CUT e movimentos sociais realizam ato contra Bolsonaro

A Central Única dos Trabalhadores, sindicatos filiados e os movimentos sociais, realizaram hoje (26), no centro de Maceió, um ato de protesto contra a politica econômica do presidente Jair Bolsonaro.

Os manifestantes denunciaram a Reforma Administrativa que está sendo votada e que visa privatizar os serviços públicos e retirar direitos dos servidores. Outro ponto também denunciado pelos presentes foi o descaso do governo federal com a pandemia, o que já provocou mais de 450 mil mortes.

Os manifestantes cobraram vacina para todos, auxílio emergencial de R$ 600, geração de empregos e renda e a defesa dos direitos e conquistas sociais.

Com gritos de “fora Bolsonaro” e “Bolsonaro genocida”, o ato que começou em frente ao antigo Produban, percorreu ruas do Centro e terminou na Praça Deodoro.

Seminário debate realidade alagoana e universo canavieiro

Seminário organizado pela Ufal começa hoje

O Seminário Virtual “Universo canavieiro e realidade alagoana: terra, trabalho, poder e meio ambiente” será realizado nos dias 25, 26 e 27 de maio, com transmissão ao vivo pelo Youtube. O evento contará com a participação de pesquisadores e professores do Brasil e do exterior com o objetivo de discutir o universo canavieiro a partir de múltiplas temáticas e abordagens de análise.

Haverá também espaço para a apresentação de pesquisas nos seguintes Grupos de Trabalho: 1) trabalho, migração e conflitos de classe; 2) modernização, crise e inovação tecnológica; 3) meio ambiente, território e questão agrária.  O seminário aceitará resumos e artigos de pesquisadores, estudantes de pós-graduação, estudantes de graduação e professores.

Mais informações no site ou nos canais no Instagram e Youtube.

Fonte: Ufal

Despejo acontece neste momento no Acampamento Bondade, em Amaraji (PE)

Centenas de famílias de trabalhadores(as) Sem Terra do Acampamento Bondade seguem resistindo à operação de despejo, em meio ao ataque de bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha

As mais de 200 famílias de trabalhadores(as) Sem Terra que vivem no Acampamento Bondade, no município de Amaraji, na Zona da Mata Sul de Pernambuco seguem resistindo a operação de despejo, em meio ao ataque de bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, em um momento de pandemia da Covid-19.

Os trabalhadores/as estão sofrendo ataques de cerca de 450 policiais, do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), Batalhão de Choque da Polícia Militar de Pernambuco, cavalaria da Polícia Militar de Pernambuco. Enquanto um helicóptero da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco sobrevoa as terras do engenho Bondade, na zona rural de Amaraji.

Tomás Agra Mello, advogado e membro do Setor de Direitos Humanos do MST, conta que a polícia dispersou a ocupação, concluiu a reintegração de posse e dois militantes do MST Pernambuco foram detidos. Agora, o grupo está a caminho da Delegacia de Polícia em Amaraji para acompanhar o caso. O dirigente nacional do MST em Pernambuco, Jaime Amorim afirma que a polícia incendiou a ocupação “Tudo foi destruído. A Polícia esta queimando tudo: barracos, lona, pertences. É terra rasada”, lamenta. 

Após vários pedidos de suspensão de despejo para resolver o conflito por parte das famílias acampadas, nem o Governador Paulo Câmara, nem o Instituto de Terras e Reforma Agrária de Pernambuco (Iterpe), ou o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ofereceram nenhuma solução para resolver o conflito fundiário com usineiros da Usina União.

Além de ser autora do pedido de despejo, a usina já foi denunciada pelo próprio MPPE por perpetuar trabalho escravo, onde muitos desses trabalhadores(as) são os(as) mesmos(as) que hoje resistem ao despejo do Engenho Bonfim.

