas 45 mil estão legalizadas, e como exemplo das milícias temos o Grupo dos 9. . O grande organizador do G9 e seu líder, o policial exonerado Jimmy Cherizier, conhecido como Barbecue, promoveu o terror pelas ruas, em uma operação realizada em 13 de novembro de 2017 em Grand Ravine, na qual oito civis e dois policiais perderam a vida e cerca de 30 pessoas ficaram feridas.
Foram registrados sequestros de profissionais a camponeses, de vendedoras ambulantes a policiais. As somas exorbitantes exigidas das famílias — a maioria de origem humilde — podem chegar a até US$ 100 mil. Já no ano passado os relatórios do Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (Binuh) apontaram um aumento de 200% na incidência desse crime. “O Haiti é aqui, pense no Haiti”, quando da violência praticada também nas periferias das cidades brasileiras, nas comunidades mais carentes da ausência do Estado em relação a saúde e educação, na qual a única “assistência” é à repressão da polícia e a violência das milícias. o Haiti é aqui sim!

Os marajás de farda: 800 militares receberam salário acima do teto

Auditoria da CGU aponta que 800 militares receberam salário acima do teto. Segundo levantamento da Controladoria pagamento além do limite permitido teve custo de R$ 5,7 milhões em um mês

Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que pouco mais de 800 militares ou pensionistas de militares que ocupam cargos públicos civis podem ter recebido salários acima do teto no ano passado. Em apenas um mês, o valor extra chegaria a R$ 5,7 milhões — que podem ter que ser ressarcidos aos cofres públicos.

O levantamento da CGU indicou que, em dezembro de 2020, 729 militares ou pensionistas com vínculos civis não tiveram nenhum tipo de abatimento no seu salário (o chamado “abate-teto”), o que teria levado a um pagamento indevido de R$ 5,1 milhões. Além disso, outros 110 tiveram abate-teto, mas no valor inferior ao necessário, o que teria custado R$ 657 mil, no mesmo mês.

O relatório diz que “o montante envolvido é bastante expressivo” e destaca que o achado pode levar à “possível recuperação de valores pagos indevidamente nos casos irregulares que forem confirmados, com consequente reparação do dano ao erário”.

O relatório da CGU destaca que os fatos apresentados são “indícios de irregularidades”, que ainda precisam ser confirmados pelos órgãos envolvidos, como os ministérios da Defesa e da Economia, além da Secretaria Federal de Controle Interno (SFC), vinculada à própria controladoria. As três pastas foram procuradas, mas ainda não responderam.

Portaria permitiu acúmulo

O teto constitucional é calculado a partir do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal, atualmente R$ 39,2 mil. Quando as duas remunerações ultrapassam esse valor, o excedente é descontado.

Em abril, o Ministério da Economia publicou uma portaria autorizando o acúmulo de dois salários por parte de militares da reserva que ocupam cargos civis, sem a necessidade do abate-teto. Na época, o vice-presidente Hamilton Mourão, um dos beneficiados, disse que a medida poderia ser “legal”, mas não era “ética”.

Fonte: O Globo

Bolsonaro é condenado por crime de genocídio por Tribunal Independente

Tribunal do Genocídio foi presidido pela ex-desembargadora Kenarik Boujikian; decisão foi por unanimidade

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi condenado por genocídio e outros quatro crimes na manhã desta quinta-feira (25) em um julgamento simulado realizado no Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

O “Tribunal do Genocídio” foi organizada pelo coletivo Professor André Naveiro Russo, criado em homenagem ao docente que morreu durante a pandemia do coronavírus. O julgamento foi presidido por Kenarik Boujikian, desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça de São Paulo.

“Eu espero que as autoridades próprias e as instâncias próprias façam esse julgamento. Que agora o Tribunal Penal Internacional cumpra seu papel. Que o Ministério Público brasileiro e o Judiciário cumpram sem papel”, disse a magistrada, após proferir a sentença.

A acusação foi feita pela ex-procuradora-geral da República Déborah Duprat. Ela defendeu a condenação de Bolsonaro baseada em tipificações internacionais (genocídio e crime contra a humanidade) e do Código Penal brasileiro (crime de epidemia, infração de medida sanitária preventiva e charlatanismo).

A defesa foi feita pelo advogado Fabio Tofic Simantob, que tentou convencer o júri de não imputar o crime de genocídio ao presidente.

“O grau civilizatório de um povo se mede pela forma como nós julgamos os nossos inimigos, e não como julgamos nossos amigos”, disse. Apesar dos argumentos contrários ao crime de genocídio, reconheceu a atuação “nefasta” do governo.

