Comerciários protestam contra redução de direitos
O Sindicato dos Comerciários de Alagoas realizou na manhã do dia 4 de fevereiro, um grande protesto pelo Calçadão do Comércio, em Maceió. A manifestação que contou com o apoio da CUT, sindicatos e movimentos sociais, denunciou os ataques que a categoria comerciária está vivendo.
O Sindicato denuncia que os patrões estão se aproveitando da situação dramática provocada pela crise econômica e pela pandemia de coronavírus para reduzir os direitos da categoria. Os patrões tem se negado a negociar a reposição salarial e a recuperação do poder de compra do vale alimentação, onde algumas lojas pagam apenas R$ 70,00 mensal, o que é insuficiente para garantir a alimentação durante todo o mês trabalhado.
O protesto começou com as lideranças de diversas entidades presentes apoiando a luta e esquentou quando os manifestantes se posicionaram na frente da Casa Guido para denunciar que a empresa paga o pior valor de vale alimentação e ainda tem dificultado as negociações da categoria com o sindicato patronal.
Segundo Rilda Alves, presidenta da CUT-AL, o ato demonstrou “a força dos comerciários que não aceitam mais as ameaças de demissão e de retiradas de direitos”.
Professores do cadastro de reserva cobram nomeação
Os Professores aprovados no concurso de 2013 e ainda não nomeados pela Secretaria Estadual de Educação realizaram mais um protesto na manhã de hoje (03/02). Eles cobram a nomeação da reserva técnica.
Portando faixas e cartazes, os manifestantes se concentraram na praça Centenário e depois saíram em caminhada até a porta do Palácio do Governo, no centro de Maceió.
A manifestação teve o apoio do Sinteal, que está mediando uma audiência com a Secretaria de Educação para discutir a situação, pois segundo os manifestantes a maiorias das escolas funcionam com monitores, o que é irregular, já que as vagas ocupadas deveriam ser preenchidas pelos aprovados em concurso público.
O papel reacionário de Kamala Harris, a vice-presidente dos EUA
Eleita junto com Joe Biden para presidir os Estados Unidos após a derrota de Donald Trump em novembro de 2020, a atual vice-presidente, Kamala Harris, trouxe euforia para o Partido Democrata, para a imprensa burguesa e para os vários movimentos identitários do país, que a vê como uma figura progressista que representará grupos minoritários na Casa Branca. O fato de Harris ser a primeira mulher a ocupar a vice-presidência dos EUA, além de ser mestiça e filha de pais imigrantes (seu pai é jamaicano e sua mãe é indiana) foi usado deliberadamente como propaganda durante toda a campanha presidencial, numa tentativa do Partido Democrata de retratar Harris como representante legítima dos trabalhadores imigrantes, negros e mulheres. Nada poderia estar mais longe da realidade.
Na verdade, Kamala Harris não passa de mais uma representante das oligarquias norte-americanas, sobretudo, do sistema penal e de inteligência dos Estados Unidos. De fato, seu papel no governo Biden é o de garantir que a Casa Branca tome medidas cada vez mais à direita, o que resultará numa administração tão violenta (ou até mesmo pior) que a de Donald Trump nos ataques à classe trabalhadora. Não é em vão que o Partido Democrata tenha escolhido Harris como a vice de Joe Biden. Seu passado político é repleto de truculências e agressões aos trabalhadores.
Harris iniciou sua carreira política em 1990 como procuradora distrital na região de Oakland, California. Não demorou muito para que Harris começasse a frequentar os círculos das elites da região. Foi lá onde conheceu e namorou brevemente Willie Brown, que futuramente se tornaria prefeito de San Francisco. Brown foi um dos que promoveu a carreira política de Kamala Harris e a introduziu aos círculos mais influentes da elite californiana, incluindo membros de grupos financeiros. Em 2003, Harris se tornou procuradora do distrito de San Francisco e seis anos mais tarde, apoiada pelo Partido Democrata, se tornou Procuradora Geral do Estado da California. Em suas campanhas para procuradoria, Harris usava o slogan “Harris, pela a Lei e pela Ordem”, o que acabou se tornando muito mais que um ideal falso moralista, mas de fato em uma política deliberada que ela tomaria ao longo dos anos.
Durante sua gestão como procuradora distrital em San Francisco, a taxa de condenações subiu de 52% em 2003 para 67% em 2006. No entanto, o alto índice de condenações, era em parte, resultado de processos fraudulentos manipulados por Harris e por seus funcionários. Em 2012, Ann-Christine Massul, uma juíza de uma corte superior, julgou que a procuradoria sob a gestão de Kamala Harris tinha cometido uma série de irregularidades, incluindo violações de direitos dos réus ao reter informações importantes que incriminavam um técnico criminalista que tinha falsificado documentos e roubado drogas de um laboratório.