Fonte: MST

Trabalhar ‘demais’ mata 745 mil pessoas por ano no mundo, revela estudo

Jornadas de trabalho excessivas estão matando milhares de pessoas por ano, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde)

O primeiro estudo global do tipo revela que 745 mil pessoas morreram em 2016 de derrame e doenças cardíacas relacionadas a longas horas de trabalho.

O relatório mostra que as pessoas que vivem no Sudeste Asiático e na região do Pacífico Ocidental são as mais afetadas.

E a OMS avalia que a tendência pode piorar devido à pandemia do coronavírus.

O Brasil está na faixa de países que têm até 4% da população exposta a longas jornadas de trabalho (55 horas ou mais por semana).

Isso coloca o país entre os menos afetados por jornadas exaustivas do mundo – nos países onde o problema é mais grave, esse percentual chega a atingir mais de 33% da população.

A pesquisa descobriu que trabalhar 55 horas ou mais por semana está associado a um risco 35% maior de AVC (acidente vascular cerebral) e 17% maior de morrer de doença cardíaca, em comparação com uma semana de 35 a 40 horas de trabalho.

O estudo, realizado em parceria com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), também mostrou que quase três quartos dos que morreram em consequência de longas jornadas de trabalho eram homens de meia-idade ou mais velhos.

Frequentemente, as mortes ocorreram muito mais tarde na vida, às vezes décadas depois, do que o período em que foram realizadas as longas horas de trabalho.

Fonte: BBC Brasil

Professores da Uneal desenvolvem projeto em apoio a rede pública de Palmeira

Projeto Continuum Curricular tem o objetivo de preencher a lacuna na aprendizagem de Matemática de 542 alunos da rede pública

O ano de 2020 trouxe um cenário novo para todos os professores. Devido ao coronavírus, o modelo presencial teve que ser substituído pelo modelo remoto e isso gerou impactos com a mudança emergencial. A desigualdade estrutural ampliada ou escancarada pela pandemia refletida nos estudantes sem acesso a recursos digitais foram alguns dos efeitos sobre a comunidade escolar.

Uma avaliação de diagnóstico que está sendo realizada por professores e estudantes do curso de Matemática da UNEAL (Universidade Estadual de Alagoas), do Campus de Palmeira dos Índios, tem identificado que no ano de 2020, alunos do 5º ano do Ensino Fundamental, da rede municipal, tiveram déficit de aprendizagem de alguns conteúdos de Matemática e desenvolveram um projeto para ajudá-los.

O Projeto Continuum Curricular: desenvolvimento de habilidades prioritárias em Matemática é uma parceria da UNEAL com a Secretaria Municipal de Educação de Palmeira dos Índios e funciona como uma espécie de “reforço de Matemática”, onde os graduandos do curso de Matemática ficam responsáveis pelo ensino dos conteúdos da disciplina que não foram aprendidos em 2020, enquanto os professores de sala de aula seguem com os conteúdos da matriz curricular deste ano.

Ao todo, participam do projeto quatro professores da UNEAL, 31 graduandos do Curso de Matemática, 22 professores da rede municipal e 542 alunos do 5º ano do Ensino Fundamental, distribuídos em dez escolas da zona rural e urbana de Palmeira dos Índios. As aulas nestas escolas estão sendo realizadas de forma online e a proposta é que os graduandos em Matemática possam auxiliar as docentes com a aplicação de atividades complementares.

A coordenadora do Projeto, Professora Doutora Natércia Lopes, explicou que diante da pandemia, foi preciso repensar o currículo, reorganizar o planejamento do professor e das escolas numa continuação de 2020, e que a recomendação do MEC é que as Secretarias estabeleçam um planejamento pedagógico que considere a aprendizagem não consolidada no ano passado.

Para ela, a Universidade está cumprindo seu papel dentro da sociedade, pois esse projeto ultrapassa os muros e faz a academia estar presente nas escolas que os graduandos, futuramente, estarão lecionando. “Essa aproximação é um grande desafio que a UNEAL vem vencendo ao articular a teoria estudada nas disciplinas específicas com a prática dentro das escolas, além de proporcionar aos licenciandos em Matemática a vivência no ensino híbrido enquanto estagiários”, enfatizou a coordenadora.

A partir desta articulação da Universidade com a Secretaria de Educação de Palmeira dos Índios, surgiu a revista eletrônica Entre Saberes, Práticas e Ações, que é um canal de disseminação destas práticas exitosas protagonizadas junto aos Professores da rede.

POLÍCIA ENCERRA FARRA CLANDESTINA EM CHÁCARA DE ARAPIRACA

Duas pessoas foram presas, dentre elas o organizador do evento

Uma farra clandestina com aproximadamente 150 pessoas, com paredão de som e descumprimento do decreto de distanciamento social contra a covid-19, foi encerrada pela polícia na noite de ontem, domingo, 23, em uma chácara em Arapiraca.

Conforme informações da polícia, agentes da Rádio Patrulha 3 foram até a Chácara JJ Massaranduba, em Arapiraca. No local, os agentes encontraram um paredão de som, em volume extremamente alto, e um grande número de pessoas aglomeradas e sem fazer uso de máscara de proteção contra a covid-19.

O organizador do evento, de 48 anos, e o proprietário do paredão de som, de 20 anos, foram detidos e levados para a Central de Polícia de Arapiraca, onde foram autuados por descumprimento de decreto estadual, pertubação do sossego alheio e desacato.

Fonte: Já é Notícia Arapiraca

Governador de MG quer privatizar as escolas estaduais

Zema foi empossado governador nesta terça-feira

Projeto prevê a gestão compartilhada das escolas de ensino médio com organizações da sociedade civil e pode levar à privatização das escolas estaduais

Larissa Costa

Proposto pelo governo de Romeu Zema (Novo),o projeto Somar pode piorar a educação pública de Minas Gerais. A avaliação, de trabalhadores da educação e de especialistas, é que a medida pode levar à privatização das escolas estaduais. A medida foi apresentada pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) de Minas Gerais e tramita na Assembleia Legislativa e Minas Gerias (ALMG).

O projeto Somar prevê a gestão compartilhada das escolas estaduais que oferecem ensino médio, com organizações da sociedade civil que são, na prática, representantes da iniciativa privada. A medida, segundo Denise Romano, coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), fere os princípios constitucionais e é uma forma de privatização das escolas e da educação pública.

“A educação é direito da população, é dever do Estado e não pode ser tratada como mercadoria”, comenta a sindicalista. “E esse projeto causa indignação, porque as comunidades sequer foram comunicadas dessa mudança”, completa.

::Após retomada de aulas em BH, 40 trabalhadores foram infectados e duas faleceram::

Na opinião de Fábio Garrido, que é mestre em educação na área de políticas educacionais, o projeto Somar não traz nenhuma novidade positiva, já que no Brasil existiram outras experiências de gestão de escolas compartilhadas com a iniciativa privada, como os projetos desenvolvidos com o Unibanco e com o Instituto Ayrton Senna nos anos 2000.

O pesquisador, que também é diretor do Sind-UTE, ressalta que nenhuma das experiências desse tipo no país trouxe melhoria nos resultados educacionais, argumento que tem sido usado pelo governo para justificar a necessidade do projeto. 

Pelo contrário, a qualidade do ensino pode piorar, na medida em que a organização social, apesar de não ter fins lucrativos, recebe o recurso do Estado vinculado a metas e resultados.

Isso, segundo Fábio, pode forçar um processo de falsificação da qualidade escolar, como criação de indicadores falsos e a aprovação compulsória. “O governo Zema apresentou propostas de choque de gestão do governo Aécio, que deram errado. E o que define a qualidade da educação é a realidade socioeconômica dos estudantes e o nível de investimento financeiro que os governos fazem. São duas coisas que o governo estadual não tem se preocupado”, avalia.

Menos democracia

Além de impactar o processo pedagógico, que fica submetido a resultados prévios – típico da gestão empresarial –, o modelo proposto por Zema pode acabar com a escolha democrática da direção e diminuir a autonomia dos professores, que, segundo Fábio Garrido, podem ficar muito mais pressionados para atingir as metas impostas.

No último dia 12, uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) debateu o projeto com comunidades escolares, profissionais da educação e professores de universidades.

Para a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), o “projeto não vem somar, mas vem subtrair” ao transformar o direito à educação em um negócio. “Lamento que a educação esteja tão atacada, tão desrespeitada, e sofrendo com um falso discurso de que os indicadores estão ruins e que, por isso, é preciso entregar para a iniciativa privada. Isso é mentira. Temos profissionais excelentes nas nossas escolas, diretores e pedagogas excelentes”, afirma.

Privatização endógena da educação pública

O projeto, a princípio, será implantado neste ano em três escolas, que possuem indicadores abaixo da média do estado: Escola Estadual Coronel Adelino Castelo Branco, em Sabará; Escola Estadual Maria Andrade Resende e Escola Estadual Francisco Menezes Filho, em Belo Horizonte.

Segundo a SEE, essas escolas permanecem públicas e gratuitas, integrantes da rede estadual de ensino e com matrículas sob a gestão da secretaria. Ao todo, as três escolas contam com 2,1 mil estudantes matriculados.

Em nota, professores da Faculdade de Educação (FAE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) repudiaram a medida do governo, afirmando que se trata da “privatização endógena da educação pública”.

“Ao sugerir a simples transposição de modelos de gestão do setor privado”, o projeto Somar “apoia-se em um entendimento equivocado da administração da educação como uma ação genérica, desconhecendo os sentidos e as diferenças entre o público e o privado, minimizando a importância de garantir a permanência e a valorização dos docentes”, diz o texto. 

A nota da FAE ainda afirma que designar as organizações sociais de “entidades parceiras”, o projeto “promove um ataque à democracia, apresentando-a como um empecilho para a melhoria da qualidade dos serviços públicos”.

Fonte: Brasil de Fato

Rede protetora de animais

PAULO MEMÓRIA – jornalista e cineasta

Hoje, pretendo falar sobre pessoas muito especiais, que grande parte da sociedade brasileira sequer sabe que existem. Alguém já disse que os verdadeiros heróis não usam capa. Os nossos paladinos mais verossímeis podem ser encontrados naquele vizinho meio exótico, em um membro da família considerado meio estranho ou naquele cidadão esquisito que encontramos nas ruas e praças vez por outra, carregando sacos de ração e garrafas de água tarde da noite. Estes personagens, na verdade, são seres iluminados, humanos diferenciados, que trazem no coração um amor imensurável pelo próximo, pela vida e pelos animais. Eles são os protetores independentes ou individuais destes últimos. Para esta comunidade de homens e mulheres, não existe lugar, hora ou obstáculos que os impeçam de ir até onde esteja um animal em situação de risco, agredido, abandonado ou doente, muitas vezes em estado lastimável e agonizando em via pública, em estado físico e emocional deplorável, ensanguentados e até fétidos, pela sujeira e por estarem com feridas purulentas e exsudadas há dias, semanas, meses e até anos. Para eles não há dificuldade, nojo ou medo para resgatá-los.

