Bolsonaro tava “doidão” quando violou tornozeleira

Bolsonaro diz em audiência que violou tornozeleira porque teve ‘alucinação’

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse hoje em audiência de custódia que teve “alucinações” e “certa paranoia” e, por isso, violou a tornozeleira eletrônica na madrugada de sábado.

O que aconteceu
Bolsonaro disse que agiu sozinho, e que a filha Laura, seu irmão mais velho e um assessor dormiam e não viram a ação. Ele tentou romper sua tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda “pois tem curso de operação desse tipo de equipamento”. A audiência de custódia foi conduzida pela juíza Luciana Yuki Fugishita Sorrentino.

“O depoente afirmou que estava com “alucinação” de que tinha alguma escuta na tornozeleira, tentando então abrir a tampa. O depoente afirmou que não se lembra de surto dessa natureza em outra ocasião. O depoente afirmou que passou a tomar um dos remédios cerca de 4 (quatro) dias antes dos fatos que levaram à sua prisão.”
Ata de audiência de custódia.

Ex-presidente alegou que teve “certa paranoia” de sexta para sábado em razão de medicamentos que tem tomado. Segundo ele, medicação foi receitada por médicos diferentes e que “interagiram de forma inadequada”, mas que não se lembra de surto dessa natureza em outra ocasião. Além disso, afirmou que passou a tomar um dos remédios cerca de quatro dias antes dos fatos que levaram à sua prisão.

Bolsonaro disse à juíza que não tinha interesse de fugir. Ele também descartou que a vigília convocada pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tivesse intuito de causar tumultuo e disse que o ponto de encontro da manifestação, na frente do condomínio dele, era a 700 metros da casa onde ele estava preso.

Ex-presidente disse que parou de usar a solda quando “caiu na razão”. Segundo Bolsonaro, em seguida, ele teria comunicado o que tinha feito aos agentes de sua custódia. O centro que monitora Bolsonaro desde 18 de julho informou que o sistema gerou alerta “indicando violação” à 0h07 de ontem. Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã de ontem.

Audiência avaliou a legalidade da prisão. A audiência não discutiu o mérito da acusação, mas conferiu se aos direitos fundamentais do ex-presidente foram respeitados e sua integridade física e psicológica preservadas.

A sessão foi virtual em razão do status do ex-presidente. Embora o Conselho Nacional de Justiça recomende que a audiência seja presencial, o formato por videoconferência tem sido utilizada com frequência pelo Supremo.

Fonte: Uol

Não podemos admitir esse aparato militar dos EUA no Caribe, diz Lula

Em coletiva em Joanesburgo, na África do Sul, o presidente falou também sobre a prisão de Bolsonaro. “Todo mundo sabe o que ele fez. A Justiça decidiu, está decidido”

O presidente Lula participou de uma entrevista coletiva neste domingo (23) em Joanesburgo, na África do Sul, onde ocorreu a Cúpula dos Líderes do G20. Com os jornalistas, o chefe do Executivo falou da escalada de tensões na Venezuela e no mar do Caribe, afirmando estar “preocupado” com a situação. “Eu estou preocupado porque a América do Sul é uma zona de paz. Somos um continente que não temos armas nucleares, bomba atômica, nada”, disse Lula.

O presidente destacou que “o nosso negócio é trabalhar para se desenvolver e crescer. A mim, me preocupa muito o aparato militar que os Estados Unidos colocaram no mar do Caribe. A mim, me preocupa muito. Eu pretendo conversar com o presidente Trump sobre isso, porque está me preocupando”, destacou o líder brasileiro.

Lula disse que não se pode cometer erros novamente. “O Brasil tem responsabilidade na América do Sul, o Brasil faz fronteira com a Venezuela e não é pouca coisa, e eu acho que não tem nenhum sentido você ter uma guerra agora. Ou seja, não vamos repetir o erro que aconteceu na guerra da Rússia e da Ucrânia”, afirmou o chefe do Executivo.

O presidente da República ainda mencionou a ausência de Donald Trump, presidente dos EUA, na Cúpula dos Líderes do G20. Ele afirmou ser uma demonstração de como o norte-americano busca enfraquecer o multilateralismo e fortalecer o unilateralismo entre os países. “Ele está tentando fazer uma pregação prática pelo fim do multilateralismo e tentando fortalecer o unilateralismo”, falou na ocasião.