“A política desastrosa e criminosa do governo Bolsonaro foi aplicada a todos indiscriminadamente. Há um crime parecido muito com genocídio que está na denúncia e que é possível que vossas excelências condenem o réu: o crime contra a humanidade. É muito parecido. É simbólico que esse tribunal negue o crime de genocídio para mostrar que esse não é um julgamento de faz de conta, um circo para condenar e punir, como nós vemos na Justiça formal e togada acontecer.”

O júri, composto por líderes de movimentos populares e organizações da sociedade civil, aceitou a acusação dos cinco crimes apontados por Déborah Duprat.

“Não podemos fazer sem essa discussão sobre genocídio sem olhar a história, sem tentar entender o impacto de mais de três séculos de escravidão na estrutura social brasileira. É preciso entender como isso estrutura todas as nossas relações na sociedade”, disse a jurista Sheila de Carvalho, da Coalizão Negra dos Direitos.

“Voltamos ao Mapa da Fome, tivemos a descontinuidade de políticas públicas que fez com que nossa população ficasse cada vez mais vulnerável. Quais são os pilares que sustentam os crimes de genocídio? Não falamos só de bomba atômica, falamos de desinformação com poder letal que talvez seja tão grande quanto”, disse a integrante do movimento negro.

João Pedro Stédile, da direção nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), pediu ainda “que a condenação determine que o nome desse sujeito, sua vida e obra sejam depositados na lata do lixo da história, fazendo companhia com Mussolini, Fleury e Coronel Ustra, todos eles na mesma lata do lixo”.

A rapper Luana Hansen disse: “Culpado por genocídio? Não tenho dúvida. Vejo a periferia brigando por num defende ele, porque há fake news. Eu sou artista independente e muitos de vocês não conhecem minhas músicas, mas várias fake news dele chegam nos celulares de todas as pessoas. Faltou muito “Ubuntu” nesse governo, porque sou só quando o outro é, e isso o Bolsonaro nunca foi”.

Quem foram os jurados?

Lucineia Rosa dos Santos, professora em Direitos Humanos dos Refugiados e Direito da Criança e do Adolescente na PUC-SP;

Arthur Chioro, médico e ex-ministro da Saúde no governo da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT);

Frei David, coordenador nacional da Educafro Brasil;

Edson Kayapó, escritor, ativista no movimento indígena, ambientalista e doutor em Educação;

Luana Hansen, rapper, MC e ativista dos direitos das mulheres;

João Pedro Stédile, membro da direção nacional do MST;

Sheila de Carvalho, jurista e membro da Coalizão Negra por Direitos.

Fonte: Brasil de Fato

Bancários do Ceará protestam contra as demissões no Bradesco

O Sindicato dos Bancários do Ceará realizou, na última terça-feira, dia 23/11, um ato em defesa do emprego e contra as demissões e às condições de trabalho adversas no Bradesco. A manifestação faz parte de uma campanha nacional de valorização dos funcionários e foi acompanhado ainda de ações específicas nas redes sociais, como forma de denunciar as condições precárias que os trabalhadores, clientes e usuários do Bradesco estão enfrentando.

O objetivo do Sindicato é, principalmente, denunciar à sociedade que o Bradesco tem totais condições de atender melhor e proporcionar um ambiente de trabalho mais saudável ao seu quadro de funcionários. A prova disso é que, em apenas 9 meses desse ano, o Bradesco obteve lucro de R$ 19,602 bilhões, crescimento de 54,9% em relação ao mesmo período de 2020. O resultado é melhor, inclusive, do que o dos períodos que antecederam a pandemia.

Entretanto, o banco encerrou 8.198 postos de trabalho e fechou 765 agências e 120 postos de atendimento em doze meses. O resultado disso é um verdadeiro caos nas agências. Os clientes estão pagando cada vez mais tarifas, têm menos trabalhadores para atendê-los e menos agências para procurar em caso de necessidade.

“O Bradesco pode e deve cumprir com a responsabilidade social que tanto propagandeia nas suas publicidades, e gerar empregos, proporcionando alguma contrapartida para a sociedade”, afirmou o diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco, Humberto Simão.

Já o diretor Telmo Nunes destacou que os bancários foram considerados categoria de trabalho essencial durante a pandemia e, mesmo com o risco de contaminação, seguiram atendendo a população da melhor forma possível. “No entanto, o Bradesco não tem valorizado seus funcionários como deveria, segue demitindo, fechando agências, cobrando metas abusivas e sobrecarregando quem fica, além de expor a população a condições subumanas, debaixo de sol e chuva, do lado de fora das agências. Com tanta lucratividade, o Bradesco pode oferecer condições de trabalho decente e atendimento digno à sociedade”, concluiu.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Ceará

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS