Conselho de Segurança da ONU aprova plano de paz de Trump para Gaza

China e Rússia se abstiveram. Texto autoriza entrada de uma força militar internacional de estabilização e abre caminho para um Estado palestino independente, o que irritou o premiê israelense, Benjamin Netanyahu. Hamas respondeu à resolução dizendo que recusa desarmamento.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta segunda-feira (17) o plano de paz apresentado pelo governo Trump para a reconstrução de Gaza após a guerra entre Israel e o Hamas.

O plano autoriza a entrada de uma força internacional de estabilização para garantir a segurança no território, devastado após a guerra, prevê o desarmamento do grupo terrorista Hamas e abre um possível caminho futuro para um Estado palestino independente.

A Rússia, que havia apresentado uma resolução concorrente, absteve-se juntamente com a China na votação — no fim, foram 13 votos a favor da resolução, 0 contra e 2 abstenções, de Pequim e e Moscou.

Os EUA e outros países tinham a expectativa de que Moscou não usasse seu poder de veto no órgão mais poderoso das Nações Unidas para bloquear a adoção da resolução, apesar das divergências com o plano americano.

A votação foi um passo crucial para o frágil cessar-fogo e para os esforços de delinear o futuro de Gaza após dois anos de guerra entre Israel e o Hamas.

Países árabes e outros países muçulmanos que manifestaram interesse em fornecer tropas para uma força internacional sinalizaram que a autorização do Conselho de Segurança era essencial para sua participação.

A resolução dos EUA endossa o plano de cessar-fogo de 20 pontos do presidente Donald Trump, que prevê um Conselho de Paz ainda a ser estabelecido como autoridade de transição, que seria presidido por Trump.

A resolução também autoriza a força de estabilização e lhe confere um amplo mandato, incluindo a supervisão das fronteiras, a garantia da segurança e a desmilitarização do território. A autorização para a força e o conselho expira no final de 2027.

Após a aprovação o grupo terrorista Hamas afirmou que rejeita a resolução. Segundo o Hamas, a resistência contra Israel por todos os meios é “legítima” e, portanto, o grupo se recusa a entregar as armas.

Apoio à autodeterminação palestina

Durante quase duas semanas de negociações sobre a resolução dos EUA, as nações árabes e os palestinos pressionaram os Estados Unidos a deixar mais clara no texto o apoio à autodeterminação palestina, o que implica na implementação de um Estado palestino independente.

A inclusão deste ponto no texto, que originalmente era muito mais vago, contribuiu para a aprovação dele no Conselho.

Os EUA revisaram o texto para afirmar que, após a Autoridade Palestina — que agora governa partes da Cisjordânia — implementar reformas e após o avanço da reconstrução da devastada Faixa de Gaza, “as condições poderão finalmente estar reunidas para um caminho crível rumo à autodeterminação e à criação de um Estado palestino”.

“Os Estados Unidos estabelecerão um diálogo entre Israel e os palestinos para chegar a um acordo sobre um horizonte político para a coexistência pacífica e próspera”, acrescenta o texto.

A redação do item irritou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que prometeu no domingo (16) se opor a qualquer tentativa de estabelecer um Estado palestino. Ele há muito afirma que a criação de um Estado palestino beneficiaria o Hamas e, eventualmente, levaria a um Estado ainda maior, controlado pelo Hamas, nas fronteiras de Israel.

Um fator crucial para a aprovação da resolução foi o apoio de nações árabes e muçulmanas que pressionam por um cessar-fogo e que potencialmente contribuirão para a força internacional. A missão dos EUA nas Nações Unidas divulgou uma declaração conjunta na sexta-feira com o Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Indonésia, Paquistão, Jordânia e Turquia, pedindo a “rápida adoção” da proposta americana.

Plano russo

A votação ocorreu em meio à esperança de que o frágil cessar-fogo em Gaza fosse mantido após a guerra iniciada pelo ataque surpresa do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 pessoas.

A ofensiva israelense, que já dura mais de dois anos, matou mais de 69 mil palestinos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza controlado pelo Hamas, que não faz distinção entre civis e combatentes, mas afirma que a maioria das vítimas são mulheres e crianças.

Os números do Hamas são condizentes com as estimativas de vítimas em Gaza de entidades internacionais, incluindo as da ONU.

Na semana passada, a Rússia divulgou repentinamente uma proposta rival com linguagem mais incisiva, apoiando um Estado palestino ao lado de Israel e enfatizando que a Cisjordânia e Gaza devem ser unidas em um único Estado sob a Autoridade Palestina.

A proposta também removeu as referências ao Conselho de Transição e solicitou ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, opções para uma força internacional que garanta a segurança em Gaza e implemente o plano de cessar-fogo, ressaltando a importância do papel do Conselho de Segurança.

O que mais a proposta dos EUA diz?