Sobre a prisão de Bolsonaro, Lula afirmou que não iria se aprofundar sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro destacou que a “Justiça decidiu, está decidido. Todo mundo sabe o que ele fez”. O presidente afirmou que a condenação e a prisão de Bolsonaro não deve atrapalhar relação com Donald Trump,

“Eu não faço comentário sobre uma decisão da Suprema Corte. A Justiça tomou uma decisão, ele foi julgado, ele teve todo direito à presunção de inocência, foram praticamente dois anos e meio de investigação, de delação, de julgamento”, disse Lula. “Então, a Justiça decidiu, está decidido, ele vai cumprir a pena que a Justiça determinou, e todo mundo sabe o que ele fez”, concluiu.

Fonte: Hora do Povo

Nikolas afrontou decisão judicial ao usar celular com Bolsonaro

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A deputada Erika Hilton (PT-SP) protocolou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal contra Nikolas após a divulgação das imagens

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou uma nota em tom agressivo após a TV Globo exibir imagens em que ele aparece utilizando um celular durante visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No texto, o extremista ataca a emissora e afirma ter sido alvo de uma violação de privacidade, negando qualquer descumprimento de ordem judicial, mesmo com tais direcionamentos já estando previamente estabelecidos.

“Quanto à narrativa de suposto descumprimento de decisão judicial, esclarecemos que não houve comunicação prévia de qualquer restrição ao uso de celular, nem por parte do Judiciário, nem pelos agentes responsáveis pela fiscalização durante a visita.”, disse. 

As imagens exibidas pelo Jornal Nacional mostram Nikolas conversando com Bolsonaro na área externa da residência onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar, manipulando o celular de forma aparente e contínua — conduta que contrariaria a determinação judicial sobre o uso de aparelhos de comunicação.

A deputada Erika Hilton (PT-SP) protocolou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal contra Nikolas após a divulgação das imagens. O encontro ocorreu na sexta-feira (21), poucas horas antes da tentativa de violação da tornozeleira eletrônica que resultou na prisão preventiva de Bolsonaro no sábado (22).

O STF ainda não se manifestou sobre o pedido.

Fonte: Brasil 247

Mais de 300 alunos e professores são sequestrados na Nigéria

Homens armados sequestraram mais de 300 estudantes e professores em um dos maiores sequestros em massa na Nigéria, afirmou um grupo cristão neste sábado (22/11), em meio a uma crescente preocupação com a segurança do país mais populoso do continente africano.

Este é o segundo sequestro nesta semana em uma escola da Nigéria, ameaçada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com uma intervenção militar devido a uma suposta campanha de violência jihadista contra cristãos.

A incursão ocorreu na manhã de sexta-feira (21/11) na escola St. Mary’s, no estado de Níger (centro). Segundo a Associação Cristã da Nigéria (CAN, na sigla em inglês), os agressores armados levaram “303 estudantes e 12 professores”.

Este número representa quase metade dos 629 alunos matriculados na instituição.

Na segunda-feira (17/11), um grupo de homens armados havia sequestrado 25 alunas de uma escola de ensino médio no estado vizinho de Kebbi (noroeste).

O governo nigeriano não comentou o número de sequestrados na sexta-feira. Segundo o governador do estado de Níger, Umar Bago, o Departamento de Inteligência e a polícia estão “fazendo o levantamento” e o balanço será divulgado neste sábado.

Estes sequestros, somados a um ataque contra uma igreja nesta semana, colocaram em alerta os líderes do país.

Autoridades locais dos estados de Níger, Katsina e Plateau ordenaram o fechamento de todas as escolas como medida de precaução. O Ministério da Educação também determinou o fechamento de 47 internatos de ensino médio em todo o país.

O presidente Bola Tinubu cancelou seus compromissos internacionais, incluindo sua participação na cúpula do G20 na África do Sul, para gerenciar a crise.