Já como Procuradora Geral do Estado da California, Harris saiu inúmeras vezes contra decisões judiciais que denunciavam a superlotação dos presídios e os maus tratos cometidos contra os detentos. Harris também tentou dar um fim às inspeções de cortes federais aos presídios do estado. Em 2014, no caso Brown v. Plata, quando a Suprema Corte julgou que as prisões da California estavam superlotadas ordenando que o estado diminuísse o número de carcerários em 40.000, Harris tentou derrubar a decisão afirmando que a liberação de tantos presos prejudicaria a mão de obra da região. Um ano mais tarde, Harris não só tentou derrubar uma decisão judicial de primeira instância que considerou que a pena de morte no estado da California era cruel e desumana, como defendeu condenações realizadas de forma fraudulenta (com a inclusão de confissões falsas nas transcrições das interrogações). Kamala Harris justificou tais ações ilegais alegando que os falsos testemunhos não eram suficientes para provar que tinha havido improbidade processual.
Além de criminosa, as justificativas de Kamala Harris também beiravam o cinismo. Em uma de suas falas tentando justificar sua truculência contra os direitos humanos, dizia estar apenas defendendo seus “clientes” e que tais posições não condiziam com suas crenças políticas e sociais.
Mas um dos episódios mais emblemáticos de sua carreira na justiça foi seu apoio a uma lei que legalizava o pagamento de uma multa que poderia chegar a 2 mil dólares para pais de alunos que faltassem as aulas sem explicação e a prisão para os que não tivessem o dinheiro para pagá-las. A lei de 2010, assinada pelo então governador Arnold Schwarzenegger, tinha como objetivo “melhorar o sistema educacional do Estado da California”.
O reacionarismo de Harris não mudou quando que se tornou senadora pelo Estado da California em 2017. Com o falso discurso de “progressista”, Harris dizia apoiar “Medicare para todos”. No entanto, sempre se opôs dar um fim no sistema de seguradoras de saúde privadas no lugar de um sistema de saúde financiado pelo governo federal. Nas políticas ambientais, apoiou a participação de grandes empresas na “transição de políticas limpas para o meio ambiente”, projeto do democrata Al Gore, que na verdade não passava de uma forma de enriquecimento de grandes empresas exploradoras de recursos ambientais e que não dava nenhuma garantia de penalidade às empresas poluentes.
Mesmo sendo filha de imigrantes, Kamala Harris mostrou as garras em 2019, ao se abster da votação no Senado que aprovou 4.6 bilhões de dólares para manutenção de campos de concentração para imigrantes na fronteira entre México e Estados Unidos. A abstenção tanto de Harris quanto de outros senadores democratas não passou de uma ação tática deliberada que prova o caráter reacionário não só de Kamala Harris, mas de todo Partido Democrata.
Ao mesmo tempo, seguindo a agenda demagoga e populista do Partido Democrata, a senadora californiana apoiou a legalização federal da maconha para fins recreativos, o aumento do salário mínimo para 15 dólares a hora, e após pressões da greve dos professores em 2019, que aconteceu por todo o país, apresentou um plano que dava um adicional de 13,5 mil dólares ano para a categoria. Na verdade, Harris só estava de olho na campanha de 2020 para a corrida presidencial e já era vista como uma forte candidata pelos Democratas.
Mas a indicação de Kamala Harris para ser a vice de Joe Biden está principalmente relacionada ao fato da ex-senadora (com seu slogan de lei e ordem) servir como uma resposta às críticas do Partido Republicano de que os Democratas não são duros o suficiente contra a criminalidade. Harris serve justamente a isso – como uma justificativa do Partido Democrata para propor e apoiar pautas cada vez mais à direita. Assim como em sua carreira no judiciário e no parlamento, a atual vice-presidente não pensará duas vezes quando precisar implementar leis que ataquem os direitos constitucionais da classe trabalhadora, incluindo prisões arbitrárias, tal como aconteceu com o plano de encarceramento durante o governo Bill Clinton (1993-2001).