A resolução dos EUA exige que a força de estabilização assegure “o processo de desmilitarização da Faixa de Gaza” e “o desarmamento permanente de grupos armados não estatais”. Uma grande questão é como desarmar o Hamas, que não aceitou essa medida.

A proposta autoriza a força a “usar todas as medidas necessárias para cumprir seu mandato”, em conformidade com o direito internacional, que é a linguagem da ONU para o uso da força militar.

A resolução afirma que as tropas de estabilização ajudarão a garantir a segurança das áreas fronteiriças, juntamente com uma força policial palestina que elas treinaram e avaliaram, e que coordenarão com outros países para assegurar o fluxo de assistência humanitária. A resolução também afirma que a força deve consultar e cooperar estreitamente com o Egito e Israel, países vizinhos.

À medida que a força internacional estabelecer o controle e traz estabilidade, a resolução determina que as forças israelenses se retirarão de Gaza “com base em padrões, marcos e prazos vinculados à desmilitarização”. Esses critérios devem ser acordados entre a força de estabilização, as forças israelenses, os EUA e os garantes do cessar-fogo, segundo a resolução.

Fonte: G1

A natureza do escorpião militar brasileiro e o ataque a profissionais da imprensa alagoana

CADU AMARAL

O coronel da reserva do Exército Márcio Saldanha Walker foi convidado pela Polícia Militar de Alagoas para palestrar no Curso Básico de Operações Psicológicas, realizado na sexta-feira (14). Até aí, tudo bem, militar usando militar como referência é quase como afirmar que a água é molhada. Mas o coronel do Exército explicitou a natureza do escorpião dos militares brasileiros: a aversão à contestação e a profissionais de imprensa.

Evidente que não são todos os militares, mas essa lógica do inimigo interno é algo da natureza das organizações militares no Brasil, praticamente, desde sempre.

Walker afirmou que profissionais de imprensa trabalham para o narcotráfico e que os militares/forças de segurança deveriam inquirir jornalistas e até mapear a vida privada destes profissionais.

Esse posicionamento só poderia ser mais 1964 se ele, coronel do Exército brasileiro, tivesse defendido sequestros e tortura. Será que no intervalo do cafezinho?…

A Secretaria de Segurança Pública (SSP), comandada pelo delegado aposentado Flávio Saraiva, e a Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), comandada por Wendell Palhares, soltaram nota conjunta condenando a fala do palestrante “ilustre”.


“A fala não representa — em nenhuma circunstância — a posição do Governo. Nossa política é clara: defesa da liberdade de imprensa, valorização da atividade jornalística e diálogo permanente com os profissionais de comunicação. Por isso, repudiamos o teor da declaração”.

De fato, a postura do Governo do Estado tem ido no sentido oposto em relação à imprensa do propagado pelo militar saudosista da ditadura, inclusive com a recriação do Conselho Estadual de Comunicação.

Até o momento em que escrevo estas linhas, a PM de Alagoas não se manifestou sobre o “incidente”. E até acho que não vai, quando, na verdade, deveria ter interrompido a “palestra” no momento em que Walker começou a dizer seus impropérios.

O Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) também soltaram nota na qual destacam o flerte com a ditadura civil-militar de 1964.

“Para o Sindjornal, a posição do consultor, configura grave ameaça ao estado democrático de direito, flerta com a volta da ditadura, que no Brasil teve participação ativa de integrantes do Exército, e onde a imprensa, para atender aos caprichos de ditadores chegou a publicar receitas de bolo em jornais, para não denunciar os excessos do Estado e nem ouvir os dois lados do fato, premissa primordial do bom jornalismo”. (A íntegra da nota está ao final do texto)

O caso só reforça a visão de que boa parte dos militares – aqui no CPF – e das próprias organizações militares têm da sociedade civil. Ao menos desde a fundação da República, os militares se julgam e atuam como tuteladores da vida civil, como se fossem uma nata social sendo obrigada a conviver com pessoas comuns, com professores, enfermeiros, motoristas, pedreiros, padres, pastores, garçons, cozinheiros, domésticos, vendedores, caixas de supermercado, empresários, bancários etc. E também jornalistas, essa “praga” que vive a futucar as práticas que gente que se julga suprassumo vive a esconder.

E não, aqui não é uma ode à imprensa, que erra – e erra muito – na labuta do fornecer informação à população. Até porque, e é importante destacar, imprensa é empresa e como tal tem seus interesses financeiros e políticos. Jornalista não imprensa – apesar de alguns se acharem como tal –, jornalista é trabalhador que vende sua mão de obra.

A fala de Walker e o não encerramento imediato da palestra – nem mesmo uma nota por parte da PM (ao menos até o momento em que escrevo este artigo) – só coadunam com a natureza de quem jamais se sentiu parte de seu povo, que jamais respeitou a vontade popular.