Na sexta-feira (21/11), o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, instou Abuja a “tomar medidas urgentes e sustentadas para deter a violência contra os cristãos”, durante conversas com o conselheiro de Segurança Nacional da Nigéria, Nuhu Ribadu, indicou o Pentágono em um comunicado.

Fonte: O Tempo

PM mata dois trabalhadores sem-terra em desocupação em Rondônia

Policiais militares de Rondônia mataram, na quinta-feira (20), em Machadinho do Oeste (RO), duas pessoas que participavam, junto com centenas de famílias, da ocupação de quatro fazendas do grupo Nelore Di Genio. As propriedades integram o espólio do empresário João Carlos Di Genio, fundador do grupo educacional Unip/Objetivo.

Segundo a Polícia Militar (PM) de Rondônia, os irmãos Alex Santos Santana e Alessandro Santos Santana foram baleados ao trocar tiros com agentes do Batalhão de Choque que patrulhavam uma área já desocupada. Fontes ligadas à Comissão Pastoral da Terra (CPT) ouvidas pela Agência Brasil refutam a versão policialacusando a PM de perseguir os sem-terra, mesmo após o grupo ter começado a deixar as fazendas, conforme determinação judicial.

De acordo com a PM, os policiais estavam patrulhando a região para inibir uma nova ocupação da área que os sem-terra reivindicam que seja destinada à reforma agrária. Foi quando avistaram um veículo trafegando em alta velocidade pela Rodovia RO-133. A bordo do carro estavam os irmãos Santana.

Os policiais garantem que sinalizaram para que o motorista parasse, mas este ignorou o aviso, tentando escapar da abordagem. Ainda segundo a PM, ao serem perseguidos, os ocupantes do carro, um Renault Clio, atiraram contra os agentes, que reagiram.

“O veículo prosseguiu em fuga até ser cercado por outras viaturas”, narraram os PMs. “Mas, ao tentar se esconder em uma área de mata, o carro ficou preso [atolou] em areia fofa. Dois indivíduos armados desembarcaram e dispararam novamente contra as guarnições, configurando um segundo ato de agressão armada”, acrescentou a Polícia Militar.

Atingidos por disparos policiais, os irmãos Santana foram encontrados caídos em um matagal. Um deles foi baleado no peito – a PM não informou se Alex ou Alessandro. O outro tinha um grave ferimento à bala em uma das pernas. Levados para o Hospital Municipal de Machadinho, os dois não resistiram aos ferimentos.

A polícia garante ter apreendido duas armas de fogo e munição usadas pelos irmãos Santana. Mas a PM admite que, embora acionada, a Perícia Criminal não pôde comparecer ao local nem mesmo após os corpos terem sido removidos, “devido à distância e ao histórico de conflitos na região”. O carro em que Alex e Alessandro estavam foi recolhido.

Assessor agrário da CPT, Josep Iborra, conhecido como Zezinho, afirma que o cumprimento da decisão judicial de reintegração de posse das fazendas Maruins, Santa Maria, São Miguel e São Vicente, do grupo Di Gênio, produziu uma verdadeira “caçada humana” contra os sem-terra, que tiveram que deixar todos seus pertences para trás.

“As 440 famílias já desocuparam as fazendas, pacificamente, mas muitas delas continuam nas imediações, dispersas, escondidas no mato, sem ter para onde ir”, disse Zezinho, negando que os sem-terra tenham permanecido na região com a intenção de voltar a ocupar a área assim que a PM deixe a região.

Segundo Zezinho, a desocupação das fazendas do Grupo Di Gênio, que os sem-terra alegam ser terra pública grilada, começou há algumas semanas e foi levada a cabo sem prévia notificação aos sem-terra. De acordo com ele, também não houve a apresentação de um Plano de Desocupação, conforme determina o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em casos de ações possessórias coletivas e com o emprego de dezenas de viaturas policiais, helicópteros e até de um carro blindado.

Isso apesar de, conforme a Agência Brasil apurou, as determinações de reintegração de posse terem sido expedidas entre 30 de maio e 3 de outubro, em quatro diferentes processos, por dois juízes do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO): Matheus Brito Nunes Diniz e Pauliane Mezabarba.