E o falso progressismo de Kamala Harris não demorará muito para ser desmascarado. Diante de uma maiores crises sanitárias da história recente, em que mais de 440 mil americanos já morreram com Covid-19 causada, sobretudo pela irresponsabilidade tanto do governo Trump quanto dos governos estaduais liderados por democratas, nem Biden e nem Harris tem respostas e ações genuínas para proteger a classe trabalhadora. Pelo contrário, Biden e Harris já preparam novos pacotes para injetar bilhões de dólares dos trabalhadores em Wall Street e no mercado financeiro, o que aprofundará ainda mais a desigualdade social e gerará mais tensões sociais. A crise do sistema capitalista, que se intensifica ainda mais com pandemia do Coronavírus, intensificará ainda mais as contradições do capitalismo nos EUA – um dos países mais desiguais do planeta. As tensões políticas e sociais que serão geradas por conta dessas contradições levarão novamente às ruas milhões de americanos. E a administração Biden não agirá tão diferente de seu antecessor Donald Trump na hora de atacar a classe trabalhadora nas ruas de todo o país. De fato, os Democratas já tem dentro da Casa Branca, a pessoa ideal para administrar tais ataques – a vice-presidente Kamala Harris.
O fim da era Trump
Para o bem do equilíbrio da balança da geopolítica mundial, chega ao final a trajetória do aventureiro milionário Donald Trump a frente da Casa Branca nos últimos e inacreditáveis quatro anos. Mesmo perdendo a eleição no voto popular para a democrata Hilary Clinton em 2016, por uma significativa diferença de 2.868.691 votos, levou a presidência americana, graças ao espúrio modelo de eleições adotado pelos Estados Unidos, no qual é declarado eleito vencedor, o candidato que obtiver o maior número de delegados de um inusitado colégio eleitoral, mesmo sendo derrotado nas urnas. A fragilidade da legislação eleitoral daquele país, facilitou e permitiu a legal, porém, ilegítima vitória de Trump, que se valeu, agora o sabemos, das até então desconhecidas fakenews, estelionato para burlar o sistema eleitoral americano. Em outras palavras, este desastrado governo Trump foi uma farsa do primeiro ao último dia em que o histriônico presidente se apossou da caneta e da senha atômica do homem mais poderoso do mundo. Chegou melancolicamente ao final de sua catastrófica administração, sob a obscura tentativa de invasão do capitólio, para impedir a certificação do presidente eleito em 2020, Joe Biden, do Partido democrata, que assumiu a presidência no último dia 20 de janeiro.
A presidente da Câmara dos deputados norte-americana, a também democrata Nancy Pelosi, apelou ao entao vice-presidente Mike Pence, para que invocasse a 25a emenda, na qual o gabinete pode destituir o presidente. Pelosi alegou que as motivações para o impeachment de Trump seria por “ele ser louco, desequilibrado e perigoso. Ele deve partir”, tuitou com seus correligionários. Tump é muito mais do que pode supor a presidente da Câmara dos deputados norte-americana, Trump é um fascista e um criminoso. Deverá responder por muitos dos seus tresloucados atos enquanto esteve despachando suas políticas de ódio e de intolerâncias contra a humanidade no salão oval. A mediocridade desocupou o cargo de “líder do mundo livre”, como eram ou são designados os presidentes dos EUA pela mídia, sobretudo no período da “Guerra Fria”. Segundo o ativista progressista Noam Chomsky, “Trump é o pior criminoso da história, inegavelmente. Nunca houve na história política, uma figura que se dedicasse tão apaixonadamente a destruir os projetos da vida humana na terra num futuro próximo”. A despeito de sua administração desastrosa, não podemos desconsiderar que a tosca figura presidencial de Trump obteve 74.223.744 ou 46,9% dos votos dos americanos. Este fato merece uma reflexão. Donald Trump é um obtuso do mal, o seu sectarismo cego é exatamente o inverso do personagem de Chance, interpretado por Peter Sallers no filme “Muito Além do Jardim”, de 1979 e dirigido por Hal Ashby, cuja a inocência ao extremo de um jardineiro, que nunca havia tido contato com o mundo exterior, a não ser pela televisão, faz dele um importante conselheiro do presidente americano por suas metáforas botânicas. Trump não tem um mínimo de pureza ou grandeza, pois a sua passagem pelo poder será lembrada pela marca da intransigência, arrogância e imposição de um unilateralismo imperialista. Dentre as suas medidas embaladas por um populismo desequilibrado e inconsequente, podemos destacar: a saída dos Estados Unidos do Clube de Paris, fórum de debates sobre o aquecimento global e o efeito estufa, a tentativa de revogar o Obamacare, a xenófoba construção do muro contra imigrantes na fronteira do México e, por fim, o seu negacionismo da pandemia da Covid-19, que registra até o presente momento, mais de 25 milhões de infectados e que já levou a morte 420 mil cidadãos norte-americanos. Resta apenas saber se teremos um efeito dominó, e congêneres a Trump também serão mandados para a lata do lixo da história, assim como o seu mentor.