Mas também mostra duas coisas: que o golpismo e o autoritarismo jamais deixaram a caserna e que a ficamos atentos ou poderemos ser engolidos por essa gente qualquer dia desses mais adiante.

NOTA DO SINDJORNAL E DA FENAJ

Nota de repúdio ao coronel da reserva do Exército Márcio Saldanha Walker

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas e a Federação Nacional dos Jornalistas repudiam com veemência a insinuação que buscou associar o trabalho da imprensa alagoana com a narcocultura. Reportagens da Mídia Caeté, do Extra, G1 foram irresponsavelmente citadas como propagandas a favor do crime.

O coronel da reserva do Exército, Márcio Saldanha Walker, em um evento promovido pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, na última sexta-feira, classificou levianamente o trabalho de dezenas de profissionais do jornalismo como “ameaça” a instituição.

Walker ainda afirmou que seria necessário “chamar o repórter” para inquisição ou “explorar a vida” de jornalistas alagoanos, e que desistiu afirmando que a inteligência da SSP faria esse trabalho.

Durante o curso, várias matérias, de diversos veículos alagoanos, foram citadas, como exemplos de ameaças ao trabalho policial e que essa pesquisa foi realizada em parceria com a SSP, a quem caberia identificar os profissionais.

Para o Sindjornal, a posição do consultor, configura grave ameaça ao estado democrático de direito, flerta com a volta da ditadura, que no Brasil teve participação ativa de integrantes do Exército, e onde a imprensa, para atender aos caprichos de ditadores chegou a publicar receitas de bolo em jornais, para não denunciar os excessos do Estado e nem ouvir os dois lados do fato, premissa primordial do bom jornalismo.

O Sindjornal também repudia a criação de dossiês, devassando a vida pessoal dos jornalistas que atuam em Alagoas. Um risco à vida desses profissionais e de seus familiares, que assim como as forças de segurança, precisam ser reconhecidos como aliados da sociedade, da democracia e da cidadania, uma vez que lutam para reduzir as distorções sociais.

SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DE ALAGOAS

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS – FENAJ

Segundo turno no Chile será entre candidata de esquerda e político ultradireitista

Jeannette Jara ficou em primeiro lugar, mas candidatos de direita têm vantagem quando somados

O segundo turno das eleições no Chile será disputado pela candidata da coalizão de esquerda Jeannette Jara, apoiada pelo atual presidente Gabriel Boric, e pelo candidato de extrema direita José Antonio Kast. O resultado foi apertado. Com 52,39% das urnas apuradas, Jara tinha 26,58%, enquanto Kast registrava 24,32%. Outra votação expressiva foi da direita liberal, com Franco Parisi, que obteve, até o momento, 18,84%.

O número de eleitores do Chile, cerca de 15,7 milhões, é similar à população do estado do Rio de Janeiro, que conta com 16 milhões de habitantes, de acordo com o Censo de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE).

A primeira eleição com voto obrigatório no Chile não registrou grandes incidentes, mas foi marcada por longas filas e a necessidade de aguardar sob o calor. Não há urna eletrônica no Chile e os votos foram computados em cédulas de papel. Para a contagem, os fiscais estão lendo em voz alta cada voto.

Com pouco mais de 50% das urnas apuradas, o presidente Gabriel Boric parabenizou em pronunciamento Jara e Kast. “Confio que o diálogo, respeito e carinho pelo Chile vão prevalecer ante a qualquer diferença”.

Outro pronunciamento importante foi o do candidato, também ultradireitista, Johannes Kaiser que já declarou apoio a Kast. As informações são do jornal chileno El Mercúrio e da agência internacional AFP.

Jeanette Jara

A candidata do Partido Comunista é considerada moderada, tem 51 anos e é advogada. Jara foi ministra do Trabalho do governo Gabriel Boric e foi escolhida como candidata após receber 60% dos votos nas prévias da coalizão governista, onde votaram 1,3 milhão de votos entre independentes e filiados à coalizão. O nome de Jara ganhou projeção após ela liderar a redução da jornada de trabalho no Chile de 45 para 40 horas. A lei entrou em vigor em 2023 e prevê uma redução gradual. A jornada de 40 horas será implementada em 2028.

José Antonio Kast

O candidato de extrema direita tem 59 anos, também é advogado e foi deputado federal durante 2002 a 2018. Seu irmão foi ministro da ditadura de Augusto Pinochet e seu pai, soldado do Exército nazista. Kast concorreu à presidência em 2021 contra Boric e na época, foi apelidado em matéria da BBC como ‘Bolsonaro chileno’. Entre as propostas de sua candidatura atual estão a redução de 50% da entrada de imigrantes ilegais no Chile em três meses e 90% em nove meses. Além disso, vai reforçar a polícia no interior e combater o crime organizado.