Ainda de acordo com Zezinho, os irmãos Alex e Alessandro integravam o grupo de sem-terra que deixou a Fazenda Santa Maria. E foram mortos em circunstâncias que precisam ser esclarecidas.

“Segundo os sem-terra, não houve troca de tiros. Os corpos foram levados para o hospital, e o cenário das mortes não foi preservado para a perícia”, destacou o assessor da CPT, órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Segundo Zezinho, a CPT acionou órgãos como o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Ouvidoria Agrária Nacional e os Ministérios Públicos estadual e federal, para que acompanhem a situação e encontrem uma solução para o conflito.

Consultada sobre as críticas, a PM de Rondônia sustentou ter o dever legal de garantir a proteção dos oficiais de Justiça responsáveis por cumprir a decisão judicial de reintegração de posse. E reafirmou que os irmãos Santana foram mortos por terem reagido violentamente à abordagem policial.

“A conduta dos envolvidos, ao desobedecer a ordens legais e disparar contra agentes públicos, representou um grave risco à coletividade e à ordem pública, justificando a intervenção da guarnição”, completou a PM, garantindo que o Batalhão de Choque seguirá na região, “visando restabelecer a ordem e a paz social durante a Operação Reintegração de Posse Grupo Di Gênio”.

À Agência Brasilos advogados que representam o Grupo Di Gênio informaram que sucessivas invasões das fazendas de Machadinho do Oeste vêm ocorrendo desde ao menos o ano passado. Motivando-os a ingressarem na Justiça estadual com ações civil e criminal a fim não só de obter a reintegração de toda a área, que alegam ser produtiva, como também para registrar e cobrar providências contra os danos atribuídos aos sem-terra.

Segundo os advogados, ao ocupar as fazendas adquiridas por Di Genio na década de 1970 e usadas para a recria e engorda de gado, os sem-terra estariam desmatando a vegetação nativa; extraindo madeira ilegalmente – inclusive com o uso de tratores, caminhões e motosserras –; construindo barracos e loteando a propriedade com a clara intenção de, posteriormente, revendê-los.

Agência Brasil entrou em contato com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e com o Ministério Público de Rondônia e aguarda suas manifestações.

Fonte: Agência Brasil

Finalmente, BOLSONARO NA PRISÃO!

O genocida foi levado para a Superintendência da PF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou neste sábado (22) a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro após a condenação a 27 anos de 3 meses por tentar um golpe de Estado no Brasil após a derrota nas eleições em 2022. Bolsonaro vai ser levado para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

A prisão ainda é preventiva, já que o prazo para os últimos recursos da defesa termina na próxima segunda-feira. Depois disso, o caso tramita para o trânsito em julgado e ocorrerá o início do cumprimento das penas.

Neste sábado, apenas Bolsonaro foi preso. Os demais réus ainda não tiveram suas prisões decretadas. Além disso, também nesta sexta-feira o ministro decretou a prisão do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que fugiu para os EUA para evitar a prisão após sua condenação devido à trama golpista.

Reação a vigília de Flávio Bolsonaro

A decisão por prisão de Bolsonaro ocorre depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou uma suposta vigília na frente do condomínio do ex-presidente. Bolsonaro já cumpria prisão domiciliar devido ao risco de fuga investigado no processo sobre a tentativa de obstrução do julgamento por tentativa de golpe. Nesse outro caso, seu filho “03”, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) já é réu.

Na sexta-feira (21), a defesa de Bolsonaro pediu ao STF que o ex-presidente fosse mantido em prisão domiciliar. Na petição, os advogados apontam os problemas de saúde de Bolsonaro e falam em “risco à vida”.

“O certo é que a alteração da prisão domiciliar hoje já cumprida pelo peticionário terá graves consequências e representa risco à sua vida”, diz trecho da petição.

Fonte: ICL

JHC colocou 117 milhões da Previdência de Maceió em risco com o Banco Master

Prisão do dono por fraude e falta do fundo garantidor aprofundam impasse político e financeiro na capital alagoana.

Uma crise financeira e política instalou-se em Maceió após o Banco Master ter sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC). A instituição bancária detinha um investimento de R$ 117 milhões do Instituto da Previdência de Maceió (IPREV), recursos destinados aos aposentados e pensionistas do município.