Islandês recebe duplo transplante de braços em cirurgia inédita na França

Uma equipe do hospital Edouard Herriot, em Lyon, no sudeste da França, realizou um duplo transplante de braços que está sendo apresentado como inédito no mundo por sua complexidade. O paciente é o islandês Felix Gretarsson, que aguardava um doador desde 2017.
A operação aconteceu na quarta-feira (13), mas só foi divulgada nesta sexta-feira (15). Segundo um comunicado do hospital, a cirurgia durou cerca de 15 horas e exigiu a mobilização de várias equipes médicas do setor público e privado. No total, cerca de 50 pessoas participaram da intervenção, incluindo cirurgiões, assistentes, instrumentadores e pessoal de enfermagem.
O islandês Felix Gretarsson estava na fila do transplante há dez anos. Ele teve seus dois braços amputados depois de ser eletrocutado por uma linha de alta tensão no círculo polar, em 1998. Na época, o eletricista tinha 26 anos, era recém-casado e tinha uma criança pequena. Ele passou três meses em coma, sofreu várias intervenções cirúrgicas, incluindo um transplante de fígado.
Depois de se recuperar, Gretarsson passou a buscar informações na internet sobre transplante de membros superiores. Em 2007, ele descobriu o trabalho do professor francês Jean-Michel Dubernard, que se tornou internacionalmente conhecido após realizar o primeiro transplante bem-sucedido de mãos.
O islandês passou a acompanhar as ações do professor Dubernard e o encontrou quando ele esteve na capital da Islândia, Reykjavik, para participar de uma conferência. O eletricista telefonou a todos os hotéis da cidade até descobrir onde o médico estava hospedado. “Eu sou o candidato perfeito”, argumentou o eletricista, “porque passei por um transplante de fígado e sigo um tratamento contra a rejeição de órgãos até o fim da vida”, contou. O professor Dubernard aceitou o desafio de realizar, no futuro, um duplo transplante no islandês.
Em 2011, o eletricista decidiu se instalar em Lyon. Mas foram anos de espera até conseguir realizar todos os preparativos administrativos, físicos e, sobretudo, encontrar um doador compatível para a cirurgia.
Encerrado o duplo transplante, na quarta-feira, Gretarsson foi transferido para a UTI. O boletim médico de quinta-feira (14) informou que seu estado de saúde era estável. Serão necessários vários dias de observação para poder concluir se este raro duplo transplante de braços foi bem-sucedido.
TV Ufal entra no ar no dia do aniversário de 60 anos da Universidade
A TV Ufal canal 8.1, afiliada à TV Brasil – Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em Alagoas, começa a operar na região metropolitana de Maceió na próxima segunda-feira (25), a partir das 19h. A emissora aberta de televisão será lançada oficialmente neste horário em evento no Museu Théo Brandão (MTB) da Universidade Federal de Alagoas, no dia em que a instituição comemora seu aniversário de 60 anos.
“Trata-se de uma grande conquista para toda a comunidade universitária e para toda a sociedade de Alagoas. No dia em que festeja seus 60 anos de fundação, a Ufal oferta este presente para nosso estado”, afirmou o reitor da Universidade, professor Josealdo Tonholo. O alcance inicial do sinal da emissora chegará a mais de um milhão de habitantes na grande Maceió e retransmitirá o sinal digital e a programação da TV Brasil.
Na Ufal, a emissora de televisão será comandada pela Pró-reitoria de Extensão (Proex), com gestão da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes). “Queremos levar ao público uma programação diferenciada, com forte apelo educativo e cultural, científico e emancipador, fazendo jus ao papel extensionista que é premissa de nossa atuação na Universidade”, disse o pró-reitor de Extensão Clayton Santos.
“O sinal começa retransmitindo a TV Brasil totalmente em HD e com multiprogramação, mas estamos empenhados para até o mês de março iniciarmos a produção e a exibição de conteúdo local e próprio, feito em Alagoas para os alagoanos e, também, levar este conteúdo a todo o país por meio da parceria com a EBC”, frisou Ricardo Wanderley, presidente da Fundepes. O diretor-geral da EBC, Roni Baksys Pinto, estará presente na solenidade de lançamento do canal.
O lançamento e a implantação da TV Ufal é mais uma conquista da gestão do professor Josealdo Tonholo à frente da Ufal. Na solenidade de segunda-feira no MTB estará presente toda a cúpula diretiva da Ufal, autoridades, demais convidados e a imprensa.