Fonte: ICL

Esquema de fraudes no INSS expandiu-se com ex-ministro bolsonarista, aponta PF

“José Carlos ocupou os mais altos cargos da administração pública em matéria previdenciária no Brasil, o que permitiu à organização criminosa manter e expandir o esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas”, diz a PF em relatório

A Polícia Federal afirmou que o esquema criminoso no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estava em “pleno funcionamento” no governo de Jair Bolsonaro e que o presidente do órgão no antigo governo, José Carlos Oliveira, recebeu pelo menos R$ 100 mil de propina de entidades que desviaram dinheiro de aposentados e pensionistas.

O ministro de Bolsonaro era “um dos pilares institucionais que permitiram o funcionamento da fraude”, de acordo com a investigação. A PF também aponta que sua atuação era “estratégica” e “decisiva” para a manutenção do esquema criminoso.

José Carlos Oliveira, que mudou seu nome para Ahmed Mohamad Oliveira Andrade ao converter-se ao islamismo, foi presidente do INSS e ministro da Previdência de Jair Bolsonaro. Ele foi alvo da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada na quinta-feira (13), e terá que utilizar tornozeleira eletrônica.

Em relatório, a PF apontou que Oliveira recebeu dinheiro de Cícero Marcelino, um dos operadores financeiros do esquema criminoso. Nas planilhas de pagamentos, o ex-presidente do INSS aparecia como “São Paulo” e “Yasser”.

Os investigadores destacam que Oliveira recebeu R$ 100 mil da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Ele atuou junto ao esquema criminoso entre 2021 e 2022, quando presidiu o INSS.

A entidade era uma das que, por meio de fraudes, realizava descontos mensais nas pensões e aposentadorias. Diversas outras entidades e sindicatos de aposentados fraudaram documentos para também desviar dinheiro dos benefícios.

“José Carlos ocupou os mais altos cargos da administração pública em matéria previdenciária no Brasil, o que permitiu à organização criminosa manter e expandir o esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas”, disse a PF no relatório.

“Trata-se de um agente público que, na perspectiva da representação policial, foi estratégico para o esquema, haja vista que sua atuação foi decisiva para o funcionamento e blindagem da fraude da Conafer”, continua.

As provas obtidas “geram fortes indícios de que o esquema criminoso envolvendo o investigado estava em pleno funcionamento também no período em que ele era ministro de Estado do Trabalho e Previdência Social”. Ele foi ministro entre março e dezembro de 2022.

Cícero Marcelino de Souza Santos, com quem José Carlos Oliveira trocava mensagens, era o operador financeiro da Conafer no esquema. Ele mantinha empresas de fachada para receber e repassar o dinheiro ilegal.

Fonte: Hora do Povo

Claudia Sheinbaum reage aos golpistas e diz que México é “invencível”

Alvo de guerra híbrida, presidenta mexicana diz que povo e governo caminham juntos no país

A presidenta do México, Claudia Sheinbaum Pardo, afirmou neste domingo que o país é “invencível” porque não existe separação entre governo e povo, e que são as maiorias que rejeitam aqueles que tentam provocar violência e instabilidade. As declarações ocorreram durante sua participação na Feira do Chocolate, em Tabasco, segundo informações do jornal La Jornada.

Sem citar nomes, Sheinbaum se referiu a setores que buscam respaldo internacional para interferir nos assuntos internos, o que se insere na dinâmica da chamada guerra híbrida — um método contemporâneo de desestabilização que combina pressões econômicas, ataques midiáticos, manipulação digital, judicialização seletiva e campanhas de desinformação para enfraquecer governos. Ao abordar esse fenômeno, a presidenta ressaltou que algumas forças “não têm apoio popular” e, por isso, procuram influências externas, mas reforçou que “o México é um país livre, independente e soberano; não somos colônia de ninguém, não somos protetorado de ninguém”.Play Video

Ao comentar sobre episódios recentes de violência em mobilizações, Sheinbaum declarou que “o povo do México diz ‘não’ àqueles que querem gerar algum tipo de violência” e defendeu que é justamente a união entre sociedade e Estado que garante estabilidade: “juntos, governo e povo, estamos construindo a paz”.

Aprovação popular e continuidade da Quarta Transformação

A presidenta também atribuiu a alta aprovação de sua administração ao legado da Quarta Transformação, iniciada por Andrés Manuel López Obrador, destacando avanços nos programas sociais, nos empregos e no salário mínimo. Segundo ela, “o salário mínimo cresceu 125% com a Quarta Transformação” e outubro se tornou “o mês com a maior criação de empregos formais da história do México”, o que demonstra, em suas palavras, que o país “está no nível mais alto de emprego formal de toda a sua história”.

Sheinbaum afirmou ainda que o governo mantém sua força graças ao vínculo com a população: disse que “não há divórcio entre povo e governo” e que, quando uma administração se mantém próxima do povo, “não há força capaz de nos deter”, porque “somos invencíveis, povo e governo; o nosso país é invencível”.