O estopim da crise foi a prisão do proprietário do Banco Master pela Polícia Federal.

Ele foi detido quando tentava deixar o país, sob investigação por suposta venda de títulos de crédito falsos. Em seguida, o Banco Central decretou a intervenção e liquidação da instituição, levando o destino dos R$ 117 milhões do IPREV, agora credor do banco, para o limbo.

A situação é agravada pelo fato, apontado pela oposição, de que o investimento não contava com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), um mecanismo que protege os depositantes em caso de falência bancária.

Confronto na Câmara de Vereadores

O assunto dominou a sessão da Câmara Municipal da terça-feira (18), polarizando o debate entre situação e oposição.

Palmeira relembrou que já havia alertado para os riscos da aplicação, que teria sido feita com base em uma indicação de uma consultoria investigada pela Polícia Federal e contratada pela Prefeitura sem licitação.

O vereador ainda questionou a quem foi paga uma comissão de R$ 5 milhões pela intermediação do negócio.

Em defesa da gestão municipal, o vereador Kelman Vieira, líder do governo, argumentou que a liquidação extrajudicial é um processo legal e que ainda não se pode declarar a perda dos recursos.

Ele explicou que o BC fará o levantamento dos ativos do Banco Master e, posteriormente, a lista de credores — incluindo o IPREV — entrará em uma fila para reaver os valores.

Kelman garantiu ainda que a saúde financeira do IPREV está sólida, com a previdência tendo saltado de R$ 300 milhões para R$ 1,4 bilhão, o que elimina o risco de prejuízo ou atraso nos salários de aposentados e pensionistas.

Sede do Maceió Previdência, que assegurou ter patrimônio de R$ 1,4 bilhão para cobrir os pagamentos, minimizando o impacto do investimento de R$ 117 milhões no Banco Master.. — Foto: Reprodução/Secom Maceió

Maceió Previdência emitiu uma nota garantindo que os pagamentos a aposentados e pensionistas estão assegurados, apesar da liquidação do Banco Master:

  • Folha de Pagamento: Os depósitos de novembro serão feitos no dia 27, e os de dezembro, juntamente com o 13º salário, serão realizados no dia 19 de dezembro.
  • Patrimônio: O patrimônio total do Instituto é de R$ 1,4 bilhão, o que garante a segurança dos pagamentos.
  • Impacto Financeiro: O investimento no Banco Master representa menos de 10% desse patrimônio total.
  • Legalidade: O Instituto afirma que, na época das aplicações, o Banco Master estava plenamente habilitado pelo Banco Central e Ministério da Previdência, possuía grau de investimento por agência de risco e que a operação seguiu as regras e foi aprovada pelo Conselho de Administração.
  • Próximos Passos: O Maceió Previdência está em contato com o Banco Central e órgãos reguladores para acompanhar o processo de liquidação e buscar a devolução dos recursos.

Fonte: G1

Israel quer aprovar lei para executar prisioneiros palestinos por injeção letal

Um intenso debate dentro da Comissão de Segurança Nacional do Knesset israelense, na quarta-feira, revelou detalhes de um projeto de lei que autorizaria a execução de prisioneiros palestinos, incluindo o uso de injeção letal e a proibição total de apelações, de acordo com imagens divulgadas pelo Canal do Knesset, informa a Anadolu.

A comissão se reuniu para preparar o projeto de lei para sua segunda e terceira leituras, antes que ele possa se tornar lei, disse o canal. Trechos publicados pelo canal da acalorada discussão na rede social americana X mostraram as disposições redigidas pelo patrocinador do projeto de lei, o partido de extrema-direita Poder Judaico, liderado pelo Ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir.

De acordo com essas disposições, o projeto de lei se aplicaria a qualquer pessoa que matasse um judeu “por ser judeu”, incluindo o planejamento ou a execução de tal ato, e determinaria a pena de morte como única punição.

As disposições estabelecem que a sentença seria imposta “por maioria simples, sem possibilidade de apelação ou comutação por meio de negociação ou indulto”.

Os detalhes também mostram que a execução seria realizada pelo Serviço Penitenciário de Israel por meio de injeção letal.