A proteção animal é um universo duro, triste e incompreendido. Duro porque lhes são impostas muitas limitações estruturais e materiais para que os resgates possam ser feitos, triste pela constatação diária da situação de abandono e desprezo pelos quais os animais estão passando e incompreendido pela ignorância e indiferença dos seres humanos e pelo total descaso do poder público em relação ao sofrimento dos nossos bichinhos, que se encontram constantemente vulneráveis. Nada disso, entretanto, abala a convicção e o altruísmo daqueles que não desistem de lutar pela vida de seres que a maioria das pessoas acreditam ser menos importantes. Não são, todas as vidas importam, desde que respeitadas as características de cada uma delas. Eu não me acovardo em afirmar que para os protetores, os animais são até mais importantes do que os homens. Para um defensor dessas vidas, o ditado popular que diz, “quanto mais conheço os homens, mais gosto dos animais”, tem outra conotação. São anjos dedicados a salvar, cuidar e tentar adoções responsáveis para aqueles animais que são resgatados por eles. Um excelente Filme sobre este tema, que parece um documentário, mas que é um drama, tem o sugestivo título de “Coragem Nativa” (Bold Native no original), de 2010, dirigido pelo diretor americano Denis Hennelly, cujo roteiro fala de um ativista animal, que tem como proposta de vida, libertar o máximo possível de animais, prisioneiros das indústrias frigorífica, farmacêutica e de entretenimento, dos laboratórios de produtos cosméticos, dentre outras que exploram, torturam e matam animais, para obterem seus lucros milionários. O grande sonho desse ativista e seu grupo, é o de um mundo onde os animais sejam tratados de forma justa e não como propriedades Pets. Por esta razão, o grupo passa a ser tratado como terrorista pelas autoridades, inclusive pelo FBI. Assim são os protetores, que se não são vistos como “terroristas”, são tratados como excêntricos ou como um “bando de malucos”, dedicados há algo sem sentido para os que assim os enxergam. No fundo, isto apenas revela o estágio de atraso que o Brasil ainda se encontra, no que diz respeito à Causa Animal. Tenho um profundo respeito pelos protetores independentes, inclusive porque me considero um deles, uma vez que faço resgates diretos. Eu que os conheço bem, sei que são verdadeiros abnegados na execução do que acreditam e são verdadeiros representantes na terra, de São Francisco de Assis, o Santo Protetor da natureza e dos animais. Precisamos urgentemente de uma rede protetora de animais, que será movida, única e exclusivamente, pelo amor aos bichos em todos os quadrantes possíveis.

Socialista Pedro Castillo lidera disputa presidencial no Peru

No sábado, manifestantes foram às ruas contra a candidatura da herdeira do ex-ditador Alberto Fujimori, condenado por crimes de lesa-humanidade

Por Lucas Rocha

O professor Pedro Castillo, candidato socialista do Peru Livre, aumentou sua vantagem na disputa contra a filha do ex-ditador Alberto Fujimori, Keiko Fujimori, no segundo turno da eleições peruanas, segundo levantamento do Instituto de Estudos Peruano (IEP) divulgado neste domingo (23). No sábado (22), manifestantes tomaram as ruas contra a candidata de extrema-direita. A votação acontece no dia 6 de junho.

Na pesquisa do IEP realizada a pedido do jornal La Republica, Castillo alcança  44,8% das intenções de voto, contra 34,4% da postulante pela Força Popular. A margem de 10,4 pontos percentuais é maior do que o que foi registrado em dois levantamentos anteriores, de 09 e de 15 de maio.

A distância é menor apenas que a do primeiro levantamento, de 25 de abril. No entanto, o percentual de Castillo agora é maior do que naquela ocasião, quando registrava 41,5%. O postulante do Peru Livre havia caído alguns pontos e cresceu 8,4 pontos nas últimas semanas. Castillo chegou a ser alvo de ameaça de morte do candidato que ficou em terceiro lugar e agora apoia Keiko, Rafael López Aliaga – conhecido como “Bolsonaro peruano”.

O socialista vence Keiko nas classes C, D e E. A filha de Fujimori, apoiada por liberais como Mario Vargas Llosa, possui maior respaldo nas classes A e B.

No sábado, o país se mobilizou contra a candidatura de Keiko. A jornada “Não a Keiko, Fujimori Nunca Mais” tomou cidades como a capital Lima (única região do país em que ela vence) e Cusco. O ex-ditador foi condenado por crimes de lesa-humanidade e ainda é investigado por promover esterilização forçada de mulheres campesinas e indígenas.

Keiko pretende indultar o pai caso se torne presidenta.

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