Desenvolvimento regional e memória histórica

Durante o evento, Sheinbaum anunciou também a instalação da nova planta processadora de Chocolate Bem-Estar, que irá fortalecer a industrialização e o desenvolvimento econômico no sudeste mexicano. Ao lado do governador de Tabasco, Javier May, reforçou que a expansão produtiva é parte estruturante da estratégia nacional.

A presidenta aproveitou o encontro para pedir que adultos conversem com os jovens sobre o legado do período neoliberal, marcado por pobreza, abusos e fraudes eleitorais. Ela lembrou episódios como o êxodo pela democracia liderado por López Obrador, as fraudes de 1988 e 2006, além da compra de votos em 2012, enfatizando que foi somente em 2018 que “o povo disse ‘basta’”, conduzindo a Quarta Transformação à Presidência da República.

Encerrando sua fala, Sheinbaum destacou que seu governo atua guiado por três princípios fundamentais — “não mentir, não roubar e nunca trair o povo de Tabasco nem o povo do México” — e reafirmou que esse compromisso seguirá norteando suas decisões.

Fonte: Brasil 247

Pastor condenado a 52 anos por abuso de sobrinhas é preso em operação no RJ

Um pastor condenado por estuprar quatro sobrinhas foi preso neste domingo (16)  ao desembarcar em um heliporto de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Segundo a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, ele era considerado foragido e cumpria pena de 52 anos de prisão. A captura integra mais uma etapa da Operação Rede Segura, que monitora casos de violência sexual e exploração envolvendo vínculos familiares.

Os crimes ocorreram entre 2018 e 2019, em Duque de Caxias. De acordo com a Polícia Civil, o pastor aproveitava a rotina religiosa e a proximidade com os cunhados para cometer os abusos contra meninas de 8 a 13 anos. As investigações também apontam que o filho dele, então com 17 anos, participou das agressões ao acompanhar o pai nas visitas.

A série de estupros só veio à tona quando a mãe de duas vítimas desconfiou de mudanças no comportamento das filhas e decidiu perguntar diretamente o que estava acontecendo. As meninas relataram todo o histórico de violência, o que deu início ao processo policial e à posterior condenação.

Depois de meses de monitoramento, os agentes localizaram o foragido no heliporto do Farol de São Tomé. Ele foi detido no local e será encaminhado ao sistema penitenciário, onde deve cumprir a pena estabelecida pela Justiça.

Fonte: DCM

Braskem: risco ao lençol freático do Pontal da Barra

Problema pode ocorrer com sucateamento da fábrica da mineradora no bairro de Maceió, ao deixar passivo ambiental perigoso

O desmonte da fábrica da Braskem, no Pontal da Barra, no Litoral Sul de Maceió – a partir do encerramento da mineração de sal-gema em Alagoas –, deve deixar um passivo ambiental considerável e extremamente perigoso.

O alerta foi feito, essa semana, pelo diretor do Sindicato dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL-SE), Antônio Freitas. Segundo ele, parte dos operários foi mantida para trabalhar na operação de descontaminação do lençol freático.

Freitas comentou ainda que o processo de sucateamento da planta de cloro/soda da Braskem provocou vários vazamentos de produtos químico, entre o Pontal e o Polo de Marechal Deodoro.

“Só em 1996, cerca de 137 toneladas de Dicloroetano foram vazadas. Em 2010, foi registrado outro grande vazamento. Sem contar com os vazamentos menores. Isso teria contaminado o lençol freático e colocando em risco a saúde dos moradores da região”.

“Além de contaminar o meio ambiente, esses vazamentos colocaram em risco a vida dos operários, que conviveram com essa realidade há anos. Agora, esses colaboradores estão sendo demitidos, sem uma bonificação robusta, que faça jus ao esforço e à dedicação à empresa”, destacou.

Freitas disse ainda basta ver a situação precária dos equipamentos, das instalações e das tubulações sem manutenção para se ter ideia do descaso com que a direção da Braskem administrava a planta de cloro/soda de Maceió.

“As fotos que os operários tiraram de dentro da fábrica, essa semana – mostrando tubulações enroladas com plástico, vazamentos e equipamentos desmantelados – é uma prova que a empresa não tinha como se manter ativa e operando muito menos”, relatou Freitas.

Segundo o sindicalista, apesar da empresa dizer que “está hibernando” e que vai voltar a funcionar, mas o fechamento da unidade do pontal, para produção de cloro/soda, é irreversível. Até porque parte da tubulação e dos equipamentos que viraram sucata está sendo colocada à venda, pela empresa.

“As chamadas casas de células estão sendo desmontadas. Eram três casas de células, cada uma tinha 144 células, para a fabricação de cloro, soda e hidrogênio. Elas estão sendo desmontadas. Praticamente, a casa de célula 3 já está toda desmontada; e a partir de agora vamos desmontar a casa 2 e depois a casa 1”, acrescentou Freitas.