Para evitar atrasos, o projeto de lei exige que a sentença seja executada em até 90 dias após a decisão do tribunal.

Um confronto acirrado ocorreu durante a sessão entre Ben-Gvir e o parlamentar da oposição Gilad Kariv, do partido Yesh Atid.

“Um Estado não pode ser governado pela vingança. Sem apelações, sem discussões adicionais e sem necessidade de aprovação coletiva”, disse Kariv, descrevendo o projeto de lei como “racista porque se aplica apenas quando uma vítima judia é morta”.

Ele chamou a proposta de “elaborada por um grupo extremista e intolerante” e disse que ela se alinha com partidos cujo líder “tem uma foto de Baruch Goldstein na sala de estar”, referindo-se ao autor do massacre de Hebron em 1994, que matou 29 fiéis palestinos.

A mídia israelense já havia noticiado que Ben-Gvir exibe uma foto de Goldstein em sua casa em um assentamento em Hebron.

“Espero que seus filhos não cresçam com seus valores. Você é um pai que cria seus filhos com base no legado de um assassino e terrorista”, disse Kariv a Ben-Gvir.

O jornal Israel Hayom informou que Kariv foi expulso da sessão da comissão após o confronto.

O jornal noticiou que a Associação Médica Israelense informou ao comitê que nenhum médico cooperaria com a execução da pena de morte.

Ben-Gvir insistiu que “os médicos dizem o contrário e apoiam a punição”.

“Entendo que vocês querem que os matemos por enforcamento ou fuzilamento”, acrescentou.

O Knesset aprovou o projeto de lei em sua primeira leitura em 11 de novembro, com 39 votos a favor e 16 contra, de um total de 120 membros.

Ben-Gvir tem pressionado repetidamente por legislação que permita a execução de prisioneiros palestinos e endureceu as condições prisionais para os detentos, incluindo a restrição de visitas, a redução das cotas de alimentação e a limitação do acesso ao chuveiro, de acordo com organizações de prisioneiros palestinos.

A pressão parlamentar ocorre em um momento em que os palestinos sofrem as consequências de uma guerra genocida israelense em Gaza, que matou mais de 69.000 pessoas e feriu mais de 170.000 desde outubro de 2023.

Fonte: Monitor do Oriente

Influenciador é condenado pela Justiça por associar o PT a facções criminosas

Decisão da 20ª Vara Cível de Brasília obriga o influenciador a retirar vídeo considerado difamatório contra o PT

O influenciador Rafael Nery foi condenado pela Justiça do Distrito Federal a retirar do ar um vídeo publicado em seu perfil nas redes sociais, no qual acusa o Partido dos Trabalhadores (PT) de ser patrocinador de facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A decisão é da 20ª Vara Cível de Brasília e foi assinada pela juíza Thaíssa de Moura Guimarães.

No conteúdo publicado, Nery afirma que o “Brasil está caminhando para um controle total do crime organizado” e acrescenta que o que ocorre no Rio de Janeiro seria “o sonho do PT se tornando realidade”.

Em outro trecho, o influenciador compara o partido a grupos terroristas do Oriente Médio e afirma que o PT “é o grande patrocinador do Comando Vermelho e do PCC”.

A ação está em fase inicial, e o influenciador, já citado, deverá apresentar defesa. No processo, o PT classificou o vídeo como difamatório e pede indenização de R$ 30 mil por danos morais.

Segundo a juíza Thaíssa de Moura, “o conteúdo disponibilizado pelo requerido extrapolou seu direito de liberdade de expressão e de manifestação de pensamento, não tendo ele citado provas da alegada ligação do autor com o Comando Vermelho e com o PCC”.

Na decisão, Nery deve remover o vídeo no prazo de cinco dias após a citação, sob pena de multa diária de R$ 500, limitada a R$ 50 mil.

Caso o influenciador não cumpra a ordem judicial, a magistrada autorizou o envio de ofício ao Facebook, empresa responsável pelo Instagram no país, para que a própria plataforma remova o vídeo. Até a publicação desta reportagem, o conteúdo permanecia disponível nas redes sociais.

A reportagem tenta contato com o influenciador citado.

Fonte: Terra

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