Para ele, mesmo que a Braskem diga que a fábrica do Pontal da Barra terá continuidade, as instalações da unidade estão sucateadas e colocam em risco a vida dos trabalhadores.

Além disso, o sindicalista afirma que caso a unidade seja usada para a estocagem de Dicloroetano, como a empresa já divulgou, as dependências da fábrica precisam ser vistoriadas, por especialistas no assunto e técnicos em segurança no trabalho.

“Essa fiscalização é importante até para evitar acidentes e vazamentos, como já ocorreram; principalmente porque a empesa pretende estocar e movimentar grandes volumes de Dicloroetano na fábrica do Pontal”, observou o sindicalista.

Com pureza de 99,9%, o Dicloroetano (EDC) é um produto inflamável em altas temperaturas, amplamente utilizado na indústria química para a produção de PVC e na fabricação de solventes; também é encontrado em produtos de limpeza e inseticidas.

POLO DE MARECHAL

O sindicalista contestou a informação de que a Braskem está promovendo uma transformação estratégica em sua unidade de PVC em Marechal Deodoro, com foco em sustentabilidade, inovação e aumento de competitividade.

“Conversa. A empresa está transferindo seus colaboradores da fábrica do Pontal da Barra para o Polo de Marechal, para depois demitir esses trabalhadores, sem direito a nenhum tipo de indenização ou bonificação”, revelou.

“Tudo isso, para economizar dinheiro no pagamento das rescisões trabalhistas, de acordo com as reivindicações do Sindicato e com a legislação trabalhista”, completou o sindicalista.

Mais de 350 trabalhadores da empresa estão ameaçados de demissão

Embora a Braskem garanta que não haverá demissões em massa de trabalhadores nas suas unidades em Alagoas, a diretoria do Sindipetro AL/SE calcula que, dos 350 colaboradores da empesa, cerca de 240 serão demitidos.

“As demissões realizadas ao longo do ano de 2025 estão dentro do índice de rotatividade de pessoal esperado na empresa, que fica em torno de 6%”, afirmou a Braskem, por meio de nota, encaminhada à reportagem da Tribuna Independente.

A direção do Sindicato calcula que até o final do ano, cerca de 80 trabalhadores diretos já tenham sido demitidos. Isso, sem contabilizar os trabalhadores indiretos e prestadores de serviço.

Para tentar frear a escalada de demissões, o Sindicato convocou uma reunião com a direção da Braskem, na semana passada, mas nenhum diretor da empresa compareceu para debater o assunto, tendo um representante do Ministério Público do Trabalho (MPT) como mediador.

O Sindicato também convocou a imprensa, na quinta-feira (13/11), para acompanhar a homologação de oito trabalhadores demitidos. Para o Sindipetro, isso é o começo de uma série de demissões que pode atingir centenas de trabalhadores com a paralisação da fábrica da Braskem no Pontal da Barra.

“É inaceitável tratar os trabalhadores como se fossem meros números por conta da alegada situação econômica desfavorável do ramo químico brasileiro. Isso ratifica a sanha por lucro que a Braskem sempre imprimiu em suas atividades. Nenhum compromisso social e ambiental”, afirmou Antônio Freitas.

A direção do Sindicato reafirma a defesa da estabilidade no emprego e, nos casos em que a permanência não for possível, exige indenização digna e valorização por tempo de serviço aos trabalhadores afetados.

“A Braskem precisa responder pelos danos que causou à cidade e às pessoas. Agora, ao desempregar pais e mães de família, a empresa mostra mais uma vez que seu compromisso é apenas com o lucro — e nunca com a vida”, concluiu Freitas.

O Sindipetro havia suspendido as assembleias que discutiriam a Convenção Coletiva de Trabalho após a empresa iniciar as demissões em plena campanha salarial — um gesto que, segundo a entidade, demonstra total desrespeito com os trabalhadores e com o diálogo social.

Para o Sindipetro, a atual política da empresa é mais um capítulo do mesmo modelo de atuação irresponsável que levou à destruição de cinco bairros em Maceió, resultado da mineração inconsequente de sal-gema.

Mineradora nega demissão em massa e diz que voltará a operar

Por meio de nota, a Braskem desmentiu a demissão em massa, disse que a fábrica do Pontal da Barra deve voltar a operar, confirmou que irá usar as instalações da unidade para estocar Dicloroetano, mas não admitiu que contaminou o lençol freático.

NOTA

A Braskem está promovendo uma transformação estratégica em sua unidade de PVC em Marechal Deodoro (AL), com foco em sustentabilidade, inovação e aumento de competitividade.

Como parte desse processo de transformação, a empresa concluiu em setembro a transição de sua unidade de produção de Cloro Soda para operação logística de dicloroetano (EDC) e firmou um contrato de fornecimento de longo prazo com uma empresa líder global na produção da matéria-prima, ampliando a competitividade e fortalecendo a cadeia produtiva do PVC.

A companhia destaca a continuidade de sua presença na unidade localizada do Pontal da Barra, que passou a ter flexibilidade para movimentar grandes volumes de EDC.

Desta forma, fizemos uma transição de um site de produção para um site de operação logística, mantendo sua relevância estratégica.

A Braskem reforça que não houve demissões em massa nas suas unidades em Alagoas. As demissões realizadas ao longo do ano de 2025 estão dentro do índice de turnover (ou rotatividade de pessoal) esperado na empresa, que fica em torno de 6%, e está em linha com o que foi praticado ano passado.

A Braskem reafirma o seu compromisso com desenvolvimento socioeconômico do Estado, impulsionando o fortalecimento da cadeia produtiva da química e do plástico”.

Fonte: Tribuna Hoje

Restrições de Israel provoca desnutrição em 90% da população de Gaza, alerta a ONU

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) alertou na quarta-feira que 90% da população de Gaza sofre de diferentes graus de desnutrição, enquanto as restrições israelenses continuam a bloquear a entrada de ajuda humanitária essencial no território.

O porta-voz da UNRWA, Adnan Abu Hasna, afirmou em uma coletiva de imprensa que as autoridades israelenses estão impedindo que “centenas de tipos de ajuda” cheguem ao enclave, acrescentando que nenhuma assistência entrou pela passagem de Zikim, no norte de Gaza.

Abu Hasna alertou que Gaza está à beira de uma grande catástrofe humanitária, particularmente com a chegada do inverno e a deterioração generalizada das tendas improvisadas que abrigam famílias deslocadas após meses de intenso conflito.

Seus comentários ecoam alertas anteriores da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), que afirmou que, apesar do cessar-fogo, a situação humanitária em Gaza permanece extremamente crítica.

A coordenadora de emergência da MSF, Caroline Seguin, acusou as autoridades israelenses de obstruírem a entrada de suprimentos médicos, kits de higiene, materiais para abrigo e outros itens essenciais, descrevendo a dimensão do sofrimento como “totalmente evitável”.

Seguin disse que milhares de pessoas deslocadas estão vivendo em tendas superlotadas e deterioradas, sem água e eletricidade, com acúmulo crescente de lixo e aumento de casos de doenças de pele, respiratórias e gastrointestinais à medida que as temperaturas caem.

Fonte: Monitor do Oriente

90% dos professores relataram contato direto ou indireto com situações de censura no Brasil

Estudo do Observatório Nacional da Violência contra Educadores traça cenário de desvalorização e violência enfrentados por docentes em instituições públicas e privadas no país

Um longo estudo produzido pelo Observatório Nacional da Violência contra Educadoras/es (ONVE), ligado à Universidade Federal Fluminense (UFF), mostra que a censura e a perseguição a educadores se tornaram cotidianas nas salas de aula de escolas brasileiras públicas e privadas a partir da década de 2010.

O levantamento, realizado entre maio e setembro de 2024, ouviu 3 mil profissionais da educação de todas as regiões do país, e mapeou o cenário por região: os resultados indicam que ao menos 90% dos educadores relataram contato direto ou indireto com situações de censura. Entre aqueles que foram vítimas de ataques: 58% relatam tentativas de intimidação, 41% afirmam ter sido alvo de questionamentos agressivos sobre métodos de ensino e 35% tiveram conteúdos explicitamente proibidos. O estudo também identificou casos de insultos, remoções forçadas de local de trabalho e, em 10% dos episódios, agressões físicas.https://f35f60d81618471ce5a2179699279728.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html?n=0

Os pesquisadores apontam que essas práticas configuram “violência contra educadores”, por serem persistentes, direcionadas à atuação profissional e acompanhadas de métodos agressivos e constrangedores. Ainda que atinjam outros profissionais, esses episódios impactam coletivamente a categoria. Prova disso é que 52% dos profissionais que apenas testemunharam ou ouviram falar de casos afirmam ter sido afetados na vida pessoal ou profissional, desenvolvendo medo, insegurança e autocensura.

Saltos de ocorrências em anos eleitorais

A perseguição a docentes cresceu de forma contínua ao longo dos anos 2010, com saltos expressivos em 2014, 2018 e 2022. Os picos coincidem com momentos de maior polarização e radicalização política no país, como a ascensão do discurso da “Escola sem Partido”, promovida por bolsonaristas, e as eleições presidenciais com Jair Bolsonaro marcadas pela disseminação de desinformação. Para os pesquisadores, há correlação entre ciclos eleitorais e a intensificação de ataques às liberdades de ensinar e aprender

Outro dado que chama atenção é a origem das agressões. Diferentemente da narrativa que aponta para agentes externos, a pesquisa mostra que a violência parte principalmente de atores internos às escolas. Profissionais das equipes pedagógicas aparecem como principais agentes, citados em 57% dos casos, seguidos por familiares de estudantes (44%), alunos (34%) e outros professores (27%).

Os impactos emocionais e profissionais são profundos. Entre os educadores diretamente atingidos, 76% afirmaram que o episódio afetou de maneira significativa sua vida pessoal e sua trajetória no trabalho. Muitos relataram ter retirado temas obrigatórios de suas aulas, reduzido atividades públicas ou evitado debates para não se tornarem alvo de hostilidade. 

Professores relatam maior pressão ao abordar temas como política, gênero e sexualidade, direitos humanos, racismo, desigualdades sociais e questões ambientais. De acordo com o estudo, movimentos ultraconservadores conseguiram transformar conteúdos previstos nos currículos em assuntos “controversos”. Dizem os pesquisadores:

“Alta incidência de intimidação e questionamentos aos educadores que seguem as diretrizes que regem seu ofício e os abordam em seu cotidiano pedagógico […] literatura acadêmica sobre o cenário educacional e político brasileiro é consensual na análise de que movimentos extremistas utilizaram a educação como plataforma para conquista de atenção e capital político. Diferentemente de outros ataques efeitos ao campo educacional, a censura que abordamos aqui surge de movimentos que disputam a escola por dentro, buscando incidir sobre o cotidiano escolar com sua visão de mundo conspiratória, prejudicando a convivialidade nas comunidades educativas e diminuindo a densidade democrática desses espaços. Tais situações prejudicam não só a liberdade de ensinar, mas também a liberdade de aprender dos estudantes, cujo direito à educação é cerceado”

Alternativas para proteger docentes e reconstruir debates nas escolas

Um conjunto de recomendações político-pedagógicas, jurídicas e de políticas públicas são sugeridas pelo estudo, que propõe um novo marco de proteção aos educadores no Brasil.  

O estudo aponta que qualquer política voltada à dignidade docente deve começar por condições reais de trabalho. A precarização da infraestrutura educacional, afirma o documento, afeta toda a comunidade escolar e contribui para o aumento da violência. Defende-se salários justos, infraestrutura adequada e reconhecimento da relevância social da profissão.

Outro eixo defendido é a consolidação da gestão democrática das escolas, com eleição direta das equipes gestoras, fortalecimento de conselhos escolares, grêmios estudantis e associações de pais e ex-alunos. A participação da comunidade escolar deve ter caráter deliberativo, com apoio material e formação específica.

O texto reforça que professores das redes pública e privada devem ser reconhecidos como defensores de direitos humanos, conforme previsto na Constituição de 1988 e na legislação educacional. Segundo o documento, o exercício profissional voltado ao combate às discriminações e à promoção da democracia não pode se tornar motivo de ataques.

Por isso, empregadores, tanto governos quanto instituições privadas, devem assegurar proteção jurídica aos docentes que cumpram as diretrizes curriculares. Protocolos internos precisam ser atualizados para enfrentar a crescente hostilidade contra temas previstos em lei.  Sindicatos também são chamados a atuar como espaços de acolhimento e defesa trabalhista para profissionais alvo de perseguição.

Entre as medidas propostas está a criação de um fluxo específico no Disque Direitos Humanos (Disque 100) para denúncias de violência contra educadores. O estudo também recomenda incluir a categoria formalmente no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, ampliando a rede de proteção a casos de ameaça e perseguição. Outra medida é o estabelecimento de protocolos preventivos nas ouvidorias e controladorias para evitar o uso abusivo de canais de denúncia por grupos extremistas, prática que tem sido utilizada para intimidar professores.

O texto alerta para o uso indevido de sindicâncias e Processos Administrativos Disciplinares (PADs) como ferramentas de perseguição. Secretarias de educação devem seguir estritamente a legalidade, evitando abertura indiscriminada de investigações que, mesmo quando arquivadas, causam adoecimento e prejuízos profissionais.

Defende-se a implementação plena da Lei 13.935/2019, que garante psicólogos e assistentes sociais na educação básica. Também propõe a criação de Núcleos de Acompanhamento Psicossocial (NAPS) alinhados ao projeto pedagógico das escolas e espaços permanentes de acolhimento e escuta para professores e estudantes.

Ainda segundo o estudo, o poder público precisa combater ativamente o silenciamento promovido por movimentos extremistas que atacam conteúdos ligados a gênero, sexualidade, equidade racial e direitos humanos. O documento cita decisões recentes do Supremo Tribunal Federal e diretrizes do MEC como caminhos para sustentar políticas educacionais que promovam igualdade e combate à discriminação.

Confira o relatório completo abaixo:

https://revistaforum.com.br/brasil/2025/11/16/em-cada-10-professores-souberam-ou-vivenciaram-casos-de-censura-ou-perseguio-no-brasil-192209.html

Fonte: Revista Fórum

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